Sunday, June 7, 2026
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Chachine volta como Presidente do Conselho de Administração da Vodacom

Esta é a segunda vez que Lucas Chachine assume o cargo de PCA da Vodacom, sendo que já esteve no comando da empresa entre 2015 e 2017.

De acordo com o jornal Carta de Moçambique, até à data da sua eleição, o novo PCA era membro do Conselho de Administração da empresa, o que, à partida, lhe confere largos conhecimentos e experiência comprovada para o comando dos destinos da Vodacom Moçambique.

Chachine pretende dar continuidade aos projectos que vinham sendo desenvolvidos pelos seus antecessores e, nessa linha, consolidar a posição da Vodacom como instituição de experiências inovadoras e que tem vindo a destacar-se no mercado das telecomunicações em Moçambique, apoiando a tão necessária digitalização da economia nacional.

“É com muita emoção que volto a assumir a presidência da Vodacom Moçambique. A responsabilidade é grande, os desafios são enormes, mas a vontade de oferecer melhores serviços à sociedade, ligar cada moçambicano e juntos fazermos crescer Moçambique supera qualquer adversidade. Alegra-me saber que volto a integrar-me numa equipa fantástica, comprometida com o trabalho e pronta a dar respostas, num mercado cada vez mais concorrencial, onde a indústria das telecomunicações deve estar em constante evolução tecnológica”, afirmou Chachine.

Consciente dos desafios, Chachine olha para a sua reeleição como oportunidade única de voltar a fazer parte de uma equipa multidisciplinar, determinada e confiante no trabalho que desenvolve. “Para já, a estratégia passa por consolidar a posição da Vodacom como uma empresa activa na sociedade moçambicana e, assim, continuar a contribuir para uma sociedade mais equitativa e sustentável”.

Nuno Quelhas deixa a presidência da Vodacom, mas continua na instituição, como membro do Conselho de Administração.

Parlamento europeu aprecia reformas económicas do país

O parlamentar europeu entende que as reformas em curso, no país, vão permitir que se melhore a qualidade de vida dos moçambicanos.

Segundo José Manuel Fernandes, para além de apoios para fazer face a crise humanitária e as calamidades naturais, a União Europeia poderá contribuir com 430 milhões de euros para o Orçamento do Estado em 2024.

A Presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Laurinda Francisco Nhiuane Bias, enalteceu a contribuição da União Europeia (UE) nos esforços da paz e estabilidade duradouras no país, bem como a concretização de vários projectos de desenvolvimento de Moçambique.

Bias manifestou o desejo de ver cada vez mais reforçadas as relações de cooperação parlamentar entre Moçambique e a comunidade europeia. Como fruto desta cooperação parlamentar, a Comissão do Plano e Orçamento (CPO) da Assembleia da República vai, brevemente, efectuar uma visita de trabalho ao Parlamento Europeu.

A visita da Comissão de Orçamento do Parlamento Europeu enquadra-se no âmbito do fortalecimento das relações bilaterais e tem como objectivo fazer o acompanhamento, no terreno, dos aspectos da assistência financeira da União Europeia à República de Moçambique.

À margem da visita dos deputados europeus, as Comissões dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (1ª Comissão), dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão), da Administração Pública e Poder Local (4ª) e da Agricultura, Economia e Ambiente (5ª Comissão) iniciaram a apreciação das matérias constantes da agenda de trabalhos da V Sessão Extraordinária da Assembleia da República.

 

 

Instalações do gás da Sasol Moçambique já estão prontas

A petroquímica sul-africana aponta que a perfuração foi bem-sucedida, aumentando o seu inventário de poços de 19 para 24. Também reportou uma descoberta de gás no PT5-C, no sul de Moçambique, que proporciona “uma maior integração com a nossa instalação existente”.

A produção no país está no limite superior da orientação da Sasol de entre 111 e 114 bilhões de pés cúbicos. A produção aumentou 2 por cento em relação ao ano passado, impulsionada por poços adicionais.

No entanto, segundo avança a Energy Voice, as vendas de gás na África do Sul caíram 3 por cento ano a ano, como resultado da menor demanda dos clientes.

Moçambique aprovou o plano de desenvolvimento do campo da Sasol em Setembro de 2020. O conselho directvo da petroquímica tomou a decisão final de investimento (FID), avaliando o projecto em  760 milhões de dólares, em Fevereiro de 2021.

A empresa adianta que o projecto vai permitir a venda de gás à Central Térmica de Temane (CTT) e à Sasol da África do Sul. O último trimestre marcou o final do ano financeiro da Sasol e empresa alertou sobre a incerteza nos mercados globais e petroquímicos para o ano de 2024.

Falta de seguros de riscos de desastres naturais retrai crédito agrícola

Moçambique é assolado ciclicamente pelos ciclones tropicais, que, habitualmente, destroem diversas infraestruturas, incluindo culturas agrícolas.

O grande risco, segundo o painelista, é de os mutuários não poderem reembolsar os financiamentos quando estes virem baixa produção em caso da ocorrência das calamidades naturais. Sem se acomodar a possibilidade de cobrir qualquer desastre que eventualmente possa ocorrer, os bancos preferem manter-se cautelosos e não condecerem o crédito.

“Não havendo essa garantia de cobertura de riscos, fica difícil os bancos assumirem qualquer transação que pode ser prejudicial para o banco e para o beneficiário do financiamento”, anotou Jaime Joaquim.

Entretanto, para fazer face a essas limitações, a fonte explicou que a única forma, até então, do Moza Banco, em particular, esquivar-se dos riscos relacionados com calamidades naturais na produção agrícola, é financiar indirectamente, abraçando linhas de financiamento em parceira com instituições internacionais.

Segundo disse, as linhas de financiamento garatem ao banco uma cobertura aos riscos em pelo menos 50 por cento, reduzindo, dessa forma, incertezas e prejuízos.

Ingualmente, o membro da Comissão Executiva do Moza Banco fez saber que a instituição bancária possui linhas de crédito, com as quais financia directamente a actividades de agro-negócio, criação de gado bovino, ouvino, incluindo aos produtores de algumas culturas como a banana-manga, que para além do consumo interno, são produtos destinados para a exportação.

Indirectamente, o Moza Banco, segundo disse a fonte, financia a culturas da castanha de cajú, a soja, gergelim, feijão-boer, entre outras.

“O financiamento indirecto de que falamos é destinado às empresas-traders e não ao agricultor. Entendemos que as empresas de comercialização agrícola têm a capacidade de fomentar a estas culturas”, argumentou.

Também integrante do painel subordinado ao tema “Indústria do Agronegócio e logística em Moçambique” Jaime Chissico, representante da Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), referiu que o governo vê o desafio do financimento aos produtores agrícolas como uma das suas oportunidades.

A título de exemplo, o painelista afirmou que o ministério criou uma plataforma intersectorial, na qual o governo e os bancos comerciais interagem visando encontrar formas sustentáveis de financiamento agrícola.

Indústria manufactureira estagnou e com sinais de declínio em vários aspectos

Intitulado “Inquérito às Indústrias Manufactureiras Moçambicanas (IIM-2022), o estudo que que visa documentar a evolução das empresas do sector manufactureiro durante a última década, abrangeu a principais áreas urbanas de sete províncias, nomeadamente Maputo cidade, Maputo província, Gaza, Sofala, Manica, Tete e Nampula.

O documento considera que o número de empresas que operam no sector manufactureiro também reduziu, visto que das 831 empresas entrevistadas em 2012, apenas 355 continuavam em funcionamento em 2022, “o que significa que o remanescente deixou de funcionar, ou seja, encerrou o seu negócio”.

Como uma das razões para o fenómeno, o relatório, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), aponta que 68 por cento das empresas que solicitam financiamento bancário têm dificuldades de acesso ao crédito, e uma média taxa de juro considerada das mais elevadas do continente.

Os autores do documento chegaram a esta conclusão com base na avaliação do clima de investimento e do “mix market”, instrumentos utilizados nas análises económicas.

Para o efeito, o estudo chama atenção do Executivo sobre a necessidade de renovação de políticas que apoiem o crescimento económico, olhando para a indústria manufactureira como um verdadeiro motor do desenvolvimento.

“O sector tem tido dificuldades significativas em progredir como desejado e em contribuir para a tão necessária transformação económica, industrialização e desenvolvimento em Moçambique. Não há evidências significativas de industrialização, apesar do foco a longo prazo no apoio às empresas industriais”, lê-se no documento.

O relatório também avança que, entre 2012 e 2022, o número de empresas que contribuíram para o sistema nacional de segurança social através do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) permaneceu estagnado.

Como solução para a revitalização da indústria manufactureira, o inquérito propõe a redução do número e dos custos das licenças e inspecções necessárias para as empresas, aprofundamento das cadeias de valor que vão permitir a especialização e cooperação das empresas.

O estudo acredita que essas medidas vão contribuir para o aumento da produtividade, melhoria das ligações às cadeias de valor internacionais e compreensão do motivo pelo qual a oferta de financiamento para actividades do sector privado é mais lenta a reagir à crescente procura de crédito.

Banco de Moçambique mantém 17,25% de taxa de juros face a adversidades  

Essas adversidades tem a ver, sobretudo, com a pressão na despesa pública, bem como ao prolongamento e intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, não obstante as perspectivas de manuntenção da inflação em um dígito no médio prazo.

O Banco Central notou que se mantêm as perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo. Em Junho de 2023, a inflação anual reduziu para 6,8 por cento, a traduzir, principalmente, a queda dos preços da classe de bens alimentares, favorecida pela época fresca, num contexto de estabilidade da taxa de câmbio.

A inflação subjacente, que exclui as frutas e vegetais e bens administrados, também abrandou. A evolução da inflação no médio prazo reflecte, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo CPMO.

“Os riscos e incertezas adversos subjacentes às projecções de inflação mantêm-se elevados. A nível interno prevê-se a manuntenção da pressão sore a despesa pública e das incertezas em relação à  evolução dos preços de bens administrados, com destaque para os combustíveis líquidos”, diz o Banco de Moçambique.

Igualmente, o Banco Central observa que a dívida pública interna agravou-se. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e responsabilidades em mora, situa-se em 30,4 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 33,3 mil milhões em relação a Dezembro de 2022.

A taxa MIMO, que significa Taxa do Mercado Interbancário de Moçambique, é a taxa que influencia o preço do dinheiro no mercado. Em outras palavras, esta influencia o nível das restantes taxas de juro no mercado. A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 22 de Dezembro de 2023.

Vodacom ultrapassa 10 milhões de clientes no país

De acordo com um relatório financeiro do grupo internacional Vodacom, a operadora de telefonia móvel ultrapassou a barreira dos dez milhões de clientes activos em Setembro do ano passado em Moçambique, tendo subido até Março último para mais de 10,7 milhões, se comparado com os 8,9 milhões de clientes no mesmo mês de 2022.

No mesmo período, o grupo registou um crescimento ao nível de clientes activos de 8,9 por cento na Tanzânia (16,7 milhões), de 35,6 por cento na República Democrática do Congo (21 milhões) e uma queda de 9,1% no Lesoto (1,7 milhões).

Ainda na actividade no país, onde tem a concorrência da Movitel e da Tmcel, a Vodacom contabilizou, no ano fiscal de 2022, terminado em Março passado, uma receita de 26,3 mil milhões de meticais.

A empresa opera no meracdo de telecomunicações do país desde 2003, tendo como accionistas a Vodacom International (85%) e parceiros locais, como a Empresa Moçambicana de Telecomunicações (1,99%), a Intelec Holdings (6,5%) e a Whatana Investments (6,5%).

A operadora anunciou, na quarta-feira (26), que vai apresentar, esta Quinta-feira, em Maputo, o novo presidente do conselho de administração (PCA). Nuno Quelhas tinha sido nomeado PCA da operadora em Moçambique, em Abril de 2020, para um mandato de três anos, que agora termina.

Banco Mundial distingue Moçambique como promotor de políticas inclusivas na educação

Intervindo na Cimeira dos chefes de Estado sobre o desenvolvimento do capital humano em África, na Tanzânia, a vice-presidente regional do Banco Mundial para África Oriental e Austral enalteceu os esforços do governo de Moçambique, visando alfabetizar a população, incluindo a rapariga, através da expansão do ensino.

Para Victoria Kwakwa, os países africanos devem incrementar os recursos alocados ao sector da educação para garantir qualidade na formação, bem como munir os jovens de habilidades orientadas ao trabalho.

A representante do Banco Mundial na Cimeira manifestou a intenção de se organizar uma reunião com peritos africanos da Educação para abordar aspectos pecualiares do sector.

Já o estadista são-tomense, que interveio no painel de alto nível dos chefes de estado africanos, em que também fez parte o Presidente da República, Filipe Nyusi, começou a sua intervenção destacando que se devem introduzir reformas, visando a valorização do capital humano que o continente dispõe.

Carlos Vila Nova disse, na ocasião, que apesar de a literacia ser elevada no seu país, a qualidade continua preocupante.

O Vice Primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu que se deve fazer uma governação responsável, servidora e criadora de oportunidades para desenvolver o continente.

Vários outros temas de alto nível desfilaram na Cimeira sobre o desenvolvimento do capital humano em África, que ontem terminou, em Dar es Salaam, entre os quais “Estamos preparados para investir na educação e produtividade dos jovens africanos” e “O que precisamos fazer para equipar os jovens com habilidades e garantir empregos?”.

Isenção de visto no país faz 12 mil viajantes no primeiro trimestre

Segundo a Further Africa, as principais nacionalidades que entraram em Moçambique com isenção de visto durante o período inicial de 60 dias foram os Estados Unidos da América com 3.020 visitantes, Portugal (1.509 turistas), China (1.332), Reino Unido (1.327), Alemanha (739) e França (831 visitantes).

De acordo com o Decreto nº 10/2023, de 31 de Março, os 29 países isentos de vistos são o Canadá, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Israel, Estados Unidos da América, Federação Russa, Japão, Arábia Saudita, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Noruega, Suécia, Holanda, Reino Unido e Irlanda do Norte, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Finlândia, Indonésia, Irlanda, Singapura, Gana, Senegal, Alemanha, França, Itália, República Popular da China, Portugal e a Ucrânia.

A indústria do turismo de Moçambique tem um vasto potencial de crescimento. Com suas paisagens deslumbrantes, riqueza cultural e o programa de isenção de visto, o país atrai cada vez mais o interesse de viajantes e investidores internacionais.

As possibilidades inexploradas de ecoturismo, turismo de aventura e experiências culturais prometem um futuro brilhante para a indústria e tem o potencial de promover o crescimento económico e a conservação ambiental.

Historicamente, os vistos de negócios lideram o número de estrangeiros que visitam o país, no entanto, a isenção de visto está mudando rapidamente as estatísticas em direcção a uma tendência crescente de turismo.

Falta de infraestruturas e recursos humanos atrasa indústria farmacêutica no país

Concretamente, Madime falou do facto desta indústria ser de capital intensivo. Segundo o gestor, para Moçambique, a indústria de fârmacos é desafiante, uma vez que a implantação das respectivas infraestruturas requer uma robustez em tecnologia e recursos financeiros.

“Isto caracteriza por ser uma indústria de tecnologia de ponta, onde os investimnetos são muito altos, tanto em termos financeiros como de capital humano”.

Não obstante os desafios de que se referiu, Madime entende que há um mercado fértil, uma vez que a matriz económica do país vai tomando um rumo diferente e com melhorias assinaláveis e isso constitui vantagem no âmbito de atracção de investimentos.

“O mercado é bom. Qualquer investimento a ser feito neste sector não é em vão. Cada vez que o nosso país vai crescendo economicamente, o mercado também vai crescer”.

Falando da abertura interna para a implantação de fábricas para a produção de medicamentos, a fonte afirmou que há vontade política para que esse feito aconteça. Madime falou, a título de exemplo, do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), aprovado sob a Resolução n.º 52/2021 de 21 de Outubro.

O PRONAI tem como objectivo doptar o Governo de um programa que promova maior dinamização no processo de industrialização através da modernização e diversificação, promoção de investimentos e aumento de competitividade industrial.

Essa promoção privilegia o uso de matéria-prima local para o aumento da produção industrial, maior consumo dos produtos nacionais e redução da exportação em bruto.

Roma Shah, directora da Ratnatris Pharmaceticals, uma empresa indiana de fabrico e fornecimento de medicamentos, manifestou abertura para que a farmacêutica que representa se estabeleça em Moçambique.

Questionada pela preferência pelos fârmacos europeus, ao invês dos indianos, supostamente por estes terem uma qualidade duvidosa, Roma Shah afirmou que os medicamentos do seu país são excelentes e  considera ser fundamental que os consumidores procurem obter informação suficiente sobre os fârmacos que procuram em farmâcias, para evitar constrangimentos.

Moçambique fabrica actualmente alguns fârmacos como o Paracetamol,  a Nevirapina utilizada no protocolo nacional de tratamento das crianças infectadas por HIV e para a prevenção da transmissão vertical. Produz desde 2012 os antiretroviais com a ajuda do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) do Brasil.