Sunday, April 12, 2026
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Monapo prevê colher seis mil toneladas de algodão na presente campanha

Esta quantidade de algodão representa um aumento em mais de quatrocentas toneladas em relação ao ano passado em que a região produziu cinco mil quatrocentas e quarenta e oito toneladas.

O Chefe da repartição da agricultura e pescas no serviço distrital das Actividades Económicas em Monapo, Moisés Camoto, explicou que a produção do chamado “ouro branco” é feita com o envolvimento de mais de dezasseis mil produtores.

Moisés Camoto fez saber que Monapo conta com seis unidades de produção do algodão que agregam cento e quarenta e dois mercados mapeados para esta campanha.

Os produtores desta cultura em Monapo e um pouco por toda a província de Nampula estavam a abandonar a sua produção apostando na de alimentos nos campos destinados ao algodão.

E, nos últimos anos, as empresas fomentadoras do algodão e o governo estão a incentivar as famílias camponesas para apostarem na produção desta cultura de rendimento.

Jearrard Energy Resources vai instalar central de energia solar-hidrogénio no país

Segundo o site, assim que a instalação estiver operacional, espera-se que produza quatro mil toneladas de hidrogénio, ajudando a satisfazer a crescente procura de energia verde.

“Estão também em preparação projectos semelhantes para o mercado sul-africano, com planos para arrancar no terceiro trimestre de 2024”, afirmou o director operacional da empresa, Johann Kamp.

Kamp explicou que os projectos envolverão a criação de centrais solares equipadas com electrolisadores (dispositivo que permite produzir hidrogénio por meio de um processo químico chamado electrólise’capaz de quebrar as moléculas da água em hidrogénio e oxigénio através da electricidade), para produzir hidrogénio.

Tal não só promoverá o fabrico de hidrogénio na África do Sul, como também contribuirá para o crescimento económico do país através dos impostos gerados pela sua produção.

O portal esclarece que a construção de uma instalação de produção de hidrogénio a partir da energia solar de 12 gigawatts em Moçambique marca um passo significativo no avanço da utilização de energia verde.

Ao aproveitar o poder da energia solar, pode ser produzida uma quantidade substancial de hidrogénio, proporcionando uma alternativa ecológica às fontes de energia tradicionais.

“Este projecto está em sintonia com a crescente atenção global na transição para soluções energéticas sustentáveis. À medida que a procura de energia verde continua a aumentar, iniciativas como esta desempenharão um papel crucial na satisfação das necessidades energéticas mundiais, atenuando simultaneamente o impacto no ambiente”, esclarece o site.

Com planos de expansão em Moçambique e na África do Sul, a Jearrard Energy Resources e as suas subsidiárias estão a demonstrar o seu empenho em impulsionar a adopção de tecnologias de energias renováveis.

Investindo nas instalações de produção de energia solar para hidrogénio, estes projectos contribuirão para um futuro mais verde e mais sustentável para a região.

EMOSE vai pagar mais de 76 milhões de meticais em dividendos de 2021

Numa nota ao mercado consultada pela Lusa, a EMOSE refere que, por deliberação tomada em assembleia-geral ordinária realizada em 13 de Outubro de 2022, irá proceder ao pagamento de 0,2591 meticais, bruto, por cada acção.

“Tendo em conta que no final do exercício de 2021 o capital social da EMOSE era constituído por 295 milhões de acções, trata-se no total de mais de 76,4 milhões de meticais a pagar em dividendos”, lê-se no documento.

De acordo com o relatório de contas da seguradora, a EMOSE apresentou um resultado líquido do exercício de 2021 negativo em 1,2 mil milhões de meticais.

O Estado moçambicano detém uma participação de 39 por cento directamente no capital social da EMOSE, equivalente a 115,5 milhões de acções, e, através do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), outra de 31 por cento, com 91,4 milhões de acções. Entre outros pequenos accionistas, contam-se ainda a Cooperativa dos Gestores Técnicos e Trabalhadores da seguradora, com uma quota de 20 por cento e 59 milhões de acções.

O mercado segurador de Moçambique conta com cerca de 20 empresas autorizadas e é liderado há mais de 40 anos pela EMOSE, criada dois anos após a independência nacional, através da nacionalização e fusão das seguradoras Lusitânia, Tranquilidade de Moçambique e a Nauticus.

Moçambique: Dívida pública sobe para 14,3 mil milhões de dólares no 1º trimestre

Trata-se de um crescimento equivalente a 5,4 por cento em relação ao período anterior, segundo os mesmos dados oficiais do governo.

A dívida interna de Moçambique, a 31 de Dezembro de 2022, rondava aos 281,5 mil milhões de meticais, neste caso mais 23,8 por cento do que no ano anterior.

“O aumento da dívida interna deveu-se sobretudo ao aumento da emissão de obrigações do tesouro, em 38,9%, e de bilhetes do tesouro, em 20,7%, com impacto negativo na disponibilidade de recursos para o setor privado”, refere um relatório do ministério da economia e finanças sobre a execução orçamental no primeiro trimestre.

O peso do stock da dívida pública de Moçambique caiu de 115,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 para 94,3% no final de 2022.

“Embora o ritmo de crescimento da dívida externa (0,1%) tenha sido inferior ao aumento da dívida interna (23,8%), o volume da dívida externa continua superior”, destaca ainda.

Em termos de sustentabilidade da dívida, globalmente, “apesar de apresentar uma tendência decrescente nos últimos anos, mantém-se acima dos limiares de sustentabilidade de 60%” do PIB.

SADC quer mais investimento para a estabilidade económica na região

Os ministros e governadores reuniram-se em Kinshasa, República Democrática do Congo, a 20 de Julho de 2023, para rever o progresso feito pelos Estados-membros na implementação do Programa de Convergência Macroeconómica da SADC e recomendações das suas reuniões anteriores, que incluem reformas estruturais e políticas.

Os Ministros também discutiram os riscos e oportunidades para as perspectivas económicas da região e formularam medidas políticas para mitigar os riscos.

Nicolas Kazadi Kadima-Nzuji, Ministro das Finanças da República Democrática do Congo e Presidente do Comité de Ministros das Finanças e Investimento e Governadores dos Bancos Centrais exortou, na reunião, à SADC a reafirmar os princípios económicos fundamentais para o desenvolvimento da região.

Em apoio à implementação do Protocolo da SADC sobre Finanças e Investimento, Kadima-Nzuji enfatizou que para a SADC atrair capital de investimento, os Estados-membros devem adoptar quadros políticos prudentes, promover a harmonização das políticas financeiras e de investimento, aumentar a eficiência do governo e implementar regulamentos financeiros de longo prazo.

Entre outras questões, os ministros e governadores dos Bancos Centrais debateram e deliberam em relação ao Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC (RDF).

O Fundo visa criar um mecanismo de financiamento regional para o desenvolvimento económico e crescimento sustentável através do desenvolvimento de infra-estruturas, desenvolvimento Industrial, integração e ajuste económico e desenvolvimento sociais.

Igualmente, os dirigentes deliberaram os mecanismos de financiamento da SADC para apoiar de forma sustentável o desenvolvimento de infra-estruturas regionais e iniciativas industriais, como meio de financiar o desenvolvimento económico e o crescimento sustentável.

O Plano de implementação e roteiro, incluindo o desenvolvimento dos instrumentos necessários para o estabelecimento do Mecanismo de Financiamento de Infraestrutura de Transmissão Regional também foi um dos pontos instituidos no âmbito do encontro regional.

Fundo de Estradas rende cerca de um bilhão de meticais com portagens

Segundo o gestor, o valor já está a ser aplicado para a reabilitação e manutenção de estradas, facto que demonstra estarem a ser alcançados os objectivos da instalação das portagens.

“O objectivo era gerar recursos para manter as estradas e tal está a ser alcançado”, disse Macuácua, falando à imprensa, à margem da Reunião Anual de Avaliação Conjunta do Programa Integrado do Sector de Estradas, 2022.

No total, são sete portagens instaladas em diversas estradas nacionais que estão operacionais desde Junho de 2022. As taxas pagas nelas variam de 50 Meticais a 1000 Meticais. Os veículos da classe 1 é que pagam uma taxa fixada em 50 Meticais, a classe 2, 200 Meticais, classe 3, 500 Meticais e 1000 Meticais para a classe 4.

Estas taxas são aplicadas nas portagens de Chidenguele no troço Xai-Xai -Zandamela; Nhacundela que cobre o troço Zandamela – Lindela; Malova, troço Lindela – Nhachengue e portagem de Mapinhane, que está entre Nhachengue e Pambara, todas localizadas a sul do país e ao longo da Estrada Nacional Número 1 (EN1).

Das sete portagens, está também a portagem de Camuaza-Chenga localizada ao longo da EN7, entre Catandica e Changara, na província de Manica.

As referidas taxas são igualmente aplicadas na portagem de Congerenge, ao longo da EN13, entre Lichinga e Mandimba; e na portagem Utukulo no troço entre Mandimba e Cuamba na EN13, na província do Niassa.

Estas portagens foram instaladas no âmbito do Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME), aprovado pela Resolução nº. 63/2020, de 11 de Dezembro.

CASP: MIC leva preocupações do sector privado ao Conselho de Ministros

Na abertura oficial da conferência, no dia 22 de Junho, a CTA foi dura ao dirigir-se ao Governo para apresentar as principais inquietações do sector empresarial no país.

Dentre várias matérias que compõem a matriz, as sessões programadas destacam a carga tributária em Moçambique, denominadas “taxas e taxinhas”,  o fenómeno de raptos recorrentes, análise do sector de petróleo e gás e conteúdo local, política monetária e financiamento, bem como pagamentos de facturas atrasadas aos fornecedores de Estado.

Sobre a carga tributária, a CTA apresentou o panorama geral aos Ministérios da Economia e Finanças e da Indústria e Comércio. A agremiação empresarial queixa-se de duplicação de taxas e um grupo de impostos e taxas que, mesmo sendo legais,  as considera “pesados” para a actividade empresarial.

Quanto aos raptos, a CTA refere que o Governo admite que os pequenos e médios investimentos têm vindo a cair. Apesar da criação da unidade anti-raptos, a organização afirma que esta ainda não está a gerar o impacto desejado.

“Os empresários propõe que, para além de medidas de reformas institucionais, sejam trazidas experiencias internacionais, incluindo expertise para ajudar a resolver este problema que já dura 11 anos. Os empresários revelaram que, os raptos, até há 3 anos atrás, eram só uma questão de dinheiro. Actualmente, o quadro mudou, passando inclusive a questão de assassinatos o que alarma mais os empresários”, arguementa a CTA num comunicado.

Participaram no encontro, para além do MIC, os Ministérios da Economia e Finanças, do Interior, da Administração Estatal e Função Pública, da Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Banco de Moçambique. A sessões mais técnicas, a nível sectorial, irão continuar esta semana.

Produção crescente de ouro atrai desejo de implantar refinarias no país

A título de exemplo, Moçambique produziu no ano passado, pela primeira vez desde a independência nacional, 1260 quilogramas de ouro, contra 800 em 2021.

Como resultado da disponibilidade da matéria-prima, há cada vez mais empresários que contactam as autoridades para manifestar o interesse em instalar refinarias de ouro, sobretudo nas províncias de Manica e Nampula.

“O que sucede é que uma refinaria precisa de ser alimentada e, se não há disponibilidade de matéria-prima, não pode haver investimento nesta área. No passado houve tentativa de montagem duma refinaria no distrito de Manica, na província do mesmo nome, mas o projecto parou exactamente porque não havia, na altura, matéria-prima suficiente”, detalhou.

Para o ano de 2023, as projecções de produção de ouro nos país apontam para entre uma tonelada e meia e duas que, a se concretizar esse desejo, será um recorde, a avaliar a produção abaixo disso nos últimos anos.

A Unidade de Gestão do Processo de Kimberley dissera, anteriormente, que o crescimento da produção resulta do fortalecimento das medidas de controlo da actividade, incluindo o rastreio da produção dos metais preciosos, diamantes e gemas.

LAM retoma serviço de apoio aos passageiros “Care Team”

A reintrodução deste serviço, faz parte de um conjunto das reformas em curso na companhia, depois da intervenção da empresa sul-africana Fly Modern Ark na gestão da LAM e visa orientar os utentes dos vários serviços nos aeroportos, que incluem a chegada até à realização do check-in, bem como no acto de embarque e desembarque.

Na sexta-feira, 21 de Julho, o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, visitou a equipa posicionada no Aeroporto Internacional de Maputo, tendo-se mostrado satisfeito com a reintrodução do Care Team.

“A LAM está num processo de reformas e há um entendimento de que os seus serviços têm tendência a melhorar. Por aquilo que pudemos constatar, durante a interacção com os passageiros, o serviço (Care Team) está a facilitar sobremaneira a sua movimentação dentro do aeroporto”, afirmou o governante.

A gestora do Projecto Care Team, Neila Albuquerque, explicou que a iniciativa tem como objectivo acolher e encaminhar, com conforto, os passageiros no interior dos aeroportos, sobretudo os viajantes da primeira experiência.

“Temos, por exemplo, passageiros que nunca tiveram a experiência de voar e precisam saber como fazer o check-in ou distinguir a classe económica da executiva, ter noções de prioridades no atendimento, no caso de idosos, gestantes, deficientes, entre outras situações. Os membros da Care Team estão aqui, justamente, para prestar este tipo de assistência e apoio”, frisou.

A companhia aérea de bandeira está desde Abril deste ano sob gestão da Fly Modern, com intuito de tirar a empresa da insolvência, entre outros problemas operacionais.

Kagera Sugar da Tanzânia vai adquirir activos da Tongaat Hulett

O grupo Tongaat Hulett actualmente suspenso da Bolsa de Valores de Joanesbugo (JSE) entrou em resgate de negócios em Outubro de 2022. As medidas da sua recuperação incluem, agora, uma proposta da Kagera Sugar que implicará a aquisição da divisão completa de açúcar na África do Sul, bem como de seus negócios de açúcar no Zimbabwe, Moçambique e Botswana.

Segundo o MoneyWeb, Tongaat não confirmou o valor monetário do acordo de acções, nem disse se o grupo permaneceria ou não na JSE.

Como parte do resgate de negócios, os Praticantes de Resgate de Ngócios (BRPs) de Tongaat buscaram parceiros estratégicos para salvar a empresa. Entre os prospectados, a Kagera, uma empresa de fabricação de açúcar situada na parte noroeste da Tanzânia, emergiu como o parceiro preferencial de uma lista de oito candidatos.

A empresa, terceira maior produtora de açúcar da Tanzânia, é apoiada por investidores europeus, como Norfund, uma instituição financeira de desenvolvimento, com sede na Noruega e que desencadeou um investimento na empresa, em forma de um empréstimo em 2020.

O grupo Tongaat observou que continuar a administrar seus activos de açúcar como um grupo multinacional combinado garantiria a continuidade das operações nos países em referência.

Em Moçambique, Tongaat Hulett é composto por duas operações de açúcar, nomeadamente, a Açucareira de Mafambisse, com uma participação de 85 por cento e a Açucareira de Xinavane com 88 por cento de acções.