Saturday, June 6, 2026
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Comissão Europeia da Energia tem um pacote de 18 m€ para o sector no país

Falando após um encontro com o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, em Maputo, o embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, Antonino Maggiore, afirmou que “a visita da comissária Simson vai dar ainda um maior impulso a essa cooperação no sector da energia”.

O Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique-União Europeia vai decorrer entre 22 e 23 de Novembro em Maputo e contará com a participação do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Segundo o Diário Económico, Antonino Maggiore assegurou que durante o fórum vão ser anunciados vários acordos de financiamento para Moçambique, entre os quais o montante já mencionado, para a construção de um Centro Nacional de Controlo de Energia, que visa assegurar uma maior capacidade operacional da rede eléctrica moçambicana.

“Os 18 milhões de euros é um exemplo e vamos ter mais (…) a ideia é financiar projectos impactantes e com um valor ao nível infra-estrutural, que é o conceito fundamental da Global Gateway”, referiu Antonino Maggiore.

O fórum, sob o tema “Criando Oportunidades de Negócio”, realiza-se pela primeira vez em Moçambique, estando previstas, entre os principais temas, discussões em torno da transição energética, industrialização, agricultura e agro-negócio.

MEX vai pagar à Embraer 1,17 milhão de USD em 17 parcelas até janeiro de 2025

Segundo o jornal Carta de Moçambique, a MEX pagará à Embraer 1,17 milhão de USD em 17 parcelas até janeiro de 2025 para liquidar a sua dívida pela aquisição de jatos regionais.

Embora a MEX ainda enfrente desafios operacionais e financeiros, a sua aeronave C9-MEX operou com sucesso mais de 35 voos para a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), cobrindo vários destinos. A MEX tem operado vários voos regionais e domésticos para a LAM com uma frota de jatos EMB-145.

No entanto, em 30 de Agosto, a subsidiária foi forçada a suspender as operações em meio a escassez de caixa, conflitos e acúmulo significativo de dívidas.

As dívidas acumuladas ao longo dos anos impediram a empresa de receber serviços suficientes de fabricantes e fornecedores. A MEX ainda devia à Embraer mais de 1 milhão de USD pela aquisição de seus jatos regionais.

A administração da companhia aérea reconheceu anteriormente que isso limitava as suas oportunidades de solicitar suporte técnico da fabricante brasileira.

A Moçambique Expresso tem dois EMB-145MP na sua frota, matrícula C9-MEK e C9-MEX, operados ao serviço da LAM. Antes da MEX interromper as operações em 30 de Agosto, o seu último voo tinha sido do Aeroporto Kenneth Kaunda de Lusaka (LUN) para o Aeroporto Internacional de Maputo (MPM), através do Aeroporto Harare Robert Gabriel Mugabe (HRE).

O jato regional permaneceu inactivo durante duas semanas antes de descolar novamente no dia 13 de Setembro com um voo doméstico entre Maputo e Beira (BEW).

 

Gestão eficiente de recursos minerais garante economia sólida

O governante teceu as considerações, na quinta-feira, na abertura da 5ª edição da Feira de Gemas de Nampula, (FAGENA), um evento que conta com a participação de 35 expositores, incluindo grandes empresas, pequenos operadores e outras entidades envolvidas na investigação, provenientes de várias regiões do país.

“Actualmente regista-se um crescimento da actividade geológico-mineira, associado ao alargamento das pesquisas geológicas que têm culminado com a descoberta de novas ocorrências minerais. O quadro legal do sector tem permitido atrair investimentos na área de pesquisa, produção e exportação dos nossos recursos, colocando o nosso país no mapa mundial”, apontou .

Segundo Neto, a feira vai permitir a partilha de produtos e conhecimentos, facilitando uma melhor reflexão sobre o actual estágio tendo em perspectiva o desafio de assegurar o incremento do processamento no país.

“Nesta perspectiva, gostaríamos de reconhecer o papel do ensino e investigação nesta área. O incremento e diversificação da formação em geologia, engenharia de minas e áreas ligadas às geociências é sinal inequívoco da preocupação do governo em melhorar o nível de conhecimento sobre a ocorrência de minerais no país”, afirmou.

Neto considera que a FAGENA pode ser uma principal montra de metais preciosos, semipreciosos e gemas extraídos e comercializados em Moçambique, onde a província de Nampula, pela sua localização geográfica, destaca-se a nível nacional, como centro de comercialização, mas também, um pólo de reflexão sobre boas práticas e ganhos para os investidores e para o país.

A FAGENA, que encerra amanhã, será marcada por um desfile de jóias e inclui uma exposição de minérios, encontros de negócios, debates entre investigadores e especialistas da área de modo a promover oportunidades de negócios.

Efficient management of mineral resources ensures a solid economy

The government official made his considerations, on Thursday, at the opening of the 5th edition of the Nampula Gem Fair, (FAGENA), an event with the participation of 35 exhibitors, including large companies, small operators and other entities involved in research , coming from various regions of the country.

“Currently there is a growth in geological-mining activity, associated with the expansion of geological research that has culminated in the discovery of new mineral occurrences. The legal framework of the sector has allowed us to attract investments in the area of ​​research, production and export of our resources, placing our country on the world map”, he pointed out.

According to Neto, the fair will allow the sharing of products and knowledge, facilitating a better reflection on the current stage, taking into account the challenge of ensuring the increase in processing in the country.

“From this perspective, we would like to recognize the role of teaching and research in this area. The increase and diversification of training in geology, mining engineering and areas linked to geosciences is an unequivocal sign of the government’s concern with improving the level of knowledge about the occurrence of minerals in the country”, he stated.

Neto considers that FAGENA can be a main showcase for precious and semi-precious metals and gems extracted and sold in Mozambique, where the province of Nampula, due to its geographical location, stands out at national level, as a marketing center, but also, a hub for reflection on good practices and gains for investors and the country.

FAGENA, which closes tomorrow, will be marked by a jewelry parade and includes a mineral exhibition, business meetings, debates between researchers and experts in the field in order to promote business opportunities.

ENH e parceiro chinês desenham formas de comercialização de gás

O Objectivo surge na sequência de um acordo rubricado, recentemente, entre as duas instituições, que também prevê a avaliação conjunta das potenciais oportunidades associadas ao sector de petroleo e gás e que cubram toda a cadeia de valor.

O acordo de cooperação estabelece, ainda, que a ENH e a CNPC trabalharão juntas para alcançar objectivos estratégicos de longo prazo, na senda da cooperação bilateral entre Moçambique e a China, no sector de petróleo e gás.

“Isso incluirá aprofundar a cooperação em diversas áreas de interesse mútuo e alcançar um nível mais elevado de integração e desenvolvimento que benificie as duas empresas”, sublinha uma nota da ENH.

Estevão Pale, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, destacou a importância deste acordo, como um passo significativo para fortalecer a colaboração contínua entre as duas empresas e na consolidação de estratégias de geração de renda através dos recursos naturais.

Já Dai Houliang, Presidente da CNPC, manifestou a sua confiança de que as partes irão utilizar este novo acordo de cooperação como “uma plataforma para construir activamente um novo tipo de parceria de cooperação energética, fazendo novas e importantes contribuições para o desenvolvimento da indústria energética em Moçambique”, diz a nota da ENH.

A parceria tem o potencial de impulsionar o sector de petróleo e gás em Moçambique e contribuir para o desenvolvimento económico e industrialização do país.

Dívidas da Eskom atrasam a importação de mais energia de Moçambique para RSA

As cinco turbinas gigantes da barragem de Cahora Bassa, na província ocidental moçambicana de Tete, podem, em teoria, gerar 2.075 megawatts. A maior parte desta energia já é vendida à Eskom.

A longo prazo, será construída uma nova barragem hidroeléctrica, a Mphanda Nkuwa, no Zambeze, cerca de 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa. A partir de 2030, a barragem produzirá 1.500 megawatts.

No início deste mês, o governo moçambicano disse que estava confortável por não ter havido progressos por parte da Eskom na finalização da aquisição da electricidade prometida para ajudar a aliviar os cortes de energia contínuos, conhecidos pelo eufemismo  “corte de carga” naquele país.

Segundo Ramokgopa, a adição de 100 megawatts de eletricidade aumentará os recursos eléctricos da África do Sul em 0,2% e equivale a cerca de 10% de uma fase de corte de carga. No entanto, era importante para a Eskom aceder a todos os megawatts que pudesse.

Segundo o ministro, as questões da dívida herdada entre a Eskom e a sua homóloga moçambicana, a Electricidade de Moçambique (EDM), foram um obstáculo, enquanto outro foi a complexidade do contrato, que teve de ter em conta o preço dos produtos de base e o risco cambial.

A crise de energia abala a  África do Sul desde 2007. Nos últimos dois anos, a situação ficou grave, afectando habitações e o normal funcionamento das actividades económicas, os cortes são recorrentes e chegam a durar de seis a 12 horas ao dia.

As projeções sugerem que a África do Sul precisa de cerca de 6.000 megawatts de capacidade adicional para ultrapassar o actual défice. O Executivo sul-africano desenhou algumas estratégias que visam ajudar a Eskom a reerguer-se da situação e repor o fornecimento normal da electricidade naquele país.

Uma das soluções prende-se com a massificação da rede de energias renováveis e é a Eskom que está a liderar o processo, inclusive tem metas já traçadas.

“A implantação maciça de energias renováveis oferece-nos a melhor hipótese de acabar com os cortes de carga o mais rapidamente possível. A Eskom está a adquirir 400 MW de armazenamento de baterias através do seu programa Battery Energy Storage Systems (BESS) com os primeiros projectos a serem concluídos nos próximos doze meses”, informou uma nota da Presidência sul-africana.

Outra forma que o Governo da África do Sul encontrou foi a de facilitar o licenciamento de provedores de energia privados. Como consequência dessa medida, mais de 80 projectos encontram-se em várias fases de desenvolvimento.

Seguradoras desafiadas a responder exigências actuais do país

A governante falava em Maputo, durante a cerimónia de abertura da Primeira Conferência Anual de Seguros, organizada pela Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), por sinal, a primeira que se realiza no país.

Na sua intervenção, a dirigente deixou ficar alguns desafios ao sector, nomeadamente o aumento da sua contribuição no Produto Interno Bruto (PIB), melhorar a inclusão financeira, proteger o consumidor, entre outros aspectos relevantes.

A dirigente garantiu que, nos últimos anos, “o sector segurador tem registado um crescimento considerável não apenas do ponto de vista do número de operadores autorizados e volume de negócios, mas também pela qualidade de operadores do mercado”.

“Apelamos assim a AMS a continuar a envidar esforços na participação activa nas campanhas de divulgação, promoção e informação ao público sobre a actividade seguradora, não só como beneficiário último destas campanhas, mas também como um actor chave da estratégia do Governo de inclusão financeira que temos vindo a desenvolver”, afirmou a Louveira.

No evento subordinado ao tema “As Soluções da Indústria Seguradora aos Desafios Económicos e Sociais de Moçambique”, as empresas de seguros queixaram-se de ser excluídas nos projectos de petróleo e gás por suposta falta de capacidade para assumir grandes riscos.

Fundo de Garantira Mutuária vai reduzir taxas de juros bancários no país

A ideia foi defendida pelo Ministro de Economia e Finanças (MEF), Max Tonela, que falava, em Maputo, durante a abertura do workshop, que decorreu na semana passada, sobre o Fundo de Garantia Mutuária, plasmado na medida número 9, do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE).

A medida visa dar resposta a um dos principais obstáculos para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas moçambicanas, e o elevado custo do financiamento.

“O acesso ao crédito resulta no crescimento do sector privado. Este crescimento beneficia a economia, beneficia o país e  automaticamente beneficia os bancos. O Governo assegurou uma linha de crédito no valor de 300 milhões de dólares americanos junto ao Banco Mundial para implementar a medida”, apontou o governante.

Tonela esclareceu que a próxima fase de implementação do fundo é a criação do plano de negócios no “qual é fundamental acomodar todos os aspectos que irão viabilizar o projecto, provendo melhor acesso e taxas de juros a população, mas também uma solução adequada de custo de capital para os bancos para estes efeitos”.

O workshop contou com a presença de diversos representantes de instituições bancárias, pelo que Tonela precisou que os próximos passos consistirão na partilha da versão final do estudo com as contribuições de cada participante.

Disse, igualmente, que continuarão encontros técnicos entre a uma equipa do MEF e com alguns bancos, individualmente, para dar seguimento aos processos de due-dilligence, para “refinar” alguns aspectos da implementação da proposta.

Para além de juntar os bancos comerciais, o encontro contou com a participação da equipa do Banco Mundial e da Bolsa de Valores de Moçambique.

BAD disponibiliza cerca de 20 milhões para ajudar o PAE

Este financiamento é a primeira de duas operações sucessivas de apoio ao orçamento geral para os anos fiscais de 2023 e 2024, cada uma no valor de cerca de 20 milhões de dólares.

Segundo o BAD, o programa apoiará reformas em duas grandes áreas, nomeadamente, a melhoraria do ambiente propício ao sector privado para a recuperação económica e o crescimento verde e (ii) Reforçar a eficiência, a responsabilidade e a transparência das despesas públicas.

Permitirá a Moçambique racionalizar o quadro regulamentar e os processos de facilitação do investimento, que promovem o desenvolvimento do sector privado e atraem o investimento na agricultura.

Espera-se que ajude a estimular o desenvolvimento do agronegócio e das micro, pequenas e médias empresas, bem como a financiar os esforços de integração das iniciativas de género e de acção climática no desenvolvimento económico.

Reforçará, igualmente, a gestão das finanças públicas, em especial os controlos internos, os contratos públicos e as funções de gestão da dívida.

Segundo Leila Mokaddem, directora geral do Gabinete de Desenvolvimento Regional e de Prestação de Serviços do Banco na África Austral, este apoio vai ter um significado considerávek para o sector privado e camada sociais mais vulneráveis.

“O programa tem um forte enfoque no desenvolvimento do sector privado, com particular ênfase no aumento da participação do sector privado em sectores-chave, particularmente na agro-indústria e um forte potencial de criação de emprego, incluindo para mulheres e jovens, pelo que se espera que tenha um impacto positivo no desenvolvimento socioeconómico em Moçambique”,  disse a drigente.

No final de Julho de 2023, a carteira activa do Grupo em Moçambique era de 1,19 mil milhões de dólares. Os investimentos abrangem os sectores da energia em torno de 48,8 por cento, dos transportes (32,6 %), da agricultura (16,8 %) e social (1,6 %), bem como operações multissectoriais (0,2 %).