Friday, September 4, 2026
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HCB com crescimento de 73,6% dos lucros

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), vai distribuir este ano dividendos da ordem de 11 centavos de metical por ação, mais 73,6% em relação ao que foi distribuído em 2020, anunciou empresa.

“De acordo com os estatutos, os resultados alcançados permitem propor o pagamento, neste ano, na ordem de 0,111MZN de dividendos por ação, uma cifra que é 73.6% superior” ao que foi pago em 2020, referiu o presidente do Conselho de Administração, Boavida Muhambe.

Muhambe, esclarece que “Em termos absolutos, a HCB pagará aos acionistas um total de 2.947,2 milhões de meticais 42,2 milhões de euros de dividendos, sendo extensivo aos mais de 17 mil novos que se juntaram à estrutura acionista com a colocação de 4% das ações da empresa através de uma Oferta Pública de Venda (OPV), em 2019”.

O PCA falava, segunda-feira, durante uma apresentação das contas da empresa estatal relativas ao último ano, aprovadas em assembleia-geral na sexta-feira.

A empresa registou um resultado operacional de 11.835,3 milhões de meticais (170 milhões de euros) contra os 9.988,1 milhões de meticais (143 milhões de euros) de 2019, representando um crescimento na ordem dos 18,5%, e um resultado líquido de 9.824,1 milhões de meticais (141 milhões de euros), em 62% superior ao ano anterior – em linha com os dados divulgados pela Lusa há duas semanas.

“Estes resultados são extremamente animadores e encorajadores e dão-nos a convicção de que estamos no caminho certo na valorização daquilo que o país e os acionistas esperam de nós enquanto gestores deste empreendimento estratégico e chave para a matriz energética nacional e regional”, referiu Boavida Muhambe.

Situada na província de Tete no rio Zambeze, a barragem de Cahora Bassa abastece a África do Sul e o sul de Moçambique com uma produção anual que em 2020 chegou a 15.350 gigawatt-hora (GWh), 4,7% superior a 2019.

 Em curso, um plano com vista a modernização que prevê investimentos na barragem, central de geração, subestações do Songo e de Matambo e nas linhas de transporte de energia, visando aumentar a fiabilidade técnica e operacional.

Segundo o último boletim, o Estado moçambicano detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa e 4% são de investidores nacionais sendo os remanescentes 3,5% detidos pela HCB (ações próprias).

Multichoice realiza Masterclass com Licínio Azevedo

A MultiChoice Moçambique lança em parceria com o cineasta Licínio Azevedo, a iniciativa da Incubadora de Talentos MultiChoice (MTF), entre os dias 17 e 28 de Maio, na Cidade de Maputo. 

A Masterclass de Criação de Roteiros tem o objectivo de contribuir para a melhoria de competências dos profissionais da indústria do cinema e da televisão e constitui a segunda fase do grande projecto da Incubadora.

Esta formação consistirá de lições interactivas, ministradas por profissionais na área do cinema, sendo que o período entre os dias 20 e 26 de Maio será dedicado à elaboração individual do roteiro, a partir de casa, e o respectivo envio.

De acordo com o Director-Geral da MultiChoice Moçambique, Agnelo Laice, esta é uma iniciativa enquadrada no contexto do reconhecimento da MultiChoice Moçambique para o crescimento das indústrias cinematográficas e criativas do continente africano. “É por esta razão que decidimos, orgulhosamente, realizar a Masterclass de Criação de Roteiros com o cineasta Licínio Azevedo”, frisou.

Não obstante, a colaboração com Azevedo visa enriquecer ainda mais a base de conhecimentos de criativos emergentes e profissionais experientes, através de uma aprendizagem baseada na técnica e no desempenho. 

A Masterclass irá mergulhar em elementos cruciais, segundo a organização, incluindo a teoria cinematográfica básica, desenvolvimento de roteiros, apresentação de personagens, bem como pitching, com exemplos de filmes premiados.

Licínio Azevedo considera a parceria com a Incubadora de Talentos da MultiChoice como uma oportunidade para partilhar conhecimentos e experiências de criação de roteiros, com indivíduos que já são ricos em termos de narração de histórias e talento de desempenho em Moçambique.

“Esta colaboração é a prova inequívoca de que a MultiChoice Moçambique está empenhada em contribuir para a indústria criativa local, para a futura produção de conteúdos locais que espero ver nas plataformas DStv e GOtv, bem como nas emissoras nacionais”, realçou o cineasta e roteirista.

Desde a introdução de Masterclasses, em 2018, a Incubadora tem oferecido algumas das formações mais procuradas, facilitadas por especialistas em cinema e televisão.

Garantidos fundos para 400 mil novas ligações

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), garante haver fundos para as 400 mil ligações eléctricas até ao fim do ano em curso.

Estas ligações, enquadram-se no programa do Governo denominado, “Energia para todos” e desde o início do ano, até este momento foram efectuadas 63 mil novas ligações. 

Dados do MIREME, não se refere aos custos envolvidos neste trabalho, mas considera que a materialização da meta para este ano é um passo importante para o alcance dos objetivos traçados pelo Governo.

Indicou que, na para acelerar a electrificação, contribui, entre várias medidas, a eliminação desde os finais do ano passado da taxa da cobrança aos requerentes de novas ligações domésticas de rede nacional.

Conforme foi explicado  na altura, com a retirada da taxa de ligação eléctrica, eliminou-se uma da maiores barreiras no acesso a electricidade pela maior parte da população moçambicana, o que também trouxe benefícios econômicos imediatos na renda familiar por via da poupança de cerca  de três mil meticais que eram cobrados para ter ligação de energia.

A Iniciativa abriu também espaço para que até 2024 pelo menos dois milhões de novas ligações (beneficiando mais de 10 milhões de pessoas) sejam feitas e cobrindo todas as sedes dos postos administrativos, num investimento de cerca de 500 milhões de dólares do Governo e parceiros.

No mesmo âmbito, espera-se que a taxa de cobertura elétrica saia dos atuais 34 para 64 por cento até 2024.

O Programa Nacional de Energia para todos até 2030 foi lançado no dia 12 de Novembro de 2018, pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

O mesmo é financiado pelo Banco Mundial e tem como meta assegurar o Acesso Universal de Energia, através de uma abordagem tecnicamente viável e financeiramente sustentável.

Banco de Moçambique vai injectar 60 milhões de dólares nos próximos dias

O Banco de Moçambique vai disponibilizar, neste mês,  dinheiro seis vezes acima do previsto no Mercado Cambial Interbancário. 

As garantias, anunciadas em Abril, indicavam uma injecção de 10 milhões de dólares. O recente anúncio indica que as divisas serão de 60 milhões de dólares.

A injecção dos 60 milhões de dólares adicionais vai decorrer nestas duas semanas e vai seguir um cronograma, sendo que hoje, dia 3 de Maio serão disponibilizados 15 milhões de dólares; no dia 5, o mercado cambial vai receber mais 10 milhões de dólares; no fecho da primeira semana, a 7 de Maio, serão injectados 10 milhões de dólares. 

Na semana seguinte: no dia 10 de Maio, mais 10 milhões serão colocados no mercado; no dia 12 de Maio, outros 7 milhões e 500 mil dólares serão injectados; o ciclo de injecções fecha no dia 14 de Maio, com a colocação, no mercado cambial, de mais 7 milhões e 500 mil. 

O Banco de Moçambique justifica que decidiu reforçar a sua intervenção no mercado com oferta de divisas com a necessidade de atender a demanda por liquidez em moeda estrangeira. 

O Comunicado do regulador, informa ainda que o Banco de Moçambique, no mesmo período, continuará a comparticipar em até 10% do pagamento do valor das facturas de importação de combustíveis líquidos mediante apresentação de comprovativos.

Seguradoras de risco de guerra Colocam Cabo Delgado de risco elevado

A linha costeira da província de Cabo Delgado de Moçambique foi designada como “Área Classificada”, de alto risco de acordo com uma decisão recente publicada na Circular do Comité Misto de Guerra (JWLA-026 e 027), pela Lloyd’s e a Associação Internacional de Subscrição (IUA). 

Isto significa que os armadores serão obrigados a notificar os seus subscritores das viagens nesta área.

A área listada compreende águas num raio de 50 milhas de Moçambique e Tanzânia, a norte na baía de Mnazi e a sul em Bai’a do Lu’rio.

Espera-se que os custos de seguro para as embarcações que navegam nesta rota aumentem à medida que as tensões aumentam devido a uma insurreição islamista na província de Cabo Delgado.

A lista vem dias depois da empresa francesa de energia Total ter declarado força maior no seu projecto de GNL de 20 mil milhões de dólares em Cabo Delgado.

A Total começou a retirar todo o pessoal que trabalhava no local, na sequência de um ataque insurrecto mortal na cidade vizinha de Palma. 

A declaração de força maior permite à Total não cumprir as obrigações contratuais com as suas contrapartes durante o período da sua validade.

Cabo Delgado, uma das províncias mais pobres de Moçambique, foi abalada pela insurreição liderada por uma facção islâmica referida como Ansar-Al-Sunna. 

No espaço de dois anos, as capacidades operacionais e o alcance do grupo cresceram, ameaçando milhares de milhões de dólares de desenvolvimento de gás offshore e actividades de navegação ao longo do Canal de Moçambique.

Sabe-se que esta notificação da JWL entrou em vigor a partir de 1º de maio de 2021, a fim de revisar as áreas de risco  para se alinharem com as ‘áreas listadas’ do JWC datadas de 26 e 29 Abril de 2021, cujas cópias estão incluídas.

Esta província do zona Norte de Mocambique, tem sido alvo da insurgência dos terroristas.

Ethiopian Airlines suspende voos domésticos

A companhia aérea Ethiopian Airlines anunciou a suspensão temporária dos seus voos domésticos em Moçambique, com efeitos a parir do dia 06 de Maio, por tempo indeterminado.

Esta medida é consequência da fraca demanda entre os viajantes, devido à pandemia da covid-19. Segundo um comunicado ao que o PROFILE teve acesso, “apesar dos desafios, a Ethiopian Airlines manteve-se resilientemente operacional até que os efeitos económicos da pandemia tornaram-se tão severos que impossibilitam a continuidade”.

O comunicado também avança que a companhia que opera no país desde 2018 seguirá monitorando o mercado para retoma das actividades em tempo oportuno.

Metical a cair para 74 por dólar no final do ano

A consultora Fitch Solutions disse recentemente, que esperava que a moeda moçambicana se desvalorizasse para 74 meticais por dólar americano até ao final do ano.

“Prevemos que o metical se deprecie de 55 por dólar americano para 74 por dólar americano até ao final deste ano, após uma forte valorização registada em Março e Abril”, lê-se num comentário sobre a evolução da moeda moçambicana.

Segundo os analistas da consultora, “os riscos de inflação irão diminuir durante o resto de 2021, reduzindo a necessidade de novas intervenções do banco central, permitindo assim ao metical retomar a sua tendência de desvalorização gradual”.

O metical apreciou-se significativamente, de 75 meticais por dólar americano em 1 de Janeiro, para o seu valor mais alto dos últimos cinco anos, a 15 de Abril, quando só foi preciso 55,1 meticais para comprar um dólar.

“tornando-se a segunda moeda que mais apreciou até agora desde o início do ano a nível mundial”, escreve a consultora.

A moeda moçambicana depreciou-se ligeiramente na última semana e está agora a negociar a 57 meticais por dólar americano, em comparação com os 55 dólares americanos de segunda-feira.

Os analistas da Fitch acreditam que o seu valor actual, “não reflecte condições macroeconômicas favoráveis”, observando que o duplo défice orçamental e externo aumentou em 2020 como resultado da pandemia do coronavírus, e que os ataques no norte do país prejudicaram a atractividade do país como destino de investimento.

A valorização do metical segue-se a uma queda no valor de cerca de 10% em relação ao dólar no ano passado, e parece contrariar as previsões da maioria dos analistas, que previam uma queda ainda maior do metical este ano.

Ela surge apesar da onda de violência no norte do país, que catapultou Moçambique para o topo da agenda dos media internacionais nas últimas semanas.

 

Moçambique planeia realizar a primeira CE da CPLP

Moçambique pretende fazer da primeira cimeira empresarial da CPLP, que terá lugar esta semana em Malabo, Guiné Equatorial, uma oportunidade para o benefício da comunidade empresarial local.

A cimeira, visa capitalizar as oportunidades de negócios e reforçar a comunidade empresarial do país é um dos objectivos da presença de Moçambique na primeira cimeira empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, diz que o evento é oportuno e tem potencial para tornar a organização cada vez mais empreendedora.

“Identificámos várias questões que podem catapultar as economias da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – e não apenas falar de Moçambique. Esta cimeira empresarial irá consolidar tanto objectivos políticos como económicos”, disse Abdula.

Falando numa conferência de imprensa esta quinta-feira, Abdula salientou que este e outros objectivos eram realizáveis, dadas as vantagens que os países membros da CPLP usufruem.

“Se trabalharmos em concertação com a marca CPLP e estivermos à altura do grande potencial dos países membros, podemos ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, observou.

Moçambique e outros países da CPLP têm oportunidades inexploradas. “Temos cerca de 5,6% das reservas de água”, Abdula detalhou. “Temos também um recurso importante, que é a mão-de-obra jovem e, acima de tudo, a língua que nos une”.

A delegação moçambicana é composta por 37 empresários ao encontro, com a expectativa de exposição a potenciais parcerias empresariais.

A CE-CPLP foi fundada em Lisboa no dia 4 de Junho de 2004 e é uma organização com intuito de desenvolvimento da cooperação entre estruturas de representação associativa dos países-membros da CPLP, de forma a criar as condições para o desenvolvimento de negócios no quadro dos espaços económicos onde estão inseridos os países da nossa comunidade.

A organização conta com nove membros efectivos, dos quais sete foram membros fundadores da CPLP.

BCI patrocina produção de curta-metragem

Foi assinado, na sexta-feira (30), em Maputo, um acordo de financiamento entre o BCI e a produtora EBANO Multimedia, com vista a materialização da curta metragem de ficção “Nhinguitimo”, do realizador Licínio de Azevedo, baseado no conto do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana.

A cerimónia contou com a presença do académico Jorge Ferrão, na qualidade de produtor; do escritor Luís Bernardo Honwana, Licínio de Azevedo, realizador do filme, de representantes de instituições parceiras e de profissionais de cinema. 

Falando na ocasião, o administrador do BCI, Rogério Lam, reiterou o compromisso do BCI no apoio à cultura, salientando que é com prazer e orgulho que o Banco patrocina esta obra-prima moçambicana de enorme valor estético, informativo e educacional. 

Rogerio Lam, expôs dois pormenores: o facto de a realização desta curta-metragem estar a ocorrer num cenário complexo de Covid-19, “o que é bastante significativo, considerando o impacto das restrições neste sector; e o ganho para as escolas de artes cinematográficas, tendo em conta as técnicas e os ensinamentos que vão advir da produção de filmes em circunstâncias adversas”, disse. 

Refira-se que Nhinguitimo, que traduzido significa vento do sul, é título de um dos contos da emblemática obra “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, cujo enredo recorda vivências do período anterior à independência de Moçambique.

A EBANO Multimedia é uma produtora moçambicana, que tem uma vasta lista de produção dentre cinema e videos.

O BCI é um Banco Comercial e de Investimentos SA, pertencente ao grupo CGD, em Moçambique desde 1997, um ano após sua criação.

O BCI Moçambique desenvolve a sua atividade predominantemente na área da banca comercial, nomeadamente ao nível da captação de depósitos e concessão de crédito, quer junto de particulares, quer junto de empresas.

Possui uma rede alargada de mais de 200 agências e mais de 30 centros de atendimento especializados para empresas.

8ª Edição do HR Afterwork virtual

Realiza-se no dia 6 de Maio de 2021, a 8ª Edição do HR Afterwork virtual.
Uma edição alusiva ao Dia do Trabalhador com tema “A força de trabalho híbrida: trabalho remoto vs trabalho de escritório”.

O evento contará com a participação de Paulo Manhique, HR Manager da Total EP Área 1 e Delson Dabo, HR Manager da Vivo Energy Moçambique.

Caso queira participar, inscreva-se clicando aqui.