Wednesday, April 8, 2026
spot_img
Home Blog Page 344

MRM paga melhor factura e distingue-se como melhor contribuinte em 2022

“O Governo de Cabo Delgado reconheceu a Montepuez Ruby Mining Limitada (MRM) como o maior contribuinte da província em 2022. Esta distinção segue-se a prémios anteriores, tendo a MRM sido o maior contribuinte de 2014 a 2019, e um dos maiores contribuintes em 2021, após não ter havido nomeação em 2020, em consequência da Covid-19”, lê-se num comunicado da empresa.

O director Corporativo da Montepuez Ruby Mining, Raime Raimundo, destacou a transparência como um dos factores que conduzem à MRM a obter resultados positivos, tanto em receitas, como na sua contribuição para o cenário económico da província de Cabo Delago e do país.

“Consideramos que é nosso dever proporcionar o máximo benefício da mineração de pedras preciosas ao país e aos seus cidadãos. É por isso que trabalhamos de forma transparente para garantir um alto nível de retorno para o país”, afirmou Raime Raimundo.

No comunicado, a mineradora diz que em Julho de 2021, a Gemfields, empresa britânica que possui a maior quota da MRM, lançou o G-Factor para Recursos Naturais, uma medida que promove maior transparência em relação ao nível de riqueza advinda da mineração de recursos naturais compartilhada com os governos dos países anfitriões.

Por isso mesmo, até à data, 23 por cento das receitas da MRM foram devolvidas para Moçambique, em virtude da abordagem da Gemfields e tal garante que o país receba retornos de uma participação justa com a mineração de pedras preciosas coloridas.

O depósito de rubis de Montepuez está localizado na região norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado e é considerado o mais significativo depósito de rubis recentemente descoberto no mundo.

Possui uma área de 34.966 hectares. Para além dos 75 por cento da Gemfields, A MRM é detida em 25 por cento pelo sócio minoritário Mwriti Limitada, por parte de Moçambique.

Melhoria do modelo de salário mínimo no país entre as prioridades da OIT

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, encontra-se na Suiça, onde participa da centésima décima primeira Conferencia Internacional dos Ministros de Emprego, Trabalho e Parceiros Siciais do domundo.

A governante foi recebida, em audiência, pelo Director Geral Adjunto da OIT, André Bogui, com o qual abordou aspectos relacionados à situação laboral no país.

Na ocasião, o dirigente da Organização Internacional do Trabalho falou da implementação do Diálogo Social Tripartido, cujo objectivo consiste em promover a justiça social, desenvolvimento sustentável, empregos de boa qualidade e democratização das políticas económicas e sociais.

O dirigente mencionou, igualmente, os avanços  e consolidação do Projecto “MozTrabalha” e destacou os serviços de Segurança Social,  sua modernização,  robusdez  e implantação  de infraestruturas nos distritos, para que estejam mais perto dos utentes.

Talapa apontou, por seu turno, os resultados positivos do apoio da OIT, que tem prestado ao país em diversos domínios do sector do Trabalho e Segurança Social.

A Conferência Internacional do Trabalho, que decorre na sede da OIT, conta com a participação dos Ministros que superintendem a área do Trabalho e Emprego bem como parceiros sociais.  Ainda esta terça-feira, foi aprovado, por consenso, o plano e orçamento da OIT.

 

 

 

 

 

 

 

 

Países africanos vão explorar oportunidades no fórum entre Europa e África

“A temática que nós vamos desenvolver este ano é: Europa-África, oportunidades de crescimento” para esta aliança, falando “de investimento, infra-estruturas, transição energética e transformação digital”, afirmou em entrevista à Lusa António Calçada de Sá, presidente da direcção do Conselho da Diáspora Portuguesa.

Naquela que será a  6.ª edição, um dos temas a ser abordado é a inovação, “mas já com projectos muito concretos para África”, salientou na entrevista o presidente da organização.

A cerca de um mês da realização do fórum, a organização tem confirmadas as presenças de ministros e decisores públicos de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. A África do Sul, Zimbabwe e Ruanda também já confirmaram a sua participação no evento.

Conselho da Diáspora Portuguesa, uma organização não-governamental para o desenvolvimento é a organizadora do evento, que decorrerá em 18 e 19 de Julho, em que é esperada a participação de pelo menos 500 pessoas.

 

Moçambique enfrenta desafios para gerir dívida pública, segundo diz a Moody’s

A agência entende que em causa está o atraso no pagamento de cupões de dívida interna entre Fevereiro e Março, período de pressão acrescida para os cofres do Estado com o aumento da massa salarial, entre outros factores.

“Embora haja muita vontade de Moçambique em cumprir as suas próximas obrigações de dívida, os recentes pagamentos atrasados, o fraco apetite pelo mercado interno de títulos do Estado e o rápido aumento da dívida interna sublinham os persistentes problemas de liquidez”, lê-se numa nota de análise aos investidores, consultada esta segunda-feira, 12 de Junho, pela agência Lusa.

A Moody’s realça que um novo momento de pressão se aproxima, entre Setembro e Novembro, com o Governo a ter de lidar com o pagamento de cupões e amortizações de dívida interna. “Em Maio, chegou a ser veiculada a ideia de se reanalisar o perfil desses desembolsos”, refere a agência financeira, que explica que “mais tarde, o Governo rectificou a declaração, dizendo que tinha sido um lapso e que não pretende redefinir o perfil daqueles instrumentos”.

A Moody’s vê neste recente erro de comunicação com os detentores de obrigações nacionais um sinal de fraca capacidade de administração da dívida, o que, em resultado, a análise coloca Moçambique no nível ‘CAA’, ou seja, “no escalão de instrumentos financeiros de alto risco”.

O acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) está a estimular reformas e já têm havido medidas para travar o crescimento da massa salarial, salienta a Moody’s, que fecha a nota de análise em tom positivo graças às expectativas de exploração do gás natural.

“Não obstante estes desafios, as perspectivas positivas reflectem o potencial ascendente de médio prazo associado às perspectivas de crescimento no sector de gás natural liquefeito, reformas fiscais e de administração em andamento e acesso a financiamento acessível no âmbito do programa do FMI”, conclui a agência de notação financeira Moody’s.

 

 

País vai injectar 100 MW a África do Sul para ajudar a utrapassar a crise energética

No dia 29 de Maio, o governo sul-africano formulou um pedido ao executivo moçambicano no sentido deste ajudar o país vizinho a ultrapassar o problema energético que assola a África do Sul.

O ministro de Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Carlos Zacarias, explicou de onde sairá a energia que vai ser exportada para a África do Sul e os passos que vão definir o acordo comercial.

“O governo moçambicano tem disponíveis, de imediato , 100 MW de energia produzidos através da Central Flutuante de Nacala, devendo ser fechados muito brevemente o acordo comercial que definirá o preço, mecanismos de transporte e início da canalização da energia”, disse Carlos Zacarias.

O governante moçambicano garantiu, ainda, ao executivo sul-africano que Moçambique terá disponíveis, dentro de 6 meses, 600 MW adicionais de energia  gerados à partir da Central Flutuante de Maputo e da Central Térmica de  Ressano Garcia.

Kgosientsho Ramokgoba, ministro na Presidência para Energia, por sua vez, expressou satisfação pela rapidez na resposta do governo de Moçambique para este assunto.

“Esperávamos por 80MW e recebemos hoje a promessa de 100 MW devendo os técnicos trabalhar para viabilizar as operações”, disse sublinhando que a energia irá reduzir  os custos elevados do  actual déficit à economia do país.

O principal motivo da crise de energia que afecta a África do Sul é a incapacidade da Eskom, companhia estatal responsável pelo fornecimento de cerca de 95% da eletricidade do país, de suprir a demanda da população.

A situação forçou a que, em 9 de fevereiro, o Presidente sul africano, Cyril Ramaphosa, declarasse estado de calamidade nacional.

A medida teve como objectivo restaurar a segurança energética, pois representa para o país vizinho uma ameaça à economia, que vem registando baixas nos últimos anos.

Os cortes de energia da Eskom afectam directamente à economia do país. Actividades comerciais, hospitais e o abatecimento de água são constantemente prejudicados pelos apagões.

A crise também afecta a confiança de empresários para investir no país, facto que impacta negativamente os esforços do governo para conseguir reduzir a taxa de desemprego no país.

 

Bancarização no país refém de concentração da actividade económica nas cidades

Contribui igualmente para o atraso do processo, o facto de a expansão geográfica dos bancos comerciais para certos distritos ser pouco atractiva devido à pouca rentabilidade, comprometendo os esforços do executivo para uma maior inclusão financeira.

“A penetração limitada de agências e agentes bancários fora das áreas urbanas devido, entre outros factores, a questões de viabilidade comercial e falta de infra-estruturas essenciais (estradas, electricidade, serviços de telecomunicações) contribuem para o atraso da bancarização”, disse a vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira, falando durante uma reflexão sobre as perspectivas de investimento e financiamento à economia.

Louveira partilhou dados sobre alguns indicadores de inclusão financeira que colocam a província de Inhambane, como a que apresenta uma cobertura de pelo menos uma agência bancária em cada distrito, e as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, Manica e Gaza como as que apresentam baixos níveis de cobertura de agências bancárias.

Segundo a AIM, no que se refere à moeda electrónica, a fonte referiu que em 2022 o país passou a contar com cerca de 68,5 por cento da sua população adulta com uma conta de moeda electrónica aberta, contra 67,2 por cento em 2021.

Empresas podem participar de concursos públicos por 12 meses com a mesma certidão

O instrumento refere que a Certidão vai facilitar o fornecimento de bens e prestação de serviços para o Estado no contexto de contratação de empreitadas de obras públicas.

Enquanto durar o prazo, o documento pode ser ultizado em mais de um concurso público promovido por órgãos e instituições do Estado, desde que as respectivas cópias estejam autenticadas nos termos da legislação.

Esta medida pode ser vista como que um alívio à pressão a que as empresas tinham de se submeter para concorrer a vários processos de “procurement” das obras públicas.

Além disso, o alargamento do prazo daquele documento relaxa os processos burocráticos, de que o empresariado local tem manifestado preocupação.

No fundo, estas mudanças reflectem, sobremaneira, aos objectivos do Pacote de Aceleração Económica, que visam, primordialmente, dar lugar a reformas fiscais para estimular a economia e outras medidas que visam melhorar o ambiente de negócios, transparência e governação.

Anunciado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Agosto de 2022, o PAE, para além desta medida, introduziu uma plataforma electrónica de vistos que foi lançada em Dezembro passado. A mesma teria recebido um número de 10 mil pedidos nos primeiros 90 dias.

Igualmente, foi promulgada a legislação que isenta visto a 29 países, para fins de turismo e negócios. Várias outras leis de reforma fiscal foram aprovadas, todas com o objectivo de tornar Moçambique cada vez mais atractivo para os investidores nacionais e estrangeiros.

O Pacote de Aceleração Económica contém 20 medidas, entre as quais está a décima quinta que diz respeito à simplificação de processos administrativos na relação entre o Estado, empresas e pessoas.

 

 

 

 

Consultora BMI vê Moçambique a crescer 6,5 por cento este ano com o gás

“Prevemos que o PIB (Produto Interno Bruto) de Moçambique vá acelerar dos 4,1 por cento de 2022 para 6,5 por cento em 2023, já que acreditamos que o fluxo de investimento directo estrangeiro vá aumentar, com o setor do gás natural liquefeito a liderar, e em 2024 vemos o crescimento a desacelerar para 4,2% devido a uma estagnação da produção industrial”, escrevem os analistas.

De acordo com a BMI, o Banco Central deverá manter a taxa de juro nos 17,25 por cento no segundo semestre deste ano, devido ao abrandamento da inflação.

No entanto, “em 2024 é esperado um corte de 100 pontos-base, para 16,25%, com a aceleração do abrandamento da inflação e do crescimento económico”, acrescentam os analistas.

A consultora antevê também que o Banco de Moçambique continue a sustentar a moeda moçambicana nos 64 meticais por dólar neste e no próximo ano.

 

 

Bancos comerciais lucram 366 milhões de dólares em 2022

Trata-se do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Millennium BIM, Moza Banco, ABSA, Standard Bank e NedBank, cujas contas estão com índices positivos.

Especificamente, o BCI que, actualmente, gere a maior quota do mercado, revelou  um lucro líquido de 8.122 milhões de Meticais, que equivalem a 127,3 milhões de dólares e que representam uma subida de 55,7 por cento em relação ao ano anterior, 2021.

O Millennium BIM registou um lucro líquido de 6.646 milhões, correspondentes a 104,1 milhões de dólares, que perfazem uma ligeira melhoria de 2,9 por cento em relação ao ano anterior.

Em terceiro lugar está o Standard Bank Moçambique, cujo resultado líquido subiu em 38,4 por cento face ao ano anterior para 6.846 milhões de Meticais, que equivalem a 107 milhões de dólares em 2022, depois de uma quebra de 9,0 por cento registada em 2021.

O quarto maior banco comercial que opera no mercado moçambicano  é o Absa Banc Moçambique que teve um resultado líquido com uma melhoria classificada como “forte”, uma vez que atingiu 61,4 por cento em relação a 2021.

O Absa atingiu 1.023 milhões de Meticais que correspondem a 16,0 milhões de dólares em 2022, depois de o banco ter mais do que duplicado o seu resultado no ano anterior.

Exportações de carvão e alumínio caem, devido aos preços baixos a nível internacional

Segundo diz o Banco de Moçambique (BM), os preços das principais commodities mantêm-se em queda, a reflectir as perspectivas de refreamento do crescimento da economia mundial.

Como consequência, as exportações internas verificaram uma redução devido à queda de preços do carvão térmico e do alumínio, facto que é justificado pelo aumento da oferta destas mercadorias no mercado internacional, impulsionado pelo consumo da China.

As exportações de barras de alumínio, carvão mineral e energia eléctrica caíram, 141, 80 e 9 milhões de USD em relação ao primeiro trimestre de 2022 em que as exportações daqueles produtos atingiram 396, 541 e 141 milhões de USD, respectivamente.

Apesar da queda do preço no mercado internacional, o Banco Central revela, em Relatório sobre a Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação, publicado há dias, que o total de exportações registou ligeiro crescimento.

“No período em referência, o valor das exportações de bens incrementou em relação ao período homólogo de 2022, em apenas USD 4,4 milhões”, lê-se no Relatório. Contribuíram para esse ligeiro crescimento o gás natural e areias, cujas exportações cresceram 252 e 3 milhões de USD em relação ao primeiro trimestre de 2022 em que as exportações se situaram em 89 e 118 milhões de USD.

De acordo com o documento, a redução substancial do valor das importações é justificada pelo valor expressivo da plataforma flutuante do projecto Coral Sul (cerca de 4,2 mil milhões de USD), registado no primeiro trimestre de 2022.

Em termos de produtos, para além da queda das importações de maquinaria, dados do Relatório revelam que também caíram as importações de material de construção e de alumínio bruto em 18 e 14 milhões de USD respectivamente.

No primeiro trimestre de 2022, as importações desses produtos situaram-se em 152 e 127 milhões de USD, respectivamente.

Entretanto, contrariam a tendência de queda as importações de combustíveis e automóveis que cresceram 135 e 13 milhões de USD respectivamente (apesar da baixa do Brent no mercado internacional). No primeiro trimestre de 2022, as importações desses produtos custaram 246 e 89 milhões de USD, respectivamente.

O Banco de Moçambique prevê contínuo abrandamento do preço do brent e do trigo, a reflectir a procura global contida e as perspectivas de aumento da produção nos Estados Unidos da América e Rússia, respectivamente.