Friday, May 1, 2026
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Moçambique busca reclassificação para sair da Lista Cinzenta  

Na fundamentação, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, assinalou a importância da legislação aprovada para a saída do país da lista cinzenta do GAFI, instrumento que mede a aptidão do país para o combate àquele tipo de delitos.

À margem das reuniões de peritos do Conselho de ministros de Combate ao branqueamento de capitais de África Oriental e Austral, que decorre em Kasane, no Botswana, o director-geral do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, Aurélio Matavel Júnior, avançou que a expectativa é de a plenária aprovar o pedido de reclassificação das novas recomendações do GAFi.

A Assembleia da República aprovou, no mês passado, a Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo num esforço considerado como crucial para devolver a segurança e  confiança dos parceiros internacionais ao sistema financeiro nacional.

Nova roupagem da Lei contra o branqueamento

A revisão do instrumento legal presupõe que as pessoas singulares e colectivas, sem personalidade jurídica, organizações sem fins lucrativos, as instituições financeiras e as entidades não financeiras com sede em território nacional passam a ser obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais.

As medidas passam a abranger também as entidades não financeiras, pessoas singulares e colectivas que se dediquem à mediação imobiliária e à compra e revenda de imóveis, bem como às entidades de construção que vendam directamente imóveis.

Estão também abrangidos os advogados e todos os que exerçam funções de mecenato e assistência jurídica, notários, conservadores, contabilistas e auditores independentes, quando intervenham em operações do interesse dos seus utentes ou noutras circunstâncias.

Prestadores de serviços a fundos fiduciários e empresas passam a ser também entidades não financeiras obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

As organizações sem fins lucrativos, incluindo organizações não governamentais e igrejas, passarão a ter de manter registos das operações relativas a donativos e outras contribuições de entidades nacionais e internacionais por um período mínimo de cinco anos.

De acordo com as alterações votadas favoravelmente no parlamento, tais registos devem ser suficientemente detalhados para permitir a verificação de que os fundos recebidos por estas entidades foram utilizados de acordo com a finalidade da organização, que deve disponibilizar esses registos às autoridades competentes quando solicitado.

Outra inovação da lei em causa é que os donativos ou outras contribuições financeiras para entidades sem fins lucrativos devem ser efectuados por transferência bancária para conta aberta em nome da entidade ou por cheque, com as devidas excepções nos termos a regulamentar.

Minas sul-africanas terão uma rota mais rápida para os portos moçambicanos

A The Logistics Co., detida indirectamente pela African Infrastructure Investment Managers da Old Mutual Ltd., planeia abrir uma passagem exclusiva para camiões em Komatipoort, a norte do principal ponto de entrada de Lebombo para a África do Sul, em Moçambique.

O projecto envolve a melhoria de uma estrada de serviço existente ao longo de uma linha férrea e a construção de uma instalação para camiões que terá gabinetes de alfândega e imigração nos arredores da cidade de Komatipoort, de acordo com Hennie Jooste, chefe de operações da TLC.

Segundo o portal Mining, a empresa, que já opera um terminal ferroviário no lado moçambicano da fronteira, poderá processar até 500 camiões por dia no novo posto fronteiriço planeado.

Isso pode reduzir a pressão sobre o posto fronteiriço existente, que pode receber 1.800 camiões por dia, formando filas que por vezes se estendem por 30 quilómetros (19 milhas). A prioridade da empresa é acomodar os 200 a 250 camiões que a TLC opera e que transportam magnetite, um tipo de minério de ferro, para Moçambique.

Os camiões serão descarregados no terminal ferroviário e regressarão vazios através da fronteira existente. Os minerais viajarão depois por comboio até aos portos da Baía de Maputo.

Os produtores sul-africanos de magnetite, crómio e carvão têm utilizado cada vez mais a autoestrada EN4, através da fronteira de Lebombo, para transportar os seus minerais a partir dos portos de Maputo e Matola, à medida que as infra-estruturas ferroviárias e portuárias do seu próprio país se debatem com dificuldades.

Ao mesmo tempo, Moçambique tem estado a aumentar a sua capacidade portuária e ferroviária. A TLC planeia iniciar a construção do projecto em meados de Outubro próximo e concluí-lo em Maio de 2024. A construção custará cerca de 2,6 milhões de dólares.

Syrah Resources prevê demanda pelo seu grafite no mercado internacional  

O CEO da Syrah, Shaun Verner, acredita que assim que o stock excedente de grafite chinês for eliminado, a empresa será capaz de retomar a produção total na sua mina durante os próximos meses. A produção chinesa de grafite é principalmente sazonal e normalmente termina em Novembro.

O domínio significativo da China no mercado de grafite continua a ser um desafio, segundo Verner. No entanto, também apresenta uma oportunidade, à medida que os Estados Unidos e os seus países aliados procuram reduzir a sua dependência do fornecimento de materiais para baterias pela China.

A necessidade de diversificação da oferta de fabricantes de baterias e montadoras fora da China despertou imenso interesse na contratação de material produzido em outros lugares.

Segundo o EnergyPortal.eu, os fracos preços da grafite, que Verner atribui ao domínio do mercado pela oferta chinesa, causaram uma queda de 67 por cento nas ações da Syrah este ano.

A Syrah Resources é uma das poucas opções não chinesas para quem procura grafite, especialmente para baterias de veículos elétricos e reatores nucleares. Com expectativas de diminuição dos stocks chineses e aumento da procura, a empresa antecipa uma reviravolta no futuro.

Retorno da TotalEnergies sob análise e o “suspense” pode ter um fim  

No dia 16 de Agosto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Carlos Zacarias, instou publicamente a TotalEnergies a suspender a declaração de força maior que interrompeu a construção da planta de liquefacção de GNL de Moçambique, com capacidade de produção anual de 12,9 milhões de toneladas, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

A TotalEnergies, que controla o projecto LNG Mozambique através de uma participação de 26,5 porcento, pretende actualmente revogar a sua declaração de força maior no último trimestre deste ano.

Uma reunião para discutir o estado do projecto ocorreu na sede do grupo, na França, no fim de Agosto. Estiveram presentes nomeadamente o CEO Patrick Pouyanne e Maxime Rabilloud, chefe da subsidiária do grupo em Maputo.

O aumento no custo do projecto é uma grande fonte de preocupação para o grupo e está no centro das conversas que ocorrem entre ele e seu principal subcontratado CCS para a construção do empreendimento, uma joint venture formada pelo empreiteiro italiano Saipem, pelo grupo norte-americano McDermott e pela Chiyoda do Japão.

Vários executivos da TotalEnergies foram enviados para conversar com membros da joint venture para tentar encontrar formas de reduzir custos. O gerente de compras do LNG Mozambique, Lei von Habsburg-Lothringen, foi enviado a Milão há algumas semanas para um estágio de um ano na Saipem.

Assim que a cláusula de força maior for levantada, demorará entre seis e 10 meses até que a CCS possa retomar o trabalho no LNG Mozambique. A joint venture precisará se actualizar com seus próprios subcontratados. Além disso, é provável que procurem fundos adicionais, depois de terem passado mais de dois anos em espera, enquanto os preços das matérias-primas disparavam.

A TotalEnergies declarou oficialmente força maior em Abril de 2021, depois que o trabalho no LNG Mozambique foi interrompido em Dezembro de 2020. Isso permitiu ao grupo suspender o trabalho no projecto até que as condições de segurança melhorassem.

Em Julho de 2021, milhares de soldados do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) chegaram à província de Cabo Delgado. Desde então, o número de ataques perpetrados por grupos armados na província caiu drasticamente.

 

Atritos levam à empresa aérea Mex a suspender operações  

De acordo com a companhia de bandeira moçambicana, a Mex opera três aeronaves do tipo Embraer 145 para vários destinos no País e na região, nomeadamente ao serviço da LAM, que enfrenta fortes dificuldades financeiras que, em Abril, levaram o Governo a colocá-la sob gestão da sul-africana Fly Modern Ark (FMA).

“Lamentamos informar que a direcção da Mex-Moçambique Expresso SA […] deliberou pela suspensão das operações com efeito a partir de 31 de Agosto de 2023”, lê-se numa carta assinada pelo director-geral, Faustino Massitela, dirigida à administração da LAM.

“A não canalização dos valores à Mex coloca a empresa em situação de falta de liquidez para honrar os seus compromissos com fornecedores, colocando a empresa em risco de fechar portas”, acrescenta o documento.

Segundo o Diário Económico, na mesma carta, a empresa afirma que “tem vindo a acumular dívidas com fornecedores, cuja participação nas operações da Mex é vital para a continuidade” da empresa, neste caso associadas a motores e manutenção, por parte da Rolls-Royce, Embraer e American General Supplies.

“É nossa opinião que a LAM e MEX, envolvendo a FMA, devem encontrar uma solução urgente para as situações aqui referidas. A não resolução destes assuntos colocam a Mex em situação de parar as operações a qualquer momento”, alertava, na mesma carta, o director-geral, algo que se concretizou em 31 de Agosto.

Uma das dívidas da Mex é à Embraer, de 1,1 milhões de dólares (cerca de 69,5 milhões de meticais), que a companhia reconhece, numa outra comunicação, enviada em 14 de Novembro à empresa brasileira, referente à aquisição da frota ERJ145.

Nessa carta, a Mex chegou a propor à Embraer pagar 50 por cento dessa dívida no início deste ano. Sem a resolução desta, a direcção da Mex reconhecia então que o diferendo “impede de receber ou solicitar qualquer serviço ou apoio técnico da Embraer”.

 

Empresa saudita vai produzir rações e fertilizantes em Chókwe

Jampur assumiu o controlo do Complexo Agro-Industrial de Chókwè (CAIC), que já foi uma gigantesca quinta estatal.

O foco da empresa estava na procura de garantias de mercado para o arroz produzido localmente, mas, agora, o Grupo Jampur quer alargar o leque de investimentos a outros projectos, que incluem uma linha de produção para rações para peixes e aves, fertilizantes e suplementos para melhorar a robustez do gado.

A expectativa deste grupo empresarial é reduzir a dependência de importações para satisfazer o mercado local de aves e peixes.

Além da produção e comercialização de alimentos, Jampur tem outros projectos em andamento, nomeadamente a criação de uma indústria de produção de calçado e uniformes.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da firma, Mohammad Shafiq, nesta fase embrionária da sua operação no CAIC, as atenções estão voltadas para o processamento e comercialização.

Disse, sem adiantar números específicos, que há investimentos em curso para um conjunto de projectos estruturantes na cadeia de valor de produtos destinados ao consumo interno e também à exportação.

“Também temos interesse em investir na produção de aves, fertilizantes e uniformes, tudo aqui no distrito de Chókwè”, afirmou a fonte.

A revitalização do Complexo Agro-Industrial do Chókwè é fruto do Programa Nacional de Industrialização de Moçambique (PRONAI), lançado em 2021 pelo Presidente Filipe Nyusi, com o objectivo de contribuir para o aumento da produção, estimular o agro-processamento, reduzir a exportação de matérias-primas e gerar emprego e renda para o sector familiar.

Ruanda de olhos no marisco moçambicano

O empresariado ruandês demonstra um forte interesse em encontrar parceiros moçambicanos no fornecimento de mariscos diversos, com destaque para o apetecido camarão, que está a estimular uma grande procura no mercado alimentar do Ruanda. Esta informação foi avançada pelo embaixador do Ruanda em Moçambique, Claude Nikobisanzwe, durante uma entrevista exclusiva ao Profile, realizada durante a 58ᵃ edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

O Ruanda marcou presença no stand internacional da FACIM com um total de 22 empresas dos sectores de processamento alimentar, cosméticos, serviços informáticos e agro-processamento. Destaca-se a presença de café, chá e piri-piri como produtos em evidência.

De acordo com Claude Nikobisanzwe, esta é a segunda vez que o Ruanda participa na FACIM, e desde a primeira aparição no evento, tem crescido o interesse dos empresários ruandeses em estabelecer parcerias com Moçambique, devido à diversidade de oportunidades que o país oferece.

“Os nossos investidores estão à procura de parcerias para iniciar negócios em Moçambique, mas também temos interesse em adquirir alguns bens de consumo que o mercado moçambicano oferece, como é o caso de mariscos, principalmente o camarão”, afirmou Claude Nikobisanzwe.

Além de fortalecer relações com o empresariado nacional, Ruanda encontrou na FACIM uma plataforma para promover os seus produtos para outros mercados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que também estavam representados no evento.

Jean Luc, um empresário ruandês que participou pela primeira vez na FACIM este ano em representação da sua empresa, especializada na produção e processamento de café, destacou, em conversa com o Profile: “Encontramos um grande potencial de expansão do nosso mercado em Moçambique e esperamos estabelecer boas parcerias que resultem num bom relacionamento comercial entre os dois países.”

Vale referir que a agricultura é um dos sectores-chave em desenvolvimento no Ruanda, com o chá e o café entre os principais bens de exportação do país, avaliados em cerca de 100 milhões de dólares por ano.

Enquanto isso, de acordo com dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, o potencial produtivo total da aquacultura em Moçambique estima-se em cerca de 4 milhões de toneladas anuais, dos quais cerca de 2 milhões correspondem à produção de peixe em águas interiores e uma quantidade igual para a produção de espécies marinhas.

Existe uma área total de produção estimada em 378 mil hectares, dos quais cerca de 250 mil são destinados à aquacultura em águas interiores e 120 mil hectares para aquacultura marinha.

Aviação civil divulga direitos dos passageiros no país: Saiba quais

Inês Mavie, chefe do Departamento de Defesa do Passageiro no IACM, explicou, durante a Feira Internacional Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM), que é fundamental que o público saiba sobre a existência de legislação sobre os direitos e deveres dos passageiros, em caso de incumprimento do contrato de transporte.

Explicou que em caso de atraso ou cancelamento do voo, por exemplo, o passageiro tem o direito à informação imediata e na falta de comunicação, os prejuízos devem ser arcados pela companhia aérea.

Outro direito, segundo Inês Mavie, é que no atraso de voos por mais de três horas, estando o passageiro no aeroporto, este tem direito à refeição e, havendo necessidade, à hospedagem.

Explicou ainda que na perda ou dano de bagagem, a companhia aérea deve igualmente ressarcir pelos prejuízos causados, de acordo com os limites de responsabilidade estabelecidos pela Resolução nº 43/2008, de 13 de Novembro, aplicável ao transporte aéreo doméstico e internacional.

Em contrapartida, os passageiros devem cumprir todas as orientações emanadas pelas companhias aéreas, especialmente a bordo das aeronaves, sob pena de sofrerem sanções. O IACM é a autoridade reguladora da Aviação Civil em Moçambique.

Mais postos de gás veicular chegam a Gaza e Inhambane, próximo ano

Conforme disse a nossa fonte, destes três postos, um vai ser implantado no Posto Administrativo de Chicumbane, na província de Gaza, um no distrito de Maxixe e outro em Vilankulo, na província de Inhambane.

Até então, a Autogás conta com 3 mil viaturas em circulação usando o gás veicular, todas estas a nível da Região Metropolitana de Maputo. Segundo Das Neves, o desejo da empresa é que mais viaturas sejam movidas a gás, por isso os três pontos que vão ser instalados, vão ajudar a massificar o uso deste combustível em veículos.

A fonte reconheceu o desafio da expansão do gás veicular pelo resto país, tendo elencado os factores que infuenciam para o alcance dos obejectivos, como a frota de veículos, os custos para instalação do sistema de gás veicular, a disponibilidade de combustível em determinadas zonas do país e a conjuntura económica, consubstanciada com a inflação.

No tocante à frota de veículos, Das Neves lembrou que a estratégia da Autogás foi de iniciar as suas actividades na região do Grande Maputo, que detém de 63 por cento do “arsenal” de viaturas, sendo 27 por cento de veículos espalhado pelo resto do país.

Segundo disse a fonte, mesmo em Maputo, onde há uma gama de viaturas ainda há um receio notável por este sistema. Tanto é que ainda há muito por se fazer para que tanto pessoas singulares e empresas usem veículos movidos a gás, cujas vantagens ambientais são consideráveis.

Há zonas com défice de fornecimento de gás

Outro obstáculo que atrasa a massificação do gás veicular tem que a ver com indisponilbilidade de combustível, em algumas regiões, onde para o recurso chegar, acarreta altos de custos em tranporte e logística, apontou a fonte.

“No sul já temos o gás disponível, mas na Zambézia, na província  de Tete ou em Manica, neste momento, esse gás ainda não está devidamente disponível e transportando por camião coloca o desafio de competitividade do gás. Ou seja, quanto mais for a necessidade de transportar o gás por camião, mais custos haverá”, explicou o gestor.

“A nossa estratégia prevê que, neste momento, o gás está disponível no sul, então vamos fazer a utilização do mesmo o máximo possível. E depois assim que o gás estiver disponível noutras zonas, vamos avançar nesse sentido”, acrescentou.

Importação de carros a gás precisa-se

Igualmente, das Neves entende que o país tem de estimular a importação de carros a gás, que apesar da conjuntra económica, é possível criar-se mecanismos facilitadores.

João das Neves falava num seminário subordinado ao tema “Massificação do Uso de Gás Natural Veicular em Moçambique”, promovido pelo Ministério de Recursos Minerais e Energia (MIREME), naquela que é a maior feira nacional de negócios, que decorreu de 28 de Agosto a 3 de Setembro corrente.

A Autogás é uma empresa moçambicana, dedicada à distribuição e venda do gás natural para viaturas em substituição dos combustíveis convencionais, constituída em regime de uma Parceria Público-Privada, cujos accionistas são a Petrólemos de Moçambique (PETROMOC) com 40% de acções,  INDICO ENERGIA com 38% e o Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGEPE) com uma participação de 22%.

 

 

 

 

 

Últimos dois anos mostram que Moçambique continua atractivo a investimentos

O ministro recordou que, na actual legislatura, o país passou a dispor de uma nova Lei do Investimento Privado, “mais atractiva, moderna e adequada aos desafios globais”, e que está a ser preparada uma nova Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

Disse, igualmente, que está em curso um trabalho de legislação para a organização da actividade comercial, um plano integrado de comercialização agrícola, a revisão do regulamento de licenciamento da atividade industrial e comercial e a elaboração de um mecanismo de melhoria do ambiente de negócios do país.

“É necessário continuar a fazer reformas para simplificar procedimentos, reduzir o tempo e o custo dos processos de aprovação de projectos de licenciamento de actividades económicas, criar condições para a implementação de projectos de infra-estruturas industriais e promover a agregação de valor às matérias-primas nacionais”, disse o ministro Silvino Moreno, na abertura do 21º conselho coordenador do ministério, em Marracuene, arredores de Maputo.

Por outro lado, o ministro da Indústria e Comércio reconheceu a contínua diminuição do peso da indústria transformadora no Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.

“De 7,8% em 2020 para 7,4% do PIB em 2022. Esta percentagem ainda está abaixo da meta que nos propusemos para 2024, que é de 9%”, expressou o governante.

Como uma das medidas atinentes à dinamização da economia nacional, Moreno recordou que está também em curso o mapeamento das actividades industriais em Moçambique, visando colher informação sobre o perfil do parque industrial nacional, em termos quantitativos e qualitativos.