Wednesday, April 8, 2026
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Previsto risco para Moçambique e equilíbrio para Angola – Moody’s

Se a produção de gás se atrasar e comprometer o aumento previsto das receitas, Moçambique fica em risco de entrar novamente em Incumprimento Financeiro (‘default’) em 2024 considera a agência de notação financeira Moody’s.

“A decisão da Total relativamente à suspensão da produção não terá um impacto imediato mas como o pagamento dos títulos de dívida depende das receitas, o adiamento da produção e o atraso nas receitas pode ser o gatilho para um novo ‘default'”, disse a directora do grupo de análise do risco soberano na agência de notação financeira Moody’s, Marie Diron.

Diron salientou que “ainda há tempo para evitar o incumprimento, porque como o pagamento dos títulos encarece a partir de 2024, há vários anos para o Governo reavaliar as fontes de financiamento”, mas alertou que “tendo em conta o histórico anterior do Governo, há um risco e é por isso que o ‘rating’ é baixo”, estando atualmente em Caa2, perto do limite inferior da escala de avaliação da qualidade do crédito soberano. 

A reestruturação dos títulos de dívida que Moçambique fez na sequência do chamado ‘escândalo das dívidas ocultas’ diminuiu os juros a pagar até 2023, mas quase duplicou as prestações, de 5% para 9% ao ano, a partir desse ano, que era a altura em que se previa que começassem as exportações de gás natural, cujas receitas fiscais suportariam o aumento dos custos.

 

Financiamento é a principal questão em análise em Angola.

A agência de notação Moody’s considera que a principal questão sobre a evolução do ‘rating’ de Angola é a questão de saber se o Governo vai conseguir refinanciar a dívida de curto prazo e as necessidades de financiamento.

“Estamos agora a focar-nos no que víamos antes da pandemia, que é saber se o Governo conseguirá refinanciar a dívida de curto prazo e reduzir as necessidades de financiamento, dando assim mais flexibilidade às opções”, Marie Diron.

A directora explicou que as duas descidas de ‘rating’ levadas a cabo no ano passado resultaram do aumento do rácio da dívida face ao PIB, na sequência da pandemia de Covid-19, e vincou que a depreciação da moeda foi importante para a evolução das contas públicas.

“Descemos de B3 para Caa1 na altura em que moeda estava significativamente pressionada devido à liberalização da moeda, o que se traduziu automaticamente num fardo de dívida mais elevado, à volta de 100% do PIB, e durante a pandemia e o choque petrolífero, em 2020, vimos um período de esforços do Governo para reestruturar a dívida e pagar dívida de curto prazo, reduzindo as necessidades de financiamento”, lembrou Marie Diron.

“A descida dos preços do petróleo tornou este exercício mais difícil, mas agora com a recuperação dos preços do petróleo há mais espaço orçamental, e antevemos que o orçamento deste ano seja equilibrado, com um alívio da pressão sobre a moeda”, salientou a analista.

Canadá dá 186 milhões de dólares em ajuda para Moçambique 

Para ajudar o desenvolvimento de projectos estatais e de diversas organizações em Moçambique, incluindo assistência na resposta à covid-19 e promoção da saúde e direitos sexuais e reprodutivos, Canadá anunciou 186 milhões de dólares .

“À medida que o mundo continua a enfrentar a pandemia, tornou-se claro que as mulheres e raparigas estão a ser desproporcionalmente afectadas”, referiu Karina Gould, ministra da Cooperação Internacional canadiana.

A governante teve uma série de reuniões via Internet com representantes do Governo de Moçambique, instituições multilaterais e sociedade civil.

“O apoio do Canadá a Moçambique continuará com o foco na abordagem dos impactos da crise da covid-19 e na construção de um futuro mais inclusivo e sustentável”, sublinhou.

O Canadá disponibilizou mais de 1,1 mil milhões de dólares de assistência ao desenvolvimento a Moçambique desde 2010, refere a representação diplomática em Maputo.

Sasol

SASOL

Sobre a SASOL:

A Sasol é uma empresa global integrada de produtos químicos e energia que abrange 30 países. a sasol usa tecnologias selecionadas para obter, fabricar e comercializar produtos químicos e energéticos de forma segura e sustentável.

A sustentabilidade se tornou o principal motor da Sasol, onde são avançadas com soluções químicas e de energia que contribuem para um planeta, sociedade e empresas prósperas.

CONTACTOS:

Email: nadia.leite@sasol.com

Telefone:: +258 823268210   

Morada: Av. 25 de Setembro, Nº420, 2ºandar, Lote 4, Maputo

Website: http://www.sasol.com/

Vale com queda na produção de carvão no primeiro trimestre

Caiu no primeiro trimestre, a produção da Vale, principal empresa mineira de carvão em Moçambique, devido à manutenção do complexo industrial em Moatize, Tete, interior centro do país, anunciou a empresa.

“Devido à manutenção geral do complexo mineiro, a produção desacelerou e diminuiu 11% em comparação com o quarto trimestre de 2020, situando-se em 1,1 milhões de toneladas”, referiu a Vale em comunicado. 

Toda a produção disponibilizada foi vendida, acrescentou.

O resultado (EBITDA) do primeiro trimestre resultou num prejuízo de 235 milhões de dólares, ainda assim, uma melhoria de 61 milhões de dólares em relação ao trimestre anterior.

A empresa prevê que a mina ganhe uma nova dinâmica graças às obras realizadas, permitindo atingir um ritmo de produção de 15 milhões de toneladas no segundo semestre de 2021.

A produção total do ano situa-se em 5,9 milhões de toneladas, refletindo os impactos da pandemia da covid-19, lê-se em comunicado. 

As minas de carvão da Vale em Moatize produziram 8,8 milhões de toneladas em 2019, valor que diminuiu para 5,9 milhões de toneladas em 2020, refletindo os impactos da pandemia da covid-19, disse a empresa.

A Vale anunciou em Janeiro que está a procurar um comprador para deixar a operação em Moçambique no âmbito do abandono global do carvão devido ao impacto no ambiente.

Aquele minério é um dos principais produtos de exportação de Moçambique e a Vale emprega perto de 8.000 pessoas, cerca de 3.000 trabalhadores próprios e os restantes subcontratados.

Petrolífera Total irá mudar o nome para TotalEnergies

Estará em assembleia-geral hoje, a petrolífera francesa Total que terá uma votação sobre a  mudança de nome para TotalEnergies, sinalizando a intenção de apostar na produção energética menos poluente e respondendo às pressões dos acionistas sobre as mudanças climáticas.

O presidente executivo da empresa, Patrick Pouyanné disse que “Com isto afirmamos o desejo de transformação da empresa numa companhia multi energética para enfrentar o duplo desafio da transição energética, que é produzir mais energia com menos emissões”, em declarações citadas pelas agências internacionais.

A empresa está sob pressão de alguns acionistas que defendem que os projetos de petróleo e gás devem pura e simplesmente parar, o que, a acontecer, teria consequências graves em vários países, como Moçambique, que depende do investimento da Total no norte do país para garantir receitas para suportar o aumento do custo da dívida e para financiar a recuperação e o desenvolvimento da economia.

A mudança de nome da Total surge também poucas semanas depois de a Agência Internacional da Energia ter defendido a suspensão ou cancelamento de todos os projetos petrolíferos e de gás para tentar controlar as alterações climáticas, a começar pelo aquecimento global.

Conselho Empresarial em África vai acolher a Cimeira EUA-África 2021

Nos dias 27-29 de Julho, o Corporate Council on Africa (CCA) realizará a 13ª Cimeira Empresarial EUA-África, para construir parcerias sustentáveis e oportunidades entre os principais decisores governamentais e do sector privado em toda a América e no continente africano. 

Com a participação de mais de 2.000 executivos empresariais e líderes governamentais americanos e africanos, a Cimeira CCA deste ano dará à sua organização um lugar à mesa na construção de novos caminhos para reforçar a parceria económica entre os Estados Unidos e África.

Embora grande parte da atenção mundial tenha sido centrada na resposta à pandemia COVID-19 em curso, os contornos do futuro pós-COVID estão a emergir. Os países africanos têm resistido melhor do que o esperado aos desafios económicos e de saúde, e implementaram uma série de soluções inovadoras para substituir cadeias de abastecimento globais perturbadas, expandir rapidamente o acesso às plataformas digitais e ao comércio electrónico, reforçar o papel que as mulheres desempenham nas suas economias, e reformular os seus sectores financeiros para lidar com as questões da dívida. 

Os países africanos continuaram a remodelar o seu ambiente comercial e de investimento com a implementação do Acordo de Comércio Livre Continental Africano – a maior zona de comércio livre alguma vez criada no âmbito da Organização Mundial do Comércio.  

Os países africanos continuaram também a negociar parcerias económicas com parceiros estrangeiros, incluindo da Europa e da China.  Isto, e as oportunidades de negócio em sectores-chave em África, significa que é tempo de explorar novos caminhos para uma parceria económica mais forte entre os EUA e a África.

A Cimeira de Negócios EUA-África deste ano contará com a presença de altos funcionários do Governo dos EUA ao explicar as prioridades da Administração Biden para África, incluindo detalhes de novos programas de apoio ao desenvolvimento no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação, infra-estruturas ambientalmente inteligentes e energia sustentável, e o que esperar do comércio e investimento, incluindo as perspectivas para o Acordo de Comércio Livre EUA-Quénia, actualizações sobre a Prosper Africa e o futuro da Lei de Crescimento e Oportunidade Africana (AGOA).  

Os líderes africanos actualizarão os participantes sobre os últimos desenvolvimentos no AfCFTA, incluindo uma previsão do que esperar à medida que os países africanos avançarem para a Fase II deste acordo de comércio e investimento histórico no próximo Outono.  Mostrarão também como o sector energético africano está a evoluir para responder à necessidade de aumentos rápidos na produção de electricidade que equilibrem as preocupações sobre as alterações climáticas e satisfaçam as exigências do mercado mundial.  

A Cimeira irá também destacar novas formas de capacitação económica das mulheres, destacar o que há de novo em matéria de empreendedorismo e prever o que esperar do turismo pós-COVID e das indústrias criativas.

Haverá também sessões centradas na realização de negócios em alguns dos mercados mais dinâmicos de África.

 

Sobre a Cimeira Empresarial EUA-ÁFRICA

Desde a sua criação em 1997, a CCA U.S.-Africa Business Summit tem sido a conferência essencial para ligar as empresas americanas e africanas e manter-se à frente de desenvolvimentos críticos em sectores-chave, incluindo o agronegócio, energia, saúde, infra-estruturas, facilitação do comércio, TIC e finanças.  Os participantes da Cimeira irão trabalhar em rede virtualmente com funcionários-chave do sector privado e do governo, explorar novas oportunidades de negócio, visitar cabines de exposição virtual para se encontrarem com potenciais parceiros comerciais, e forjar novos negócios. A Cimeira serve também como uma oportunidade para moldar e defender políticas eficazes de comércio e investimento EUA-África.

A CCA já recebeu mais de 50 Chefes de Estado norte-americanos e africanos e mais de 15.000 participantes nas suas Cimeiras de Negócios. Visite o Website da Cimeira Empresarial EUA-África Aqui para mais detalhes sobre os destaques das conferências passadas.  

 

Sobre o Conselho Empresarial em África (CCA)

O Corporate Council on Africa é a principal associação empresarial dos EUA centrada exclusivamente na ligação de interesses comerciais entre os Estados Unidos e África. O CCA representa de forma única uma vasta secção transversal de empresas membros, desde pequenas e médias empresas a multinacionais, bem como empresas americanas e africanas. Saiba mais em www.corporatecouncilonafrica.com

Fórum de Negócios da SADC

Diálogo dos sectores Público-Privado da SADC: Empreendedorismo, Investimento e fazer Negócio na SADC.

Nos dias 05 e 06 de Junho de 2021, irá decorrer no Hotel Glória e Centro de Conferências Joaquim Chissano, a edição híbrida do Fórum de Negócios da SADC.

O evento, para além de dispor de mesas redondas com painéis temáticos sobre desenvolvimento, investimentos e comércio regional e global, também como plataforma de “marketplace” contempla uma Expo B2B/B2C/C2C, com dinâmica.

Registe-se e confirme a presença na plataforma electrónica do fórum

REGISTE-SE AQUI 

Cimeira Empresarial EUA-Africa

Registe-se agora para se juntar a mais de 1.000 executivos empresariais e líderes governamentais dos EUA e africanos na 13ª Cimeira Empresarial EUA-África virtual da CCA que terá lugar no dia 27 de Julho, num Evento Virtual de 3 Dias. A Cimeira deste ano intitulada “Novos Caminhos para uma Parceria EUA-África mais Forte” irá destacar a próxima fase de crescimento da parceria económica EUA-África, concentrando-se em sectores e estratégias chave, incluindo:

Segurança sanitária;

Comércio Regional Africano e E.U;

O Futuro da Energia;

Agronegócio;

Transformação Digital;

Ecossistemas de fabrico;

Financiamento do Comércio;

PMEs, diásporas e empresas lideradas por mulheres;

e mais…

 

Para saber mais, clique no link:

https://cca.glueup.com/event/u-s-africa-business-summit-2021-35917/

A UE está a efectuar alterações importantes às regras do IVA

As alterações às respetivas regras do IVA, efectuadas pela União Europeia entrarão em vigor a partir de 1 de Julho de 2021.

Todos os negócios serão afectados, mas as alterações terão maior impacto nas vendas B2C (business-to-consumer, transações empresas-consumidores) e nos mercados online, incluindo os sedeados dentro da UE e fora desta, mas que realizam vendas a clientes na UE.

Estas alterações podem levar a procedimentos mais simples e diminuição da necessidade de administração. Também podem verificar-se implicações mais gerais relacionadas com a forma como são realizados os negócios dentro da UE.

As três principais alterações são:

  1. Remoção da isenção do IVA de importação de 22 €

O que é que isto significa?

A partir de 1 de Julho de 2021, será efectuada a cobrança do IVA em todas as mercadorias importadas para a UE, independentemente do seu valor. Para remessas com um valor igual ou inferior a 150 €, o IVA poderá ser cobrado no momento da venda, através do novo Import One-Stop-Shop (IOSS) ou poderá ser cobrado junto do cliente final através do declarante aduaneiro (FedEx). 

As empresas da UE que vendam online produtos que estejam localizados fora da UE a clientes na UE podem optar por utilizar o IOSS. Se pretender mais informações sobre o Import One-Stop-Shop (IOSS), consulte o site da Comissão Europeia.

De que forma é que isto poderá afetar a minha empresa?

As empresas da UE que vendem mercadorias a partir dos estados-membros da UE não serão afectadas pela abolição do limite de baixo valor de 22 €. Porém, as empresas da UE que vendem mercadorias importadas para a UE deixarão de poder importar remessas num valor inferior a 22 € com isenção de IVA.

  1. Introdução de um balcão único (OSS)

O que é que isto significa?

Contudo, as empresas já não precisam de se registar para efeitos de IVA em todos os países nos quais realizem vendas, caso adiram à declaração OSS. A par da introdução do OSS, a UE irá eliminar também o regime de limites de IVA nas vendas à distância. Isto significa que as empresas terão de cobrar a taxa de IVA em vigor no país da UE de residência do cliente a partir da primeira venda, em vez de a partir de um certo limite.

De que forma é que isto poderá afetar a minha empresa?

Em vez de se registarem para efeitos de IVA em vários países da UE, as empresas terão a opção de apresentar uma declaração OSS trimestral com todas as vendas elegíveis dentro da UE. O IVA é pago à autoridade fiscal competente do país de origem, a qual o encaminha para os países em questão.

Isto pode diminuir a complexidade e os custos de conformidade transfronteiriça em matéria de IVA para os vendedores online e, possivelmente, permitir o aumento do comércio transfronteiriço.

Uma exceção à regra geral é o facto de as empresas da UE estabelecidas num dos Estados-Membros da UE que realizem vendas transfronteiriças inferiores a 10 000,00 € por ano (venda de produtos e de determinados serviços B2C) poderem cobrar a respetiva taxa de IVA interna e declarar as vendas através da declaração de IVA interna.

  1. Determinados mercados online vão tornar-se responsáveis pela cobrança do IVA

O que é que isto significa?

No âmbito das novas regras do IVA na UE, os mercados podem, por exemplo, ser plataformas online que facilitem a transação das vendas. Estas permitem que os comerciantes vendam os respetivos produtos directamente aos clientes.

Certas plataformas multilaterais, e não as empresas que vendem através das mesmas, serão responsáveis por cobrar, declarar e liquidar o IVA do consumidor final. A cobrança do IVA pelas plataformas multilaterais será aplicada às seguintes transações:

Importações B2C com cartas de porte no valor de até 150 € para a UE (quando a plataforma multilateral tenha optado pelo IOSS).

Vendas de produtos internos e dentro da UE por vendedores localizados fora da UE para consumidores na UE.

De que forma é que isto poderá afetar a minha empresa?

Nas importações B2C com cartas de porte no valor de 150 €, em que a plataforma multilateral tenha optado pelo IOSS, as empresas que efetuam vendas através da mesma têm de utilizar o número IOSS da plataforma e fornecê-lo à parte responsável pelo preenchimento da declaração alfandegária (por exemplo, FedEx).

As empresas que utilizem várias plataformas multilaterais para vender os respectivos produtos devem manter provas claras das vendas efetuadas através de cada uma destas. Também terão de fornecer o número IOSS correspondente por cada venda ao declarante alfandegário.

Poderá ser possível às empresas de fora da UE que utilizam as plataformas multilaterais online para vender produtos dentro da UE e a nível interno a consumidores da UE anularem o registo para efeitos de IVA nos Estados-Membros da UE, uma vez que a entidade fornecedora das mercadorias será a plataforma multilateral e, por conseguinte, será esta a responsável pela cobrança do IVA. Tal pode reduzir o fardo administrativo para os vendedores de fora da UE.

Os países da UE são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia e Suécia.

Note-se que, no âmbito do Protocolo Conjunto UE-Reino Unido, a Irlanda do Norte continuará a fazer parte da área da UE para efeitos de IVA sobre as mercadorias. Isto significa que estas novas disposições também se aplicarão aos produtos importados para a Irlanda do Norte a partir do resto do mundo.

Filipe Nyusi inaugurou fábrica de cimento e clínquer em Maputo

Uma fábrica de cimento com capacidade de produzir dois milhões de toneladas por ano foi inaugurada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na província de Maputo. A nova infraestrutura vai reduzir a importação de clínquer, principal matéria-prima na produção do cimento.

O PR defende que a estrutura será sobremaneira benéfica para a área em que actua.

“A fábrica irá melhorar a economia do negócio do sector da indústria de cimento porque implicará a redução de importações de clínquer, um dos insumos mais utilizados no processo de fabrico”, disse Filipe Nyusi.

Moçambique Dugongo Cimentos é o nome da nova fábrica que vai produzir 5.000 toneladas de clínquer por dia, o que garante uma redução na sua importação em cerca de 360 mil toneladas por ano, que correspondem a 54 milhões de dólares, explicou o chefe de Estado.

“Com a produção do clínquer no país estaremos a contribuir cada vez mais para a redução do custo de produção do cimento, tendo como escopo a estabilização do preço final e o aumento da capacidade de compra do cimento pelos moçambicanos”, referiu o Presidente.

Segundo Filipe Nyusi, para a construção da fábrica foram investidos 330 milhões de dólares, tendo empregado 350 pessoas.

“Reafirmo o compromisso de promover e atrair mais investimentos e empresários para estabelecer unidades industriais de produção de clínquer nas outras regiões do país”, concluiu Filipe Nyusi.

A contar com a nova fábrica, Moçambique passa a ter 16 produtoras de cimento, nove das quais na província de Maputo e as restantes sete em Sofala, no centro do país, Nampula e Cabo Delgado, no Norte, e que têm, conjuntamente, a capacidade anual de produzir sete milhões de toneladas de cimento.