Wednesday, June 17, 2026
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MEMEC discute transição energética e crescimento económico de Moçambique

A 9ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MEMEC), realizada entre 26 e 27 de Abril, na cidade de Maputo, sob o lema: “Utilizando os recursos naturais de Moçambique para um Desenvolvimento Económico Transformacional e Sustentável”, discutiu o papel da indústria extrativa na transição energética e no crescimento económico nacional.

De acordo com o Presidente da República, Filipe Nyusi que falava durante a abertura do evento, entre 2011 e 2022 o sector da indústria extrativa registou uma evolução de 1,8 para 10,6% de Produto Interno Bruto (PIB) em Moçambique. Esta cifra foi influenciada pelo desenvolvimento de projectos de exploração de gás natural de Pande e Temane, na província de Inhambane, carvão mineral em Moatize, na província de Tete, areias pesadas em Moma, Pebane e Chibuto, nas províncias de Nampula, Zambézia e Gaza, respectivamente, bem como da exploração de rubis e grafite, em Cabo Delgado.

Segundo  Nyusi, nos últimos anos, o gás natural, em particular, transformou-se numa fonte alternativa para reduzir a dependência do sector hidroelétrico no mundo.

Sendo assim, disse o presidente, espero que, após esta conferência, os investidores apostem na exploração dos recursos e sua posterior transformação dentro do nosso país. No mesmo diapasão, Filipe Nyusi salientou que o primeiro carregamento de gás, na plataforma Coral Sul FLNG, marcou a entrada do país na lista dos produtores e exportadores de GNL.

Durante a sua intervenção, o presidente Nyusi lamentou o facto de o acesso ao financiamento a projectos de geração de energia através das centrais térmicas a gás natural no continente africano constituir um dos principais desafios do sector actualemente.

“Nos últimos 10 anos até 2021 dois terços da nova geração da energia vieram de centrais térmicas a gás o que oferecia mais flexibilidade e estabilidade face das incertezas decorrentes das alterações climáticas sendo benefício para o continente africano, todavia esta tendência enfrenta o dilema do financiamento”, disse.

Para o Presidente da República o uso de gás natural para a geração de energia salvaguarda a natureza e se apresenta como solução de longo prazo pela possibilidade que oferece para a sua conversão em hidrogênio.

Por sua vez o director geral da multinacional Sasol – Moçambique, Ovídio Rodolfo, reconheceu a existência de um ambiente favorável para o investimento privado em Moçambique, tendo acrescentado que tal facto tem contribuído no destaque do país como destino referência para investimentos.

Por causa disso, “o MMEC é uma excelente oportunidade para aprofundar o pensamento, as inovações, discutir as estratégias e políticas dos sectores de mineração e energia em Moçambique”, explicou Ovídio Rodolfo.

Recorde-se que a Sasol está na lista dos maiores contribuintes para o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique e pioneira na celebração de Acordos de Desenvolvimento Local com o Governo (ADL). Neste momento os projectos resultantes dos ADL estão orçados em 20 milhões de dólares destinados a 37 comunidades dos distritos de Governo e Inhassoro, província de Inhambane.

Moçambique adere o financiamento global de recursos minerais

O anúncio da adesão de Moçambique a estes organismos internacionais foi feito ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na cerimónia de abertura da nona Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique.

Segundo Filipe Nyusi, a adesão de Moçambique a estas duas organizações, vai permitir que o país desenvolva boas práticas na gestão dos recursos minerais para o bem-comum dos moçambicanos.

GFF é uma linha de financiamento geralmente destinada aos países de baixa renda e a APPO é um meio de cooperação e harmonização da colaboração e partilha de conhecimentos entre os países africanos produtores de petróleo.

Nos últimos dez anos, o contributo da indústria extractiva para o Produto Interno Bruto subiu de 1.8 para 10.6 %.

Este crescimento, segundo o Presidente da República, está aliado às diversas actividades minerais desenvolvidas em algumas províncias do país.

A nona Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique decorre numa altura em que o mundo busca soluções para contornar as alterações climáticas.

Filipe Nyusi exige, por isso, que deste seminário saiam ideias concretas para a massificação da produção de energias limpas.

O evento, de dois dias, decorre sob lema: Utilizando os Recursos Naturais de Moçambique para o Desenvolvimento Económico Transformacional e Sustentável.

Fidelidade Ímpar inaugura suas novas instalações em Maputo

A nova Sede ocupa quatro pisos do edifício Platinum, um espaço moderno, inspirador e pensado para proporcionar o melhor ambiente de trabalho aos colaboradores.

A sessão de apresentação do novo espaço contou com a presença de responsáveis do ISSM – Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, de parceiros e de clientes da Seguradora.

Modernas e funcionais, as novas instalações adoptaram o conceito de open space para promover o trabalho em equipa, uma comunicação mais rápida e uma maior proximidade entre todos.

A nova sede inclui auditório, salas de reunião, uma área para refeições e de lazer pensada para que os colaboradores possam descontrair e socializar.

O Presidente do Conselho de Administração da Fidelidade Ímpar, Manuel Gamito, destacou que o objectivo passou por “criar uma Casa onde todos possam transmitir as suas experiências e desenvolver oportunidades para crescer”.

Envolvemo-nos num ambiente de sustentabilidade com uma valiosa infra-estrutura tecnológica e de outros instrumentos de trabalho mais
modernos e mais funcionais. Logo, um lugar que está à altura das ambições e objectivos comuns”, salientou.

Manuel Gamito referiu, ainda, que a nova sede mostra “o caminho percorrido e edifica uma estrutura de muita confiança, junto dos parceiros e cliente e das entidades administrativas e governativas”.

As novas instalações conjugam o moderno com aspectos minimalistas, apostando ainda na dinâmica e na funcionalidade do espaço, de forma a reflectirem os valores e a identidade da Fidelidade Ímpar.

Governo vai revitalizar indústria automobilística com ajuda da República Tcheca

“Pretendemos aproveitar o conhecimento e a experiência que a República Tcheca tem na área automotiva e eventualmente começar a aplicar algumas linhas de montagem”, disse Silvino Moreno.

O ministro sublinhou que Moçambique enfrenta grandes desafios em termos de acesso a equipamentos de transporte tanto para a população como para o sector agrícola. “Falo dos miniautocarros (veículos rodoviários ligeiros de passageiros) para transporte da população, em zonas urbanas e periurbanas, bem como tratores para o setor agrícola.”Os dois países também pretendem apostar na agricultura, considerada um ponto-chave para o desenvolvimento.“Discutimos cooperação nos setores de agricultura, indústria automotiva, construção e sobre alguns investimentos que podemos fazer em infraestrutura pública.

Estabelecemos vínculos e acredito que em breve encontraremos formas de concretizar nossos desejos”, revelou Radek Rubens.Segundo o secretário de Estado checo, as relações comerciais com Moçambique abrandaram nos últimos anos devido à pandemia de covid-19.

“Tivemos uma queda durante a pandemia em relação ao pessoal entre nossos dois países, que reduziu muito. Agora estamos retomando e gostaríamos de levar adiante nossa cooperação”, concluiu.

A República Tcheca é um país da Europa Central com uma economia desenvolvida e de alta renda, e seu crescimento tem sido liderado por exportações para outros países da União Européia.

Exportações de minerais e gás reforçam reservas cambiais de Moçambique

Segundo o Chefe de Estado, o sector beneficia ainda várias actividades industriais, facilitando a captação de valor acrescentado, a criação de emprego, a ligação entre empresas e a diversificação das exportações.

O Presidente Nyusi falava em Maputo esta manhã (26-04) na abertura da 9ª edição da Conferência e Exposição Internacional de Mineração e Energia de Moçambique, MMEC 2023, que decorre hoje e amanhã sob o lema “Utilizando os Recursos Naturais de Moçambique para Transformação e Desenvolvimento Econômico Sustentável”.

“A captação de receitas fiscais e a melhoria das contas públicas permite ao nosso Estado construir infraestruturas sociais para o bem-estar dos moçambicanos”, disse o Presidente. “A geração de energia é um fator de melhoria das condições de vida através do aumento do acesso e expansão da rede em todo o país”, destacou Nyusi.

O Presidente referiu ainda que, no contexto da geopolítica da descarbonização, Moçambique é atualmente um player nas cadeias de valor do gás e dos recursos minerais.

Sasol inicia financiamento de 150 empreendedores de Inhambane

Até Junho deste ano, a Sasol vai apoiar monetariamente 150 iniciativas de negócio, tendo os primeiro 20 beneficiários recebido o seu valor esta semana, em cerimónia dirigida pela Administradora de Inhassoro, Dulce Canhemba.

Este projecto faz parte dos Acordos de Desenvolvimento Local (ADL), que, na subcomponente de Empreendedorismo, está a formar 500 jovens em Gestão de Negócios. Do total de jovens em formação, 250 estão a beneficiar de mentoria e assistência técnica e os 150 melhores planos de negócio recebem apoio financeiro para criação ou expansão dos negócios.

“Com os fundos que recebi vou aumentar a produção de frangos para abastecer ao distrito de Inhassoro e aos distritos circunvizinhos,” disse Carolina Marcos, beneficiária do programa.

Dulce Canhemba reconhece o contributo da iniciativa da Sasol para a geração de emprego e renda em Inhassoro e apelou aos beneficiários a fazerem bom uso dos fundos.

Na ocasião, o Director Geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo disse que o início do desembolso representa um marco muito importante para o projecto de promoção de empreendedorismo.

Os Acordos de Desenvolvimento Local (ADL) são acordos tripartidos entre a Sasol, as comunidades locais e os governos distritais (Govuro e Inhassoro), com o objectivo de alinhar as prioridades das três partes, nos termos da Política de Responsabilidade Social Corporativa da Indústria Extractiva.

HCB fechou o ano 2022 com lucro de 9,2 mil milhões de meticais

De acordo com o relatório divulgado hoje pela Hidroeléctrica no Jornal Notícias, apesar da diferença em relação ao valor recorde do ano anterior, os resultados estão a um nível que deixa a administração satisfeita.

“Os resultados demonstram que os indicadores de desempenho financeiro e de operação continuam a apresentar a robustez esperada”, refere o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Boavida Lopes Muhambe.

Entretanto, o resultado inclui um recuo de 6% nas vendas, de quase 29 mil milhões de meticais para 27,1 mil milhões de meticais. No mesmo sentido, o resultado por acção desceu de 380 para 350 meticais por acção.

“Cerca de 2,7 mil milhões de meticais foram canalizados ao Estado em forma de ‘fees’ (pagamentos) de concessão, aproximadamente 5,1 mil milhões de meticais em forma de impostos e mais de 3,7 mil milhões de meticais de dividendos foram pagos aos accionistas da série A e B, valores acima da percentagem recomendada pelos estatutos da empresa”, o PCA da HCB.

Recorde-se que o Estado moçambicano detém 85% da HCB, a empresa Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa detém 7,5%, há 4% do capital social disperso em bolsa e a HCB tem 3,5% de acções próprias.

Governo procura parceria público-privada para suprir défice de investimento

Jeremias Banze falava esta quarta-feira, em Maputo, na abertura de uma reunião que serviu para discutir o impacto das parcerias público-privadas no sector de águas.

Banze referiu que o mercado urbano de abastecimento de águas em Moçambique tem doze milhões de pessoas e o sector necessita de quatro mil milhões de dólares em investimentos.

O governante explicou que deste montante, um ponto oito milhões de dólares serviriam para investimentos na provisão de água urbana, projectos de expansão da rede de abastecimento, reabilitação e aumento da eficiência do sistema, incluindo a redução de perdas de água.

O planeamento, concepção de projectos de parcerias público-privadas e o financiamento de futuros projectos também estiverem em debate no encontro.

TotalEnergies e ExxonMobil exportam gás moçambicano a partir 2027

O economista do departamento africano do FMI disse que o arranque terá impacto positivo no crescimento por via da produção, nas receitas fiscais e na conta corrente.

Thibault Lemaire assegura que a petrolífera francesa Total vai regressar à Cabo Delgado após a suspensão dos trabalhos devido à violência no norte do país. Disse também que a norte-americana ExxonMobil vai avançar brevemente com a Decisão Final de Investimento positiva para Moçambique.

O país “continua a enfrentar desafios significativos de desenvolvimento, nomeadamente devido à maior frequência e gravidade das catástrofes naturais relacionadas com as alterações climáticas”, disse Thibault Lemaire, nas declarações à Lusa, no seguimento da divulgação do relatório sobre as previsões para a África subsaariana, apresentando no âmbito dos Encontros da Primavera do FMI e do Banco Mundial.

Depois dos 4,1% registados em 2022, uma aceleração face aos 2,3% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, já no seguimento da pior fase da pandemia, e com recuperações dos sectores da hotelaria, transportes e comunicações, o FMI espera uma aceleração da expansão económica.

“Para 2023, e no médio prazo, esperamos uma nova recuperação, o crescimento de 5% em 2023 será impulsionado pelas indústrias extractivas, incluindo o Coral South, o primeiro projecto de gás natural liquefeito”, cuja primeira exportação já foi feita no final do ano passado, apontou.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projetos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

A plataforma flutuante deverá produzir 3,4 mtpa (milhões de toneladas por ano) de gás natural liquefeito, a Área 1 aponta para 13,12 mtpa e o plano em terra da Área 4 prevê 15 mtpa.

Linha Temane-Maputo concluída ainda este ano

O projecto cobre uma extensão de 560 quilómetros e poderá beneficiar um milhão de novos consumidores nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.

“O projecto teve o seu início no ano antepassado. Este lote devia ter terminado em Fevereiro. Sofreu alguns atrasos. Estamos a trabalhar num plano de recuperação e prevemos terminar este projecto em finais deste ano”, garantiu Marcelino Gildo.

A linha que vai ligar Inhambane e Maputo compreende três subestações, nomeadamente, Vilankulo-Chibuto; Chibuto-Matalane; e Matalane-Maputo.

A materialização deste plano, que já está a 56%, vai marcar a conclusão da primeira fase denominada “Espinha Dorsal”.

O projecto poderá permitir um aumento de 16% na capacidade de geração de energia eléctrica para os mercados doméstico e internacional.

O projecto está avaliado em 500 milhões de dólares e conta com um donativo do Banco Mundial de 300 milhões de dólares e 33 milhões de dólares do Banco Africano para o Desenvolvimento.

O Banco Islâmico de Desenvolvimento emprestou 110 milhões de dólares e 36 milhões de dólares são do Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional.