Sunday, June 21, 2026
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Ministério dos Recursos Minerais e Energia propõe uso interno do gás da Bacia do Rovuma para impulsionar outros sectores

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Durante um encontro com representantes do sector privado, o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Manda, enfatizou a importância de direcionar parte dos recursos provenientes dos projetos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma para atender às necessidades do mercado interno. Esta medida ganha destaque especialmente diante dos planos em discussão para a construção de uma segunda plataforma flutuante de extração de hidrocarbonetos.

Embora o projeto Coral Sul, até então responsável pela exploração na região, tenha se concentrado principalmente na exportação, Manda argumentou a favor da alocação de recursos para o desenvolvimento de projetos industriais locais, utilizando o gás como matéria-prima essencial. “Além de sua função na geração de energia, o gás natural pode ser utilizado na produção de diversos produtos, como amônia, ureia e metanol, impulsionando setores como agricultura, mineração, indústria e transporte”, destacou o secretário.

Ao considerar as reservas de gás como um impulsionador potencial para projetos de geração de energia, Manda sublinhou a importância de enfrentar os desafios da eletrificação nacional, especialmente em um contexto de transição energética. A diversificação da matriz energética, segundo ele, é urgente e crucial para garantir a sustentabilidade, eficiência e segurança energética do país.

Rudêncio Morais, administrador-executivo para o pelouro de Pesquisa e Produção na Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), destacou o impacto positivo do projeto Coral Sul no desenvolvimento da matriz energética nacional. Desde novembro de 2022, o projeto já realizou 58 carregamentos de exportação de gás natural liquefeito (GNL), com 18 deles ocorrendo somente este ano, impulsionando o setor energético do país.

Ministry of Mineral Resources and Energy proposes internal use of Rovuma Basin gas to boost other sectors

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During a meeting with representatives of the private sector, the permanent secretary of the Ministry of Mineral Resources and Energy, António Manda, emphasized the importance of directing part of the resources from natural gas exploration projects in the Rovuma basin to meet the needs of the domestic market. This measure is particularly important given the plans under discussion to build a second floating hydrocarbon extraction platform.

Although the Coral South project, which until now has been responsible for exploration in the region, has focused mainly on exports, Manda argued in favor of allocating resources to the development of local industrial projects, using gas as an essential raw material. “In addition to its role in generating energy, natural gas can be used in the production of various products, such as ammonia, urea and methanol, boosting sectors such as agriculture, mining, industry and transportation,” said the secretary.

Considering gas reserves as a potential driver for energy generation projects, Manda stressed the importance of tackling the challenges of national electrification, especially in a context of energy transition. The diversification of the energy matrix, he said, is urgent and crucial to guarantee the country’s sustainability, efficiency and energy security.

Rudêncio Morais, executive director for Research and Production at Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), highlighted the positive impact of the Coral Sul project on the development of the national energy matrix. Since November 2022, the project has carried out 58 export shipments of liquefied natural gas (LNG), with 18 of them taking place this year alone, boosting the country’s energy sector.

IIAM recebeu um financiamento de 17 milhões de meticais para produção de sementes melhoradas em Nampula

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O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) garantiu um importante financiamento para impulsionar sua capacidade de produção de sementes básicas na província de Nampula. O acordo de subvenção, no valor de cerca de 17 milhões de meticais (aproximadamente 269 mil dólares), foi firmado com o projecto Feed The Future Mozambique – Resiliência Integrada na Nutrição e Agricultura (FTF-RESINA), em um evento realizado na vila municipal de Ribáuè.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o projecto de irrigação será implementado no campo experimental do IIAM, no distrito de Ribáuè, com o objectivo de aprimorar a capacitação, as técnicas de boas práticas e o acesso dos produtores às tecnologias.

No ato de assinatura do acordo, o director do gabinete de Resiliência e Crescimento da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Michael Nicholson, destacou a importância de plantar boas sementes para garantir colheitas de qualidade no futuro.

A directora-geral do IIAM, Zélia Menete, enfatizou a coragem e o hábito de trabalho do meio rural, ressaltando que, com pessoas motivadas e liderança adequada, a iniciativa pode ser bem-sucedida. Ela afirmou que o financiamento permitirá ao IIAM produzir sementes básicas durante todo o ano, algo que não seria viável sem irrigação.

Os fundos serão geridos pelo IIAM em Nampula, com o objectivo de garantir que as sementes de qualidade cheguem aos agricultores da região. Esta iniciativa faz parte do projecto FTF-RESINA, financiado pela USAID em dois mil milhões de meticais (32 milhões de dólares), com o propósito de apoiar agricultores em Zambézia e Nampula através de uma abordagem de sistemas alimentares locais.

O projecto, agora em seu segundo ano de implementação, visa aumentar as capacidades de resiliência de aproximadamente 152 mil famílias, contribuindo para a segurança alimentar, a gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria do estado nutricional das mulheres, adolescentes e crianças. Os distritos de Murrupula, Mogovolas, Ribáuè, Mecubúri e Lalaua em Nampula, e Mocuba, Ile, Gúruè, Namarrói, Lugela e Alto Molócuè em Zambézia, estão entre as áreas beneficiadas pelo projecto.

IIAM has received funding of 17 million meticais for the production of improved seeds in Nampula

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The Agricultural Research Institute of Mozambique (IIAM) has secured important funding to boost its basic seed production capacity in Nampula province. The grant agreement, worth around 17 million meticais (approximately 269,000 dollars), was signed with the Feed The Future Mozambique – Integrated Resilience in Nutrition and Agriculture (FTF-RESINA) project, at an event held in the municipal town of Ribáuè.

According to the Mozambican Information Agency (AIM), the irrigation project will be implemented in IIAM’s experimental field in the Ribáuè district, with the aim of improving training, good practice techniques and producers’ access to technologies.

At the signing of the agreement, the director of the Resilience and Growth office of the United States Agency for International Development (USAID), Michael Nicholson, stressed the importance of planting good seeds to guarantee quality harvests in the future.

IIAM’s Director General, Zélia Menete, emphasized the courage and work habits of rural people, stressing that with motivated people and the right leadership, the initiative can be successful. She said that the funding will allow IIAM to produce basic seeds all year round, something that would not be feasible without irrigation.

The funds will be managed by IIAM in Nampula, with the aim of ensuring that quality seeds reach farmers in the region. This initiative is part of the FTF-RESINA project, funded by USAID to the tune of two billion meticais (32 million dollars), with the aim of supporting farmers in Zambézia and Nampula through a local food systems approach.

The project, now in its second year of implementation, aims to increase the resilience capacities of approximately 152,000 families, contributing to food security, the sustainable management of natural resources and improving the nutritional status of women, adolescents and children. The districts of Murrupula, Mogovolas, Ribáuè, Mecubúri and Lalaua in Nampula, and Mocuba, Ile, Gúruè, Namarrói, Lugela and Alto Molócuè in Zambézia, are among the areas benefiting from the project.

Introdução de novos procedimentos dificulta importação de viaturas no País

A vice-presidente da Associação dos Importadores e Distribuição Automóvel de Moçambique (AIDAM), Dalila Tsihlakis, manifestou na passada sexta-feira, 7 de Junho, no debate sobre “Importações de Viaturas e Comercialização em Moçambique: Desafios e Perspectivas”, que decorreu na cerimónia de abertura da segunda edição da Feira Automóvel Multi-Marcas “Maputo Auto Show”, preocupação com a introdução de novos procedimentos e mecanismos para a importação de viaturas no território nacional.

Para a responsável, a importação de viaturas em Moçambique tem um impacto significativo na vida do cidadão, no meio ambiente, na economia e na infra-estrutrura rodoviária. “O processo de importação para as concessionárias de marcas está a ser complicado cada vez mais, com a introdução de novos procedimentos e mecanismos por entidades sem coordenação, nem consulta dos agentes importadores. É claro que todas estas iniciativas são louváveis mas são concebidas e implementadas sem consulta, o que resulta no estrangulamento do nosso negócio e perda de clientes”, referiu Dalila Tsihlakis.

A fonte apontou para a apresentação do termo de compromisso e lei cambial no novo sistema do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), como os que causam custos elevados nos estacionamentos por atrasos nos despachos, e também a falta de confiança nos importadores moçambicanos pelos fornecedores devido aos atrasos constantes nos pagamentos de importações. “Isto tudo está a dificultar a importação e a aumentar os custos para os nossos clientes na venda de viaturas novas. Estando cientes de que a mobilidade segura e limpa é uma das prioridades do nosso Governo, é obvio que estes assuntos merecem uma solução urgente”, vincou.

Uso de viaturas eléctricas

A vice-presidente da AIDAM relembrou que o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, exigiu recentemente aos agentes de importação de viaturas a promoção de transporte mais limpo e menos poluente. “A maioria de nós está preparada para seguir este caminho mas é impossível, uma vez que as nossas viaturas eléctricas, que já são caras na origem, sofrem, na parte aduaneira, o escalão mais alto de impostos de direito e consumo específico”, contestou, sublinhando que “Moçambique é produtor de energia limpa e está bem posicionado para receber grandes subsídios e créditos de carbono com massificação e uso de viaturas eléctricas. Os valores desses subsídios serão muito mais elevados que os impostos e isenções para massificar o uso das mesmas”.

Dalila Tsihlakis esclareceu que o uso de viaturas eléctricas deve ser implementado imediatamente e com urgência. “Outros benefícios da massificação destas será a redução no valor da factura de importação de combustíveis, reduzindo a pressão sobre as divisas no País. Mas o resultado mais importante será a redução da poluição no nosso meio ambiente, que é algo da responsabilidade de todos nós. Não são só as emissões que causam poluição, temos temas como reciclagem de pneus e baterias, que têm sido debatidos hoje em dia”.

Igualmente destacou o assunto de importação de viaturas usadas e impróprias para uso nas estradas, apontando que têm um efeito muito negativo nas infra-estruturas e no ambiente.

Necessidade de uma reflexão em torno do aumento de viaturas no território nacional

Na mesma ocasião, durante o seu discurso, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, instou a uma reflexão sobre o significativo aumento do número de veículos no País, sobretudo na cidade e província de Maputo.

“A dinâmica do nível de crescimento anual do parque automóvel e das viaturas que esta indústria movimenta obriga-nos, como nunca, a reflectir seriamente sobre políticas, nomeadamente de importação e comercialização de viaturas”, disse o responsável, acrescentando que “neste exercício reformista, visando dinamizar o sector, será necessário o estabelecimento de quotas em termos de viaturas importadas para o nosso país”.

O presidente da CTA tem como pressuposto para a sua reflexão o crescente número de veículos no território nacional que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2021, se situou em 1,1 milhão de viaturas dos quais 802 mil ligeiros e cerca de 135 mil pesados, além de outros 9624 tractores.

Em finais de 2022, o número cresceu para 1,2 milhão de viaturas, um aumento na ordem de 5%, dos quais 528 179 correspondem à cidade e província de Maputo. Um crescimento que, segundo o Banco de Moçambique, esteve associado a um aumento significativo nas importações de veículos e acessórios, que atingiram 29,9 mil milhões de meticais (473,4 milhões de dólares) em 2023.

Neste contexto, Agostinho Vuma ressaltou a necessidade premente de políticas e reformas que tornem o sector automobilístico mais atractivo para os investidores.

“De modo que se criem medidas e políticas legislativas mais eficientes para a contínua dinamização do sector, devemos continuar a trabalhar com o Governo, o que vai transmitir a necessária confiança aos investidores, possibilitando, desta forma, o aumento da competitividade do sector de importação e comercialização de viaturas em solo moçambicano”.

Agostinho Vuma

A fonte concluiu dizendo que “uma abordagem desta realidade poderá contribuir de forma significativa para o estabelecimento de várias agências de representação de diversas marcas internacionais de importação e comercialização de veículos no País, contribuindo assim para o aumento da capacidade da indústria nacional de importação e comercialização de viaturas”.

Possíveis soluções ambientais

Para Samson Cuamba, representante do Ministério da Terra e Ambiente, presente no evento com o objectivo de abordar possíveis soluções dos problemas ambientais causados pelo crescente número do parque automóvel, partilhou que, em 2014, o Governo aprovou um regulamento que tem que ver com a gestão daquilo que é classificado como resíduos perigosos.

“Nesta perspectiva, no contexto do decreto n.º 83/2014, de 30 de Dezembro, os pneus quando chegam na sua última fase de vida são classificados como resíduos perigosos. Não só no contexto deste decreto, Moçambique também é signatário de várias convenções que tratam desta matéria”.

Samson Cuamba

Continuando, a fonte explicou: “de lá para cá, pensando positivamente naquilo que são os desafios que estão a ser enfrentados a nível nacional, esta medida de proibição da importação, comercialização e uso de pneus de segunda mão ainda não foi implementada de forma efectiva, carecendo de uma auscultação, mais uma vez, de toda a sociedade civil e sector privado. Do trabalho que nós fizemos, em coordenação com a Autoridade Tributária, conseguimos registar, a nível nacional, grandes volumes de pneus usados que estão espalhados em todo o território”.

Samson Cuamba explicou que o Ministério da Terra e Ambiente, através da Direcção Nacional do Ambiente, é a autoridade que garante o licenciamento de transportadores de resíduos que são considerados perigosos, entre os quais os pneus usados. “As baterias também são consideradas como resíduos perigosos e quando chegam nessa última fase de vida, devem ser tratadas convenientemente”, acrescentou.

“Como não temos todas as facilidades internas, em Moçambique, para tratar alguns resíduos que são classificados como perigosos, algumas vezes temos de fazer parcerias com países que tenham tecnologia para tal, como é o caso da África do Sul, que tem recebido parte deste tipo de resíduos. Estou a destacar aqui a questão dos pneus usados e as baterias. No caso dos pneus, pretendemos apostar na criação de facilidades para a formação de fábricas ou transformadoras no País, o que também vai ajudar na criação de emprego para os cidadãos. Portanto, o projecto de tratamento de pneus é bem-vindo do ponto de vista ambiental, mas do ponto de vista também de rendimentos para aqueles que vão apostar neste tipo de negócio à escala nacional”, disse.

BCI, Millennium Bim e Standard Bank concentram 75% dos lucros bancários

Em 2023, o BCI, Millennium bim e Standard Bank concentraram 75% dos lucros bancários, que totalizaram 30,8 mil milhões de meticais (481,9 milhões de dólares) em 2023. Este resultado representa um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do Banco de Moçambique (BdM).

De acordo com a informação da Lusa, o relatório de estabilidade financeira de 2023 do BdM destaca que este crescimento se deve principalmente ao aumento dos outros resultados de exploração em cerca de 6 mil milhões de meticais (93,2 milhões de dólares) e da margem financeira em 2,3 mil milhões de meticais (35,2 milhões de dólares).

“O sector bancário manteve-se rentável e estável, com níveis adequados de capitalização, rendibilidade e liquidez durante o período em análise”, refere o relatório. No entanto, a qualidade dos activos, medida pelo rácio do crédito malparado (NPL), situou-se em 8,24%, acima do nível definido de 5%, apesar da tendência decrescente nos últimos anos.

O documento refere que os três bancos mencionados foram responsáveis por 22,8 mil milhões de meticais (356,7 milhões de dólares), correspondentes a 73,9% dos lucros totais do sector. “O rácio de solvabilidade do sector bancário foi de 25,67% em 2023, significativamente acima do mínimo regulamentar de 12%, acomodando as reservas de conservação dos bancos de importância sistémica”, lê-se na nota. O documento também menciona que, no final de 2023, a liquidez do sector bancário permaneceu em níveis satisfatórios, fixando-se em 47,42%, bem acima do mínimo regulamentar de 25%.

“O activo do sector bancário cresceu 7,27%, atingindo 918,5 mil milhões de meticais (14,4 milhões de dólares), impulsionado principalmente pelo aumento dos depósitos e recursos de outras instituições de crédito. No entanto, o crédito à economia registou uma contracção de 2,45% em 2023”, acrescenta o relatório.

O relatório aponta ainda que a concentração do sector bancário, medida pelas quotas dos activos, depósitos e crédito, continua a diminuir, sinalizando maior competitividade no mercado. Actualmente, cerca de 15 bancos comerciais operam no País.

“Em Dezembro de 2023, as aplicações em instituições de crédito moçambicanas reduziram-se em 79,4 mil milhões de meticais (1,2 milhões de dólares), uma queda de 40,1% face ao período homólogo de 2022. Esta redução deveu-se essencialmente à diminuição das aplicações no Banco de Moçambique e dos depósitos em instituições de crédito, tanto no país como no estrangeiro, que caíram 39,62% e 49,05%, respectivamente”, explica o documento.

O relatório conclui destacando que os indicadores de adequação de capital mantiveram-se em níveis historicamente elevados, com o rácio de solvabilidade agregado fixando-se em 25,67%, 13,67 pontos percentuais acima do mínimo regulamentar, após ter atingido 26,77% em 2022.

Lançada proposta de plano director para a aviação do país para o período de 2025 a 2037

A Autoridade de Aviação Civil de Moçambique (IACM) lançou uma proposta de plano director para o sistema de aviação do país para o período de 2025 a 2037, com o objectivo de aproveitar as oportunidades para a aviação na região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O plano, financiado pelo Banco Mundial, tem um orçamento de 380 milhões de dólares, no âmbito do Projeto de Comércio e Conectividade da África Austral para o desenvolvimento do corredor de Beira, na província central de Sofala, e do corredor de Nacala, na província nortenha de Nampula.

Segundo a mídia local, o projecto também visa reduzir os custos de comércio e transporte e aumentar o investimento privado ao longo dos corredores, beneficiando Malawi e Moçambique.

Segundo o presidente da IACM, João de Abreu, este documento de planejamento estratégico de longo prazo é crucial para o país alcançar os níveis desejados de desenvolvimento do setor de aviação civil, levando em consideração que Moçambique é membro da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO).

“O plano director irá desenvolver uma estratégia para a reforma gradual do setor de aviação civil que irá levar à implementação de políticas, leis e regulamentos de aviação civil sólidos, bem como programas, metodologias, processos e projetos para garantir a capacitação, segurança/facilitação, eficiência e regularidade do transporte aéreo, em pleno cumprimento das Normas e Práticas Recomendadas pela ICAO”, afirmou de Abreu.

Ele afirmou que o plano diretor é fundamental para garantir que o estado moçambicano esteja pronto para desenvolver e enfrentar desafios no sector de transporte nos próximos 15 anos.

O plano diretor será desenvolvido pela empresa tunisiana Ideaconsult International e pela portuguesa Engenharia, Ambiente e Planeamento, Lda. (AERO.IN)

Agência do Zambeze e UN-Habitat discutem parceria para o desenvolvimento socioeconómico

A Agência do Zambeze e a UN-Habitat discutiram a possibilidade de estabelecer uma parceria no campo do ordenamento do território e do desenvolvimento socioeconómico local. O encontro entre os representantes das duas instituições ocorreu na sede da Agência do Zambeze, na Cidade de Tete.

José Cardoso, Director dos Serviços de Estudos e Análises Estratégicas (SEAE), explicou que uma das atribuições do mandato da Agência do Zambeze é apoiar os governos em componentes de ordenamento territorial e desenvolvimento socioeconómico local.

“Estamos apoiando os governos na implementação de planos de pormenor,” destacou Cardoso, enfatizando a implantação de infraestruturas de água e energia que contribuirão para o alcance de muitos objectivos de desenvolvimento sustentável, tornando as vilas sustentáveis.

Ludovica Sodomaco, representante da UN-Habitat, manifestou interesse em colaborar com a Agência do Zambeze, considerando o trabalho da agência “muito interessante”.

“Estamos interessados em trabalhar e criar parcerias,” afirmou Sodomaco, referindo-se à disponibilidade da UN-Habitat em fornecer apoio técnico nesta área.

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à promoção de vilas e cidades social e ambientalmente sustentáveis.

Conferência de Negócios: Standard Bank debate parcerias de impacto para o desenvolvimentos sustentável

O Standard Bank realizou recentemente uma conferência de negócios em Maputo, reunindo representantes de instituições públicas e Instituições de Desenvolvimento Global (IDGs) para discutir parcerias de impacto voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Durante o evento, o banco apresentou as recentes alterações no novo regulamento da Lei Cambial e compartilhou perspectivas macroeconómicas do país.

João Guirengane, director da Banca Comercial e de Negócios do Standard Bank, destacou a importância do encontro como uma oportunidade única para unir esforços em prol de um objectivo comum: promover mudanças positivas e duradouras nas comunidades, na África e no mundo.

“Para o Standard Bank, as instituições públicas, incluindo órgãos governamentais e entidades do sector público, desempenham um papel crucial na formulação e implementação de políticas que visam impulsionar o crescimento socioeconómico, atrair investimentos e promover o bem-estar da população”, afirmou Guirengane.

Ele também ressaltou que as IDGs desempenham um papel complementar ao fornecer financiamento, assistência técnica e recursos para apoiar programas e projectos de desenvolvimento em áreas-chave como educação, saúde, infraestrutura e desenvolvimento rural: “Acreditamos que nosso profundo conhecimento e experiência em Moçambique e no continente africano podem ajudar a maximizar o impacto deste trabalho”, concluiu.

O evento, que teve como tema “Parcerias de Impacto para um Desenvolvimento Sustentável”, contou com a participação de Nasrine Seni, directora do Sector Público e Instituições de Desenvolvimento Global do Standard Bank. Ela apresentou a Proposta de Valor do Standard Bank para instituições públicas e IDGs.

Nasrine Seni explicou que “a promessa do Standard Bank é servir cada vez melhor, por isso estamos investindo em nossa estrutura digital para oferecer comodidade e segurança nas transações das IDGs, além de conectar seus projectos em Moçambique a outros mercados onde o banco opera”.

Por outro lado, Nasrine destacou que o banco oferece uma variedade de soluções, desde a banca transacional até a sala de mercados.

A realização desta conferência reafirma a proposta de valor e o compromisso do Standard Bank em colaborar com as IDGs na gestão de recursos financeiros e na implementação de programas de desenvolvimento em Moçambique e nos demais países africanos onde o banco actua.

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