Tuesday, April 7, 2026
spot_img
Home Blog Page 386

Salineiras da Matola sob o risco de encerrar, para acolher ao projecto flutuante de produção de energia

Em causa está o projecto flutuante de produção de energia a ser ancorado nas proximidades do Porto da Matola, província de Maputo. A infra-estrutura terá capacidade de produzir 415 MW de energia, gerados na base de fuelóleo (produto residual da indústria de refinação de petróleo bruto) e estará operacional por um período de três anos.

A ser implementado pela Karpowership, uma companhia turca subsidiária do Grupo Karadeniz Holding Companies em parceria com a Electricidade de Moçambique (EDM), o mesmo inclui a construção de uma Linha de Transmissão de Energia de cerca de 4 Km que irá ligar a Central à subestação da Matola de 275V.

Entretanto, a iniciativa que se encontra ainda na fase embrionária foi à consulta pública esta quinta-feira, por ser prejudicial ao ambiente. Porém, John Hahon, Director técnico da Impacto (empresa que realiza os estudos ambientais), garantiu que, caso o projecto seja implementado, os potenciais impactos poderão ser a fuga ou derrame de óleos, incêndios e explosões e colisões com outros navios.

“O potencial impacto mais significativo que pode ocorrer é o derrame de óleo que poderá acontecer devido a um acidente, o que poderá ter impacto na pesca e nas indústrias localizadas nas proximidades da costa, como as salineiras, no entanto, a probabilidade de isso acontecer é baixa”, frisou Hahon.

Por sua vez, Garcez Narcy, Vice-Presidente da Associação dos Produtores e Comerciantes do Sal, disse que as salineiras não estão abertas e nem fechadas ao projecto da Karpowership, tendo em conta os impactos ambientais que o mesmo poderá causar por conta do combustível nocivo e poluente da água que eles vão usar, podendo afectar as salineiras.

A Associação garante ainda não ter sido contactada para auscultação pública. “Nós viemos aqui porque recebemos uma mensagem de um amigo que nos disse que há um assunto que vai afectar as nossas salinas, entretanto, os organizadores do evento afirmam que o convite foi enviado a um jornal e nós não vimos”.

“Caso o projecto, que é maior que as salinas, avance, não há outra alternativa senão pedir as compensações visto que isto irá afectar cerca de 3 milhões de pessoas que vão deixar de consumir o sal nacional e vão ter que importar.  O projecto não devia avançar também por conta dos poluentes cumulativos. Estamos a falar de cerca de oito salinas que se encontram nas proximidades que poderão fechar e que empregam cerca de 300 trabalhadores”.

Já os representantes da Karwership garantem que serão feitos vários estudos detalhados em relação ao sal.  Quanto às compensações, John Hahon explicou que as comunidades que vão perder suas machambas e culturas terão direito a compensações que serão definidas com base no que cada um tinha.

“Vamos fazer um plano de compensações com o tamanho das machambas para saber que valor cada um deve receber”.

Por conseguinte, a Justiça Ambiental procurou saber se este não seria o mesmo projecto que foi chumbado na África do Sul por não ter respeitado o impacto ambiental e, como resposta, foi dito que se trata de algo diferente, sendo que o projecto da África do Sul era mais grande e não há muitos detalhes sobre o mesmo.

Na mesma senda, o Centro Terra Viva procurou saber da experiência do projecto noutros países, tendo os organizadores do encontro respondido que um projecto similar já está a ser desenvolvido em Nacala, na província de Nampula, e até hoje ainda não teve nenhum contratempo. Mas tendo em conta os vários impactos que poderão advir do projecto, a organização não é a favor do mesmo.

Entretanto, a representante da EDM, Rute Rangel, afirmou que este projecto deve avançar para alavancar outras iniciativas sobre energias renováveis.

Sem referir o orçamento do projecto, a Karpowership garante que será feita a consulta e depois partilhada com o público, tendo em conta que esta foi a primeira auscultação das várias que ainda vão decorrer antes do ante-projeto ser apresentado ao Ministério da Terra e Ambiente.

 

“As PMEs do Sector Agro-alimentar são um desafio para o financiamento”

Falando no painel sobre “Finanças Mistas Acelerando a Transformação dos Sistemas Alimentares”, Salim Valá afirmou não estar satisfeito por nenhuma empresa do sector agro-alimentar estar cotada na BVM, nem utilizar outros instrumentos disponíveis na bolsa.

Segundo o responsável, “o financiamento tem sido apontado como um dos principais constrangimentos para o crescimento e sustentabilidade do sector agro-alimentar, quer devido às elevadas taxas de juro aplicadas, quer devido à falta de mecanismos financeiros inovadores e adequados especificamente para o financiamento de pequenas e médias empresas do sector agro-alimentar”.

Para o chefe da BVM, as PME do sector agro-alimentar são o principal desafio para o financiamento, porque os montantes exigidos são baixos, não têm garantias reais, não têm uma história significativa de financiamento, não têm uma contabilidade organizada e as perspetivas de crescimento são incertas, comportando um risco elevado com um potencial de retorno relativamente baixo.

“O financiamento tem sido apontado como uma das principais limitações ao crescimento e sustentabilidade do sector agro-alimentar, tanto devido às elevadas taxas de juro aplicadas como devido à falta de mecanismos financeiros inovadores e adequados” “Baixa produtividade devido principalmente à baixa intensidade dos factores de produção, fraca adopção de tecnologias modernas, margens de lucro reduzidas, elevada exposição a eventos climáticos extremos, fraca infra-estrutura de apoio físico e institucional, e fracas ligações de mercado tornam o negócio menos apetitoso para empresários e investidores”, descreveu Salim Valá.

Mas mesmo com estas limitações, Salim Valá disse que a BVM tem mecanismos de financiamento alternativos disponíveis para as empresas moçambicanas. Estes incluem os do sector agrícola, através do próprio capital da empresa, uma fonte potencial de financiamento para dispersar o risco empresarial e beneficiar de taxas de juro mais baixas.

Além disso, a plataforma da bolsa seria utilizada para aumentar a visibilidade da empresa e do negócio”, concluiu.

“Estamos a trabalhar para que no futuro tenhamos empresas ligadas ao agronegócio, turismo, complexo minero-energético, infra-estruturas, sector financeiro, e projectos de exploração de recursos naturais, cotados na bolsa moçambicana”.

 

46a SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL AFRICANA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL (ARIPO)

A escolha de Moçambique para acolher o evento segue-se a uma deliberação do referido órgão, adoptada em 2021 no decurso da 45a sessão que teve lugar em Victoria Falls, República do Zimbabwe.

A cerimónia de abertura da 46a sessão ordinária do Conselho de Administração da ARIPO teve lugar na sala de Conferências do Hotel Radisson Blu, em Maputo e contou com a presença do Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, do Director Geral da OMPI, Daren Tang, do Director Geral da ARIPO, Bemanya Twebaze, membros de pleno direito, dos
directores ou responsáveis dos serviços nacionais de administração da propriedade intelectual, assim como representantes de países com estatuto de Estados Observadores, representantes de instituições parceiras, e de escritórios de agentes oficiais da propriedade industrial convocados.

A ARIPO administra vários protocolos em matéria de propriedade intelectual, com destaque para o Protocolo de Harare sobre Patentes e Desenhos Industriais; o Protocolo de Banjul sobre Marcas, o Protocolo de Swakopmound sobre Conhecimentos Tradicionais, o Protocolo de Arusha sobre a Protecção de Novas variedades de Plantas e o Protocolo de Kampala sobre o Registo Voluntário de Direitos de Autor e Direitos Conexos.

Actualmente a ARIPO conta com um total de vinte e dois (22) Estados-membro,
designadamente Botswana, Cabo Verde, Gâmbia, Gana, Quénia, Lesotho, Libéria, Malawi,
Maurícias, Moçambique, Namíbia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Seicheles, Serra Leoa,
Somália, Sudão, e-Swatini, Uganda, República Unida da Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.
Moçambique aderiu à ARIPO através da Resolução no34/99 de 16 de Novembro, que ratifica a adesão ao Protocolo de Harare sobre Patentes e Desenhos Industriais.

O objectivo geral dos Conselhos de Administração é assegurar o normal funcionamento
da Organização, formular a posição comum dos países membros face às discussões
globais em matéria da propriedade intelectual e preparar a sessão do Conselho de Ministros.

A 46a sessão irá, entre outras matérias, irá apreciar e aprovação o relatório do Director Geral da ARIPO sobre as actividades desenvolvidas em 2021, o Relatório de progresso da rede do Centro Regional de Apoio à Tecnologia e Inovação da OMPI-ARIPO (TISC) para os Estados Membros, os relatórios dos presidentes dos Comités Técnicos, designadamente do Comité Técnico dos Direitos de Autor e Direitos Conexos; do Comité Técnico de Proteção de Variedades de Plantas e do Comité Técnico dos Direitos da Propriedade Industrial.

A 46a sessão ordinária do Conselho de Administração da ARIPO decorre num momento em que as negociações do Protocolo de Direitos da Propriedade Intelectual da Zona de Comércio Livre Continental Africana estão no seu momento crucial, daí a importância de se forjar um posicionamento que ao mesmo tempo favorece a facilitação do comércio intra-africano, reafirma a relevância da experiência da ARIPO na administração do sistema da propriedade intelectual e salvaguarda os interesses da Organização e dos Estados Membros.

A realização da 46a sessão ordinária do Conselho de Administração da ARIPO coincide
com a visita do Director Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual – OMPI,

Paulo Samuel Nkankhomba N.216, Sommershield – Maputo www.playground.co.mz
o Senhor Daren Tang, uma das Agências Especializadas das Nações Unidas, a que
Moçambique aderiu através da Resolução no12/96 de 18 de Junho. A visita do Director Geral da OMPI segue-se a um convite nesse sentido formulado pelo Chefe de Estado
Moçambicano e constitui reconhecimento da importância estratégica do país e uma
oportunidade de projecção da imagem de Moçambique junto da Organização.

De referir que a visita de Daren Tang a Moçambique é a primeira de um dirigente máximo da OMPI a Moçambique, e constitui uma sublime oportunidade para o estreitamento de relações de cooperação entre o nosso país e aquela organizaçãoo.

País prevê a venda de 150 toneladas de castanha de caju


Segundo a RM, o volume corresponde a um crescimento em 3 por cento em relação à quantidade comercializada na época passada, que se situou na ordem de 146 mil toneladas.
É uma informação avançada, esta quarta-feira no distrito de Meconta, província de Nampula, pelo vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, no lançamento da campanha de comercialização da castanha de caju.

Olegário Baza explicou que os produtores da castanha de caju gastaram cerca de 5 mil 220 milhões de meticais.

“Isto representa um crescimento em 17 por cento, em relação ao ano anterior, cerca de 147 milhões para a exportação, também cerca de 9 mil 400 toneladas de amêndoa exportadas. Cerca de 9 milhões de dólares foram arrecadados para os cofres do Estado “ , disse.

Já os produtores pediram ao Governo que facilite a ligação com o mercado, valorizando sempre o pagamento justo da castanha de caju, de acordo com a qualidade oferecida.

 

Foi Inaugurado Novo Centro de Formação Profissional em Inhassoro

O envolvimento da empresa SASOL, Petroleum Temane, Lda, é no quadro da sua responsabilidade social e corporativa, ao abrigo do memorando de entendimento assinado com o então Ministério do Trabalho, a 18 de Junho de 2014, o qual previa a formação técnica de cidadãos moçambicanos que pudessem responder às necessidades da indústria de hidrocarbonetos, com prioridade para os projectos da SASOL.

Nessa altura, foi estabelecida a meta de formação de 460 cidadãos, cabendo ao então Instituto Nacional de Emprego e formação profissional (inefp) realizar esta actividade, com prioridade para formação dos jovens locais, nas áreas de electricidade de manutenção industrial, mecânica de manutenção industrial, soldadura e produção/processamento de gás.

Elsa Tivane, uma jovem que está em formação no Centro de Inhassoro e à espera de realizar o sonho de fazer parte da indústria extractiva. Ela diz que tudo começou porque via pessoas na rua a reparar máquinas e foi daí que começou a apaixonar-se pela área. Foi depois disso que descobriu a mecânica industrial, pois acredita que a indústria extractiva é o futuro para Moçambique, que sem dúvidas vai precisar de muita mão-de-obra local e ela está a preparar-se para esse futuro.

O centro leciona cursos de mecânica industrial, soldadura industrial, eletricidade de manutenção industrial e processamento de gás, virados para o ramo industrial e já colocou vários técnicos no mercado de emprego.

São mais de 500 estudantes formados desde 2015 a esta parte, nos cursos de eletricidade de manutenção industrial, mecânica de manutenção industrial, soldadura industrial e processamento de gás. Os cursos têm a duração de 24 a 30 meses e os estudantes saem de habilitados para trabalhar nas multinacionais do ramo extractivo.

Os cursos ministrados foram escolhidos pelas próprias comunidades, considerando as oportunidades de emprego e de auto-emprego, que emergem no sector industrial em Inhambane.

Segundo Alexandre Nhanala, director do Centro de Formação Técnica de Inhassoro, o estabelecimento de ensino trabalha com apoio da multinacional SASOL . Não nos foi revelado o valor investido, mas Nhanala disse que os consumíveis para as aulas práticas, de escritório, despesas de funcionamento, salários dos formadores e do pessoal administrativo, todas essas despesas são pagas pela SASOL.

Segundo o presidente da SASOL, o Centro de Inhassoro representa o comprometimento da petroquímica no desenvolvimento económico de Moçambique e, através da formação, pretende dar habilidades técnicas a jovens locais que poderão enfrentar o mercado de trabalho dentro e fora do país.

Aliás, para garantir a sustentabilidade do empreendimento, foi assinado um acordo de gestão sustentável entre a SASOL e o IFPLAC, um instrumento através do qual será guiada a gestão do centro.

O edifício inaugurado pelo Presidente da República é novo, mas o Centro de Formação Profissional de Inhassoro opera desde 2015 e já colocou jovens a trabalhar em diversas empresas em todo país.

Segundo Filipe Nyusi, são ao todo 44 jovens absorvidos pela SASOL em projectos de exploração de gás em Pande e Temane, havendo outros no projectos de exploração de carvão mineral pela Vulcan em Tete, na subestação da Electricidade de Moçambique em Gaza e no projecto de exploração de gás em Cabo Delegado.

Filipe Nyusi diz que o objectivo do Governo é buscar parcerias para melhorar a qualidade da mão-de-obra moçambicana, de modo a suprir as necessidades da demanda do mercado nacional.

Em termos de infra-estrutura, o projecto do Centro de Formação Profissional de Inhassoro contempla um Bloco Administrativo, composto por duas salas de reunião, quatro gabinetes, uma sala de recepção, sala de primeiros socorros, uma sala de entretenimento, uma sala de arquivo, uma copa e duas casas de banho masculino e feminino, cinco salas de aula com capacidade para 100 formandos no total, um bloco oficinal, composto por três oficinas – mecânica de manutenção industrial, electricidade de manutenção industrial e soldadura –, um campo de jogos, um bloco residencial, composto por duas casas tipo 3 e 4 casas tipo 2.

Assim, o CFPI tem uma capacidade formativa de 120 formandos por ano, como as seguintes qualificações: mecânica de manutenção industrial; electricidade de manutenção industrial; soldadura; processamento de gás.

Segundo o Presidente da República, a escolha do local onde está instalado este CFP teve em conta a necessidade de preparar uma mão-de-obra que responda aos desafios em que Inhassoro se coloca, face à sua localização geoestratégica, na base do potencial que tem, de produzir recursos energéticos, daí que, na sua fase operacional, o CFPI irá servir a grande indústria de gás que opera no distrito e outros do ramo de manutenção industrial, bem como a população no geral.

Nyusi espera que o novo centro de formação profissional, que se perspectiva ser um centro regional de excelência, traga impacto positivo, pois estão criadas condições para a formação profissional dos trabalhadores da SASOL, com base nos padrões de qualidade recomendados, formação profissional de jovens da comunidade e outros oriundos de todas as regiões do país, certificação dos beneficiários de formação profissional de acordo com o quadro nacional de qualificações profissionais e padrões internacionais.

PR inaugura plataforma de gás com várias comparações emotivas

“No dia 13, estávamos todos à espera. Eu estava a toda a hora a falar com o ministro Zacarias [dos Recursos Minerais] como se estivesse com uma mãe na maternidade à espera para dar à luz. E os pais, marido, filhos, irmãos, todos ficam nervosos, mas tudo deu certo”, referiu.O chefe de Estado falava na primeira visita à plataforma operada pela petrolífera Eni que há 10 dias encheu o primeiro cargueiro com gás natural liquefeito (GNL), colocando Moçambique no clube de países exportadores.

As comparações emotivas não se ficaram por aqui.

Já antes, ao visitar a sala de controlo da plataforma, Filipe Nyusi comparou a chegada da primeira embarcação a um casamento, quando ouviu um operador explicar que a operação de atracagem do cargueiro de GNL levou tempo, porque tudo tinha de correr na perfeição – e o chefe de Estado recordou que o noivo tem sempre de esperar um pouco pela noiva.

O Presidente moçambicano também chamou a Coral Sul de “bebé”, ao recordar que foi batizada pela primeira-dama, Isaura Nyusi, há um ano, nos estaleiros em Geoje, Coreia do Sul.

Hoje, Isaura Nyusi não pode viajar até à infraestrutura, mas prometeu uma visita para outra altura.

O bebé cresceu e hoje alberga 321 funcionários, 80 dos quais moçambicanos.

“Este projeto é um exemplo de inclusividade. Temos mais de 30 nacionalidades”, destacou Guido Brusco, diretor de operações de Recursos Naturais da Eni, que recebeu Nyusi e o acompanhou numa visita guiada às instalações.

São muitas nacionalidades, mas o dirigente da petrolífera diz que tem mais orgulho “em ver muitos colegas moçambicanos a explicar [ao Presidente] como funciona a plataforma”.

A exportação de gás não é a única prova de que a plataforma é uma realidade: a formação de capital humano também, referiu Elisabeth Cambaco, jovem natural de Pemba, engenheira ambiental a bordo da Coral Sul.

“O projeto é realidade, sim, e nós, jovens, somos prova disso. Estamos a a ser treinados e guiados” e “poderemos treinar as futuras gerações”, destacou.

Uma ambição aplaudida pelo Presidente moçambicano, que reafirmou a necessidade de qualificação dos jovens do país.

A plataforma de extração e liquefação de gás Coral Sul é primeira em águas profundas e o primeiro projeto do género desenvolvido em África.

A produção (3,4 milhões de toneladas de gás natural por ano) decorre dentro da Área 4 de exploração de Moçambique e está vendida à petrolífera BP durante 20 anos.

A plataforma tem depósitos de armazenamento no casco e 13 módulos por cima deles, incluindo uma fábrica de liquefação, um módulo de oito andares onde podem viver 350 pessoas e uma pista para helicópteros.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma `joint venture` em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão.

A Galp, KOGAS (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detém cada uma participações de 10%.

CTA comprometida no combate as mudanças climáticas

Vuma entende que a realização deste evento, constitui uma oportunidade para que de forma conjunta o Governo, Sector Privado e Parceiros, reflitam sobre como salvaguardar o equilíbrio entre a industrialização e a necessidade de assegurar a sustentabilidade do nosso planeta.

Por outro lado Agostinho Vuma avançou que a CTA, enquanto interlocutor do sector privado nacional, do trabalho que realizou sobre o impacto dos ciclones idai e kenneth na zona centro e norte do País, apurou que as empresas tiveram perdas e prejuízos cumulativos de cerca de1,6 mil milhões de dólares norte-americanos e o quanto Moçambique é vulnerável aos eventos climáticos extremos.

No mesmo âmbito, a CTA tem promovido o uso de energia e tecnologia amigas do ambiente no processo produtivo em todos sectores de atividade económica, como elemento fundamental para minimizar o efeito negativo sobre o ambiente da atividade empresarial.

No evento Agostinho Vuma manifestou em nome da CTA a sua disponibilidade e compromisso em promover a economia verde e a preservação do meio ambiente.

 

 

CTA e a Aliança Global Juntam-se para Combater a Desnutrição Cronica no País

Para o efeito, a Confederação das Associações económicas de Moçambique, conhecida como CTA e a Aliança Global para Melhor Nutrição assinaram, esta terça-feira, um memorando para apoiar a assistência técnica às firmas.

Desnutrição crónica é um problema de saúde pública em Moçambique e chega a afetar cerca de 40% de crianças com menos de cinco anos. Por isso, a CTA e a Aliança Global para Melhor Nutrição pretendem capacitar empresas para fornecerem produtos mais nutritivos e seguros.

Através do memorando, a CTA deverá receber 250 mil dólares da Gain para prestar assistência às empresas, através de programas que promovam a produção de alimentos com maior qualidade e acedam a um financiamento de cerca de três milhões de dólares.

“Estabelecemos como principais áreas de intervenção, a Gain como agente co-facilitadora, irá através deste acordo apoiar a transição da governação para a rede da CTA, bem como a sua expansão a nível nacional”, disse Gaspar Cuambe, representante da Aliança Global para Melhor Nutrição em Moçambique.

De acordo com a Gain, neste momento, tal rede está estabelecida em seis províncias e pretende-se desenvolver a nível nacional.

Para o presidente da CTA, este marco representa a consolidação de uma parceria com a Gain existente há cinco anos.

O memorando entre a CTA e a Rede de Empresas para a Expansão da Nutrição em Moçambique tem a duração de quatro anos.

Maputo acolhe a 7ª Edição da Conferencia de Economia Verde

Um evento realizado com o principal objetivo de proporcionar uma plataforma importante para discutir o financiamento para mitigação e adaptação das alterações climáticas; investimentos conscientes ao clima; risco que as mudanças climáticas representam para a carteira de uma instituição financeira; bem como o potencial da legislação das alterações climáticas para estimular o desenvolvimento de novos produtos e serviços para indivíduos e PMEs em Moçambique.

Sob o Tema: Contribuição do sector privado africano para a realização do acordo de paris sobre mudanças climáticas, o evento contou com a presença de:

  • Diretores executivos, Admistradores e Quadros Sénior de instituições de financiamento para desenvolvimento, Bancos comerciais e Instituições especializadas, tais como Micro finanças e de PMEs, Firmas com património capital e Serviços financeiros digitais não bancários;
  • Banco central e Reguladores;
  • Decisores de politicas e altos Funcionários do governo;
  • Representantes de organizações internacionais e Instituições financeiras regionais e Multilaterais;
  • Pesquisadores e Comunidade académica;
  • Profissionais de sustentabilidade e entre outros interessados no desenvolvimento sustentável.

Este evento acontece em continuidade das 6 edições da Conferencia de Economia Verde anteriormente realizadas no Quénia, Zâmbia, Gana, Senegal, Costa do Marfim e Benim.

 

15.ª Edição do Torneio Mini Basquete Millennium bim Encerra em Celebração

Este evento contou com a participação de 720 crianças dos 6 aos 12 anos de
idade. Nas diversas actividades durante o torneio foram incutidos hábitos
saudáveis, bem estar e promoção do desporto nacional a fim de contribuir
para formação de crianças, equipas técnicas e monitores envolvidos no
projecto.
Os jogos desta 15.ª edição do Torneio Mini Basquete Millennium bim, para
além de celebrar a prática desportiva, incluiram, igualmente, actividades
lúdicas paralelas como o xadrez, palestras sobre saúde oral, segurança
rodoviária, expressão plástica, entre outras, para os pequenos atletas durante
os intervalos em que estivessem fora da quadra.
O torneio, organizado no âmbito do Programa de Responsabilidade Social do
Millennium bim “Mais Moçambique pra Mim”, decorreu com a participação das
cidades de Maputo, Matola, Chimoio, Quelimane, Beira, Tete, Nampula e
Pemba.
Para o Administrador Executivo do Millennium bim, Albino Andrade, a
iniciativa foi criada “reconhecendo a importância dos cuidados com a saúde
para o bem-estar da sociedade, ao longo destes 15 anos o Millennium bim
tem desenvolvido diversas iniciativas de promoção de saúde tomando em
pauta a importância da actividade física e da recreação como actividades
que contribuem para a manutenção do corpo em prol de uma maior
vitalidade”, referiu.
Foi a pensar no bem-estar dos mais jovens e no desenvolvimento do desporto
nacional que o Millennium bim materializou, em 2006, a primeira edição do
Torneio Minibasquete Millennium bim, que até aos dias de hoje tem sido um
veiculo de transmissão de valores, princípios e referências de nomes que
poderão destacar-se profissional no basquetebol nacional e além-fronteiras.

A presente edição arrancou no dia 22 de Outubro e fundou as bases para o
desenvolvimento de novos grupos escolares e clubes da modalidade.