Sunday, June 7, 2026
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Grupo chinês Huaxin Cement assume controlo da Cimentos de Moçambique

De acordo com um comunicado da Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique, o principal interveniente nesta transacção é a Huaxin Hong Kong, uma subsidiária integralmente detida pela Huaxin, registada em Hong Kong mas constituída na China.

Possui 300 filiais em dez províncias e cidades chinesas e em nove outros países, nomeadamente Tajiquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Camboja, Nepal, Tanzânia, Zâmbia, Malawi e Omã, onde opera nos mercados de produção e comercialização de cimento.

A NPC detém participações em empresas sul-africanas e moçambicanas, nomeadamente a InterCement South Africa Proprietary Limited (na África do Sul) e a Cimentos de Moçambique no território nacional.

Estabelecida na África do Sul, a NPC é propriedade de uma holding (InterCement Trading Inversions) constituída sob as leis da Espanha.

A CM foi criada durante o regime colonial português em 1924. Após a independência de Moçambique, em 1975, tornou-se uma empresa estatal. Na onda de privatizações do final dos anos 1980, a CM foi comprada pela gigante cimenteira portuguesa Cimpor.

Preço de referência dos minerais entra em vigor este mês

Segundo um Diploma Ministerial, “relativamente à exportação de rubis, por exemplo, as empresas que não possam recorrer à venda de rubis por leilão devem aplicar 265,99 dólares por quilate, tendo em conta o preço mais elevado nos leilões realizados de 1 de janeiro a 30 de Junho”.

Quanto às areias pesadas contendo titânio, o Diploma diz que seu preço será determinado pelo seu conteúdo mineral.

As areias pesadas contêm ilmenita, rutilo e zircão. O preço de referência da ilmenita, diz o diploma, será de 425,25 dólares a tonelada, para o zircão será de 2.205,18 dólares a tonelada, enquanto o preço de referência do rutilo será de 1.706,28 dólares a tonelada.

O preço de referência do ouro será fixado pelo Banco de Moçambique. Nos termos da legislação em vigor, os preços de referência são determinados por uma comissão que integra representantes do MEF, da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), do Instituto Nacional de Minas (INAMI), da Inspecção-Geral dos Recursos Minerais e da Unidade de Gestão do Processo de Kimberley.

Rubis de Namanhumbir: novo contrato visa construir segunda planta de processamento

A segunda planta triplicará a capacidade de processamento da MRM, evoluindo das actuais 200 toneladas por hora para 600 toneladas por hora, permitindo que a MRM processe seu stock considerável, traga ao mercado rubis mais variados em termos de tamanho e cor, bem como a expansão para novas áreas de mineração dentro da concessão.

Segundo um comunicado da firma, trata-se de um contrato baseado “nas boas práticas da indústria e da Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC)”.

O acordo está sujeito a obrigações de pagamentos por parte da MRM em moeda sul-africana (Rand), equivalentes a aproximadamente 70 milhões de dólares, que inclui taxas de câmbio recentes.

A ideia é que 30 por cento do valor seja pago ainda este ano e 60 por cento no próximo e o restante fica por ser canalizado em 2025.

A nova planta de processamento, que foi financiada por recursos da empresa e por via da dívida, deve entrar em operação durante o primeiro semestre de 2025, avança o comunidado da empresa.

O director-geral da MRM, Prahalad Kumar Singh, revelou que “este é o maior investimento alguma vez feito pelo Grupo Gemfields e representa o nosso compromisso contínuo com a província de Cabo Delgado, com Moçambique e com as nossas comunidades locais, para quem empregos adicionais e desenvolvimento económico são de importância crucial”.

A MRM é detida em 75 por cento pela empresa britânica Gemfields e em 25 por cento pelo sócio minoritário moçambicano Mwriti Limitada. A Consulmet é um grupo de engenharia especializado em construção acelerada de plantas de processamento de minerais com base em preços fixos.

Mais de 13 mil viajantes entraram no país com isenção de visto desde Maio

De acordo com Materural, dos vistos concedidos nas fronteiras, mais de 10 mil foram de viajantes que entraram em Moçambique com o objectivo de fazer turismo e os restantes 3 mil para negócios.

“Este é um sinal claro de que as medidas governamentais estão a ter efeito na dinamização do sector. Com estas medidas, temos claramente um novo padrão de turistas, com as nacionalidades americana, britânica, portuguesa, chinesa e alemã a destacarem-se”, afirmou a ministra.

Eldevina Materula foi um dos passageiros, no domingo, do primeiro voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) de Joanesburgo para Vilankulo, ponto turístico de Inhambane que é actualmente considerado o principal destino de lazer em Moçambique.

“O regresso das Linhas Aéreas de Moçambique a esta rota é oportuno, dada a sua relevância na cadeia de valor para a consolidação e promoção do turismo nacional, e dado que a sua intervenção melhora as perspectivas de envolvimento e dinamização de mais actores moçambicanos no turismo”.

Com 700 quilómetros de costa, a província de Inhambane tem 789 empreendimentos turísticos, segundo dados apresentados pela ministra, que empregam  cerca de 7 mil trabalhadores, contribuindo com cerca de 10 por cento de um total de 8.154 empreendimentos e 70.718 trabalhadores do sector a nível nacional.

Em 2022, o sector do turismo em Moçambique arrecadou mais 81,2 por cento em receitas do que no ano anterior e só Inhambane “recebeu 197.054 turistas”, representando 22,4 por cento do total do país.

Gaza arrecada 719 milhões de meticais em receitas fiscais no 1º semestre

Refira-se que em igual período de 2022 havia sido alcançada uma realização de 642 milhões de meticais. Apesar de não ter atingido 50 por cento de realização, na primeira metade do ano, o Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado considera o desempenho como sendo positivo e acredita no cumprimento da meta.

O optimismo foi manifestado por Romana Baulane, directora dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas e Porta-voz da 11.ª Sessão do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado alargado aos administradores distritais.

A Porta-voz explicou que “o Plano Económico e Social (PES) e o Orçamento do Estado (OE) deste ano contêm 169 acções, suportadas por 257 indicadores, sendo que 132 (equivalentes a 51%) atingiram as metas planificadas para o período em análise”.

No que diz respeito à produção global, a fonte referiu que de um plano de 71,3 mil milhões de meticais previstos, foi alcançada uma realização de 39,4 mil milhões de meticais, o que corresponde a 55%, um crescimento de 8,2%, se comparado com igual período do ano transacto.

Segundo explicou, os ramos que mais contribuíram foram a agricultura, pescas e aquacultura com 56 por cento, transporte e armazenagem, comércio e retalho e telecomunicações com 18,3%, 15,5% e 8,2 por cento, respectivamente.

Em relação à produção agrícola, Romana Baulane revelou que houve uma realização na ordem de 57% e em 19,1 mil milhões de meticais, de um plano de 33,6 mil milhões de meticais.

Mercado de Capitais: FENAGRI e BVM reforçam adesão das empresas agrárias

O acordo visa, igualmente, o crescimento de oportunidades empresariais e disponibilização de informação financeira e económica em tempo útil e oportuna em beneficio das empresas do sector agrário.

Recentemente, a BVM veio a público para manifestar preocupação com o facto de não existir sequer uma empresa agrária cotada pela instituição.

A assinatura do referido Memorando entre a BVM e a FENAGRI poderá estabelecer vínculos de cooperação visando o fortalecimento da parceria na divulgação e na consciencialização sobre a admissão à cotação de empresas do Sector Agrário na Bolsa de Valores de Moçambique.

Além disso vai possibilitar o uso dos produtos e instrumentos financeiros do mercado de capitais, bem como o processo de registo das empresas do sector na Central de Valores de Mobiliários (CVM), um serviço especializado da BVM.

A cooperação institucional irá apoiar no desenvolvimento da capacidade e estrutura competitiva das empresas do sector agrário nacional e sensibilizá-las para que usem os produtos e instrumentos financeiros disponíveis no mercado de capitais moçambicano.

Igualmente, esta parceria vai permitir o desenvolvimento de acções formativas conjuntas nas áreas de gestão de negócios e investimentos como, por exemplo, nas áreas de legalidade e gestão corporativa das empresas, gestão e literacia financeira, planeamento estratégico e pesquisas de mercado.

Millennium Bim de volta a Palma dois anos após ataque terrorista

O  referido ataque levou a gigante petrolífera francesa TotalEnergies a declarar  “força maior”, ao suspender as obras do projecto bilionário para a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) ao largo da costa de Cabo Delgado.

A cerimónia de inauguração foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se encontrava de visita na província do extremo norte de país e possuidora de uma das maiores reservas de gás natural do mundo, na Bacia do Rovuma.

“É com muita alegria e com a esperança de um futuro promissor que vimos testemunhar a reabertura do balcão do Millenium bim, cuja actividade foi interrompida por um inimigo cobarde e sem rosto”, disse Nyusi.

Para Nyusi, o regresso do Millenium Bim à Palma é testemunho da determinação e coragem daquela instituição financeira que traz de volta o sonho dos cerca de 43 mil habitantes residentes no distrito.

Também confere, ao seu ver, uma maior credibilidade as boas perspectivas económicas de Palma e toda a região contígua. Aliás, com o banco a funcionar os residentes deixam de acumular poupanças dentro de casa, com o risco de perda ou ainda percorrer longas distancias com avultadas somas de dinheiro a busca do banco mais próximo.

“Não vacilaremos para defender esta parcela do nosso país”, advertiu o estadista moçambicano, para acrescentar que “tudo faremos para garantir a estabilidade e a paz em todos os distritos e ligações entre os distritos de Palma, Mocímboa, Macomia, Nangade, Muidumbe e Quissanga”.

O Presidente da República reconhece, no entanto, que ainda prevalecem desafios que visam dificultar “a penetração e acção dos inimigos do desenvolvimento do país”.

Reabilitação da EN1 inicia em Maio de 2024 garante Filipe Nyusi

A informação foi tornada pública após a inauguração dos primeiros 70 quilómetros da nova estrada, em construção, que vai ligar a província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e a Tanzânia, país vizinho.

“Seguindo as regras de procedimento do financiador, neste caso o Banco Mundial, as obras de reabilitação desta importante estrada, na sua primeira fase, terão início em maio do próximo ano”, disse o chefe de Estado.

As obras vão começar nos troços entre Inchope-Gorongosa-Caia, Chimuara-Nicoadala e Metoro-Pemba, numa extensão total de cerca de 580 quilómetros, acrescentou.

Ainda no âmbito da reabilitação das infra-estruturas, prosseguiu Nyusi, foram já assegurados recursos para a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo, no distrito de Mocuba, centro de Moçambique, com cerca de mil metros, e uma estrada de acesso com cerca de 20 quilómetros.

O Chefe de Estado salientou que, enquanto as obras de construção da EN1 não começam, estão a ser realizadas intervenções de emergência para garantir a transitabilidade da estrada. As obras consistem em tapar buracos e voltar a vedar, nos troços mais críticos.

Referindo-se à situação das vias de acesso degradadas por falta de manutenção, devido à guerra na província de Cabo Delgado, o chefe de Estado disse que o governo está em negociações com parceiros internacionais para financiar obras de reabilitação dos troços que se tornaram intransitáveis.

Em Março passado, o executivo moçambicano tinha anunciado o arranque da primeira fase das obras de reabilitação da N1 este ano, com um financiamento de 375 milhões de euros do Banco Mundial.

A extensão total da EN1 que precisa de ser reabilitada é de 1.053 quilómetros dos cerca de 2.600 quilómetros da estrada e, para o efeito, o Banco Mundial anunciou a disponibilidade de 850 milhões de dólares, sendo que quase metade do envelope vai para a primeira fase.

 

Actividade económica cresce consideravelmente em Julho  

O relatório do inquérito revela que o crescimento da produção aumentou a um ritmo acentuado, impulsionado por uma maior procura e número de clientes.

Assinala que a recuperação deu origem a uma ronda mais eficaz de aumento dos preços de venda, contribuindo para as margens das empresas num momento de pressões relativas aos custos modestas. Por consequência desse desempenho, o principal valor calculado pelo inquérito, o PMI, situou-se em 51,9 em Julho passado, contra 51,3 registado em Junho.

O inquérito determina que valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.

De acordo com o relatório do PMI, o indicador de Julho foi o mais elevado registado desde Junho de 2022 e assinalou uma melhoria moderada na saúde do sector privado.

Embora o inquério aponte dados positivos, o mesmo relata que o ambiente de negócios neste período em alusão foi negativamente influenciado  por determinados factores.

“No entanto, as empresas sentiram dificuldades em converter o crescimento das vendas em contratações, uma vez que as mais recentes pressões de salários deram origem a problemas de tesouraria e prejudicaram o recrutamento”, avança o documento.

O relatório refere ainda que “de igual modo, os stocks de meios de produção sofreram uma redução apesar de um novo aumento da actividade de aquisição, uma vez que o fraco poder de aquisição no segundo trimestre obrigou as empresas a usarem os seus inventários de forma a sustentar a produção”,

Os resultados do inquériyo do Standard Bank é divulgado numa altura em que a Confederação das Associações Económicas (CTA) anunciou que o desempenho empresarial em Moçambique manteve-se estagnada durante o segundo trimestre do ano em curso.

Em causa estão, entre outros factores, os custos dos preços de combustíveis, particularmente do gasóleo, que corresponde a mais de 75 por cento do consumo empresarial, cujos efeitos se reflectiram directamente no sector de transportes e indústria.

 

 

 

 

 

 

País reduz necessidade de financiamento externo no 1º trimestre

De acordo com o Banco Central, a queda do défice registada na CC reflecte, fundamentalmente, a contracção do saldo negativo da conta de bens em 91,6 por cento, justificada pela redução das importações realizadas pelos grandes projectos (GP), em 4 459,3 milhões de dólares.

A queda está associada à diminuição dos défices das contas de serviços e de rendimentos primários, em 58,8 por cento e 7,4%, respectivamente. O regulador do sistema financeiro nacional aponta ainda para o incremento do saldo superavitário (excesso de despesas) das transferências correntes líquidas em 9,6 por cento.

Os dados do primeiro trimestre de 2023 apontam para a redução do Investimneto Directo Estrangeiro (IDE) em torno de 460,1 milhões de dólares, correspondentes a um decréscimo em 66,8 por cento em relação ao igual período de 2022.

A redução do IDE por parte dos GP e das empresas da economia tradicional, em 67,8% e 54,3%, respectivamente, estão entre as causas dessa revisão em baixa.

Situação do IDE a nível sectorial

Em termos de distribuição sectorial do Investimento Directo Estrangeiro, a indústria extractiva manteve a sua posição de maior receptor de fluxos de investimento, ao encaixar um total de USD 421,2 milhões de dólares, cerca de 91,6% do total do IDE.

Destaque vai para os recursos destinados ao financiamento das operações de exploração de gás em 298,3 milhões de dólares (70,8% do IDE do sector) e o remanescente foi distribuído entre as áreas de exploração de carvão mineral, areias pesadas e outras.

Em relação aos principais parceiros do IDE, destaque vai para os investimentos realizados pela África do Sul, Maurícias, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos, com um peso de 39,1 por cento, 34,3%, 17,2% e 8,9 por cento no total de IDE, respectivamente.

Ademais, neste período, a posição devedora líquida de Moçambique, em relação ao resto do mundo, aponta para um agravamento de 0,2%, ao registar o montante de 69.068,3 milhões de dólares.

O agravamento verificado deveu-se, essencialmente, ao incremento da contratação de passivos externos em 0,4 por cento, para 84 233,7 milhões de dólares, perante um aumento da posição dos activos externos em 1,3 por cento.