Friday, September 4, 2026
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Novo Terminal Aduaneiro começa a operar em maio próximo

 

O novo Terminal aduaneiro, de Ressano Garcia, na Fronteira entre Moçambique e Africa do Sul, começa a operar a partir do próximo mês de Maio.

Orçado em cerca de 3,5 milhões de dólares, o empreendimento vai reduzir para metade a media de 500 camiões que transitam diariamente na Estrada Nacional Numero4 (EN4), para o Porto de Maputo.

O Director Comercial da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Vitorino Chiteve, disse que neste Momento decorremos últimos acertos para que o terminal aduaneiro comece a operar.

O terminal, também denominado Porto Seco, tem a capacidade para armazenar 250 mil toneladas de minério ferro-crómio por mês. 

Webinar: Inclusão Financeira Feminina

A IPSOS Moçambique realizou, ontem, dia 20 de Abril, pelas 19h00, hora local, uma Webinar, com o tema, Inclusão Financeira Feminina em Moçambique

Estatísticas apontam que, embora a exclusão financeira tenha diminuído para homens e mulheres, em Moçambique a diferença de gênero permanece. 

Apesar da sua igual importância com os empresários masculinos, as mulheres têm negócios de menor dimensão e empregam menos pessoas, têm maiores exigências em casa, enfrentam a descriminação e o acesso desigual às redes sociais.

Vale chega a acordo com Mitsui para saída de Moçambique

A empresa japonesa Mitsui anunciou esta terça-feira (20.04)  acordo com a mineradora brasileira Vale para a sua saída do projecto de exploração de carvão em Moçambique.

O Acordo prevê a transferência de interesses da empresa japonesa para a Vale. A empresa brasileira venderá todo o projeto de extração de carvão a uma nova entidade.

 

Em 10 anos, a Vale obteve lucro no país em 2017 e 2018.

Mitsui e Vale “executaram um acordo definitivo sobre a transferência de interesses” da empresa japonesa para a brasileira, que por sua vez deverá vender todo o projeto de extração e exportação de carvão a uma nova entidade.

 

A transação entre Mitsui e Vale “deverá estar concluída ao longo de 2021, na sequência do cumprimento de condições preliminares, incluindo as aprovações das autoridades reguladoras competentes”.

A Mitsui vai assim liquidar as duas firmas que detém em Moçambique para conceder empréstimos para a mina de carvão de Moatize e para a linha férrea de escoamento para exportação no porto de Nacala, respetivamente.

Transferência de empréstimos

A liquidação será feita “após a transferência dos empréstimos detidos por ambas as empresas para a Vale” e respetivo fecho de contas. “Não se espera um impacto significativo nas demonstrações financeiras relacionadas com esta questão”, conclui a Mitsui.

 

Vale obteve lucro em Moatize em 2017 e 2018

A transação com a japonesa Mitsui é feita pelo preço simbólico de um dólar, mas passam para a Vale todas as despesas e encargos associados – incluindo um saldo em aberto de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros).

A Vale anunciou em janeiro que “após a aquisição das participações da Mitsui e, consequentemente, após a simplificação do negócio e gestão de ativos”, dará início ao “processo de desinvestimento da sua participação no negócio de carvão, que será pautado pela preservação da continuidade operacional da mina de Moatize e do corredor logístico do norte [linha férrea], através da procura de um terceiro interessado nesses ativos”.

A Vale emprega cerca de 8 mil pessoas, perto de 3 mil trabalhadores próprios e os restantes subcontratados, sendo que o carvão é atualmente um dos principais produtos de exportação de Moçambique, destinado sobretudo à Ásia. Antes de vender todo o empreendimento, a Vale está a realizar investimentos com os quais espera alcançar uma retoma de produção, atingindo 15 milhões de toneladas de carvão em 2021 – após 5,1 milhões de toneladas em 2020. Ao longo de 10 anos de operação em Moçambique, só em dois (2017 e 2018) é que a empresa teve lucro no país.

 

Total tenciona apoiar contratadas moçambicanas

Foi nesta terça-feira, dia 20 de Abril de 2021 que a CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique) teve encontros separados com a petrolífera Total e a Embaixada Francesa.

O objectivo dos encontros, conforme podemos ler em uma publicação feita pelo presidente da CTA, Agostinho Vuma em sua página no LinkedIn, “busca de soluções para mitigar o impacto negativo dos ataques terroristas sobre as empresas nacionais que prestam serviços aos projectos de gás em Cabo Delgado”.

“Uma análise preliminar aponta para cerca de 410 empresas e cerca de 56 mil postos de trabalho afectados, e um impacto financeiro de cerca de 95 milhões de dólares, que inclui destruições, atrasos de pagamentos e mercadorias em trânsito sem certeza da entrega”, avançou Vuma, afirmando que o distrito de Palma concentra a maioria destas perdas.

Como resultado dos encontros, será criada uma força-tarefa conjunta para mapear pagamentos pendentes e mercadorias que tenham sido ordenadas pelas empresas contratadas e facilitar o cumprimento das obrigações com as empresas moçambicanas.

No mesmo texto, Vuma avança que, durante o encontro, a Total reiterou o seu interesse em continuar a investir em projectos dentro do território moçambicano.

Porto Seco de Ressano começa a operar em Maio

É em Maio que começará a operar o novo Terminal Aduaneiro, também chamado de “Porto Seco” de Ressano Garcia, na fronteira entre Moçambique e África do Sul.

Este empreendimento que vai reduzir a média de 500 camiões que transitam diariamente da estrada nacional número quatro (EN4) para o Porto de Maputo, teve sua construção orçada em 3.5 milhões de dólares.

Este Novo Terminal tem a capacidade de armazenar 250 mil toneladas de minério ferro-crómio por mês e pode receber 1.500 camiões mensalmente.

Este Porto Seco, está preparado para movimentar, em média, 17 comboios por mês, sendo cada um de até 60 vagões.

Victorino Chiteve, director comercial da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), avançou que, neste momento, decorrem os últimos acertos para que o terminal conhece a operar.

Empreendedorismo nos Países da África Lusófona

A Women In Africa (WIA) irá reunir, hoje, terça-feira, dia 20 de Abril de 2021, as suas embaixadoras da África Lusófona, para falar sobre empreendedorismo.
Os registo para a participação pode ser feito clicando aqui.


A Women In Africa, é a primeira plataforma internacional para o desenvolvimento económico e apoio às mulheres líderes africanas com elevado potencial de crescimento.

Através de diferentes iniciativas, a WIA apoia a promoção e fortalecimento de uma nova geração de mulheres africanas inspiradoras, contribuindo deste modo para uma transformação positiva do continente.

CFM regista crescimento de 270% em 2020

Foi mais de 270%, a percentagem de crescimento nos resultados operacionais da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) no ano de 2020, face ao ano anterior.

Este dado foi fornecido pelo Presidente do Conselho de Administração, Miguel Matabel, durante o XXIV Conselho de Directores da CFM.

Traduzindo em números, o resultado de 2020 foi de 4.7 mil milhões de meticais e o de 2019 foi de 1.3 mil milhões de meticais.

“Perante estes resultados que naturalmente nos animam – sobretudo porque conseguimos lográ-los num ambiente de negócios completamente atípico, caracterizado por constantes incertezas impostas pela pandemia do novo coronavírus”, explicou Matavel.

Ambições para o futuro
O PCA, aproveitou a oportunidade para reafirmar o compromisso de “prosseguir com os objectivos de fazer com que a nossa empresa continue a registar índices de crescimento, de modo a que possamos contribuir para o desenvolvimento do nosso país“, apesar dos desafios impostos pela pandemia.

Matabel explicou também que no âmbito do plano estratégico, a empresa prevê a qualificação da sua força laboral, através da introdução de um plano de progressão de carreiras mediante o Sistema de Gestão de Avaliação de Desempenho, um instrumento de grande importância para conferir maior clareza e justiça nos processos de requalificação dos colaboradores.

Banco Absa lança Guia da Literacia Financeira

O Banco Absa lançou recentemente o Guia de Literacia Financeira com o intuito de promover a literacia financeira e desenvolvimento da economia em Moçambique.

O Manual irá permitir a divulgação das características dos principais produtos e serviços bancários, e contribuir para a generalização do conhecimento relativo ao Sistema Financeiro, o seu papel, as suas características e os instrumentos que disponibiliza.

Para além disso servirá ainda para a melhoria dos conhecimentos, atitudes e comportamentos financeiros  da população em geral.

artigo banca

Uma das apostas neste manual é no desenvolvimento de hábitos de poupança e responsabilidades individuais na poupança para a reforma e saúde, hábitos de recurso responsável ao crédito, prevenção de endividamento e alerta para fraudes e práticas lesivas.

Uma abordagem bancária cada vez mais orientada para o cliente

Falando sobre o lançamento Rui Barros, administrador delegado do Absa bank Moçambique afirmou: “Continuamos a implementar uma abordagem bancária cada vez mais orientada para o cliente, sempre com o objectivo da materialização das boas práticas bancárias.

Apostamos na disponibilização de informação aos nossos clientes e ao público em geral, aumentando os seus níveis de literacia financeira e auxiliando na gestão do património e nas decisões de poupança e investimento”, frisou Barros.

Desta forma o banco reitera a importância de decisões informadas por parte dos cidadãos na escolha de produtos e serviços bancários, de modo a poderem avaliar os seus custos e benefícios e decisões mais esclarecidas na gestão do orçamento familiar.

 

Shoprite retira-se da Nigéria: um sinal para a África

Um dos grandes problemas que causou a decisão da Shoprite, segundo consultores é a dificuldade de tirar dinheiro do país. Para os analistas, esta situação é um alerta ao continente todo. O que torna África um ambiente tão desafiante para as empresas?

“Esta é uma jurisdição muito difícil de gerir. Penso que a maior questão para todos estas empresas em África é, agora, puramente monetária, apenas receber dinheiro e, na verdade, apenas pagar pelos seus bens e serviços. Acho que é o mais importante de tudo em África” afirmou Evan Walker consultor económico da 36ONE Asset Management.

Este problema não é apenas da Nigéria e sim de toda a África. Assim sendo, esta saída da daquele país coloca uma pressão noutras regiões para gerar mais renda a fim de suplementar o fosso que foi deixado com a interrupção de uma operação num grande país como Nigéria.

“Angola será a próxima”, alertam os analistas. A razão desta previsão está baseada no principal problema identificado – a dificuldade de repatriar dinheiro naquele país.

A Shoprite como um dos maiores na indústria e com certeza haverá um efeito negativo a curto-prazo.

Apreciação do metical pode não ser sustentável

A moeda moçambicana, o metical, tem vindo a apreciar-se, significativamente, em relação ao dólar, mas economistas dizem que isso não tem nenhum benefício para a economia e muito menos para os moçambicanos, sobretudo porque não é sustentável a longo prazo.

O “Banco Central injectou muito dinheiro no mercado monetário, e face a essa oferta grande de dólares, o metical apreciou-se, mas isso não é uma opção sustentável, na medida em que a economia, ela própria, tem uma tendência para que o metical se desvalorize, porque as importações aumentam, as exportações diminuem e os investimentos externos baixam”, disse o economista João Mosca, entrevistado pela Voice of America (VoA).

Além disso, diz Mosca, “o crime das dívidas ocultas não está resolvido, a dívida com a China está a aumentar, o que faz com que os agentes económicos e parceiros internacionais não tenham confiança na economia moçambicana”.

A Inflação

A economista Leila Constantino diz que a apreciação do metical se deve ao facto de o Banco Central norte-americano ter injectado cerca de 2.2 trilhões de dólares, devido à pandemia da COVID-19, o que fez com algumas moedas se valorizassem, incluindo a moçambicana.

Contudo, a economista sublinha que esta apreciação do metical não tem nenhum impacto na economia, porque neste momento, a inflação é alta, para além de que não tem qualquer sustentabilidade ao longo do tempo.

Aquela economista defende que o Banco de Moçambique deve implementar medidas assertivas para controlar a taxa de câmbio e asseguar que as suas medidas surtam efeito na economia nacional.

Possíveis Soluções 

“Quando, há alguns meses, o Banco de Moçambique aumentou as taxas directoras, principalmente a taxa mínima, o objectivo era controlar a inflação, mas até agora a inflação está alta”, realçou Leila.

Entretanto, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, enfatiza que mesmo com a apreciação do metical, Moçambique continua sem capacidade para comprar o dólar a 60 meticais por unidade.

Para Vuma, o mais importante, agora, é a redução das taxas de juro, dos custos de produção e aumento de investimentos, para fazer face ao défice da balança de pagamentos, uma vez que a valorização do metical face ao dólar, cria oportunidade para o Banco Central baixar as taxas de juro.

No seu entender, isso vai estimular os investimentos e a produção interna, para fazer face ao défice da conta corrente.