Sunday, April 12, 2026
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Empresas moçambicanas recuperaram-se em Setembro

O PMI do Standard Bank ficou acima do valor de referência de 50 no mês de Setembro, cifrando-se em 50,4 após a descida para os 47,9 em Agosto, o que indica uma ligeira recuperação nas condições das empresas após o alívio das restrições associadas à Covid-19″, referiu Fáusio Mussa, economista-chefe do Standard Bank Moçambique.

As novas encomendas recuperaram de forma moderada após o declínio verificado em Agosto, a criação de emprego acelerou à medida que a confiança aumentou, mas a produção continuou a cair, embora de forma ligeira.

Fáusio Mussa destaca que o índice de produção ficou abaixo do valor de referência de 50 pelo segundo mês consecutivo, “mantendo a coerência com as previsões de uma lenta recuperação do crescimento para este ano”.

“Os dados relativos ao mês de setembro demonstram um declínio das infeções provocadas pela Covid-19 para uma média diária abaixo dos 200 casos, em comparação com a média de 870 em Agosto e de 1.423 em Julho, durante o pico da terceira vaga da pandemia”, nota o economista.

A situação tem permitido um alívio das restrições, mas “a disponibilidade limitada de vacinas ainda expõe o país ao risco de medidas mais restritas em caso de um aumento das infeções”, o que implica um certo grau de incerteza para os negócios.

A confiança nas empresas aumentou em Setembro para um valor de 81,9, o que pode indiciar uma “aceleração da produção nos próximos 12 meses à medida que a situação de segurança melhore e as restrições associadas à pandemia sejam reduzidas”, concluiu.

O Purchasing Managers’ Index (PMI) publicado pelo Standard Bank resulta das respostas de directores de compras de um painel de cerca de 400 empresas do setor privado.

Moçambique tem um total acumulado de 1.919 mortes e 150.899 casos de Covid-19, dos quais 98% recuperados da doença e 23 internados.

Governo e sector privado articulam remoção de barreiras ao investimento

De acordo com Ludovina Bernardo, vice-ministra da Indústria e Comércio, um dos grandes desafios que o país enfrenta, actualmente, decorre das acções terroristas em Cabo Delgado e da pandemia da COVID-19, cujos efeitos negativos tendem, actualmente, a abrandar.

Para Bernardo, apesar destes desafios, o país registou progressos assinaláveis na implementação do Plano de Acção para a Melhoria do Ambiente de Negócios (PAMAN) no período 2019-2021 na ordem de 43,2% de realização.

“Não podemos perder de vista que este é o último ano de implementação deste instrumento que contém acções integradas que o Governo e o sector privado se comprometeram a realizar para garantir a melhoria contínua do ambiente de negócios no nosso país”, disse Bernardo, durante a sua intervenção na abertura do workshop de harmonização das actuações do Grupo Intersectorial de Remoção das Barreiras ao Investimento (GIRBI) e Pelouros da Confederação das Associações Económicas (CTA).

Ainda de acordo com a governante, o Executivo está ciente da necessidade de adoptar mais estímulos ao investimento privado, para poder reagir perante conjunturas adversas.

“Temos de assumir colectivamente que há, ainda, um caminho longo por trilhar neste momento da pandemia, por esta razão, somos todos chamados a sermos audazes por forma a reerguermos a nossa economia, que passa pela continuação com acções de simplificação e desburocratização de processos e procedimentos”, salientou a vice-ministra.

Refira-se que a CTA vai realizar de 22 a 24 de Novembro próximo a XVII Conferência Anual do Sector Privado (CASP), de forma híbrida na Cidade de Maputo, com um número limitado de 300 participantes presenciais, sob o lema “Reformando o ambiente de negócios para a recuperação económica”.

África Subsaariana sai da recessão em 2021 mas recuperação continua vulnerável

A África Subsaariana deverá emergir da recessão de 2020 provocada pela pandemia da COVID-19, com um crescimento previsto de 3,3% em 2021. Esta previsão é 1% superior à previsão de Abril de 2021, de acordo com a última edição do “Africa’s Pulse”.

Esta recuperação é atualmente alimentada pelos elevados preços das matérias-primas, por um relaxamento das rigorosas medidas adotadas durante a pandemia e pela recuperação do comércio global, mas continua vulnerável, tendo em conta as baixas taxas de vacinação no continente, os danos económicos prolongados e o ritmo lento da recuperação.

De acordo com a análise do “Africa’s Pulse”, a atualização económica semestral do Banco Mundial para a região, o crescimento para 2022 e 2023 também permanecerá um pouco abaixo dos 4%, continuando a ser inferior à recuperação nas economias avançadas e nos mercados emergentes, e refletindo uma falta de investimentos na ASS.

“Um acesso justo e amplo às vacinas contra a COVID 19 eficazes e seguras é fundamental para salvar vidas e fortalecer a recuperação económica em África”. Uma disponibilização mais rápida de vacinas aceleraria o crescimento da região para 5,1% em 2022 e 5,4% em 2023 – pois isso permitiria levantar mais medidas de contenção, impulsionando o consumo e o investimento,” disse Albert Zeufack, Economista Chefe do Banco Mundial para África.

A análise mostra que as atuais velocidades de recuperação económica na região são variadas, com as três maiores economias, Angola, Nigéria e África do Sul, a crescerem 0,4%, 2,4% e 4,6%, respetivamente. Excluindo a África do Sul e a Nigéria, o resto da ASS está a recuperar mais rapidamente a uma taxa de crescimento de 3,6% em 2021, com países não ricos em recursos, como a Costa do Marfim e o Quénia, com uma forte recuperação estimada de 6,2% e 5,0%, respetivamente.

Uma tendência positiva é que, de acordo com os autores do relatório, os países africanos aproveitaram a oportunidade da crise para promover reformas estruturais e macroeconómicas. Diversos países iniciaram reformas estruturais difíceis mas necessárias, tais como a unificação das taxas de câmbio no Sudão, a reforma dos subsídios aos combustíveis na Nigéria e a abertura do sector das telecomunicações ao sector privado na Etiópia.

Além disso, graças a políticas monetárias e fiscais prudentes, o défice fiscal da região, que correspondia a 5,4% do PIB em 2021, deverá diminuir para 4,5% do PIB em 2022 e 3% do PIB em 2023. Contudo, a disciplina fiscal, combinada com um espaço fiscal limitado, impediu os países africanos de injetarem os níveis de recursos necessários para lançarem uma resposta política vigorosa à COVID-19.

Além das crescentes pressões fiscais e do crescimento dos níveis da dívida à medida que implementam medidas para uma recuperação económica sustentável e inclusiva, os países da África Subsariana também sofreram com o agravamento dos impactos das alterações climáticas. Os autores do “Africa’s Pulse” aconselham que, assim como os países têm utilizado a crise para introduzir medidas de reforma, também devem aproveitar esta oportunidade para fazer transições sustentáveis e resilientes para economias com baixas emissões de carbono que podem proporcionar benefícios de longo prazo sob a forma da redução dos riscos ambientais, assim como novas aberturas para o desenvolvimento económico.

Os relatórios destacam o contexto único de África, com um baixo desenvolvimento de base, vulnerabilidades climáticas preexistentes, um limitado acesso à energia e uma elevada dependência de sectores sensíveis ao clima – como constituindo desafios, mas que também proporcionam oportunidades para transformar a economia e criar empregos. As empresas privadas e os governos em África estão a dar formação para empregos no sector da energia solar (Togo e África do Sul). Os investimentos em infraestruturas inteligentes em relação ao clima podem ajudar as cidades a criar empregos. A descarbonização é uma oportunidade para fomentar as atividades transformadoras na região, incluindo a produção de componentes da “Internet das Coisas”, a agregação de valor aos minerais que irão impulsionar a economia verde e a inserção nas cadeias de valor regionais.

Vale afasta-se da operação de carvão em Moatize até ao final do ano

A mineradora Vale pode encontrar um comprador para a sua operação de carvão Moatize em Moçambique até ao final deste ano, num movimento contínuo para alcançar uma carteira mais enxuta, disse o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, em 7 de Outubro.

A Vale alienou os seus activos de ferroligas de manganês no estado de Minas Gerais, Brasil, na semana passada, na sequência da sua alienação do seu projecto de níquel e cobalto de Vale Nova Caledónia (Goro) no início deste ano, disse o CEO. “Moatize é o próximo”, disse ele.

Mais tarde, a empresa planeia também alienar as suas participações na siderurgia California Steel Industries (CSI) e Companhia Siderurgica do Pecem (CSP) no nordeste do Brasil, de acordo com informações apresentadas por Bartolomeo no evento.

A Vale tem alienado um conjunto de carvão, fertilizantes, potassa, aço e outros activos não essenciais desde 2015 e está a trabalhar numa potencial “remodelação” do seu negócio de metais base, que inclui cobre, níquel e cobalto, de acordo com o executivo. “Precisamos cultivar cobre no Brasil”, disse ele.

O maior mineiro de minério de ferro espera vender a sua operação de Moatize a um “operador responsável”, disse Bartolomeo. Os actuais preços elevados do carvão térmico e metalúrgico deverão ajudar na venda, disse ele.

Os preços do carvão de coque marítimo estão actualmente a atingir os máximos de sempre em termos de escassez global de oferta. A S&P Global Platts avaliou Premium Low Vol, ou PLV, inalterado no dia a $396/mt FOB Austrália, e CFR China estável no dia a $604/mt Oct. 7.

A Vale finalizou no início deste ano uma remodelação de Moatize, que está actualmente a produzir a uma taxa de 15 milhões de mt/ano e espera-se que receba equipamento para actualizar para 18 milhões de mt/ano até ao final do ano. A mina produz tanto carvão metalúrgico como térmico.

Moatize, que a Vale colocou em funcionamento em 2011, tem uma capacidade total de 22 milhões de tmt/ano de carvão.

O mercado automóvel no país cresceu nos último 5 anos

Dados publicados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que os veículos importados para o país passaram de 661.355 em 2015 para 1.112.855 em 2020, correspondendo a uma variação de 68,3%.

Os dados constam do relatório “Estatísticas de Acidentes de Viação 2020″. A fonte realça que o maior aumento de automóveis foi observado de 2019 para 2020, com destaque para os veículos ligeiros com mais de 500 mil e um crescimento de 36,1%.

Se os veículos ligeiros tenderam a aumentar, tal não aconteceu com os tractores que registaram menor número, abaixo de 10 mil para os dois anos em análise e com um aumento de 3,1%.

“Maputo Província e Maputo Cidade registaram maior número de veículos automóveis ligeiros e pesados, enquanto as províncias da Zambézia e Niassa detêm menor percentagem em ambas categorias”, realça o INE.

Em 2020 a aviação civil moçambicana perdeu mais de 5 biliões de Meticais

Janfar Abdulai, Ministro dos Transportes e Comunicações, revelou recentemente que por efeitos da pandemia da Covid-19, o sector da aviação civil nacional perdeu, em 2020, mais de 5 biliões de Meticais.

Com a eclosão do vírus na China, em finais de 2019, os países viram-se obrigados a restringir a circulação de pessoas, principalmente por via aérea, e Moçambique não foi excepção. Como consequência dessas medidas, muitas companhias internacionais pararam de voar para o país. O tráfego dos operadores nacionais também caiu drasticamente. E, volvidos quase dois anos da crise pandémica, o Ministro dos Transportes e Comunicações relata que o efeito é avaliado em mais de 5 biliões de Meticais.

“A aviação civil afigura-se como o ramo dos transportes onde o impacto da pandemia foi bastante severo, com perdas financeiras dos operadores e provedores dos serviços domésticos superiores a 5 mil milhões de Meticais no exercício económico de 2020”, afirmou Adulai, citado pelo jornal Notícias.

Falando durante o encerramento do 39º Conselho Coordenador da instituição, Abdulai disse, entretanto, que o sector da aviação civil tende nos últimos dias a reerguer-se. De facto, com a abertura da economia nacional, as companhias internacionais tendem igualmente a retomar voos para Moçambique.

O destaque vai para o recente anúncio de retoma de voos da companhia Linhas Aéreas Sul-africana (SAA), que pretende inicialmente interligar Joanesburgo e seis cidades africanas, incluindo Maputo. A companhia francesa, Air France, manifestou, igualmente no último mês, efectuar dois voos semanais entre Paris e Maputo.

Entretanto, para o devido acompanhamento dessa recuperação do sector, o Ministro desafiou o Instituto Nacional de Aviação Civil (IACM) a liderar políticas para estimular e induzir confiança no mercado.

Criadas facilidades para empresas de construção civil

As empresas de construção civil passam a usar uma declaração de garantia para terem acesso ao financiamento bancário no lugar da garantia provisória que era mais onerosa. A decisão do Governo resulta da revisão do Decreto sobre o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas.

É o decreto 05/2016 de 08 de Março sobre o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras Públicas que foi revisto pelo Governo na 34ª sessão do Conselho de Ministros.

Dentre várias alterações que constam do documento, o destaque vai para as facilidades que as empresas do ramo da construção civil passam a ter para conseguir dinheiro na banca.

“O primeiro passo que estamos a dar tem a ver com as garantias. Como sabem (referindo-se aos jornalistas), aquando da apresentação das propostas, os correntes devem apresentar o que chamamos de garantia provisória e esta garantia tem estado a onerar as nossas empresas de construção civil e, sobretudo, a limitar a sua capacidade de endividamento, porque estas mesmas garantias têm custos que não são Estado, não se revertem ao Estado, mas sim à banca”, começou por elucidar o ministro das Obras Públicas, João Machatine.

Depois de contextualizar o cenário no qual as empresas actuam, João Osvaldo Machatine deu a conhecer uma das principais alterações no instrumento. “Analisando a pertinência desta garantia provisória, chegámos à conclusão de que era possível relaxar. Portanto, vamos substituir a garantia provisória por uma declaração de garantia que será reconhecida no cartório notarial”, revelou o ministro das Obras Públicas.

Esta medida poderá, segundo o ministro das Obras Públicas, dar mais oportunidades às empresas nacionais de concorrerem com as demais nos processos de contratação pública e evitar mais prejuízos.

“Com esta medida, as empresas deixam de perder cerca de dois a cinco por cento do valor da garantia quando forem a apresentar as suas propostas, por um lado. Por outro, a medida permite com que as empresas aliviem o seu plafom de acesso ao financiamento junto à banca para poder apresentar as propostas competitivas”, detalhou João Machatine.

O Governo acredita que é uma medida “extremamente importante” e que irá, de grosso modo, melhorar a capacidade de endividamento e competitiva das empresas nacionais de construção.

Importação de gás doméstico passa a ser para 12 meses

O país passa, a partir do próximo ano, a adquirir Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) ou gás doméstico para período de um ano, ao invés de um semestre. Trata-se de uma nova estratégia adoptada pela Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), entidade responsável pela aquisição de combustíveis para o país.

Na condição de anonimato, fonte da empresa explicou que o objectivo da nova estratégia visa incrementar as quantidades do produto para o consumo interno. Além disso, a IMOPETRO diz que enfrentava dificuldades para seleccionar fornecedores para períodos de seis meses.

“Tínhamos alguns constrangimentos logísticos no sentido de que não estávamos com volumes para seis meses. Não estávamos a conseguir atrair o número suficiente de fornecedores em concursos de seis meses. E, quando passamos para 12 meses, a coisa mudou”, explicou a fonte.

Como consequência dessa estratégia, a nossa fonte sublinhou que os preços de importação do GPL baixaram consideravelmente, facto que se irá reflectir no preço do consumidor.

“Os preços do transporte baixaram relativamente ao concurso anterior porque nós saímos de 165 USD por tonelada para 150 USD. Portanto, temos aqui um ganho de mais ou menos 9%. O efeito desse ganho só irá começar a sentir-se a partir de Janeiro, mês em que entra em vigor o novo contrato de um ano”, explicou a fonte.

Para além do preço, o nosso interlocutor acrescentou que a nova estratégia entra numa altura em que o país expandiu o nível de armazenamento do GPL em mais três mil toneladas.

Para o fornecimento do GLP, a IMOPETRO voltou a adjudicar a GEOGAS, (actual fornecedora), após esta ganhar o último concurso alegadamente por ser uma empresa preparada em termos estruturais e logísticos. A GEOGAS tem depósitos em Zanzibar e tem navios próprios para o fornecimento de GPL.

Aprovado contrato para nova central térmica a gás em Nacala

A recém-aprovada central deverá alimentar a rede pública, e conta com um investimento total de 346 milhões de euros. Prevê-se que a construção da primeira fase do projeto demore 16 meses.

O Governo moçambicano aprovou hoje os termos e condições do contrato de concessão da Central Térmica de Nacala, com capacidade máxima de 250 megawatts (MW), para a produção e venda de eletricidade, anunciou o Conselho de Ministros em comunicado.

A central deverá alimentar a rede pública e “contribuir para a exportação de energia”, refere o documento, sem detalhar os termos.

A concessão inclui todo o processo, da conceção, ao funcionamento e gestão da central, além das infraestruturas de transporte de energia e interligação.

A central, um investimento da empresa GL Energy, faz parte de um pacote de projetos apresentados desde 2017 para tirar partido da quota doméstica de gás natural da bacia do Rovuma.

O gás deverá começar a ser explorado e canalizado para terra a partir das jazidas sob o mar, ao largo de Cabo Delgado, nos próximos anos, mas a primeira fase da central da GL em Nacala deverá começar a funcionar ainda antes desse marco.

“A central será construída por fases: na primeira fase será construída uma central de 50 MW, a segunda fase irá adicionar mais 65MW e na terceira fase outros 135 MW, atingindo o total de 250 MW”, lê-se na Avaliação de Impacto Ambiental disponível na Internet.

“As fases dois e três só serão construídas após a disponibilização de gás da bacia de Rovuma. Para a capacidade total instalada, o equipamento de produção será composto por 27 geradores de motores a gás”, sendo que a central será alimentada por um gasoduto previsto no Plano Diretor de Gás Natural de Moçambique.

O valor de investimento global do projeto, “para a capacidade máxima da central (250 MW), é estimado em 400 milhões de dólares (346 milhões de euros)” e “o valor de investimento para a primeira fase (50 MW) estima-se em 90 milhões de dólares (78 milhões de euros)”, acrescenta.

Prevê-se que a construção da primeira fase do projeto demore 16 meses a partir da data de arranque, a anunciar.

Atualmente, Moçambique tem de importar outros combustíveis para alimentar uma central térmica flutuante de uma empresa privada, ancorada ao largo de Nacala, para assegurar energia fiável no sistema na região norte, além de também fornecer energia à República da Zâmbia.

Gasolineiras lesadas pela manutenção do preço de combustível

IMOPETRO, Importadora Moçambicana de Combustíveis, diz que a manutenção do preço de combustível está a sufocar as empresas que comercializam os produtos no país, pelo que defende o seu aumento porque, a nível internacional, o preço do barril também subiu.

Moçambique não reajusta preços de combustíveis há 13 meses. Entretanto, de lá até esta parte, o preço do barril no mercado internacional aumentou consideravelmente. Se no segundo trimestre de 2020, o barril custava abaixo de 40 USD, nos últimos dias custa pouco mais de 75 USD.

Em entrevista concedida à “Carta”, fonte da IMOPETRO, que preferiu anonimato, explicou que a subida do preço do barril, a nível internacional, reflecte a maior procura de combustíveis em face da contínua retoma das economias principalmente da Europa, América e Ásia.

“O país pratica preços de combustíveis abaixo do ideal. Como consequência, o facto está a lesar as gasolineiras. As empresas do sector despendem 80 USD para adquirir um barril, mas ao revender nessas condições só obtêm 65 USD, acumulando um prejuízo de 15 USD. Com esse prejuízo, há risco de as empresas não poderem adquirir o combustível e, consequentemente, haver ruptura de stocks”, disse a fonte.

Com a subida do preço do barril, a nossa fonte exemplificou que na vizinha África do Sul, por exemplo, um litro de gasóleo custa actualmente 85 Meticais, contra os actuais 58 Meticais praticados em Moçambique.

Face aos prejuízos, a IMOPETRO defende a subida do preço dos combustíveis no país. O nosso interlocutor não precisou o preço ideal que deve ser praticado, alegadamente porque há vários factores levados em conta para o seu cálculo. Todavia, reiterou que a actual apreciação do preço do barril é o principal factor. “Cabe agora à Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) olhar para os outros factores, como a taxa de câmbio em vigor no país. Mas, para nós, há elementos que justificam a subida de preços”, afirmou a fonte.

A última revisão em baixa dos preços de combustíveis foi anunciada a 19 de Junho de 2020. O reajuste reflectia a queda do preço do barril no mercado internacional, devido à fraca procura verificada de Março para Abril por efeitos da pandemia da Covid-19.

Com o reajuste, um litro de gasóleo desceu de 60,16 para 58,96 Meticais. O gás de cozinha que desceu de 61,23 Meticais um kg para 58,18 Meticais e o petróleo de iluminação que baixou de 48,44 um litro, para 45,24 Meticais. O preço da gasolina não foi mexido. Um litro continua a custar 64,22 Meticais. O preço do gás veicular (ou GNV) também não foi mexido, pelo que o litro equivalente é actualmente comercializado a 30,35 Meticais.