Saturday, April 11, 2026
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Concessão da HCB alocada ao orçamento do Estado sobe para 70 por cento

No Decreto 41/2023, aprovado pelo Conselho de Ministros a 7 de Julho e que já entrou em vigor, o Governo defende a necessidade de “rever o regime de afectação de receitas” previsto na revogada legislação de 2009 no que diz respeito à atribuição da Taxa de Concessão da HCB.

Assim, a Taxa de Concessão mensal da HCB passou a ser alocada de uma uma forma diferente e mostra que 70 por cento vão para o Orçamento do Estado Moçambicano, 24 por cento para o Fundo de Energia (FUNAE).

Para a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) vão 2 por cento, mesma percentagem para as agências de fomento e outros 2% para administrações regionais de água.

Nos termos da legislação de Março de 2009 anteriormente em vigor, o Governo fixou em 60 por cento o valor da Taxa de Concessão transferida para o Orçamento do Estado pela central hidroeléctrica, sendo 35 por cento para o FUNAE, 2,5% para o Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Zambeze e 2,5% para o Conselho Nacional de Electricidade.

A HCB é maioritariamente detida pelo Estado moçambicano e foi classificada como a empresa pública moçambicana com melhor saúde financeira, a única da  Categoria 1.

Em outras palavras, a empresa tem “risco muito baixo” de não honrar os seus compromissos, de acordo com uma análise de Outubro de 2022 do Centro de Integridade  Integrity Public (CIP), uma organização não-governamental moçambicana.

 

Dívidas dos países entre as prioridades do Banco Africano de Desenvolvimento

Na 5ª Reunião de Coordenação Semestral da União Africana (UA) em Nairóbi, Quênia, no domingo, Adesina falou sobre os investimentos significativos do Banco, incluindo o gastos de 44 bilhões de dólares em projectos de infraestruturas regionais e nacionais nos últimos sete anos.

O dirigente esclareceu que o aumento do capital do Banco em 2019 de 93 bilhões  de dólares para 208 bilhões, o mais alto de sua história desde a sua criação em 1964, deu ao Banco o poder financeiro para apoiar “fortemente” à África, a lidar e se recuperar da crise andemia da COVID-19.

Na sua explanação, Adesina afirmou que o Banco criou uma linha financeira de até 10 bilhões  de dólares, destinados a apoiar os governos e o sector privado a enfrentar os impactos da COVID-19.

A reunião contou com a presença de nove chefes de Estados e de Governos, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina Mohammed.

Estiveram também presentes os chefes de organizações pan-africanas e comunidades económicas regionais e representantes de agências internacionais. A reunião decorreu sob o lema “Aceleração da implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA)”.

 

Há fragilidades na gestão das finanças públicas no país, diz Banco Mundial

Denominado “Lições de Uma História de Sucesso Que se Desviou”, o relatório, elaborado pelo Grupo de Avaliação Independente do BM e pelo Centro Internacional de Crescimento, aponta que as dívidas ocultas e a corrupção ligada às instituições públicas e aos grupos políticos de elevado estatuto são a principal causa da desaceleração económica acentuada.

“A gestão inadequada das finanças públicas, aliada à escassa capacidade de gerir a dívida, a má gestão do investimento público e a baixa monitorização do sector extractivo e de hidrocarbonetos são alguns dos aspectos que contribuem para a utilização ineficaz dos recursos e retardam o desenvolvimento”, afirma a instituição, que sublinha que Moçambique ainda sofre de necessidades de primeira ordem.

De acordo com o BM, na última década, em Moçambique, não se registaram melhorias significativas, principalmente na componente agrícola, devido à ausência de tecnologia moderna, infra-estruturas, acesso aos mercados e ainda por causa da gestão inadequada dos recursos naturais e da desflorestação.

“Num contexto caracterizado pela corrupção e instituições públicas geridas em benefício de grupos de elevado estatuto, as soluções técnicas para a gestão das finanças e dívida pública têm pouca probabilidade de alcançar os resultados desejados”, clarificou.

Para colmatar as situações descrita, o documento avança algumas orientações e refere que devem ser feitos diagnósticos centrais, para dar lugar à identificação e priorização das reformas, apostando em iniciativas coordenadas e transparentes.

 

Consurso para implementação do BRT poderá ser feito próximo ano

No momento, segundo a coordenadora do projecto BRT, Fátima Artur, o MTC adjudicou a um consórcio de duas empresas um estudo de viabilidade do projecto, a ser implementado na região do Grande Maputo.

Artur disse que o estudo deverá incluir, para além da viabilidade das faixas centrais, o esboço de sistemas de sinalização multiuso, que vão ser controlados a partir de um centro de dados, 10 terminais intermodais, câmaras de segurança nos autocarros e terminais.

“Este estudo é complexo e estamos a trabalhar para ver se conseguimos fazer as adjudicações ainda em 2024. Com muito esforço, vamos conseguir terminar em 2026”, afirmou.

Esta é a primeira solução de Bus Rapid Transit do país e será implementada num troço de 22 quilómetros de uma linha dedicada aos autocarros BRT, com saída da Praça dos Trabalhadores, na Baixa da Cidade de Maputo, passando por Guerra Popular, Acordos de Lusaka e Júlio avenidas Nyerere.

Quanto ao modelo de autocarros a serem empregues no projecto, é também uma das questões que caberá ao consórcio definir no estudo em curso. “Nós não sabemos ainda qual vai ser o modelo de autocarros, este é um dos delivers deste estudo: verificar qual é o tamanho, modelo, combustível, se vai ser gás natural comprimido ou híbrido. Estes consultores vão fazer avaliação e vão-nos trazer a solução óptima”, finalizou o coordenador.

A Área Metropolitana do Grande Maputo abrange a capital moçambicana, a cidade adjacente de Matola e os distritos vizinhos de Boane e Marracuene.

O empreendimento vai custar 173 milhões de dólares americanos, mas o total de investimento é de 250 milhões, disponibilizados pelo Banco Mundial, para a melhoria da mobilidade urbana na zona da Grande Maputo. O projecto está a ser implementado através da Agência Metropolitana de Maputo.

 

Mineradora Monte Muambe Mining já faz parte da CMM

O director-executivo da empresa, Cedric Simone, afirmou, na segunda-feira, que a adesão da empresa ao grupo moçambicano constitui uma mais-valia, pois vai ajudar a desenvolver o sector industrial.

“Moçambique é um país maduro em termos de mineração, onde a indústria tem um futuro brilhante pela frente, isto desde que se mantenha unida e se envolva proactivamente com todas as partes interessadas”, afirmou Simone.

Fundada em 2012 por algumas grandes mineradoras internacionais, incluindo a Kenmare Resourcess, ENRC, Grafite Kropfmühl e outras, a Câmara de Minas de Moçambique é um grupo da indústria que está regularmente envolvido em consultas com o Governo e com outras partes interessadas.

No início do mês de Julho, a mineradora britânica informou sobre o retorno das suas actividades de perfuração, acrescentando que as acções estarão inicialmente concentradas no preenchimento e mergulho no alvo quatro, este que é um dos dois corpos de minério incluídos na estimativa inicial de recursos minerais do Joint Ore Reserves Committee (JORC).

Acordo entre EAU e Moçambique vai criar Área de Comércio Livre

Há varias oportunidade para uma integração económica mais estreita entre os dois países especialmente nas áreas de agricultura, turismo, infra-estrutura, tecnologia e energias renováveis, avança um comunicado da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Moçambique.

Os dois países acreditam que a integração económica trará oportunidades de negócios, particularmente, para os importadores e exportadores de ambos os lados com benefícios mútuos.

Uma das vantagens desta cooperação é a posição estratégica geográfica e logística dos Emirados Árabes Unidos, por um lado. Por outro, os recursos naturais e humanos com destaque para a agricultura e energias de que Moçambique dispõe.

Com a assinatura da declaração conjunta de intenções para o lançamento das negociações do CEPA, Moçambique comprometer-se-á a fortalecer a parceria económica de longo prazo com os Emirados Árabes Unidos.

“Esta estrutura de acordo baseada em interesses mútuos estabelecerá uma cooperação estratégica mais forte, promoverá a inovação, para além de estimular o crescimento económico e criar oportunidades de trabalho nos dois países”, refere o comunicado.

O documento indica, ainda, que “anúncio dos Emirados Árabes Unidos de fazer fazer parte de negociações sobre o CEPA EAU-MOZ reflecte o compromisso com vista a alcançar maior progresso económico através do comércio e do investimento.

Estas pretensões acontecem numa altura em que há cada vez maior número de empresários moçambicanos interessados em estabelecer seus negócios no Emirados Árabes Unidos e vice-versa.

Marca Scorpio-N da Mahindra lançada em Maputo

O Scorpio-N destaca-se pelo seu design peculiar, é doptado de tecnologia avançada que emprega ao veículo uma “performance” de encher a paisagem.

É considerado como o primeiro SUV (veículo com utilidade desportiva) a assegurar uma qualificação de cinco estrelas no programa de testes de colisão (GNCAP) nos novos protocolos de colisão de 2022, o que confere bastante segurança aos seus ocupantes.

Foi desenhado e concebido para ir ao encontro do padrões globais. Possui uma dominante grelha frontal, com um design de luzes trazeiras empilhadas. Os arcos das jantes enfatizam a sua robusteza.

Na noite de Quinta-feira, a sala grande das instalações da empresa de produção e venda de automóveis ficou a cores, quando a cortina preta abriu, dando lugar à apresentação inédita do SUV. O momento gerou emoção e curiosidade para os presentes, que não paravam de fitar os olhos ao novo modelo.

O corpo directivo da Mahindra e alguns convidados de honra foram os primeiros a tocar no Scorpion-N e até acomodaram-se dentro do carro, testemunhando o conforto do interior do carro e cada detalhe nele presente.

Veículo é capaz de desafiar diversos relevos

Sachin Arolkar, chefe de Operações Internacionais do Sector Automóvel da Mahindra &Mahindra Ltd, falando aos jornalistas, afirmou que a nova marca foi construída para responder às exigências de diversos contextos geográficos, apontando, especificamente, ao mercado africano.

“A grande ideia foi de conceber um veículo capaz de fazer aventuras. Isso requereu doptar a viatura com um design e uma engenharia que lhe possibilitasse galgar relevos desafiantes”, explicou Arolkar.

Já o director-geral da Mahindra Moçambique, Loydy da Costa, enfatizou que a robustez do carro explica-se, em parte, pela intervenção de vários países com uma enorme estrutura de fabrico de viaturas, inclusive o Japão.

“A viatura tem agragados globais, a caixa de velocidade, por exemplo, foi feita no Japão, na mesma fábrica em que são produzidos carros de uma das maiores marcas do país. Basicamente, o carro está munido de todos os agregados globalmente aceites”.

Fabricado com tecnologia de ponta em Chakan, Índia, o Scorpio-N foi concebido por uma das empresas desenhadoras de carro do mundo, a Pininfarina, na Itália e pelo Estúdio de Design da Mahindra Índia (MIDS ) em Mumbai. Foi projectado pelas equipas da Mahindra Research Valley (MRV) na Índia e Centro Técnico Mahindra da América do Norte (MNATC) nos Estados Unidos.

O Scorpio-N está disponível em seis cores, nomeadamente verde (Deep Forest), preto (Napoli Black), branco (Everest White), vermelho (Red Rage). Prateado (Dazzling Silver) e laranja (Grand Canyon).  Tem um plano de garantia de 3 anos ou 100 mil quilómetros.

Indústrias gráficas dizem que Governo não tem preferência local

Depois de o Governo, concretamente o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), ter, no passado mês de Abril, cancelado um concurso público, para a contratação de gráficas nacionais, os operadores do sector no país estiveram, recentemente, reunidos com o ministério, a convite da instituição.

No encontro, as empresas gráficas nacionais, representadas pela AIGM, procuraram saber das razões que levaram ao cancelamento do concurso. Os operadores ficaram a saber que estava em causa a necessidade de o Executivo observar os Acordos-Quadro, instrumento que visa identificar empresas a nível internacional, para a impressão do material escolar.

Belmiro Quive, Presidente da Associação Indústrias Gráficas de Moçambique, que falava à imprensa, na Quinta-feira, disse que a decisão do Governo em adjudicar a produção do livro escolar a firmas internacionais, mostra que o Executivo não acatou nenhuma das propostas da agremiação que visavam favorecer à indústria gráfica nacional.

“Fomos a este encontro e demos a nossa opinião, mas a nossa opinião não teve valor algum. A nossa espectativa era ouvir a proposta do ministério e sugerir para que as nossas ideias fossem acomodadas e e isso não aconteceu.

Sucede que apesar dos apelos da agremiação, o Executivo lançou um novo concurso, no dia 7 de  Julho, mas, agora, a chamar por empresas internacionais, em observação dos Acordos-Quadro.

“Isto é mau para nós, porque sempre discutimos com o Governo sobre esta questão de preferência local, que nunca foi respeitada”, expressou-se Quive.

Outro aspecto que preocupa à AIGM é o facto de as empresas internacionais serem isentas de pagar o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) no processo comercial, quando as nacionais são sujeitas a várias taxas.

Financiado pelo Banco Mundial, o concurso internacional solicita a impressão de um total 10.704.600 artigos de material escolar, entre livros escolares e guiões do professor. A contratação tem um prazo de três anos e pode ser estendido por mais 2 dois.

 

Parques industriais: Falta de infra-estruturas retrai investimentos

Segundo o director-geral da Agência para a Promoção de Investimento e Exportação (APIEX), Gil Bires, das seis Zonas Económicas Especiais (ZEE) e cinco Zonas Francas Industriais (ZFI) que o país possui, apenas os parques industriais de Beluluane, na província de Maputo, e de Nacala-Porto, em Nampula, estão em pleno funcionamento, graças ao sistema ferro-portuário a que estão associados.

Os parques industriais são áreas geograficamente delimitadas e regidas por um regime aduaneiro e fiscal especial composto por isenções aduaneiras, fiscais, regime cambial livre, entre outros.

O seu objectivo consiste em atrair investimento público-privado para dinamizar e tornar competitivas as províncias onde estão implantados, aumentar a capacidade de geração de emprego e oportunidades de negócio.

No caso da ZEE de Mocuba, província da Zambézia, construída em 2012, apesar de estar a operar a meio-gás, atraiu, inicialmente, 36,5 milhões de dólares em investimentos, através de oito empresas.

Nampula acolhe olimpíadas bancárias do BIM pela primeira vez

Ao longo do evento, os alunos são desafiados a estruturar projectos sustentáveis para as suas comunidades à luz das temáticas emergentes e relevantes para o desenvolvimento da sociedade.

Durante esta fase, os alunos tem a oportunidade de participar em workshops e efectuar visitas de estudo às instalações do Millennium bim em Nampula, onde irão aprender sobre o normal funcionamento de um balcão, segundo diz um comunicado do banco.

Para o Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, João Martins, “é um orgulho para o Banco expandir este projecto para o norte do país, mais concretamente em Nampula, contribuindo, desta forma, para a inclusão e literacia financeira dos jovens desta província”.

A iniciativa insere-se no programa de responsabilidade social do banco e tem como objectivo contribuir para a educação e formação dos jovens moçambicanos, através da introdução de conceitos bancários e de gestão de finanças pessoais, que promovam a sua inclusão financeira na sociedade.

Desde o seu início, o projecto abrangeu mais de 4.500 alunos, 250 professores em mais de 120 escolas secundárias da cidade e província de Maputo e Gaza.