Friday, June 5, 2026
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Porto da Beira recebeu há dias um navio de grande porte e regista um novo recorde

Porto de Beira regista novo recorde de navio

Na semana passada, o navio M/V Floriana VI, propriedade da MSC Mediterranean Shipping Company, atracou no Porto da Beira, centro de Moçambique, anunciou a Cornelder Moçambique.

O porta-contentores pós-Panamax, com 285 metros de comprimento e 40 metros de largura, estabelece um novo recorde de maior navio a escalar o porto.

O Porto da Beira tem registado nos últimos anos um crescimento significativo da carga contentorizada e de outras cargas, em resultado da estratégia comercial agressiva que a CdM tem vindo a desenvolver nos mercados da região.

A proeza é também resultado bem do investimento na melhoria das acessibilidades ao porto, na aquisição de modernos equipamentos de movimentação e ampliação das áreas de armazenagem e na introdução de novas tecnologias e sistemas de optimização das operações.

O investimento na dragagem do canal de acesso, da bacia de manobra e dos cais de acostagem tem sido também decisivo para permitir que navios de grande capacidade, do tipo Panamax e pós-Panamax, possam escalar o Porto da Beira com maior regularidade.

A instrodução de uma nova linha de navegação, que liga a Europa, China e os países do interland, na África e de um inovador sistema de gestão de contentores refrigerados são algumas das acções que visam projectar o porto beirense.

O Porto da Beira está localizado estrategicamente no centro do país, liga directamente, quer por via rodoviária ou ferroviária, os principais mercados do hinterland da África Austral, o Zimbabwe, Malawi, a Zâmbia, Botswana, a República Democrática do Congo e outras rotas do comércio internacional.

Ministro dos Recursos Minerais vê avanços no projecto da refinaria de gás de cozinha

Carlos Zacarias testemunha projecto de GPL

O Ministro dos Recursos Mineirais e Energia, Carlos Zacacrias, notou que há progressos nas obras de construção da fábrica de GPL (Gás de Cozinha), no distrito de Temane, província de Inhambane.

O sentimento foi manifestado durante a visita do governante, semana passada, a este e outros projectos que decorrem no âmbito do Acordo de Partilha de Produção (PSA) entre o Executivo moçambicano e a Sasol Moçambique, considerados cruciais para a matriz energética do nosso país

Lançado em Março de 2020, o Projecto PSA deu lugar à construção da infraestrutura, que possibilitará a geração de 30 mil toneladas por ano de Gás de Cozinha.

A produção vai reforçar o consumo deste combústivel em todo o país e tem o potencial de contribuir para as metas de transição energética no solo moçambicano.

É que com o gás de cozinha cada vez mais acessível para as famílias moçambicanas, estas reduzirão o uso da biomassa, que implica destruir a flora para a produção de lenha e carvão vegetal.

Um potencial para a transição energética

Além disso, o gás de cozinha vai reduzir a pressão ao uso da energia eléctrica em algumas actividades que podem substituir a electricidade pelas botijas de gás. As vatangens deste empreendimento são inúmeras.

O PSA engloba a construção de três empreendimentos, nomeadamente, a refinaria de gás de cozinha, central eléctrica de ciclo combinado, bem como a construção de linha de transmissão de energia para conectar a rede nacional na região Sul do país.

Os três projectos que decorrem, em simultâneo, poderão terminar em Novembro de 2024 e vão beneficiar mais de 1.2 milhões de cidadãos nacionais.

Além da Sasol, os projectos energéticos de Temane envolvem o Instituto Nacional de Petróleos (INP), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Globeleq e a Electricidade de Moçambique (EDM).

 

 

 

Cabo delgado: estabilização da segurança permite retoma de projectos

FMI aponta avanços dos megaprojectos no país

A estabilização da situação de segurança na província de Cabo Delgado abre boas perspectivas para o país nos próximos anos e permite o reinício dos grandes projectos de exploração de recursos naturais.

Esta afirmação foi feita semana finda, em Maputo, por Pablo Lopez-Murphy, chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), no final da visita de trabalho a Moçambique, no quadro da terceira revisão do acordo de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em Inglês).

Lopez-Murphy afirmou que o FMI dispõe de informação de que a situação de segurança nos distritos que acolhem os empreendimentos de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL) está a melhorar.

“Eu não ficaria surpreso se os grandes projectos que estão em andamento fossem reiniciados em breve. Pensamos que o futuro de Moçambique é brilhante e que haverá muitas oportunidades de investimento e de negócio”, disse.

Como tudo iniciou

Os ataques armados em Cabo Delgado iniciaram em finais de 2017, quando os insurgentes introduziram em aldeias de alguns distritos da província do Norte de Moçambique.

Na altura, a primeira ofensiva aconteceu num posto de controlo da Polícia, na aldeia Awasse, há cerca de 40 quilómetros da vila de Mocímboa da Praia.

Num curto espaço de tempo, os insurgentes assaltaram a esquadra distrital da PRM, depois o quartel das Forças de Defesa e Segurança e, mais tarde, a cadeia distrital onde foram soltos quase todos os prisioneiros.

Depois desses episódios sucederam-se mais ataques até que no início de 2021, os insurgentes irromperam em aldeias do distrito de Palma e abriram fogo contra residências, instituições públicas, instalações turísticas.

A situação levou a que Governo decretasse estado de calamidade, devido ao recrudescimento da violência armada,que provocou uma das maiores crises humanitárias pó-independência.

No dia 25 de Abril do mesmo ano, a TotalEnergies, líder do Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma anunciaa retirada do seu pessoal e interrupção das suas actividades na península de Afungi. A petrolífera francesa designou o motivo da decisão como Força Maior.

Porém, actualmente, a situação está a ser controlada e a tranquilidade começa a despontar. A intervenção militar cujunta entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS), da SADC e do Ruanda está a dar resultados e as certezas cada vez mais presentes.

Energias renováveis com 70 por cento de peso na matriz energética nacional

EDMreforça estratéfia de energeias renováveis

A Electricidade de Moçambique (EDM) confirma que as energias renováveis têm um desempenho de 70 por cento de peso sob a matriz energética nacional, assumindo-se como aposta para garantir o acesso à energia para toda a população até 2030. Quem o diz é Mónica Olga Utchavo, directora do Departamento das Energias Renováveis na empresa.

Recentemente, cerca de 55 MW foram adicionados a rede através das centrais de Cuamba, com 15 MW, e de Mocuba com 40 MW, confirmando a importância das fontes sustentáveis de geração de energia, alicerçadas pelas condições político-

Para a EDM, joga papel determinante para o desempenho das energias renováveis, no país, as centrais hídricas como a Hidroeléctrica da Cahora Bassa que contribui com mais de 2000 MW, centrais de Mavuzi e Chicamba e as mini-hídricas em Cuamba, Lichinga, na província de Niassa, zona norte e Corumane na província de Maputo, para alem outras tecnologias solar e eólicos, bem como a contribuição do gás natural.

“Há ainda um trabalho a nível interno para aferir a penetração das energias renováveis, mas garantimos que neste momento as energias renováveis têm 70 por cento de peso na matriz energética nacional”, afirmou Uchavo.

Mais capacidade energética para 2024

Partilhou que mais 120 MW poderão entrar em construção no início do próximo ano, para além da central de Metoro em Cabo Delgado, que devido a constrangimentos de vária ordem ainda não adicionou a sua produção a rede eléctrica nacional, no quadro de um plano em que a Electricidade de Moçambique, no geral, espera produzir 600 MW até 2030.

De acordo com a fonte, há trabalhos em curso para a criação de corredores verdes, não só para permitir os 600 MW, mas também a nível de transmissão para garantir a evacuação dessa produção para os mercados de consumo, materializando o desiderato de tornar o país num ʺhubʺ regional, através de interligação.

Moçambique participa do 20º Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África

AGOA debate oportunidades entre países africanos

A cidade sul-africana de Joanesburgo acolhe, de hoje a sábado, o vigésimo Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA).

Trata-se de uma iniciativa comercial dos Estados Unidos da América, aprovada no ano dois mil, para aprofundar os laços comerciais com a África Subsahariana e ajudar os países africanos a desenvolver as suas economias.

Moçambique está presente neste Fórum através de uma delegação chefiada pelo Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que chegou ontem á capital económica sul-africana.

Segundo o site da Rádio Moçambique, integram a delegação, os Embaixadores de Moçambique nos Estados Unidos e na África do Sul e um grupo de empresários das províncias de Nampula, Maputo e Sofala.

Oportunidades entre os países africanos

Até ao próximo sábado, o Fórum vai discutir vários temas, com destaque para o impacto económico e de desenvolvimento resultantes da aplicação da Lei do Crescimento e de Oportunidades e das cadeias de valor regionais que se formaram no continente africano.

Esta será a tónica do discurso de abertura, a ser proferido, esta sexta-feira, pelo presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que vai abordar as prioridades e oportunidades partilhadas para tornar a Lei de Crescimento de Oportunidades para África mais transformadora.

Vários países africanos estão a pressionar para a prorrogação da iniciativa para além de dois mil e vinte e cinco. Há a convicção de que a extensão da iniciativa vai apoiar ainda mais a zona de comércio livre continental africana.

Um dos grandes destaques do Fórum será a realização da exposição “Made In Africa” , que vai apresentar as cadeias de valor regionais no continente africano. Cada país presente participa com cerca de dez empresas.

O vigésimo Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África vai decorrer sob o lema Parcerias para Construir um AGOA resiliente, sustentável e inclusivo para apoiar a economia em Desenvolvimento, Industrialização e Criação de Emprego de Qualidade.

Noruega disponibiliza fundos para o processamento de café no Parque Nacional da Gorongosa

Café de Gorongosa vai ter unidade de processamento

A Noruega vai canalizar ao Parque da Gorongosa, 2 milhões de Coroas Norueguesas para aquisição duma unidade de processamento de café produzido na Serra da Gorongosa pelos pequenos produtores e camponeses.

Para o feito foi rubricado, na quarta-feira, na cidade de Maputo, um acordo de cooperação entre o embaixador da Noruega, Haakon Gram-Johannessen e pelo Presidente do Projecto de Restauração da Gorongosa, Greg Carr.

Segundo um comunicado da entidade, a iniciativa vai estimular a produção local, aumentar os rendimentos dos beneficiários e dinamizar a economia  das comunidades.

Gram-Johannessen e Carr expressaram a sua satisfação pela iniciativa e mostraram-se expectantes em relação ao incremento da produção do café da Gorongosa.

No mês de Julho passado,  as autoridades do Parque Nacional de Gorongosa (PNG) anunciaram que o distrito poderá duplicar a sua produção de café, passando das actuais 400 mil mudas para 800 mil por campanha, na sequência do fim de hostilidades e encerramento da última base militar da Renamo, em Vunduzi, província de Sofala.

Ainda este ano, em Junho, Moçambique aderiu à Organização Internacional do Café (OIC), feito que contribuirá para colocar o café nacional nos maiores mercados internacionais do mundo.

Sobre o Parque Nacional de Gorongosa

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) em Moçambique é, talvez, “a maior história de restauração da vida selvagemem África”. O PNG foi descrito como um dos mais diversos parques da Terra, cobrindo uma vasta extensão de 400.000 hectares.

Em 2008, foi estabelecida uma Parceria Público-Privada de 20 anos para a gestão conjunta do PNG entre o Governo moçambicano e a Fundação Carr (Projecto de Restauração da Gorongosa), uma organização sem fins lucrativos dos EUA.

Em 2018, o Governo de Moçambique assinou uma prorrogação do acordo de gestão conjunta por mais 25 anos, adoptando um modelo de conservação do século XXI para equilibrar as necessidades da fauna bravia e das pessoas. Agora, com uma unidade de processamento de café no local, o parque terá mais destaque ainda.

HCB faz mais de 12 mil GWh no 3º trimestre de 2023 e poderá superar a meta anual

HCB prevê superar metas anuais

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) S.A. registou até ao final do terceiro trimestre de 2023, uma produção hidro-energética na ordem dos 12.120,4 Gigawatts (GWh), uma cifra correspondente a 14,3 por cento acima do planeado.

As projeções para este ano apontavam para uma meta de produção em torno de 14.292 GWh, mas com este resultado, a empresa antevê uma superação para 15.488 GWh, o que “reforçará a posição estratégica de Moçambique como um polo energético regional”, segundo aponta uma nota enviada à nossa redação.

“No período em análise, a HCB logrou alcançar uma facturação de pouco mais de 54,2% das receitas planeadas para o período, ao mesmo tempo que encerrou com sucesso as negociações sobre o ajustamento da tarifa de exportação de energia. Estes factores conjugados, representam ganhos significativos para a Empresa e para o País”, afirmou Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB.

“As cifras apresentadas contribuirão para a realização de investimentos críticos nos equipamentos da cadeia de produção e em projectos de incremento da capacidade de geração energética, que se prevê chegar aos 4.000 Megawatts (MW), até 2032”, enfatizou o gestor.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa refere que dispõe, neste momento, de uma cota de armazenamento em torno de 323.47 metros, correspondente à capacidade útil de 87 por cento, resultante da quantidade de água proveniente das barragens de montante e dos escoamentos gerados na Bacia Própria de Cahora Bassa.

A nota sublinha que a presente cota é “satisfatória” e, se for conciliada com uma gestão criteriosa, técnico-científica e por meios tecnológicos ao dispor da empresa, assegurará o processo de geração de energia até ao final do ano em curso.

FMI aponta resiliência económica de Moçambique e faz previsões positivas do GNL

FMI avança previsões positivas para Moçambique

O crescimento económico global de Moçambique permanece resiliente e está projectado em 6 por cento em 2023. As perspectivas para o sector extractivo são “fortes”, uma vez que se espera que os grandes projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) retomem as actividades, face a melhorias de condições de segurança na província do Cabo Delgado.

As conclusões são do Fundo Monetário Internacional (FMI), que manteve encontros de alto nível com o Governo moçambicano de 18 a 31 de Outubro passado.

“A equipa do FMI manteve discussões construtivas e frutíferas com as autoridades moçambicanas sobre as políticas económicas e financeiras necessárias para apoiar a conclusão da Terceira Revisão do Programa ao Abrigo do Acordo (ECF)”, anunciou Pablo Murphy, chefe da equipa do FMI.

Durante as reuniões, a instituição financeira internacional anotou que as autoridades moçambicans implementaram “uma forte correção para ajudar a colocar a política orçamental de volta no bom caminho, para lidar com o défice orçamental em 2022.

“A consolidação orçamental deverá continuar em 2024, em conformidade com a proposta de orçamento enviada ao Parlamento. A manutenção da disciplina orçamental em 2024 continua a ser fundamental num contexto de condições de financiamento internas e externas restritivas”, argumentou Murphy.

Ainda no âmbito da estabilização dos indicadores do crescimento económico, o FMI considera que o Governo registou progressos nas reformas estruturais previstas no programa orçamental.

“Foi adoptado um diploma ministerial para a tributação da produção de minerais e está em vigor um novo sistema de tributação electrónica, para a cobrança de todos os impostos. O corpo técnico do Fundo incentiva o avanço das reformas para reforçar a governação e reduzir as vulnerabilidades à corrupção”, afirmou.

A equipa do Fundo Monetário Internacional reuniu-se com o Primeiro-ministro Adriano Maleiane, o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela e outros altos funcionários, naquela foi a Terceira Revisão ao Abrigo do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF).

A missão também reuniu-se com representantes da sociedade civil, partidos políticos, parceiros de desenvolvimento e o sector privado.

Moçambique e Noruega avaliam o projecto de petróleos para o desenvolvimento

Projecto de petróleos em desenvolvimento em avaliação

O Instituto Nacional de Administração Marítima (INAMAR) e a embaixada da Noruega em Moçambique, estão, desde quarta-feira, em Maputo, a avaliar o estágio do programa “Petróleos para o Desenvolvimento na Componente Ambiental”, particularmente a preparação e resposta a emergência por derrames de hidrocarbonetos.

A localização geoestratégica de Moçambique, associada a sua extensa costa e portos, bem como o incremento do número de navios face a exploração do gás na Bacia do Rovuma e outros recursos no território nacional, estão a contribuir para que navios de grande calado visitem as águas moçambicanas.

Os transportes marítimos fazem o carregamento e descarga de mercadoria com grandes quantidades de hidrocarbonetos, deixando o país em risco de poluição, com danos incalculáveis para os ecossistemas marinhos e costeiros.

Segundo a directora da Divisão de Preservação e Combate a Poluição do Ambiente Marítimo, no Instituto Nacional de Administração Marítima, a reflexão conjunta do projecto visa igualmente estudar as melhores formas de combate ao derrame de substâncias perigosas de hidrocarbonetos e suas consequências.

A capacitação conta com o apoio técnico e financeiro da Administração Costeira Norueguesa, no âmbito do programa em referência e vigente desde 2015.

Até então, o programa petróleos para o desenvolvimento capacitou mais de 300 funcionários de várias instituições nas províncias de Maputo, Inhambane, Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo delgado.

O INAMAR beneficiou recentemente da revisão do seu plano nacional de contingência de combate a poluição por derrame de hidrocarbonetos e suas consequências.

O plano referido é um instrumento que define as responsabilidades em relação a preparação e combate a derrame de hidrocarbonetos. Tem como objectivo fundamental garantir a segurança a saúde humana e minimizar as ameaças ecológica e receptores sócio económicos.

BVM dispõe de fundos para financiar empresas nacionais

Bolsa de Valores vai financiar PME's

O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá, garantiu que há fundos para financiar empresas moçambicanas desde que estas reúnam os requisitos para o efeito.

“A BVM é um instrumento de financiamento como os bancos, microcrédito” disse Valá hoje (01), em Maputo, à margem das primeiras jornadas científicas sobre o mercado de capitais e bolsa de valores, evento co-organizado pela BVM e pelo Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM).

“Apesar de termos financiado a economia em 311.167 milhões de meticais, cerca de 4.822 milhões de dólares americanos, há ainda muito espaço para as empresas privadas beneficiarem-se do financiamento via BVM”, sublinhou.

Explicou que a parceria com o ISCTEM vai permitir estudos e pesquisas que mostrarão as várias alternativas de como ter acesso ao financiamento do BVM, pois, segundo Valá, muitos empresários de diversos ramos de actividades queixam-se de acesso ao financiamento e de custos elevados.

“A BVM é alternativa que permite a disponibilidade de fundos para financiar empresas e como o local onde podem aplicar as suas poupanças de forma segura e rentável”, disse.

O PCA da Bolsa de Valores de Moçambique aponta como factores que influenciam a fraca adesão das Pequenas e Médias Empresas (PME) à BVM é a falta de conhecimento por parte dos empresários e por não reunir requisitos (contabilidade organizada, contas avultadas).