Friday, April 17, 2026
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Sistema de fornecimento da central fotovoltaica de Mahel em teste

O novo empreendimento de geração e fornecimento de energia, erguido numa área de um hectare, tem a capacidade de produzir 100 quilowatts peak (kWp) e armazenar diariamente 650kWh.

A infra-estrutura, do modelo contentorizado, está avaliada em 72 milhões de meticais (1,127,789.27 dólares norte-americanos, ao câmbio do dia), desembolsados pelo Orçamento do Estado.

O complexo de painéis solares comporta um total de 312 unidades de 340Wp. Até ao momento estão conectados à central 137 consumidores. Deste número, 100 clientes foram ligados na fase inicial do projecto e 37 após uma extensão por meio de uma adenda.

A rede eléctrica, com uma extensão total de 12.89 quilómetros, está igualmente ligada a 88 candeeiros de iluminação pública, conferindo assim maior segurança durante a circulação nocturna.

Entre os beneficiários está a sede do posto administrativo, a residência da chefe do posto, a escola, a unidade sanitária, posto policial, pequenos empreendimentos económicos, entre outros consumidores.

Com a edificação da central, os residentes do posto administrativo passarão a contar, igualmente, com um furo de abastecimento de água potável, que reduzirá a falta do precioso líquido às comunidades e aliviar a escassez com que se debatia.

Segundo João de Lima, técnico do Fundo de Energia (FUNAE), que é também gestor da central, citado hoje pelo jornal, os progressos executados no empreendimento cifram os 90 por cento, estando a decorrer a fase de acabamentos. Todavia, os testes até então efectuados à sua capacidade de geração e fornecimento mostram resultados encorajadores.

“Estamos a realizar todos os testes para identificar as falhas que podem ter acontecido durante os trabalhos de ligação aos consumidores e logo de seguida tratarmos de corrigir. Mas as nossas constatações sobre o funcionamento da central são muito boas”, disse Lima.

Os residentes cujas casas estão a receber a energia eléctrica a título experimental, também manifestam alegria, porque têm agora o precioso recurso no interior das suas residências, mas também porque acreditam que a mesma vai gerar outras oportunidades que, por sua vez, constituirão um valor acrescentado às suas vidas.

Altona Rare Earths com expectativas positivas no projecto de Monte Muambe

No mês de Julho passado, a empresa que se dedica ao desenvolvimento dos projectos de exploração de elementos de terras raras no Monte Muambe, distrito de Moatize, província de Tete, anunciou a retoma das suas operações, depois de um período de interrupção.

“Temos um segundo semestre de 2023 muito movimentado pela frente, com vários objectivos a alcançar, a estimativa de recursos minerais e o estudo de escopo são nosso foco imediato”, afirmara o chefe-executivo da mineradora,  afirmou Cedric Simonet.

A empresa mineira centrada em África disse, na segunda-feira, que o projecto deverá ter 13,6 milhões de toneladas métricas de elementos de terras raras, de acordo com a estimativa em conformidade com o JORC.

O JORC é o padrão usado para medir o tamanho no solo de um depósito mineral que uma empresa possa ter descoberto.A empresa disse que a estimativa também inclui 42.500 toneladas de metais magnéticos de neodímio e óxidos de praseodímio.

“Esta é a primeira medida oficial de sempre da dimensão e do grau do projeto e estamos muito satisfeitos com os resultados, que confirmam a presença de um recurso de elementos de terras raras potencialmente explorável a céu aberto”, afirmou o Diretor Executivo Cedric Simonet.

A Altona Rare Earths está a finalizar o seu relatório atualizado de pessoa competente, que deverá ser publicado no próximo mês, disse. A conclusão do relatório aumentará a participação da empresa em Monte Muambe de 20% para 51%.

País vai crescer aos 6,7% este ano e o retorno da Total é crucial

A trajectória de crescimento de Moçambique, concluem os analistas, está dependente da retoma do projecto da TotalEnergies em Cabo Delgado, após a suspensão dos trabalhos em 2021, devido aos ataques terroristas na região.

“A Moody’s projecta que o Produto Interno Bruto (PIB) real se expanda 6,7% em 2023 e 5% em 2024, contra 4,4% em 2022, impulsionado pelo crescimento contínuo do sector primário e, em particular, pela produção de GNL no Coral Sul da Eni S.p.A. (o projeto mais pequeno e mais avançado que iniciou a produção no ano passado)”, refere a agência de notação financeira.

Na nota divulgada, na sexta-feira passada, que desce a previsão económica de positiva para estável, a Moody’s prevê também que a dívida pública moçambicana melhore para 93,3%, mas ainda “bem acima da mediana estimada dos pares com notação Caa, de 66,1% em 2023”, e abaixo do nível de recomendação de investimento.

“Olhando para o futuro, embora se espere que o programa do FMI forneça uma âncora para a política fiscal, a consolidação fiscal pode revelar-se um desafio, dada a vulnerabilidade de Moçambique a choques internos e externos”, diz a nota.

“Há indicações de que a situação de segurança no norte do país melhorou e as autoridades esperam que as operações sejam retomadas este ano, com a produção a iniciar-se potencialmente em 2027. A decisão final de investimento para o projeto Rovuma LNG, o maior e menos avançado projecto, que foi suspenso devido à crise do coronavírus e às difíceis condições de segurança, ainda está pendente, com as autoridades a esperarem que seja finalizada em 2025”, escreve a Moody’s.

As previsões para a dívida e o PIB foram divulgadas no contexto da revisão da perspectiva da economia moçambicana de positiva para estável, numa nota em que a Moody’s prevê também mais atrasos nos pagamentos da dívida interna e na implementação de reformas.

No tocante à segurança na província de Cabo Delgado, o Governo tem estado a reportar progressos significativos na região, dada a intervenção conjunta entre as Forças de Defesa e Segurança e as da SADC e do Ruanda . A propósito, algumas pessoas já estão a retornar para as suas zonas de origem, de onde tinham saíso, devido à ameaça dos insurgentes.

No capítulo de reformas económicas, há um esforço visível por parte do Executivo moçambicano, que tem aprovado instrumentos legais que visam estabelecer um ambiente de negócios, tal é o caso do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), bem assim a provação, em Agosto, da Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo pela Assembleia da República.

A Lei visa, especialmente, melhorar a segurança do sistema financeiro nacional, que acabou, no final de 2022, resvalando o país à Lista Cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional.

A instituição teria justificado que houve incongruências no sistema financeiro moçambicano com indícios de ocorrência de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em território nacional.

Triton já tem uma empresa consultora para o projecto de grafite

A SDS ajudará a Triton com o envolvimento das partes interessadas, aconselhamento estratégico, de gestão, assistência com actividades de conformidade e desenvolvimento de projectos em geral, avança o portal The Market Herald.

A empresa oferece soluções diversificadas de engenharia e construção e também é especializada em saneamento de água. A SDS irá rever especificamente os documentos legais para garantir a sua harmonização com a lei moçambicana.

Embora o acordo tenha sido assinado nos finais de Setembro, a SDS tem vindo a prestar assistência à Triton desde julho, anunciou hoje a empresa. No total, o contrato ascende a 1 milhão de dólares americanos.

O ministro de Recuros Minerais e Energia, Carlos Zacarias, concedeu à Cobra Plains o direito de mineração de mais de 20 anos, no mês passado. Plains possui um recurso inferido de 5,7 milhões de toneladas de carbono grafítico.

O projecto Ancuabe, por sua vez, possui um total de 46 milhões de toneladas de grafite. A Triton pretende produzir concentrados do minério a partir de Ancuabe para a venda nos mercados globais.

“Espera-se que os próximos 18 meses sejam cruciais na jornada da Triton para se tornar um produtor de grafite e estamos entusiasmados por ter a SDS a ajudar-nos enquanto trabalhamos incansavelmente para criar valor para os nossos accionistas”, disse o director executivo da TON, Andrew Frazer.

Sobre a escolha à SDS, a Triton destaca a sua experiência em vários projectos de recursos e infraestruturas que “acreditamos que irão ajudar muito a Triton à medida que continuamos a progredir no desenvolvimento dos nossos projectos de grafite de classe mundial”

Porto de Maputo facilita exportação de minérios sul-africanos

As exportações de carvão, por exemplo, estão a ser feitas por camiões através de Maputo. Em causa está a não utilização do Terminal de Carvão de Richards Bay, propriedade do sector privado sul-africano, em KwaZulu-Natal, devido à falta de locomotivas.

Segundo Vuslat Bayoglu, director-geral da Menar, uma empresa de investimento privado com uma carteira de activos mineiros, que inclui carvão, antracite, manganês, ouro e níquel, África do Sul não tem outra opção a não ser a Transnet e o país tem de fazer funcionar a empresa estatal de logística, caso contrário toda a economia ficará paralisada.

“A Transnet não se saiu bem em termos de carvão. No entanto, identificaram os problemas e estão a tomar iniciativas para os resolver, sendo o maior deles a disponibilidade das locomotivas”, observou Bayoglu, citado pelo portal Mining Weekly.

“Discutimos regularmente com a equipa da Transnet sobre o que é necessário fazer para aumentar a disponibilidade das locomotivas e para garantir que o sistema funciona de forma eficiente”, afirmou.

Bayoglu mostrou-se, no entanto, confiante de que os desafios da Transnet não são insuperáveis e aguarda com expectativa a forma como a Cimeira dos Brics, organizada pela África do Sul, ajudará a Transnet a assegurar a entrega, por parte de uma empresa chinesa de fabrico de carris, das restantes locomotivas e o fornecimento de peças e serviços.

“Maragra” vai reerguer-se com novos investidores

Mas a Ilovo decidiu retirar-se. A decisão vem na sequência do prejuízo de 3,6 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares, à taxa de câmbio atual) sofrido pela Maragra devido às inundações de fevereiro passado. Foi noticiado que Maragra necessitaria de um novo investimento de cerca de 100 milhões de dólares para recuperar totalmente dos danos.

“A informação que temos é que há novos proprietários que vão tomar conta da empresa num futuro próximo. Os antigos proprietários decidiram não continuar com o negócio do açúcar”, garntiu Moreno, mesmo sem indicar o nome dos novos proprietários da Maragra.

O governante disse que o relatório sobre a operação de transferência foi recentemente partilhado com o governo como uma mera comunicação, uma vez que o executivo não intervém nas negociações sobre a transferência de propriedade de uma empresa privada.

Entretanto, segundo Moreno, o governo facilitou a transação entre os antigos e os actuais investidores, na esperança de que a plantação de cana-de-açúcar esteja em condições saudáveis a tempo da próxima época agrícola.

Segundo Moreno, estão a ser ultimados os últimos pormenores da negociação entre as partes envolvidas, o que permitirá retomar a produção nos primeiros meses do próximo ano.

 

 

Magala diz que Governo confia na nova direcção das LAM

“Temos confiança nos gestores da LAM, naqueles que nos estão a ajudar na nossa agenda de transformar a LAM numa companhia credível, e acreditamos que vamos atingir o nosso objetivo”, disse Mateus Magala aos jornalistas durante a reabertura do barco que liga a ilha da Inhaca à cidade de Maputo.

Magala reagia às últimas acusações, feitas pela empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA), de alegada corrupção de alguns gestores da LAM, bem como de irregularidades na implementação de medidas para a recuperação da empresa.

Mateus Magala lembrou que a companhia aérea de bandeira está a passar por reformas que precisam de tempo, considerando a “gestão da mudança” uma “questão muito importante” do processo em curso.

A 14 de Setembro, a empresa sul-africana reconheceu que os clientes deviam à LAM um montante avaliado em 1,2 mil milhões de meticais, incluindo a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder em Moçambique.

“Entretanto, têm sido feitas cobranças, planos de pagamento de dívidas e reconciliação de contas”, explicou Zita Joaquim, da direcção da FMA, admitindo que as dívidas são de empresas públicas e privadas, ministérios, instituições públicas, entre outras.

Questionada pelos jornalistas, a responsável pelas finanças e contabilidade da LAM na gestão das FMA disse que só uma empresa, que não identificou, devia à companhia aérea quase 50 milhões de meticais.

Combustível de Moçambique chegará a Malawi através de um oleoduto

O país importa 50 por cento do seu combustível do porto da Beira e 20 por cento de Nacala e os restantes 30 por cento do porto de Dar-es-Salam, sendo que o oleoduto também poderá aliviar os custos de importação.

Malawi gasta cerca de 600 milhões de dólares por ano apenas na importação de combustível, à medida que o consumo de diesel e gasolina continua a aumentar rapidamente.

Os números do regulador da indústria energética, a Autoridade Reguladora de Energia do Malawi, mostram que, em média, os malawianos consomem cerca de 50 milhões de litros de combustível por mês, o equivalente a 600 milhões de litros por ano.

Por dia, os malawianos consomem cerca de 845 mil litros de gasolina e 834 mil litros de gasóleo. E para aguentar esta demanda de combustível, o país necessita de 600 milhões de dólares por ano.

O presidente do conselho da administração da autoridade reguladora de energia, Henry Kachaje, atribuiu o aumento do custo de importação de combustível à elevada procura de combustível no mercado nos últimos anos.

Kachaje garantiu a sustentabilidade na importação de combustíveis com base no financiamento de 50 milhões de dólares do Banco Árabe para Desenvolvimento em África (BADEA) para reabastecer as reservas de combustível do país para aliviar os desafios recorrentes no fornecimento de combustível.

Malawi tem enfrentado escassez recorrente de combustível desde Agosto do ano passado, em grande parte porque o país não tem divisas suficientes. O Banco Central do Malawi afirmou em Junho que as reservas cambiais do governo não eram suficientes para durar um mês.

″O país precisava de uma média de cerca de 300 milhões de dólares em produtos petrolíferos, mas quando os preços dos produtos petrolíferos no mercado subiram, o valor duplicou para quase 600 milhões de dólares″.

Kachaje disse que o regulador de energia está a trabalhar com fornecedores de combustível para minimizar a escassez. “Uma das formas é envolver fornecedores que estejam dispostos a fornecer produtos ao Malawi em Kwacha (moeda local)”, disse Kachage.

 

 

 

 

 

 

TRAC adia a conclusão de um troço essencial da EN4

Segundo o gestor, a empresa sul-africana responsável pela autoestrada, Trans Africans Concessions (TRAC), prometeu agora entregar a via rápida de quatro faixas até Dezembro.

Esta é a terceira vez que a conclusão da N4 sofre atrasos. A TRAC contratou a Inyatsi, uma empresa de Eswatini, com ligações à família real de Eswatini, para fazer o trabalho.

Os directores da TRAC foram convocados a Maputo pelo Ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, que estava “irritado” com os repetidos atrasos no alargamento da N4. A estrada sofre de engarrafamentos causados por camiões carregados de minerais que transportam a sua carga da província sul-africana de Mpumalanga para o porto de Maputo.

Paulo disse que apenas o básico estará pronto em Dezembro. Tudo o resto terá de ser feito mais tarde, incluindo duas estradas de serviço, uma de cada lado da autoestrada, e duas estradas secundárias que levam o tráfego local para a N4. A TRAC também prometeu instalar duas passagens pedonais sobre a autoestrada.

“Embora este processo seja moroso e tenha sofrido contratempos, devido às fortes chuvas e inundações, em Fevereiro passado, em que não foi possível trabalhar um único dia, há luz ao fundo do túnel, uma vez que concluídos os trabalhos, o congestionamento será ultrapassado significativamente”.

O contrato de concessão da N4 celebrado pelo Governo com a TRAC termina em 2027.

Exxon Mobil continua interessada no gás natural de Cabo Delgado

O compromisso foi assumido num encontro havido entre a liderança daquela multinacional e o Presidente da República, Filipe Nyusi, segundo fez saber em conferência de imprensa minutos após do seu regresso dos EUA, onde participou na 78ª Sessão Anual da Assembleia Geral das Nações Unidas.

No referido encontro, segundo avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o dirigente explicou aos parceiros sobre os progressos alcançados no combate ao terrorismo nos últimos tempos em Cabo Delgado.

“Tivemos um jantar de trabalho com a ExxonMobil para compreendermos precisamente qual é a evolução e eles tirarem as dúvidas daquilo que é a evolução na zona. O problema deles é quando é que retomam, e temos estado a trabalhar neste sentido e eles avaliaram os sucessos com muita satisfação”, disse Nyusi,

Refira-se que a ExxonMobil ainda está a avaliar a situação de segurança em Cabo Delgado, onde alguns distritos da região norte são alvos de ataques terroristas perpetrados por grupos extremistas, desde Outubro de 2017.

Em Washington, Nyusi visitou o Pentágono onde o Secretário do Estado de Defesa, Lloyd Austin, garantiu o apoio dos EUA no combate à pirataria marítima e outros crimes que acontecem no mar, sobre tudo na região norte, severamente afectada pelo extremismo violento.

“Estive também no Pentágono, com o Secretário de Defesa, onde avaliamos a nossa cooperação no âmbito da defesa e no âmbito da fiscalização do mar para evitar os crimes que acontecem, como a pesca ilegal, tráfico de drogas e de pessoas e também do terrorismo”, anotou.

“Portanto, trocamos impressões e temos estado a trabalhar com os EUA neste sentido e haverá seguimento, com vista a contornarmos aqueles que usam as nossas águas para cometer crimes”, sublinhou.

No âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Nyusi apontou a necessidade de aumentar assistência humanitária às pessoas vulneráveis.