Sunday, April 12, 2026
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Progresso do Projecto Partilha de Produção entre Executivo e Sasol agrada Governo

Em visita às infra-estruturas do Projecto “Partilha de Produção” entre Governo e a petroquímica sul-africana Sasol, na província de Inhambane, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, mostrou-se satisfeito com o nível de execução das obras.

O Plano de Desenvolvimento do referido projecto, que visa promover o desenvolvimento da cadeia de valor do gás natural no país e contribuir para o incremento da diversificação da produção nacional, foi recentemente aprovado pelo Governo. O Projecto integra três componentes, nomeadamente, a construção de uma Refinaria de gás natural (que irá produzir 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano, substituindo parte da importação, bem como de 40 mil barris de petróleo leve), uma Central Térmica de 450 Megawatts e uma Linha de Transporte de Energia, de Temane a Maputo.

Finda a visita havida semana passada, Tonela mostrou-se satisfeito com o andamento dos projectos. “Constatamos que o Projecto está a decorrer conforme o cronograma previsto. Na componente de exploração de reservas, notamos que já foram iniciadas as actividades da campanha de perfuração e prevemos que no primeiro trimestre do próximo ano comecem as obras de construção de infra-estruturas do processamento do gás natural. Na componente de geração de energia, esperamos que, durante o mês de Novembro seja concluído o fecho financeiro e notificado o empreiteiro para o início das obras no primeiro trimestre do próximo ano. Na última componente de infra-estrutura de transporte de energia eléctrica de 560 km, incluindo três subestações em Vilankulo, Chibuto e Marracuene, as obras devem iniciar em Novembro. Os equipamentos estão a chegar a Maputo, parte deles a serem transportados para concluir a ligação entre Chibuto e Maputo”, relatou o Governante.

Segundo Tonela, o Projecto vai permitir a criação de emprego durante a fase de construção e operação. Avançou que o pico será de cerca de 6.5 mil oportunidades de emprego, maioritariamente para moçambicanos, durante os três anos de construção, uma vez que a conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2024.

Por seu turno, o Director-geral da Sasol, Ovídio Rodolfo, lembrou que o Projecto é financiado em 760 milhões de USD. No tocante às perfurações, Rodolfo detalhou que a Sasol iniciou em Agosto último uma campanha de perfuração e recuperação de 23 poços de gás natural. Em termos de reservas, a fonte avançou que a petroquímica espera pouco mais de 600 Trilhões de Pés Cúbicos (TCF), quantidade que servirá para a produção de 30 mil toneladas de gás doméstico

Projectos da região centro financiados pela Agência do vale do Zambeze

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze anuncia investimento avaliado em 130 milhões de dólares para desenvolvimento de dois projectos na região centro do país.

São os primeiros financiamentos anunciados no decurso da primeira “Reunião Regional para o Desenvolvimento das Comunidades” que decorreu no dia 21 de Setembro, na cidade de Chimoio, província de Maputo.

Os projectos serão alocados directamente aos quatro Conselhos Executivos Provinciais da região centro, com foco para as ligações empresariais e conectividade, visando Desenvolver as Pequenas e Médias Empresas.

Os projectos estão sob gestão das Agências de Desenvolvimento do Vale do Zambeze e do Norte.

Segundo, Roberto Albino, director geral da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, está em curso desde Julho corrente, o primeiro projecto avaliado em 100 milhões de dólares, com foco nas comunidades.

Os governadores da região centro do país, nomeadamente, manica, Sofala, Tete e Zambézia, e parceiros debatem assuntos sobre a melhoria de vida das comunidades, num evento da região centro.

No evento, são três painéis com temas virados à população, devendo no evento encontrarem-se soluções para a melhoria de vida das comunidades.

No rol das apresentações consta a necessidade da exploração sustentável das potencialidades do grande Zambeze e das terras aráveis da região, visando a produção e produtividade com foco para exportação, bem como garantir a segurança alimentar.

Os parceiros entendem que há condições para a produção em grande escala mas há que se criar condições técnicas e materiais, para a sua efectivação.

Os gigantes do Zambeze concluem que a região centro possui condições agro-ecológicas para produzir e expressarem-se na balança económica de Moçambique, na redução de importações.

Sasol “está obrigada” a criar emprego e oportunidades para empresas moçambicanas

A multinacional sul-africana Sasol “está obrigada” a criar emprego e oportunidades de negócios para as empresas moçambicanas nos seus projectos de gás natural em Moçambique, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela.

“O Governo aprovou o plano de desenvolvimento do projeto [de produção de gás natural a iniciar em 2024] e uma das componentes em que a Sasol está obrigada a cumprir é o desenvolvimento do conteúdo local”, afirmou Max Tonela.

Tonela falava à comunicação social após a visita aos locais onde a petroquímica sul-africana está a abrir novos furos e a reabilitar outros antigos de extração de gás natural nas jazidas de Pande e Temane, província de Inhambane, sul de Moçambique.

No âmbito de um novo Acordo de Produção Partilhada com a Sasol, o executivo moçambicano quer que a empresa contrate mais mão-de-obra local e promova mais oportunidades para empresas moçambicanas.

“Acordámos que nos próximos três anos o nível de participação das empresas moçambicanas nas oportunidades criadas pela Sasol deve passar de 50% para 70%”, assinalou.

Por outro lado, a companhia abriu junto da banca nacional uma linha de crédito a favor das empresas que vão prestar bens e serviços ao novo projeto de desenvolvimento de gás natural na província de Inhambane, segundo a fonte.

A companhia, prosseguiu, vai igualmente intensificar a formação técnico-profissional da mão-de-obra local visando permitir que a juventude da província de Inhambane tenha acesso ao emprego.

Max Tonela avançou que o Governo e a Sasol começaram hoje reuniões regulares de monitorização do grau de observância dos compromissos que a empresa assumiu no âmbito do chamado “conteúdo local”, conceito que define mão-de-obra e oportunidades de negócios para os moçambicanos.

O governante considerou que um maior compromisso das multinacionais da indústria extrativa será um contributo importante para a mitigação de “tensões” entre as empresas e as comunidades residentes nas áreas de implantação dos megaprojetos.

“As populações reclamam um contributo mais direto e mais visível que o projeto deve deixar na zona de implantação”, assinalou.

Em julho deste ano, um grupo de jovens do distrito de Inhassoro, onde a Sasol atua, bloqueou a Estrada Nacional 1 (EN1) por algumas horas, em protesto contra a alegada exclusão das comunidades locais.

Os empreendimentos da Sasol em Moçambique vão alimentar a maior central térmica a construir no país com 450 megawatts, uma linha de transporte de energia elétrica entre Inhambane e Maputo com mais de 560 quilómetros e três subestações com um custo superior a 600 milhões de dólares (mais de 510 milhões de euros).

Max Tonela destacou que o projeto vai igualmente compreender a produção de gás de cozinha favorecendo novas relações entre empresas e cadeias de valor.

Na fase de construção, o novo empreendimento da Sasol vai empregar no pico 6.500 trabalhadores e na etapa de operação 714 empregos.

As obras de construção do novo projeto da Sasol em Inhambane vão terminar em 2024, devendo a produção de gás natural arrancar nesse ano.

A Sasol explorava reservas de gás desde 2004 em Temane e Pande com gasodutos para a África do Sul e Maputo, alimentando ainda a central elétrica moçambicana de Ressano Garcia, junto à capital e na fronteira com a África do Sul.

Exploração de grafite em Niassa inicia próximo ano

Inicia, próximo ano, a exploração e processamento de grafite, no distrito de Nipepe, província do Niassa, com uma reserva de mais de 5 milhões de toneladas.

Neste momento, a DH Mining, concessionária do empreendimento, está na fase de implantação das maquinarias e construção do armazém do minério.

Trinta milhões de dólares estão a ser aplicados para a viabilização do projecto, segundo o chefe do departamento de recursos minerais e energia nos serviços provinciais de infra-estruturas, no Niassa, Silvino Bonomar.

“A empresa está numa fase avançada no concernente a instalação das suas infra-estruturas, aquilo que é a planta de processamento e o local do armazenamento do material. Neste momento, também decorrem trabalhos para a viabilização da construção de uma ponte que vai ligar o distrito de Nipepe com a vizinha província de Nampula”, disse.

O financiamento do carvão persiste apesar das preocupações ambientais

O carvão pode ser a palavra mais suja em política climática no período que antecede a cimeira COP26 da ONU, mas isso não significa que o seu financiamento tenha terminado.

42 mil milhões de dólares foram comprometidos a financiar centrais eléctricas a carvão entre 2013 e 2019 em 18 países com a maior percentagem de população sem electricidade, de acordo com um relatório dos grupos da Iniciativa de Energia Sustentável para Todos e de Política Climática. Bangladesh, Índia e Paquistão receberam a parte de leão do investimento.

O relatório observa que enquanto os planos para centrais eléctricas alimentadas a carvão estão a ser rapidamente desmantelados em todo o mundo, ainda há apoio em alguns países menos desenvolvidos. Esta semana, o grupo de reflexão climática E3G observou que o gasoduto global de novas estações carboníferas tinha caído quase 70% desde 2015.

A eliminação progressiva do carvão é vista como uma prioridade fundamental para as conversações sobre o clima em Glasgow dentro de seis semanas.

“O investimento em novas centrais eléctricas alimentadas a carvão persiste globalmente apesar de estar desalinhado com uma economia líquida de emissões zero e apesar dos custos mais baixos das tecnologias de energias renováveis”, disseram os autores do relatório.

As instituições financeiras na China são responsáveis por 40% do financiamento do carvão nos países de elevado rendimento. Globalmente, as instituições privadas não cotadas nos EUA financiam a maior parte do investimento no sector, de acordo com o relatório.

As novas centrais alimentadas a carvão correm o risco de se tornarem activos irrecuperáveis – as que se reformam antes de completarem o seu próprio retorno – dadas as limitações infra-estruturais e a procura inferior à prevista, de acordo com o relatório.

Em África, Madagáscar, Moçambique, Malawi, Níger e Tanzânia são o lar de plantas activas alimentadas a carvão, de acordo com o relatório.

Revisão da Estratégia Nacional de Desenvolvimento poderá estar pronta até Maio de 2022

Em seis anos de implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE), o Governo diz que a economia nacional cresceu de forma considerável, apesar dos desafios enfrentados. Adriano Maleiane avançou ainda que, até Maio de 2022, a proposta de revisão do instrumento será submetida à Assembleia da República para aprovação.

Adriano Maleiane, falando à margem do lançamento do processo de revisão da ENDE (2015-2035), diz que, desde que o instrumento foi aprovado em 2015, o país alcançou vários êxitos.

“Tudo que foi feito estava enquadrado e continua nesta estratégia. Tivemos várias barreiras, a destacar as consequências das mudanças climáticas, porém, em 2015, mesmo envoltos em tantos problemas, a nossa economia cresceu em 6.6 por cento. Em 2016, mesmo com a crise económica mundial, alcançamos um crescimento de 3.3 por cento. Isto significa que, apesar das dificuldades, nós não perdemos o norte, tanto que o Plano Quinquenal do Governo que estamos a implementar está enquadrado nas políticas traçadas neste instrumento”, disse Adriano Maleiane.

Sobre o programa de revisão do instrumento, que passa pela auscultação de sectores sociais, económicos e políticos e a submissão da proposta à Assembleia da República, para aprovação, o ministro da Economia e Finanças explica: “a auscultação começa agora e, até Maio de 2022, teremos a proposta do documento pronta para o Governo submeter à aprovação pela Assembleia da República”.

Através de conversas presenciais, videoconferências, questionários no website do Ministério da Economia e Finanças, entre outras ferramentas, o Governo colherá as opiniões de académicos, organizações da sociedade civil, observatório do desenvolvimento, entre outros grupos, a nível nacional.

Para o Governo, a revisão da estratégia é para responder ao surgimento de novos paradigmas de desenvolvimento, com formas novas de trabalho, novas tecnologias e, acima de tudo, envolver os sectores produtivos na tomada de decisões.

Empresa COMETAL vai montar e exportar vagões

A COMETAL, uma empresa de produção de equipamentos ferroviários, vai abrir as portas para a montagem e exportação de vagões, várias décadas após a paralisação da actividade.

A garantia foi dada pelos gestores daquela unidade fabril ao governador da província de Maputo, Júlio Parruque, durante a visita efectuada às instalações da unidade industrial.

Parruque visitou a COMETAL, localizada na Machava-Sede, distrito da Matola, no âmbito do acompanhamento do processo produtivo e perspectivas para o aumento da produção e produtividade no contexto da Covid-19.

Citado em comunicado de imprensa emitido pelo seu gabinete, Parruque afirmou que a visita à empresa COMETAL enquadra-se na intenção de fazer com que a província de Maputo não perca a sua dimensão e vocação de maior parque industrial do país, revitalizando as grandes empresas.

Enalteceu a COMETAL e ao SIR MOTORS, pelo investimento de grande importância, reiterando que “o mais importante é que a empresa não caiu, houve uma acção de investimento que garantiu com que voltasse a ter uma produção de qualidade.”

O governador apelou a empresa no sentido de a província de Maputo continuar cada vez mais produtiva, expondo assim a sua marca como Parque Industrial de Moçambique.

Na ocasião, Amade Camal agradeceu ao Governador pela visita, e explicou que “a prioridade da empresa é formar e capacitar quadros de qualidade, de modo a apresentar um produto de qualidade.”

Citado no comunicado, Camal explicou ainda que a empresa conta com 105 trabalhadores, e a sua vocação é a montagem de motorizadas, contentores e equipamentos agrícolas, vagões e venda de viaturas.

Os desafios do comércio electrónico no país

Devido a limitações de acesso à internet, baixa literacia digital e falta de infra-estruturas tecnológicas robustas, o comércio electrónico no país ainda é deficitário. Esta ideia foi defendida no segundo painel do primeiro dia da Moztech.

Desde a eclosão da pandemia da COVID-19, as vendas e compras através da internet cresceram a 90 por cento em todo o mundo, estatísticas nas quais Moçambique está longe de se destacar, dados os desafios de vária ordem.

Os participantes do painel subordinado ao tema Disrupção pelo E-Commerce da Moztech consideram que o país tem que resolver questões básicas e que o comércio electrónico deve ser feito em função das condições locais.

“Temos que começar com o que já temos e não estarmos a procurar outras condições para podermos funcionar. Portanto, o ideal é fazermos usos das capacidades que possuímos para responder à exigência do mercado, claro sem deixar de pesquisar outras alternativas”, afirmou Shaida Sene, uma dos painelistas.

No tocante à literacia digital, Abdul Mueid, gestor de uma plataforma de vendas digital, aponta que tem sido muito difícil fazer comércio electrónico num contexto em que as pessoas desconhecem as ferramentas digitais.

No seu entender, Mueid disse que Moçambique pode fazer melhor, mas é preciso ultrapassar as limitações mais básicas que interferem nas vendas e compras via online.

“Oportunidades existem, mas aqui, em Moçambique, há falta de talentos da área de tecnologia. Por exemplo, nas nossas operações, temos muito mais trabalho, para além de vender temos que explicar como esses sistemas funcionam”, referiu-se Abdul Mueid.

Para além do fraco acesso à internet, formação e infra-estruturas, a insegurança electrónica é também um dos aspectos que dificultam o desenvolvimento do comércio electrónico no país.

Segundo Lourino Chemane, director do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, apesar de o país contar com uma lei de segurança electrónica, ainda são necessários regulamentos específicos que possa orientar as operações digitais.

“Há previsões sobre o comércio electrónico, mas ainda não temos o regulamento em si. Felizmente, estamos a caminho de preparar esse instrumento e tomaremos em consideração a dinâmica actual do mercado”, afirmou Lourino Chemane.

Segundo o dirigente, a regulamentação do comércio electrónico poderá atenuar as vendas digitais informais. Outro desafio é a inexistência de dados estatísticos sobre o comércio informal, o que dificulta uma possível formalização.

Lourino Chemane diz, entretanto, que o regulador tem que ser cauteloso na tomada de algumas medidas sobre o comércio electrónico, para não retrair o mercado.

Por outro lado, Chemane entende que a regulamentação do comércio electrónico não cabe apenas a nível interno, mas também é um desafio na esfera global.

“Há desafios de dimensão internacional em termos de regulamentação do comércio electrónico e a participação equitativa de actores nacionais e internacionais na dinamização na dinamização de países em via de desenvolvimento”, disse Lourino Chemane.

Segundo INE actividade económica diminui 1,2% em Junho

Os resultados dos Índices das Actividades Económicas do mês de Junho de 2021, quando comparados com os do mês anterior, apontam para um decréscimo dos índices gerais de volume de negócios, de emprego e de remunerações em 1,2%, 2,4% e 4,0% respectivamente. Os dados foram tornados públicos esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a autoridade estatística, a diminuição do índice de volume de negócios foi influenciada pela variação negativa verificada nos sectores de Electricidade, de Alojamento e Restauração, Produção Industrial e de Outros Serviços Não Financeiros com 7,8%, 7,2%, 3,9% e 3,2% respectivamente.

Todavia, durante o período em análise, o INE verificou que os sectores de Comércio e de Transportes e Armazenagem, contrariaram o decréscimo ao registarem incrementos de 6,6% e de 5,9% na facturação.

“Quanto à variação negativa, do índice do emprego no mês de Junho de 2021, foi resultado da variação negativa verificada nos sectores da Produção Industrial, de Outros Serviços Não Financeiros, de Alojamento e Restauração, bem como o sector do Comércio em 8,3%, 3,0%, 1,7% e 0,3% respectivamente. O sector de Transportes e Armazenagem teve uma variação tenuemente positiva de 0,4%”, observou a autoridade.

Em relação ao índice de remunerações, o INE observou que, comparativamente a Maio, o mês de Junho apresenta uma variação negativa, resultado da queda verificada em todos os sectores, com maior destaque em termos de amplitude para os sectores da Produção Industrial, de Alojamento e Restauração, bem como o de Transportes e armazenagem em 8,9%, 2,6% e 1,9% respectivamente.

Comparando os índices globais do mês de Junho de 2021 com os do período homólogo de 2020, o INE concluiu que houve um crescimento assinalável do volume de negócios, das remunerações e de emprego em 28,3%, 7,4% e 4,2% respectivamente.

EDM lesada em cerca de 240 milhões de Meticais pelo terrorismo

O terrorismo já causou à empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) um prejuízo avaliado em cerca de 240 milhões de Meticais.

O dado foi tornado público pelo Presidente do Conselho Administrativo (PCA) da EDM, Marcelino Gildo, em visita efectuada na semana finda às zonas libertadas pela força conjunta entre Moçambique, Ruanda e da Comunidade da África Austral (SADC).

Segundo Gildo, o valor resulta principalmente da falta de facturação de 25 mil clientes da empresa, que ficaram desprovidos de energia eléctrica após destruição do equipamento da EDM, nos distritos de Nangade, Muidumbe, Palma e Mueda.

Todavia, com a recuperação desses distritos por parte do Estado, o PCA da EDM disse que acções decorrem no terreno para a reposição de energia eléctrica. Com efeito, o gestor afirmou que a empresa já repôs energia no distrito de Mueda.

“Com esta visita ao terreno, estamos mais optimistas em repor a energia para os restantes distritos. Logo que as zonas ficaram disponíveis para o acesso, fizemos um levantamento muito detalhado e já movimentamos as equipas, por isso, já conseguimos repor em Mueda em pouco tempo. Neste momento, temos equipas a fazerem a reposição de linha de Nangade, com previsão de terminar dentro de duas semanas”, afirmou o PCA da EDM.

Para a reposição de emergência do sistema nos distritos, a empresa pública de electricidade prevê gastar cerca de 11 milhões de USD. “Depois iremos fazer uma reposição definitiva que, naturalmente, precisará de outro investimento. Por exemplo, a reposição da subestação de Ouasse necessitará de cerca de 10 milhões de USD”, acrescentou o PCA da EDM.

Com vista a repor energia naqueles distritos, a empresa diz contar com recursos próprios e de parceiros financeiros, como o Banco Mundial, que no contexto da emergência, em Cabo Delgado, já disponibilizou 100 milhões de USD, parte dos quais para reerguer a infra-estrutura eléctrica.