Monday, April 13, 2026
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“Existe um cartel na área da construção”, dizem os empreiteiros  

Segundo o presidente da federação, Bento Machaila, existe um “cartel na área da construção”, que cria privilégios para as empresas chinesas, deixando para trás as empresas moçambicanas.

“Os chineses estão a criar um cartel na área da construção, criam empresas cujos proprietários são os mesmos, definem os preços (dez empresas têm preços quase idênticos e isso é para influenciar a avaliação). Se a obra não vai para A, vai para B. Se não vai para B, vai para C. Estamos monitorando isso e o Estado não está vendo. Estão a ser dados empregos a empresas chinesas e muitas delas nem sequer têm licenças”, protestou Machaila.

“Como federação, pensamos que o Estado deveria abandonar isto porque a adjudicação directa de contratos está a ser abusada com argumentos que não são válidos. O que está a acontecer é que a adjudicação directa está a beneficiar uma camada muito pequena de empreiteiros”, afirmou.

Manifestou também preocupação com a dívida do Estado para com a comunidade empresarial, especialmente para com as pequenas e médias empresas.

Gás natural e minérios essenciais para o Orçamento do Estado: explica Zandamela

Há, no país, projectos de exploração de gás natural e minérios (como o grafite), alguns em andamento com a Coral Sul FLNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma, o da TotalEnergies em Afungi, interrompido por causa da insurgência, entre outros.

Falando, há dias, na aula inaugural da terceira edição do Programa de Doutoramento em Estudos de Desenvolvimento da Universidade Politécnica, em Maputo, Zandamela disse ser necessário que o Fundo Soberano seja criado com regras fiscais bem definidas, associadas a uma estrutura de governação transparente e funcional.

“Reforço a tese de que a criação do Fundo Soberano constitui uma oportunidade ímpar de mudarmos o actual paradigma do país, caracterizado por défices e dependência externa, para uma postura de poupança e disciplina financeira”, defende Rogério Zandamela.

Na sua intervenção, segundo uma nota da Universidade Politécnica, Rogério Zandamela referiu-se, igualmente, ao financiamento externo, ao qual o Governo tem recorrido para cobrir o défice orçamental, que, na sua opinião, não assegura um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

“Os empréstimos, mesmo quando não estão sujeitos ao pagamento de juros, contribuem para o aumento do endividamento público. Segundo, os donativos não são permanentes, pois dependem das condições económicas dos países doadores e essa dependência traduz-se em incertezas no nosso Orçamento de Estado e na nossa agenda de desenvolvimento do país”, esclareceu Zandamela.

“Terceiro, quando os recursos obtidos por empréstimos são maioritariamente aplicados em despesas de consumo ao invés de despesas de investimento, o défice tem a particularidade de gerar uma espiral de endividamento, porque não contribui para o aumento da capacidade produtiva, gerando-se, deste modo, uma armadilha ou um ciclo vicioso” sublinhou o governador.

Na ocasião, o reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, afirmou que o curso de Doutoramento em Estudos de Desenvolvimento, introduzido pela primeira vez  em 2020, tem a particularidade de abordar questões candentes da sociedade, sem descurar as questões científicas e metodológicas, daí a importância das academias como espaços de reflexão sobre o país.

 

 

BNI “jura” que nunca usou fundos irregularmente

A acusação feita ao BNI chegou ao público com muita rapidez, com a massificação reforçada por partilhas do assunto pelas redes sociais digitais. A informação poderá ter criado desilusão a uma grande maioria que sempre viu o BNI como uma das instituições públicas íntegras do país.

Esgrimindo-se em explicações, num comunicado, o BNI afirmou que sempre operou em observância aos mais “elevados critérios de transparência, integridade e conformidade exigidos aos operadores no sector financeiro e que não tem como prática a manipulação ou violação das normas de exercício de gestão bancária”.

Igualmente, o BNI diz-se que está sujeito à regulação do Banco Central, enquanto supervisor das instituições financeiras e a um conjunto de auditorias internas e externas, que comprovam o cumprimento dos requisitos estabelecidos para o exercício da actividade bancária.

“Como banco de desenvolvimento e de investimento, detido totalmente pelo Estado, os gestores do BNI estão cientes e comprometidos com as suas responsabilidades, que consistem essencialmente na promoção do desenvolvimento socio-económico e sustentável para a melhoria de vida dos moçambicanos”, referiu-se.

No mesmo comunicado, o BNI diz que está aberto a partilhar informação e esclarecimentos sobre as suas linhas de financiamento, “de forma a repor a verdade”.

O BNI é um banco vocacionado ao financiamento de projectos inovadores e que contribuem para o processo de desenvolvimento sustentável de Moçambique e dinamização dos sectores empresariais.

 

Moçambique busca reclassificação para sair da Lista Cinzenta  

Na fundamentação, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, assinalou a importância da legislação aprovada para a saída do país da lista cinzenta do GAFI, instrumento que mede a aptidão do país para o combate àquele tipo de delitos.

À margem das reuniões de peritos do Conselho de ministros de Combate ao branqueamento de capitais de África Oriental e Austral, que decorre em Kasane, no Botswana, o director-geral do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, Aurélio Matavel Júnior, avançou que a expectativa é de a plenária aprovar o pedido de reclassificação das novas recomendações do GAFi.

A Assembleia da República aprovou, no mês passado, a Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo num esforço considerado como crucial para devolver a segurança e  confiança dos parceiros internacionais ao sistema financeiro nacional.

Nova roupagem da Lei contra o branqueamento

A revisão do instrumento legal presupõe que as pessoas singulares e colectivas, sem personalidade jurídica, organizações sem fins lucrativos, as instituições financeiras e as entidades não financeiras com sede em território nacional passam a ser obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais.

As medidas passam a abranger também as entidades não financeiras, pessoas singulares e colectivas que se dediquem à mediação imobiliária e à compra e revenda de imóveis, bem como às entidades de construção que vendam directamente imóveis.

Estão também abrangidos os advogados e todos os que exerçam funções de mecenato e assistência jurídica, notários, conservadores, contabilistas e auditores independentes, quando intervenham em operações do interesse dos seus utentes ou noutras circunstâncias.

Prestadores de serviços a fundos fiduciários e empresas passam a ser também entidades não financeiras obrigadas a adoptar medidas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

As organizações sem fins lucrativos, incluindo organizações não governamentais e igrejas, passarão a ter de manter registos das operações relativas a donativos e outras contribuições de entidades nacionais e internacionais por um período mínimo de cinco anos.

De acordo com as alterações votadas favoravelmente no parlamento, tais registos devem ser suficientemente detalhados para permitir a verificação de que os fundos recebidos por estas entidades foram utilizados de acordo com a finalidade da organização, que deve disponibilizar esses registos às autoridades competentes quando solicitado.

Outra inovação da lei em causa é que os donativos ou outras contribuições financeiras para entidades sem fins lucrativos devem ser efectuados por transferência bancária para conta aberta em nome da entidade ou por cheque, com as devidas excepções nos termos a regulamentar.

Minas sul-africanas terão uma rota mais rápida para os portos moçambicanos

A The Logistics Co., detida indirectamente pela African Infrastructure Investment Managers da Old Mutual Ltd., planeia abrir uma passagem exclusiva para camiões em Komatipoort, a norte do principal ponto de entrada de Lebombo para a África do Sul, em Moçambique.

O projecto envolve a melhoria de uma estrada de serviço existente ao longo de uma linha férrea e a construção de uma instalação para camiões que terá gabinetes de alfândega e imigração nos arredores da cidade de Komatipoort, de acordo com Hennie Jooste, chefe de operações da TLC.

Segundo o portal Mining, a empresa, que já opera um terminal ferroviário no lado moçambicano da fronteira, poderá processar até 500 camiões por dia no novo posto fronteiriço planeado.

Isso pode reduzir a pressão sobre o posto fronteiriço existente, que pode receber 1.800 camiões por dia, formando filas que por vezes se estendem por 30 quilómetros (19 milhas). A prioridade da empresa é acomodar os 200 a 250 camiões que a TLC opera e que transportam magnetite, um tipo de minério de ferro, para Moçambique.

Os camiões serão descarregados no terminal ferroviário e regressarão vazios através da fronteira existente. Os minerais viajarão depois por comboio até aos portos da Baía de Maputo.

Os produtores sul-africanos de magnetite, crómio e carvão têm utilizado cada vez mais a autoestrada EN4, através da fronteira de Lebombo, para transportar os seus minerais a partir dos portos de Maputo e Matola, à medida que as infra-estruturas ferroviárias e portuárias do seu próprio país se debatem com dificuldades.

Ao mesmo tempo, Moçambique tem estado a aumentar a sua capacidade portuária e ferroviária. A TLC planeia iniciar a construção do projecto em meados de Outubro próximo e concluí-lo em Maio de 2024. A construção custará cerca de 2,6 milhões de dólares.

Syrah Resources prevê demanda pelo seu grafite no mercado internacional  

O CEO da Syrah, Shaun Verner, acredita que assim que o stock excedente de grafite chinês for eliminado, a empresa será capaz de retomar a produção total na sua mina durante os próximos meses. A produção chinesa de grafite é principalmente sazonal e normalmente termina em Novembro.

O domínio significativo da China no mercado de grafite continua a ser um desafio, segundo Verner. No entanto, também apresenta uma oportunidade, à medida que os Estados Unidos e os seus países aliados procuram reduzir a sua dependência do fornecimento de materiais para baterias pela China.

A necessidade de diversificação da oferta de fabricantes de baterias e montadoras fora da China despertou imenso interesse na contratação de material produzido em outros lugares.

Segundo o EnergyPortal.eu, os fracos preços da grafite, que Verner atribui ao domínio do mercado pela oferta chinesa, causaram uma queda de 67 por cento nas ações da Syrah este ano.

A Syrah Resources é uma das poucas opções não chinesas para quem procura grafite, especialmente para baterias de veículos elétricos e reatores nucleares. Com expectativas de diminuição dos stocks chineses e aumento da procura, a empresa antecipa uma reviravolta no futuro.

Retorno da TotalEnergies sob análise e o “suspense” pode ter um fim  

No dia 16 de Agosto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Carlos Zacarias, instou publicamente a TotalEnergies a suspender a declaração de força maior que interrompeu a construção da planta de liquefacção de GNL de Moçambique, com capacidade de produção anual de 12,9 milhões de toneladas, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

A TotalEnergies, que controla o projecto LNG Mozambique através de uma participação de 26,5 porcento, pretende actualmente revogar a sua declaração de força maior no último trimestre deste ano.

Uma reunião para discutir o estado do projecto ocorreu na sede do grupo, na França, no fim de Agosto. Estiveram presentes nomeadamente o CEO Patrick Pouyanne e Maxime Rabilloud, chefe da subsidiária do grupo em Maputo.

O aumento no custo do projecto é uma grande fonte de preocupação para o grupo e está no centro das conversas que ocorrem entre ele e seu principal subcontratado CCS para a construção do empreendimento, uma joint venture formada pelo empreiteiro italiano Saipem, pelo grupo norte-americano McDermott e pela Chiyoda do Japão.

Vários executivos da TotalEnergies foram enviados para conversar com membros da joint venture para tentar encontrar formas de reduzir custos. O gerente de compras do LNG Mozambique, Lei von Habsburg-Lothringen, foi enviado a Milão há algumas semanas para um estágio de um ano na Saipem.

Assim que a cláusula de força maior for levantada, demorará entre seis e 10 meses até que a CCS possa retomar o trabalho no LNG Mozambique. A joint venture precisará se actualizar com seus próprios subcontratados. Além disso, é provável que procurem fundos adicionais, depois de terem passado mais de dois anos em espera, enquanto os preços das matérias-primas disparavam.

A TotalEnergies declarou oficialmente força maior em Abril de 2021, depois que o trabalho no LNG Mozambique foi interrompido em Dezembro de 2020. Isso permitiu ao grupo suspender o trabalho no projecto até que as condições de segurança melhorassem.

Em Julho de 2021, milhares de soldados do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) chegaram à província de Cabo Delgado. Desde então, o número de ataques perpetrados por grupos armados na província caiu drasticamente.

 

Atritos levam à empresa aérea Mex a suspender operações  

De acordo com a companhia de bandeira moçambicana, a Mex opera três aeronaves do tipo Embraer 145 para vários destinos no País e na região, nomeadamente ao serviço da LAM, que enfrenta fortes dificuldades financeiras que, em Abril, levaram o Governo a colocá-la sob gestão da sul-africana Fly Modern Ark (FMA).

“Lamentamos informar que a direcção da Mex-Moçambique Expresso SA […] deliberou pela suspensão das operações com efeito a partir de 31 de Agosto de 2023”, lê-se numa carta assinada pelo director-geral, Faustino Massitela, dirigida à administração da LAM.

“A não canalização dos valores à Mex coloca a empresa em situação de falta de liquidez para honrar os seus compromissos com fornecedores, colocando a empresa em risco de fechar portas”, acrescenta o documento.

Segundo o Diário Económico, na mesma carta, a empresa afirma que “tem vindo a acumular dívidas com fornecedores, cuja participação nas operações da Mex é vital para a continuidade” da empresa, neste caso associadas a motores e manutenção, por parte da Rolls-Royce, Embraer e American General Supplies.

“É nossa opinião que a LAM e MEX, envolvendo a FMA, devem encontrar uma solução urgente para as situações aqui referidas. A não resolução destes assuntos colocam a Mex em situação de parar as operações a qualquer momento”, alertava, na mesma carta, o director-geral, algo que se concretizou em 31 de Agosto.

Uma das dívidas da Mex é à Embraer, de 1,1 milhões de dólares (cerca de 69,5 milhões de meticais), que a companhia reconhece, numa outra comunicação, enviada em 14 de Novembro à empresa brasileira, referente à aquisição da frota ERJ145.

Nessa carta, a Mex chegou a propor à Embraer pagar 50 por cento dessa dívida no início deste ano. Sem a resolução desta, a direcção da Mex reconhecia então que o diferendo “impede de receber ou solicitar qualquer serviço ou apoio técnico da Embraer”.

 

Empresa saudita vai produzir rações e fertilizantes em Chókwe

Jampur assumiu o controlo do Complexo Agro-Industrial de Chókwè (CAIC), que já foi uma gigantesca quinta estatal.

O foco da empresa estava na procura de garantias de mercado para o arroz produzido localmente, mas, agora, o Grupo Jampur quer alargar o leque de investimentos a outros projectos, que incluem uma linha de produção para rações para peixes e aves, fertilizantes e suplementos para melhorar a robustez do gado.

A expectativa deste grupo empresarial é reduzir a dependência de importações para satisfazer o mercado local de aves e peixes.

Além da produção e comercialização de alimentos, Jampur tem outros projectos em andamento, nomeadamente a criação de uma indústria de produção de calçado e uniformes.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da firma, Mohammad Shafiq, nesta fase embrionária da sua operação no CAIC, as atenções estão voltadas para o processamento e comercialização.

Disse, sem adiantar números específicos, que há investimentos em curso para um conjunto de projectos estruturantes na cadeia de valor de produtos destinados ao consumo interno e também à exportação.

“Também temos interesse em investir na produção de aves, fertilizantes e uniformes, tudo aqui no distrito de Chókwè”, afirmou a fonte.

A revitalização do Complexo Agro-Industrial do Chókwè é fruto do Programa Nacional de Industrialização de Moçambique (PRONAI), lançado em 2021 pelo Presidente Filipe Nyusi, com o objectivo de contribuir para o aumento da produção, estimular o agro-processamento, reduzir a exportação de matérias-primas e gerar emprego e renda para o sector familiar.

Ruanda de olhos no marisco moçambicano

O empresariado ruandês demonstra um forte interesse em encontrar parceiros moçambicanos no fornecimento de mariscos diversos, com destaque para o apetecido camarão, que está a estimular uma grande procura no mercado alimentar do Ruanda. Esta informação foi avançada pelo embaixador do Ruanda em Moçambique, Claude Nikobisanzwe, durante uma entrevista exclusiva ao Profile, realizada durante a 58ᵃ edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

O Ruanda marcou presença no stand internacional da FACIM com um total de 22 empresas dos sectores de processamento alimentar, cosméticos, serviços informáticos e agro-processamento. Destaca-se a presença de café, chá e piri-piri como produtos em evidência.

De acordo com Claude Nikobisanzwe, esta é a segunda vez que o Ruanda participa na FACIM, e desde a primeira aparição no evento, tem crescido o interesse dos empresários ruandeses em estabelecer parcerias com Moçambique, devido à diversidade de oportunidades que o país oferece.

“Os nossos investidores estão à procura de parcerias para iniciar negócios em Moçambique, mas também temos interesse em adquirir alguns bens de consumo que o mercado moçambicano oferece, como é o caso de mariscos, principalmente o camarão”, afirmou Claude Nikobisanzwe.

Além de fortalecer relações com o empresariado nacional, Ruanda encontrou na FACIM uma plataforma para promover os seus produtos para outros mercados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que também estavam representados no evento.

Jean Luc, um empresário ruandês que participou pela primeira vez na FACIM este ano em representação da sua empresa, especializada na produção e processamento de café, destacou, em conversa com o Profile: “Encontramos um grande potencial de expansão do nosso mercado em Moçambique e esperamos estabelecer boas parcerias que resultem num bom relacionamento comercial entre os dois países.”

Vale referir que a agricultura é um dos sectores-chave em desenvolvimento no Ruanda, com o chá e o café entre os principais bens de exportação do país, avaliados em cerca de 100 milhões de dólares por ano.

Enquanto isso, de acordo com dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, o potencial produtivo total da aquacultura em Moçambique estima-se em cerca de 4 milhões de toneladas anuais, dos quais cerca de 2 milhões correspondem à produção de peixe em águas interiores e uma quantidade igual para a produção de espécies marinhas.

Existe uma área total de produção estimada em 378 mil hectares, dos quais cerca de 250 mil são destinados à aquacultura em águas interiores e 120 mil hectares para aquacultura marinha.