Wednesday, April 8, 2026
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LAM inicia voos de Maputo para Lusaka em finais de Junho

Os voos serão realizados às Quartas, Sextas-feiras e Domingos, com partidas de Maputo às 12:30 horas e chegada a Lusaka às 15:50 horas. De Lusaka, os voos partirão às 16:30 horas, com chegadas a Maputo previstas para às 19:50 horas. A nova rota será operada com recurso às aeronaves do modelo Embraer, detalha o comunicado.

O documento refere que a adição de voos aumentará as opções de viagem para os passageiros, eliminando a necessidade de escalas prolongadas ou rotas indirectas entre os países. Além disso, promoverá o turismo, o comércio e a cooperação entre os países, impulsionando o desenvolvimento económico, fortalecendo os laços entre as capitais da região.

O comunicado sustenta, ainda, que o início de voos para Lusaka insere-se na estratégia de inclusão das capitais dos países da África Austral nos destinos da LAM.  A propósito, nesta região, a companhia faz, actualmente, ligações aéreas ente Maputo e Joanesburgo, bem como Maputo e Harare, bem como Pemba e Dar-Es-Salaam.

“Estamos entusiasmados em facilitar as viagens e contribuir para o crescimento da conectividade da África Austral acreditamos que a nova rota trará benefícios mútuos para Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe ao mesmo tempo que irá proporcionar mais uma opção aos passageiros na nossa região”, pode-se ler no comunicado da LAM.

Esta nova medida sucede a que foi avançada semana passada, segundo a qual, a LAM deixou de estar com insolventes, ao cobrar, desde Abril, 47,3 milhões de dólares que estavam em dívidas por parte do Estado e de privados.

As Linhas Aéreas de Moçambique encontram-se, desde Abril passado, sob gestão temporária da empresa sul-africana Fly Modern Ark, com o objectivo de contribuir para a reestruturação da transportadora de bandeira nacional.

 

INP apela o regresso de investidores à província de Cabo Delgado

Com efeito, o Instituto Nacional de Petróleos de Moçambique (INP) , apelou, recentemente, aos investidores a regressarem à província e continuarem com o desenvolvimento dos projectos que teriam sido interrompidos, devido à instabilidade na região.

A entidade pronunciou-se destacando investimentos relativos ao desenvolvimento dos projectos de Gás, tais como, Mozambique LNG na Área 1 e Rovuma LNG na Área 4 da Bacia do Rovuma, suspensos na sequência da declaração de força maior pela Total, em Maio de 2021.

À TotalEnergies, o Instituto Nacional de Petróleos apelou para que retome às suas actividades o mais breve possível, sublinhando que a situação de segurança em Cabo Delgado já apresenta níveis de segurança consideráveis e consistentes, pelo que o pior passou.

O Pelouro de Desenvolvimento Institucional e Empresarial do INP apontou, ainda, “o importante papel a ser desempenhado pelas concessionárias das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, na industrialização e desenvolvimento da região”.

A entidade reguladora das operações petrolíferas reassumiu também o compromisso em maximizar a janela de oportunidades que os recursos representam para o país e fez saber que “decorre neste momento o processo de clarificação dos termos do modelo de contrato com as companhias vencedoras do Sexto Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos, com vista a assinatura dos respectivos contratos de concessão, que poderá ocorrer nos próximos meses”.

Estas informações foram partilhadas durante a  Conferência de Energia e Indústria (MEIS), que decorreu, semana passada, na província de Cabo Delgado. A mesma vai acontecer na cidade de Maputo entre os dias 6 e 8 de Junho corrente.

O seu principal objectivo é reflectir sobre como transformar Moçambique de um produtor de recursos naturais para um pólo energético e industrial. O evento é organizado pela Associação Moçambicana de Conteúdo Local (ACLM).

Texto: Profile

Créditos: INP e o Económico

A partir hoje BM deixa de comparticipar pagamento de facturas de importação de combustíveis

“Nos últimos anos, as facturas são bastante fragmentadas, às vezes da ordem de um milhão de dólares ou menos, o que permite que bancos de menor dimensão possam entrar neste mercado de financiamento para combustíveis”, explicou Silvina de Abreu, administradora do Banco de Moçambique (BM).

A administradora do Banco Central referiu que a importação de combustíveis representa apenas uma parte das operações financeiras dos bancos, concluindo que é possível “conviver” com o fim da comparticipação do Banco Central, que hoje termina.

De Abreu disse que a comparticipação do BM no pagamento das facturas dos combustíveis remonta o ano de 2005 e chegou a ser de 100 por cento,  depois de 2010, porque havia “grandes montantes, que variavam entre a 10 a 20 milhões de dólares numa só factura”, o que as tornava incomportáveis para um banco.

A decisão da principal entidade financeira do país teve reacção da Confederacao das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que na pessoa de Oldemiro Belchior, vice-presidente do pelouro de Política e Serviços Financeiros da organização, disse haver receios que a decisão venha gerar pressão cambial, tendo em conta que o sistema bancário não está diversificado.

Texto: Profile

Fonte: Diário Económico e Notícias ao Minuto

Prime Rate atingiu 23,5% em Junho

A taxa prime moçambicana para as operações de crédito em Moçambique será de 23,5 por cento, a partir de Junho, o valor máximo dos últimos cinco anos, de acordo com a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Segundo o Banco de Moçambique (BM), a última vez que a taxa atingiu este valor foi em Maio de 2018. Desde então, a taxa prime caiu para um mínimo de 15,5% em fevereiro de 2021, altura em que a tendência se inverteu e a taxa começou a subir até 23,5% desde Abril.

O aumento da taxa prime tem sido associado ao aumento da taxa de juro de política monetária  por parte do banco Central, de forma a controlar a inflação.

Esta semana, o BM manteve a taxa MIMO em 17,25% e aumentou as reservas compulsórias para os bancos comerciais.

Aprovados mais de 60 projectos em Cabo Delgado

O governo moçambicano aprovou, nos últimos cinco anos, 63 projectos de investimento orçados em 402 milhões de dólares, na província nortenha de Cabo Delgado.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que falava na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, durante uma cimeira sobre Energia e Indústria, os investimentos geraram pelo menos 4.943 empregos, principalmente nos setores de serviços, energia e indústria.

Durante a sua intervenção, Silvino Moreno citou como exemplo o investimento feito pela Real Moz, empresa pertencente ao Grupo Renco Energy e subsidiária da italiana Renco S.p.A., que desembolsou na península de Afungi, distrito de Palma, cerca de 45 milhões de dólares.

Outros grandes investimentos incluem a central solar de Metoro, a maior central solar do país, que custou cerca de 52 milhões de dólares, e a Montepuez Graphite Processing, orçada em cerca de 35 milhões de dólares.

Moreno conta que, no mesmo período, o Executivo aprovou e implantou mais de 200 novos empreendimentos, com impacto na área de manufatura.

O contexto actual da indústria transformadora nacional, segundo o ministro, oferece desafios e oportunidades, numa altura em que o país continua a procurar formas de diversificar a sua economia, através da substituição de importações e promoção das exportações.

A Política e Estratégia Industrial (PEI) e o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI, 2021-2035) prevêem a industrialização nos distritos, apoiando projetos que criem empregos, infraestruturas e inovação, o que, segundo Moreno, “exige eficiência, trabalhando em parceria , supervisionando o foco relacionado à energia, logística industrial e comercial e desenvolvimento da cadeia de valor por meio de conteúdo local.”

Aprovado em 2021, o PRONAI está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e à Estratégia de Industrialização da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para 2015-2063.

A cimeira é uma iniciativa que decorre em duas fases, sendo a primeira edição em Pemba, enquanto a segunda decorrerá em Maputo, estando marcada para a próxima terça-feira.

AIM

Vivo Energy Mozambique requalifica pavilhão da Josina Machel

A acção faz parte de um projecto de reabilitação dos campos desportivos da escola, em que a Vivo Energy Moçambique se comprometeu no âmbito de um memorando de entendimento, para o feito.

O director da Escola Secundária Josina Machel, Orlando Dimas, expressou sua satisfação com o apoio recebido ressalvou o impacto directo que a infraestrutura melhorada terá nas condições de ensino e aprendizagem dos alunos.

“É um ganho significativo para nós. Antes, jogávamos com dificuldades, mas agora temos um espaço próprio para receber instituições externas e competir. Nessa parceria, acreditamos que também nossos colegas da Vivo Energy poderão praticar desporto nas horas em que os alunos não estiverem utilizando o pavilhão”.

O director-geral da Vivo Energy, Moussa Konate, destacou, por sua vez, que a parceria estabelecida não se limitará apenas a essa conquista, visto que a empresa vai continuar a promover projectos adicionais que contribuam positivamente para o crescimento da comunidade local.

“A Educação é um dos pilares para o desenvolvimento de qualquer sociedade, e a actividade física contribui para a saúde física e mental do homem. Começamos esta parceria pela área de desporto, mas não iremos parar por aqui. Estamos certos de que a parceria irá gerar mais projectos que irão contribuir positivamente para o crescimento desta importante comunidade”, disse.

Já a Diretora de Marketing e Comunicação da Vivo Energy Moçambique, Sónia Abreu Cossa, disse que a iniciativa é parte da estratégia de responsabilidade social e corporativa da empresa, que busca auxiliar a sociedade moçambicana a alcançar níveis de excelência.

“A Escola Secundária Josina Machel, em tempos, já foi referência no mercado, onde atletas profissionais vinham preparar-se para as provas nacionais e internacionais. No entanto, com o decorrer do tempo e a degradação das próprias infraestruturas, isso deixou de acontecer. Foi por isso que a VIVO identificou a escola como parte da comunidade em que está inserida e decidiu reabilitar estes dois campos para voltar a formar os futuros atletas nacionais”, afirmou

As obras de requalificação do pavilhão desportivo da Escola Secundária Josina Machel custaram 3 milhões de meticais, injectados exclusivamente pela Vivo Energy.

 

 

 

 

 

CIFAM: Bancos exortados a financiar o agro-negócio

O vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze referiu, na manhã da quarta-feira, 31 de Maio, na cidade de Maputo que há necessidade de se promover maior envolvimento do sector bancário na facilitação do acesso ao financiamento dos projectos do sector de agricultura.

Olegário Banze falava durante a cerimónia de lançamento da plataforma de Coordenação Intersectorial de Mecanismos de Financiamento ao Sector Agrário em Moçambique (CIFAM), um instrumento que visa promover o diálogo público-privado através do estabelecimento e operacionalização de grupos de trabalho técnicos e temáticos para desbloquear o financiamento ao sector agrário nacional.

O grupo de trabalho multi-sectorial que vai operacionalizar o CIFAM é composto pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB), Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Banco de Moçambique (BM), Ministério da Economia e Finanças (MEF), a Confederação das Associações Económicas (CTA), liderados pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER).

Durante a sua intervenção, o vice-presidente da AMB, Luís Aguiar, disse que a CIFAM vai criar um ambiente propício para a discussão de mecanismos sustentáveis para a facilitação do acesso ao financiamento para o sector da agricultura.

“Isso vai capacitar os operadores do sector a expandir as suas operações, adotar tecnologias modernas, melhorar a produtividade, garantir a segurança alimentar, contribuir na redução da pobreza, promoção do crescimento económico sustentável e a diversificação da economia” disse.

A estrutura da CIFAM conta com 4 grupos de trabalho temáticos, nomeadamente, o grupo de garantias colaterais, que vai discutir questões relacionadas com seguros e riscos de produção, grupo de benefícios fiscais e financiamento agrícola, digitalização do ecossistema agrícola e o grupo da formalização e serviços de desenvolvimento empresarial.

A Plataforma CIFA conta com o apoio técnico da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), cujo representante, Ingmar Kreish, recordou, por sua vez que o Governo alemão aprovou um fundo de 200 milhões de euros para implementação de projectos de desenvolvimento de sistemas agrícolas e educação financeira em Moçambique.

CFM lança concurso internacional para adquirir 10 locomotivas e 300 vagões

Falando na semana passada na área fronteiriça de Ressano Garcia, o presidente dos CFM, Agostinho Langa, explicou que pretende adquirir mais 10 locomotivas e 300 novos vagões para o transporte de minérios.

Sem especificar os valores envolvidos nessa operação, Langa reconheceu que a aquisição desse material circulante ainda era insuficiente para satisfazer completamente as necessidades da empresa e do mercado, mas afirmou acreditar que era um passo na direção certa.

EDM promove workshop sobre eficiência energética e acesso universal à energia em comemoração ao dia mundial da energia

Durante a abertura do workshop, o administrador da EDM, Francisco Inroga, expressou a esperança de que Moçambique experimente um aumento de 20% na contribuição das energias limpas e renováveis para a matriz energética nacional nos próximos 20 anos, e destacou o orgulho do país por estar na vanguarda do processo de transição energética, impulsionado por parcerias público-privadas em projectos já em operação.

Além disso, Inroga enfatizou que nos próximos anos, a EDM buscará consolidar sua liderança no negócio de energia eléctrica na região Austral da África. A empresa está empenhada em garantir que a electricidade desempenhe seu papel de impulsionadora do desenvolvimento social e económico do país e da região.

Nesse sentido, a EDM assumiu responsabilidades no processo de transição energética, como promover campanhas de uso racional de energia doméstica e industrial, investir em usinas de fontes limpas e renováveis, fomentar e liderar a eficiência energética por meio de campanhas de economia de energia e liderar o processo de substituição de lâmpadas domésticas e públicas de alto consumo por modelos de baixo consumo.

Com essas iniciativas, a EDM busca contribuir para um futuro mais sustentável, onde a energia seja acessível a todos e promova o progresso da região.

Dívida da LAM diminui em 47,3 milhões de dólares sob a nova gestão

Sérgio Matos, gestor do projecto de reestruturação da empresa, afirmou que a dívida foi reduzida em 47,3 milhões de dólares, melhorando o índice de dívida em relação ao capital próprio e tirando a LAM da situação de insolvência.

Durante a divulgação do relatório de actividades do primeiro mês da comissão internacional, Matos destacou os ganhos alcançados recentemente, resultado da intervenção positiva da Fly Modern Ark.

Como parte da estratégia, estão sendo recuperados pagamentos não realizados pelos serviços de transporte aéreo e foi encerrada a venda de bilhetes a crédito. No entanto, Matos ressaltou que esses esforços “fizeram com que a dívida da LAM diminuísse, mas ainda não o suficiente para ser considerada baixa, pois ainda está acima dos 300 milhões de dólares”.

Matos informou que o plano de recuperação inclui a injecção de capital pela Fly Modern Ark na companhia aérea e a adição de mais aeronaves à frota. Dentro de duas semanas, estão previstas a chegada de dois aviões a Maputo.

“Nosso objetivo é que a empresa tenha pelo menos 14 a 15 aviões, em comparação aos actuais sete, dos quais apenas cinco estão em operação regular, enquanto dois estão em manutenção prolongada”, explicou Matos.

Nos últimos anos, a transportadora aérea estatal moçambicana enfrentou diversos problemas operacionais, incluindo uma frota reduzida e falta de investimentos, o que resultou em incidentes relacionados à manutenção ineficiente das aeronaves, embora não fatais, de acordo com especialistas.

O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou um relatório no final do ano passado classificando a LAM como uma das empresas estatais tecnicamente insolventes, dependendo de injecções de capital e garantias estatais para lidar com seus credores, representando assim um alto risco para a dívida pública.

A Fly Modern Ark foi contratada para operar no país por um período de 12 a 18 meses e começou suas actividades em 18 de Abril deste ano.