Tuesday, April 7, 2026
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Foi submetida a proposta de revisão do Código do Imposto sobre Consumos Específicos

O Governo submeteu à Assembleia da República a proposta de revisão do Código do Imposto sobre Consumos Específicos, por considerar que está desajustado das exigências actuais.

Nesta segunda-feira, a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade chamou o ministro da Economia e Finanças, para o esclarecimento de alguns pontos do documento submetido pelo Executivo.

“Esta é uma proposta de lei que surge no âmbito da reforma fiscal que o Governo está a promover, com o objectivo de alargar a base tributária e promover condições para o incremento de investimentos para a actividades económicas em Moçambique, com destaque para a industrialização”, explicou Max Tonela, ministro da Economia e Finanças.

Na proposta da revisão, o Governo explica que o Imposto sobre Consumos Específicos (ICE) incide sobre bens de consumo especial, que recomendam um tratamento diferenciado, nomeadamente os considerados nocivos à saúde pública (danosos ao consumo humano) e ao meio­ ambiente, bem como os artigos de luxo ou supérfluos, com destaque para as bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas, espirituosas e outras), bebidas não alcoólicas adicionadas de açúcar ou outros  edulcorantes (refrigerantes,  sumos  e  outros) produtos do tabaco (cigarros, cigarrilhas, charutos e outros), os veículos automóveis, produtos  de perfumaria  e cosméticos, artigos de joalharia,  obras de arte e algum equipamento desportivo, sendo  que  esses  bens,  pelas  razões  acima  referidas, se aconselha, para além da tributação geral em Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), a tributação especial em ICE.

O Governo explica que o Código do Imposto sobre Consumos Específicos (CICE) foi aprovado pela Lei n.º 17/2017, de 28 de Dezembro, prevendo um calendário trienal para a tributação de produtos sujeitos a este imposto com o término a 31 de Dezembro de 2020.

No entanto, devido à pandemia da COVID-19, não foi possível alterar o dispositivo legal acima referido para o período 2021–2023. Porém, através da Lei n.º 15/2020, de 23 de Dezembro, foi prorrogada a vigência das taxas do imposto, do ano 2020 para o biénio 2021–2022.

Das principais alterações, destaca-se a introdução de impostos sobre sumos e xaropes, com o objectivo de promover a protecção da saúde; jogos e seus acessórios, como bens supérfluos, onerosos e viciantes; cabelo humano e aparelhos telefónicos sem fio, incluindo redes móveis, como relógios inteligentes.

Para o ministro da Economia e Finanças, as medidas apresentadas ao Parlamento visam proteger o cidadão, bem como impulsionar a economia do país.

Ainda esta segunda-feira, a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade apreciou as propostas de revisão dos códigos dos impostos sobre o rendimento de pessoas singulares (IRPS) e do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Há atraso na implantação do programa sobre industrialização de África

Os Chefes de Estado e de governo da União Africana reconhecem haver atrasos na implantação do programa sobre industrialização e diversificação económica no continente.

O atraso na implementação deste programa levou os chefes de estado e de governo da união africana adoptarem uma declaração sobre a industrialização no continente.

A declaração foi adoptada na cimeira extraordinária da união africana que juntou na cidade de Niamey aqui no Níger chefes de estado e do governo desta organização continental.

A cimeira extraordinária serviu para os países membros da União africana partilharem experiências sobre a industrialização e diversificação económica.

O primeiro-ministro, Adriano Maleiane, que representou o presidente da república Filipe Nyusi, nesta cimeira, disse que na reunião os países reafirmarem compromisso de industrializarem o continente.

Na cimeira Moçambique partilhou os seus programas estruturantes sobre a industrialização destacando a abordagem no sector da agricultura Adriano Maleiane disse que foi importante falar do programa Nacional Industrializar Moçambique.

E ainda em representação do Presidente da República, o primeiro-ministro participou, em Niamey, na conferência sobre zona de livre comércio continental.

Moçambique poderá concluir o processo ratificação da zona de comércio livre continental pelo menos até Dois Mil e Vinte e três.

 

HCB arrecada mais de mil e quatrocentos milhões de meticais nos últimos três anos

Trata-se de um valor recorde que permitiu que a empresa garantisse maior robustez financeira.

É um dado avançado pelo Presidente da República na gala que marcou, este domingo, na Vila do Songo, em Tete, as celebrações dos 15 anos da reversão da HCB para o Estado moçambicano.

Filipe Nyusi diz que a reversão melhorou, ainda, a disponibilidade de energia para os moçambicanos.

Estes resultados, segundo o Chefe do Estado, espelham a capacidade dos quadros moçambicanos em gerir um empreendimento de grande envergadura como a HCB que passou a gestão nacional, depois da reversão, em 2007.

No seu discurso, Filipe Nyusi, destacou, ainda, a oferta pública de acções da HCB, em 2017, permitindo que mais de 17 mil moçambicanos passassem a ser accionistas da empresa, através da Bolsa de Valores.

O Presidente da República vincou que a reversão da HCB a favor do Estado moçambicano, há quinze anos, não deve ser encarada como uma nova independência, mas como uma oportunidade para que mais moçambicanos se beneficiem de energia como tem estado a acontecer, actualmente.

A HCB é responsável por 77 por cento da energia consumida em Moçambique, num empreendimento construído, há mais de cinquenta anos.

Terrorismo compromete a comercialização do Caju

Segundo a Carta de Moçambique, os ataques terroristas obrigaram os produtores do sector familiar a abandonar as casas e machambas. Aliás, os poucos produtores que conseguiram vender a castanha de caju em zonas próximas da vila sede reclamam do preço de compra, que está abaixo do estipulado oficialmente pelas autoridades.

A carta avança ainda, que um produtor contou que os que conseguiram tratar os seus cajuais e que já estão a colher não estão satisfeitos devido ao baixo preço, que ronda nos 30 meticais o quilo, contra 37 meticais anunciados pelo governo. Pior ainda é a falta de alternativa, porque, devido à questões de segurança, os produtores não podem levar a castanha à vizinha República da Tanzânia.

Refira-se que parte da castanha de caju que era produzida nos distritos de Nangade, Palma e Mueda, era escoada para Tanzânia devido aos preços atractivos praticados naquele país, mas os ataques terroristas cortaram esta via.

Na semana passada, no lançamento da campanha de comercialização da castanha de caju no distrito de Meconta, província de Nampula, o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, disse que na presente época 2022/23 serão comercializadas 150 mil toneladas contra 146 mil na campanha anterior, um crescimento de apenas 3 por cento.

BCI aborda o desafio das mulheres do seculo XXI: Mulheres sem medo

Segundo referiu a Directora Central Adjunta do Private, Ana Zara Fateally, visa destacar a importância da mulher, o seu papel na sociedade e na economia do país.
“Acreditamos que é um requisito essencial para o processo de construção de uma economia forte”, disse.
Refira-se que o evento teve momentos de poesia e de música, proporcionados por colaboradoras do BCI, e houve espaço para debate, trabalho em rede, oferta de brindes às personalidades sorteadas.

Moçambique celebra os 15 anos da reversão do HCB

Há 15 anos, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa foi revertida a favor de Moçambique. Por isso, para celebrar a efeméride, o Presidente da República esteve na Vila do Songo, em Tete, para celebrar o feito. Falando aos convidados, Filipe Nyusi disse que “Estamos a celebrar a reversão, mas, o mais importante, é a resiliência”, pois o mais difícil sempre é manter o empreendimento.

Segundo disse Filipe Nyusi, a actividade da HCB permite gerar 77% da energia consumida no país, sendo, por isso, um factor determinante no processo de transformação do nacional. E acrescentou que o processo de reversão da HCB não foi somente um acto simbólico, traduzido por assinatura de documentos, mas um acto demonstrativo da capacidade de gestão dos moçambicanos.

Para Nyusi, a reversão da HCB representa o marco no percurso pela autonomia produtiva e afirmação enérgica da região, tendo como finalidade o bem-estar de todos os moçambicanos. Assim sendo, Nyusi saudou, de forma especial, os colaboradores da HCB pelo contributo na consolidação da empresa, que impulsiona o desenvolvimento da economia e a massificação do consumo da energia em todo o território.

“A reversão da HCB e a disponibilidade de energia limpa trouxeram activo económico para salto qualitativo do nível de vida dos moçambicanos”, afirmou Filipe Nyusi.

Durante o seu discurso, o Presidente da República referiu-se à história sobre a concepção de fundos, construção, reversão, estrutura accionista e o impacto na economia.

Para Nyusi, a reversão da HCB não se trata de uma segunda independência. “É um produto da nossa independência”. Igualmente, a gestão de quadros nacionais veio provar a capacidade dos quadros na manutenção da empresa, pois o país passou a ter mais energia e mais equilíbrio para as contas públicas.

Filipe Nyusi disse ainda que espera que a HCB continue a ser um orgulho nacional e a posicionar-se como referência no mercado nacional e regional.

Lançado oficialmente o Programa de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis para Comunidades da Zona Tampão do Parque Nacional da Gorongosa

A implementação do SLDP Gorongosa será feita pelo GRP, tendo como parceiros as ONG’s Right To Play (RTP) e a Resilience BV, por meio da sua subsidiaria Resiliência Moçambique Lda.

O SLDP Gorongosa visa contribuir para a melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da zona tampão do PNG, através de implementação de intervenções que contribuam para o aumento da produção agrícola, a melhoria dos índices de nutrição, o fornecimento de água de qualidade e saneamento básico do meio, bem como iniciativas de promoção de saúde sexual e reprodutiva.

O programa com especial enfoque nas mulheres e nos jovens, abrange os Distritos de Cheringoma, Dondo, Gorongosa, Maringué, Muanza e Nhamatanda e irá, também, contribuir para o reflorestamento e conservação da biodiversidade, inserindo-se assim na agenda do Desenvolvimento do Governo de Moçambique.

O programa conta com um financiamento de 20 milhões de Euros e terá a duração de cinco anos (2022-2027) e deverá abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 Produtores do Sector Familiar e 30.000 membros das comunidades alcançados pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição, WASH e SRHR.

 

A Embaixadora do Reino dos Países Baixos, Elsbeth Akkerman, presente no acto afirmou que “a estratégia de desenvolvimento do Governo Holandês, assenta nos seguintes pilares: Desenvolvimento Sustentável, Igualdade de Género, Apoio à Juventude, Segurança Alimentar, Água e Clima e todos eles estão claramente alinhados com a estratégia de desenvolvimento do Governo de Moçambique”.

Em representação do PRG, Mike Marchington, Director de Finanças & Planeamento, declarou que “o Programa que lançamos hoje é mais uma afirmação do nosso compromisso de aliar a conservação e o desenvolvimento das comunidades.

A proteção da biodiversidade, para ser bem-sucedida, deve ser um processo inclusivo, com a participação de todos, onde a participação da comunidade deve resultar em benefícios tangíveis para os mesmos, tornando as comunidades os maiores guardiões do ecossistema.

Por fim, queremos afirmar que, enquanto equipa, estamos comprometidos com os objectivos deste programa e com a utilização racional dos recursos alocados ao SLDP pela Embaixada do Reino dos Países Baixos.”.

E ao fim da cerimónia a Secretária de Estado na Província de Sofala, Stella da Graça Pinto Zeca, afirmou e assumiu o compromisso do Governo para o sucesso do Programa, reconhecendo que o Programa se enquadra no Plano do Governo e nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis das Nações Unidas que o Governo de Moçambique ratificou.

 

Moçambique carece de regulamentos específicos para produção de energia fora da rede – ARENE

Segundo o Presidente do Conselho de Administração, Paulo da Graça, para preencher esta lacuna, o governo aprovou no ano passado um decreto sobre o acesso à energia em áreas fora da rede. Estão agora a ser elaboradas oito resoluções complementares, que deverão estar concluídas até ao final deste ano.

Graça disse que a aprovação destes instrumentos legais irá encorajar a produção de energia para garantir o acesso universal a este recurso até 2030, o que terá um impacto positivo no desenvolvimento sócio-económico do país.

“Após um estudo, o governo constatou a falta de regulamentação para as pessoas interessadas em exercer esta actividade”, disse Graça, falando esta quarta-feira, em Maputo, durante a Primeira Conferência Regional sobre o Quadro Regulatório para a Energia fora da Rede.

“Assim, em 2021 o Governo aprovou um regulamento geral, e este processo envolve oito conjuntos de regulamentos complementares. Acreditamos que até ao final do ano, teremos todos estes documentos concluídos”, previu.

O evento de dois dias reúne mais de 50 oradores de África. Europa e América, nomeadamente membros da Associação Regional de Reguladores da Energia da África Austral (RAERESA), especialistas, agências financeiras e vários outros intervenientes no sector do acesso à energia fora da rede.

Os membros do painel devem apresentar, discutir e recomendar soluções viáveis que contribuam para o objectivo de acesso universal a fontes de energia eficientes e limpas até 2030. A conferência foi co-organizada pela Organização Holandesa de Desenvolvimento (SNV), com financiamento dos governos britânico e sueco. (CoM)

Sector do caju em oscilações

É dos sectores da economia em Moçambique que ainda resistem às vicissitudes domésticas e de índole internacional. A castanha de caju tem um enorme potencial de geração de cadeia de valor, tanto que, só na parte da produção, emprega 1 400 000 famílias, que, na campanha de comercialização 2021–2022, geraram uma renda bruta de 87 milhões de dólares.

O subsector de caju já esteve forte e reconhecido na década de 60 e princípio da década de 70, em que atingiu o pico de 700 000 toneladas, tendo concorrido com gigantes internacionais, como a Índia. A guerra civil fez envelhecer parte significativa do parque cajual no país e, no início da década de 2000, começaram reformas que culminaram com a criação do Instituto Nacional do Caju, que se ocupa pela revitalização do subsector, através de produção de mudas e investigação de clones com maior nível de produtividade.

Voltar ao topo outrora conquistado é difícil. Na campanha de comercialização 2021–2022, foram vendidas 146 000 toneladas para indústrias nacionais e exportação, e o preço (mínimo) de referência por quilograma foi de 39 Meticais. Na campanha 2022–2023, espera-se aumentar a quantidade para 150 000 toneladas, porém a um preço mais baixo – 37 Meticais por quilograma.

O vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário dos Anjos Banze, é um homem optimista: está projectada uma comercialização de cerca de 150 mil toneladas de castanha, o que poderá representar um crescimento de 3%. Com esse volume, espera-se conseguir uma renda bruta de 87 milhões de dólares, o mesmo valor da campanha passada, justamente por causa da redução do preço de comercialização.

A Associação dos Industriais do Caju (AICAJU) não se revê no actual modelo que atribui protagonismo ao Governo na fixação do preço. “A AICAJU reforça a sua posição já manifestada em momentos anteriores, bem como volta a apelar à necessidade de deixar o mercado funcionar, uma vez que este é que ditará o preço de referência real”, reafirma Julina Harculette, daquela agremiação.

Em 2021, fundamenta Harculette, a indústria processou cerca de 32 663 toneladas de castanha de caju, contra 30 664 do ano de 2020, resultando num incremento de 6,52%.

EDM atinge o record de novas ligações em 2022

Este marco resulta do esforço que a EDM está a empreender na expansão da Rede Eléctrica Nacional (REN) na simplificação dos processos de contratação e redução do tempo de espera para as novas ligações, no âmbito da iniciativa do Governo de Moçambique, “Energia Para Todos”, que visa alcançar a meta do Acesso Universal à Energia Eléctrica até 2030.

Para o efeito, através do Governo, já foram mobilizados cerca de 343 milhões de dólares, para continuar a garantir a massificação das novas ligações, estando em curso processos de Procurement visando a contratação de fornecedores de diversos materiais, incluindo consultores e empreiteiros, para a implementação das obras de expansão da rede eléctrica, em todo o território nacional.

Importa referir que todo o Procurment da EDM observa, rigorosamente, a Política de Governação Corporativa, optimizando as boas práticas de Integridade, Transparência e Prestação de Contas.

EDM continua a trabalhar e espera ligar, em todo o País, 320 mil novos clientes, até ao fim do mês de Dezembro deste ano.

Para dinamizar esta actividade e melhorar a assistência aos clientes, a Empresa está engajada no processo de  digitalização e modernização do Sistema de Atendimento Público e apetrechamento dos Serviços de Piquete com meios materiais e humanos, de modo a responder à demanda do crescimento do número de novos consumidores de energia eléctrica, garantir a prestação de serviços de excelência e, consequentemente, a satisfação do cliente.