Sunday, April 12, 2026
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TotalEnergies ajuda comunidades afectadas pelo conflito em Cabo Delgado

As clínicas prestarão inicialmente cuidados de saúde a população deslocada de Cabo Delgado, bem como as comunidades anfitriãs nesses distritos. As clínicas estão concebidas
para prestar assistência de saúde primária bem como a educação sobre o saneamento, as
boas práticas de saúde e a prevenção de doenças transmissíveis (incluindo a COVID-19).

O Director-Geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, entregou
formalmente as clínicas móveis de saúde à Sua Excelência o Ministro da Saúde, Armindo
Tiago, numa cerimónia esta manhã em Maputo.

Maxime Rabilloud afirmou que apoiar as comunidades afectadas pelo conflito é uma
prioridade para o Projecto.

Por sua vez, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse: “faltam-nos palavras para
exteriorizar o nosso sentimento, por tão nobre gesto da TotalEnergies, que respondeu assim
à exortação de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente de Moçambique, cuja
governação tem, desde a primeira hora, sido marcada pela incessante busca de soluções
para os desafios quotidianos do nosso país e da nossa população.”

“É sem dúvidas um grande ganho para o país, para o sector da saúde, para a província e
para as populações que destas clínicas móveis vão-se beneficiar. Com estas clínicas
móveis vamos minimizar o decréscimo dos indicadores de saúde que vinham se agravando,
muito em particular, na província de Cabo Delgado, como resultado da instabilidade
causada pelos ataques terroristas,” acrescentou.

A TotalEnergies e seus parceiros no Projecto Mozambique LNG, desde os ataques no
Distrito de Palma no final de Março, forneceram 200 toneladas de ajuda alimentar à Palma,
bem como para os deslocados internos nos distritos do sul de Cabo Delgado.

A equipa médica do Projecto baseada em Afungi prestou, logo após os ataques, a
assistência de emergência a mais de 300 membros da comunidade e militares.

 

Sobre a TotalEnergies

A TotalEnergies é uma ampla empresa de energia que produz e comercializa combustíveis,
gás natural e electricidade. Os nossos 100.000 colaboradores estão comprometidos com a
melhor energia que seja mais sustentável, limpa, segura e acessível ao maior número
possível de pessoas. Presente em mais de 130 países, a nossa ambição é tornarmo-nos no
principal responsável pela energia.

Sobre a TotalEnergies em Moçambique

Presente em Moçambique há quase 30 anos, a TotalEnergies Moçambique é o maior
interveniente no mercado de produtos derivados do petróleo downstream – rede de
estações de combustível, clientes industriais e de mineração, lubrificantes e logística. A
TotalEnergies possui uma participação no mercado estimada em 14%.

Sobre a TotalEnergies EP Mozambique Area 1, Limitada

A TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, uma subsidiária integral da
TotalEnergies, opera o projecto Mozambique LNG, com uma participação de 26,5%,
juntamente com a ENH Rovuma Área 1, S.A. (15%), a Mitsui E&P Mozambique Area1
Limited (20%), a ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), a Beas Rovuma Energy
Mozambique Limited (10%), a BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), e a PTTEP
Mozambique Area 1 Limited (8.5%).

As receitas do Gás de Rovuma estarão aquém do previsto

Moçambique vai ganhar 55 bilhões de USD de gás natural liquefeito (GNL) em Cabo Delgado até 2048, de acordo com as previsões do Instituto Nacional de Petróleo (INP). Mas novos estudos mostram que isso é totalmente irreal, de acordo com um relatório de pesquisa da OpenOil, uma empresa de análise de recursos com sede em Berlim, citado pela Zitamar. A OpenOil prevê que o GNL gerará apenas US $18 bilhões e não será lucrativo para a empresa nacional de hidrocarbonetos, a ENH. Os preços do gás em Moçambique estão ligados aos preços do petróleo e, se os preços do petróleo permanecerem elevados, a receita do GNL ainda pode ir até 28 milhões de USD – metade do que o INP está a prever.

Durante os primeiros 20 anos, o governo receberá apenas 7,2 bilhões de USD. Isso porque os custos de exploração e desenvolvimento são “antecipados” (custos recuperáveis, que resultam do investimento) e as empresas passarão a pagar os impostos quando esses custos estiverem totalmente recuperados, a partir de 2040.

Os modelos baseiam-se nos dois projetos de GNL actualmente em desenvolvimento: o projeto liderado pela TotalEnergies mais próximo da costa (Área 1), agora interrompido, e a plataforma flutuante de GNL do ENI Coral, previsto para entrar em operação no próximo ano (Área 4).

Eles usam projeções publicadas pelo governo e pelas empresas de gás. A ENH detém participações de 10% e 15% na Área 4 e na Área 1, respectivamente, e pediu dinheiro emprestado a parceiros do projeto para financiar sua participação accionista nos projetos. O Ministério da Economia e Finanças revelou que a ENH vai pagar, aos consórcios, taxas de juros altas – 9% -13% para a Área 1 e 8,7% para a Área 4 – muito maiores do que o assumido no modelo: isso reduz ainda mais a chance de a ENH realmente ter lucro para o Estado.

O volume do comércio de bens com o exterior caiu 16,8% em 2020

O volume global do comércio de bens de Moçambique com o exterior caiu 16,8% em 2020 face ao ano anterior, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) no boletim de estatísticas do Comércio Externo de Bens. “Em 2020, foram transacionadas mercadorias com o exterior no valor total de 10.059 milhões de dólares (8.550 milhões de euros) contra os 12.096 milhões (10.281 milhões de euros) de dólares registados em 2019”, lê-se no documento dedicado ao ano em que o mundo começou a enfrentar o impacto económico da pandemia de covid-19.

O nível mais alto de sempre do comércio de bens de Moçambique com o exterior “foi atingido em 2013 com 14.122 milhões de dólares [12.003 milhões de euros]”, acrescenta.

Entre 2019 e 2020, o saldo da balança comercial agravou-se em cerca de 123,6 milhões de dólares (105 milhões de euros), passando de -2.758 mil milhões de dólares (-2.344 milhões de euros) em 2019 para -2.882 milhões de dólares (-2.449 milhões de euros) em 2020.

Olhando aos dois pratos da balança comercial, em 2020, o país exportou mercadorias no valor total de 3.588 milhões de dólares (3.049 milhões de euros), “equivalente a uma queda de 23,1% face aos 4.668 milhões de dólares (3.967 milhões de euros) registados em 2019”.

Do lado das importações “foi registado um valor global de 6.470 milhões de dólares (5.499 milhões de euros), o que correspondeu também a uma queda de 12.9% face aos 7.427 milhões de dólares (6.312 milhões de euros) registados em 2019”. Tanto em 2019 como em 2020 a África do Sul foi o principal parceiro das trocas comerciais com Moçambique. Ao nível das importações da União Europeia, Portugal foi o principal parceiro de Moçambique (33.5%), seguindo-se Itália (16.0%), Alemanha (11.9%) e Países baixos (8.2%).

Inflação de 0,19 por cento após quatro meses de deflação

O nível médio dos preços em Moçambique subiu 0,19 por cento em Agosto, de acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base nos índices de preços ao consumidor das três maiores cidades (Maputo , Nampula e Beira). Isso ocorreu após quatro meses de deflação, em Abril, Maio, Junho e Julho, quando os preços caíram 0,03, 0,31, 0,52 e 0,24 por cento, respectivamente.

A inflação nos primeiros oito meses do ano foi de 2,48 por cento e a inflação anual (1 de Setembro de 2020 a 31 de Agosto de 2021) foi de 5,61 por cento. Entre os bens que mais contribuíram para a inflação em agosto estão limões (aumento de 19,7 por cento), peixe congelado (4,1 por cento), peixe fresco (0,4 por cento) e vinho (3,6 por cento).

Isso foi compensado pela queda dos preços de alguns alimentos, como repolho (queda de 7,7 por cento), farinha de mandioca (também 7,7 por cento), alface (2,8 por cento) e galinhas vivas (1,1 por cento). A inflação variou entre as três cidades em Agosto – era de 0,36 por cento em Nampula, 0,15 por cento em Maputo e 0,02 por cento na Beira. Geralmente, em Moçambique, a inflação sobe nos primeiros meses, antes de virar deflação a meio do ano. Os aumentos de preços são retomados na véspera do período de férias de Natal e Ano Novo.

Preço do combustível poderá sofrer agravamento

O preço do combustível pode subir nos próximos dias, devido à tendência crescente dos custos do produto no mercado internacional. De acordo com a Importadora Moçambicana de Petróleos – IMOPETRO, até o final do mês de Setembro, o preço do Crude no exterior, que actualmente ronda a volta de 76 dólares, o barril, poderá atingir 80 dólares.

Com a eclosão da pandemia da COVID-19 a demanda pelo combustível, a nível mundial baixou, o que obrigou a redução dos preços, que rondavam entre 55 a 60 dólares Americanos por barril de Crude Bent (material de onde são extraídos o petróleo, gasolina, gasóleo, entre outros).

Entretanto a recuperação das economias mundiais, estimuladas pelo abrandamento das restrições impostas pela pandemia da COVID-19, ditou o aumento da procura do combustível no mercado internacional, nos últimos três meses, segundo avançou a Importadora Moçambicana de Petróleos.

“Antes da pandemia o Crude Brent rondava a uma média de 55 a 60 dólares por barril. Neste momento estamos numa média de 76 a 78 dólares, com uma tendência de aumentar. É provável que ainda este mês se possa atingir o preço de 81 dólares, por barril”, referiu, Miceles Miambo, do Departamento de mercados da Importadora Moçambicana de Petróleos – IMOPETRO.

Miambo disse ainda que a pressão feita pelo mundo aos maiores produtores de combustível poderá levar a escassez do mesmo, principalmente por causa dos fenómenos naturais que assolaram aquelas regiões, com destaque para o Texas, nos Estados Unidos de América, que causaram uma redução na quantidade de combustível produzido.

Esta situação faz com que todos os países importadores de combustíveis estejam atentos, com vista a adoptarem medidas que possam minimizar o impacto negativo em caso de agravamento de preços.

“Isto significa que a aquisição deste bem, no mercado internacional, será mais cara e todos os países que importam estes produtos poderão se ressentir das consequências deste agravamento”, disse Miambo, explicando que o Governo e outras entidades responsáveis pelo sector estão atentos ao que acontece no mercado internacional.

Entretanto, apesar deste cenário internacional, a Importadora Moçambicana de Petróleos garante que o país dispõe de combustível suficiente para responder à demanda, nos próximos meses.

Castanha de caju vai custar 43 meticais por Kg

Um quilo de castanha de caju bruta vai custar 43 meticais na próxima campanha de comercialização 2021-2022. O preço de referência foi, esta sexta-feira, aprovado pelo Comité de Amêndoas, após auscultações feitas aos actores da cadeia de valor.

O preço em causa tem o potencial de remunerar de forma justa os produtores, comerciantes locais, processadores e exportadores.

Foi sob esse propósito e à luz do regulamento para o Fomento, Produção, Comercialização, Processamento e Exportação de caju que o Comité de Amêndoas fixou 43 meticais como preço de referência de compra da castanha de caju para a campanha de comercialização 2021/2022.

Segundo o director do Instituto Nacional de Amêndoas de Moçambique, Ilídio Bande, o novo preço resultou, em parte, da auscultação aos vários actores da cadeia de valor da castanha de caju, nomeadamente os produtores, comerciantes locais, processadores e exportadores

Entre opiniões e sugestões, o Comité de Amêndoas decidiu fixar os 43 meticais, um crescimento ligeiro se comparado com a passada época de comercialização de castanha de caju, em que a amêndoa custava 37 meticais.

Os factores internos foram determinantes para a fixação do novo preço, mas Ilídio Bande não descartou a conjuntura do mercado internacional, que impôs, sobremaneira, o ajuste.

“De Janeiro a Setembro deste ano, verifica-se um aumento do preço de amêndoa a nível internacional. Portanto, a se antes rondava por 2.3 dólares, agora está a 3.5”, afirmou Ilídio Bande.

Sobre a conjuntura internacional, Ilídio Bande apontou a influência do mercado africano, sobretudo dos países da região ocidental.

“Os preços que são praticados lá estão numa média parcialmente igual à nossa, então não poderíamos ficar à margem dessa imposição do mercado”, referiu Bande.

O director do Instituto de Amêndoas foi cauteloso ao afirmar que este é apenas um preço de referência, uma vez que pode sofrer alterações, embora não acima de 10 por cento.

“Significa que pode oscilar dez por cento a menos ou a mais dos 43 meticais, mas isso deve acontecer dentro dos interesses dos produtores e compradores”, afirmou a nossa fonte.

Por sua vez, os produtores acreditam que a actualização do preço de referência da castanha vai animar o mercado, até porque é passível de revisão se o mercado assim exigir.

As associações de produtores e industriais apontaram que é crucial que o país acompanhe as dinâmicas do mercado da castanha, para que não se saia prejudicado perante os preços dos outros países.

“Se por ventura o preço da amêndoa descer no mercado internacional, nós também temos que fazer revisão em baixas”, disse Cabir Ibrahimo, representante de uma associação industrial e agrícola baseada em Nampula.

Cabir Ibrahimo justificou que “se levarmos muito para reajustar o preço em face à conjuntura internacional, o produto não terá saída e, consequentemente, não será escoado, prejudicando, assim, os produtores, uma vez que não têm condições de armazenamento do produto.

A campanha de comercialização da castanha de caju inicia em Outubro do ano em curso e prevê-se a venda de cerca de 160 mil toneladas desta amêndoa.

Álvaro Massingue é o novo presidente da Câmara de Comércio de Moçambique

Uma das apostas do novo presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Álvaro Massingue, é o reforço da capacidade institucional e o aprimoramento da estrutura organizativa.

Um dos homens fortes do anterior Conselho Directivo da CTA, Álvaro Massingue, diz estar comprometido com a garantia da promoção da mulher e jovens empreendedores; industrialização e fomento das exportações; negócios entre os membros e atracção de investimentos; sustentabilidade da Câmara e reforço de parcerias de cooperação com entidades congéneres e outras.

O novo presidente da CCM eleito na última segunda-feira, com um total de 224 votos, também sublinhou que o leque da sua estratégia de governação se fundamenta no princípio de coesão e responsabilidade colectivas.

“Estamos cientes de que o caminho é bastante espinhoso, mas estamos também confiantes de que a união de todos os membros da nossa organização e o apoio de todos os nossos parceiros de cooperação farão a força e a diferença almejadas, para que, num futuro próximo, em sessão de balanço intercalar, possamos orgulhar-nos de todos os esforços”, disse Massingue.

Na mesma ocasião, a presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral, Luísa Diogo, acredita que o candidato eleito será um Presidente de todos os associados.

“Todos nós temos que aprender a viver juntos, por uma Câmara activa e ética. Fazemos votos para que o novo elenco saiba elevar os interesses da Câmara para que prevaleça o bem comum dos associados”, sublinhou Diogo.

O presidente eleito compromete-se a tornar a CCM numa plataforma que permite o envolvimento de todos os associados, para o reforço da estratégia de desenvolvimento económico do país.

Álvaro Massingue substitui Julião Dimande da presidência da CCM. Do seu elenco directivo na CCM, constam Módi Adriano Maleiane (que ocupava o cargo de Presidente do Pelouro da Mulher e Género, desde 2019), como vice-presidente, Luís Magaço Jr, presidente do Conselho Fiscal. Além de Massingue, Lucas Chachine foi eleito presidente da Mesa da Assembleia Geral, em substituição de Luísa Diogo e Sónia Uache, como vice-presidente. O Conselho Consultivo da CCM é composto por 15 membros, entre os quais quatro suplentes.

A Semana Africana da Energia de Moçambique apresenta oportunidades de investimento

Com o país a enfatizar a segurança operacional e o recomeço do projecto na sequência da pandemia e insurreição da COVID-19, Moçambique vai fazer um grande esforço de investimento na Semana Africana da Energia (AEW) 2021 na Cidade do Cabo. À frente do diálogo moçambicano será a Câmara Moçambicana do Petróleo e Gás (MOGC) – uma organização sem fins lucrativos centrada na promoção da indústria do petróleo e gás, tanto no sector a montante como no sector a jusante. Ao patrocinar o pavilhão moçambicano na AEW 2021 na Cidade do Cabo, a MOGC está empenhada em posicionar Moçambique como um líder energético da África Subsaariana.

Moçambique está bem posicionado para explorar as suas significativas reservas de gás através de vontade política demonstrada, das medidas de segurança correctas, e concentrando-se no desenvolvimento, produção e distribuição de conteúdos locais. Com vastos recursos na sua Área-1 Offshore – estimada em 75 trilhões de pés cúbicos de recursos naturais recuperáveis – a MOGC tem enfatizado que o país tem um papel importante a desempenhar no sector energético de África. Com um mandato para construir redes industriais e apoiar as empresas nacionais através de certificação de formação e transferência de conhecimentos e tecnologia, a MOGC concentra-se na assistência a empresas e potenciais investidores através do fornecimento de recursos e serviços e irá impulsionar oportunidades na AEW 2021 na Cidade do Cabo.

A indústria de petróleo e gás do país deverá crescer exponencialmente durante a próxima década após a descoberta de mais de 180 TCF de reservas de gás natural na Bacia do Rovuma. As oportunidades na indústria do petróleo e gás de Moçambique incluem a construção de até seis fábricas de GNL, lideradas pela Total S.A., que deverá começar dentro da próxima década – as duas primeiras fábricas chegaram a uma decisão final de investimento (FID) em 2019, avaliada em 23 mil milhões de dólares. Espera-se que o Afungi LNG Park entre em produção em 2024, com a sua produção destinada aos mercados asiáticos e europeus, com mais de 400 milhões de pés cúbicos reservados para uso doméstico. Co-gerido pela Eni e ExxonMobil, o anúncio de um FID de 8 mil milhões de dólares para a construção de seis poços submarinos ligados a uma instalação de produção de Gás Natural Liquefeito Flutuante deverá estar concluído em 2022. Cada uma destas três oportunidades tem uma base em terra no Parque Afungi, que acolhe todas as infra-estruturas de apoio, incluindo instalações de alojamento, bem como infra-estruturas portuárias e aeroportuárias.

O gás natural de Moçambique tem potencial para apoiar o crescimento económico massivo e tem atraído investimentos globais significativos. O Governo de Moçambique atribuiu uma parte da sua produção de gás natural para uso local, a fim de responder às necessidades internas, tendo a Instituição Nacional do Petróleo organizado concursos para identificar oportunidades para empresas interessadas em desenvolver projectos industriais locais. Ao promover o papel do gás natural a nível interno, como base e catalisador para a capacitação e industrialização local, bem como a nível regional, através do reforço do comércio intra-africano, o pavilhão de Moçambique da MOGC irá enfatizar o papel do gás no futuro energético e económico de África.

Moçambique alberga o maior projecto de investimento directo estrangeiro de sempre em África, o Moçambique LNG, que está preparado para contribuir para a estabilidade social e económica a longo prazo e proporcionar uma vasta gama de benefícios económicos às suas comunidades. O projecto começou com a descoberta de uma vasta quantidade de gás natural ao largo da costa de Moçambique em 2010, o que levou a um FID de 20 mil milhões de dólares em 2019. Com o objectivo de unir governos, empresas petrolíferas e de gás, instituições financeiras, empresas de serviços, produtores de campos marginais, bancos comerciais e muito mais, o AEW 2021 representa a plataforma ideal de trabalho em rede e de negociação para todos os intervenientes da indústria energética africana, e o pavilhão de Moçambique o melhor local para obter uma visão valiosa sobre o gigante do gás emergente.

“A Câmara Africana da Energia (AEC) orgulha-se de ter representantes da indústria energética de Moçambique presentes na AEW 2021. Moçambique, com o maior potencial de produção de energia na África Austral, tem recursos substanciais, desde combustíveis fósseis a energias renováveis. Globalmente, mostra um enorme potencial, particularmente na sua indústria de gás natural. Moçambique tem o potencial de conduzir África a uma nova era de sucesso energético, utilizando os seus recursos de gás natural como motor fundamental do futuro energético de África. Com o patrocínio da MOGC a um pavilhão de Moçambique na Cidade do Cabo, as oportunidades lucrativas de investimento do país, o desenvolvimento de projectos de grande dimensão e as políticas orientadas para o mercado serão mostradas ao mundo”, declarou Tomás Gerbasio, Director de Conferência da AEW 2021.

AEW 2021, em parceria com o Departamento de Recursos Minerais e Energia da África do Sul DMRE, é a conferência anual da AEC, exposição e evento em rede. AEW 2021 une as partes interessadas africanas na energia com investidores e parceiros internacionais para impulsionar o crescimento e desenvolvimento da indústria e promover África como destino de investimentos energéticos.

Tendência ascendente no financiamento do carvão em África e na Ásia

Os financiadores continuam a financiar capacidade adicional de produção de carvão na Ásia do Sul e na África Subsaariana.

Isto é de acordo com o resumo de conhecimentos recentemente divulgado pela Iniciativa de Política Climática (CPI) e a série de investigação Energising Finance da SEforALL, Coal Power Finance in High-Impact Countries.

A investigação destacou que 42 mil milhões de dólares foram atribuídos a centrais eléctricas a carvão ligadas à rede entre 2013-2019, nos 18 países estudados.

O resumo analisa 18 países com as maiores lacunas no acesso à electricidade (ou seja, países de alto impacto) para identificar aqueles que recebem financiamento para a energia alimentada a carvão, as fontes deste investimento, os seus principais motores e os riscos associados.

A tendência é algo preocupante na luta contra as alterações climáticas. Olivia Coldrey, responsável pelo financiamento da energia e da cozinha limpa na SEforALL, afirmou: “A ideia de uma eliminação progressiva do carvão não se aplica a todo o lado.

“Continuamos a assistir a investimentos significativos na produção de energia a carvão em países com elevadas taxas de pobreza energética. Estes países precisam de energia acessível, fiável e limpa para apoiar o seu desenvolvimento socioeconómico e para mitigar as alterações climáticas. O financiamento de novos projectos de carvão é inconsistente com estes objectivos e atrasa a transição energética”.

Entre os países estudados, Bangladesh, Índia e Paquistão receberam a maioria dos compromissos financeiros para novas centrais a carvão. Enquanto na África Subsaariana, Madagáscar, Moçambique, Malawi, Níger e Tanzânia todos acolhem o desenvolvimento activo de centrais a carvão.

As finanças internacionais representaram a maioria dos 42 mil milhões de dólares, sendo as instituições financeiras chinesas responsáveis por 40% do total.

Com a Coreia do Sul e o Japão a anunciar recentemente que vão deixar de financiar novas centrais de carvão no estrangeiro, a China continua a ser a última grande fonte de financiamento público internacional do carvão a não se ter comprometido a pôr fim ao financiamento de centrais de carvão no estrangeiro. Isto contrasta com a política energética interna da China, que dá prioridade a uma transição para as energias renováveis, a picos de emissões antes de 2030 e a uma economia líquida nula até 2060.

Evidentemente, a China não é o único culpado. As instituições financeiras comerciais em todo o mundo continuam a apoiar indirectamente o desenvolvimento de centrais eléctricas a carvão, apesar de terem implementado políticas que excluem o financiamento directo de novos activos de geração a carvão. De 2016 a 2020, os 38 bancos que excluem o financiamento directo de centrais eléctricas a carvão forneceram, no entanto, mais de 52 mil milhões de dólares em financiamento a empresas envolvidas em projectos a carvão.

Para além de dificultar os esforços globais para reduzir as emissões de carbono e alcançar um nível zero líquido até 2050, o financiamento de centrais a carvão acarreta riscos socioeconómicos substanciais para os países que acolhem projectos, conduzindo cada vez mais a activos irrecuperáveis. O resumo demonstra como as limitações infra-estruturais e uma procura inferior à esperada no Bangladesh e no Paquistão resultaram na subutilização e, em alguns casos, na desactivação de centrais eléctricas a carvão recentemente encomendadas.

Os 20 países menos electrificados do mundo, por percentagem da população sem electricidade, encontram-se todos na África Subsaariana. Se as nações da África subsariana continuarem a desenvolver novas capacidades de produção de electricidade a carvão, é provável que enfrentem desafios e custos semelhantes aos observados no Bangladesh e no Paquistão. Os longos prazos de desenvolvimento associados às centrais a carvão e às suas infra-estruturas de apoio irão atrasar ainda mais o colmatar das lacunas no acesso à electricidade.

O resumo defende que a produção distribuída de energia renovável proporciona o caminho mais rápido e mais eficiente para o aumento do acesso à electricidade a curto prazo. Recomenda uma mudança de paradigma de carvão centralizado para a produção distribuída de energia renovável para expandir rapidamente o acesso à electricidade em países de alto impacto, não apenas para uso doméstico residencial, mas em níveis de acesso que apoiem o crescimento económico.

Antes do Diálogo de Alto Nível sobre Energia da ONU e da COP26 deste ano, o resumo recomenda uma reavaliação do actual sistema de contabilidade do carbono baseado na geografia, que atribui as emissões aos países com base na sua origem física. Em vez disso, a implementação de um regime de contabilidade de carbono baseado em finanças forçaria os decisores políticos a considerar o impacto do capital nacional nas emissões transfronteiriças e pressionaria os investidores privados a alinharem as suas carteiras com as ambições líquidas nulas que apoiam.

Max Tonela vai liderar a Indústria Energética Moçambicana na Semana Africana da Energia

Moçambique foi identificado como um dos sectores energéticos mais promissores a nível mundial, com reservas lucrativas de gás natural a posicionar o país da África Oriental como um destino de investimento competitivo a nível mundial. Com a realização do principal evento energético de África nos dias 9-12 de Novembro de 2021, Moçambique está empenhado em promover os seus recursos, assegurar mais investimento e acelerar o crescimento económico regional, e irá juntar-se aos produtores da África Oriental na Cidade do Cabo na Semana Africana da Energia (AEW) 2021.

S.E. Ernesto Max Elias Tonela, Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique (MIREME), irá liderar a delegação da indústria moçambicana na Cidade do Cabo, promovendo o papel da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), bem como os projectos significativos do país, as abundantes oportunidades de investimento, e a posição estratégica dentro da rede comercial regional sul-africana.

Moçambique emergiu rapidamente como um destino de investimento competitivo, com as suas reservas energéticas significativas, localização geográfica e de procura privilegiada, e abordagem orientada pelo mercado para o desenvolvimento do sector energético. Com mais de 100 triliões de pés cúbicos de reservas de gás natural, as maiores reservas de carvão por explorar em todo o mundo, e uma das maiores instalações hidroeléctricas em África, o país posicionou-se como líder tanto em hidrocarbonetos como em energias renováveis. Apesar dos atrasos de desenvolvimento causados pela pandemia COVID-19 e pela insurreição política na província do norte do país, S. Exa. o Ministro Max Tonela’s está empenhado em acelerar o crescimento do sector energético através da garantia da segurança operacional, da colaboração entre o sector público e privado, e do apoio regional.

ENH, como entidade estatal responsável pela investigação, prospecção, produção e comercialização de produtos petrolíferos em Moçambique, tem sido uma organização instrumental na transformação energética do país. Representando o Estado nas operações petrolíferas, e com uma missão central de acrescentar valor aos recursos naturais através da participação comercial, a ENH posicionou-se tanto como uma empresa estatal africana líder, como um motor fundamental do crescimento energético de Moçambique.

Para além de uma empresa estatal proactiva e empenhada, as grandes empresas globais de energia estão a trabalhar em colaboração com o governo para impulsionar o crescimento do sector energético de Moçambique, e o país está no bom caminho para liderar a África na passagem para o gás natural. As empresas participantes em Moçambique incluem TotalEnergies, ExxonMobil, Anadarko Petroleum, Sasol, Chevron, BP, Petronas e o CNPC da China. Ao concentrarem-se nas parcerias público-privadas e na integração sectorial, tanto o Ministério como a ENH enfatizarão o valor da colaboração no reforço do crescimento do sector energético.

Na Cidade do Cabo, tanto S.E. o Ministro Max Tonela como a ENH promoverão o emergente sector de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Moçambique, enfatizando projectos como o desenvolvimento da área offshore 1 da TotalEnergies na Bacia do Rovuma – onde a Total conseguiu assegurar o maior aumento da dívida privada na história africana, assegurando aproximadamente $15 biliões em financiamento -, a fábrica de liquefacção de GNL da ExxonMobil na área offshore 4 da Bacia do Rovuma, e os $8. 6 mil milhões de dólares no projecto de GNL flutuante Sul de Coral. Com uma capacidade de 13 milhões de toneladas, 15-16 milhões de toneladas, e 3,4 milhões de toneladas de GNL por ano, respectivamente, estes projectos posicionaram o país como um gigante de gás natural competitivo a nível mundial, e o Ministro e a ENH irão enfatizar este facto aos intervenientes globais.

“Moçambique representa um dos principais destinos mundiais do gás natural. Apesar dos atrasos e da incerteza dos projectos, o país está empenhado em aumentar a segurança, impulsionando o investimento estrangeiro e acelerando tanto o crescimento dos projectos como o crescimento socioeconómico. Com o Ministro a liderar uma delegação na Cidade do Cabo em Novembro, incluindo a estatal ENH, Moçambique será apresentado ao mundo, e o país ocupará o seu devido lugar como produtor de gás competitivo a nível mundial”, declarou NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana da Energia (AEC).

Entretanto, Moçambique tem todos os ingredientes para se tornar um produtor e distribuidor regional de energia, com grandes projectos de gasodutos e electricidade que permitem o transporte de gás natural e electricidade críticos para países vizinhos como o Zimbabué, a África do Sul e a Zâmbia. Os recursos significativos do país são críticos para o aumento da procura regional, tanto no que diz respeito ao petróleo como ao gás para a energia. Projectos de gasodutos como o Projecto da Empresa de Gasodutos da República de Moçambique de 865 km – ligando os campos de Pande e Temane de Moçambique às operações da Sasol na África do Sul – e o Pool de Energia da África do Sul permitiram que o país se tornasse um centro regional de gás. Com a implementação do Acordo de Comércio Livre Continental Africano em Janeiro de 2021, o país é capaz, agora mais do que nunca, de acelerar o comércio regional de gás, servindo como uma tendência para outros produtores de gás natural emergentes em África.

Ao trazer a indústria energética moçambicana para a Cidade do Cabo em Novembro, tanto o Ministro como a ENH mostrarão os projectos actuais e futuros do país, promoverão o seu papel como produtor e distribuidor regional de gás natural, e enfatizarão estratégias eficazes para o reinício seguro e eficiente das actividades do projecto em Moçambique.

AEW 2021, em parceria com o Departamento de Recursos Minerais e Energia da África do Sul DMRE, é a conferência anual da AEC, exposição e evento em rede. AEW 2021 une as partes interessadas africanas na energia com investidores e parceiros internacionais para impulsionar o crescimento e desenvolvimento da indústria e promover África como destino de investimentos energéticos.