Thursday, September 3, 2026
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8 profissões mais contratadas em 2021

Não é novidade que o mercado de trabalho sofreu grandes alterações com a pandemia. Entretanto, o LinkedIn alistou oito profissões que estão em alta demanda neste ano de 2021.

Lembrar que o LinkedIn é uma plataforma usada para recrutamento, assim sendo, estes dados são com base na publicação de vagas dentro da plataforma.

1. Serviço de entregas
A profissão que mais está em alta é par trabalhadores de entregas para e-commerces. De acordo com o LinkedIn, este sector cresceu 90% desde 2019.

2. Coaches profissionais e pessoais
Com o distanciamento social, muitos profissionais foram levados a reavaliar suas vidas e carreiras. Assim sendo, a demanda por este tipo de especialistas cresceu 51% desde 2019.

3. Profissionais de saúde mental
A pandemia também é a maior causadora deste aumento na demanda. Com níveis altos de stress na população mundial, profissionais da saúde passaram a ser ainda mais necessários. O crescimento foi de 24% desde 2019.

4. Especialistas em diversidade no trabalho
Empresas querem construir ambientes de trabalho mais diversos e inclusivos. A demanda por estes especialistas ultrapassou 90%.

5. Profissionais de Marketing Digital
A necessidade de profissionais que possam captar a atenção dos usurários de aplicativos cresceu 33% devido a pandemia.

6. Profissionais de inteligência artificial
Comparando com 2020, a contratação nessa área cresceu 32%, já que no universo da organizações tem-se falado de uma quarta revolução industrial.

7. Profissionais de educação
Esta crescente demanda abrange tutores, trabalhadores de apoio e professores. O crescimento da demanda por estes profissionais ultrapassou os 20%.

8. Enfermeiros
Mundialmente, a população idosa encontra-se numa posição sensível devido a pandemia. A necessidade por cuidados médicos especializados cresceu e isso reflectiu-se no aumento de 30% na contratação desses profissionais.

Moçambique atinge inflação histórica em Março

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam que Moçambique teve uma inflação de 5.76% em Março de 2021, um crescimento de 66 pontos contra o igual período do ano passado.

Estes dados mostram que a inflação não esteve tão alta desde 2018, quando houve recuperação dos 7.15% sofridos no igual período no ano de 2017.

Numa análise mensal, no mesmo ano, a subida generalizada de preços foi de 0.86% em comparação com o mês anterior. Já a inflação trimestral acumulada de 2021 é de 3,42%.

A cidade de Nampula, liderou a tendência de aumento de preços no período em análise, seguida da cidade da Beira e por fim, a cidade de Maputo.

Cimeira de Negócios CPLP

A Confederação Empresarial da CPLP realiza no dia 20 de Abril de 2021 pelas 15h:00m – horário de Lisboa – uma Cimeira de Negócios com transmissão online através da sua página no Facebook.

 

HCB foi 57% mais lucrativa em 2020

A estatal HCB (Hidroelétrica de Cahora-Bassa), registou um resultado líquido de quase 9.5 mil milhões em 2020, segundo boletim publicado pela empresa.

Este desempenho representa um aumento de 57% em comparação com o ano anterior, 2019.

Além disso, o boletim informa que no ano em análise, a HCB distribui cerca de 1.7 mil milhões de meticais em dividendos aos acionistas, incluindo os mais de 17 mil que compraram ações após a Oferta Pública de Venda realizada em 2019.

O Presidente do Conselho de Administração da empresa afirma que este resultado deve-se à “produção alcançada e uma gestão assente em critérios de racionalização e eficiência, além de uma gestão adequada do risco”.

Importa referir que a empresa tem em vista, um plano de modernização das estruturas para aumentar a sua fiabilidade técnica e operacional.

UNIDO e BCI financiam projectos de energia renováveis

UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) faz parceria com o BCI (Banco Comercial de Investimentos) para financiar sistemas de energia renovável para usos produtivos nas zonas rurais de Moçambique.

O objectivo do contrato é estabelecer e gerir uma conta de fundo de garantia que será utilizada para facilitar o acesso ao capital (empréstimos) das empresas industriais para o financiamento de sistemas de energia renovável para usos produtivos em Moçambique.”

O acordo (…), irá impulsionar o acesso ao desenvolvimento de energia para fins produtivos, onde é mais negligenciado e necessário, contribuindo assim para o desenvolvimento industrial sustentável e inclusivo em Moçambique, e também para acelerar a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Jaime Comiche, Representante da UNIDO em Moçambique.

O fundo de garantia denominado “Credito Super”, cuja duração inicial é de 3 anos, é um compromisso para cobrir os riscos associados à emissão de empréstimos a empresas mutuárias que não têm acesso a empréstimos comerciais normais devido à sua incapacidade de cumprir os requisitos de garantias, relatórios e fornecimento de normas financeiras suficientes. O financiamento da subvenção no montante de 1.000.000 USD constitui o capital inicial para o financiamento das actividades do fundo.

Por sua vez, o Eng. António Saíde, Director Geral da FUNAE, explicou que “ao trabalhar para a inclusão social, é necessário considerar a inclusão económica, avançando assim a criação de oportunidades de emprego para todos. Assegurar o acesso à energia sustentável é um passo crucial para alcançar a inclusão económica e a parceria com o BCI é um pontapé de saída para os esforços de acesso aos fundos para as actividades económicas”.

A UNIDO acredita que a linha de crédito CREDITO-SUPER trará um produto diferenciado e útil ao mercado nacional, que responde às necessidades do sector privado empresarial, e preocupa-se com o acesso universal à energia moderna. Espera-se que este lançamento traga a bordo mais actores, especialmente do sector privado, lidando assim com o desafio do acesso ao financiamento para permitir o acesso às tecnologias de energia renovável.

“A agricultura é a espinha dorsal para o desenvolvimento de Moçambique, por isso é importante que os agricultores tenham acesso a fundos para desenvolver as suas actividades agrícolas” afirmou o Eng. Saíde.

Embora a agricultura e as pequenas ou médias empresas sejam importantes para a economia moçambicana, há provas suficientes de que não é possível processar matérias-primas locais, diversificar a economia, ou aumentar a competitividade sem acesso a uma energia moderna ambientalmente adequada a um custo acessível.

Em Moçambique, por exemplo, não é possível desassociar a promoção do desenvolvimento industrial da necessidade de aumentar o nível de acesso à energia.

As zonas rurais de Moçambique têm um grande potencial de desenvolvimento, desde a agro-indústria de pequena e média escala, à transformação de produtos agrícolas, e à instalação de sistemas de irrigação. É também nas zonas rurais onde é economicamente mais viável, adoptar sistemas integrados de energias renováveis, e promover utilizações produtivas de energia.

“É urgente diversificar o leque de mecanismos financeiros atractivos e adequados para o sector privado nacional, a fim de encorajar a massificação dos sistemas de geração de energia, incluindo a energia solar, biomassa, ou outras fontes de energia alternativas e sustentáveis”, explicou Comiche.

A UNIDO, através do projecto “Rumo à Energia Sustentável para Todos em Moçambique” ou simplesmente TSE4ALL na sigla em inglês, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF na sigla em inglês), pretende contribuir para o aumento generalizado do conhecimento sobre energias renováveis entre os agentes e facilitadores do mercado neste sector.

EnerMech irá formar força de trabalho do petróleo e gás de Moçambique

3t EnerMech, uma aliança estratégica entre o grupo 3T Energy e a EnerMech, ganhou um contrato com o governo britânico, que ajudará a dar forma às futuras necessidades de formação da força de trabalho do petróleo e gás de Moçambique.

3t EnerMech, a recém-criada joint-venture combina a perícia da EnerMech e do 3t Energy Group, que possui as principais organizações de formação do sector energético 3t Transform, sistemas de perfuração, survivex e AIS Training.

O projecto irá ver a parceria fornecer uma análise baseada em provas sobre a actual formação de competências em petróleo e gás das instituições moçambicanas de Educação e Formação Técnica e Profissional (TVET), comparando-a com os padrões internacionais para identificar quaisquer lacunas existentes.

Gerido conjuntamente pela ONG OPITO e pelo Engineering Construction Industry Training Board (ECITB), o esquema inclui quatro disciplinas chave de manutenção eléctrica, manutenção mecânica, operações de processo, instrumentação, e manutenção de controlo.

Pessoal experiente das instalações da 3t EnerMech no Reino Unido e em Moçambique conduzirá a investigação, gerando procedimentos e directrizes para a construção de instituições e cursos TVET que atinjam os padrões e acreditação ECITB e OPITO.

Andrew Noble, vice-presidente da 3t EnerMech, afirmou: “A formação da 3t EnerMech combina os nossos respectivos conhecimentos, experiência e alcance global para proporcionar formação e tecnologias que criam uma força de trabalho mais segura, mais inteligente e mais sustentável.”

Um objectivo central da parceria é envolver as regiões locais no desenvolvimento de conteúdos locais e, em última análise, fornecer mais trabalhadores globais altamente qualificados. Ganhar este importante trabalho de apoio à estratégia de desenvolvimento de conteúdos locais de Moçambique é da maior importância para a nova aliança e para os seus objectivos estratégicos.

“Moçambique é um actor significativo no mercado global de petróleo e gás e, com a actividade a continuar a aumentar, o país requer uma força de trabalho robusta e qualificada para apoiar novos projectos a longo prazo. Este estudo desempenhará um papel fundamental em futuros programas de formação e desenvolvimento no país e aguardamos com expectativa a entrega dos dados que apresenta”, acrescentou Noble.

Cabo Delgado: Mais de mil empresas fechadas e USD 209M perdidos

Ataques em Cabo Delgado causaram perdas de 209 milhões de dólares e encerramento de 1.110 empresas, disse Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA).

Segundo Vuma, esse valor é referente ao prejuízo sofrido pelos empresários de todos os distritos afectados durante os três anos e meio de acção dos insurgentes no norte do país, mas, não incluem os estragos causados no ataque à Vila de Palma no mês passado.

“Defendemos a necessidade de uma intervenção urgente para minimizar este impacto”, disse Vuma.

Falando das possíveis soluções, o presidente da CTA defendeu que as empresas em Cabo Delgado precisam de créditos com “taxas de juro amigas”.

Sendo que o ataque em Palma causou a interrupção do projecto de exploração do GNL liderado pela Total, Vuma afirma que a sustentabilidade do tecido empresarial ligado à este megaprojecto depende da restauração da paz na província.

MPDC investiu 800 milhões de USD e movimenta 40 milhões de toneladas

Desde 2003 que a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) tem investido cerca de 800 milhões de dólares para aumentar a capacidade e a eficiência do empreendimento. Segundo a empresa são manuseadas actualmente 40 milhões de toneladas de carga, revelou o diretor-executivo da infraestrutura.

Falando sobre a importância das infraestruturas na economia moçambicana, durante uma conferência do Standard Bank, Osório Lucas declarou que o Porto de Maputo dispõe agora de capacidade para receber navios com 85 mil toneladas, depois de ter aumentado a sua profundidade para 14,3 metros, graças a trabalhos de dragagem no canal de acesso.

“O Porto de Maputo está agora em condições de competir ao nível da África Austral e ao nível internacional, como consequência dos trabalhos que têm vindo a ser realizados”, declarou Osório Lucas.

O diretor-executivo do MPDC realçou que a companhia apostou no incremento da capacidade de manuseamento e na eficiência do Porto de Maputo, mesmo na pior fase da crise económica que tem vindo a assolar o país nos últimos anos.

“É possível investir em tempo de crise, tal como demonstra a aposta no aumento da capacidade do porto”, declarou Osório Lucas.

O aumento do desempenho do Porto de Maputo, continuou, reforçou o estatuto do empreendimento como um importante ativo para a economia moçambicana.

As receitas também têm tido um particular impacto segundo Osório Lucas, desde o início da concessão o MPDC já facturou 150 milhões de dólares, sendo um dos maiores contribuintes do Estado.

Para o diretor-executivo do MPDC, a rentabilização das infraestruturas portuárias de Moçambique está condicionada à competitividade de fatores que influenciam os custos de operação, como estradas e recursos humanos.

Osório Lucas apontou o agravamento das tarifas de portagem na estrada entre Moçambique e África do Sul, que atingiu fortemente o transporte de carga, como uma medida que pode retrair a utilização dos portos moçambicanos por utentes dos países vizinhos.

“Temos de ser mais eficientes para que as nossas infraestruturas sejam apetecíveis na África Austral e no mundo”, acrescentou Osório Lucas.

 

 

Lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola

O Ministério da Indústria e Comércio  realiza, próxima sexta-feira, em Chonguene, província de Gaza, as  cerimónias centrais de lançamento da  Campanha e Comercialização Agrícola de 2021.

O evento, que se vai realizar sob o lema  “Comercialização Agrícola Dinamizadora  do Agro-negócio e Industrialização”,  será replicado em todo o país.

O objectivo é divulgar  em linhas gerais, as acções de intervenção dos agentes económicos na  cadeia de valor da comercialização agrícola, com a finalidade de garantir a  absorção de todo excedente e melhorar a  coordenação entre os produtores e intervenientes da cadeia de produção e  comercialização agrícola.

O evento será realizado num modelo  híbrido: Virtual e presencial, com a  participação de expositores para a feira  agro-industrial e de sserviços.

A cerimónia compreenderá três momentos distintos: Exposição de produtos locais, incluindo fortificados e  serviços de apoio à cadeia de  comercialização e produção; premiação dos intervenientes que mais se destacaram  na campanha de comercialização agrícola  2020; e por fim, a realização do III Fórum  Nacional de Comercialização Agrícola, um diálogo com intervenientes da cadeia de produção,  comercialização, processamento, distribuição, consumo e exportação dos produtos nacionais.

A Comercialização agrícola desempenha  um papel importante na economia  nacional, constituindo uma das principais  fontes de rendimento das populações,  sobretudo das zonas rurais e um  mecanismo de ligação entre as zonas de  produção e os centros de consumo, bem  assim um instrumento indutor para o  aumento da produção e produtividade  agrícola.

Autoridade Reguladora da Concorrência entra em funcionamento

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) entrou recentemente em funcionamento. Moçambique aprovou em 2013, a Lei da Concorrência, por meio da Lei n.º 10/2013, de 11 de Abril e o seu respectivo Regulamento, por meio do Decreto n.º 97/2014, 31 de Janeiro.

Apesar desta legislação já estar em vigor, a sua implementação ainda aguardava a entrada em funcionamento da. Os Estatutos da ARC foram aprovados em 2014 pelo Decreto n.º 37/2014, 01 de Agosto e alterado pelo Decreto n.º 96/2014, de 31 de Dezembro. Este Estatuto passou por novas alterações recentemente através do Decreto n.º 6/2021, de 23 de Fevereiro.

Neste momento, a ARC ainda está a finalizar a sua organização interna e nem todos os seus departamentos estão em pleno funcionamento.

Neste momento a ARC está a considerar as operações de concentração de empresas que preencham os critérios estabelecidos na lei para a comunicação prévia obrigatória à ARC.

Ainda em curso está, também, a preparação de normas complementares para a implementação da legislação da concorrência, em particular, o Regulamento de Formulários de Notificação de Operações de Concentração de Empresas, aprovado pela Resolução n.º 1/2021, que aprova os procedimentos e formulário para notificação das seguintes operações de concentração: (i) fusões; (ii) criação de empresa comum ou aquisição de controlo conjunto; e, (iii) aquisição de controlo exclusivo da totalidade ou parte de uma ou várias empresas.

É de notar que os regulamentos da ARC são obrigatoriamente publicados na sua página electrónica – que ainda não está em funcionamento – e na II Série do Boletim da República.

Importa referir que a Lei da Concorrência prevê multas para diferentes tipos de infracções, incluindo para a falta de notificação de concentrações sujeitas à comunicação prévia. Em adição a este aspecto, outras consequências económicas mais sérias poderão recair sobre os investimentos ou transacções em curso, o que exige que esta legislação seja devidamente conhecida e observada.

Nestes termos, recomenda-se que a comunidade empresarial obtenha o devido aconselhamento por forma a garantir o cumprimento das obrigações e limitações estabelecidas no âmbito da legislação de concorrência em vigor.