Wednesday, April 8, 2026
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ONU sugere uso de energias renováveis ​para superar a crise energética no país

Moçambique junta-se, agora, à Angola, que tem cerca de 18 milhões de pessoas sem eletricidade, segundo as Nações Unidas. A ONU sugere o uso de energias renováveis ​​como forma de superar a crise energética, lembrando que o Brasil está entre os países com maior percentual de uso de fontes renováveis ​​(46%).

“Moçambique tem 22 milhões de pessoas sem eletricidade”, refere a organização num resumo consultado pela Lusa na quinta-feira, acrescentando que a “falta de acesso à eletricidade vai persistir sem investimento em fontes renováveis”.

O Relatório de Progresso Energético de 2023 indica que cerca de 675 milhões de habitantes do planeta vivem sem electricidade e observa que “a crescente dívida dos países e o aumento dos preços da energia estão piorando as perspectivas de acesso universal à eletricidade”.

Para a ONU, isso é um impedimento para o cumprimento do sétimo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que propõe o acesso à electricidade para todos até 2030.

As Nações Unidas lembram que o acesso à electricidade é crucial para a prestação eficaz de cuidados de saúde.

“Tanto a falta de electricidade quanto o fornecimento não eficiente são grandes barreiras para uma cobertura mais ampla de assistência médica. A eletrificação deve ser considerada uma prioridade porque a saúde é um bem público e um direito humano”, diz a ONU.

Comércio africano em debate na Reunião Geral Anual do Afreximbank

Nos três dias do evento, os assuntos  a ser debatidos estarão em torno de temas sobre aceleração da implementação do Acordo de Livre Comércio Continental Africano, perspectivas corporativas sobre a concretização da visão da União Africana e desbloquear o capital para impulsionar o investimento e o desenvolvimento.

A reunião caracteriza-se por ser uma oportunidade para as empresas conhecerem Chefes de Estado, banqueiros centrais e ministros, CEOs de África e dos Estados Unidos da América (EUA). A propósito, o país americano é um dos convidados especiais do encontro comercial.

Como oradores principais, o evento contará com a apresentação de Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, Presidente da República do Gana, Mia Amor Mottley, Primeira-ministra de Barbados e Benedict Oramah, Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank.

A Reunião Geral Anual do Afreximbank  é co-oroganizada pela Corporate Council on Africa (CCA), em colaboração com o African Export-Import Bank (Afreximbank).

São no total 27 oradores, entre os outros 24 estão o Presidente da Nigéria, Chief Olusegun Obasanjo, Comissário da União Africana (AUC), Albert Muchanga, o CEO da Dangote Group, Aliko Dangote.

A Dangote Group é uma empresa privada nigeriana de conglomerado e múltiplos serviços, fundada em 1981 e actua em vários sectores como a indústria de açúcar. Haverá, igualmente, vários CEO’s de diversas empresas e de diferentes sectores.

 

EDM quer reforço logístico para electrificar mais zonas rurais

Quem o diz é Electrecidade de Moçambique (EDM), aquando da visita da chefe de Cooperação da União Europeia em Moçambique, Paula Vazquez Horyaans, que esteve de visita, esta quinta-feira, na distrito de Marracuene, na província de Maputo.

Concretamente, a EDM refere que o alcance do objectivo em alusão, passa por construção de cerca de 1.900 quilómetros de linhas de média tensão, alocação de 3.765 transformadores de distribuição, extensão de 3.900 quilómetros de linhas de distribuição de baixa tensão, instalação de cerca de 13.800 km em quedas de serviço (ligações dos utilizadores).

A visita aconteceu no contexto do Fundo Fiduciário de Energia para Todos de Múltiplos Doadores, criado pelo Banco Mundial e denominado ProEnergia, com uma contribuição financeira adicional de 30 milhões de euros (aproximadamente 2.052 mil milhões de Meticais), fundos da União Europeia.

Do lado do Banco mundial a contribuição é de 62.4 milhões de euros, 16.8 milhões de euros do Reino da Noruega e 15 milhões de euros da Suécia.

Os investimentos do projecto apoiam a implementação da Estratégia Nacional de Electrificação (ENA), financiando a expansão do acesso à electricidade a 1.832.150 pessoas a viverem nas zonas peri-urbanas e rurais em todo o país. Até ao momento, o programa alcançou 86 por cento da meta.

A expansão da Rede Eléctrica Nacional (REN) possibilitou iluminar a mais 309.322 consumidores.  Para alcançar estes objectivos, o Governo de Moçambique e a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) implementaram nos últimos anos reformas destinadas a melhorar a eficiência operacional e a viabilidade financeira do sector, segundo diz a União Europeia.

A UE diz ainda que com o ProEnergia foi possível reduzir e cobrir a taxa de ligação à rede eléctrica nacional, demonstrando que uma das principais barreiras ao acesso de energia para uma grande parte da população moçambicana, foi superada.

O Governo de Moçambique lançou o Programa Energia para Todos para implementar a sua estratégia e fornecer ligações à rede, ou acesso fora da rede eléctrica, a todos os moçambicanos. A iniciativa de tornar universal o acesso à energia em Moçambique até ao ano 2030 está a mudar a vida nas zonas rurais.

Economia moçambicana poderá crescer 8,3 por cento em 2024

As previsões constam do mais recente relatório do BM sobre Perspectivas Económicas Globais, publicado em Washington, nos Estados Unidos, fazendo menção do crescimento de Moçambique em 2024, num contexto em que se espera que o gás venha a alavancar a economia.

Trata-se de subidas que estão muito acima da média esperada na região subsaariana. Para esta parcela do continente africano, a previsão de crescimento de 3,6 por cento feita, em Janeiro, reduziu, segundo o último relatório, para 3,2 por cento.

Só no próximo ano é que a situação vai melhorar, esperando se uma subida de 3,9 por cento. Entretanto, o BM alerta que há vários riscos negativos associados às previsões, como a persistência das pressões inflaccionárias por mais tempo do que o previsto.

Outra limitação tem a ver  com possíveis stresses no sector bancário das economias avançadas espalharem-se para o sistema financeiro global. Se isso acontecer, o Banco Mundial avisa que esses constragimentos podem conduzir a deterioração das condições de financiamento da África subsaariana, provocando novas depreciações cambiais e saídas de capital, elevando os riscos de sobreendividamento.

Sector do turismo queixa-se de fraca demanda apesar de melhorias nos serviços

O posicionamento foi expresso esta quarta-feira, na cidade de Maputo, pelo secretário-geral da AVITUM, João Neves, à margem da I Reunião com as agências de viagem e turismo, que tinha como objectivo reflectir sobre os modos de actuação e os desafios do sector.

Neves disse que além dos preços altos que impedem a entrada de turistas para o mercado nacional, também há problemas de segurança e acesso ao país.

“Os preços altos não são, necessariamente, o único problema, há que considerar vários outros aspectos relacionados com a segurança, acesso ao mercado por turistas e, acima de tudo, o pacote competitivo que ofereça aos clientes algo que justifica a sua deslocação para este destino”, afirmou Neves.

O representante da organização sublinhou que “os preços acompanham, naturalmente, a situação económica do país, e tem estado a sofrer incrementos sucessivos em toda a cadeia”.

A fonte falou da importância da introdução do sistema electrónico de aquisição de vistos (E-visa), mas nota que, até ao momento, a ferramenta não está a trazer turistas como desejado.

Mphanda Nkuwa conta com mais de 34 mil milhões de meticais da UE e do BEI

O anúncio foi feito num encontro nesta semana entre o Gabinete de implementação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) e uma delegação de alto nível da União Europeia e do Banco Europeu de Investimento para a discussão de matérias relacionadas com a estrutura e financiamento do empreendimento.

Concertamente, o valor vai ser repartido para financiar o projecto da infraestrutura da linha de transporte de energia de alta tensão, com custo ate 300 milhões de euros, dos quais 50 milhões em termos não reembolsáveis (donativos) e em 200 milhões de euros para o projecto da central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa.

Durante o encontro, a delegação europeia recebeu informação sobre o estágio do projecto, estudos técnicos e ambientais, financiamento, seleção do parceiro estratégico, mercado de energia e o cronograma de implementação.

Com um custo estimado de 4,5 milhões de dólares norte-americanos, o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa inclui o desenvolvimento de uma barragem a fio de água, bem como uma central de geração de energia com capacidade instalada de produção de corrente eléctrica de até 1500 Megawatts e uma linha de transporte de alta tensão de Tete a Maputo, com cerca de 1300 quilómetros.

O projecto será a opção de menor custo de geração de energia.  O mesmo irá posicionar Moçambique como polo energético regional, contribuir para o acesso universal e de industrialização, criação de emprego, capacitação técnica e exportação de energia. O projecto de Mphanda Nkuwa será fundamental para a transição energética e descarbonização da região austral do continente africano.

Comércio entre Moçambique e Reino Unido cresceu 4% em 2022

Falando no arranque das actividades do último dia (07) da Conferência de Energia e Indústrial, na cidade de Maputo, a diplomata destacou um número de empresas britânicas que contribuiram para o crescimento comercial entre os dois países.

A Globeleq, Vodacom, Kenmare, Intertek, Gemfields, Arc Power, Maragra Sugar, Agriterra e ECA estão entre os maiores investidores e contribuintes no país. Socialmente, segundo Lewis, estas companhias contratam directa e indirectamente, milhares de moçambicanos com foco na transferência de tecnologias e prestação de serviços.

A dirigente disse que estas empresas actuam em conformidade com as políticas de conteúdo local em áreas críticas como agricultura, telecomunicações, mineração, energias renováveis entre outras.

Os pronunciamentos de Helen Lewis estiveram também em torno da importância de investimentos orientados para a consolidação resiliência climática no país.

“Trabalhamos e continuaremos a fazê-lo para atrair mais investimento do sector privado que contribuam para fortalecer a capacidade de adaptação e resiliência às alterações climáticas em Moçambique. Em particular, para ajudar a garantir uma transição energética limpa e justa que forneça energia para todos até 2030”, afirmou Helen Lewis.

Mais para investimentos locais, a governante dise que o Governo do Reino Unido “está em estreita colaboração com o executivo moçambicano, para promover iniciativas e estratégias, que visam estimular e desenvolver iniciativas de conteúdo local através da promoção de parcerias entre micro, pequenas e médias empresas dos dois países”.

A diplomata referiu-se também sobre a cooperacção na área de educação e do fortalecimneto do gênero, tendo destacado que o Reino Unido está a apoiar às mulheres empreendedoras através do programa ITC SheTrades Commonwealth, que está a realizar um diagnóstico de avaliação de necessidades, destinado a identificar desafios e oportunidades.

Segundo disse, esse programa tem em vista apoiar as empresas e fornecer recomendações para a integração de empresas lideradas por mulheres moçambicanas, como fornecedoras de vários sectores, com particular enfoque nas indústrias do sector de energia e auxiliares.

No que toca ao ensino técnico e profissional, Lewis precisou que Governo do Reino Unido realizou um estudo do sistema de ensino técnico e profissional com base na comparação de requisitos internacionais para área de petróleo e gás.

Essa pesquisa decorreu em parceria com a Autoridade Nacional de Educação Profissional e Grupo de Trabalho de Conteúdo Local do Governo de Moçambique liderado pelo Ministério de Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Helen Lewis afirmou que o obectivo é de garantir que os recursos naturais geram mais empregos, promovam o desenvolvimento da indústria local de forma inclusiva, elevem as competências dos moçambicanos e o sistema de educação nacional como um todo.

 

País demonstra sinais de economia estável nos próximos anos

Quem o diz é Miguel Joia, da a Associação Moçambicana de Conteúdo Local (AMCL), que se referiu, por exemplo, da possiblidade do regresso das operações da petrolífera francesa, TotalEnergies, na Área 1 da Bacia do Rovuma, península de Afungi, no distrito de Palma, em Cabo Delgado.

Para Miguel Joia, que falava à margem do encerramento da segunda edição da Conferência de Energia e Indústria (Energy&Industry Summit, em inglês), o país continua a demonstrar capacidade atractiva de investimento estrangeiro, facto que também anima às empresas nacionais.

A fonte disse que a conferência, por si só, descortinou o quão o sector privado e o Governo são importantes na busca de soluções face aos desafios trazidos pelos megaprojectos no território nacional.

“Esta conferência possiblitou a que as empresas nacionais tenham informações e instrumentos de formação, certificação, contactos empresariais com grandes parceiros de negócios. Siginifica que temos condições de continuarmos todos os próximos anos e sermos considerados o maior evento na área de indústria e gás em Moçambique”, expressou-se Miguel Joia.

Recorde-se que a edição deste ano teve a sua primeira fase nos dias 30 e 31 de Maio na província de Cabo Delgado. Sobre o facto, Joia disse que foi oportuno que evento tenha também acontecido naquele ponto de extremo norte do país, dada a importância da província para a economia nacional.

“De facto, a província precisa de elevar o espírito de crescimento no âmbito de petróleo e gás e o que vimos foi animador, a avaliar pela presenca massiva de dirigentes, líderes, executivos do sector privado e de investidores”, acrescentou.

Em termos de projecção de empresas nacionais no contexto internacional, Joia refere que o evento abriu portas para que estas participem em outros eventos similares no estrangeiro.

A fonte falava, por exemplo, da Exposição e Conferência Internacional de Petróleo da África Subsaariana (SAIPEC, sigla em inglês), promovida pela Associação de Tecnologia de Petróleo da Nigéria (PETAN), evento hospedado na cidade de Lagos.

Falando sobre a adesão de Moçambique à Agência Seguradora do Comércio em África, cuja Resolução foi, terça-feira, aprovada pelo Governo, Joia disse que a medida favorece muito ao empresariado nacional, uma vez que as empresas poderão ter garantias de pouco risco nos seus investimentos.

Agência Seguradora do Comércio em África oferece diferentes tipos de seguro, nomeadamente, seguro de Risco Politico Comercial, Risco Politico abrangente, Seguro de Investimento Directo Estrangeiro, Coberstura de Emprestimo do Projecto, Cobertura de Activos Moveis, Cobertura de Seguro de Crédito, incluido Chamada de Injusta de Titulos e Cartas de Credito “Standby”.

 

 

 

 

Conteúdo local e energias renováveis dominam o fim da conferência de energia e indústria

O painel em alusão foi composto por Agnaldo Laice, Gidião MBanze e Samora Machel Jr, gestores gerais e Presidente de Conselho de Administração de TWIGG Exploration&Mining, da Grafex Lda/Triton Minerals Ltd e Montepuez Ruby Mining, respectivamente.

Sobre o conteúdo local, Mbanze referiu-se à necessidade de as empresas nacionais garantirem que prestam serviços respeitando o termos  acordados no processo do “procurement”. O gestor contou que “há empresas que se comprometem a prestar determinados serviços, mas depois não cumprem as suas responsabilidades”.

Agnaldo Laice e Samora Machel Jr caracterizaram o actual ambiente de negócios na província de Cabo Delgado, referindo-se que neste momento, as empresas estão a reeguer-se do “stress” causado por instabilidade que vinha assolando a região.

Os empresários disseram que um dos aspectos importantes agora é cooperação entre as firmas, pois tal vai possibilitar consolidar um ecossistema de negócios favorável tanto para as multinacionais como para as empresas locais.

Actuando em Cabo Delgado, o empresariado da província referiu-se ao envolvimento do governo, cujos esforços reflectem-se na tomada de medidas favoráveis para as empresas que operam naquele ponto do país e não só. Machel Júnior disse, entretanto, que é crucial reduzir os processos burocráticos para acelarar as operações dos projectos.

No evento, o debate tambem girou em torno de energias renováveis, tendo dois paineis que abordaram sobre a temática, terem ressaltado que o país tem condições para destacar-se neste pilar de desenvolvimento energético. Os painelistas, referiram-se, por exemplo, que Moçambique possui quantidades significativas de hidrogénio, que pode ser aproveitado para a resiliência climática.

Os conferencistas ressalvaram que o sucesso das energias renováveis depende muito de investimento no sector e cooperação entre os países.

A introdução de novas tecnologias, a abertura de oportunidades de financiamento de contratos entre as empresas do sector energético também foram temas que estiveram na mesa de discussões.

A Conferência de Energia e Indústria que começou na terça-feira na cidade de Maputo também aconteceu na província de Cabo Delgado nos dias 30 e 31 de Maio, a convite do governo local, dada a pertinência do evento para o empresariado local. Este ano, a Energy&Industry Summit 2023 aconteceu na sua segunda edição consecutiva.

 

 

 

Investidos 61 milhões de meticais para assegurar a competividade do Porto de Maputo

A informação foi  partilhada, há dias, pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Transporte Marítimo (ITRANSMAR), Unaite Mustafa, durante mais uma jornada de trabalho ao longo do canal de acesso ao Porto de Maputo.

Segundo disse Mustafa, a actividade em curso consiste na substituição e na manutenção de um total de quarenta e três boias de sinalização marítima posicionadas ao longo do canal de acesso.

O dirigente fez saber que, neste momento, o Instituto já está a proceder com os trabalhos de substituição das boias de sinalização na baía de Maputo, cujo objectivo é garantir melhores condições de navegação ao longo do canal de acesso do mesmo.

“Neste momento estamos a dar continuidade de um trabalho que começou em Abril e esperamos terminar ainda dentro deste mês de junho. A actividade consiste na manutenção do total das boias que o canal de acesso ao ponto de Maputo tem, tendo algumas sido substituídas por novas”, explicou.

Trabalho similar será feito no porto de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado. Já na sua fase conclusiva, segundo explicou Mustafa. O Projecto é financiado pelo Governo moçambicano, na perspectiva de viabilização do transporte marítimo de pessoas e carga, dinamizando deste modo a economia por via do mar.

O Instituto de transporte Marítimo foi criado através do decreto número 83/2021 e tem como missão a supervisão, regulamentação, fiscalização e inspecção das atividades de transporte marítimo, fluvial e lacustre e de sinalização marítima nas áreas portuárias.