Monday, June 29, 2026
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Participação de Moçambique no gasoduto da Sasol financiado por fundo sul-africano

Max Tonela, Ministro dos Recursos Minerais e Energia, disse que o aumento da participação do Estado moçambicano no gasoduto para a África do Sul será financiado por um fundo sul-africano e será reembolsado através de dividendos.

As informações foram prestadas na passada quinta-feira pelo ministro, em declarações à Lusa, citado pelo Notícias.

“Foi possível obter da parte de um fundo de investimento para a área de energia do Governo sul-africano, um financiamento que não acarreta responsabilidades adicionais sobre a ENH, empresa do Estado”, afirmou Max Tonela.

O ministro salientou ainda que “da parte da ENH foi feita uma avaliação das opções de financiamento apresentadas pelas várias instituições bancárias e a opção melhor e mais económica é através daquele fundo”, escreve a nossa fonte.

A Companhia Moçambicana de Gás, empresa moçambicana detida pela ENH, e a companhia estatal sul-africana iGas, anunciaram estar a preparar-se para comprar 30% do gasoduto que transporta gás de Moçambique para a África do Sul, exercendo o direito de preferência na compra de aquisições detidas pela companhia sul-africana Sasol.

Segundo Tonela, “os fluxos de dividendos associados às acções adicionais adquiridas quer pela CMG, quer pela iGas são superiores, ao longo de tempo, às obrigações decorrentes de pagamento desse financiamento”.

“Depois de uma avaliação dos benefícios económicos da transação, decidiram exercer este direito e, tendo em conta o carácter estratégico da infra-estrutura para o desenvolvimento económico dos dois países, essa operação teve o suporte conjunto dos governos dos dois países”, sublinhou Max Tonela.

Na nota de imprensa que emitiu a ENH, referiu que a aquisição da quota está avaliada em pouco mais de quatro mil milhões de randes (254 mil milhões de meticais).

O gasoduto liga as jazidas de gás de Pande e Temane, na província de Inhambane, à África do Sul.

Portugal-Moçambique cooperação que prevê estímulo pós-pandemia

Francisco André, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, disse que o Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026 com Moçambique vai centrar-se no “estímulo” à recuperação pós-pandemia, dando expressão ao “excelente relacionamento” bilateral.

O secretário apontou as prioridades do próximo acordo-quadro de cooperação entre Portugal e Moçambique, numa declaração que leu à imprensa, após um encontro com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, Manuel Gonçalves.

As relações entre os dois países, prosseguiu, passarão pelo “combate a esta pandemia de covid-19 e também no estímulo que aí será necessário para a recuperação” do impacto da pandemia.

Francisco André apontou a educação, saúde, justiça e desenvolvimento humano como domínios que vão merecer atenção especial no Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026.

O programa deverá ser assinado na cimeira bilateral a decorrer até final deste ano, em data e lugar ainda por definir, acrescentou o governante.

“Esperamos que [a cimeira] tenha resultados concretos, sobretudo que tenha resultados que sejam ambiciosos e de interesse comum aos dois países”, declarou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal.

Moçambique poderá ser o maior exportador de energia da SADC

Moçambique poderá, ser o principal exportador de energia eléctrica no seio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), nos próximos anos.

Concorrem para o efeito os elevados investimentos que as autoridades moçambicanas estão a fazer para o estabelecimento de infra-estruturas de geração, incluindo a Central Térmica de Temane (CTT), com capacidade para 450MW, e a respectiva linha de 650 quilómetros, que vai transportar 400KV.

O director de Operações do Mercado na empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), Luís Raimundo Ganje, em entrevista ao “Notícias”, disse que o país beneficia também de uma diversidade de recursos energéticos, incluindo os não-renováveis, em quantidades que permitem assumir papel relevante na região.

“A visão da EDM é tornar-se um pólo de geração na SADC. Para cumprir este objectivo, vários projectos estão em curso nas áreas de geração e infra-estruturas de reforço e expansão do sistema de transmissão, incluindo na interligação com os países vizinhos por onde a energia produzida deve ser evacuada”, disse.

A fonte referiu-se igualmente às trocas comerciais, através da venda (exportação) de energia eléctrica com os países da região.

“Aqui destacamos as trocas bilaterais com o Zimbabwe, Zâmbia, Botswana, Lesotho e Eswatini; as vendas de energia no mercado competitivo da SAPP (principal mercado de venda na região), bem como o acordo de longo prazo entre a Hidroeléctrica de Cahora Bassa e a ESKOM para a exportação de energia para a África do Sul”, disse.

Luís Ganje falou ainda do acordo para a venda entre 5 a 35 MW de energia ao Lesotho por um período de um ano renovável.

“Este deverá, por um lado, reforçar a segurança energética naquele país vizinho com base na energia firme assegurada pela EDM e, por outro lado, trará divisas para o país, visto que irá garantir uma receita anual de cerca de 8 milhões de dólares norte-americanos”, afirmou.

E frisou ainda que “este contrato junta-se a outros já renovados com a Eswatini (EEC) e Zimbabwe (ZESA), estando em curso negociações para a exportação de mais quantidades de energia para o Botswana e Zâmbia”.

Standard Bank já respondeu à notificação dos processos de contravenção

O Banco de Moçambique já obteve resposta do Standard Bank à sua notificação sobre os três processos de contravenção que pesam sobre a instituição bancária, que ditou a sua suspensão em todas as actividades de conversão de moeda estrangeira no mercado cambial.

O prazo para a resposta terminou este sábado. Importa lembrar que um dia após receber o documento do banco central, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Standard Bank, Tomaz Salomão, falou sobre a incidência da notificação, tendo avançado que há também dois funcionários notificados.

Entretanto, o jornal O País diz saber que os referidos funcionários são o administrador delegado, Chuma Nwokocha e o director de câmbios, Carlos Madeira, suspensos pelo regulador do sistema financeiro por precaução e para dar espaço para a continuidade das investigações ao banco comercial.

Até aqui, o Banco de Moçambique não falou sobre a resposta dada pelo Standard Bank, nem sobre a continuidade ou não da suspensão do banco em todas as actividades de conversão de moeda estrangeira.

Negociações sobre salário mínimo foram retomadas

Foram retomadas as negociações sobre o salário mínimo em Moçambique, depois de terem sido interrompidas em 2020 devido a covid-19. O valor mais baixo é de cerca de 4390 meticais.

“Houve consenso para se avançar com a discussão [sobre o salário mínimo] porque a situação está insustentável para os trabalhadores”, disse Alexandre Munguambe, secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS).

Segundo o responsável, as perspetivas são de que o salário aumente, face à subida do custo de vida no país, influenciado pelo impacto do novo coronavírus.

“Analisámos a situação e chegámos à conclusão de que este é o nosso novo normal, ao qual temos de nos adaptar”, afirmou Alexandre Munguambe.

O último reajuste de salários mínimos em Moçambique foi feito em 2019 com aumentos que variaram de 5% a 12%.

Os salários mínimos são tabelados em função de cada sector de actividade.

O valor mais baixo corresponde ao sector de agricultura, pecuária, caça e silvicultura, enquanto o mais alto de 12.760,18 meticais cabe aos serviços financeiros, seguradoras e bancos.

Qatar Petroleum junta-se a TotalEnergies de França para exploração de três blocos na África do Sul

As empresas Qatar Petroleum e TotalEnergies francesa, assinam acordo para aquisição de uma participação em três blocos de exploração offshore sul-africanos.

Registar agora nos termos do acordo que estão sujeitos à aprovação do governo sul-africano, QP será proprietário de 25% do bloco Sul Outeniqua, 30% do bloco DWOB, e 29,17% do bloco OBD, disse a empresa numa declaração.

“Estas aquisições representam uma excelente adição à nossa carteira regional sul-africana a montante, e baseiam-se no progresso positivo que se seguiu ao recente sucesso da perfuração no bloco 11B/12B”, disse Saad al-Kaabi, Ministro de Estado para os Assuntos Energéticos do Qatar, e Director Executivo do QP, na declaração.

QP, o maior produtor mundial de GNL, moveu-se nos últimos anos para expandir a sua pegada ultramarina e recentemente intensificou a sua actividade para cultivar uma carteira mundial centrada no gás a montante.

Aumentou a sua presença internacional através de uma série de negócios internacionais a montante e a jusante em países como Omã, México, Moçambique, Angola, Quénia, Guiana, EUA, Brasil, Costa do Marfim e Marrocos.

O bloco Sul Outeniqua abrange cerca de 49.000 km2 em profundidades de água até 5.000 m, com a TotalEnergies a trabalhar como operador e a deter os restantes 75% de participação. O bloco está localizado directamente a sul do bloco 11B/12B onde TotalEnergies, QP e Canadian Natural Resources Ltd. e Main Street Ltd. anunciaram descobertas significativas de condensado de gás nas perspectivas de Brulpadda e Luiperd.

Tocada como uma das maiores descobertas a nível mundial em 2020, a descoberta de gás natural de águas profundas e condensado da TotalEnergies na perspectiva Brulpadda foi anunciada em Fevereiro de 2019.

Estimado em cerca de 1 bilião de barris de equivalente de petróleo de gás e condensado, Brulpadda é a primeira grande descoberta de hidrocarbonetos offshore na África do Sul que despertou novo interesse de perfuração na região.

Os blocos DWOB e OBD cobrem uma área combinada de cerca de 53.000 km2 em profundidades de água até 4.200 m e localizados na Bacia Laranja directamente a sul dos blocos 2912 e 2913B da Namíbia, nos quais QP já detém interesses participantes, e na proximidade dos blocos 2913A e 2914B, nos quais a entrada de QP foi recentemente anunciada.

Os outros parceiros da JV no bloco DWOB são a TotalEnergies (operador) com uma participação de 50%, e a Sezigyn com uma participação de 20%. No bloco OBD, os parceiros da EC são TotalEnergies (operador) com uma participação de 48,61% e Impact com uma participação de 22,22%.

Manuseamento de carga nos portos do país cai em 2020

O Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) relata queda no manuseamento de carga em todos os portos do país, apontando para isso os efeitos da Covid-19, lê-se em Relatório e Contas , referente ao ano de 2020.

Detalhadamente, os CFM registaram, sob ponto de vista global, um nível de execução de 82% e uma redução de 9% em relação à realização do período anterior, ao registar 4.9 mil toneladas métricas (mtm) manuseadas, contra 4.8 mtm registados em igual período de 2019.

Relativamente aos terminais portuários sob gestão dos CFM, a empresa diz que foram manuseadas durante este período 11.8 mtm contra 8.9 mtm manuseadas em 2019, o que representa um crescimento em torno de 34% comparativamente a ano anterior e uma execução de 106% em relação ao plano, mercê, de entre outros factores, da retoma desde Janeiro da gestão e exploração directa do terminal de carga geral e contentores de Nacala.

Contudo, os CFM dizem que o desempenho do sistema ferroviário global, de Janeiro a Dezembro de 2020, fixou-se em cerca de 16.7 mil toneladas líquidas contra cerca de 20.5 mil toneladas transportadas em 2019, representando uma redução em torno de 18% e um nível de execução de 72% em relação ao planificado. Nas linhas operadas pelos CFM, durante o período em análise, transportou-se cerca de 10.5 mil toneladas líquidas contra 11.3 mil toneladas em 2019, uma redução de 7%.

Em termos de transporte de passageiros, em 2020, a instituição reporta terem sido transportadas 3.5 mil pessoas, contra 7.4 mil registados em igual período do ano anterior que corresponde a uma redução de 52% e nível de realização de 58%, tendo sido significativa e negativamente afectado pelo confinamento social motivado pelos efeitos da Covid-19, a destacar o mês de Abril em que apenas se realizou 5% do plano.

No geral, o Conselho de Administração dos CFM afirma que o ano de 2020 foi caracterizado por muitos desafios impostos pela conjuntura interna e internacional, os efeitos da pandemia da Covid-19, que exigiram da gestão de empresas maior eficiência, melhor capacidade de resposta na operação, para assegurar a robustez e estabilidade da estrutura financeira da empresa. Mesmo assim, a empresa CFM registou resultado de imposto de 7.8 mil milhões de Meticais

Ecobank nomeado Banco Africano das PMEs de 2021

O grupo bancário pan-africano, Ecobank Group, é o Banco Africano das PMEs 2021 do African Banker. O Ecobank venceu uma série de outros bancos no African Banker Awards 2021 para levar para casa o Prémio PMEs em um ano de 2020 tumultuado e caracterizado pela Covid-19.

A pandemia continua a devastar muitas economias africanas, sendo que as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), são as empresas que enfrentam os maiores desafios. Entre outros critérios, o prémio Banco Africano para as PMEs de 2021 reconhece o banco que contribuiu significativamente para o desenvolvimento do sector das PMEs, ajudando-as a construir a espinha dorsal económica do continente.

Parte dos critérios de entrada exigia que o banco vencedor canalizasse significativamente o financiamento para o sector privado na África e promovesse o desenvolvimento empresarial, facilitando o crédito e o acesso ao financiamento para as PMEs.

Desde o início da Covid-19, o Grupo Ecobank aumentou consideravelmente os investimentos em programas direcionados às PMEs, expandindo as linhas de crédito focadas nas PMEs, fornecendo assistência técnica às instituições de desenvolvimento das PMEs e construindo a capacidade das PMEs por meio de programas em colaboração com seus parceiros estratégicos.

O Grupo está na vanguarda da promoção da inclusão de género e fechando a lacuna de financiamento por meio de iniciativas inovadoras, como ‘Ellevar por Ecobank’, que visa empresas lideradas por mulheres e com foco em mulheres por todo o continente.

A executiva do Grupo Ecobank, Banca Commercial, Josephine Ankomah, disse “2020 foi um ano de desafios sem precedentes por causa da pandemia Covid-19. Exigia resiliência e inovação. Precisávamos repensar nosso negócio e fornecer maneiras inovadoras de ajudar nossos clientes PMEs a sobreviver às dificuldades trazidas pela pandemia”.

Ankomah acrescentou ainda que “estamos realmente honrados em receber este reconhecimento. Nossa imensa gratidão vai para nossa equipe, clientes e parceiros que tornaram isso possível”.

Segundo a executiva, algumas das medidas tomadas pelo Banco para apoiar as PMEs em 2020 incluem:

Instituir proativamente ações de mitigação, incluindo extensões de prazo e moratórias de juros, para ajudar as PMEs a administrar o pagamento de seus empréstimos;
Aumentar a utilização de canais digitais, como o Ecobank Omni Lite, para fornecer aos clientes a capacidade de fazer pagamentos de forma remota e conveniente;
Aumentar a qualificação do pessoal para garantir a sua capacidade para ajudar a desenvolver o setor das PMEs;
Colaborar com parceiros de risco existentes, particularmente Development Finance Institutions (DFIs), para compartilhar uma parte do risco associado aos nossos empréstimos das PMEs;
Parceria com o gigante da tecnologia Google para fornecer aos clientes PMEs os meios para desenvolver uma presença online gratuita por meio da plataforma Google Meu Negócio;
Colaborar com a Agência de Desenvolvimento da União Africana – AUDA-NEPAD – para se concentrar no fortalecimento do apoio da África para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e auxiliar na sua recuperação do impacto da pandemia, capacitando as MPMEs com acesso a capacidades, mercados e financiamento, para que possam desempenhar um papel central no relançamento das economias de África;
Lançamento do ‘Ellevar por Ecobank’, um produto pertencente a mulheres e voltado para mulheres, oferecendo às mulheres uma parceria parceria holística, por meio da qual elas ganham acesso a serviços financeiros e não financeiros, como educação financeira, informações sobre produtos, networking e reconhecimento;
Aumentar o número de comerciantes que usam os terminais de ponto de venda (POS) do Ecobank de 5.571 para 15.878, além de atrair um número significativo para o EcobankPay, nossa principal plataforma de coleta QR, de 180.060 para 248.664.

Suspensão do Standard Bank não afecta estabilidade do sistema financeiro

Após a suspensão preventiva do Standard Bank em todas as actividades que envolvam a conversão de moeda estrangeira no mercado cambial, o Banco de Moçambique garantiu que o sistema financeiro moçambicano continua “estável e sólido”.

“O Banco de Moçambique comunica ainda que as operações cambiais decorrem com normalidade e que o sistema financeiro, no geral, continua estável e sólido”, refere uma nota de imprensa da instituição.

No dia 23 de Junho, o banco central moçambicano anunciou a suspensão do Standard Bank do Mercado Cambial Interbancário e, no dia seguinte, a abertura de três “processos de contravenção” contra aquela instituição bancária e dois dos seus colaboradores.

“Com vista a salvaguardar os interesses dos clientes do Standard Bank, a continuidade do negócio está a ser assegurada pelos restantes bancos que operam no país, sob orientação e esclarecimento do Standard Bank”, refere a nota.

A decisão do banco central moçambicano surge na sequência das “constatações apuradas durante a inspeção on-site em curso”, acrescenta a nota, sem mais detalhes sobre as causas da suspensão.

Dados do banco central moçambicano divulgados em Abril apontavam o Standard Bank como o terceiro na lista dos três bancos de importância sistémica em Moçambique, numa lista liderada pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e em que o Banco Internacional de Moçambique (Millennium Bim) está na segunda posição.

No rácio que mede a importância para o sector, rotulada com a sigla inglesa D-SIB, o BCI encabeça a lista com 278 pontos, seguindo-se o Millennium Bim com 257 e o Standard Bank com 159.

Banco de Moçambique recebe 500 mil euros para combater crimes financeiros

O país vai receber 500 mil euros, o equivalente a 38 milhões de meticais, para combater o terrorismo e o branqueamento de capitais. Esta ajuda é fruto de um memorando de entendimento assinado, hoje, entre o Banco de Moçambique e a Embaixada da França.

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, acredita que com a assinatura do memorando, estão criadas as condições para identificar e mitigar as actividades relacionadas com a circulação ilícita de capitais no país.

Zandamela afirma ser urgente a fortificação do sistema bancário para a prevenção e combate ao terrorismo e ao branqueamento de capitais.

“Estamos cientes da exposição do nosso sistema financeiro aos riscos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, o que torna imperiosa a necessidade de reforçarmos cada vez mais os mecanismos de identificação e combate a este mal”, referiu.

No âmbito desta iniciativa, o Banco Central comprometeu-se a flexibilizar a implementação do memorando, através da assistência técnica, para que o país tenha um quadro regulatório mais ajustado aos actuais desafios, bem como na orientação estratégica para a implementação de um sistema de monitoria mais eficaz e abrangente.

“Como Banco Central, continuaremos a mobilizar os nossos parceiros de cooperação, no sentido de aprimorarmos as capacidades técnicas e tecnológicas necessárias, para melhor respondermos aos desafios impostos no âmbito do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo” concluiu.

Falando à imprensa, a Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD, representada pelo embaixador da França em Moçambique, David Izzo, espera que com este apoio o sistema bancário moçambicano esteja mais robusto e preparado para controlar a circulação de capitais de forma ilícita, destinadas às incursões terroristas.

“Esta cooperação com o Banco de Moçambique está no cerne do nosso apoio contra o terrorismo. Sabemos que não há terrorismo sem financiamento, e que existem ligações entre o tráfico de todo o tipo, em que as transferências de dinheiro não são rastreadas”, referiu Izzo.

Com um financiamento de 500 mil euros, o programa a ser implementado é financiado pela cooperação francesa, através da Agência Francesa de Desenvolvimento, estando a implementação a cargo da expertise France, um parceiro da AFD.

“O nosso desejo é que esta colaboração traga elementos inovadores, que permitam reforçar os sistemas de vigilância e os recursos de controlo do Banco de Moçambique, e ao mesmo tempo, fortalecer o desenvolvimento de competências técnicas em matéria de luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo”, concluiu David Izzo.

O memorando de entendimento assinado esta quarta-feira, em Maputo, acontece numa altura em que o país e o mundo são confrontados com crimes financeiros que estimulam as acções terroristas.