Friday, September 4, 2026
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Empresas públicas insustentáveis serão reestruturadas

O Governo de Moçambique contratou uma consultora que está a estudar o modelo que deve seguir a reestruturação das empresas públicas, que, segundo analistas, representam um fardo bastante pesado para o Estado, com uma dívida acumulada de cerca de 500 milhões de dólares.

Numa primeira fase, a consultoria, cujos resultados deverão ser conhecidos até ao fim do presente ano, vai abranger quatro empresas que, na óptica do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), deixaram de ser estratégicas.

Refira-se que a dívida de 500 milhões de dólares de todas as empresas públicas e participadas pelo Estado, é, fundamentalmente, com a banca comercial e fornecedores de bens e serviços, sendo que companhias como as LAM, Electricidade de Moçambique, e Petróleos de Moçambique já atingiram um nível insustentável de endividamento, segundo o IGEPE.

Entre as abrangidas figura a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), que opera num mercado competitivo com outras seguradoras, gerando até um conflito de interesses, por ser Estado, que é regulador e, ao mesmo tempo, prestador de serviços.

Para o economista António Francisco este trabalho de reestruturação já devia ter sido feito há bastante tempo, porque as empresas públicas representam um fardo bastante pesado para o Estado.

“As empresas públicas devem trazer benefícios para o Estado e contribuir para receitas, a qualidade dos serviços e para forçar as outras empresas a tornarem-se concorrentes”, enfatizou o economista.

Ele referiu que cabe ao Estado conceber o papel das empresas públicas, clarificando a forma como as mesmas se devem tornar eficientes, sobretudo para deixarem de trazer mais encargos para o Estado.

Entretanto, o jurista Armando Nenane não sabe como é que isso vai ser feito, porque “há interesses instalados nas empresas públicas e participadas pelo Estado”.

Para Nenane, “a corrupção nas empresas públicas é um fenómeno generalizado, e o facto de que as pessoas que dirigem essas empresas não são recrutadas por via da competência técnica, mas por via da coptação e da confiança política, isso configura nepotismo na gestão”.

Moza Banco fechou o ano 2020 com resultado de 146 milhões de meticais

Moza Banco obteve no seu exercício econômico de 2020 um resultado líquido positivo de 146 milhões de meticais. Este foi um resultado excepcional comparando com o obtido no ano anterior que tinha sido de 776 milhões de meticais.

Esta informação foi avançada pelo Presidente do Conselho de Administração, na passada terça-feira, na assembleia geral do banco, onde os acionistas aprovaram o Relatório Geral de Gestão e as Demonstrações, referentes ao exercício 2020.

Em comunicado, o banco garante que apesar do contexto adverso, “conseguiu manter o registo de recuperação e crescimento, fruto da confiança que os clientes e o mercado têm vindo a reafirmar em relação à sua atividade e desempenho”.

Leia o artigo: Conheça a Banca em Moçambique e escolha com que instituição irá trabalhar em 2021

“Esta trajetória estratégica, que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos três anos e meio, após a profunda reestruturação operacional, saneamento financeiro e reconfiguração da estrutura de capital resultante da intervenção do Banco Central, fica ainda bem ilustrada com o alcance do Break Even”, refere o comunicado.

 

Registo de recuperação e crescimento

O banco aponta igualmente, que o ano 2020 foi marcado por também por uma representatividade muito significativa em termos quotas de mercado-ativos 6,1% e 10,3%.

Com relação ao exercício de 2020, o PCA do Moza Banco, João Figueiredo, afirmou:

“Demonstramos uma forte capacidade de superar dificuldades, ampliar a geração de receita, mantendo a solidez do balanço e uma solução de liquidez confortável”.

Como consequência do envolvimento financeiro com os seus clientes e rigorosas práticas de gestão prudencial, o banco apurou no final do ano passado um rácio de 42,5%, acima do indicador estabelecido de 25%. 

O Banco termina ainda o ano de 2020, com um rácio de solvabilidade de 14,83%, superando o mínimo definido pelo Banco de Moçambique.

Fundação Galp constrói biblioteca e três salas de aula em Nampula

A Fundação Galp financiou a construção de uma biblioteca e três salas de aulas, para os alunos da Escola Secundária de Natôa, no Distrito de Rapale, Província de Nampula.

A biblioteca ora construída é de raiz, apetrechada com material escolar e conta com uma literatura diversa. A mesma vai beneficiar cerca de 1700 crianças e conferirá uma educação de qualidade para as mesmas, bem como reduzir o sofrimento a que estas eram sujeitas

 Novos equipamentos, mobilados e apetrechados, vão beneficiar cerca de 1700 crianças do Distrito de Rapale e garantir o acesso a uma educação de qualidade e em segurança

A Biblioteca garante estatuto de Escola Secundária e permite aos alunos prosseguirem os seus estudos além do Ensino Primário sem terem de se deslocar para outras localidades.

 

 

Total e CTA criam “Task Force” para resolver Pesadelo de pagamento em atraso

A Confederação das Atividades Econômicas e a Total criam uma equipa conjunta para resolver os atrasos nos pagamentos de empresas moçambicanas, após o ataque a Palma e saída da petrolífera de Cabo Delgado.

A CTA apresentou as preocupações do sector privado à Total e ao embaixador da França, durante reuniões mantidas, nesta terça-feira, em Maputo. Dentre várias questões destaca-se o atraso nos pagamentos que está a tornar-se num pesadelo para o sector privado, refere o Presidente da CTA, Agostinho Vuma. 

De acordo com Vuma, a Total informou estar a trabalhar arduamente para encontrar soluções para os contratos em curso através de contratadas e garante não ter pagamentos em atraso, avançou.

Como forma de resolver o problema, a CTA e a petrolífera acordaram em  “criar uma task force” conjunta para mapear os pagamentos pendentes e cujas mercadorias tenham sido ordenadas pelas contratadas e facilitar, contrato a contrato o cumprimento das obrigações com as pequenas e médias empresas moçambicanas.

Plataforma para produção de gás chega Moçambique

A plataforma flutuante que vai ser o primeiro projeto a produzir gás natural na bacia do Rovuma estará em águas moçambicanas em Dezembro, anunciou o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

“Recebemos com agrado a informação do operador de que o barco (plataforma integrada de exploração e processamento) chegará a Moçambique em dezembro deste ano”, referiu, antecipando a última previsão que apontava a chegada para o primeiro trimestre de 2022. 

Filipe Nyusi falava em Maputo, durante a sessão de abertura de um evento ligado à indústria extrativa, com participantes do setor e num discurso em que resumiu as perspetivas do país na área.

“A plataforma poderá alcançar a meta de começar a produzir em 2022”, com uma capacidade de 3,4 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano

A plataforma faz parte do consórcio da Área 4 liderado pela Exxon Mobil e Eni a partir das reservas de gás Coral Sul.

 

HCB regista 6,1% de produção do primeiro trimestre

A Empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), superou em 6,1%, no primeiro trimestre de 2021, uma produção de 3671,91 GWh, do que foi planeado para o trimestre em referência.

Este desempenho positivo da produção, resulta dos investimentos na modernização dos equipamentos na cadeia de Produção do parque electro-produtivo e de uma gestão dinâmica, focalizada numa melhoria contínua dos processos de engenharia  e toda cadeia administrativa de produção, transporte e comercialização de energia limpa e fiável, refere o comunicado.

Segundo a HCB, o resultado alcançado permite à empresa continuar a implementar os seus projectos de modernização, cumprir com os contratos de fornecimento de bens, serviços e equipamento de produção e transporte de energia.

A empresa garante contínuo trabalho, para o alcance da meta anual de 1.4125.53 GWh.

Clientes Executive e Private com acesso ao Flamingo Lounge

Portadores de cartões de crédito Executive e Private do Standard Bank já podem ter acesso exclusivo ao Flamingo Lounge, um espaço VIP existente nos aeroportos nacionais, para lazer e negócio antes do embarque, bem como durante as escalas.

A oferta desses benefícios resulta de uma parceria entre o banco e a empresa NL Índico e enquadra-se na estratégia de serviço do Standard Bank, que coloca em primeiro lugar a satisfação dos clientes.

Durante a estadia no Flamingo Lounge, os clientes do banco terão acesso a lanches, bebidas e internet gratuita. 

Os clientes poderão beneficiar, também, do Centro de Negócios, meios de entretenimento, entre outros, desde que apresentem o cartão de embarque, para além do cartão de crédito Executive ou Private do Standard Bank.

Além dos benefícios acima, juntam-se a uma imensa lista de benefícios associados aos cartões de crédito, entre os quais destacam-se o seguro de viagem, seguro de compras, Lounge Key, que consiste no acesso a mais de 800 lounges em aeroportos em todo o mundo.

 

Projecto GNL retomará após garantias de segurança

O Governo moçambicano declarou nesta quarta-feira, 21 de Abril, que a construção de infraestruturas de produção de gás natural na província de Cabo Delgado será retomada logo que haja garantias de segurança nesta província do norte do país.

“Assim que estiver garantida a segurança das pessoas e bens das áreas afetadas pelo terrorismo em Cabo Delgado e em particular na zona da sua implantação, [as empresas] irão retomar os trabalhos de construção das primeiras duas unidades de liquefação de gás natural do Projecto Golfinho/Atum”, para produção de 12 milhões de toneladas por ano, disse o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

O governante falava na Assembleia da República, em nome do ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, em resposta a perguntas das bancadas do parlamento moçambicano sobre o ponto de situação dos projetos de gás natural.

O ano de 2024 tem sido apresentado como o momento de arranque do projeto liderado pela multinacional francesa Total, mas a petrolífera paralisou as actividades por tempo indeterminado, na sequência do ataque, em 24 de março, por grupos armados, à vila de Palma, a cerca de seis quilómetros da península de Afungi, zona do empreendimento.

Na resposta aos deputados, João Machatine manifestou otimismo sobre o relançamento dos projetos, mas sem entrar em detalhes.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

O FNB disponibilizará pesquisa de perspectivas de mercados

First National Bank

Pensando em si e nos seus negócios, o FNB, passará a disponibilizar bimensalmente a pesquisa de mercados que contempla previsões económicas, cambiais e classificação actualizada de Moçambique e outros países africanos.

A mesma, que foi preparada pela equipa de pesquisa do FirstRand Bank Limited e FirstRand EMA (Pty) Limited, irá apresentar o comportamento da economia no ultimo ano (2020) para auxilio nas provisões para os próximos meses de 2021 e posteriormente de 2022.

A pesquisa irá servir a vários objectivos e ajudar aos clientes a tomar diversas conclusões; O FNB pretende disponibilizar o mesmo, bimensalmente.