Sunday, June 7, 2026
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Moza Banco passou de prejuízo a lucro de 90,1 milhões de meticais em 2022

Os dados constam do relatório de contas de 2022, divulgados pelo Moza Banco, demonstrando assim uma melhoria em 106,5 por cento.

O banco justifica que o resultado foi influenciado por um conjunto de factores, incluindo o aumento de volume de transnacionalidade, a contínua racionalização de custos, bem como a adopção de boas práticas de gestão de Risco e “Compliance” que se espelham na optimização e eficiência na gestão de risco de crédito.

Até 31 de Dezembro de 2022, o capital social do Moza Banco situava-se em mais de 5,8 mil milhões de meticais, detido em 62,97 por cento pela Kuhanha, Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V. com 29,79 por cento, entre outros accionistas.

“Em Dezembro de 2022, os accionistas do banco aprovaram mais uma operação de aumento do capital social, no montante de 1,1 mil milhões de meticais, demonstrando a sua total confiança na consolidação da actividade da instituição”, refere a administração, em relatório.

Na mensagem que acompanha o relatório de contas de 2022, o presidente do Conselho de Administração (PCA), João Figueiredo, afirma que “apesar do contexto difícil”, o Moza Banco manteve “o rigor e prudência” dos exercícios anteriores.

“Consolidámos a trajectória de crescimento em linha com os anos transactos, atestada, aliás, pela confiança que os clientes e o mercado têm vindo a demonstrar em relação à nossa actividade e desempenho. De referir que apenas neste exercício, registámos um crescimento de 27% do número de clientes, alcançando, assim, um total de 215 864”, lê-se do documento.

João Figueiredo acrescenta que o banco registou “um crescimento significativo ao nível de captação de depósitos”, de 8% face a 2021, a equivalente a mais 2,6 mil milhões de meticais, enquanto os activos totais aumentaram igualmente 6 por cento.

No crédito a clientes, num contexto macroeconómico menos favorável resultante da recuperação do impacto da pandemia do covid-19, instabilidade no norte do País e pressões inflacionárias externas, o banco registou “uma ligeira variação” na sua carteira, tendo desembolsado 5,3 mil milhões de meticais.

O relatório revela, ainda, que em termos absolutos, no final de 2022, a carteira bruta de crédito aumentou 1 por cento, para 24,5 mil milhões. Contudo, o rácio de crédito vencido situou-se em 16,7%, mais 1,46 pontos percentuais face ao período homólogo de 2021.

Inaugurado troço Roma-Negomano na estrada que liga Moçambique e  Tanzânia

A cerimónia da inauguração foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se encontra de visita à província do norte do país. Trata-se de uma via que parte do posto administrativo de Negomano, na fronteira com a Tanzânia até a localidade de Roma.

A infraestrutra tem uma extensão de 70 quilómetros, tendo beneficiado de obras de asfaltagem para facilitar a circulação de pessoas e bens e teve um financiamento de cerca de 40.6 milhões de dólares, num financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

A asfaltagem dos 70 quilómetros, cuja pedra para o arranque das obras foi lançada pelo Presidente da República, em Outubro de 2018, estava inserida na primeira fase do projecto de asfaltagem dos 170 quilómetros de Mueda à ponta da Unidade.

Neste momento, ainda restam 100 quilómetros, partindo da comunidade de Roma à vila autárquica de Mueda, cuja transitabilidade é um tanto desafiador e está a afectar negativamente os utentes da rodovia.

A Tanzânia e Moçambique comungam relações económicas importantes para o desenvolvimento dos dois lados territoriais. Além de partilharem fronteiras a nível terrestre, os dois países têm em comúm a Bacia da Rovuma, onde do lado de cada um estão a ser desenvolvidos projectos de Gás Natural Liquefeito.

 

Investidos 1,8 mil milhões de dólares em energias renováveis no país

Os projectos aprovados fazem parte de um universo de cerca de 1.400 apresentados ao longo do período, dos quais 380 foram apoiados e 70 encontram-se em fase de fecho financeiro, com um custo de 442 milhões de euros.

Os dados constam de um documento da Get.Invest, no qual o programa europeu aponta para uma elevada taxa de sucesso e uma ampla abrangência no mercado, apesar dos desafios persistentes de diversa índole, segundo avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A Get.Invest justifica o investimento no sector pelo facto de as soluções de energia limpa estarem a tornar-se cada vez mais viáveis ​​comercialmente e representam a opção mais económica, para fornecer energia limpa e acessível a milhões de pessoas, vinculando o desenvolvimento de projectos e negócios ao financiamento.

“A GET.Invest acredita que até 2030 são necessários 41 mil milhões de euros por ano para acelerar os projectos de electrificação em África no quadro do acesso universal”, refere o documento.

Segundo os dados, a energia solar é a fonte renovável mais abundante em Moçambique, com um potencial de produção de 23 mil Gigawatts, mas a energia hidroeléctrica continua a ser a fonte que apresenta projectos mais prioritários na ordem dos 5,6 Gigawatts.

Refira-se que as autoridades moçambicanas já identificaram um leque de projectos de média dimensão, com custos muito competitivos, nos rios moçambicanos, nomeadamente, Revue, Búzi, Púnguè, Luenha, Revúbuè, Licungo, Lúrio, Lugenda, Messalo, e Lucheringo, entre outros.

O GET.Invest Moçambique é financiado pela Delegação da União Europeia em Moçambique no âmbito do programa Promover Energia e pelo Ministério da Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha.

Graphex dos EUA fecha contrato de fornecimento de grafite com a Syrah Resources

O acordo, segundo o portal Mining, fornecerá à Graphex um suprimento diversificado de matérias-primas, no ãmbito dos seus planos de colocar instalações de processamento domésticas para fornecer às montadoras e gigafábricas de baterias o material de ânodo necessário para baterias de veículos eléctricos.

No mês de Junho, a instalação de processamento de grafite da Graphex garantiu a licença ambiental da Divisão de Qualidade do Ar do Departamento de Meio Ambiente, Grandes Lagos e Energia de Michigan.

A Graphex Technologies é uma subsidiária integral do Graphex Group (NYSE: GRFX) nos Estados Unidos da América, uma empresa das Ilhas Cayman que já possui um ecossistema independente de processamento de grafite na China.

A demanda por viaturas eléctricas continua a aumentar com relatórios recentes que prevêem que mais de 14 milhões dos veículos serão vendidos até o final de 2023, um aumento de 35 por cento em relação ao ano anterior.

Prevê-se que os incentivos incluídos na Lei de Redução da Inflação dos EUA para novos veículos eléctricos com componentes de origem doméstica e ou processados, ​​catapultem ainda mais a demanda até 2030, quando se espera que 50 por cento de todas as vendas de carros novos sejam eléctricos.

Balama é a maior operação de grafite natural fora da China, com uma capacidade de produção de 350 mil  toneladas métricas por ano e uma vida útil de mais de 50 anos sustentada por uma reserva e recurso de grafite natural de alto teor globalmente significativo.

“Este acordo com a Syrah pode mudar o jogo do grafite na América do Norte. Conectar o volume da Syrah com a nossa experiência e o desenvolvimento contínuo da capacidade de processamento doméstico na América do Norte representa um salto gigantesco para atender à demanda por material de ânodo de grafite de alta qualidade”, afirmou o CEO da Graphex Technologies, John DeMaio.

A Graphex planeia processar o grafite adquirido da operação de grafite de Balama nas futuras instalações da empresa na América do Norte, nas suas infraestruturas em Michigan.

Desempenho empresarial estagnou nos últimos dois trimestres de 2023

As constatações são da Confederação das Associações Económicas (CTA), que organizou, esta Quinta-feira, cidade de Maputo, a 13ª edição do informe sobre desempenho económico denominado “Economic Briefing”.

A CTA refere que essa estagnação foi, em parte, justificada por factores positivos, tais como o início da campanha de comercialização agrícola e da época de exportação de produtos como o algodão e camarão.

Negativamente, a permanência da robustez empresarial foi determinada pelo abrandamento do desempenho do sector de turismo principalmente em províncias como Inhambane, Gaza e Manica, e o arrastamento dos efeitos dos eventos climáticos do i trimestre.

De igual modo, pesou no desempenho empresarial o impacto dos custos dos preços de combustíveis, particularmente do gasóleo, que corresponde a mais de 75 por cento do consumo empresarial, cujos efeitos se reflectiram directamente no sector de transportes e indústria.

A agremiação empresarial notou, neste período, que o mercado de trabalho continuou frágil, tendo constatado que prevalece uma preferência para a contratação de mão-de-obra temporária ou em tempo parcial, principalmente nos sectores da agricultura e construção.

Entretanto, a CTA faz um olhar ao terceiro trimestre e espera por melhorias durante esta parcela do ano, mas prevalecem algumas incertezas suscitadas por eventuais riscos da subida de preços do barril de petróleo no mercado internacional “a par do prosseguimento dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia pressionar os preços domésticos de bens e serviços cujo impacto poderá ser a diminuição da procura e consequentemente a contracção dos lucros de exploração”.

Para fazer frente aos desafios impostos ao ecossistema económico nacional, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, lembrou aos presentes algumas soluções que têm sido defendidas pela cúpula empresarial.

“A CTA tem advogado a adopção, de entre outras medidas, as seguintes: a manutenção da estabilidade da taxa de câmbio facto que o Banco de Moçambique tem alcançado desde o ano passado. A necessidade de uma taxa de juro baixa que possibilite o acesso ao financiamento por parte do sector privado”, afirmou Vuma.

O dirigente da agremiação dos empresários acrescentou que “sobre este capítulo, preocupa-nos a subida galopante que se observou no coeficiente de reservas obrigatórias que nos dois trimestres do ano, subiu em mais de 28.5 pontos percentuais, facto que originou o aumento da prime rate em 90 pontos bases”.

Ainda no âmbito de saídas para impulsionar a produção interna, a CTA continua a defender a revisão da carga tributária, no sentido de por um lado reduzir o seu peso que se situa em 36,1 por cento e, por outro, eliminar o fenómeno da multiplicidade de taxas.

 

Em funcionamento primeiro tribunal marítimo no país

O posto foi instalado na cidade de Maputo e é o primeiro tribunal marítimo no país. Durante a cerimónia de inauguração, o presidente do Tribunal Supremo (TS), Adelino Muchanga, explicou que a implementação de tribunais marítimos vai contribuir para a afirmação da soberania territorial do Estado moçambicano.

“Os tribunais marítimos apresentam-se como um instrumento de capital importância para a viabilização de uma exploração sustentável e responsável dos recursos que a nossa biodiversidade disponibiliza”, explicou Adelino Muchanga, citado pela AIM.

Muchanga acrescentou que os tribunais marítimos vêm responder à necessidade de protecção contra a poluição marítima, a pesca ilegal, o tráfico marítimo de drogas e pessoas, a pirataria, entre outras actuais ameaças à segurança mundial.

Para a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas (MIMAIP), Lídia Cardoso, a instalação do tribunal marítimo, não só vai reforçar a capacidade do país na defesa da soberania nacional, mas também impôs novos desafios ao ministério que dirige.

“A criação de tribunais marítimos, impôs ao Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, a coordenação da equipa multissectorial, por força das matérias de governação do mar e o interesse directo em ter estes tribunais a funcionar para tratar, com especialidade e celeridade, as infracções do mar”, argumentou Cardoso.

O Presidente do Tribunal Superior de Recurso, Manuel Bucuane,  por sua vez, referiu que a instalação do tribunal marítimo marca o início de um novo percurso na resposta aos litígios relacionados à jurisdição marítima, fluvial e lacustre.

“Este evento inaugura uma nova etapa na resolução de contravenções marítimas, fluviais, lacustres e de outras matérias de natureza fluvial e lacustre que não sejam por lei atribuídos a outra jurisdição”, declarou.

Os tribunais marítimos foram criados através da Lei número 05/96 de 4 de Janeiro e foi deferido o funcionamento por despacho datado de 06 de Abril deste ano, sob chancela do presidente do Tribunal Supremo.

Exportações de bens renderam ao país 1,7 bilhões de dólares no 1º trimestre

Segundo o relatório, a evolução positiva registada nas receitas de exportação é justificada, essencialmente, pelo crescimento das vendas dos produtos exportados pelos Grandes Projectos (GP), com ênfase para o sector da indústria extractiva.

O destaque vai  para o gás natural, areias pesadas e rubis, safiras e esmeraldas, com um aumento de 280,1 milhões de dólares, enquanto os outros sectores da economia, nomeadamente a indústria transformadora (alumínio) e energia, registaram decréscimos nas vendas em 140,7 milhões de dólares e 8,8 milhões de dólares, respectivamente.

“Excluindo os GP, os produtos agrícolas arrecadaram para o País receitas de 103,9 milhões de dólares (menos 28,7 milhões de dólares face ao período homólogo de 2022), salientando-se os legumes e hortícolas, tabaco, algodão, açúcar e banana”, refere o documento do Banco Central.

A influência dos preços no mercado internacional

No geral, de acordo com o boletim, a queda dos preços no mercado internacional afectou o comportamento das receitas dos principais produtos dos GP, no primeiro trimestre de 2023. Assim, “o gás natural rendeu ao País 341 milhões de dólares (251,9 milhões de dólares a mais face ao período homólogo de 2022), explicados, essencialmente, pelo incremento do volume exportado em 70,1 por cento, visto que o preço internacional reduziu 46,2 por cento”.

No mesmo sentido, as areias pesadas arrecadaram 120,1 milhões de dólares de receitas, contra os 117,5 milhões de dólares registados em igual período de 2022, facto que se deveu, principalmente, ao acréscimo de 11% do volume exportado, enquanto o preço baixou 9 por cento.

Por sua vez, as receitas provenientes da exportação de alumínio, carvão mineral e energia eléctrica decresceram 35,5%, 14,8%, e 6,2%, respectivamente, devido também ao efeito combinado da queda dos preços e dos volumes exportados.

“No alumínio, a redução do volume é consequência da baixa de produção influenciada, por sua vez, pela avaria registada nos equipamentos da principal empresa (Mozal), enquanto o preço médio no mercado internacional caiu 26,1%”, detalha o documento, acrescentando que no caso do carvão mineral, o decréscimo deveu-se ao efeito combinado da descida do preço no mercado internacional e do volume exportado, em 19,2% e 10,7%, respectivamente”.

Ganhos além de Grandes Projectos

O relatório do BM aponta, igualmente, que, excluindo os GP, os ganhos com a venda de produtos da economia moçambicana para o exterior decresceram em 5,1 po cento, tendo-se fixado em 389,4 milhões de dólares.

O documento refere que  os produtos agrícolas reduziram 21,7 por cento, salientando as vendas dos legumes e da banana que registaram um decréscimo de 41,4 por cento e 35,9%, tendo-se fixado em 22,1 milhões de dólares e 8,2 milhões de dólares, respectivamente, como resultado da queda do volume exportado.

Durante o período em análise, a Índia ocupou a primeira posição como principal destino das exportações, com um volume de 288,8 milhões de dólares que corresponde a um peso de 17% no total das exportações.

O carvão mineral, castanha de caju, legumes de vagem secos ou em grão estão entre os produtos mais exportados neste horizonte temporal. Do resto, seguem a África do Sul e o Reino Unido, com 256,6 milhões de dólares e 137,4 milhões de dólares, respectivamente.

Reforço à protecção da floresta de Miombo precisa de 40 milhões de dólares  

A informação foi revelada recentemente durante uma reunião de operacionalização da Declaração de Maputo sobre a Gestão Sustentável e Integrada da Floresta do Miombo.

Segundo o responsável, é necessário dar mais apoio a programas que contribuam para a redução das queimadas descontroladas e garantam a protecção das áreas de conservação.

“Uma das formas de proteger as florestas é fazer com que as comunidades ganhem mais renda e assim contribuir para a preservação das florestas”, enfatizou.

Na mesma ocasião, sobre a reunião em geral, Afonso disse que muitos consensos foram alcançados, mas prevaleceram divergências sobre o modelo de arrecadação de recursos para implementar as ações previstas na Declaração.

No entanto, como forma de reunir mais esforços, a fonte adiantou que os ministros da Terra, Ambiente e Florestas dos países da África Austral vão reunir-se em Novembro no Dubai na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP-28) para tomarem decisões sobre o Declaração de Maputo.

Em Moçambique, o Miombo representa cerca de dois terços da área florestal que se estende desde o norte da província de Gaza até ao rio Rovuma.

Em termos socioeconómicos beneficia, directa ou indirectamente, 300 milhões de pessoas a nível da SADC, através da exploração de recursos minerais, florestais, agrícolas, pesqueiros, energéticos, turísticos, entre outros.

Subfacturação de produtos mineiros lesa o país 250 milhões de dólares por ano

Para pôr fim a este cenário, o executivo aprovou um decreto que reforça os mecanismos de monitoria da exportação e controlo de preços no mercado internacional. Esta informação foi facultada, na Quinta-feira, em Maputo, pelo Ministro da Economia e Finanças, durante uma audiência parlamentar destinada a apreciar a Lei do Fundo Soberano.

Max Tonela disse que o executivo considerou as propostas para o reforço de recursos para o financiamento do orçamento anual, tendo em conta que nos primeiros anos de operação dos mega-projectos é dada primazia ao reembolso do capital investido.

O governo anunciou que o Banco de Moçambique será o Gestor Operacional do Fundo Soberano, isto no âmbito de um acordo de gestão a ser celebrado com o executivo.

O acordo de Gestão Operacional do Fundo Soberano será elaborado depois de aprovada a Lei de Gestão do Fundo Soberano, instrumento legal que será público e susceptível a receber contribuições para a sua melhoria.

O Fundo Soberano proveniente das receitas da exploração de hidrocarbonetos vai receber, gradualmente, montantes que vão chegar a um bilião de dólares, por ano.

Província de Nampula acolhe 5.ª edição da Feira Anual de Gemas

Além da exposição de produtos, serviços e instrumentos de trabalho na cadeia de aproveitamento de recursos minerais, da criação de parcerias e da divulgação de recentes descobertas científicas, a Feira vai servir para promover as formas sustentáveis da extracção e processamento mineiro.

Falando durante a cerimónia de lançamento da FAGENA, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, afirmou que a sua realização se reveste de grande importância para o País, uma vez que o sector mineiro tem registado um crescimento considerável.

“A FAGENA constitui a principal montra de metais preciosos, semi-preciosos e gemas extraídas e comercializadas em Moçambique, onde a província de Nampula, pela sua localização geográfica, se destaca, a nível nacional, como principal centro de comercialização”, disse.

O dirigente sublinhou que os produtos a serem exibidos durante os três dias do evento resultam da mineração artesanal, o que constitui uma oportunidade para que as comunidades comercializem os seus produtos de forma legal.

Por seu turno, o director nacional do Museu Nacional de Geologia, Dante Marizane, avançou que, durante a Feira, entidades como a Unidade de Gestão do Processo Kimberley, Metais Preciosos e Gemas (UGPK) estarão presentes para legalizar a venda e compra naquele local.

Pelo menos 124 minerais foram validados, de um total de 208 listados, em Moçambique, entre os quais o rubi, a água-marinha, a morganite, a turmalina, o durmortierite, o berilo, o nióbio, o tântalo, a esmeralda, a rubelita, a magnetita, o quartzo rosa e a ágata.

O evento vai decorrer sob o lema “Assegurando a Transparência na Exploração e Valoração Das Gemas”. A primeira edição da FAGENA teve lugar em 2016, mas, devido às medidas restritivas impostas pelo Governo para travar a propagação do covid-19, foi interrompida em 2020.