Friday, June 5, 2026
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Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

A República do Maláui enfrenta uma crise de escassez de açúcar e, em resposta, optou por importar açúcar produzido em Moçambique. A medida foi tomada devido à redução da capacidade de produção das empresas locais, resultado de desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Desde Janeiro deste ano, o Maláui vem sofrendo com a falta de açúcar, o que causou um aumento significativo nos preços do produto. Diante dessa situação, o governo malauiano decidiu liberalizar o mercado de açúcar, emitindo licenças para importação e buscando diversificar as fontes de abastecimento. A decisão visa aumentar a oferta e reduzir os preços para os consumidores.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Sosten Gwengwe, a liberalização do mercado é uma medida necessária para promover uma maior competitividade comercial e garantir o acesso ao açúcar a preços acessíveis para a população. Além disso, o governo tomou medidas rigorosas contra estabelecimentos comerciais que praticavam sobrefacturação do preço do açúcar, visando proteger os consumidores.

Os produtores de açúcar em Moçambique asseguram que há um estoque suficiente para atender às necessidades internas e de exportação, apesar da paralisação da produção em algumas fábricas. A Maragra Açúcar, localizada em Manhiça, é uma das principais produtoras do país, contribuindo significativamente para o abastecimento do mercado.

A importação de açúcar de Moçambique pelo Maláui representa uma solução imediata para a crise de abastecimento enfrentada pelo país. A medida demonstra a importância da cooperação regional para garantir a segurança alimentar e a estabilidade económica na região.

Malawi plans to import sugar from Mozambique

Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

The Republic of Malawi is facing a sugar shortage crisis and, in response, has opted to import sugar produced in Mozambique. The measure was taken due to the reduction in production capacity of local companies, as a result of challenges posed by climate change.

Since January of this year, Malawi has been suffering from a shortage of sugar, which has caused a significant increase in the price of the product. Faced with this situation, the Malawian government has decided to liberalize the sugar market, issuing import licenses and seeking to diversify sources of supply. The decision aims to increase supply and reduce prices for consumers.

According to the Minister of Industry and Trade, Sosten Gwengwe, the liberalization of the market is a necessary measure to promote greater commercial competitiveness and guarantee access to sugar at affordable prices for the population. In addition, the government has taken strict measures against commercial establishments that over-invoice the price of sugar, with the aim of protecting consumers.

Sugar producers in Mozambique ensure that there is sufficient stock to meet domestic and export needs, despite the stoppage of production in some factories. Maragra Açúcar, located in Manhiça, is one of the country’s main producers and contributes significantly to supplying the market.

Malawi’s import of sugar from Mozambique represents an immediate solution to the supply crisis facing the country.

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

Com a recente aprovação do Parlamento, um avanço legislativo surge para fortalecer as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) em Moçambique. Este passo, é visto como fundamental para impulsionar o sector industrial e comercial do país, uma vez que as MPME detém uma contribuição na economia nacional, compreendendo a cerca de 97,1% das empresas operacionais.

O ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, enfatizou a importância dessa legislação ao afirmar que seu objectivo principal é criar condições que valorizem o papel das MPME na economia, incentivando também a formalização dos agentes económicos que actuam na informalidade. Com isso, espera-se um aumento na geração de empregos, na produção de riqueza, na arrecadação de impostos e na sustentabilidade económica do país.

Entre os pontos-chave da nova lei estão a certificação, o direito de preferência, o acesso facilitado à informação sobre serviços financeiros e a criação de um fundo de apoio ao fomento e desenvolvimento das MPME. Destaca-se ainda a alocação de 1% do orçamento das empresas envolvidas em grandes projectos para apoiar as MPME, a redução de taxas para obtenção do selo ‘Made in Mozambique’ e a criação de facilidades para a organização de feiras comerciais.

É importante ressaltar que este dispositivo legal foi moldado com base em contributos de consultas realizadas em todo o país, garantindo o envolvimento dos principais beneficiários no processo legislativo. Esta aprovação representa um passo significativo na promoção do desenvolvimento económico e na criação de um ambiente favorável para o crescimento das MPME em Moçambique.

Parliament approves law to strengthen MSMEs

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

With the recent approval of Parliament, a legislative advance has been made to strengthen Micro, Small and Medium-sized Enterprises (MSMEs) in Mozambique. This step is seen as fundamental to boosting the country’s industrial and commercial sector, since MSMEs make a contribution to the national economy, comprising around 97.1% of operating companies.

The Minister of Industry and Commerce, Silvino Moreno, emphasized the importance of this legislation by stating that its main objective is to create conditions that enhance the role of MSMEs in the economy, while also encouraging the formalization of economic agents who operate informally. This is expected to increase job creation, wealth production, tax collection and the country’s economic sustainability.

Among the key points of the new law are certification, the right of first refusal, easier access to information on financial services and the creation of a fund to support the promotion and development of MSMEs. Also noteworthy is the allocation of 1% of the budget of companies involved in major projects to support MSMEs, the reduction of fees for obtaining the ‘Made in Mozambique’ label and the creation of facilities for organizing trade fairs.

It is important to note that this legal provision was shaped based on input from consultations held throughout the country, ensuring the involvement of the main beneficiaries in the legislative process. This approval represents a significant step forward.

Parque Nacional Kruger opõe-se a ligação fronteiriça com Moçambique

Planos de ligação fronteiriça enfrentam oposição do Parque Nacional Kruger

A direcção do Parque Nacional Kruger, a maior reserva de vida selvagem da África do Sul, juntamente com empresas locais, expressaram oposição aos planos para a criação de uma nova passagem fronteiriça operada exclusivamente por camiões, visando acelerar as exportações minerais para os portos de Moçambique.

O projecto, proposto pela Logistics Co., subsidiária da African Infrastructure Investment Managers da Old Mutual Ltd., pretende abrir uma nova rota em Komatipoort com destino a Maputo, situada no limite sudeste do Parque Nacional Kruger.

As preocupações centram-se nos potenciais impactos negativos ao meio ambiente, biodiversidade e na área protegida do Parque Nacional Kruger, conforme destacado por Isaac Phaahla, porta-voz da reserva.

Embora o novo posto fronteiriço proposto pudesse aliviar a pressão sobre a passagem existente, evitando congestionamentos causados por camiões transportando minérios, como ferro, crómio e carvão, as preocupações ambientais e de conservação permanecem.

A Logistics Co. planeia mitigar os impactos negativos, incluindo a criação de uma área de estacionamento com instalações de imigração e alfândegas nos arredores de Komatipoort. No entanto, a oposição persiste.

Kruger National Park opposes border connection with Mozambique

Planos de ligação fronteiriça enfrentam oposição do Parque Nacional Kruger

The management of the Kruger National Park, South Africa’s largest wildlife reserve, together with local businesses, have expressed opposition to plans to create a new border crossing operated exclusively by trucks, aimed at speeding up mineral exports to Mozambique’s ports.

The project, proposed by Logistics Co., a subsidiary of African Infrastructure Investment Managers of Old Mutual Ltd., aims to open a new route at Komatipoort to Maputo, situated on the south-eastern edge of the Kruger National Park.

Concerns center on the potential negative impacts on the environment, biodiversity and the protected area of the Kruger National Park, as highlighted by Isaac Phaahla, spokesperson for the reserve.

Although the proposed new border post could relieve pressure on the existing crossing by avoiding congestion caused by trucks transporting ores such as iron, chromium and coal, environmental and conservation concerns remain.

Logistics Co. plans to mitigate the negative impacts, including the creation of a parking area with immigration and customs facilities on the outskirts of Komatipoort. However, opposition persists.

“Banco de Moçambique: Serviços bancários alcançam um terço da população”

Banco de Moçambique (BdM) fez saber que um terço da população tem acesso a serviços bancários no País e 93% utilizam serviços prestados por Instituições de Moeda Electrónica (IME), que funcionam via telemóvel.

“Actualmente, todos os distritos do País têm, pelo menos, um ponto de acesso aos serviços financeiros. Um terço da população utiliza os serviços bancários e 93% os fornecidos pelas IME”, revelou o governador do BdM, Rogério Zandamela, explicando que estes resultados reflectem as reformas que têm vindo a ser feitas no sector das Telecomunicações, permitindo uma maior inclusão financeira a nível nacional. “Temos, em todo o País, mais de 90 mil contas abertas nas IME. Adicionalmente, estão em funcionamento mais de 1250 agentes por cada 100 mil adultos”, revelou.

Zandamela destacou que “as transacções aumentaram significativamente, entre 2022-23, com destaque para as transferências de bancos para as IME, que passaram de 61 mil para 888 mil”.

“As transferências entre as Instituições de Moeda Electrónica também aumentaram, passando de 17,7 milhões para 74,7 milhões”, secundou.

O dirigente reconheceu, contudo, que há ainda muito por fazer, e apontou como exemplo que “a percentagem de acesso aos serviços bancários se situa ainda abaixo da de países como o Zimbabué, com 46%, Nigéria, com 40% e Lesoto, com 39%”.

“Por isso, com os olhos postos no futuro, há que fazer uma retrospectiva para tirar lições da nossa actuação e identificar os desafios a vencer. O sucesso de Moçambique rumo a uma sociedade financeiramente inclusiva depende do reconhecimento e da interligação de vários factores”, avançou.

Moçambique tem actualmente três Instituições de Moeda Electrónica, pertencentes a três operadoras de telecomunicações móveis – a mKesh, da operadora estatal Tmcel, que foi a primeira a ser criada em 2012, o M-Pesa, da Vodacom, em 2013, e, no ano seguinte, o e-Mola, da Movitel.

Lucro da Kenmare decresce devido às fragilidades do mercado e aos desafios operacionais

Lucro da Kenmare decresce devido às fragilidades do mercado e aos desafios operacionais

A Kenmare Resources, divulgou uma queda no lucro dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para 220 milhões de dólares em 2023, representando uma redução de 26% em relação ao ano anterior. Esta diminuição é atribuída as fragilidades do mercado e aos desafios operacionais enfrentados pela empresa.

Apesar disso, o Conselho de Administração anunciou uma distribuição para o ano de 50 milhões de dólares, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, demonstrando confiança nas perspectivas para o presente ano. A receita gerada pela mina Moma Titanium Minerals, em Moçambique, aumentou em 12%, atingindo 437 milhões de dólares.

Entretanto, os custos operacionais totais em dinheiro registaram um aumento de 4%, principalmente devido ao aluguel de mais equipamentos pesados e custos mais elevados de combustível.

Olhando para o futuro, o director-geral da Kenmare, Michael Carvill, expressou confiança na produção do ano seguinte, esperando uma melhoria no segundo semestre.

Kenmare’s profit falls due to market weaknesses and operational challenges

Lucro da Kenmare decresce devido às fragilidades do mercado e aos desafios operacionais

Kenmare Resources reported a drop in earnings before interest, taxes, depreciation and amortization (Ebitda) to 220 million dollars in 2023, representing a 26% reduction on the previous year. This decrease is attributed to market weaknesses and the operational challenges faced by the company.

Despite this, the Board of Directors announced a distribution for the year of 50 million dollars, an increase of 3% on the previous year, demonstrating confidence in the outlook for the current year. Revenue generated by the Moma Titanium Minerals mine in Mozambique increased by 12% to 437 million dollars.

Meanwhile, total cash operating costs increased by 4%, mainly due to the rental of more heavy equipment and higher fuel costs.

Looking ahead, Kenmare’s managing director, Michael Carvill, expressed confidence in next year’s production, expecting an improvement in the second half of the year.

Premiação das empresas vencedoras da Campanha Empresa +Emprego

No âmbito da Campanha Empresa +Emprego, inserida no projecto +Emprego, acção financiada pela União Europeia e co-financiada e gerida pelo Camões IP, em parceria com a CTA, foram premiadas, hoje, três empresas vencedoras. Trata-se da PANGEA (1º classificado), SAC Agribusiness (2º classificado) e Gráfica ABS (3º classificado).

A Campanha Empresa +Emprego foi lançada em Novembro de 2023 e visa conceder a visibilidade e reconhecimento às PMEs de Cabo Delgado que valorizam a Responsabilidade Social, Ambiental e Governação Corporativa (ESG), pautando pela empregabilidade de jovens da província e da comunidade em que operam e assumindo uma postura de responsabilidade social e corporativa.

Nesta campanha, se inscreveram 31 empresas da província de Cabo Delgado, maioritariamente dos sectores de Agro-pecuária, Saúde, Logística, Oil&Gas, Serviços Gráficos, Construção civil, Agenciamento Marítimo e Consultoria. Deste universo, foram seleccionadas, para a fase final, seis empresas (das quais três foram classificadas vencedoras), que demonstraram as suas acções de promoção de boas práticas de sustentabilidade e gestão ambiental e as de governação corporativa, com destaque a articulação, envolvimento e contribuição das comunidades envolventes, valorizando as boas práticas para o emprego de jovens, mulheres e pessoas portadoras de deficiência, bem como a valorização de práticas inovadoras de gestão de Recursos Humanos.

Para além dos troféus, o primeiro classificado tem como prémio, a participação na Missão Empresarial à Lisboa e Porto (Portugal) a realizar-se de 10 a 15 de Abril do ano em curso, pela CTA; o segundo classificado, terá acesso directo ao programa de certificação especializada; e o terceiro classificado, participação na XIX Conferência Anual do Sector Privado, a realizar-se de 15 a 17 de Maio do ano em curso.

Na cerimónia, foi, igualmente, atribuído o prémio Mulher Empresária +EMPREGO, cuja vencedora é a Cecília Machele, gerente da Gráfica ABS, que, para além do troféu, receberá, como prémio, uma acção de capacitação para os responsáveis dos Recursos Humanos da empresa.

Para os promotores desta iniciativa, esta acção realça o compromisso de apoiar, de forma dedicada, as PME´s de Cabo Delgado, através de assistência técnica e acções para a melhoria do ambiente de negócios.