Saturday, June 6, 2026
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Concurso de importação de combustíveis passa a custar 40 mil dólares

A IMOPETRO explica que duplicou o custo para acompanhar a tendência, de modo geral, de aumentos do preço dos produtos petrolíferos no mercado internacional, mas em particular o custo do caderno de encargo verificado a nível regional, avança o jornal Carta de Moçambique.

A instituição sublinhou que os 40 mil dólares é a média do que é praticado ao nível da África Austral, onde há países como Tanzânia onde os concorrentes pagam 60 mil dólares para adquirir o caderno de encargo, apesar de os concursos naquele país serem mensais e não trimestrais ou semestrais como tem acontecido no país.

O caderno de encargo é um documento em que constam as orientações e referências que devem ser respeitadas durante a execução do serviço prestado, neste caso, a importação de combustíveis líquidos e distribuição pelos quatros terminais oceânicos localizados ao longo do país.

Até Junho de 2017, o custo do caderno de encargo era de 15 mil USD não reembolsáveis, mas no ano seguinte, a IMOPETRO aumentou 5 mil USD passando para 20 mil USD, valor que foi sendo aplicado até Junho de 2023 corrente, apesar das crises mundiais, nomeadamente, a Covid-19 e o conflito entre a Rússia e Ucrânia que mexeram na estrutura do preço de petróleo no mercado internacional.

Cinco anos sem aumentar o custo do caderno de encargo, o girector geral da IMOPETRO, João Macanja, explicou, esta terça-feira, que a medida visa acompanhar as tendências levadas a cabo por outros mercados, depois do aumento considerável de preços de produtos petrolíferos no mercado internacional nos últimos anos.

“Estamos a acompanhar a dinâmica do mercado internacional. Os preços dos produtos petrolíferos subiram e, como consequência, em 2022, por exemplo, o valor de importação de combustíveis cresceu para 2 biliões de USD [aplicados para importar 1.8 milhão de Toneladas Métricas (TM) de combustíveis], contra 936.6 milhões de USD [utilizados em 2021, para importar 1.5 milhão de TM de produtos petrolíferos diversos para o consumo nacional]”, explicou Macanja.

Questionado sobre se a medida não iria encarecer o combustível ao consumidor final, o Director-Geral da IMOPETRO reagiu negativamente, justificando que o reajuste de combustíveis é feito com base em regulamento próprio e o custo do caderno de encargo não é factor tido em consideração.

Entretanto, para o Secretário da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), Ricardo Cumbe, a medida afecta as empresas concorrentes, principalmente os que perdem o concurso porque será um investimento sem retorno, pois, o valor da compra do caderno de encargo não é reembolsável.

Quanto à empresa que ganha o concurso, Cumbe minimizou a possibilidade de esta repassar o custo para o consumidor final, pois, como deu a entender, para um negócio que movimenta milhões de USD, 40 mil USD pode ser uma gota de água no oceano.

INSS cobre mais de dois milhões de beneficiários

Nos últimos sete anos, o INSS registou 165.737 empresas contribuintes, um número que representa um crescimento de 185 por cento. Em 2015, o Instituto tinha apenas 58.045 empresas registadas no sistema obrigatório de segurança social.

“Ao fim de 34 anos de existência, o sistema registou progressos notáveis em vários domínios, nomeadamente chegando a um maior número de trabalhadores, em especial aos trabalhadores independentes”, lê-se na nota, acrescentando que “os factos notáveis incluem também o alargamento da cobertura territorial a mais distritos do país e a modernização e informatização dos serviços, o que permitiu responder rapidamente aos pedidos apresentados pelos utentes”.

No entanto, o inspector-geral do trabalho do INSS, Domingos Sambo, revelou em Março que mais de 68 mil empresas devem mais de quatro mil milhões de meticais de contribuições (62,5 milhões de dólares americanos, à taxa de câmbio atual)

Neste contexto, diz o documento, em nome do Governo de Moçambique, a direcção superior do Ministério do Trabalho e Segurança Social felicita os contribuintes, beneficiários e pensionistas, bem como os parceiros sociais “pela contribuição que deram ao sistema de segurança social”.

Em breve exploração de uma mina de grafite no Niassa

As reservas confirmadas de grafite, naquela província, estão estimadas em 50 milhões de toneladas e a mina será explorada pela empresa chinesa DH Mining Development Limited, que pretende investir 30 milhões de dólares para as operações de produção.

A empresa chinesa espera produzir 400 toneladas de grafite por dia. O minério em causa, de acordo com estudos recentes, tem qualidade suficiente para ser aplicada na indústria automóvel e na produção de equipamento eléctrico.

Para evitar problemas durante a extração, a empresa pretende construir uma ponte sobre o rio Lúrio, para ligar a mina ao porto de Nacala, na província vizinha de Nampula.

O complexo fabril de Muichi, segundo o director, vai empregar milhares de trabalhadores, mas 800 deles vão estar ligados à produção de grafite.

Guterres pede resgate global de objectivos de desenvolvimento

No arranque do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, em Nova Iorque, Guterres observou que apenas 15% das metas dos ODS estão no caminho certo para serem alcançadas até 2030 e que existe até uma regressão em alguns dos objectivos.

“Em vez de não deixarmos ninguém para trás, corremos o risco de deixar para trás os ODS. Excelências, os ODS necessitam de um plano de resgate global”, disse Guterres aos líderes mundiais presentes da sala.

A ONU espera alcançar durante este fórum um novo compromisso por parte de todos os líderes globais, que ficará consolidado numa declaração de intenções que está em discussão e que deverá ser aprovada ainda hoje.

Com esta declaração política, o ex-primeiro-ministro português disse sentir-se “profundamente encorajado”, especialmente tendo em conta o compromisso a que se propõe de melhorar o acesso dos países em desenvolvimento ao financiamento necessário para avanços nos ODS.

“Isto inclui o apoio a um estímulo dos ODS de pelo menos 500 mil milhões de dólares (468,8 mil milhões de euros) por ano, bem como um mecanismo eficaz de alívio da dívida que apoia suspensões de pagamentos, prazos de empréstimos mais longos e taxas mais baixas”, indicou o líder da ONU.

Inclui também um apelo à recapitalização e à mudança do modelo de negócio dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, para que possam mobilizar massivamente o financiamento privado a taxas acessíveis em benefício dos países em desenvolvimento.

A declaração engloba ainda o apoio a uma reforma da actual arquitectura financeira internacional “desactualizada, disfuncional e injusta”, numa junção de compromissos que o secretário-geral acredita que poderá ser “um divisor de águas” na aceleração do progresso dos ODS.

ARC diz sim à aquisição da MIAFS pela Petromoc mas impõe condições

Assim, a Petromoc vai se colocar numa posição dominante, podendo gerar entraves à livre concorrência, na medida em que parte significativa das infra-estruturas de armazenamento de combustível para aviação em Maputo estará sob o domínio de um único operador, indica uma nota enviada pela ARC.

O documento refere ainda que perante a posição dominante, a ARC decidiu condicionar a Petromoc a ceder 50 por cento da sua participação na MIAFS, num prazo não superior a um ano, com o objectivo de tornar o mercado de armazenamento de combustíveis para aviação menos concentrado, o que vai conduzir a preços mais competitivos, possibilidade de escolha da empresa de abastecimento into-plane, com vista a assegurar a manutenção de uma concorrência efectiva.

A MIAFS é uma joint-venture entre a Petromoc e a BP Moçambique (50/50), que tem por objecto a exploração de depósitos destinados ao abastecimento de combustíveis para aviação, a operação da linha do hidratante, a concepção e a construção de depósitos de armazenamento de combustíveis e os serviços de reabastecimento de aviões no Aeroporto Internacional de Maputo, de entre outras actividades.

A Petromoc é uma sociedade anónima que se dedica, de entre outras, à importação, recepção, armazenagem, distribuição e comercialização de produtos petrolíferos, incluindo os serviços de abastecimento into-plane.

A Petróleos de Moçambique tem em curso três projectos de reactivação de tanques de armazenamento de combustíveis em Cabo Delgado (Pemba), Nampula (Nacala) e província de Maputo (Matola), para gerir, por mais tempo, as oscilações de preços no mercado internacional.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc, Hélder Chambisse, o tanque de Pemba mais do que duplicou a sua capacidade, o de Nacala está a ser modernizado e os três tanques da Matola vão permitir o armazenamento de 140 milhões de litros de combustíveis.

Chambisse deu estas informações, recentemente, em Ricatlha, Marracuene, durante a 58ª edição da Feira Internacional Agropecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM).

EUA garante continuar a prestar apoio a Moçambique

A garantia resulta do encontro bilateral que Nyusi manteve com a directora-geral de operações do Banco Mundial, Anna Bjerde, à margem da semana de alto nível da 78.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, uma reunião que também serviu para avaliar o estágio de cooperação, refere uma nota publicada no Facebook do Chefe do Estado.

“Interagimos sobre diversos assuntos relacionados com a cooperação bilateral, mas mais concretamente nas áreas como resiliência, construção e expansão de infra-estruturas e saúde”, afirmou o dirigente.

Nyusi apresentou a visão de Moçambique sobre a educação e o empoderamento da mulher e rapariga, uma abordagem que foi prontamente apreciada pelo Banco Mundial, que encoraja o Governo a assim prosseguir.

Os Estados Unidos da América (EUA) é um dos importantes parceiros com que o país conta desde o advento e depois da independéncia de Moçambique. Para além do Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Millennium Challenge Corporation (MCC) são algumas das instituições pelos quais os EUA tem vindo a ajudar Moçambique a efrentar alguns dos seus planos de desenvolvimento  sócio-económico.

A propósito, muito recentemete, o conselho de administração da Millennium Challenge Corporation (MCC) aprovou o programa de 500 milhões de dólares para o Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique, que abrange províncias do centro e norte do país.

O pacote tem o potencial de concretizar a construção de infraestruturas públicas reislientes a impactos dos eventos climáticos, tais como pontes, estradas e o desenvolvimento de projectos agrícolas.

 

 

Energias limpas ainda menos abrangentes em zonas rurais

Segundo o relatório do Inquérito sobre o Impacto do Acesso à Energia Sustentável 2022 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), as províncias de Tete e Cabo Delgado  registam percentagens mais baixas de AF com acesso à energia renovável, com 18,5% e 23,1%, respectivamente.

Em contrapartida, a cidade de Maputo e as províncias de Maputo e Gaza estão em vantagem em torno de 97,5%,  73,1% e 63,2%, respectivamente, por sinal, com percentagens elevadas de AF com acesso à energia renovável.

Num outro desenvolvimneto, o INE refere que quando analisado o acesso à energia sustentável versus nível mais elevado de escolaridade concluído pelo chefe do agregado familiar, nota-se que os AF cujo chefe não têm algum nível de escolaridade concluído, cerca de 25,2%, assim como os que têm o ensino primário concluído (36,9%), são os que têm menos acesso à energia sustentável.

O INE diz, por outro lado, que observa-se que os agregados familiares chefiados por indivíduos que trabalham por conta própria na agricultura, produção animal, florestas, caça e pesca experimentam um baixo acesso à energia sustentável, compreendendo 19,8%.

No geral, os números indicam que num universo de 6,8 milhões de agregados familiares existentes no país, 40,3 por cento têm acesso a energia sustentável. Ademais, os agregados familiares chefiados por mulheres têm menos acesso à Energia Sustentável em torno de 38,4%, quando comparados com os agregados familiares comandados  por homens 41,1 por cento.

Cresce demanda por serviços do sector do petróleo e gás na região  

Uma das empresas que está a receber solicitação pelos seus serviços, é a Zest WEG, subsidiária da WEG, líder no mercado brasileiro de motores e especialista em electricidade, com uma grande presença na África do Sul, segundo avança o Mining Weekly.

O especialista em desenvolvimento de negócios da Zest WEG, Lukas Barnard, diz que, para o sector do petróleo e gás na África subsaariana, a tendência é para a produção de gás, devido aos seus níveis mais baixos de emissões de gases com efeito de estufa.

Ao mesmo tempo, o sector petrolífero continua a ser uma parte vital de muitas economias africanas, com os produtos e soluções da WEG a serem aplicados em instalações upstream e midstream em países como a África do Sul, Botswana, Namíbia, Moçambique, Gabão, Uganda, Gana e Nigéria.

Barnard salienta que a Zest WEG, enquanto subsidiária integral do grupo global WEG, é responsável pela África Subsariana e tem desenvolvido um enfoque estratégico nos sectores do petróleo e do gás nos últimos anos. A empresa tem estado envolvida neste sector em vários países da África Austral, Central e Ocidental.

“Entre os projectos interessantes em que estamos envolvidos está uma refinaria de petróleo e gás na Nigéria, onde fornecemos dois arrancadores suaves de média tensão WEG – uma unidade de 11 kV de 8,4 MW e uma unidade de 6,6 kV de 2,1 MW”, diz Barnard.

A fonte observa que os compressores são críticos no processo de refino e explica que os soft starters da WEG reduzirão significativamente o estresse sobre o compressor na partida, o que melhorará a vida mecânica do equipamento e o tempo de operação, aumentando a produtividade da planta. Os soft starters também reduzirão a corrente de partida.

Após consulta com o cliente para esclarecer certos elementos técnicos do escopo de fornecimento, ambos os soft starters foram projetados e fabricados sob medida para essa aplicação.

Engenheiros apelam maior investimento na manutenção das infra-estruturas

Segundo Dias, que falava sexta-feira, em Maputo, durante o lançamento do primeiro Instrumento Regulamentar dos Actos de Engenharia, o investimento na manutenção das infra-estruturas vai as tornar mais resilientes aos eventos climáticos.

“Há uma grande falta de manutenção das infra-estruturas, e isso contribui para a degradação precoce. Moçambique tem uma linha costeira de quase três mil quilómetros, e as construções ao longo da costa sofrem muito por causa dos ventos marítimos”, apontou a fonte.

A qualidade das infra-estruturas, explicou, é sempre questionada no país, sobretudo após eventos climáticos catastróficos. “O problema está na manutenção, que muitas vezes só é considerada depois de as infra-estruturas se ter deteriorado”, disse, acrescentando que “quaisquer projectos só devem ser confiados a engenheiros reconhecidos e qualificados pela Associação”.

No entanto, de acordo com a Federação Moçambicana dos Empreiteiros de Construção Civil, que acusou o governo de favorecer empresas chinesas nos concursos públicos de empreitadas de obras públicas, também é preciso ser transparente na contratação de engenheiros.

Moçambique na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas

No encontro, em que estarão reunidos mais de cento e cinquenta Chefes de Estado e de governos, os países membros da ONU terão a oportunidade de discutir os passos a serem dados para a materialização da agenda 2030.

Para o embaixador de Moçambique na ONU, a reunião é vista como um passo crucial para impulsionar a acção global e garantir que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável sejam mais do que meras aspirações, tornando-se em realidade tangível.

Na sessão, Moçambique vai partilhar a sua experiência e desafios, no alcance destes objectivos que, na opinião de Pedro Comissário, o país tem dado passos consideráveis na sua implementação.

“Sempre houve uma congruência e convergência, entre a nossa agenda nacional, virada para a paz, desenvolvimento e democracia e a agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. E é por isso que Moçambique é referência”- disse Comissário.

E porque o mundo reconhece os avanços dados por Moçambique, O Presidente Filipe Nyusi foi convidado a co-presidir um fórum que reúne vinte e sete Chefes de Estado e de governo com o objectivo de encontrar soluções para a unidade e solidariedade no mundo, na implementação dos ODS.

Segundo Pedro Comissário, desde o princípio, os países em desenvolvimento defenderam que não é possível alavancar todos os sete objectivos de desenvolvimento sustentável sem a cooperação internacional, sem a disponibilização de recursos financeiros e materiais para os países menos capacitados.

À margem da Assembleia Geral da ONU, a Primeira-dama da República, Isaura Nyusi, será condecorada, em Nova Iorque, pela Organização da Sociedade Civil, Dream Up, Speak Up Stand Up.

A condecoração de Isaura Nyusi surge em reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo seu gabinete, na defesa dos direitos darapariga em Moçambique