Wednesday, September 23, 2026
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Moçambique será a quinta economia de maior crescimento global em 2023

Moçambique será a quinta economia de maior crescimento global em 2023

O país está para alcançar um crescimento económico notável de 7% este ano, se tornando a 5ͣ economia de maior crescimento económico global em 2023, de acordo com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os números reflectem as projecções optimistas previamente divulgadas pelo Governo moçambicano, que já havia revisado para cima as expectativas de crescimento, superando o objectivo inicial de 5% estabelecido no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2023.

A análise do FMI endossa a visão optimista do governo, reafirmando a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 7%, solidificando a posição de Moçambique como o país com o maior crescimento económico na África Subsaariana neste ano. Este índice é mais do que o dobro da média dos 46 países da região, estimada em 3,3%.

O destaque para o desempenho económico de Moçambique coloca o país à frente na lista das economias africanas mais dinâmicas em 2023, atrás apenas da Líbia, que projecta um notável crescimento de 12,5%, recuperando de uma queda acentuada de -9,6% em 2022, segundo dados do relatório.

A posição de liderança de Moçambique na África Subsaariana é confirmada pelo relatório, que classifica o país à frente de economias significativas como a República Democrática do Congo (RDC), Costa do Marfim, Ruanda e Etiópia, formando o top cinco regional com taxas de crescimento variando entre 6,7% e 6,1%.

Comparativamente, outras grandes economias africanas apresentam crescimento mais modesto, com a Nigéria estimada em 2,9%, Angola em 1,3%, e a África do Sul com 0,9%. No contexto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Guiné-Bissau e Cabo-Verde superam a média da região, enquanto São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial enfrentam desafios com taxas de crescimento de 0,5% e -6,2%, respectivamente.

Globalmente, o desempenho económico de Moçambique também se destaca. Se as previsões do FMI se confirmarem, o país será a segunda economia que mais cresce no continente, ficando atrás apenas da Líbia. Internacionalmente, Moçambique figura entre as cinco principais economias em ascensão, juntamente com a Guiana, Samoa, Fiji e Armênia, com todas as economias projectadas para crescerem a uma taxa impressionante de 7%.

Este desempenho económico de Moçambique, amplamente acima da média mundial de 3%, e superando até mesmo grandes potências como China e Índia, sinaliza um cenário promissor para o país. O crescimento robusto reforça a posição de Moçambique como um importante protagonista no panorama económico global, atraindo a atenção de investidores e destacando o potencial do país para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região.

Mozambique will be the fifth fastest-growing economy in the world by 2023

Moçambique será a quinta economia de maior crescimento global em 2023

The country is set to achieve remarkable economic growth of 7% this year, making it the 5th fastest growing economy in the world by 2023, according to a report by the International Monetary Fund, IMF. The figures reflect the optimistic projections previously released by the Mozambican government, which had already revised growth expectations upwards, surpassing the initial target of 5% set in the Economic and Social Plan and State Budget (PESOE) for 2023.
The IMF’s analysis endorses the government’s optimistic view, reaffirming the forecast of 7% growth in Gross Domestic Product (GDP), solidifying Mozambique’s position as the country with the highest economic growth in sub-Saharan Africa this year. This rate is more than double the average of the 46 countries in the region, estimated at 3.3%.

The prominence of Mozambique’s economic performance places the country at the top of the list of the most dynamic African economies in 2023, behind only Libya, which projects a remarkable growth of 12.5%, recovering from a sharp drop of -9.6% in 2022, according to the report.
Mozambique’s leading position in sub-Saharan Africa is confirmed by the report, which ranks the country ahead of significant economies such as the Democratic Republic of Congo (DRC), Ivory Coast, Rwanda and Ethiopia, forming the regional top five with growth rates ranging from 6.7% to 6.1%.
In comparison, other major African economies show more modest growth, with Nigeria estimated at 2.9%, Angola at 1.3% and South Africa at 0.9%. In the context of the Community of Portuguese Speaking Countries (CPLP), Guinea-Bissau and Cape Verde outperform the region’s average, while São Tomé and Príncipe and Equatorial Guinea face challenges with growth rates of 0.5% and -6.2%, respectively.

Globally, Mozambique’s economic performance also stands out. If the IMF’s forecasts are confirmed, the country will be the second fastest growing economy on the continent, behind only Libya. Internationally, Mozambique ranks among the top five rising economies, along with Guyana, Samoa, Fiji and Armenia, with all economies projected to grow at an impressive rate of 7%.
This economic performance by Mozambique, well above the world average of 3%, and outperforming even major powers such as China and India, signals a promising scenario for the country. Robust growth reinforces Mozambique’s position as an important player on the global economic scene, attracting the attention of investors and highlighting the country’s potential to drive sustainable development in the region.

Global Gateway: “Moçambique deve priorizar sustentabilidade e adoptar estratégia justa na transição energética”, afirma Mayra Pereira

Moçambique deve priorizar sustentabilidade para a transição energética

A urgência na transição energética para mitigar os impactos das mudanças climáticas coloca Moçambique diante da necessidade imperativa de implementar a sustentabilidade. O caminho recomendado inclui a ampla adopção de energias renováveis, a redução das emissões de carbono e a implementação de uma legislação transparente e equitativa.

O Governo moçambicano, em colaboração com a comunidade internacional e o sector privado, está empenhado em encontrar soluções acessíveis para cumprir metas e facilitar a transição. Mayra Pereira, presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), enfatizou que, embora existam diversas opções de energias renováveis, o país enfrenta desafios fundamentais relacionados à sustentabilidade. Desta forma, é crucial adoptar uma estratégia justa e equilibrada para assegurar que nenhum elemento essencial seja negligenciado durante esse processo.

Durante sua participação no painel “Catalisando uma Transição Energética” no Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique – União Europeia (UE), Pereira destacou a importância das acções colectivas na preservação do planeta, sublinhando que Moçambique deve liderar na geração e disseminação de conhecimento sobre a transição energética, considerando-a vital para o desenvolvimento nacional.

Marcelina Mataveia, directora de Energia do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), ressaltou que Moçambique enfrenta desafios relacionados à segurança energética, modernização, acesso deficitário à energia e mudanças climáticas. Esses obstáculos, de certa forma, têm retardado o desenvolvimento das estratégias aprovadas. Mataveia enfatizou a necessidade de mais incentivos para acelerar o plano nacional e promover o desenvolvimento da matriz energética, enquanto o governo trabalha na implementação de uma legislação favorável.

“Moçambique possui um vasto potencial de energia limpa, incluindo hídrica, solar, eólica e gás natural. Esses recursos desempenharão um papel crucial na transição energética e no desenvolvimento económico, promovendo a inclusão e reduzindo as emissões de carbono”, afirmou Mataveia.

Ela concluiu destacando que a transição implica uma mudança direccionada para o caminho certo em termos energéticos, ressaltando a importância de normas que garantam confiabilidade e modernidade em todos os níveis.

O Fórum Global Gateway, sob o tema “Criando Oportunidades de Negócios”, acontece nos dias 22 e 23 de Novembro, com 14 painéis de discussão. O evento, organizado pelo Governo de Moçambique, a Delegação da UE e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM), reúne partes interessadas dos sectores público e privado nacional e europeu. O objectivo é explorar estratégias para atrair investimentos de qualidade, impulsionando o comércio entre Moçambique e o mercado europeu, no âmbito da Estratégia Global Gateway da União Europeia.

Global Gateway: “Mozambique must prioritize sustainability and adopt a fair energy transition strategy,” says Mayra Pereira

Moçambique deve priorizar sustentabilidade para a transição energética

The urgency of the energy transition to mitigate the impacts of climate change places Mozambique before the imperative need to implement sustainability. The recommended path includes the widespread adoption of renewable energies, the reduction of carbon emissions and the implementation of transparent and equitable legislation.
The Mozambican government, in collaboration with the international community and the private sector, is committed to finding affordable solutions to meet targets and facilitate the transition. Mayra Pereira, president of the Lusophone Renewable Energy Association (ALER), emphasized that although there are several renewable energy options, the country faces fundamental challenges related to sustainability. It is therefore crucial to adopt a fair and balanced strategy to ensure that no essential element is neglected during this process.

During his participation in the panel “Catalyzing an Energy Transition” at the Global Gateway Mozambique – European Union (EU) Investment Forum, Pereira highlighted the importance of collective action in preserving the planet, stressing that Mozambique must lead the way in generating and disseminating knowledge about the energy transition, considering it vital for national development.
Marcelina Mataveia, Director of Energy at the Ministry of Mineral Resources and Energy (MIREME), pointed out that Mozambique faces challenges related to energy security, modernization, poor access to energy and climate change. These obstacles have somewhat slowed down the development of the approved strategies. Mataveia stressed the need for more incentives to accelerate the national plan and promote the development of the energy matrix, while the government works on implementing favorable legislation.

“Mozambique has vast clean energy potential, including hydro, solar, wind and natural gas. These resources will play a crucial role in the energy transition and economic development, promoting inclusion and reducing carbon emissions,” said Mataveia.
She concluded by emphasizing that the transition implies a shift towards the right path in energy terms, stressing the importance of standards that guarantee reliability and modernity at all levels.
The Global Gateway Forum, under the theme “Creating Business Opportunities”, takes place on November 22 and 23, with 14 panel discussions. The event, organized by the Government of Mozambique, the EU Delegation and the Association of European Chambers of Commerce (EUROCAM), brings together stakeholders from the national and European public and private sectors. The aim is to explore strategies for attracting quality investment, boosting trade between Mozambique and the European market, within the scope of the European Union’s Global Gateway Strategy.

Presidente do Standard Bank propõe criação de Fundo Catalítico para Startups em Moçambique

Esselina Macome, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Standard Bank, manifestou, durante o Fórum de Investimento: Moçambique-União Europeia, a necessidade urgente de estabelecer um ecossistema propício ao desenvolvimento de startups e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em Moçambique. A líder do Standard Bank defendeu a criação de um fundo catalítico como meio essencial para fornecer suporte financeiro e técnico crucial para as fases iniciais desses empreendimentos.

Durante o evento realizado em Maputo, promovido pela Global Gateway para fomentar oportunidades de negócios entre startups e MPMEs, Macome sublinhou a importância de um ambiente que encoraje o surgimento de novas ideias e ofereça orientação para garantir a sustentabilidade desses negócios no mercado.

“Ao iniciar uma startup, especialmente na fase de desenvolvimento da ideia, ela precisa de suporte financeiro, suporte técnico e pessoas para tornar essa ideia uma realidade. Esse tipo de apoio não é viável por meio de crédito bancário convencional”, explicou Macome.

A PCA do Standard Bank sublinhou a necessidade de um fundo catalítico como uma abordagem eficaz para apoiar essas iniciativas desde as fases iniciais. Segundo ela, uma vez consolidadas, essas iniciativas poderiam então procurar suporte financeiro no sector bancário tradicional.

Macome concluiu seu discurso desafiando as instituições a considerarem a implementação de créditos específicos para cada projecto, levando em consideração suas particularidades. Ela ressaltou a importância de colectar dados detalhados das iniciativas antes de conceder créditos específicos, destacando a era digital em que vivemos.

“A participação em um fundo é essencial, pois ser recomendado por uma instituição aumenta as possibilidades de obter uma resposta positiva para o crédito e confiança na instituição que o fornece. A questão dos dados é crucial, estamos na era digital e é fundamental ter informações”, afirmou Macome.

A proposta de um fundo catalítico visa impulsionar ideias inovadoras e elevar essas iniciativas a um nível mais avançado de desenvolvimento. O apoio financeiro e técnico durante as fases iniciais, segundo Macome, é crucial para o florescimento do empreendedorismo em Moçambique.

Chairman of Standard Bank proposes creation of Catalytic Fund for Startups in Mozambique

During the Investment Forum: Mozambique-European Union, Esselina Macome, Chairman of the Board of Directors (PCA) of Standard Bank, expressed the urgent need to establish an ecosystem conducive to the development of startups and micro, small and medium-sized enterprises (MSMEs) in Mozambique. The Standard Bank leader defended the creation of a catalytic fund as an essential means of providing crucial financial and technical support for the initial phases of these ventures.
During the event held in Maputo, promoted by Global Gateway to foster business opportunities between startups and MSMEs, Macome stressed the importance of an environment that encourages the emergence of new ideas and offers guidance to ensure the sustainability of these businesses in the market.

“When you start a startup, especially in the idea development phase, you need financial support, technical support and people to make that idea a reality. This kind of support is not feasible through conventional bank credit,” explained Macome.
Standard Bank’s PCA underlined the need for a catalytic fund as an effective approach to supporting these initiatives from the earliest stages. According to her, once consolidated, these initiatives could then seek financial support from the traditional banking sector.
Macome concluded her speech by challenging institutions to consider implementing specific credits for each project, taking into account their particularities. She stressed the importance of collecting detailed data on initiatives before granting specific credits, highlighting the digital age in which we live.

“Participation in a fund is essential, as being recommended by an institution increases the chances of getting a positive response to the credit and trust in the institution providing it. The issue of data is crucial, we are in the digital age and it is essential to have information,” said Macome.
The proposal for a catalytic fund aims to boost innovative ideas and take these initiatives to a more advanced level of development. Financial and technical support during the initial phases, according to Macome, is crucial for entrepreneurship to flourish in Mozambique.

Moçambique atingiu mais de 200 mil agentes para serviços financeiros via telemóvel

o país registou mais de 200 mil agentes para serviços financeiros

O Banco de Moçambique divulgou que o país atingiu mais de 200 mil agentes nos serviços financeiros via telemóvel, um aumento de 37% em apenas um ano. Conforme revelado no relatório estatístico disponibilizado à Agência Lusa nesta Quinta-feira, 23 de Novembro.

No final de 2022, o total de agentes de IME atingia 147.519, mas em apenas nove meses de 2023, esse número disparou para 203.240. Esses agentes operam através dos serviços dos operadores de telecomunicações móveis, tornando-se uma força vital no ecossistema financeiro moçambicano.

O sistema de Instituições de Moeda Electrónica está associado a três operadoras de telecomunicações móveis, proporcionando aos cidadãos serviços financeiros convenientes via telefone celular. Esses serviços incluem transferências de dinheiro entre clientes e pagamento de serviços, representando uma solução inovadora que simplifica e amplia o acesso da população a serviços financeiros, utilizando apenas dispositivos móveis.

O relatório do Banco de Moçambique destaca que a iniciativa tem sido um catalisador para a inclusão financeira, permitindo que uma parcela significativa da população tenha acesso a serviços financeiros de forma mais eficiente e acessível.

Entretanto, o Governo moçambicano, em sua proposta orçamental para 2024, actualmente em debate no Parlamento, delineia planos para continuar reformas na política fiscal. Estas incluem medidas como a tributação das comissões geradas pelos agentes e instituições de moeda electrónica, visando incrementar a arrecadação de receitas e fortalecer ainda mais o sector financeiro do país.

O cenário das Instituições de Moeda Electrónica em Moçambique teve seu início em 2012, com o lançamento da Carteira Móvel mKesh pela operadora estatal Tmcel, seguida pelo M-Pesa da Vodacom em 2013 e, no ano seguinte, o e-Mola da Movitel.

Destacando o crescimento significativo, somente na cidade de Maputo, o número de agentes que oferecem esses serviços nas ruas atingiu 32.044 até o final de Setembro, praticamente triplicando em comparação a 2018.

Essa expansão notável do sector de Instituições de Moeda Eletrónica no país sinaliza um movimento consistente em direcção a uma sociedade mais digital e inclusiva, ao mesmo tempo, em que o governo busca maneiras inovadoras de fortalecer a base fiscal e promover o desenvolvimento económico sustentável em Moçambique.

Mozambique reaches over 200,000 agents for financial services cell phone

o país registou mais de 200 mil agentes para serviços financeiros

The Bank of Mozambique has announced that the country has reached more than 200,000 agents for financial services via cell phone, an increase of 37% in just one year, as revealed in the statistical report made available to Agência Lusa on Thursday, November 23.
At the end of 2022, the total number of EMI agents stood at 147,519, but in just nine months of 2023, that number skyrocketed to 203,240. These agents operate through the services of mobile telecommunications operators, becoming a vital force in the Mozambican financial ecosystem.
The Electronic Money Institutions system is associated with three mobile telecommunications operators, providing citizens with convenient financial services via cell phone. These services include money transfers between customers and payment for services, representing an innovative solution that simplifies and expands the population’s access to financial services, using only mobile devices.

The Bank of Mozambique report highlights that the initiative has been a catalyst for financial inclusion, allowing a significant portion of the population to access financial services more efficiently and affordably.
Meanwhile, the Mozambican government, in its budget proposal for 2024, currently being debated in Parliament, outlines plans to continue reforms in fiscal policy. These include measures such as taxing the commissions generated by e-money agents and institutions, with the aim of increasing revenue collection and further strengthening the country’s financial sector.
The scenario of electronic money institutions in Mozambique began in 2012, with the launch of the mKesh Mobile Wallet by state-owned operator Tmcel, followed by Vodacom’s M-Pesa in 2013 and, the following year, Movitel’s e-Mola.
Highlighting the significant growth, in Maputo city alone, the number of agents offering these services on the streets reached 32,044 by the end of September, practically tripling compared to 2018.
This remarkable expansion of the Electronic Money Institutions sector in the country signals a consistent move towards a more digital and inclusive society, at the same time as the government is looking for innovative ways to strengthen the tax base and promote sustainable economic development in Mozambique.

Agência do Vale do Zambeze anuncia quarta carteira de financiamento para PME’s prevista para Maio

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, entidade governamental centralizada no Zambeze, anuncia a quarta janela de financiamento para Pequenas e Médias Empresas (PME’s), prevista para maio. Cobrindo cerca de 40 distritos, aproximadamente 25% da população moçambicana, a agência busca impulsionar o desenvolvimento regional.

Durante o Fórum de Investimento: Moçambique-UE, o Director Geral, Roberto Mito, ressaltou o compromisso da agência em fornecer assistência técnica às PME’s. Destacou o Fundo Catalítico de Inovação e Construção, em operação há mais de 5 anos, gerido internamente pela agência do Zambeze.

Mito enfatizou a competitividade dos projectos, detalhando o processo de submissão e avaliação. O Fundo Catalítico de Inovação, actualmente com 61 milhões de dólares, iniciou-se com 20 milhões de dólares do Banco Mundial.

Além disso, Mito anunciou a expansão das exportações de polvo pela província de Nampula para os mercados europeus, juntamente com apoio a projectos de produção de lichia em Manica e fornecedores de cana para a produção de açúcar orgânico. Com um investimento total de um e meio milhão de dólares, metade do fundo é direcionado a grandes empresas e o restante às PME’s.

A Agência do Vale do Zambeze actualmente disponibiliza uma janela de financiamento para as PME’s, com o fundo a ser desembolsado ainda este ano, beneficiando aproximadamente 24 projectos. Paralelamente, está em marcha a terceira janela do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID) da África Austral, visando estimular a actividade do sector privado.

Max Tonela: O Potencial energético projecta Moçambique para uma posição relevante no mundo.

Max Tonela: O Potencial energético projecta Moçambique para uma posição relevante no mundo.

Moçambique “tem condições objectivas para se tornar um importante actor na produção e exportação de energia limpa para vários destinos à escala global, num momento em que o gás natural da bacia do Rovuma se apresenta como uma alternativa para a transição energética”. Esta convicção foi expressa quarta-feira (22) em Maputo pelo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, na abertura da primeira edição do Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique – União Europeia (UE), uma organização conjunta entre o Governo de Moçambique e a Delegação da UE e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM).

Segundo o governante, o país tem um grande potencial energético capaz de oferecer ao mundo alternativas para a segurança energética global, referindo-se ao arranque da plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito (GNL) há cerca de um ano, que marcou o início da uma nova era para Moçambique. “Gostaríamos de ver uma maior colaboração entre as pequenas e médias empresas moçambicanas e europeias, que garantam a transformação local destes recursos. Acreditamos que, juntos, estamos em condições de oferecer ao mundo alternativas para a segurança energética global”, enfatizou Max Tonela, acrescentando que as alterações climáticas estão a forçar o mundo a adoptar uma nova abordagem à utilização de energias limpas e menos poluentes.

Além disso, o ministro considerou que Moçambique e a UE têm todos os elementos para se posicionarem conjuntamente na vanguarda da transição energética verde, combinando os recursos moçambicanos e a excelência tecnológica europeia. Como tal, “estes recursos devem ser utilizados para fazer da nossa matriz energética o centro energético da região da África Austral”.

Na mesma ocasião, Tonela desafiou os investidores a olharem para a indústria transformadora moçambicana, pois esta desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da economia e na diversificação da base produtiva.

“A transformação local de bens exportados com um actual baixo nível de processamento representa uma excelente oportunidade de investimento, particularmente na produção agrícola de minerais críticos como grafite, areias pesadas e lítio. Não existem motores elétricos sem grafite, muito menos lítio. Portanto, parcerias estruturadas entre europeus e moçambicanos podem aliviar esta procura e devem ajudar a acelerar a industrialização de Moçambique”, sublinhou.

A disponibilização de infra-estruturas eficientes e acessíveis é também outro dos desafios que a economia moçambicana enfrenta e que se apresenta como uma oportunidade de investimento, segundo o ministro. Neste sentido, “existem diversas oportunidades de investimento no país”.