Sunday, April 12, 2026
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Moçambique entre os países de África para que Portugal mais exportou

Este valor das exportações de bens e serviços representa uma quota de 5 por cento do total das exportações portuguesas, a maior parte das quais para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Neste grupo de países, o crescimento foi ainda mais significativo, segundo o responsável da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Filipe Santos Costa, numa intervenção no segundo e último dia do Fórum EurAfricano, que decorre em Carcavelos.

No ano passado, as exportações para a África lusófona aumentaram 45,8 por cento face a 2021, para 3,7 mil milhões de euros, representando 3,1% do total das exportações portuguesas e 61 por cento das vendas de bens e serviços para o continente africano.

Marrocos, Angola e Moçambique são o principal destino das exportações, enquanto no investimento é Cabo Verde que se junta aos dois países lusófonos como principais destinos.

Estes números mostram, disse Filipe Santos Costa, que “as empresas portuguesas têm tido sucesso” e estão sempre a procurar aumentar a sua presença em África, não só como mercado, mas criando uma filial ou procurando parcerias e novas oportunidades de investimento.

Em 2022, por exemplo, cerca de cinco mil empresas portuguesas exportaram para Angola, e muitas estão lá instaladas há muito tempo, sublinhou, referindo que não é por acaso que “muitas empresas estrangeiras, mesmo americanas ou chinesas, se associaram a empresas portuguesas” quando entraram naquele ou noutros países de África.

 

Banco Absa considerado instituição bancária recomendável para trabalhar

Contribuiu para este prémio a indicação de que o Absa manteve, mesmo após a pandemia, os modelos de trabalho híbrido, nas funções que o permitiam, garantindo que as suas pessoas tinham todas as condições e ferramentas de trabalho para poderem desempenhar as suas tarefas sem necessidade de estarem presencialmente no escritório.

O Absa Bank aponta que este reconhecimento é o resultado do investimento na qualidade do ambiente de trabalho, na diversidade, na implementação de políticas de flexibilidade laboral, na cultura, nos planos de promoção contínua para garantir a retenção dos colaboradores.

Esse investimento destaca-se por assegurar o equilíbrio de género, uma vez que, durante três anos consecutivos, 50 por cento dos seus colaboradores são mulheres e, actualmente, a liderança de topo é maioritariamente composta por mulheres.

A sua constante dedicação em melhorar a sua proposta de valor para os colaboradores, que vai para além das condições preferenciais em termos de preçário para crédito e formação, fez o banco banco merecer este reconheceimento.

“Existe no banco uma preocupação que se estende também à família, desde as licenças de maternidade e paternidade superiores às previstas na lei, o seu sistema de assistência médica e medicamentosa, bem como o apoio social, jurídico e psicológico aos colaboradores e seus familiares, através de parcerias com entidades especializadas, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirma o Absa Bank.

Escassez de alguns metais pode atrasar a transição energética

Grandes lacunas na oferta de lítio, níquel, grafite, cobalto, neodímio e cobre poderão levar a preços mais elevados e atrasar o objectivo de atingir emissões líquidas nulas até 2050, afirmou a Comissão para as Transições Energéticas (ETC) num relatório.

Para reduzir o risco de escassez, as minas precisam de produzir mais, mas os projectos mineiros de grande escala podem demorar até 20 anos a entrar em funcionamento e a última década caracterizou-se por uma falta de investimento na exploração e produção, observa a ETC.

“Nalguns minerais essenciais, em especial o lítio e o cobre, será difícil aumentar a oferta com a rapidez suficiente durante a próxima década, para acompanhar o rápido aumento da procura”, afirmou o presidente do ETC, Adair Turner, no relatório.

O investimento anual de capital em metais de transição energética foi, em média, de 45 mil milhões de dólares nas últimas duas décadas, em comparação com os 70 mil milhões de dólares necessários todos os anos até 2030 para expandir a oferta, afirmou o ETC.

Perante a esse alarme, a Comissão para as Transições Energéticas recomenda, ainda, que os países privilegiem o trabalho conjunto bem como a reciclagem, entre outras medidas sustentáveis, avança o portal Mining.

“Governos, reguladores, produtores e consumidores devem trabalhar juntos para aumentar a reciclagem, melhorar a eficiência dos materiais, investir em novas minas e regular os padrões ambientais e sociais”, disse Turner.

A transição energética, de acordo com a comissão, exigirá a produção de até 6,5 mil milhões de toneladas de materiais cumulativamente entre 2022 e 2050, como o aço, o cobre e o alumínio a representarem 95 por cento da demanda.

A previsão pressupõe uma implantação agressiva de tecnologias de energia limpa para a descarbonização global e que a reciclagem e a quantidade de material necessário seguirão as tendências recentes.

Se os investidores conseguirem acelerar os progressos em matéria de tecnologia, eficiência e reciclagem de materiais energéticos limpos, a necessidade cumulativa de novos fornecimentos provenientes das minas acabará por diminuir entre 20 por cento e 60%, acrescentou.

Kenmare pondera recompra de acções no valor de 30 milhões de dólares

A empresa fez o anúncio numa declaração comercial para o primeiro semestre do seu ano financeiro de 2023, na qual também ajustou a sua previsão de produção pela segunda vez este ano.

“Em linha com nossa política de alocação de capital, estamos considerando uma recompra de acções de aproximadamente 30 milhões. Uma actualização adicional será fornecida com a apresentação dos resultados intermediários da empresa, que deve ocorrer em meados de Agosto próximo”, afirmou  Michael Carvill, Diretor-Geral da Kenmare.

A mineradora esperava produzir entre 980 mil e 1,04 milhões de toneladas de ilmenite mineral de titânio. Em Março, a empresa afirmou que a produção anual se situaria no limite inferior da sua orientação de 1,05 a 1,15 milhões de toneladas (Mt).

Segundo a Further Africa, não houve alteração na orientação da produção de outros produtos de titânio, zircão e rutilo, nem na produção de concentrados. É importante ressaltar que os custos operacionais totais em dinheiro também permaneceriam inalterados.

A produção de ilmenite para os 12 meses que terminaram em Dezembro de 2022, de 1,09 milhões de toneladas, ficou dentro da orientação ajustada para esse ano de 1,08 a 1,11Mt. A empresa disse em novembro que não conseguiu cumprir a orientação anterior de 1,13 a 1,23Mt devido a cortes de eletricidade em Moçambique.

 

 

Aprovada proposta-lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais

A informação consta de uma nota da 25.ª sessão do Conselho de Ministros, que também apreciou a Lei que estabelece o regime jurídico e as medidas de prevenção e combate em relação à utilização do sistema financeiro e das entidades não financeiras.

Essa utilização refere-se a efeitos de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa, de modo a conformar com os instrumentos jurídicos internacionais, admitidos na ordem jurídica interna.

O Conselho de Ministros aprovou, ainda, a Lei que estabelece o regime jurídico de Prevenção, Repressão e Combate ao Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa e revoga a Lei n.º 13/2022 de 8 de Julho.

Ao ser aprovada e debatida em sede da Assembleia da República (AR), a proposta-lei em alusão poderá muito significar para Moçambique que se encontra, neste momento, na Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

O país caiu na Lista Cinzenta em Outubro do ano passado, depois que o GAFI constatou deficiências no sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Assim, Moçambique corre o risco de ser banido do sistema financeiro internacional, situação que pode colocar o país numa situação económica e financeira avassaladora.

Para evitar o pior, o país tem vindo a desenvolver trabalhos intersectoriais, tal é o caso da última reunião de alto nível havida em Maputo entre o Governo e parceiros internacionais, na qual o Executivo partilhou sobre o progresso dos trabalhos visando retirar o país da lista. A propósito, um outra reunião de género vai acontecer em Novembro próximo, na França.

BCI galardoado com dois prémios internacionais

Para a eleição, a revista compila dados, de forma independente, a partir da informação disponibilizada publicamente pelas fontes, a qual é comparada aos dados fornecidos pelos nomeadores e pelos nomeados, avança um comunicado do banco.

A equipa de investigação toma a sua decisão final baseada no cruzamento de indicadores que incluem êxito no mercado, sustentabilidade, crescimento empresarial (sustentabilidade e rapidez), inovação, entre outros.

A revista World Economic Magazine, com sede nos Estados Unidos, é uma publicação que tem em vista promover o conhecimento da literacia financeira e a multipolaridade económica na economia global e comércio internacional vigentes, em particular para a sua audiência global.

O veículo reconhece a contribuição das empresas em todo o ecossistema financeiro global, em termos de inovação, estratégia, sustentabilidade, cumprimento de padrões globais, liderança, entre outros.

O BCI é uma referência no sistema financeiro moçambicano, liderando, actualmente, nos principais indicadores, nomeadamente Activos (24,24%), Depósitos (25.98%) e Crédito (24,21%), dados de Maio 2023. Com 212 unidades de negócio e uma vasta rede de ATM (525), de POS (12866), o BCI é responsável pela maior rede comercial bancária do país.

Generation Ready: mais oportunidades para auto-emprgo precisa-se, diz Petersburgo

No país, há alguns programas destinados a apoiar técnico e financeiramente aos jovens, como o “Agora Emprega”, financiado pelo Banco Mundial e o Fundo de Apoio de Iniciativas Juvenis (FAIJ). Petersburgo refere que estes mecanismos estão a contribuir, sobremaneira, para estimular as iniciativas dos jovens.

Ainda assim, o dirigente entende que estas oportunidades devem continuar a ser replicadas pelo resto do país e até são necessárias mais outras para que a abrangência seja significativa.

Falando especificamente da conferência, Petersburgo afirmou que a iniciativa é importante na medida em que ela consegue juntar o Governo, jovens e as empresas. Para o responsável da Secretaria de Estado Para Juventude e Emprego ((SEJE), este encontro serve para cada das entidades revelar as suas acções e desafios.

“É um momento para dar a conhecer aos jovens e às empresas onde e quando o Governo faz  as suas intervenções”, frisou Petersburgo.

Recentemente, o Governo anunciou que o sector público poderá não contratar nos próximos três anos, alegadamente pela pressão, em parte, criada pela implementação da Tabela Salarial Única (TSU).

Questionado sobre que forma o Governo aliviaria o peso dos jovens, que ficarão sem oportunidade de poder ingressar ao Aparelho do Estado, Petersburgo sublinhou que esta medida ainda não é definitiva e assegurou que, a uma dada altura, serão feitas as contratações no sector público.

Sobre a introdução do sistema modular no ensino técnico-profissional, Mety Gondola, Secretário geral do Ensino Técnico Profissional, disse que o currículo está a decorrer a um ritmo satisfatório, apesar de algumas limitações relacionadas com a capacitação dos formadores, cuja psico-pedagogia deve enquadrar-se ao novo móbil de ensino.

A Generation Ready é uma plataforma que reúne empresas do sector privado, o governo, instituições de ensino e jovens, com o objectivo de discutir estretégias sustentáveis para adaptar os recém-formados aos desafios do mercado de trabalho.

Syrah Resources mantém interrupção da produção de grafite

A empresa argumenta que a decisão de suspender a produção deve-se à necessidade de escoar o  “stock” que é, actualmente, de 28 toneladas, enquanto aguarda por uma melhoria nas condições de procura do mercado por grafite natural, avança o Diário Económico.

“As operações da fábrica de Balama, em Cabo Delgado, foram interrompidas. Não houve nenhuma produção nos meses de Maio e Junho de 2023, devido à volatilidade no mercado chinés de ânodo e à boa disponibilidade de stock de produtos acabados”, lê-se no relatório de actividade do terceiro trimestre, divulgado pela Syrah.

“A decisão de reiniciar a produção dependerá do aumento das vendas do stock e de novos pedidos de vendas a preços acima dos custos operacionais em volumes de produção de, pelo menos, dez mil toneladas por mês, de acordo com a revisão do modo de operação em Balama”, aponta o documento.

A Syrah foi uma das empresas mineiras cuja operação foi afectada pelo conflito armado em Cabo Delgado. Em Junho de 2022, a cadeia logística foi suspensa temporariamente, devido a ataques que se aproximaram da estrada por onde é escoada o grafite.

Nos Estados Unidos da América, a midneradora australiana está a construir a sua própria fábrica de material de baterias Vidalia, que será alimentada com o minério moçambicano.

Acordo entre Moçambique e EAU vai facilitar trabalhadores nacionais

O acordo foi rubricado por Margarida Talapa, ministra de Trabalho, Emprego e Segurança Social e Abdulrahman Al Awar, Ministro dos Recursos Humanos e Emiratização (MoHRE), em Dubai.

A ministra moçambicana considera que a assinatura deste instrumento “vai contribuir para aumentar as oportunidades de emprego para os trabalhadores moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos e garantir os seus direitos num ambiente de trabalho, que é, consistentemente, classificado como um dos melhores do mundo”.

Do lado dos Emirados Árabes, Al Awar afirmou que a assinatura do MoU estabelece uma parceria institucional entre os dois ministérios e garante a cooperação contínua para melhorar a gestão do ciclo de trabalho dos moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos, maximizando os benefícios mútuos.

“O ministério está empenhado em alcançar a visão do governo dos Emirados Árabes Unidos em fortalecer parcerias e cooperação com países de todo o mundo, posicionando o país como um destino global ideal para trabalhar e viver, enquanto salvaguardar os direitos dos empregadores e trabalhadores de várias nacionalidades”, afirmou o governante.

A cerimónia de assinatura contou com a presença de Tiago Castigo, Embaixador de Moçambique nos Emirados Árabes Unidos, Khalil Al Khoori, Subsecretário do MoHRE para Assuntos de Recursos Humanos e Shaima Al Awadhi, Subsecretário Interino de Comunicação e Relações Internacionais do MoHRE.

Nenhuma das empresas cotadas por BVM é de transportes e logística

A informação foi partilhada por Salim Valá, Presidente do Conselho de Administração da BVM, durante um encontro com empresários do sector de logística e transportes, no Fórum Empresarial organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique, na cidade de Maputo.

Falando no painel subordinado ao tema de “Transporte e Desenvolvimento Económico”, Valá fez saber que vários estudos independentes, bem como os realizados pela própria BVM, revelam que muitas empresas não recorrem ao mercado de capitais para o financiamento.

Em causa, segundo o dirigente, estão as fragilidades institucionais, nomeadamente a nível da governação, gestão, auditoria das contas, transparência, escrutínio público e ética empresarial .

“Estamos à disposição para trabalhar com as empresas do sector para incentivá-las a utilizar essa alternativa de financiamento mais económica, principalmente para projectos que demandam recursos significativos a médio e longo prazo”, afirmou Valá.

A fonte manifestou preocupação com a pouca adesão das empresas à Bolsa de Valores, supostamente por ser difícil para o efeito. Valá desmistificou esse mal entendido e apelou que mais entidades entrem para o mercado de capitais.

“O Terceiro Mercado de Valores, lançado em Novembro de 2019, é um mercado de incubação que permite às empresas cotar e, num período de entre 2 e 3 anos, ter contas auditadas e proceder à dispersão accionista”, explicou.

A BVM afirma que as empresas de transporte podem aproveitar esta janela de oportunidade existente, uma vez que quatro empresas já foram listadas neste mercado.