Saturday, May 2, 2026
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Petrolífera Pertamina assina acordos com Moçambique

Com efeito, a Pertamina rubricou um memorando de entendimento com a Buzi Hydrocarbons (BHPL) para explorar o potencial do sector do petróleo e do gás a montante e a jusante das centrais eléctricas alimentadas a gás.

“Esperamos que todas as cooperações possam trazer benefícios para todas as partes, especialmente para a Pertamina e para a Indonésia, porque temos o espírito de ‘trazer os barris para casa’, o que significa que a expansão da Pertamina no exterior deve trazer benefícios para o povo da Indonésia”, referiu a responsável.

Segundo o site, a directora da empresa, Nicke Widyawati, referiu, durante a visita, que a sua equipa apresentou várias iniciativas de cooperação no sector energético, tendo conseguido obter quatro compromissos com quatro países africanos.

Antes da visita a Moçambique, a empresa tinha assinado um memorando de entendimento com a África do Sul e República, na perspectiva de optimização de gasodutos, centrais eléctricas a gás e instalações de exportação de electricidade na África do Sul.

A responsável explicou que no Quénia foram assinados dois acordos de cooperação com a Africa Geothermal International (AGIL) e a National Oil Corporation of Kenya (NOCK) pelas filiais da Pertamina, a Pertamina Geothermal Energy Tbk (PGEO), a Pertamina Upstream Subholding e a Pertamina Internasional Eksplorasi Dan Produk (PIEP).

Na Tanzânia, a Pertamina assinou um memorando de entendimento com a Tanzania Petroleum Development Company (TPDC) no domínio da exploração e produção de petróleo e gás a montante e a jusante na região. A assinatura teve lugar na presença dos dois chefes de Estado, o Presidente Jokowi Widodo e o Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu.

“A Pertamina abre oportunidades de cooperação e África tem o negócio certo de que a Pertamina precisa. Temos a experiência, a competência e a capacidade para o fazer”, afirmou Nicke Widyawati numa declaração escrita.

Durante a visita em Moçambique e noutros países, Jokowi solicitou igualmente à Pertamina que participasse na gestão do bloco de gás da Baía de Mnazi e na transformação do gás natural em produtos químicos e fertilizantes.

Em algumas das colaborações existentes, a Pertamina envolveu outras subsidiárias no desenvolvimento de projectos, como os fornecedores de serviços de petróleo e gás, a Pertamina Drilling Service e Elnusa Tbk, e a Pertamina New Renewable Energy (Pertamina NRE).

 

 

IMOPETRO diz que mercado de combustíveis está resiliente, apesar da pressão  

Segundo João Macanja que falava durante um seminário sobre o financiamento relativo à importação de combustível, no âmbito da 58.ª edição da Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (FACIM), o banco central comparticipava com cerca de 50 por cento na factura de importação de combustíveis, tendo deixado de o fazer há alguns meses.

A fonte do IMOPETRO explicou que, com a saída do Banco de Moçambique (BM) deste processo, nota-se uma limitação na disponibilização do dólar no mercado para a viabilização das importações.

O responsável frisou haver limitações na disponibilização de garantias bancárias, uma dificuldade que é mais notória quando há uma subida generalizada de preços no mercado internacional.

“Assim, quando os preços sobem, os bancos comerciais dizem que o financiamento da importação de combustível é feito de acordo com as capacidades de reembolso das empresas envolvidas no negócio, uma vez que o risco de crédito transfere-se para as instituições financeiras”, apontou.

Segundo a Petróleos de Moçambique (Petromoc), os desafios do mercado de abastecimento de combustíveis começaram na altura em que o processo era liderado por um sindicato bancário e perduraram até hoje, num cenário de liberalização.

Nos últimos anos, o sector desembolsou 27,3 milhões de dólares norte-americanos em garantias bancárias, o que entende ser razoável, porque a liberalização trouxe ganhos, sobretudo relativamente ao reforço do poder de negociação das empresas comparativamente ao período do sindicato bancário.

Cimeira de Gás e Energia de Moçambique decorre este mês em Maputo

O evento tem o potencial de promover o desenvolvimento de conteúdo local, com uma conferência e exposição internacional de grande visibilidade que potencia o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME’s) e do empreendedorismo no país.

A mesma serve como uma plataforma para partilhar actualizações sobre políticas, regulamentação e informação sobre oportunidades de apoio financeiro disponíveis para start-ups em Moçambique.

A decorrer na Centro de Conferências Joaquim Chissano (CCJC), o evento vai compreender rondas de debates divididas em 16 sessões, com oradores experimentados na indústria de petróleos e gás.

Um total de 30 países estarão representados naquela que é uma das conferências de cariz económico mais vibrante do país. No total, são esperados 3.500 participantes idos de várias partes de Moçambique e cerca de 250 empresas expositoras.

O evento vai decorrer numa altura em que o país está a tentar relançar a indústria extractiva depois das incertezas criadas, por exemplo, pela pandemia da COVID-19, terrorismo na província de Cabo Delgado, que obrigou à paralização das operações da TotalEnergies na Área 1 da Bacia do Rovuma, por motivos de força maior.

Outro factor que afectou a indústria, é excesso de stock de grafite no mercado inetrnacional, que obrigou à mineradora australiana Syrah Resources a intemrroper a produção.

A mina, situada em Balama, iniciou a produção comercial há quatro anos e foi destaque em Dezembro, quando a Syrah anunciou um acordo com a multinacional de veículos eléctricos Tesla, que pretende usar a grafite da mina, descrita como um dos maiores depósitos deste tipo de minério “de qualidade” no mundo pela própria companhia australiana.

EDM perde 120 milhões de meticais devido a ligações ilegais

De acordo com o director do Serviço de Atendimento ao cliente da EDM na cidade da Matola, Samuel Guambe, houve um prejuízo adicional de oito milhões de meticais em resultado da vandalização de infra-estruturas eléctricas.

Devido a este problema, disse, a empresa é sempre obrigada a reafectar fundos para reparar os prejuízos, situação que atrasa a execução de projectos e ampliação da rede eléctrica.

O gestor explicou que, para evitar a vandalização de infra-estruturas e ligações ilegais de energia eléctrica, a empresa está a sensibilizar as comunidades para encorajar as pessoas a denunciarem os envolvidos nestas actividades criminosas.

Só na província de Maputo, de Janeiro a Julho deste ano, foram registados 72 casos de vandalização de equipamentos eléctricos, que causaram prejuízos avultados à empresa, dificultando o cumprimento da meta de acesso universal à energia eléctrica até 2030.

Recentemente, a EDM anunciou ter recuperado cerca de quatro toneladas de cabos de cobre roubados, avaliados em cerca de 10 milhões de meticais (cerca de 157 mil dólares).

Para breve novo sistema de gestão de contentores frigoríficos no Porto da Beira

Para o efeito, vão serão instaladas 300 tomadas no Terminal de Contentores do Porto da Beira, um dos mais modernos terminais da África Austral.

A propósito do projecto, o Chefe do Terminal, Luís Rodriguez, explicou que a concessionária procura optimizar, ao máximo, os seus recursos, com o objectivo não só de reduzir custos, mas sobretudo de satisfazer as necessidades imediatas dos clientes, sendo importante o manuseamento fiável, rápido e totalmente documentado dos reefers.

“Com o sistema Reefer Runner, podemos monitorizar os frigoríficos à distância. Isto é crucial, uma vez que o número de frigoríficos está a aumentar constantemente”, sublinhou.

Ao permitir a monitorização automática de todos os contentores refrigerados individuais, o Reefer Runner protege toda a carga refrigerada, transmite dados vitais e acciona alarmes quando necessário.

Esta tecnologia facilita uma gestão mais eficiente dos contentores frigoríficos, melhorando significativamente o processo de importação e exportação de carga frigorífica no terminal e minimizando as reclamações.

A instalação deste sistema abrange dois armazéns alfandegados, uma área de armazenamento de Mercadorias Marítimas Perigosas Internacionais (IMDG) e um sistema de gestão computorizado designado Navis N4 de última geração.

A recente expansão inclui mais espaço para armazenamento de contentores e uma nova estrada de acesso com cinco faixas, solidificando o seu papel como um importante centro logístico na região.

A iniciativa é da Cornelder Moçambique em parceria com a Identec Solutions, líder mundial em soluções de gestão de contentores refrigerados.

Cegid oferece soluções de digitalização das PME’s

A multinacional Cegid, detentora de soluções tecnológicas como a Primavera e Eticadata em Moçambique apresentou, durante a 58.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) um portfólio de soluções para a transição digital do tecido empresarial moçambicano através de tecnologias de apoio à gestão.

De acordo com José Simões, gestor da Cegid em Moçambique, através dessas soluções, as empresas poderão responder às exigências do novo código do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) e outras soluções cloud de gestão empresarial para os sectores financeiro, recursos humanos e contabilidade.

Estas soluções de gestão constituem uma estratégia de crescimento sustentado para o mercado moçambicano e vai contribuir para a digitalização das Pequenas e Médias Empresas (PME’s) locais”, referiu.

Doravante, a multinacional pretende reforçar a sua aposta na capacitação de recursos humanos moçambicanos para a era digital, dotando-os das competências técnicas necessárias para utilizarem soluções de gestão úteis e inovadoras e outras plataformas digitais essenciais nesta era digital.

Refira-se que Cegid adquiriu, em 2022 o Grupo Primavera, constituído por soluções tecnológicas de referência em Moçambique como a Cegid PRIMAVERA e a Cegid Eticadata.

Durante a FACIM a multinacional apresentou, igualmente o Cegid Primavera ERP Evolution, que se destaca pela personalização e capacidade de adaptação a empresas de todas as dimensões e sectores de actividade. O software está disponível num modelo de subscrição, que garante assim a todas as empresas o acesso a tecnologia de topo com custos reduzidos.

Moçambique reabilita fronteiras para facilitar comércio

A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial, no valor de 230 milhões de dólares norte-americanos, em apoio a Moçambique e Malawi na melhoria da coordenação regional do comércio, através da redução dos custos e tempo das transacções, desenvolvimento de cadeias de valor regionais e melhoramento do acesso à infra-estrutura.

A informação foi avançada, quarta-feira (30), em Marracuene, pelo coordenador do projecto, Benjamin Kerchan, num seminário que discutiu o Fundo Catalítico como alavanca para a industrialização do Vale do Zambeze, no centro do país, no quadro da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo(FACIM).

Neste contexto, o financiamento vai facilitar as ligações comerciais, combinando a modernização e o estabelecimento de postos fronteiriços de paragem única, investimento em tecnologias de informação e comunicação, melhoria de estradas, reformas relacionadas com o comércio e medidas de apoio à cadeia de valor.

Segundo Benjamin Kerchan, a iniciativa tem potencial para catapultar a integração regional e crescimento mais inclusivo.

Espera-se ainda que a iniciativa aumente a eficiência, reduza os custos comerciais e ajude Moçambique e Malawi a obterem benefícios líquidos estimados em mais de 900 milhões de dólares norte-americanos.

Explicou que a expectativa é que o programa contribua para baixar os custos de transporte e de logística de comércio e, desta forma, florescer o negócio e crescimento económico dos países envolvidos.

“O aumento da eficiência dos corredores de transporte reduzirá os custos de bens como combustíveis e fertilizantes que beneficiam, principalmente, pessoas necessitadas”, afiançou Kerchan.

Reforçou que a revitalização dos corredores tem potencial para transformar a trajectória económica de mais de 40 milhões de pessoas, através do aumento da produtividade, fiabilidade e aprimoramento de qualidade mediante uma abordagem integrada da cadeia de valor, trabalhando com os produtores utentes.

 

A Transnet e a CFM alargam acordo de transporte de mercadorias

A TFR anunciou na terça-feira que o acordo histórico, assinado em abril de 2023, para permitir a “operação contínua” de comboios entre os dois países será expandido para fluxos de cromo e ferrocromo em três comboios por dia a partir de 1 de setembro.

Anteriormente, no âmbito do primeiro acordo, a TFR esperava aumentar o número de comboios semanais de cromo de 12 para 21 e os de magnetite de 17 para 28. O porto de Maputo registou um aumento de 23% nos volumes de magnetite transportados para exportação.

A melhoria do volume foi conseguida apesar de várias perturbações na linha, incluindo o encerramento da linha devido a perturbações de segurança e descarrilamentos recentes.

“Os êxitos alcançados neste trajecto demonstram o valor intrínseco de uma colaboração significativa entre os dois operadores ferroviários nacionais. Isto dá crédito ao que pode ser alcançado quando as operações ferroviárias não são sufocadas por interrupções devido ao roubo incessante de cabos e à falta de locomotivas, como experimentado em outras rotas importantes para a Costa Leste, apoiando os vastos depósitos minerais de Mpumalanga e Limpopo”, afirmou num comunicado a Transnet Freight Rail.

O desempenho do corredor tem sido afectado por uma disponibilidade limitada de locomotivas, devido à ausência de contratos de manutenção com fornecedores e a um impasse prolongado sobre o fornecimento de peças sobressalentes para locomotivas fornecidas pela CRRC da China.

Em Fevereiro, a TFR informou que existiam 356 locomotivas ditas de longa data, incluindo 164 locomotivas da CRRC. Segundo a empresa, a TFR chegou a um acordo com os seus outros fornecedores de locomotivas, com os quais está igualmente a celebrar contratos de manutenção.

Fábrica de gás de cozinha de Inhambane vai reforçar gás canalizado

Quem assim o diz é o director Comercial da Empresa Nacional dos Hidrocarbonetos (ENH), Titos Nhabomba, que falava, na terça-feira, durante o seminário subordinado ao tema “Contribuição de Gás Natural para o Sector de Infraestruturas, Educação e Saúde”, na Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (FACIM), em Ricatla, no distrito de Marracuene.

A cidade de Maputo foi o local que acolheu o projecto-piloto de gás canalizado, com uma meta de abranger a 400 famílias. Neste momento, a ENH contabiliza que já foram abrangidas todas as que se pretendia alcançar.

Na província de Inhambane, cerca de 2 mil famílias já estão a consumir o gás fornecido por tubagem, um número visto pela ENH como positivo e estimulante.

Ocorre que, no entanto, as ligações que estão a ser feitas custam 5 mil meticais por cada família, mas no total,  uma ligação custa 150 mil meticais, valor que é coberto pela própria ENH.

A empresa justifica que a abrangência tende ser lenta por ser honeroso montar uma única canalização. Seja por isso que a ENH espera que o unidade de produção do gás canalizado venha a massificar o acesso deste recurso.

“Esta unidade poderá gerar 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano e estas projecçcões vão possibilitar que mais famílias consumam o gás, substituindo o uso de combustível de biomassa, na senda do combate ao desflorestamento”, referiu-se a fonte.

A ENH aponta que a massificação do acesso ao gás de cozinha a nível doméstico tem o potencial de concretizar uma das metas do país que é de garantir uma transição ao uso de energias limpas, entre as quais o gás também faz parte, dado o seu baixo teor para emissão de carbono na natureza.

Triton Minerals já tem concessão mineira de grafite de “Cobra Plains”

Com esta concessão, o portfólio da Triton abrange agora dois projectos de grafite de classe mundial, à medida que a empresa continua a avançar com o seu projecto de Ancuabe.

“A Triton Minerals Limited tem o prazer de anunciar que o Ministro da Energia e Recursos Naturais de Moçambique concedeu uma Concessão Mineira de 25 anos para o Projecto de Grafite das Planícies de Cobra na província de Cabo Delgado no Norte de Moçambique”, disse um comunicado da empresa.

“A concessão mineira acrescenta mais escala ao nosso portfólio de projectos de grafite em Moçambique e à proposta de valor à medida que continuamos com as nossas discussões de financiamento em curso para o projeto de grafite de Ancuabe”, enfatizou o director Executivo da TON, Andrew Frazer.

O projecto Cobra Plains inclui uma estimativa de recursos minerais inferidos (MRE) de 103 milhões de toneladas (Mt) a um grau médio de 5,2 por cento de concentrado de grafite total (TGC), contendo 5,7Mt de carbono grafítico.

O Projecto Cobra Plains está localizado, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, dentro de rochas neoproterozóicas do Complexo Xixano, a apenas 10 quilómetros da mina de grafite de Balama e a 230 quilómetros a oeste por estradas pavimentadas do porto costeiro.

Em 2014, a Triton anunciou uma estimativa de recursos minerais inferidos para as Planícies de Cobra, compreendendo 103 Milhões de Toneladas (Mt) a um grau médio de 5,52% de carbono grafítico, contendo 5,7 Mt de carbono grafítico.