Wednesday, April 8, 2026
spot_img
Home Blog Page 348

Porto da Beira continua na vanguarda como um dos terminais de contentores mais eficientes da África Austral

Com isso, o terminal passou a ocupar a posição 223ª em uma lista global de 348 portos avaliados, consolidando sua posição como o terminal de contentores mais eficiente da África Austral, após ter sido reconhecido pela primeira vez em 2021.

O Índice de Desempenho de Terminais de Contentores, elaborado pelo Banco Mundial, classifica os portos com base em critérios estatísticos, levando em consideração o tempo de espera das embarcações no porto. As classificações são determinadas por diversos fatores de eficiência.

A Cornelder, empresa responsável pela gestão logística do terminal, atribui esse progresso às medidas estratégicas adotadas nos últimos anos, incluindo investimentos em infraestrutura, equipamentos e melhorias na eficiência e produtividade.

Durante os 25 anos de concessão, a Cornelder realizou investimentos substanciais em diversas áreas, como a construção de uma nova entrada para o terminal de contentores, reabilitação das instalações existentes, pavimentação de áreas adicionais e aquisição de novos guindastes e equipamentos operacionais.

A concessionária também desenvolveu aplicativos internos, como o C-GATE (baseado em Inteligência Artificial, para dispositivos portáteis e digitalização de chegadas e partidas de contentores), o CDMS (portal do cliente para apresentação de documentos), o CommTrac (sistema operacional para o Terminal de Carga Geral) e o TPS – Truck Positioning System. Esses investimentos contribuíram para aprimorar a eficiência e produtividade do porto, tornando-o uma opção mais atrativa para as empresas de navegação, conforme divulgado em comunicado pela concessionária.

Além disso, foram implementadas várias iniciativas para melhorar a eficiência e produtividade do porto, como a adoção de melhores procedimentos operacionais, treinamento da equipe e utilização de novas tecnologias. Essas iniciativas contribuíram para reduzir os prazos de entrega e aprimorar o desempenho geral do porto.

O Porto da Beira é o segundo maior porto de Moçambique e desempenha um papel crucial na economia do país, sendo também uma importante rota de comércio com os países da região. Ele movimenta uma ampla variedade de carga, incluindo contentores e carga a granel.

Lançada a primeira pedra para construção do parque industrial de Afungi

Após o lançamento, Tauabo destacou que o Parque Industrial de Afungi irá empregar mais de 30 mil pessoas e impulsionará significativamente a produção global na Província. Os recursos financeiros arrecadados com a implementação desse empreendimento serão destinados à construção de infraestruturas básicas, como estradas, escolas, hospitais e outras acções alinhadas com a visão colectiva de desenvolvimento.

O Secretário de Estado na Província, António Njanje Supeia, enfatizou que o Parque Industrial de Afungi é uma forma de criar condições favoráveis para atrair investimentos e promover uma maior integração dos empresários locais no processo de desenvolvimento. “Este parque industrial é importante, pois dará continuidade ao processo de industrialização em andamento e promoverá de maneira sustentável e integrada os interesses da comunidade”, afirmou Supeia.

A cerimónia contou com a presença do Primeiro Secretário do Partido FRELIMO em Cabo Delgado, Elias Kalime, e do Presidente da Assembleia Provincial, Francisco Lapido Loureiro.

A iniciativa dos Parques Industriais de Cabo Delgado abrange os distritos de Palma em Afungi, Ancuabe, Montepuez e Balama, visando impulsionar o desenvolvimento económico e promover oportunidades de emprego na região.

TotalEnergies prepara-se para retomada dos projectos de GNL na Área 1 de Moçambique

“Neste momento, não há uma data definida para retomar as actividades, embora os parceiros do projecto tenham tomado conhecimento do relatório e das melhorias de segurança no local”, declarou um porta-voz da TotalEnergies, conforme citado pelo portal Further Africa, na sexta-feira, 26 de Maio.

Enfatizou ainda que “um plano de acção com base nas conclusões do relatório (de direitos) foi estabelecido e agora será implementado”.

O plano de acção foi elaborado com base nas conclusões de um relatório elaborado pelo ex-embaixador francês no Senegal, Jean-Christophe Rufin. O relatório, divulgado na terça-feira, destacou que, embora o conflito armado continue, as áreas de risco agora estão localizadas ao sul e ao oeste do complexo Moçambique LNG.

Jean-Christophe Rufin supervisionará a implementação do plano de acção, que inclui a compensação das famílias deslocadas até julho e a construção de novas casas até o final do verão, bem como melhorias no acesso à pesca, renegociação das relações com as forças de segurança e a criação de uma fundação para aprimorar a qualidade de vida local, com um orçamento plurianual de 200 milhões de dólares.

Anteriormente, a empresa de serviços energéticos Saipem havia sido notificada pela TotalEnergies para se preparar para a retomada gradual do projecto a partir de julho. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, também afirmou no mês passado que a renegociação dos custos com os empreiteiros locais seria o último passo antes do reinício do projecto.

EDF lidera consórcio preferencial para o projecto Mphanda Nkuwa, com valor de 4,5 mil milhões de dólares

O consórcio escolhido terá uma participação de 70% no projecto, enquanto as empresas públicas Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) dividirão os 30% restantes.

Em relação à distribuição das participações no consórcio composto por quatro empresas, os percentuais ficam da seguinte forma: TotalEnergies com 30%, Electricidade de França com 40%, Sumitomo Corporation e Kansai com 15% cada.

Rute Rangeiro, representante da EDM, explicou como ocorreu o processo de selecção: “A escolha resultou da avaliação das propostas técnicas, económicas e financeiras, validadas pelo Comité presidido pelo MIREME, composto pela EDM, HCB, Ministério da Terra e Ambiente, Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social e Banco de Moçambique”. Acrescentou ainda que “o processo de qualificação e selecção teve início em junho de 2022”.

Em 10 de março, encerrou-se o prazo para a apresentação das propostas, sendo que dois grupos concorreram: o consórcio liderado pela ETC Holdings, composto pela ZESCO Limited, a CECOT (subsidiária da Mota-Engil) e a PetroSA (subsidiária do Fundo Central de Energia da África do Sul), e o consórcio formado pela Électricité de France (EDF), TotalEnergies, Sumitomo Corporation e Kansai.

Rute Rangeiro esclareceu: “As propostas deveriam conter, entre outros elementos, informações sobre capacidade técnica, solidez financeira e experiência internacional no desenvolvimento de projetos hidroelétricos, bem como um plano de desenvolvimento e financiamento, levando em consideração o investimento necessário, além de uma garantia de dez milhões de dólares americanos de cada concorrente”.

Após a notificação do concorrente preferencial, serão iniciadas as negociações para o acordo de implementação do projecto, seguindo os termos estabelecidos no caderno de encargos, que são pré-requisitos para se tornar um parceiro estratégico. Nesta fase, além do concorrente preferencial, o consórcio liderado pela ETC Holdings foi indicado como concorrente de reserva.

Nissan apresenta viaturas eléctricas em moçambique

A Nissan, empresa do ramo automóvel, apresentou, na tarde de sexta-feira, em Maputo, uma linha de carros eléctricos que já se encontram no país e lançou, na mesma ocasião, o mais novo modelo do tipo Qashqai.

A Nissan, está a apostar em viaturas elétricas como forma de preservação de meio ambiente e garantia da sustentabilidade da biodiversidade através da oferta de soluções ecológicas, alinhadas com a agenda global de redução de emissões de carbono no planeta.

De acordo com o diretor da empresa, Ivan Búzi, o objectivo é de mostrar ser possível que, dentro das possibilidades e em conformidade com as leis do governo, o país possa abraçar a agenda global de transição energética.

“Temos dois tipos de viaturas eléctricas nos apaís, sendo uma com capacidade de bateria de até 62 quilowatts, com autonomia de aproximadamente 280 quilómetros, e a outra com uma autonomia de 550 quilómetros”, referiu.

Ivan Búzi falava à margem da realização da feira automóvel multi-marcas, Maputo Auto Show, que decorre entre 26 e 28 de Março, na pista do Automovel e Touring Clube de Moçambique (ATCM).

Sobre a transição enérgica, o presidente da república, Filipe Nyusi disse, recentemente, durante o Fórum de Negócios Zimbabwe-Moçambique, que o empresariado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve refletir na produção de baterias que alimente o processo de transição energética.

Sobre o desiderato, o diretor da Nissan disse tratar-se de um incentivo e que gratifica os empresários da indústria automotiva a apostar mais na transição energética e na produção de baterias para viaturas elétricas.

“É igualmente muito gratificante saber que não só nós estamos nesse caminho, mas muito recentemente o governo anunciou que espera iniciativas de modo que possamos ter carros elétricos, bem como possibilidade de produção de baterias”, disse.

Explicou ainda que o processo de abastecimento das viaturas eletrónicas é feito através de sistemas de carregamento móveis, que podem ser fixados em qualquer lugar e dura no máximo 6 horas de carregamento.

Este tipo de viatura é movido por um sistema de produção eléctrica, diferente das habituais viaturas de motor de combustão interna que, actualmente, constituem um dos principais problemas do ambiente, pelo nível de poluição através de emissão de gases.

Na mesma ocasião, foi apresentado um novo modelo da Nissan Qashqai, com tecnologia de ponta, cujo lançamento a nível internacional decorreu no passado.

Sasol investe na construção de 14 salas de aula em Inhassoro

Nesta primeira fase, as infraestruturas escolares serão construídas nas comunidades de Maperepere, Tiane, Vulanjane, Mapanzene e Chibo, em Inhassoro, e posteriormente, em mais duas comunidades do mesmo distrito.

Em cada comunidade, serão construídas duas salas de aula e uma sala de professores, resilientes o suficiente para resistir aos impactos dos desastres naturais.

Essa iniciativa faz parte dos Acordos de Desenvolvimento Local (ADL), na componente de projectos de pequena escala, que visa a implementação de projectos de infraestruturas comunitárias, conforme a escolha de cada uma das 37 comunidades abrangidas pelos ADL nos distritos de Inhassoro e Govuro.

Para Dulce Canhemba, esse feito representa um marco importante para a melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem nas comunidades do distrito. “Agradeço à Sasol por tudo que tem feito pelo bem-estar de nossas comunidades”, acrescentou a governante.

Em seguida, o Director da Escola Primária de Chibo, Gildo Cavele, destacou que a construção dessas infraestruturas contribuirá para melhorar o aproveitamento pedagógico. “Com essas salas, nossos alunos terão aulas, faça chuva ou faça sol”.

O líder comunitário de Chibo, Adriano Chitsumba, acrescentou que o projecto da Sasol ajudará a melhorar a qualidade do ensino e proporcionará oportunidades de emprego temporário para os jovens locais.

Noruega e Moçambique fortalecem cooperação no sector de energia e recursos minerais

Carlos Zacarias explicou que o governo irá implementar a Fase II do programa de cooperação bilateral, abrangendo o período de 2023 a 2026. Essa fase terá como foco aprimorar o quadro legal, a governança do sector energético e as competências técnicas.

O governante destacou que o acordo permitirá fortalecer as capacidades de gestão, reconhecendo o papel crucial da energia como um instrumento de desenvolvimento econômico a longo prazo. “Nosso objectivo é levar energia a todos os postos administrativos até o ano de 2024 e alcançar o acesso universal até 2030”, afirmou Zacarias.

Com o acordo, espera-se que o sector de energia esteja em melhores condições para coordenar a electrificação dentro e fora da rede, garantindo uma definição racional de prioridades para alcançar os objetivos estabelecidos.

Por sua vez, Anne Beathe Tvinnereim explicou que, na Fase II, a Noruega irá desenvolver um quadro regulatório e auxiliará o governo moçambicano no desenvolvimento de estratégias sustentáveis.

LAM anuncia redução de 30% nos preços das passagens aéreas

A diminuição do custo das passagens é uma medida de optimização que, nessa primeira fase, se aplica aos voos de e para Maputo, Beira, Pemba, Tete, Vilankulo e Joanesburgo.

A LAM também informou que os clientes interessados em usufruir dessa redução deverão adquirir as passagens a partir do dia 25 de Maio para voos programados a partir de 1º de julho em diante.

Recentemente, quando foram anunciadas as medidas de reestruturação da LAM, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, desafiou a instituição a “praticar preços atraentes”. Na ocasião, o dirigente ressaltou a necessidade de estabelecer preços que tornassem o espaço aéreo moçambicano acessível à população, o que não ocorria devido aos valores elevados cobrados.

“Eu nunca escondi isso e sempre fui franco. Os preços praticados em Moçambique poderiam ser melhores. Para um ambiente competitivo, acredito que os valores cobrados pela LAM não são atraentes. Isso não orgulha a companhia, pois afasta os passageiros”, afirmou.

O Ministro ainda mencionou que, com a nova gestão, espera-se, acima de tudo, uma nova reestruturação da LAM, envolvendo “um planeamento de rotas, frotas e incentivos para preços acessíveis que estimulem as pessoas a utilizarem suas aeronaves”.

ENH obtém participação de 40% no bloco de Angoche

Durante a visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República à ENH, com o objectivo de obter mais informações para respaldar a aprovação da lei que cria o Fundo Soberano, Rudêncio Morais compartilhou esse feito histórico da ENH. A empresa conseguiu superar as participações de 10% e 15% obtidas em outras áreas de exploração de recursos minerais.

Com base nessa constatação, o administrador da ENH explicou que foi desenvolvida uma estratégia de interação com o regulador, o Instituto Nacional de Petróleo (INP), e também com o Ministério de Recursos Minerais e Energia, destacando a importância estratégica da área e a necessidade de negociar melhores condições de participação da ENH.

Rudêncio Morais concluiu: “Em uma área anteriormente limitada a parceiros privados, está garantido que a ENH terá uma participação de 40% apenas na fase de pesquisa. Actualmente, estamos negociando os contratos com expectativa de assinatura final entre junho e julho”.

O braço comercial do Estado acredita que é possível aumentar sua participação nas áreas de exploração de recursos minerais, desde que os custos das pesquisas sejam suportados pelos parceiros.

“A legislação deve garantir que os parceiros privados assumam 100% dos custos das pesquisas, sem compartilhar com a ENH, mesmo em caso de descoberta comercial. Isso significa que já existe uma janela de recuperação de custos por meio do petróleo, com um limite de 60% estabelecido na legislação atual”, defendeu o administrador da ENH.

No final da reunião, o presidente da Comissão do Plano e Orçamento, António Niquice, afirmou que foram coletados todos os elementos necessários para a discussão e aprovação do Fundo Soberano pela Assembleia da República.

 

BdM: Importações de Bens Cresceram 16,5% Para 9,1 MM$ em 2022

Esses números contrastam com os 7,8 mil milhões de dólares registrados no ano anterior, de acordo com o boletim anual da balança de pagamentos divulgado recentemente pelo Banco de Moçambique (BdM). É importante ressaltar que esse valor não inclui a plataforma flutuante da Coral Sul FLNG, cuja adição elevaria os gastos para 13,3 mil milhões de dólares.

Em termos gerais, o relatório indica que o aumento dos gastos foi principalmente influenciado pelo incremento nas importações de bens intermédios, com destaque para os combustíveis, devido aos aumentos de preço no mercado internacional e aos efeitos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. De acordo com o documento, os bens de capital representaram 41,4% do total de importações, com um fluxo anual de 5,5 mil milhões de dólares, equivalente a 32,8% do PIB.

Esse aumento é explicado principalmente pela importação de maquinaria diversa, sendo que cerca de 80% desse valor corresponde à plataforma flutuante. Os bens intermédios representaram 27,6% das importações totais, ou seja, 3,6 milhões de dólares, destacando-se o alcatrão, betumes, adubos e fertilizantes.

O boletim também aponta que os gastos com bens de consumo totalizaram 2,1 mil milhões de dólares, correspondendo a 16,4% do total das importações. Em relação à origem das importações moçambicanas, a Coreia do Sul foi o principal país, representando 32% do total, seguida pela África do Sul, Emirados Árabes Unidos, China, Índia e Singapura, com participações de 15,6%, 10%, 7,2%, 5,7% e 4,6% nos gastos totais do país, respectivamente.