Monday, June 29, 2026
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Taxa de referência mantém-se em 18,9% pelo quarto mês

Associação Moçambicana de Bancos (AMB), anunciou que a taxa de juro de referência de do país vai manter-se em 18,9% em Julho.

Será o quarto mês consecutivo de manutenção da ‘prime rate’, que se fixou naquele valor desde 01 de Abril.

A taxa é calculada pela AMB e Banco de Moçambique com base num indexante único de 13,3% (calculado pelo banco central) e um prémio de custo de 5,6% (definido pela AMB).

A criação da ‘prime rate’ com um valor inicial de 27,75% foi acordada entre o banco central e a AMB em Junho de 2017 para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicam os promotores.

Vale amplia projecto na Indonésia após anunciar saída de Moçambique

Em Janeiro, a Vale anunciou “desinvestimento” na exploração de carvão em Moçambique. A mineradora assina acordo com gigante chinesa para construção e operação de fábrica de processamento de níquel na Indonésia.

A Vale justificou a sua saída do país com o objectivo de ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.

Segundo um comunicado, a joint-venture reúne a subsidiária local do grupo brasileiro, PT Vale Indonesia Tbk, a Taiyuan Iron and Steel, subsidiária da gigante estatal chinesa do ferro e aço China Baowu Steel Group, e a fabricante chinesa de níquel Shandong Xinhai Technology.

A Vale terá uma participação de 49 por cento no projecto de processamento de níquel, com as duas empresas chinesas a dividirem os restantes 51 por cento. A fábrica terá lugar na ilha de Sulawesi, na Indonésia.

A fábrica terá oito linhas de produção para a transformação de ferroníquel, com o objectivo de atingir uma produção anual de 73 mil toneladas de níquel. As três empresas têm agora seis meses para concluir as negociações e lançar o projecto, que “representa uma oportunidade significativa para a Vale e para a Indonésia”, defendeu Mark Travers, presidente da Vale Indonesia.

Mais de metade do níquel produzido em todo o mundo é transformado em aço inoxidável, utilizado em projectos de engenharia e no fabrico de objetos metálicos, segundo o Instituto do Níquel, a maior associação de produtores deste metal.

A fábrica irá nascer no parque industrial da Shandong Xinhai Technology na ilha de Sulawesi. O diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, disse na cerimónia de assinatura de acordo estar contente por ver a relação do grupo brasileiro com a China chegar a outros países, referiu a China Baowu Steel.

Antes da cerimónia, o presidente da China Baowu Steel, Chen Derong, pediu, num encontro com Eduardo Bartolomeo, o reforço do fornecimento de minério da Vale para aumentar ainda mais a produção de aço do grupo chinês, que em 2020 ultrapassou os 100 milhões de toneladas.

As três empresas irão também construir uma central a gás natural para fornecer eletricidade ao projecto e assim reduzir as emissões de carbono em 60 por cento, referiu a China Baowu Steel num comunicado. A decisão de apostar no gás natural em vez do carvão reflete o compromisso da Vale com a sustentabilidade, sublinhou a diretora-geral da Vale Indonesia, Febriany Eddy.

Projecto Mphanda Nkuwa aberto a investimentos privados

A fim de obter rapidamente o financiamento necessário para a implementação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, o governo moçambicano planeia vender a maioria das suas acções a potenciais investidores. O convite à manifestação de interesse deve ser lançado antes do final de 2021. De acordo com Carlos Yum, o director responsável pelo projecto, o processo de licitação deverá levar mais de seis meses.

O(s) investidor(es) de sucesso implementarão o projecto em parceria com as empresas estatais Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroelectrica de Cahora Bassa, que já opera uma central hidroeléctrica de 2,075 MW no rio Zambeze. A central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa ficará situada 61 km a sudeste da barragem de Cahora Bassa. Com uma central capaz de gerar 1.500 MW, a barragem terá um reservatório de mais de 100 km2 que deslocará 1.400 famílias e afectará a subsistência de 200.000 pessoas de acordo com as Nações Unidas (ONU).

Um impacto esperado que deverá certamente afectar a mobilização do financiamento necessário para a implementação do projecto por parte das instituições financeiras internacionais, cada vez mais preocupadas com os aspectos ambientais e sociais dos projectos de desenvolvimento. Estima-se que a construção da barragem e da central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa exija um investimento de 2,4 mil milhões de dólares.

Além disso, a construção de uma linha de transmissão elevará o custo global do projecto para 4,4 mil milhões de dólares, equivalente ao orçamento de investimento de Moçambique para 2020 de 5 mil milhões de dólares.

O início da construção das instalações está planeado para 2024 e entrega em 2030.

A electricidade de Mphanda Nkuwa irá impulsionar a rede eléctrica nacional de Moçambique. Parte da produção será vendida aos países vizinhos, nomeadamente África do Sul e Lesoto.

Tmcel calcula recuperar-se da crise em 2024

A empresa de telefonia móvel, Moçambique Telecom (Tmcel) antevê sair da crise financeira herdada das extintas Moçambique Celular (Mcel) e Telecomunicações de Moçambique (TDM) num período de três anos.

Para o efeito, em Média breakfast havida semana finda, em Maputo, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Tmcel, Mahomed Rafique, disse que a empresa vai apostar em nova tecnologia de telecomunicações e melhoria do serviço.

Nesse contexto, Rafique avançou o lançamento, em breve, da tecnologia LTE 5G e a expansão do actual 4G (LTE) para o resto do país. O gestor anunciou também o relançamento da carteira móvel Mkesh, totalmente actualizada, prevendo dispor de diversas funcionalidades, parte das quais inovadoras para o mercado.

O PCA da Tmcel apontou também estar-se, igualmente, em vias de arranque do projecto de instalação de 3.6 mil km da rede de fibra óptica, em todo o país, no contexto da transformação da Tmcel em empresa digital.

A empresa diz estar ainda a investir perto de 7 milhões de USD na modernização do sistema de facturação, em parceria com Erickson, empresa de origem sueca.

“A nossa previsão, mesmo com a Covid-19, efeito de suspensão de investimento na área de exploração do gás natural, nomeadamente pela ExxonMobil e Total, nós vamos precisar de três anos para começar a produzir lucros”, afirmou Rafique.

O PCA da Tmcel sublinhou, porém, que, mesmo com a entrada em funcionamento dessas tecnologias de ponta, a empresa irá precisar de tempo para recuperar o investimento aplicado, actualmente acima de 30 milhões de USD.

“Portanto, mais três anos, nós vamos começar a ganhar dinheiro. Produzir lucro é importante, mas, mais do que isso, é trazer permanentemente a tecnologia de ponta para o país, de modo que os moçambicanos se possam beneficiar daquilo que se oferece no mercado em tecnologia”, sublinhou.

A Tmcel existe desde 2019, ano em que definitivamente se fundiram as empresas TDM e Mcel. A fusão compreendeu as áreas de recursos humanos, infra-estruturas, sistema comercial e vendas e sistemas tecnológicos e de informática.

A economia moçambicana poderá não se recuperar em todos os sectores

No decurso do primeiro trimestre do ano em curso, a economia de Moçambique registou um crescimento económico que foi um sinal de ter saído da recessão, um crescimento sustentado, principalmente, pelo sector primário, segundo as últimas pesquisas do economista sénior do Rand Merchant Bank (RMB).

Apesar do sector agrícola ter contribuído com 23.5% no crescimento da economia nacional, os restantes sectores como o dos transportes, comunicações, hotelaria e restauração registaram retracções, o sector mineiro destacou-se ao apresentar 18.1% de crescimento negativo.

“Prevemos que a economia registará um crescimento de 2.5% este ano, considerando a recuperação significativa demonstrada no primeiro trimestre”, afirma Daniel Kavishe, economista sénior do RMB.

Um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que as empresas, para além de preverem que a economia recuperará ao longo dos próximos 12 meses, em Moçambique a procura continuará a ser menor comparativamente ao final do ano passado, principalmente nos sectores da restauração, hotelaria e serviços relacionados. As estatísticas apontam igualmente que os indicadores de confiança no sector de transportes e logística apresentam, actualmente, os níveis mais baixos dos últimos três trimestres.

Kavishe afirma que, com base nestes inquéritos, existe uma grande probabilidade da recuperação da economia moçambicana, em 2021, não ser transversal a todos os sectores.

“Tomando como base as nossas projecções deste ano, o sector primário irá provavelmente liderar os resultados positivos e o sector agrícola apresentará, igualmente, ganhos significativos”.

Daniel Kavishe prevê que a decisão do governo na flexibilização das restrições associadas ao combate à pandemia impulsionará a recuperação económica no segundo semestre do ano.

 

Licenciamento para pesca de camarão e caranguejo gerou 200 milhões de meticais

As licenças para a captura de camarão e caranguejo, geraram cerca de 200 milhões de meticais durante o primeiro semestre de 2021. Um desempenho avaliado em 56 por cento.

Segundo o director-geral Adjunto da Administração Nacional de Pescas, Cassamo Júnior, neste desempenho, o destaque vai para o licenciamento dos operadores de pesca industrial, cujas receitas foram de 155 milhões de meticais, cerca de 61 por cento.

No sector semi-industrial, as receitas foram de 37 milhões, enquanto no artesanal, a cifra foi de 1 milhão de meticais, o que corresponde a 57 e 8 por cento, respectivamente.

Em termos de captura do produto, o camarão registou um crescimento de 1340, em 2020, para 1518 no período em análise. Esta espécie teve, igualmente, um incremento de 38 por cento de rendimento médio diário.

Para além do camarão, o caranguejo teve um desempenho positivo, tendo já sido capturadas cerca de 850 toneladas no período em referência.

Os números são positivos, mas ainda persistem, no país, desafios para uma pesca sustentável.

“Precisamos de continuar a trabalhar para melhorarmos o cumprimento das medidas de gestão e para que possamos ter rapidamente melhores resultados”, disse Cassamo Júnior.

O director-geral Adjunto da Administração Nacional de Pescas defende ainda que, “é necessário melhorar a informação estatística, desenvolver estudos, com vista a tomar medidas de gestão acertadas, sobretudo no que diz respeito à fiscalização”.

Estes são apenas resultados preliminares. No presente ano, o país espera arrecadar, no geral, cerca de 420 milhões da actividade pesqueira, dos quais 344 milhões são do licenciamento pela captura do camarão e caranguejo.

INP – Instituto Nacional de Petróleo

INP – Instituto Nacional de Petróleo

O Instituto Nacional de Petróleo, foi criado pelo Conselho de Ministros ao abrigo do Decreto n.º 25/2004 de 20 de Agosto, como entidade reguladora, responsável pela administração e promoção das operações Petrolíferas, é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial que desempenha as suas funções em conformidade com a legislação aplicável, assegurando-se-lhe as prerrogativas necessárias ao exercício adequado das suas competências com base na isenção, capacidade técnica e imparcialidade.

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Absa Bank Moçambique

Absa Bank Moçambique

O Absa Bank Moçambique é parte do Absa Group Limited, um grupo Africano de serviços financeiros com a ambição de ser o orgulho do continente. O Absa Group Limited está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg na África do Sul e é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente e com cerca de 42 000 colaboradores.

Estamos empenhados em encontrar soluções locais e tudo quanto fazemos tem enfoque na adição de valor. Estamos em posição de oferecer aos nossos Clientes uma variedade de soluções de retalho, de negócio, corporativas e de investimento, e soluções de gestão de património, bem como, assegurar um impacto positivo em todos os países onde operamos.

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Salim Valá apela a uma economia mais competitiva para Moçambique

O país precisa de instituições fortes, economia competitiva e diversificada para aproveitar as oportunidades da globalização, defende o presidente da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e economista Salim Valá.

Valá apontou os caminhos que Moçambique deve percorrer para tirar ganhos da globalização, em declarações à Lusa sobre o livro que lançou em Maputo, com o título “Economia Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento: Reflexões Inconclusivas”.

“Sem ser um Estado falhado, Moçambique enfrenta desafios complexos que levarão décadas a superar para que o país possa escrever uma história de sucesso com a globalização”, declarou o presidente da BVM.

Os desastres naturais, conflitos armados e instituições frágeis impedem Moçambique de fazer uma transição para uma economia próspera, acrescentou.

Salim Valá assinalou que o atraso de Moçambique no aproveitamento das oportunidades geradas pela globalização é comum à maioria dos países, havendo, contudo, exceções com os Estados que registaram progressos gigantescos com a globalização.

“Temos vários exemplos notáveis de aproveitamento das oportunidades da globalização como a China, Singapura, Malásia, Indonésia, Correia do Sul, Cabo Verde, Maurícias, Seicheles, Botsuana, Polónia e República Checa”, afirmou.

A capacidade de mobilização de activos económicos, diversificação, fortalecimento de instituições e o dividendo demográfico são fundamentais para obter ganhos com a globalização.

“Os países que compreenderam melhor a globalização e preparam-se para o processo têm estado a tirar vantagens, nos últimos 30 a 40 anos”, destacou.

Um país não preparado para aproveitar as oportunidades da globalização vai cair no conjunto dos “descontentes”, afirmou o presidente da BVM, parafraseando o economista norte-americano Joseph Stiglitz, que disse que a globalização está a criar descontentes.

“Economia Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento: Reflexões Inconclusivas” é a sétima do autor e todas versam sobre matérias de economia, área de formação de Salim Valá.

Pandemia e atrasos nos projectos de Gás colocam Moçambique a crescer apenas 2,8%

O atraso nos investimentos do gás natural em Moçambique e as medidas de combate à Covid-19 vão implicar um “crescimento real modesto” de 2,8% este ano, considera a consultora Fitch Solutions.

“Antevemos que a economia de Moçambique saia da recessão este ano, depois de ter registado uma contração de 1,3% em 2020, com o investimento privado a recuperar ligeiramente”, escreveram analistas da consultora.

Entretanto, “prevemos um crescimento real do PIB modesto, de 2,8%, já que o atraso no investimento no sector do gás e a persistências das medidas de confinamento pesam na recuperação da procura interna”, esclarece.

Numa nota sobre os riscos para o país, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas da consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings apontam ainda que o Banco Central moçambicano deverá baixar a taxa de juro no segundo semestre.

“O Banco de Moçambique vai provavelmente ter margem para baixar a taxa de juro em 100 pontos base para 12,25% até final deste ano, depois de uma surpreendente subida de 300 pontos base em Janeiro, num contexto de baixo crescimento económico”, escrevem.

Os analistas alertam que “na frente política, continuamos a assinalar riscos crescentes para a estabilidade colocados pela crescente actividade insurgente na província nortenha de Cabo Delgado”.

Na análise, a Fitch Solutions alerta ainda para as dificuldades que Moçambique vai ter a nível de infraestruturas, que são consideradas insuficientes para escoar toda a produção de gás natural que se espera possa começar a ser produzida a partir de meados desta década.

“Um falhanço em lidar com a infraestrutura deficiente é um risco premente para a economia de Moçambique; as infraestruturas de transporte, em particular, são atualmente desadequadas para levar os ricos recursos naturais do país para os mercados internacionais”, concluem os analistas.