Wednesday, April 8, 2026
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IGEPE procura consultores para auditarem contas de 2020 a 2023 em empresas participadas pelo Estado

Para o efeito, o IGEPE lançou um concurso para contratar uma empresa especializada em auditoria, com vista à análise dos relatórios e demonstrações financeiras consolidadas do Sector Empresarial do Estado.

Conforme se pode perceber dos termos da licitação para auditoria ao SEE, o IGEPE pretende que sejam identificadas “eventuais fraquezas no processo de consolidação das contas do Sector Empresarial do Estado” e produzidas “recomendações visando à sua melhoria”.

O IGEPE explica que a participação no concurso estará restrita a uma lista curta que será aprovada pela entidade contratante, em que serão seleccionados um mínimo de três e um máximo de seis consultores para o mesmo objecto a ser contratado.

As empresas participadas maioritariamente são o Banco Nacional de Investimento, Silos e Terminal Graneleiro da Matola, Transmarítima, Sementes de Moçambique, Sociedade Moçambicana de Medicamentos, Monte Binga, Sociedade do Notícias, Sociedade de Gestão Imobiliária, Linhas Aéreas de Moçambique.

Neste grupo de empresas também estão o Complexo Agro-Indústrial de Chókwe, HCB, TMCEL, Empresa Moçambicana de Exploração Mineira, Petromoc, EMOPESCA, EMOSE, Empresa Moçambicana de Importação e Exportação de Medicamentos e Companhia do Pipeline Moçambique Zimbabwe e, mais recentemente, a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

As empresas participadas de forma minoritária são a Açucareira de Moçambique, Açucareiro de Xinavane, Autogás, Carteira Móvel, Cervejas de Moçambique, Coca-Cola Moçambique, Companhia de Sena, Companhia Moçambicana de Gasoduto, GAPI, Hotel Cardoso, Indústria Florestal de Manica, MEXTUR, Millennium Bim, Moçambique Previmente, Mogás, Mozal, Emeritus Resseguros, Norsad Finance, Sociedade Malondae e a Teledata.

 

MEF ao rubro para remoção do país da Lista Cinzenta sobre lavagem de dinheiro

Moçambique está na Lista Cinzenta do GAFI, desde Outubro de 2022, depois de o organismo ter constatado incumprimentos nas acções de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo no país.

Para tirar o país da referida Lista, o MEF está a corrigir deficiências constatadas pelo GAFI no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, acomodando as recomendações do organismo, especificamente na área da legislação e na identificação do beneficiário efectivo.

Os trabalhos do Ministério de Economia e Finanças incluem, igualmente, a correcção da fraca avaliação nacional e sectorial de risco, bem como fraco recrutamento dos recursos humanos e capacitação financeira e técnica institucional.

Relativamente à capacitação institucional, o GAFI exige a criação de um Comité de Coordenação Permanente sobre Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo composto pelas autoridades de aplicação da Lei, nomeadamente, o Tribunal Supremo (TS), Procuradoria-geral da República (PGR) e Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), de modo a garantir a cooperação efectiva e atempada.

A instituição intergovernamental exige, ainda, a aquisição e apetrechamento de material técnico e operativo para o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM), PGR e SERNIC; a intensificação da estratégia de comunicação pelos sectores, bem como a indicação de pessoas para trabalhar exclusivamente nas matérias relativas à remoção de Moçambique da Lista Cinzenta e/ou no âmbito do funcionamento sectorial.

A lista das exigências do GAFI não para por aqui. O organismo recomenda também alterações legislativas, como a revisão pontual da Lei do Confisco Civil; das Leis de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo.

Ainda no capítulo legislativo, a instituição recomenda ao Governo a submeter a Proposta de Lei do Processo Electrónico para efeitos de aprovação, bem como elaboração de Proposta de Regulamentação das Leis de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo.

Dessas recomendações, fonte do MEF disse haver progressos assinaláveis que constam do primeiro relatório enviado em Março passado pelo Governo (e cujos resultados foram confirmados a 31 de Maio passado) ao Grupo de Revisão da Cooperação Internacional (ICRG), entidade ligada ao GAFI, que reúne especialistas que acompanham o progresso dos países em assuntos relacionados com o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

A nossa fonte assinalou que, das várias exigências, o Governo já iniciou de um modo geral a avaliação sectorial de risco para actividades e profissões não financeiras, a avaliação nacional do risco de financiamento ao terrorismo e, particularmente, em Organizações Não-Governamentais em Moçambique.

Além disso, a fonte garantiu terem já arrancado acções para a revisão pontual e regulamentação das Leis de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo e de Beneficiário efectivo. Frisou ainda haver interoperabilidade em acções de Comité de Coordenação Permanente sobre Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo entre SERNIC, PGR e TS.

 

 

 

 

País terá a economia mais acelerada dos PALOP em 2024

Fazendo uma previsão geral,  em 2024, as economias deste grupo de países vão acelerar o crescimento comparativamente a este ano, com excepção da Guiné Equatorial, que se afunda numa recessão, e a Guiné-Bissau, que mantém a expansão deste ano.

Cabo Verde, ainda a recuperar da significativa originada pela quebra nas receitas do turismo devido à pandemia da Covid-19, deverá registar um crescimento de 4,8 por cento este ano e 5,4 por cento em 2024, confirmando a robustez da recuperação económica.

A Guiné-Bissau deverá manter o crescimento de 4,5 por cento neste e no próximo ano, ao passo que Angola não deverá conseguir manter o crescimento de 2021, registado no ano seguinte a cinco anos de recessão económica.

São Tomé e Príncipe também deverá acelerar de 2,1 por cento este ano para 3,4 por cento no próximo ano, ficando apenas um pouco acima do crescimento registado no primeiro ano da pandemia, em 2020, quando a economia cresceu 3,1 por cento.

No extremo oposto está a Guiné Equatorial, que continua incapaz de fazer a economia crescer. O mais recente país da organização está mergulhado em recessão desde meados da década passada, tendo apenas interrompido este ciclo negativo com um crescimento de 2,9 por cento no ano passado.

 

 

 

 

 

 

SPROWT e BRICS Women’s Business Alliance SA promovem conferência de mulheres este mês

Nesse sentido, a Fundação SPROWT e a BRICS Women’s Business Alliance South Africa (BWBA SA) vão, no dia 21 de Junho, realizar a primeira conferência das mulheres denominada Women’s Frontline Development Conference (W5FDC), com o objectivo de elevá-las em lugares de liderança, compartilhar conhecimentos e promover o papel destas no ambiente profissional.

A iniciativa é promovida pela PIONEER Leadership Network for Women in Africa e poderá reunir líderes e executivos nacionais e internacionais de diversos sectores, que vão partilhar e discutir as contribuições e benefícios das mulheres como partes integrantes da economia e o desenvolvimento sustentável.

A conferência vai acontecer em formato híbrido (presencial e online) e bilingue (português e inglês). Os debates do evento estarão dividos em três painéis principais e cada um vai abordar temáticas relevantes relacionadas à liderança das mulheres e seu impacto na sociedade.

Tematicamente, o primeiro painel abordará a importância e a relevância da liderança feminina, trazendo factos de âmbito económico que comprovam o seu valor e influência. O segundo painel, por sua vez, discutirá o papel das mulheres na liderança para o desenvolvimento de estratégias em todos os níveis.

Por último, a discussão do terceiro painel estará em torno da avaliação do impacto da igualdade de género para uma sociedade sustentável. Este vai demonstrar como a busca pela equidade traz benefícios para o desenvolvimento ne geral.

A colaboração entre a Fundação SPROWT e a BRICS WBA SA é vista como estratégica e exemplifica o poder da necessidade de diferentes organizações aliarem-se em prol da equidade e igualdade de género e do avanço das mulheres.

Particularmete, a SPROWT tem-se dedicado ao desenvolvimento de liderança e capacitação de mulheres e orienta-se na ideia do fortalecimento e empoderamento feminino. A organização promove a equidade e a igualdade de género, facilita uma educação valiosa, contribuindo dessa forma, para o desenvolvimento de Moçambique.

Já a BRICS WBA SA actua como uma plataforma para a cooperação e o desenvolvimento de negócios entre os países, buscando impulsionar a inovação, o empreendedorismo e o empoderamento das mulheres dentro deste contexto.

As acções da W5FDC estão alinhadas aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, mais especificamente os ODS número 5 e 17, que defendem a igualidade de género e Parcerias, respectivamente.

A  conferência que vai acontecer no hotel Meliá Maputo Sky, na cidade de Maputo, espera-se que siva de uma plataforma para conectar mulheres líderes e executivas, de troca de experiências, aprendizado e construção de parcerias. O evento tem também o potencial de promoveiros parceiros que tenham programas e projectos que impactam directamente às raparigas e mulheres.

Moçambique pode beneficiar de financiamento do BAE para transição energética

Foto: Diário Económico

Segundo o secretário-geral do organismo, Omar Farouk Ibrahim, o principal objectivo consiste em resolver a lacuna financeira criada pela saída dos investidores estrangeiros, que, recentemente, começaram a afastar-se dos combustíveis fósseis.

Além disso, Ibrahim referiu que o Banco Africano de Energia tem o potencial de fomentar a cooperação e colaboração entre os países africanos nas áreas de petróleo e gás, numa altura em que a transição energética desafia os produtores a dominar a tecnologia, criar mercados e encontrar novas fontes de financiamento.

Moçambique, como membro da APPO está na lista dos 18 países africanos comprojectos de gás elegíveis para financiamento pelo BAE.

O facto já tinha sido destacado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, quando durante a abertura da 9ª Conferência e Exposição de Minas e Energia, realizada em Maputo, anunciou que o país está em processo de adesão à organização para garantir uma gestão aberta, transparente e responsável dos recursos minerais.

Igualmente, Moçambique terá a oportunidade de se juntar a um grupo de países com os mesmos interesses, alguns dos quais têm feito grandes progressos na indústria de petróleo e gás.

Omar Ibrahim precisou que Moçambique pode desempenhar um papel importante da busca de soluções para os desafios que a transição energética coloca aos governos e populações do continente africano. O dirigente referia-se, especialmente, àqueles cujas economias dependem fortemente das receitas dopetróleo e gás.

Novos horários laborais estão a ser avaliados pelo governo mas empresários acham prematuro

Submetida, esta segunda-feira, 5 de Junho, pelo pelouro da Indústria e Comércio do Ministério de Transportes e Comunicações (MTC), a proposta vai permitir ao Executivo estabelecer melhor os horários de início e fim das jornadas laborais no sentido de produzir resultados que incidam no sistema de transporte público de passageiros.

No entanto, a Organização dos Trabalhadores de Moçambique Central-Sindical (OTM-CS), a Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO) e a Confederação das Associações Económicas (CTA) consideram ser ainda prematuro avançar com este modelo de horários, devido à sua complexidade em termos legais e práticos.

Estas organizações sugerem um maior envolvimento de cada sector de actividade para o acautelamento de diversos interesses.

Paulino Cossa, da CTA, fez saber que a proposta visa abranger, sobretudo, o sector formal e lembra que 90 por cento da força de trabalho na capital do país é informal, o que, no seu entender, pode não ser influenciado com a entrada em vigor da medida.

Na segunda-feira, foram, no total, oito pontos da agenda dos trabalhos, que incluiram a apresentação da proposta de decreto sobre a Comunicação de Vagas e Estágios Pré-profissionais e respectivo parecer técnico e informação relativa ao estado de ratificação da Convenção n.º 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a Violência e Assédio Sexual no Trabalho.

Texto: Profile

Créditos: Diário Económico e Folha de Maputo

Reservas obrigatórias: Aperto do BM aos bancos comerciais vai limitar concessão de crédito

Segundo a AMB, esta é uma transferência única de depósitos, sendo 47 mil milhões de meticais relativos aos depósitos em meticais e 254 milhões relacionados aos depósitos em dólares.

Num comunicado, a organização bancária refere que, mensalmente, o nível de depósitos em reserva poderá ser ajustado de acordo com a evolução da Carteira de Depósitos na banca comercial.

Em termos acumulados, os ajustamentos nos coeficientes de reservas obrigatórias de Janeiro e Maio do ano em curso, retiram dos bancos o equivalente 2.62 mil milhões de dó lares ou seja 12.7 por cento do PIB, limitando, assim, a capacidade de concessão de crédito.

A AMB entende, no entanto, que o aperto adicional da política monetária visa garantir que a inflação a médio prazo se mantenha a um dígito.

Texto: Profile

Créditos: Carta de Moçambique e Zambeze

Ligação ferroviária à África do Sul: Via Matola-Gare a Ressano duplicada até Setembro

Segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA), da empresa dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior, neste momento, as obras encontram-se no estágio de progresso. As mesmas estão orçadas em cerca de 82 milhões de dólares, dos fundos da empresa ferroviária.

Langa, que se encontrava de visita ao empreedimento, disse que a visita foi importante para avaliar a qualidade das obras e pelo que viu, tem a certeza de que as obras estarão concluídas até o prazo previsto.

O PCA dos Caminhos de Ferro de Moçambique precisou que a duplicação da linha visa aumentar a capacidade da ferrovia e garantir maior segurança na circulação de comboios. Além da duplicação da linha, as actividades incluem a construção de raiz de quatro pontes.

Com a conclusão das obras, a linha de Ressano Garcia terá capacidade para transportar cerca de 24 milhões de toneladas de carga por ano, contra as actuais 13 milhões de toneladas.

Créditos: Club of Mozambique e Torre News

Castanha de cajú de Moçambique na mira do mercado chinês

As autoridades chineses apontam que o projecto que envolve a castanha decajú de Moçambique vai concretizar-se numa das três primeiras parcelas de terreno na zona de Meilan, em Haikou, vendidas no âmbito da primeira fase do industrial dedicado à transformação de produtos agrícolas.

As autoridades da capital de Hainan adiantaram que os projectos acarretaram um investimento total de 111,6 milhões de euros. Concretizados, os mesmos poderão alcançar receitas anuais de 1,1 bilhão de 144,3 milhões de euros.

A China eliminou em setembro os direitos aduaneiros de 8.786 tipos de produtos importados de 16 países em desenvolvimento, entre os quais Moçambique, que representam 9 por cento dos produtos importados daqueles países.

Texto: Profile

Créditos: Club of Mozambique e Diário Económico

 

 

País busca captação de investimentos na cimeira de Abidjan

O país pretende também aproveitar da oportunidade, para a maximização das oportunidades, atrair investidores e as facilidades dos mercados dos países de África, mobilizar recursos e parcerias para viabilizar a agenda de recuperação e crescimento conómico no território nacional.

Igualmente, segundo uma nota do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Moçambique vai aproveitar o evento para partilhar as suas potencialidades existentes a nível das suas cadeias de valor dos sectores estratégicos da indústria, tais como agro-negócios, pesca, energia, infraestruturas, logística, turismo, comunicações e conteúdo local.

Na cimeira, as dicussões estão em torno de temáticas de desafios actuais e áreas de cariz de desenvolvimento sócio-económico, tais como, cadeias de valor agrárias, transição energética, energias renováveis, hidrocarbonetos e comércio digital.

A descarbonização industrial, empreendedorismo e inovação, desenvolvimento económico urbano, economia circular, soluções de financiamento produtivo, conteúdo local e oportunidades da Zona do Comércio Livre Continental Africano, comtemplam o rol dos debates.

A cimeira conta com a presença de  chefes de Estado e de governos africanos e mais de 1700 firmas do sector privado de diferentes áreas e diversas agências de cooperação e desenvolvimento.

A delegação moçambicana, chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, é composta por quadros do MIC, do Instituto Nacional de Petróleos  (INP) e da Electricidade de Moçambique (EDM).

Texto: Profile

Créditos: Forbes África Lusófona