Friday, June 19, 2026
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CTA Quer Esclarecimento Sobre o Código Comercial

Com a entrada em vigor do novo Código Comercial, foram registadas algumas preocupações por parte do Sector Privado, especialmente, no que diz respeito ao Transporte Marítimo e, neste sentido, a CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, visando esclarecer as preocupações em alusão, reuniu, através do Pelouro de Transportes, com o International Finance Corporation (IFC).

As preocupações registadas provinham, essencialmente, da Associação das Linhas de Navegação e dos Operadores Portuários.

Após o encontro, as preocupações do Sector Privado ficaram esclarecidas, nos termos abaixo:

  1. Nem o Código Comercial de 2005, nem o Código Comercial de 2022 (Decreto-Lei nº 1/2022, de 25 de Maio) revogaram o Livro Terceiro referente ao Comércio Marítimo do Código Comercial de Veiga Beirão de 1888.
  2. Nem o actual Regime Jurídico dos Contratos Comerciais (Decreto-Lei nº 3/2022, de 25 de Maio) revogou o Livro Terceiro do Código Comercial de Veiga Beirão.
  3. O actual Código Comercial, bem como o Regime Jurídico dos Contratos Comerciais apenas revogam os artigos 477 a 633 do Código Comercial de 2005 (e não o Livro Terceiro do Código Comercial de Veiga Beirão).

Em face do acima exposto, quer o Sector Privado, quer os Consultores, advogam que o Contrato Marítimo deve ser regulado por uma Lei Avulsa, fundamentalmente, porque a matéria a ele inerente resulta de várias Convenções Internacionais, entre as quais:

  • Convenção de Haia – Visby de 1968;
  • Convenção de Hamburgo de 1978;
  • Convenção de Roterdão de 2009.

Até porque sendo Moçambique um país do litoral, com uma costa de 2720Km de extensão, e sendo o mercado de transporte marítimo na região e no mundo muito competitivo para os países do hinterland, a urgência de uma Lei Avulsa sobre o Transporte Marítimo se impõe como nunca.

Por fim, e como resultado dessa reunião, o IFC dispôs-se, perante a CTA, em apoiar o Governo de Moçambique para efeitos de elaboração da Lei Avulsa em alusão, no âmbito do projecto de assistência técnica para implementação do novo Código Comercial e revisão de legislação a ele conexa.

9ª Edição do programa #BIZ gradua 34 jovens empreendedores

A Orange Corners Maputo é uma iniciativa da embaixada do Reino dos Países Baixos em parceria com a Heineken Moçambique, Standard Bank, Vodacom M-PESA e Van Oord. O programa, implementado pela ideiaLab, permitiu que através do programa #BIZ os jovens beneficiassem de sessões de desenvolvimento de negócios e acompanhamento directo de mentores experientes em empreendedorismo, acesso a financiamento e uma rede de network.

Num universo de 376 candidaturas, foi selecionado para esta edição do programa #BIZ um grupo de 10 mulheres e 24 homens provenientes das províncias de Maputo, Sofala, Manica, Nampula, Tete e Cabo-Delgado. Todos com idades entre os 18  e os 35 anos e a empreender no mercado há no máximo dois anos.

Ao longo do evento a embaixadora do Reino dos Países Baixos, Hellen de Vries, deixou ficar o seu parecer sobre a iniciativa e o grande potencial de crescimento de jovens empreendedores moçambicanos. “Fiquei muito impressionada com a resiliência do povo moçambicano, especialmente da juventude. Nos últimos quatro anos aqui em Moçambique, conversei com muitos jovens e essas conversas mostraram-me que devemos ouvi-los pois são o futuro deste país e têm um grande potencial de mudar as coisas para melhor”, afirmou aquela responsável. A embaixadora Elsbeth Akkerman acrescentou ainda que “a juventude precisa é de oportunidades como este programa de incubação do Orange Corners que o Reino dos Países Baixos tem muita alegria em apoiar”.

Os graduados do #BIZ, para além da capacitação, têm desde a 7ª edição, acesso a financiamento do Orange Corners Innovation Fund. Todos os participantes recebem, ao longo do programa, 750 euros e têm a oportunidade de competir para investimentos de até 4.250 euros, financiados pela mesma entidade.

Durante a cerimónia de graduação a Gestora do Orange Corners, Adelina Nhanala, referiu que “com esta edição, chegamos a 239 negócios incubados desde a criação do Orange Corners Maputo”. “São jovens de vários pontos do país que acreditam no potencial dos seus negócios e agarram a oportunidade de se lançarem para o mercado”, afirmou.

A gestora Adelina Nhanala aproveitou ainda para dar a conhecer a abertura das candidaturas para a 10ª edição do programa #BIZ que vão estar abertas até o próximo ano através. As inscrições podem ser feitas através do link http://bit.ly/ocm_biz10.

Desde a primeira edição, fizeram parte do #BIZ cerca de 240 negócios. Trata-se de um programa de incubação de negócios do Orange Corners onde se preparam negócios com nenhuma ou pouca tração no mercado, para que possam estabelecer-se e começar a realizar vendas. O processo de selecção do #BIZ tem em conta o potencial e grau de aplicabilidade de negócios de jovens estudantes universitários ou recém-graduados.

Fim do Terrorismo em Moçambique?

Rui Mape, analista e economista do Centro de Integridade Pública (CIP),  recordou que os EUA têm experiência no combate ao terrorismo, por isso, Moçambique pode aproveitar para melhorar a sua prestação e eliminar a situação do terrorismo no país.

A participação de Moçambique na cimeira em Washington demonstrou o interesse dos Estados Unidos por Moçambique, disse o economista, considerando, que o país precisa de tirar maiores influências e benefícios do evento para conseguir apoios para acabar com a situação de guerra em Cabo Delgado.

Para o analista e gestor de programas no Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) Dércio Alfazema, pesa o facto do Presidente da República, Filipe Nyusi, ter tido a oportunidade de participar do evento na primeira pessoa, explicar a situação do país, num evento que o analista considera uma feira diplomática.

O Presidente falou pessoalmente, explicou qual é o ponto de situação e esclareceu as dúvidas, frisou Alfazema, reiterando que valeu a pena Moçambique ter participado e ao mais alto nível, com a presença do chefe de Estado.

A participação de Moçambique não passou despercebida por se tratar de um país que está na rota do contexto global devido à sua presença no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas [ONU], referiu o analista.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

LAM reforça frota

Com efeito, a Companhia reforçou o número de aeronaves, com a inclusão, pontual, na frota, de um Boeing B737.
Deste modo, a LAM estará em melhores condições para transportar mais passageiros e carga, tendo já incluído nas suas operações mais 20 novos voos para as próximas duas semanas.
Está também previsto o incremento do número de frequências para os destinos com maior tráfego.
A LAM passa, assim, a operar com dois Boeing B737, um Bombardier CRJ, três Bombardier Q400 e dois Embraer 145, estes últimos são operados pela MEX – Moçambique Expresso, subsidiária da LAM.

Presença de Moçambique no Conselho de Segurança da ONU foi Tema de Conversa

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, Blinken e Nyusi discutiram “prioridades globais e regionais compartilhadas, incluindo áreas de cooperação durante o primeiro e histórico mandato de Moçambique no Conselho de Segurança da ONU em 2023-2024”.

Os dois líderes também reafirmaram a sua parceria estratégica para a promoção da paz, a estabilidade e a segurança da saúde global.

Blinken destacou ainda o impacto da estratégia dos Estados Unidos da América (EUA) para prevenir conflitos e promover a estabilidade como complemento aos esforços do Governo e da sociedade civil no norte de Moçambique.

“Estamos ansiosos pela nossa colaboração quando Moçambique se tornar membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Janeiro, mas também somos parceiros fortes para ajudar Moçambique a construir estabilidade, parceiros fortes para construir juntos a saúde global, lidando com insegurança alimentar, e damos as boas-vindas a essa parceria. Há muito o que discutir esta noite”, disse Blinken a Nyusi, citado no ‘site’ do executivo norte-americano.

Já o chefe de Estado de Moçambique apelou por uma maior cooperação entre os dois países e por um maior investimento dos Estados Unidos no seu país.

Blinken e Nyusi encontraram-se na capital norte-americana à margem da Cimeira EUA-África, que começou na terça-feira e que terminou ontem.

A Cimeira reuniu líderes de todo o continente africano para discutir formas de fortalecer laços e promover prioridades compartilhadas com os Estados Unidos.

No total, 49 chefes de Estado africanos e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, foram convidados para este encontro de alto nível.

A Cimeira deve reavivar as relações dos Estados Unidos com o continente africano, suspensas pelo ex-presidente Donald Trump, num momento em que China e Rússia avançam com os seus ‘peões’ na região.

PAE Alvo de Analise

A CTA chamou atenção em relação ao conteúdo do pacote fiscal que, tendencialmente, demonstra um aumento da carga fiscal e pouco incentivo à indústria local.

A Unidade de Implementação explicou que há dois processos simultâneos em curso, o primeiro são as medidas anunciadas no PAE e outro é a revisão do pacote fiscal.

O PAE, em si, trás medidas de estímulo à economia o que pode não ser o mesmo em relação à revisão fiscal integral que está em curso.

Contudo, o Governo reconhece a necessidade de ajustar as medidas, baseando-se no retorno do Sector Privado.

Relativamente ao IRE, os parceiros de cooperação defenderam tratar-se de um instrumento importante e que poderia ser usado para o diálogo público e privado nas províncias.

Assim, algumas acções estão em discussão para levar esta discussão para as províncias, começando por Cabo Delgado em Fevereiro próximo.

Quatro empresas Certificadas pelo PRONACER

De acordo com a organização, das 100 empresas capacitadas no âmbito da implementação do programa, apenas 25 foram pré-qualificadas, sendo que, destas, quatro já receberam os seus certificados, enquanto 16 ainda estão em processo de certificação. “O processo de inscrições no âmbito do Programa Nacional de Certificação de Empresas teve o seu início a 6 de Dezembro de 2019, em que foram inscritas 155 empresas a nível de todo o país. Do total das empresas inscritas, 63% são Pequenas, 19% Micro e 18% são Médias”, detalha a CTA.

Segundo a agremiação, a certificação ISO 9001 (sistema de gestão de qualidade) é que tem tido maior adesão (43%), seguida da certificação ISO 45001 (Saúde e Segurança do Trabalho), que representa 17% e, por fim, a ISO 14001 (Sistema de gestão ambiental), que representa 16%. Refira-se que o PRONACER é um projecto implementado pela CTA que visa capacitar as Micro, Pequenas e Médias Empresas, de modo a assegurar a sua participação efectiva e sustentável na cadeia de fornecimento de produtos, bens e serviços aos grandes projectos. O mesmo tem como meta capacitar e certificar 1000 empresas num período de cinco anos, tornando-as elegíveis nos processos de procurement da indústria de oil&gas.

Autoridade Tributaria Satisfeita com os Resultados de 2022

Mais de 275 mil milhões de meticais entraram nos cofres do estado até novembro ultimo, representando 94% da meta para 2022.

Segundo avança a Autoridade Tributaria, Boa parte do valor foi coletado na zona sul do pais, com destaque a província de Maputo que alberga o maior parque industrial do país.

Por outro lado, a Autoridade Tributaria avançou que pretende melhorar os mecanismos de coleta dos impostos através do incremento de meios eletrónicos a partir do dia 09 de janeiro, através da implementação da caravana do contribuinte sob o lema: “A chama do contribuinte”, um movimento de educação fiscal e popularização do imposto, que visa a promoção da cidadania e melhorar o conhecimento do cidadão sobre o imposto e acredita-se que a iniciativa irá impulsionar a capacidade de pagamento dos impostos e melhorar o sistema tributário.

A informação foi tornada pública ontem, quinta feira em Maputo, durante o Briefing do final de ano com a comunicação social, cujo o objetivo era apresentar os resultados de 2022 e perspetivas para 2023.

Absa Bank Moçambique foi o Banco parceiro no Strategic Business Group do Alto Comissariado do Reino Unido

Na prática, este evento junta à mesma mesa as principais empresas afiliadas do Reino Unido que operam nos sectores de energia, mineração, agricultura, telecomunicações e infraestrutura em Moçambique de forma a que, juntas, continuem a desenvolver parcerias, a firmar e a estreitar relações.

 No evento estiveram presentes várias individualidades, como o caso da Vice-Ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, a Alta Comissária do Reino Unido, Helen Lewis, membros do Governo moçambicano e britânico, corpo diplomático e representantes do sector privado. Ainda no decurso deste, foram entregues os certificados de conclusão do Programa de Treinamento em Comércio de Exportação da TFSA Financiado pelo Reino Unido destinado a mulheres no comércio e em colaboração com a Idealab. 

O Absa Bank Moçambique foi o Banco parceiro deste evento, onde colocou à disposição, durante a sessão de networking, uma experiência de realidade virtual permitindo que cada visitante  explorasse esta nova tecnologia, interagisse e visitasse um protótipo de um balcão. Para além disso, e reforçando o seu apoio à cultural nacional, o Absa preparou uma exposição que contou com a participação dos artistas Mateus Sithole, Pekiwa e Sónia Sultuane, , todos eles artistas preocupados com as questões climáticas e a sustentabilidade.  

A participação neste evento reforçou o compromisso do Absa Bank Moçambique com o desenvolvimento do negócio e o empoderamento das mulheres bem como a sua aposta na inovação comprovando que a banca pode ser interactiva, criativa e dinâmica.  

Fórum Empresarial Reino Unido-Moçambique Trará Oportunidades de Negócio

Onde foi anunciado que o Fórum Empresarial Reino Unido-Moçambique se realizará em Fevereiro de 2023 na cidade de Maputo, e de acordo com Helen Lewis, constituirá mais uma oportunidade para encontrar pessoas com interesses semelhantes e discutir desafios-chave e oportunidades de investimento nos sectores da agricultura, energia e mineração.

“As empresas britânicas que operam em Moçambique têm um grande enfoque na transferência de tecnologia e prestação de serviços em áreas como a agricultura, telecomunicações, mineração e energias renováveis”, frisou a responsável britânica.

O grupo empresarial estratégico britânico é composto pelas principais empresas britânicas que operam nos sectores da energia, mineração, agricultura, telecomunicações e infraestruturas.