Friday, June 5, 2026
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Kenmare Resources obtains financing of 200 million dollars from the Rand Merchant Ban

Kenmare Resources obtém financiamento de 200 milhões de dólares no Rand Merchant Bank

Kenmare Resources, the operator of the Moma titanium minerals mine in northern Mozambique, recently announced that it has obtained a 200 million dollar financing package from Rand Merchant Bank (RMB). This credit facility aims to refinance a maturing revolving credit facility and a five-year term loan facility, providing Kenmare with the financial flexibility needed for its strategic objectives.

RMB acted as the Initial Mandated Lead Arranger (IMLA) on the deal, as well as being one of the lender banks, demonstrating a solid understanding of Kenmare’s strategic priorities.

With a proven track record in executing growth and business improvement projects, Kenmare has invested significantly in the Moma mine over the years. This investment has not only strengthened the company’s position in the market, but has also contributed positively to the local economy, being the largest employer in Nampula province and contributing more than 200 million dollars in taxes and royalties.

In addition, Kenmare has played an active role in community development through the Kenmare Moma Development Association (KMAD), implementing development programs with significant investment to date.

The transaction not only represents a milestone for Kenmare Resources, but also highlights RMB’s commitment to the resources sector in Africa.

Inclusão Financeira: Pilar fundamental para o desenvolvimento equitativo em Moçambique

“Sem inclusão financeira, dificilmente teremos um desenvolvimento equitativo, sustentável e inclusivo” afirmou o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, quando dissertva sobre a “Importância da Inclusão Financeira na Dinamização do Desenvolvimento Económico”, na abertura do ano académico da universidade Unizambeze, na Cidade da Beira, Província de Sofala.

Para o Governador, sem inclusão financeira não haverá “um desenvolvimento que sirva os interesses e as necessidades dos mais desfavorecidos na nossa sociedade, o que pode fomentar graves desigualdades sociais que podem desaguar em convulsões sociais”.

Na sua dissertação, Rogério Zandamela colocou em evidência, o papel da inclusão financeira no impulso ao desenvolvimento económico. Considerou que no contexto moçambicano, o tema ganha realce importância em virtude da sua ligação ao processo de desenvolvimento económico, “principalmente, porque o país apresenta altos níveis de pobreza”.

A convicção do Governador é que as deficiências socioeconómicas de Moçambique, só podem ser ultrapassadas com o grande contributo da inclusão financeira, onde a população menos privilegiada tem cada vez mais acesso e uso dos produtos e serviços financeiros.

Nesses termos, considera Rogério Zandamela, “o papel da inclusão financeira é de facilitador-chave na promoção do crescimento económico e na redução das desigualdades e da pobreza, porque com inclusão financeira, as famílias e as empresas têm acesso aos serviços financeiros formais, e com isso várias janelas de oportunidade abrem-se e gera-se um ciclo de inúmeros benefícios para toda sociedade”

“Na verdade, as experiências internacionais reforçam o papel dinamizador da inclusão financeira no crescimento e no desenvolvimento económico”. Afirmou

O Governador referiu que como resultado de uma serie de reformas visando promover a inclusão financeira, muitas delas implementadas no contexto da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, que vigorou ate 2022, os níveis de inclusão financeira no País estão a melhorar.

Hoje, em Moçambique, todos os distritos têm pelo menos um ponto de acesso aos serviços financeiros. Um terço da população tem acesso aos serviços bancários, e 93% da população tem acesso aos serviços das instituições de moeda electrónica.

Existem em todo País, mais de 90 mil contas de moeda electrónica, por cada 100 mil adultos, estando em funcionamento mais de 1250 agentes de moeda electrónica, por cada 100 mil adultos.

Financial Inclusion: A fundamental pillar for equitable development in Mozambique

“Without financial inclusion, it will be difficult to achieve equitable, sustainable and inclusive development,” said the Governor of the Bank of Mozambique, Rogério Zandamela, while speaking on the “Importance of Financial Inclusion in Boosting Economic Development”, at the opening of the academic year at Unizambeze University, in the city of Beira, Sofala province.

For the Governor, without financial inclusion there will be “no development that serves the interests and needs of the most disadvantaged in our society, which can foster serious social inequalities that can lead to social upheaval”.

In his dissertation, Rogério Zandamela highlighted the role of financial inclusion in boosting economic development. He considered that in the Mozambican context, the issue is of great importance because of its link to the process of economic development, “mainly because the country has high levels of poverty”.

The Governor’s conviction is that Mozambique’s socio-economic deficiencies can only be overcome with the great contribution of financial inclusion, where the less privileged population has increasing access to and use of financial products and services.

In these terms, says Rogério Zandamela, “the role of financial inclusion is that of a key facilitator in promoting economic growth and reducing inequalities and poverty, because with financial inclusion, families and companies have access to formal financial services, and with this several windows of opportunity open up and a cycle of countless benefits for society as a whole is generated”

“In fact, international experiences reinforce the dynamic role of financial inclusion in economic growth and development.” He said

The Governor said that as a result of a series of reforms aimed at promoting financial inclusion, many of them implemented in the context of the National Financial Inclusion Strategy, which was in force until 2022, the levels of financial inclusion in the country are improving.

Today, every district in Mozambique has at least one point of access to financial services. A third of the population has access to banking services, and 93% of the population has access to the services of electronic money institutions.

Throughout the country, there are more than 90,000 e-money accounts for every 100,000 adults, and more than 1,250 e-money agents are in operation for every 100,000 adults.

CTA reforça parceria com ITA em preparação a 19ª edição da CASP

CTA reforça parceria com ITA em preparação a 19ª edição da CASP

A Confederação das Associações Económicas (CTA) reuniu-se recentemente com a ITA (Agência Italiana do Comércio) para discutir a preparação da sessão bilateral Moçambique-Itália na 19ª edição da CASP e explorar novas oportunidades de colaboração empresarial entre os dois países.

De acordo com o comunicado divulgado pela CTA, a ITA expressou seu apoio à realização da 19ª edição da CASP, confirmando sua colaboração e promoção do evento entre a comunidade italiana. “A ITA tem oferecido apoio a empresas italianas e moçambicanas que buscam oportunidades de negócios bilaterais”, explicou o documento.

Além da CASP, as duas instituições concordaram em promover iniciativas para aumentar a empregabilidade dos jovens na comunidade empresarial italiana e em suas respectivas agências.

Durante a CASP, a ITA vai apresentar oportunidades de negócios, tendo solicitado o apoio da CTA para facilitar a entrada de empresas italianas na FACIM.

CTA strengthens partnership with ITA in preparation for 19th edition of CASP

CTA reforça parceria com ITA em preparação a 19ª edição da CASP

The Confederation of Economic Associations (CTA) recently met with the ITA (Italian Trade Agency) to discuss the preparation of the Mozambique-Italy bilateral session at the 19th edition of CASP and to explore new opportunities for business collaboration between the two countries.

According to the statement released by the CTA, the ITA expressed its support for the holding of the 19th edition of CASP, confirming its collaboration and promotion of the event among the Italian community. “ITA has offered support to Italian and Mozambican companies seeking bilateral business opportunities,” the document explained.

In addition to CASP, the two institutions have agreed to promote initiatives to increase the employability of young people in the Italian business community and in their respective agencies.

During CASP, ITA will present business opportunities and has asked for CTA’s support in facilitating the entry of Italian companies to FACIM.

Conclusão da fábrica de gás em Temane prevista para Setembro

A Sasol, revelou que a construção da fábrica de produção de gás no distrito de Temane está actualmente em 80% de conclusão e deve ser finalizada até setembro deste ano. A nota foi divulgada pelo director de Relações Corporativas da Sasol, Mateus Mosse, destacando que a infra-estrutura está sendo erguida no âmbito do Acordo de Partilha de Produção (PSA) entre o governo e a empresa.

“A produção de 30 mil toneladas anuais de gás de cozinha está prevista para atender a 75% da demanda interna, com início previsto entre Novembro e Dezembro deste ano”, explicou Mosse. O gás será direccionado para abastecer a Central Térmica de Temane (CTT) e a refinaria de petróleo leve para a obtenção do gás de cozinha (GPL), contribuindo para a geração de 450 MW de energia pela CTT.

O responsável pelo PSA, Avin Maharaj, destacou que a implementação do projecto está a seguir o cronograma, com a conclusão das obras civis e o início dos trabalhos de instalação de estruturas metálicas e tubagem. Além disso, o projecto inclui o reassentamento de comunidades impactadas, com a construção de uma vila que conta com habitações e a requalificação da Escola Primária Joaquim Marra.

O projecto PSA está impulsionando o mercado de oportunidades de emprego na província de Inhambane e no país como um todo, actualmente empregando cerca de 2600 trabalhadores moçambicanos e 537 estrangeiros. A expectativa é que esse número comece a reduzir a partir do segundo trimestre de 2024, com a conclusão das obras de maior intensidade laboral.

Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

A mineradora Gemfields está a avaliar a possibilidade de buscar um parceiro para auxiliar no desenvolvimento de sua prospecção de ouro em Moçambique, conforme relatos recentes do portal de notícias Miningmx.

O CEO da Gemfields, Sean Gilbertson, declarou que a empresa não está interessada em tornar-se uma companhia de produção de ouro a longo prazo, mas está aberta a opções alternativas, incluindo a venda da Nairoto Resources, uma empresa operada em regime de joint venture na qual a Gemfields detém 75% de participação.

Os próximos passos da Gemfields serão determinados pelos resultados das perfurações e ensaios realizados no projecto TL5, cujas actividades foram iniciadas em 2020 e posteriormente interrompidas pela pandemia de covid-19. A empresa continua a investir no projecto, demonstrando confiança em seu potencial.

Entretanto, a Gemfields enfrentou desafios no ano passado, com uma queda significativa nos lucros. Os ganhos de acções ajustadas caíram 72%, enquanto o fluxo de caixa registou um valor negativo de 29 milhões de dólares. Apesar disso, a empresa continua comprometida com seus investimentos, incluindo um aporte de 49 milhões de dólares na mina de rubi em Montepuez, Moçambique.

A notícia da possível parceria da Gemfields gerou reacções no mercado financeiro, com uma queda de aproximadamente 3% nas acções da empresa. No entanto, o CEO Sean Gilbertson expressou confiança na capacidade da empresa de superar os desafios e alcançar resultados positivos.

Gemfields considers partnership for gold prospecting in Mozambique

Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

Mining company Gemfields is evaluating the possibility of seeking a partner to assist in the development of its gold prospect in Mozambique, according to recent reports by news portal Miningmx.

Gemfields’ CEO, Sean Gilbertson, stated that the company is not interested in becoming a long-term gold production company, but is open to alternative options, including the sale of Nairoto Resources, a joint venture company in which Gemfields holds a 75% stake.

Gemfields’ next steps will be determined by the results of the drilling and testing carried out on the TL5 project, whose activities began in 2020 and were subsequently interrupted by the covid-19 pandemic. The company continues to invest in the project, showing confidence in its potential.

However, Gemfields faced challenges last year, with a significant drop in profits. Adjusted share gains fell by 72%, while cash flow recorded a negative figure of 29 million dollars. Despite this, the company remains committed to its investments, including a 49 million dollar investment in the ruby mine in Montepuez, Mozambique.

The news of Gemfields’ possible partnership generated reactions in the financial market, with the company’s shares falling by approximately 3%. However, CEO Sean Gilbertson expressed confidence in the company’s ability to overcome challenges and achieve positive results.

Leonor Jamal: ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

O branding desempenha uma papel essencial, permitindo a criação e manutenção da identidade das marcas. Em uma entrevista ao Profile, Leonor Jamal, Directora de Marketing da Fidelidade Ímpar e Conselheira da 6ª edição do Superbrands, partilhou alguns insights sobre o sector do marketing no país e as suas expectativas em relação à edição 2024 do Superbrands.

Profile Mozambique: Como analisa o branding na diferenciação das marcas de Moçambique? 

Leonor Jamal: Eu acredito que Moçambique não é diferente dos outros países e contextos em que o branding está presente, e que as marcas disputam os seus lugares para poderem se firmar. É importante analisar o país sob a perspectiva de possuir uma economia jovem, dinâmica e com um potencial significativo de crescimento. Com base nesses elementos, o branding emerge como uma proposta de extrema importância, pois determinara a forma como cada empresa se propõe a comunicar e a conquistar o seu espaço no mercado.

PM: No seu ponto de vista, como as empresas moçambicanas tem se posicionado em relação a adaptação das estrategias de marketing? 

LJ: As empresas moçambicanas têm explorado o mercado de marketing de diversas maneiras, aproveitando as oportunidades e enfrentando os desafios que surgem. Uma abordagem comum tem sido a utilização de estratégias de marketing digital para alcançar um público mais amplo, especialmente nas redes sociais. Essas estratégias incluem a criação de conteúdo relevante, o uso de anúncios segmentados e o desenvolvimento de campanhas.

Paralelamente, muitas empresas têm investido em branding e na criação de uma identidade visual, destacando-se no mercado e construindo relacionamentos duradouros com os clientes. Contudo, ainda há espaço para crescimento e há muito por se explorar.

PM: Falando na digitalização, como aliar a transição digital, num contexto em que nem todos tem acesso a informação 

LJ: No mercado dos seguros, enfrentamos um desafio adicional na comunicação com o público, devido à falta de conhecimento sobre o que é um seguro, especialmente num contexto onde a taxa de penetração de seguros é muito baixa. Por isso, é essencial um esforço maior para divulgar e disseminar os serviços que oferecemos.

No entanto, ao mesmo tempo que enfrentamos dificuldades com a divulgação dos seguros, não podemos ignorar a transição digital. A digitalização já não é uma opção, mas sim uma obrigação. É um fenómeno global no qual todos somos chamados a participar e integrar essa nova esfera, para não correr o risco de ficar para trás nesse movimento e consequentemente, não responder às novas exigências.

PM: Estabelecer uma marca no domínio público é complexo. Quais os principais desafios nesse processo? Pode falar da sua experiência pessoal?  

LJ: No nosso caso em específico – marca Fidelidade Ímpar, um dos grandes pontos de análise e um dos desafios centrais, era assegurar que a marca carregasse o DNA de sua base original, que não é propriamente nacional, ao mesmo tempo que se adequava à cultura local. Era necessário que, ao chegar em Moçambique, a marca respirasse o contexto moçambicano, no qual pretendíamos desenvolver o negócio. Com isso, para dizer que o desafio de uma marca vem de fora, é adaptação nacional.

PM: é conselheira da Superbrands e terá a difícil tarefa de avaliar as melhores marcas para este ano. Quais são as expectativas em relação a esta edição?

LJ: Tenho enorme expectativas em relação à presente edição e, obviamente, espero responder com excelência ao papel de conselheira desta edição. Neste momento, reuniram-se as condições para a Superbrands estar de volta e acredito que seja um momento oportuno para fazer uma análise sobre a evolução e o destaque das marcas que actuam em Moçambique. Hoje temos grandes empresas a distinguirem-se no país com a oferta de serviços e produtos de qualidade, que sem sombra de dúvidas, merecem também o destaque de “Superbrand”.

ʺBuilding brand loyalty in the national domain is one of the biggest challenges for companiesʺ

ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

Branding plays an essential role in creating and maintaining brand identity. In an interview with Profile, Leonor Jamal, Marketing Director of Fidelidade Ímpar and Advisor to the 6th edition of Superbrands, shared some insights into the marketing sector in the country and her expectations for the 2024 edition of Superbrands.

Profile Mozambique: How do you analyze branding in differentiating Mozambique’s brands?

Leonor Jamal: I believe that Mozambique is no different from other countries and contexts in which branding is present, and that brands are fighting for their places in order to establish themselves. It’s important to look at the country from the perspective of having a young, dynamic economy with significant growth potential. Based on these elements, branding emerges as an extremely important proposal, as it will determine how each company proposes to communicate and conquer its space in the market.

PM: In your view, how have Mozambican companies positioned themselves in terms of adapting their marketing strategies?

LJ: Mozambican companies have explored the marketing market in different ways, taking advantage of the opportunities and facing the challenges that arise. A common approach has been to use digital marketing strategies to reach a wider audience, especially on social media. These strategies include creating relevant content, using targeted ads and developing campaigns.

At the same time, many companies have invested in branding and creating a visual identity, standing out in the market and building lasting relationships with customers. However, there is still room for growth and much to be explored.

PM: Speaking of digitalization, how do you combine the digital transition in a context where not everyone has access to information?

LJ: In the insurance market, we face an additional challenge in communicating with the public, due to the lack of knowledge about what insurance is, especially in a context where the insurance penetration rate is very low. This is why a greater effort to publicize and disseminate the services we offer is essential.

However, at the same time as we are facing difficulties in publicizing insurance, we cannot ignore the digital transition. Digitalization is no longer an option, but an obligation. It is a global phenomenon in which we are all called upon to participate and integrate into this new sphere, so as not to run the risk of being left behind in this movement and consequently not responding to the new demands.

PM: Establishing a brand in the public domain is complex. What are the main challenges in this process? Can you talk about your personal experience?

LJ: In our specific case – the Fidelidade Ímpar brand – one of the major points of analysis and one of the central challenges was to ensure that the brand carried the DNA of its original base, which is not exactly national, while at the same time adapting to the local culture. When it arrived in Mozambique, the brand needed to breathe the Mozambican context in which we wanted to develop the business. So, to say that the challenge for a brand comes from outside, it’s national adaptation.

PM: You are a board member of Superbrands and will have the difficult task of assessing the best brands for this year. What are your expectations of this edition?

LJ: I have huge expectations of this edition and, of course, I hope to respond excellently to the role of advisor for this edition. At the moment, the conditions are right for Superbrands to be back and I believe it’s an opportune moment to analyze the evolution and prominence of the brands operating in Mozambique. Today we have large companies distinguishing themselves in the country by offering quality services and products, which without a shadow of a doubt also deserve to be highlighted as “Superbrands“.