Saturday, April 25, 2026
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Moçambique tem potencial para produção de oleaginosas e seus derivados

O país tem potencial para gerar um volume de negócios anual de dois biliões de dólares, nos próximos três anos, com base nas oleaginosas e seus derivados.

O facto foi tornado público esta segunda-feira, em Maputo, pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na cerimónia de divulgação das oportunidades da Cadeia de Valor das Oleaginosas.

Celso Correia disse que o surgimento de uma indústria estratégica no país, pode gerar mais oportunidades para a evolução da balança comercial agrícola.

Na cerimónia foi assinado um acordo de cooperação para o desenvolvimento de projectos agrícolas entre o Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique e a petrolífera italiana ENI.

Segundo o Administrador e Delegado da ENI em Moçambique, George Viccine, o acordo vai permitir a avaliação das oportunidades para a produção de oleaginosas que serão usadas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis.

Já a directora-geral do Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique, Yolanda Gonçalves, disse que a iniciativa vai acelerar a transição energética e o desenvolvimento sustentável.

O país produz, actualmente, quatrocentas mil toneladas de oleaginosas diversas, das quais o gergelim, amendoim, a soja, o algodão, a copra e  girassol. 

Oxford: Crise russo-ucraniana vai fragilizar economia moçambicana

A consultora de política económica Oxford Economics Africa prevê que a invasão russa no território ucraniano venha a impactar negativamente a economia de Moçambique, fazendo subir os preços do trigo, e que o mesmo se possa verificar em Angola.

Por outro lado, a Oxford antevê que o conflito entre aqueles dois países europeus, que já está a impactar vários sectores económicos da União Europeia, e que venha a beneficiar a economia desses dois países africanos com o aumento dos preços do gás e do petróleo, respectivamente.

“Tanto Angola como Moçambique têm um nível muito limitado de comércio com a Rússia e a Ucrânia; Angola importa trigo e levedura da Rússia, enquanto Moçambique importa uma quantidade significativa de trigo e uma pequena quantidade de petróleo refinado da Rússia”, disse o analista da Oxford Economics Africa que acompanha as economias desses dois países, citado pela lusa.

“Parece que, pelo menos por agora, Angola está geralmente a beneficiar dos preços mais elevados do petróleo e do gás, que são parcialmente impulsionados pelo conflito”, disse Gerrit van Rooyen em comentários de Paarl, África do Sul.

“Os preços mais elevados do petróleo são positivos para as receitas governamentais e para o valor do kwanza”, acrescentou o analista. Se o aumento for sustentado, “isto poderá aumentar o investimento em Angola e baixar os níveis da dívida mais rapidamente do que anteriormente previsto”.

“Se os preços do gás permanecerem elevados devido ao conflito, isto será positivo para os investimentos no gás natural liquefeito de Moçambique [GNL]”, continua a sua análise, uma vez que “os lucros do gás natural na bacia do Rovuma poderiam ser maiores do que o risco de insurreição extremista armada na região”.

Apesar dos benefícios para as contas públicas dos dois estados de língua portuguesa, van Rooyen assinala que, para o cidadão médio, as desvantagens superam as vantagens.

“Preços mais elevados do petróleo e do trigo são más notícias para os consumidores, uma vez que a inflacção, que já é elevada nestes países, particularmente em Angola, deverá aumentar mais do que inicialmente previsto”, concluiu.

O trigo e a levedura são duas das principais exportações da Rússia para Angola e Moçambique, segundo dados de um centro de investigação económica patrocinado pela Universidade de Harvard. No caso de Angola, representaram mais de 30% das compras da Rússia em 2019, seguidas de selos e leveduras, enquanto em Moçambique, o trigo representou mais de 75% das importações da Rússia, seguido de fertilizantes, que representaram 18% do total em valor.

EDM Exporta mais energia ao Reino de Eswatini

A Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM) anuncia através de um comunicado de imprensa enviado ao Profile, que a Empresa e a sua congênere do Reino de Eswatini, a Eswatini Electricity Company (EEC), assinaram um contrato de fornecimento de energia àquele País para os próximos 17 meses.

A capacidade contratada é de 20MW, podendo ser incrementada em função das necessidades. Na ocasião, as partes apreciaram projectos em desenvolvimento nas áreas de Geração e Transmissão de Energia, tendo acordado negociar um acordo de médio e longo prazos que, além de atender à crescente demanda, melhorará a segurança no fornecimento de energia àquele País vizinho.

Marcelino Alberto, PCA da EDM, , destacou o Projecto da Central Térmica de Temane (CTT), já em fase de construção, que prevê iniciar a sua operação comercial em 2025. “O Projecto CTT inclui uma Linha de Transmissão de Vilankulo para Maputo a 400kV, que se interligará ao sistema da Motraco, o mesmo que faz a interligação entre Moçambique e o Reino de Eswatini. No entanto, este corredor de energia poderá evacuar a potência produzida em Temane, não só para Eswatini, mas para toda a Região Austral, através da África do Sul”.

Por seu turno, a delegação do EEC mostrou-se satisfeita com as oportunidades, tendo demonstrado interesse em importar mais energia, a partir de Moçambique, nos próximos anos. A relação bilateral entre a EDM e a EEC remota há mais de uma década, sendo Moçambique e a África do Sul os principais fornecedores de energia que aquele País importa para atender a mais de 70% das suas necessidades internas de consumo de eletricidade.

Câmara de Comércio de Moçambique participa na Expo de Engenharia e Saúde no Paquistão

Uma delegação de empresários da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), liderada pelo Presidente Álvaro Massingue, participou de 25 a 27 de Fevereiro passados, na Exposição de Engenharia e Saúde do Paquistão 2022, acolhida no Expo Center Lahore, em Lahore. A exposição foi chancelada pela Autoridade de Desenvolvimento Comercial do Paquistão (TDAP), e contou com a e exposição de 21 categorias de produtos do sector de engenharia e saúde de cerca de 46 países da África, incluindo Moçambique, e países da Ásia Central.  A exposição pretendia conectar exportadores e compradores estrangeiros e criar estratégias para a sua entrada nos mercados pouco explorados, no entanto, com bastante potencial como é o caso de Moçambique. Também se juntaram à delegação, empresas da região centro de Moçambique, representadas pela AMA Equipamentos, que se dedica ao fornecimento de material hospitalar e mobiliário, da região norte, representadas pela Mathária Empreendimentos, que actua no ramo de processamento de produtos nacionais (batata-doce, moringa, etc.) e da região sul representadas pela Somofer, empresa ligada ao ramo de engenharia e construção.

O Presidente da CCM, Álvaro Massingue, afirma que esta é uma oportunidade para os membros, representantes das PMEs locais, exibirem os seus produtos nos mercados em destaque, buscarem oportunidades e novas estratégias para transferência de tecnologias em agroprocessamento,  e  conexões para Moçambique numa perspectiva “Win-win”.

“É um privilégio para a nossa Câmara estar aqui em Lahore. Os nossos membros precisam ter estas oportunidades para sentirem-se motivados. O apoio incondicional do Paquistão mostra que temos um grande potencial para crescer nas áreas de Saúde e Engenharia. Por outro lado, temos outros interesses no que diz respeito à aquisição de maquinaria para as diversas áreas, como é o caso da Agricultura “, disse Massingue.

Para o representante da AMA Equipamentos, Augusto Martinho, mais do que encontrar empresas que podem fornecer material médico que Moçambique precisa, a um preço competitivo, é preciso olhar para Paquistão como um potencial fornecedor de bens e serviços. Já o representante da Somofer, também Presidente do Pelouro da Cooperação Internacional na CCM, Assif Panjwani, afirma que já estabeleceu boas conexões com investidores do sector automóvel, de motociclos e alimentar.” Viemos buscar parcerias de investimentos e colocar produtos moçambicanos a disposição de Paquistão, por exemplo, o algodão e a castanha de caju potencialmente produzidos”, disse reafirmando que ambos países podem juntar sinergias pois Paquistão dispõe de maquinaria para agricultura e está num nível avançado na área têxtil. Nesta exposição podem ser encontrados equipamentos de segurança, instrumentos cirúrgicos, máquinas agrícolas, artigos desportivos, instrumentos musicais, auto-peças, gemas e jóias, cosméticos, móveis, borracha e seus afins, plásticos e seus implementos, papelaria, papelão, máquinas eléctricas, panelas, mármore, minerais, aço e ferro, material de construção, talheres, dispositivos móveis, artesanato, produtos químicos e farmacêuticos. Refira-se que no mês de Dezembro a CCM rubricou um memorando de entendimento com a Câmara de Comércio e Indústria de Paquistão com vista a desenvolver e implementar acções para atrair investimentos entre os dois países.

Moçambique perde 60 milhões de dólares por ano por pesca ilegal

Augusta Maíta disse esta quarta-feira (23), em Maputo, na abertura do Fórum Inter-institucional sobre a Pesca Ilegal Não-reportada e Não-regulamentada, que alguns operadores de pesca artesanal, para além de usarem redes mosquiteiras para as suas actividades, não respeitam as recomendações das autoridades do sector.

Segundo a governante, outras transgressões são praticadas a nível supranacional, por navios que invadem as águas do território nacional e capturam ilegalmente diversas espécies pesqueiras, com destaque para o atum.

Para Augusta Maíta, o facto exige, do governo, maior fiscalização até ao limite da Zona Económica Exclusiva, para ajudar ainda no combate aos crimes marítimos e transnacionais.

A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas diz que o país está a trabalhar para implementar, de forma célere, o acordo da Comissão do Atum do Oceano Índico, que obriga o desembarque das espécies capturadas ilegalmente nas águas do Índico.

A nível nacional, o acordo sobre as medidas do Estado de Porto da Comissão do Atum do Oceano Índico, será implementado nos Portos de Maputo, Beira e Nacala.

Último trimestre de 2021 mostra recuperação da economia

Há sinais claros de que a economia está a relançar-se. A CTA fala de aumento do índice de robustez empresarial a nível nacional que saiu de 26% para 29% e o índice de tendências de emprego que saiu de 106.5 para 125.9.

Depois da crise agravada pela pandemia da Covid-19, a curva da economia nacional tende a mudar, olhando para o último trimestre de 2021. A constatação é da Confederação das Associações Económicas (CTA) que apresentou esta quarta-feira em Nampula, os dados do seu “Economic Briefing”.

“Esta melhoria reflecte, na essência, o efeito do alívio de restrições do contexto da prevenção e combate à Covid-19 e o impulso na procura agregada decorrente do efeito sazonal da quadra festiva”, explicou Agostinho Vuma, presidente da CTA, sustentando os dados referentes ao índice de robustez económica que subiu três pontos percentuais no quarto trimestre de 2021.

O cenário de emprego continua crítico, alerta Agostinho Vuma, e só no ano passado foram perdidos 11 mil postos de emprego, com Maputo e Inhambane no topo. No entanto, a tendência de recuperação da economia está a traduzir-se, igualmente, na retoma de alguns postos anteriormente perdidos.

“Quanto ao índice do ambiente macroeconómico, a nossa avaliação mostra que este indicador subiu de 46% para 50%, reflectindo a estabilidade cambial, redução das taxas de juros de referência e recuperação da actividade económica”, concluiu Vuma no seu discurso.

Os números têm um impacto na macroeconomia porque com as empresas a operarem há mais exportações, importações e, na mesma tendência, há mais possibilidade de o Estado arrecadar mais receitas. Augura-se um 2022, ano bem melhor, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever um crescimento económico na ordem de 5.3%.

“A nossa balança de pagamento, a nossa economia depende da exportação das principais commodities, estamos a falar de carvão, alumínio e o gás e, internacionalmente, a tendência é de aumento de preço”, argumentou Farhana Razak, especialista em Mercados.

Dos participantes, também surgiu a sugestão de um evento do género na Zona Económica Especial de Nacala que, apesar do grande optimismo que caracterizou os primeiros anos da sua criação, caiu no insucesso, mesmo com as infra-estruturas que tem, como o porto de águas profundas de Nacala, a linha férrea que faz o Corredor Logístico de Nacala (CLN) e o Aeroporto Internacional de Nacala.

Moçambique e Qatar concordam no aprofundamento das relações comerciais

Filipe Nyusi assegurou que fará, em data a anunciar, uma visita de Estado ao Qatar a convite das autoridades deste país, para a concretização da pretensão.

Nyusi fez estes pronunciamentos num encontro com a comunidade moçambicana residente aqui no Qatar.

E os membros da comunidade moçambicana no Qatar estão disponíveis a regressar ao país e dar o seu contributo para o desenvolvimento dos projectos de hidrocarbonetos.

Este interesse foi manifestado pelo Representante da Comunidade moçambicana residente no Qatar, num encontro com o Presidente da República, Filipe Nyusi.

O Qatar alberga a maior comunidade de moçambicanos na Asia, grande parte dos quais trabalha no Qatar Alumminnium, na Construção e na Aviação Civil.

Moçambique vai exportar nova variedade de líchia para Europa

Trata-se de uma variedade de elevado valor comercial, de origem chinesa, cujas técnicas para a sua materialização no país, estão em implantação na província central de Manica.

A informação foi partilhada em Tete, na cerimónia de lançamento do Fundo Catalítico para inovação e demonstração, pelo representante da Westfalia Fruta Moçambique, uma firma de fruticultura, sediada em Manica.

Anselmo Mareque, fez saber que Moçambique tem condições agro-ecológicas para introduzir a espécie de líchia sem semente, nos distritos que gozam de micro-climas, exemplo Macossa, na província de Manica.

Mareque acrescentou que outra estratégia para o país se firmar no mercado europeu, e noutros pontos do globo, é a antecipação da produção da fruta, em relação ao seu principal concorrente naquele continente, o Madagáscar.

Para a fonte, a venda de Moçambique deverá começar em Novembro, período antes do início da produção em Madagáscar, que acontece a partir de Dezembro.

Anselmo Mareque acrescentou que igualmente estão em curso acções para o incremento da produção desta fruta, das actuais cento e cinquenta, para seiscentas toneladas anuais de líchia. 

Em 2022: Moçambique poderá registar um crescimento económico de 5%

Moçambique poderá assinalar um crescimento económico, este ano, de cinco por cento, acima dos 2.8 do ano passado e melhor que a média de 4 por cento entre 2015 e 2019.

Estes dados constam de um relatório da Agência de Notação Financeira, FITCH.

A agência evoca o levantamento das medidas de distanciamento social, o aumento do consumo privado e o ambiente de segurança estável, que propicia investimentos mais fortes, como as principais causas da previsão do crescimento económico no país.

O documento refere, ainda, que a produção do gás natural liquefeito vai motivar um rápido crescimento das exportações, fazendo com que Moçambique seja um exportador deste produto, pela primeira vez, no segundo semestre deste ano, quando o projecto Coral SUL da ENI começar a produzir. 

INCM licencia nova operadora de internet de alta velocidade

O Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) anunciou a atribuição de licença a uma nova operadora de internet no país.

Trata-se da empresa americana STARLINK, especializada em prestação serviços comerciais de internet via satélite e representante da Space X.

De acordo com um comunicado do INCM, Moçambique será o primeiro país em África a operar serviços fornecidos por esta entidade que, diz a nota, resulta da flexibilidade regulatória.

“A atribuição desta licença vai trazer enormes benefícios ao ecossistema das tecnologias de informação e comunicação em Moçambique”, refere uma nota do INCM.

Para a autoridade reguladora, a entrada da Starlink, cuja licença será oficialmente entregue em cerimónia simbólica, esta quarta-feira em Maputo, vai reforçar a expansão da banda larga em Moçambique, bem como melhorar a conectividade.

“O serviço de transmissão de dados a ser prestado pela Starlink vai complementar os outros disponíveis no mercado, sem, contudo, substituir as tecnologias já existentes”, acrescenta a nota.

A Starlink pretende criar uma constelação de satélites para fornecer serviços de Internet de banda larga e cobertura global a baixo custo.

Em 04 Fevereiro, a SpaceX enviou para o espaço um novo grupo de 49 satélites da sua rede Starlink, que se juntaram a uma “constelação” de 2.000 satélites de Internet de banda larga, construídos pela empresa privada e colocados em órbita.

A empresa explicou que, enquanto a maioria dos serviços de Internet via satélite provém de satélites em órbita a cerca de 35.000 quilómetros da terra, o enxame Starlink está muito mais próximo, a cerca de 550 quilómetros, o que lhe permite reduzir o tempo de viagem de dados entre o utilizador e o satélite.