Saturday, May 2, 2026
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Ancuabe poderá ter novo Parque Industrial em Setembro

Boane diz que até 2030 serão inaugurados vários parques industriais, para reduzir as importações no país.

“Se olharnos a nossa volta, tudo quanto consumimos  é produzido em algum sítio, fora de Moçambique. A nossa aposta é garantir que Moçambique possa trilhar os caminhos necessários para que alcance a industrialização”, afirmou Boane.

O gestor considera a MozParks como um veículo que poderá conduzir o país a concretizar o objectivo de industrializar e garantir que as matérias-primas sejam transformadas internamente.

Além do Parque Industrial de Beluluane, o parque-modelo, localizado na Matola-rio, província de Maputo, a MozParks já desenvolveu o Parque Industrial de Topuito, na província de Nampula, que funciona como âncora da Mineradora Kenmare, que explora as areias pesadas de Moma.

O Parque Industrial de Beluluane (BIP) da MozParks tem uma área de 700 hecatres terrenos industriais prontos para aluguer. Está dividido em Zonas Livres e Zonas Não Livres.

A infraestrutura fica a apenas dois quilómetros da principal estrada do país, a EN4, a apenas 20 quilómetros do Porto de Maputo e a seis quilómetros do porto da Matola. O PBI fica apenas a uma hora de carro das fronteiras da África do Sul e de Eswatini.

O BIP alberga mais de 50 empresas de 17 países, incluindo a Mozal (a âncora), Midal Cables, Godrej, Capital Star Steel, Sunshine Nuts, Royal Foods, Duys, Imperial Logistics, Bosh, Raxio Data Center, Matola Gas Company, Hytec, Dendustri, entre outras.

Onório Boane falava num seminário subordinado ao tema “Dubai Como Parceiro de Negócios”, que teve lugar, na terça-feira, no ãmbito da Quinquagésima Oitava edição da Feira Internacional Agropecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM).

Mais parceiros abertos para o projecto energético da Mphanda Nkuwa

Ao todo, o orçamento previsto para a concretização deste projecto está estimado em 4.5 mil milhões de dólares norte-americanos.

De acordo com o director do Gabinete de Implementação do Projecto, Carlos Yum, para além da União Europeia e o Banco Europeu de Investimento que anunciaram o financiamento em 500 milhões de dólares norte-americanos, outros parceiros bancãrios internacionais estão interessados.

Concretamente, fez saber que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco de Desenvolvimento Sul-Africano, Banco Islâmico de Desenvolvimento, também manifestaram a intenção de contribuir para a concretização do empreendimento.

Yum que falava, há dias, em Lichinga, capital do Niassa, norte do país, fez menção que as aproximações destas instituições se mostram importantes, considerando a sua robustez e importância no panorama financeiro.

“Para a dimensão de investimento deste projecto vamos precisar de um conjunto de várias instituições financeiras no mercado internacional”, apontou.

Aliás, alguns trabalhos já em curso envolvem instituições externas que têm estado a possibilitar um suporte financeiro impactante.

“Estamos a trabalhar com o Banco Mundial para apetrechar o projecto de 10 a 15 milhões de dólares de apoio ao desenvolvimento, falo de estruturação legal e financeira, na sua fase de preparação, e temos também suporte da Electricidade de Moçambique e da Cahora Bassa”, fundamentou.

Lembrou que se trata de um empreendimento, substancial em larga escala, de energia renovável com potencial de contribuir para a transição energética do país, pois vai permitir a geração de corrente firme e verde para o processo de industrialização.

A central terá capacidade de produzir 1500 megawatts. Actualmente, do ponto de vista de carga, Moçambique consome entre 1100 e 1050 megawatts, sendo esta, portanto, uma central com capacidade de abastecer todo o país. Os prazos indicativos do projecto apontam para o final de 2024 para o fecho financeiro e 2030 para a conclusão das obras.

LAM espera recuperar mais de cinco milhões de dólares na venda de acessórios

O gestor de projectos de reestruturação da LAM, Sérgio Matos, explica que são peças sem nenhuma utilidade para aquela companhia aérea e o valor está sujeito à verificação do valor actual de mercado. Matos justifica a venda do material referido pela falta de utilidade destas na companhia nacional de bandeira.

“Foram identificadas peças sobressalentes e ferramentas de aeronaves abandonadas no armazém da LAM. O Departamento Técnico da LAM está a proceder à caracterização das peças sobressalentes e das ferramentas com a Lista de Inventário para a eliminação das peças sobressalentes e das ferramentas que não têm utilidade para a LAM”, disse Matos.

No que concerne a pontualidade operacional, Matos que falava em conferência de imprensa para fazer o balanço de actividades dos últimos três meses de gestão da LAM pela Fly Modern Ark, disse que se registam melhorias significativas, de uma média baixa de 75% em Março para 84% em Junho de 2023 e redução do número de atrasos de 230 em Março para 146 em Junho de 2023.

Sobre o serviço ao cliente anunciou o recrutamento de 10 jovens e que a equipa de assistência nos principais aeroportos de Maputo e Joanesburgo melhorou a visibilidade da LAM e qualidade do atendimento.

Foi igualmente reforçada a marca “LAM” com faixas, sinalização e outros materiais de marketing nos Aeroportos Internacionais de Maputo Beira, em Moçambique e OR Tambo, na vizinha África do Sul.

Petromoc vai reactivar tanques de armazenamento de combustíveis  

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc, Hélder Chambisse, o tanque de Pemba mais do que duplicou a sua capacidade, o de Nacala está a ser modernizado e os três tanques da Matola vão permitir o armazenamento de 140 milhões de litros de combustíveis.

“A Petromoc tem em curso três projectos, um que contempla o aumento da capacidade no terminal de Pemba. Contamos reinaugurar o terminal de Pemba no primeiro semestre do próximo ano. Estamos a investir no terminal de Nacala, para modernizar em termos de processamento, manuseamento, recepção e entrega de combustível”, afirmou a nossa fonte.

Segundo disse, esse aumento de capacidade vai permitir que Moçambique seja um pôlo de reserva e trânsito de combustíveis para os países do interland, sem prejudicar o abastecimento interno.

“Permite, não só gerir o fornecimento ao mercado interno, mas também das empresas congéneres, essencialmente o trânsito de combustíveis para o interland, sem comprometer, obviamente, o mercado nacional. Esses três projectos vão permitir gerir essa quantidade de combustíveis sem gerir nenhum constrangimento do fornecimento local, e depois permitir, também, gerir a oscilação de preços”, considerou.

Recordou os desafios por quais Moçambique passou para manter estáveis os preços de combustíveis enquanto prevalecia a volatilidade de preços no mercado internacional. “Ainda assim, foi um marco importante garantir os produtos sem deixar que houvesse ruptura de stock.”

Disse, igualmente, que actualmente o foco da empresa é priorizar a expansão de infraestruturas de abastecimento, porque jogam um papel fundamental na gestão de reservas estratégicas de combustível no país.

Explicou que a Petromoc tem, essencialmente, os objectivos de assegurar a disponibilidade produtos petrolíferos ao mercado e rentabilizar as suas operações com a expansão de postos de abastecimento.

As informações foram avançadas em Ricatlha, Marracuene, onde decorre a 58ª edição da Feira Internacional Agropecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM).

 

 

Linhas Aéreas de Moçambique reduz dívida em 61,6 milhões de dólares

Quando a Fly Modern Ark assumiu a gestão da companhia aérea estatal, em abril, a LAM tinha uma dívida estimada em cerca de 300 milhões de dólares, segundo dados fornecidos na altura.

“No que diz respeito à reestruturação da dívida, neste momento, passados três meses, conseguimos reduzir a dívida em 61,6 milhões de dólares ”, confirmou Sérgio Matos, representante da FMA, em conferência de imprensa em Maputo.

Sérgio Matos disse que a diminuição dos encargos com os credores resultou de “lançamentos correctos das transacções, de acordo com as normas internacionais de contabilidade, as práticas contabilísticas geralmente aceites e as orientações contabilísticas do Tesouro Nacional”.

Deve-se também à compensação de dívidas contra devedores, num total de 23 milhões de dólares, acrescentou Matos.

O gestor revelou que a LAM está em negociações com o fabricante Boeing para o reembolso de 23 milhões de dólares resultantes do pré-pagamento de um novo avião que nunca foi entregue à transportadora moçambicana.

Aumento do número de passageiros foi favorável

Nos últimos três meses, a LAM registou um aumento de 24 por cento no número de passageiros transportados, para mais de 56 mil, e aumentou as receitas de voo em 10 por cento, para 671 milhões de meticais (quase 10 milhões de euros).

O aumento deveu-se ao incremento de sete para 10 aviões ao serviço da companhia e à redução de 30 por cento no preço dos bilhetes em seis das nove rotas domésticas que opera, prosseguiu.

O número de voos também cresceu de 911 em Março, um mês antes da tomada de posse da actual administração, para 1047 em julho, um aumento de 15 por cento em três meses.

Novos itinerários nacionais e internacionais

As três novas rotas internacionais e as rotas interprovinciais também contribuíram para o desempenho positivo alcançado desde abril.

Apesar de a LAM ter saído da insolvência, a transportadora precisa de mais aviões para assegurar uma operação que lhe permita pagar a sua elevada dívida e gerar lucros, observou o gestor.

A Fly Modern Ark afirma que conseguiu que a LAM cumprisse os requisitos de manutenção da sua frota impostos pela regulamentação internacional e contivesse os custos inerentes a este serviço.

APIEX recebeu mais 120 projectos de investimento no primeiro semestre

No início do seu discurso inaugural da Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maputo (FACIM), Nyusi fez uma retrospectiva dos desequilíbrios que a economia do país tem vivido, mas também elencou os principais eventos de superação macroecnómica.

O governante lembrou que Moçambique foi afectado pela inflação e a alta de taxas de juros no mercado internacional, colocando restrições no acesso ao financiamento externo e a redução do espaço fiscal na maioria dos países.

Apesar dos infortúnios por que o país tem passado, Nyusi apontou índices macroeconómicos positivos com a subida do Produto Interno Bruto (PIB) em 4.17 por cento no primeiro trimestre do ano corrente, impulsionado, em grande parte, pelo sector extractivo, o sector da agricultura e a recuperação expressiva do sector de lazer, turismo e transportes no período pós-COVID-19.

Nyusi anunciou o facto na tarde de hoje, em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, durante a abertura da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre sob o lema: “Industrialização: Inovação e diversificação da economia nacional”.

O dirigente referiu que a FACIM é uma “fotografia” que evidencia que a economia moçambicana é plenamente viável e pronta para colocar o seu potencial na economia regional, continental e global.

Destacou como oportunidades disponíveis em Moçambique, um capital humano jovem, extensas terras para agricultura com bacias hidrográficas e lagos que também enriquecem a matriz energética diversificada, reservas comprovadas de gás natural, minerais e outros recursos susceptíveis de transformação industrial, a par de uma costa extensa.

Participam na presente edição 2.500 expositores, dos quais 2.050 nacionais e 450 estrangeiros, provenientes de 25 países.

Segurança e combate à corrupção podem estimular investimentos

Falando aos presentes, na sala plenária da Feira, em Ricatla, distrito de Marracuene, Nyusi lembrou que o desejo do desenvolvimento económico do país passa por melhorar vários aspectos relativos ao ambiente de negócios no país.

Dentre as soluções, o dirigente apontou a necessidade de facilitar a abertura de empresas, registo de propriedade, execução de contratos e dinamização do comércio internacional a nível das fronteiras marítimas, terrestres e aéreas.

“Vamos simplificar os procedimentos, encurtar o tempo de trocas entre as empresas, vamos reduzir os custos das propriedades e melhorar a qualidade da administração fundiária, isto é, mais credibilidade, transparência, cobertura, resolução de disputas e igualdade de direitos de propriedade”, sublinhou o Chefe de Estado.

Aos empresários e parceiros participantes da maior feira do país , Nyusi instou a apostarem no país investindo, particularmente, nos sectores de agricultura, pecuária, pesca, energia, mineração, turismo e hotelaria, indústria, petróleo e gás. O governante acredita que investindo nessas áreas, será possível gerar riqueza, criar empregos, em parceria com os moçambicanos.

“Convido a desenvolver infra-estruturas resilientes e de qualidade para permitir o acesso a serviços de qualidade, reduzir a pobreza e assegurar a elevação do nível de vida das populações”, desafiou.

Sob o lema “Industrialização através da Inovação e Diversificação da Economia Nacional, declaro aberta a FACIM 2023”, a 58ª edição da FACIM junta mais de 2 mil expositores entre nacionais e internacionais.

HCB produz 14% de energia no 1º semestre acima do período homólogo

Segundo um comunicado enviado à nossa redação, a HCB está na fase final de preparação para a implementação de projectos de reabilitação e modernização do seu parque electroprodutor que terão impacto multiplicador na sua performance de produção.

Igualmente, a empresa tem em carteira a realização de projectos de produção de energia, de curto e médio prazo, através de fontes alternativas, com destaque para a construção de uma central fotovoltaica de até 400 megawatts (MW), com possibilidade de evoluir no futuro.

A longo prazo, a HCB está a conduzir reflexões estratégicas com vista a reactivação do projecto Cahora Bassa Norte, para atender a crescente demanda energética de Moçambique e da região, face a crise que se vem assistindo.

Em relação aos recursos hídricos da Albufeira, a HCB encerrou o primeiro semestre de 2023, com armazenamento em 92,5 por cento do seu volume útil. Este armazenamento corresponde a cota da superfície de água na Albufeira de 324,5 metros em relação ao nível médio das águas do mar, e afigura-se satisfatório para garantir a produção orçamentada até o final do ano, estimada em 14.291,6 GWh.

Société Générale Moçambique abre uma sucursal em Nacala

No seu discurso, o Secretário de Estado para a província de Nampula, Jaime Neto, que conduziu a cerimónia de inauguração, destacou o contributo que o Banco vai dar para a promoção e desenvolvimento da Zona Económica Especial daquela cidade e para a oferta de soluções inovadoras que permitam promover a poupança e os investimentos.

“Com a abertura desta agência, o Banco junta-se, mais uma vez, aos esforços do Governo no alargamento do acesso às soluções financeiras no país, que é uma prioridade e cuja materialização está a ser feita em todo o território nacional através da iniciativa presidencial, um distrito, um banco”.

O CEO do Banco Société Générale Moçambique, Ridha Tekaïa, iniciou o seu discurso partilhando a sua satisfação em continuar a expansão das agências, tendo a última agência sido aberta em Julho de 2020 na Beira.

“Isto mostra a nossa nova ambição de oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes em todas as regiões onde estão localizados e de apoiar o desenvolvimento dos seus negócios”, disse Tekaïa.

Tekaïa sublinhou as oportunidades e potencialidades de Nacala que, com o seu porto estratégico, é, claramente, um ponto essencial para o desenvolvimento do país em termos de importações e exportações.

Maragra precisa de 100 milhões de dólares para recuperar-se das cheias

A empresa perdeu 3,6 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares, à taxa de câmbio atual) e, devido às cheias, perderam-se 470 mil toneladas de cana de açucar nos campos de produção, o que corresponde a um valor de 1,6 mil milhões de meticais.

De acordo com o director-geral da empresa, Filipe Raposo, os estragos impedem o funcionamento do sistema de irrigação, o que dificulta o planeamento da produção de cana.

“As inundações danificaram também os sistemas de electricidade e de drenagem, bem como outros equipamentos necessários para o processamento da cana”, afirmou Raposo.

Segundo o gestor, os trabalhos de recuperação da estação elevatória só começaram há um mês, devido às dificuldades enfrentadas para chegar a certas regiões dos canaviais.

“Tendo em conta o trabalho realizado até agora, sabemos o que é necessário para retomar a produção”, disse, acrescentando que a empresa foi vítima de actos de vandalismo após as cheias, o que contribuiu para mais prejuízos.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo com uma participação de 99%, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.