Tuesday, April 7, 2026
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Nomeação da nova Presidente do Conselho de Administração do Standard Bank

Neste contexto, no dia 30 de Novembro, e após 18 anos no cargo de Presidente do Conselho de Administração, o Dr. Tomaz Salomão irá cessar as suas funções no Standard Bank.

Dr. Tomaz Salomão assumiu a direcção máxima do Standard Bank em 2004, quando o banco deixou de ser Standard Totta e adquiriu a sua nova designação, que prevalece até à data.

Sob a sua liderança, o Standard Bank tornou-se um banco relevante e sistémico no mercado moçambicano, com uma solidez reconhecida pelos seus clientes, accionistas e colaboradores.

Durante as últimas duas décadas, o banco tem participado, activamente, no desenvolvimento socio-económico de Moçambique, através do financiamento de projectos estruturantes para a economia nacional e da realização de várias acções sociais nas áreas de cidadania, saúde, educação, desporto e conservação do meio ambiente.

O fim do ciclo de liderança do Dr. Tomaz Salomão é resultado da aplicação das mais recentes boas práticas em termos de governação que recomendam a rotatividade dos membros não-executivos das organizações para garantir a sua independência. Este processo, que teve início há algum tempo, centrou-se na identificação de um sucessor, na pessoa da Dra. Esselina Macome, capaz de liderar a execução da estratégia de crescimento do Standard Bank para os próximos anos.

Esta passagem de testemunho enquadra-se nos princípios de ética, integridade, rigor e boa governação que tem caracterizado o Standard Bank na sua relação com os clientes e demais instituições.

A Dra. Esselina Macome, actualmente Administradora Não-Executiva do Standard Bank tem uma larga experiência na academia, sector financeiro e de organizações não governamentais.

Ela é membro independente não executivo do Conselho de Administração do Standard Bank, doutorada em Tecnologias de Informação e Comunicação, Professora Associada na Universidade Eduardo Mondlane e Directora Executiva da FSDMOç (Financial Sector Deepening Moçambique).

Dra Esselina possui mais de 30 anos de experiência na vida académica e mais de 15 anos no sector financeiro, principalmente na área de inclusão financeira. Suas áreas de interesse incluem o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação para desenvolvimento e inclusão financeira com maior foco em serviços financeiros digitais (DFS), finanças verdes e questões relacionadas com o género.

O Banco e o seu accionista maioritário, o Grupo Standard Bank, depositam a máxima confiança na Dra. Esselina Macome para liderar o Standard Bank na próxima jornada de crescimento, mantendo os mais altos padrões de gestão de risco e conformidade.

FMI Aprova Primeira Revisão do Programa Financeiro de Moçambique Avaliado em 60 M$

“Os critérios de desempenho do programa, metas indicativas e valores de referência estruturais, no final de Junho de 2022, foram cumpridos. A perspectiva de política monetária e o aperto proactivo desde o início de 2021 são apropriados para lidar com a previsível subida da inflação”, escreve o FMI na nota que dá conta da aprovação, pelo conselho de administração, da primeira revisão da Linha de Crédito Ampliada (ECF, na sigla em inglês).

Esta aprovação da primeira revisão ao programa de três anos, aprovado em Maio deste ano, representa um desembolso imediato de 59,2 milhões de dólares do total dos 456 milhões de dólares incluídos no programa de ajustamento financeiro, do qual Moçambique já recebeu cerca de 150 milhões de dólares.

“O crescimento deverá aumentar em 2022, com o fortalecimento da recuperação económica (apesar do ambiente económico internacional em degradação e do aumento dos preços das matérias-primas), que reflectem uma campanha de vacinação robusta e o levantamento total das restrições contra o covid-19 em Julho de 2022”, aponta-se ainda no comunicado.

Entre os principais riscos ao cumprimento dos objectivos do programa, o FMI salienta a subida dos preços, que já levou a inflação para dois dígitos, a agitação social, a actividade terrorista no Norte do País e os desastres naturais. Estes riscos são, ainda assim, compensados com o fortalecimento da recuperação económica, com as fortes perspectivas de procura de gás natural liquefeito e com a possibilidade de um crescimento acima do esperado nos outros sectores da economia a médio prazo.

“O desempenho do programa tem sido forte, com todas as metas quantitativas e os valores de referência estruturais a serem cumpridos até Junho de 2022”, escreveu o director adjunto do FMI, Bo Li, citado no comunicado.

“Apesar de a perspectiva de evolução continuar positiva, alimentada pelos grandes projectos de exploração de gás natural, continua a haver riscos significativos, incluindo os eventos climáticos adversos e a frágil situação de segurança. A fraqueza da governação e as vulnerabilidades da dívida também colocam desafios”, acrescentou o dirigente, vincando que “neste contexto, o desenvolvimento contínuo da capacitação e o apoio dos doadores continuam a ser imperativos para Moçambique alcançar os objectivos de desenvolvimento.”

Na nota, o FMI dá ainda conta da necessidade de fazer “esforços adicionais para mitigar a volatilidade da receita, continuar o fortalecimento da gestão do investimento público e a integração das receitas dos recursos naturais no enquadramento mais geral do orçamento”.

Linha de Machipanda dinamiza escoamento de carga entre Moçambique e Zimbabwe

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Miguel Matabel, constatou recentemente este facto depois de percorrer um raio de 44 km, entre as estações de Garuso e Manica, onde das anteriores 14 curvas apertadas, foram reduzidas para quatro.

“Isto minimiza, em grande medida, anteriores crónicos descarrilamentos dos comboios e aumenta significativamente a velocidade das locomotivas de dez para 60 quilómetros por hora, dinamizando sobremaneira o escoamento do trigo, no Porto da Beira, e do ferro-crômio do Zimbabwe para o mercado internacional, cujo fluxo do transporte de carga estava interrompido há cerca de 20 dias consecutivos, devido a esta empreitada”, disse Miguel Matabel citado pelo jornal Notícias.

Karpowership prepara projeto de geração de energia flutuante na Matola

A infraestrutura terá capacidade para produzir 415 MW de energia, gerada a partir de óleo combustível (produto residual da indústria de refino de petróleo bruto), e estará operacional por pelo menos três anos. O principal cliente da empresa turca é a EDM (Electricidade de Moçambique).

O projecto inclui ainda a construção de uma linha de transporte de energia com cerca de 4 km, que ligará a central à subestação da Matola de 275KV na mesma província. As obras de instalação da usina e construção da linha de transmissão levarão entre cinco e seis meses.

A iniciativa, ainda em fase embrionária, vai a consulta pública na próxima quinta-feira no município da Matola, sob a alegação de que é nociva ao ambiente.

CTA APRESENTA À 1ª COMISSÃO DA AR O POSICIONAMENTO DO SECTOR PRIVADO SOBRE A REVISÃO DO PACOTE FISCAL

A CTA apresentou as principais constatações e posição do sector privado, salientando que quando recebeu a proposta do Governo verificou que há um desvio relativamente a abordagem do PAE, nomeadamente, o estímulo à economia.

Na proposta, o ICE apresenta um incremento em muitos produtos. O IVA, apesar da redução da taxa máxima de 17% para 16%, a eliminação das isenções e a introdução das taxas reduzidas de 5% anula o efeito da redução em 1 ponto percentual.

Aliás, para os subsectores que beneficiavam de isenções, a introdução da taxa reduzida significa o aumento do IVA.

A CTA defendeu que, a revisão do pacote fiscal deve estar alinhado com o PAE 12, sobre os fornecimentos ao Estado buscando incentivar a adição de valor a nível local.

O mais gravoso é que, para as transmissões de bens e prestações sujeitas à tributação reduzida de 5% prevista no artigo 17-A, foi introduzida a exclusão do direito à dedução do imposto, o que significa que o IVA suportado será um custo acrescido para os adquirentes destes serviços.

Adicionalmente, os sectores que mais sofreram com as crises (COVID-19, ciclones e terrorismo), com destaque para o turismo, não mereceram nenhum tratamento especial na revisão do pacote fiscal.

Assim, a CTA recomendou que, a revisão do pacote fiscal tenha em conta os sectores que mais sofreram prejuízos com as crises. Neste caso, o turismo deveria merecer uma taxa do IVA mais reduzida, O Código do IVA, dado que sofreu várias emendas ao longo dos anos, deve ser harmonizado num único documento de modo a facilitar o processo de consulta e entendimento aos empresários.

No mesmo dia, a CTA participou da audição da 2ª Comissão (Comissão do Plano e Orçamento) ao Governo sobre a proposta do Plano Económico e Social (PES) e Orçamento de Estado (OE) para 2023. As audições continuam para discussão nas especialidades.

A Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank premiada pelo segundo ano consecutivo pelo EMEA Finance Treasury Services Awards

Um reconhecimento que vem ao encontro do trabalho que o Grupo, ao nível de
todo o Continente, tem desenvolvido em prol de uma operação financeira à medida das necessidades dos seus Clientes bem como o resultado da sua capacidade em fornecer, continuamente, soluções inovadoras para a Gestão de Tesouraria e Pagamentos.

Para a Directora da Banca Corporativa e de Investimentos, do Absa Moçambique, Patrícia Darsam, a atribuição deste prémio demonstra a preocupação e o compromisso do Banco em oferecer as melhores soluções locais e regionais aos vários clientes e parceiros a nível do Continente. “assumimos o compromisso de procurar, continuamente, soluções inovadoras que agreguam valor aos nossos Clientes.

Esta distinção traz consigo uma responsabilidade acrescida pois é, o reforçar de um voto de confiança que os nossos Clientes e Parceiros de Negócio depositam em nós.”
O Absa Bank tem vindo a reforçar o seu posicionamento no mercado como um Banco Pan-Africano líder nosegmento Corporativo e de Investimento.

Nyusi convida empresários portugueses a explorarem oportunidades de investimento em Moçambique

O convite do Chefe de Estado moçambicano para “os portugueses visitarem os destinos turísticos de Moçambique” e “explorarem oportunidades de investimento” foi feito em Alcobaça, no distrito de Leiria, durante a inauguração do Hotel Histórico Montebelo Alcobaça, um investimento do Grupo Visabeira.

Filipe Nyusi, que co-presidiu a inauguração com Marcelo Rebelo de Sousa, expressou o desejo de que “os portugueses continuem a ser o primeiro navio” de investimento no sector turístico, definido como prioritário, e que já mereceu o investimento português por parte do Grupo Visabeira. O Chefe de Estado moçambicano desafiou o grupo, após o investimento no hotel inaugurado este sábado no Mosteiro de Alcobaça, a regressar “para investir alternadamente”, para que se siga um novo investimento em Moçambique, país que o governo quer fazer “um destino seguro”.

Filipe Nyusi falava na sessão de inauguração formal do Hotel Histórico Montebelo Alcobaça, que proporcionará 91 unidades de alojamento no claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça, que foi restaurado pelo arquitecto português Eduardo Souto Moura.

O hotel representou um investimento de 24,5 milhões de euros por parte do Grupo Visabeira e é o sétimo da cadeia Montebelo Hotels & Resorts em Portugal.

UJC Acolhe O Evento Sobre Conteúdo Local no Sector Petrolífero

Trata-se de uma preocupações de longa data sobre a forma como este recurso será gerido em benefício do crescimento socioeconómico.

Por outras palavras, estamos atrasados na definição de uma estratégia consistente a este nível, o que agrava ainda mais a tensão entre académicos, sociedade civil, especialistas petrolíferos e a sociedade em geral.

Talvez por isso, agora como nunca antes, a questão do Conteúdo Local ganhe ainda mais ênfase. Recentemente, foi a vez de Alberto Nkutumula, antigo Ministro da Juventude e Desportos e académico do petróleo, juntar a sua voz à causa da promoção do Conteúdo Local numa palestra proferida na Universidade Joaquim Chissano, especializada em Relações Internacionais, sobre o tema “Conteúdo Local no Sector Petrolífero”: Na sua dissertação, apontou a falta de tecnologia necessária para a exploração de recursos, a falta de recursos humanos qualificados, a falta de recursos financeiros e a necessidade de aprovar uma política que sirva de base à legislação sobre Conteúdos Locais como alguns dos principais desafios.

Na opinião de Nkutumula, Moçambique, como qualquer país rico em hidrocarbonetos e sem os recursos financeiros, materiais e tecnológicos para explorar por si só, precisa de contratar empresas estrangeiras para o fazer.

Temos aqui um exemplo claro disto, que são os campos de gás de Temane e Pande na província de Inhambane, que têm sido explorados pela companhia petrolífera sul-africana Sasol desde 2004.Até agora, após 18 anos, o país ainda não satisfez as condições para poder explorar o gás em si, o que, na opinião do antigo ministro, é preocupante.

De acordo com Alberto Nkutumula, que também desempenhou a função de Vice-Ministro da Justiça e porta-voz do Conselho de Ministros, o Governo, que é a entidade responsável, tem o dever de criar políticas e legislação de gestão para regular a forma como os recursos serão explorados e assim garantir que cada cidadão sinta o benefício de ter este recurso e a exploração que dele é feita. Uma das medidas tomadas, que ainda está a ser verificada, é a política de Conteúdo Local.

Mas tudo parece estar parado, e a pressão recai sobre todos os lados, inclusive pela voz do antigo governante, que também manifesta preocupação com o aparente desalinhamento das regras actualmente em vigor na Rovuma.

Moçambique quer inspirar-se no modelo de desenvolvimento económico da Finlândia

De facto, o Presidente da República formulou esta quarta-feira, 16 de Novembro, um pedido nesse sentido ao seu homólogo finlandês, Sauli Ninisho.

Também no campo económico, Filipe Nyusi disse que Moçambique pretende cooperar com a Finlândia no campo da agricultura e particularmente na produção de trigo.

Citado pela Rádio Moçambique, o Chefe de Estado acrescentou que “o sucesso deste desafio que o país enfrenta passa pela formação de capital humano e a Finlândia é um dos países com uma mão-de-obra qualificada porque tem uma elevada capacidade de formação profissional. Para este fim, o Executivo finlandês decretou a formação gratuita para todos no ensino público desde o nível primário ao ensino superior para encorajar a formação humana.

 

As dívidas do Estado às gasolineiras podem paralisar a distribuição do combustível no país

Em causa está o facto de não haver atualizações de preço nos postos de abastecimento, que estão muito abaixo do valor de compra, acumulando-se uma “dívida muito significativa” do Estado junto dos distribuidores, como a Galp, referiu.

“É um tema da indústria, não de uma empresa em particular e a Associação das Empresas Petrolíferas (Amepetrol) tem tido um diálogo próximo com o Governo no sentido de se encontrar uma solução”, referiu Paulo Varela, num encontro com jornalistas a propósito dos 65 anos da Galp em Moçambique.

“De facto, as empresas continuam a suportar esse custo que está a atingir valores muito significativos”, numa situação que “não é sustentável durante muito mais tempo”, afirmou o CEO da Galp.

Para Varela, “é um tema em que, com diálogo e colaboração entre todas as partes, se vai encontrar uma solução”, remetendo para a associação detalhes sobre os valores em causa. “No fim do dia, o custo terá de ser pago de alguma forma”, referiu, ou os consumidores suportam uma actualização de preços ou o Estado subsidia os distribuidores ou há outra forma, dependendo de uma “decisão de política económica” em que cada Governo “é soberano”.

Apesar de haver “esforços do Governo” para controlar o preço de venda ao público, através do corte de carga tributária, “o problema de Moçambique e de muitos outros países é o elevado custo internacional” dos combustíveis, que no país são totalmente importados. Os preços têm-se mantido elevados, apesar de alguma baixa “em Agosto e Setembro”, ou seja, “a pressão mantém-se”, referiu.

Em conjugação com o Ministério da Energia, trabalha-se em busca de “um mecanismo que permita haver continuidade do fornecimento e não haver situações como no Malawi, em que há uma escassez enorme de combustíveis, decorrente de factores de perturbação de abastecimento”, disse.

“Moçambique, felizmente, tem tido um abastecimento estável, totalmente à custa das empresas distribuidoras que estão a suportar essa diferença”, concluiu. A Amepetrol tem alertado desde o início do ano que as dívidas do Estado às gasolineiras podem paralisar a distribuição. No total, segundo informação avançada em Abril pela Amepetrol, o Governo moçambicano devia na altura às gasolineiras acima de 110 milhões de dólares.