Sunday, April 19, 2026
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MMEC 2024: “Programa Energia para Todos” alcança a meta de 530.000 novas ligações

Moçambique marcou um momento histórico durante a 10ª edição da Conferência Exposição de Energia e Mineração de Moçambique (MMEC) 2024, realizada no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Durante o evento, foi anunciada a aprovação da Estratégia de Transição Energética, aprovada pelo Conselho de Ministros em novembro de 2023 e lançada na COP28 em Dubai.

De acordo com Marcelina Mataveia, Directora Nacional de Energia, a Estratégia de Transição Energética visa a promover o desenvolvimento nacional, fortalecer a posição de Moçambique como polo energético regional e contribuir para a transição energética global.

Com três objectivos principais, a estratégia delineia os pilares para a criação de um sistema energético moderno, baseado em fontes renováveis, o desenvolvimento da energia verde, a garantia do acesso universal a energias modernas e a adopção de energias limpas no sector de transporte.

“Com a implementação do, conseguimos realizar mais de 300.000 novas ligações. Estamos com uma taxa média de desenvolvimento de 5%. O que significa que em 2022 tivemos o alcance de 450.000 novas ligações. Foi uma meta histórica que foi alcançada, o que antes fazíamos até 150.000 novas ligações.

Importa salientar, que no ano passado, fomos capazes de alcançar 530.000 novas ligações. E neste preciso momento, estamos com a taxa de acesso de 54.7%”, referiu.

Ainda na sua intervenção no painel subordinado ao tema: Alcançar Acesso Universal – Energias Renováveis Que Alimentam Taxas de Eletrificação Nacional Mais Elevadas, Marcelina, representante do governo, destacou os avanços significativos já alcançados com o Programa de Energia para Todos, que aumentou o número de novas ligações elétricas de forma expressiva.

Paralelamente, foram mencionadas as reformas legais para facilitar investimentos no sector e programas de incentivo, como o programa BRILHO, que apoia o sector privado na geração de energia.

Com uma meta ambiciosa de alcançar 64,5% de taxa de acesso fora da rede até o final de 2024, Moçambique demonstra seu compromisso com o desenvolvimento energético sustentável e a melhoria do acesso à energia para sua população. A conferência reforçou a importância da colaboração regional e internacional para alcançar esses objectivos e promover o crescimento económico e social do país.

EDM: O País está bem posicionado para desempenhar um papel significativo na transição global para uma matriz energética mais sustentável

Ainda no contexto da 10ª edição da Conferência e Exposição de Energia e Mineração de Moçambique (MMEC) 2024, Olga Utchavo, Directora de Energias Renováveis da Electricidade de Moçambique (EDM), revelou planos estratégicos da empresa para expandir significativamente a capacidade de energia renovável no país.

Uma das metas declaradas por Utchavo é o fornecimento de cerca de 20% da demanda regional de energia até 2020, equivalente a aproximadamente 1.200 megawatts de projectos de energias renováveis, incluindo solar e eólica, tanto a nível nacional quanto internacional.

Para alcançar esses objectivos, a EDM tem uma série de projectos em curso, previstos para atingir a maturidade de desenvolvimento até 2030. No entanto, Utchavo destacou um desafio crucial que precisa ser enfrentado: a necessidade de infraestrutura de transmissão adequada para garantir a evacuação eficiente dessa energia gerada.

“A EDM está aberta a parcerias público-privadas para impulsionar o desenvolvimento e a implementação desses ambiciosos projectos de energias renováveis. Com o compromisso da EDM e o potencial abundante de recursos renováveis em Moçambique, o país está bem posicionado para desempenhar um papel significativo na transição global para uma matriz energética mais sustentável”, disse Olga Utchavo.

Entre os projectos em destaque está a Central Termoelétrica Flutuante de Nacala, na província de Nampula, um empreendimento estruturado pelo governo moçambicano e pela EDM, com capacidade para gerar 100 megawatts de energia.

Refira-se que, vários projectos de transmissão fazem parte dos planos da EDM para garantir a estabilidade da rede elétrica e facilitar a integração regional com países como Malawi, Tanzânia e Zâmbia.

FUNAE abrange cerca de 2 milhões de bairros solares residenciais

Arcadia Nhantumbo, Directora da Divisão de Eletrificação do Fundo Nacional de Energia (FUNAE), descreveu os progressos realizados no sector de energia durante a 10ª edição da Conferência e Exposição de Energia e Mineração de Moçambique (MMEC) 2024.

Nhantumbo, reconhece a importância dos bairros solares residenciais como uma iniciativa significativa para proporcionar acesso à eletricidade para milhares de pessoas. Por outro lado, defende que esta é uma área na qual o sector privado desempenha um papel crucial e expressou o convite cada vez maior para que o sector privado se envolva.

Com esse trabalho, o FUNAE já finalizou uma estratégia abrangente para o desenvolvimento de bairros solares residenciais, com cerca de 2 milhões de bairros solares residenciais em operação.

“Este é um marco significativo que reflecte o compromisso contínuo do governo em fornecer acesso à eletricidade para comunidades em todo o país”.

Arcadia Nhantumbo, explicou que a transição para fontes de energia mais limpas, é parte dos esforços para melhorar o acesso à energia de saúde. Dai que há necessidade de desenvolver programas e estratégias específicas que possam contribuir para essa transição, com um foco especial em energias renováveis.

Ao encorajar uma maior adopção de energias renováveis, Nhantumbo reiterou o compromisso do FUNAE em trabalhar em parceria com outras agências e partes interessadas para alcançar esse objectivo colectivo de acesso à energia limpa e sustentável para todos.

Resultados financeiros do Banco BiG mostram lucro de 4 milhões de euros em 2023

Banco Big

O Banco de Investimento Global (BiG) registou um lucro de quatro milhões de euros em 2023, segundo dados do relatório e contas consultado pela Lusa nesta Sexta-feira, 3 de Maio. Este valor representa uma queda nos lucros de mais de 0,5%, face aos 275,9 milhões de meticais (4,05 milhões de euros) registados em 2022.

O desempenho do BiG no ano de 2023 foi influenciado pelo contexto de política monetária restritiva adoptada pelo Banco de Moçambique, nomeadamente o aumento dos coeficientes de reservas obrigatórias, bem como a manutenção das taxas directoras em níveis altos. Neste contexto, o BiG manteve uma gestão cautelosa do balanço, o que se traduziu numa redução gradual da sua carteira bancária, em paralelo com a manutenção de uma situação de liquidez confortável ao longo do ano, nomeadamente em aplicações junto do banco central e outros títulos de curto prazo.

Em termos comerciais, a actividade de serviços de clientes na gestão de poupanças e investimentos apresentou um crescimento no número de operações de intermediação para clientes, bem como no montante de activos sob custódia.

O BiG Moçambique foi constituído em 2016 e o seu capital é detido maioritariamente (82,6%) pelo Banco de Investimento Global, com sede em Lisboa. O banco conta ainda, entre outros, com participações da Empresa Moçambicana de Seguros (11,1%) e as seguradoras Hollard Moçambique (2,9%) e FPTM (2,2%).

Em 2023, a margem financeira do BiG Moçambique caiu para 348,2 milhões de meticais (5,1 milhões de euros) e o produto bancário cresceu para 567,8 milhões de meticais (8,3 milhões de euros), enquanto o activo total aumentou para 4,8 mil milhões de meticais (71 milhões de euros).

Os recursos dos clientes (depósitos) caíram fortemente em 2023, para quase 422,3 milhões de meticais (6,2 milhões de euros), face aos 1,9 mil milhões de meticais no ano anterior, e o passivo total cresceu para 2,5 mil milhões de meticais (28,5 milhões de euros).

Segundo dados do banco central, funcionam em Moçambique 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.

Banco BiG’s financial results show profit of 4 million euros in 2023

Banco BIG

Banco de Investimento Global (BiG) recorded a profit of four million euros in 2023, according to the report and accounts consulted by Lusa on Friday, May 3. This figure represents a drop in profits of more than 0.5%, compared to the 275.9 million meticais (4.05 million euros) recorded in 2022.

BiG’s performance in 2023 was influenced by the context of the restrictive monetary policy adopted by the Bank of Mozambique, namely the increase in mandatory reserve coefficients, as well as the maintenance of key rates at high levels. In this context, BiG maintained a cautious management of its balance sheet, which resulted in a gradual reduction of its banking portfolio, while maintaining a comfortable liquidity situation throughout the year, namely in investments with the central bank and other short-term securities.

In commercial terms, the client services activity in savings and investment management showed growth in the number of intermediation operations for clients, as well as in the amount of assets under custody.

BiG Moçambique was set up in 2016 and its capital is mainly held (82.6%) by Banco de Investimento Global, headquartered in Lisbon. The bank also has stakes in Empresa Moçambicana de Seguros (11.1%) and the insurance companies Hollard Moçambique (2.9%) and FPTM (2.2%), among others.

In 2023, BiG Moçambique’s net interest income fell to 348.2 million meticais (5.1 million euros) and banking income grew to 567.8 million meticais (8.3 million euros), while total assets increased to 4.8 billion meticais (71 million euros).

Customer funds (deposits) fell sharply in 2023, to almost 422.3 million meticais (6.2 million euros), compared to 1.9 billion meticais the previous year, and total liabilities grew to 2.5 billion meticais (28.5 million euros).

According to data from the central bank, 15 commercial banks and 12 microbanks operate in Mozambique, as well as credit cooperatives and savings and credit organizations, among others.

Programa BRILHO beneficia mais de 2 milhões com energia limpa em Moçambique

Energia Limpa

O programa BRILHO, uma iniciativa que visa promover a sustentabilidade e o acesso universal à energia limpa, já beneficiou cerca de 2,2 milhões de pessoas com soluções de energias renováveis até ao primeiro trimestre deste ano. O facto foi anunciado através de um comunicado de imprensa da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), a que a Agência de Informação de Moçambique (AIM) teve acesso esta Quinta-feira, 2 de Maio.

Segundo o comunicado, estes resultados foram atingidos em todas as províncias, com acesso à energia eléctrica e térmica, dos quais 1,3 milhão de pessoas beneficiaram de sistemas solares e 920 790 tiveram acesso a soluções de cozinha melhorada, contribuindo também para a redução da emissão de mais de 560 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Adicionalmente, mais de 32 mil micro e pequenos empreendedores estão a fazer uso produtivo da tecnologia para geração de renda em diversas actividades económicas, contribuindo assim para o desenvolvimento económico local.

Desde o seu início, o programa BRILHO já mobilizou 33,7 milhões de libras (2,6 mil milhões de meticais) em financiamento privado adicional para o sector das energias renováveis e criou 1971 novos postos de trabalho. O programa também forneceu apoio técnico ao Governo na elaboração do quadro regulatório para zonas fora da rede, tornando o País num mercado mais atractivo para investidores do sector de energias renováveis.

Como forma de alcançar mais moçambicanos com acesso a energias limpas, a SNV e os Governos do Reino Unido e da Suécia formalizaram a extensão do programa BRILHO até Outubro de 2026, com uma contribuição adicional de 8,7 milhões de libras (688,5 milhões de meticais), totalizando assim o valor de 38 milhões de libras (três mil milhões de meticais) para o financiamento do programa..

O BRILHO é um programa de cinco anos, 2019-2024, que procura catalisar o mercado de energia fora da rede de Moçambique, a fim de fornecer soluções energéticas limpas acessíveis para a população fora da rede do País. O objectivo geral da iniciativa é melhorar a vida das pessoas de baixo rendimento através da poupança, bem-estar e oportunidades de subsistência.

BRILHO program benefits more than 2 million with clean energy in Mozambique

Energia Limpa

The BRILHO program, an initiative aimed at promoting sustainability and universal access to clean energy, has already benefited around 2.2 million people with renewable energy solutions by the first quarter of this year. This was announced in a press release from SNV (the Dutch Development Organization), to which the Mozambican Information Agency (AIM) had access this Thursday, May 2.

According to the press release, these results were achieved in all provinces, with access to electricity and thermal energy, of which 1.3 million people benefited from solar systems and 920,790 had access to improved cooking solutions, also contributing to reducing the emission of more than 560,000 tons of carbon dioxide (CO2).

In addition, more than 32,000 micro and small entrepreneurs are making productive use of the technology to generate income in various economic activities, thus contributing to local economic development.

Since its inception, the BRILHO programme has mobilized 33.7 million pounds (2.6 billion meticais) in additional private funding for the renewable energy sector and created 1971 new jobs. The program has also provided technical support to the government in drawing up the regulatory framework for off-grid areas, making the country a more attractive market for investors in the renewable energy sector.

As a way of reaching more Mozambicans with access to clean energy, SNV and the Governments of the United Kingdom and Sweden have formalized the extension of the BRILHO programme until October 2026, with an additional contribution of 8.7 million pounds (688.5 million meticais), bringing the total amount of funding for the programme to 38 million pounds (three billion meticais).

BRILHO is a five-year program, 2019-2024, which seeks to catalyze Mozambique’s off-grid energy market in order to provide affordable clean energy solutions for the country’s off-grid population. The overall aim of the initiative is to improve the lives of low-income people through savings, well-being and livelihood opportunities.

Omar Farouk Ibrahim anuncia a criação do banco de energia de África na MMEC 2024

Faruk

Durante a 10.ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC), que decorreu em Maputo, Omar Farouk Ibrahim, secretário-geral da Organização Africana dos Produtores de Petróleo, anunciou a criação de um banco de energia para África. A nova entidade visa fortalecer a soberania africana na gestão e exploração sustentável dos seus recursos energéticos.

No seu discurso na MMEC 2024, Omar Farouk Ibrahim detalhou os objectivos e estruturas do recém-anunciado Banco de Energia de África. Segundo o secretário-geral, o banco é uma resposta às necessidades urgentes de financiamento de infra-estrutura energética no continente, focando especialmente nos sectores de petróleo e gás. “Este banco não é apenas uma instituição financeira, é um marco na busca por autonomia energética africana”, afirmou.

Omar Farouk Ibrahim destacou o papel crucial que o banco desempenhará no financiamento de projectos estratégicos, incluindo iniciativas para a transição para energias mais limpas e a modernização de infra-estruturas existentes. “A parceria fundacional com o Banco Africano de Exportação e Importação permitirá que o Banco de Energia de África comece as suas operações com uma base financeira sólida e uma perspectiva pan-africana”, referiu.

O secretário-geral também mencionou a criação de centros regionais de excelência em diversos sectores da indústria de petróleo e gás como parte das iniciativas do banco. “Estes centros serão fundamentais para desenvolver a ‘expertise’ local e garantir que África possa não só gerir, mas também inovar no sector energético”, explicou.

Além disso, Omar Farouk Ibrahim discutiu os desafios socioeconómicos relacionados com a pobreza energética em muitas regiões africanas, criticando a dependência prolongada de ajuda externa e enfatizando que o Banco de Energia de África será uma ferramenta para reverter essa situação. “Precisamos de soluções que sejam desenvolvidas em África e para África. A nossa energia deve beneficiar primeiramente os nossos cidadãos, reduzindo a pobreza e promovendo o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

O secretário-geral da Organização Africana dos Produtores de Petróleo encerrou o seu discurso com um apelo para que os países africanos, os investidores internacionais e as comunidades locais vejam o Banco de Energia de África como um parceiro estratégico na realização de um futuro energético mais promissor e sustentável para o continente. “Juntos, podemos transformar desafios em oportunidades e garantir que a nossa riqueza energética seja a chave para o progresso socioeconómico de toda a África”, concluiu.

A criação do Banco de Energia de África é vista como um passo significativo na direcção de uma gestão energética mais independente e inovadora no continente, com a expectativa de que se torne um catalisador para o desenvolvimento e cooperação regional.

Omar Farouk Ibrahim announces the creation of Africa’s energy bank at MMEC 2024

Faruk

During the 10th edition of the Mozambique Mining and Energy Conference and Exhibition (MMEC), which took place in Maputo, Omar Farouk Ibrahim, secretary general of the African Organization of Petroleum Producers, announced the creation of an energy bank for Africa. The new entity aims to strengthen African sovereignty in the management and sustainable exploitation of its energy resources.

In his speech at MMEC 2024, Omar Farouk Ibrahim detailed the objectives and structures of the recently announced Energy Bank of Africa. According to the secretary-general, the bank is a response to the urgent need for energy infrastructure financing on the continent, focusing especially on the oil and gas sectors. “This bank is not just a financial institution, it is a milestone in the quest for African energy autonomy,” he said.

Omar Farouk Ibrahim highlighted the crucial role the bank will play in financing strategic projects, including initiatives for the transition to cleaner energies and the modernization of existing infrastructure. “The founding partnership with the African Export-Import Bank will allow the Energy Bank of Africa to start its operations with a solid financial base and a pan-African perspective,” he said.

The secretary-general also mentioned the creation of regional centers of excellence in various sectors of the oil and gas industry as part of the bank’s initiatives. “These centers will be key to developing local expertise and ensuring that Africa can not only manage, but also innovate in the energy sector,” he explained.

In addition, Omar Farouk Ibrahim discussed the socio-economic challenges related to energy poverty in many African regions, criticizing the prolonged dependence on foreign aid and emphasizing that the Energy Bank of Africa will be a tool to reverse this situation. “We need solutions that are developed in Africa and for Africa. Our energy must benefit our citizens first, reducing poverty and promoting sustainable development,” he said.

The Secretary General of the African Organization of Petroleum Producers closed his speech with a call for African countries, international investors and local communities to see the Energy Bank of Africa as a strategic partner in realizing a more promising and sustainable energy future for the continent. “Together, we can turn challenges into opportunities and ensure that our energy wealth is the key to socio-economic progress for the whole of Africa,” he concluded.

The creation of the Energy Bank of Africa is seen as a significant step towards more independent and innovative energy management on the continent, with the expectation that it will become a catalyst for regional development and cooperation.

Governo apresenta estratégias para acelerar a transição energética

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, foi destaque no painel de alto nível da 10ª edição da Conferência de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC) 2024, que teve início hoje no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Durante sua intervenção, Zacarias delineou as estratégias do país para utilizar os recursos energéticos de forma a contribuir para a transição energética global.

O governante sublinhou a necessidade de criar um sistema energético moderno baseado em fontes renováveis, destacando o compromisso de Moçambique em transitar de um sistema liderado por energias térmicas para um baseado em energias renováveis.

Sob outro enfoque, Zacarias aponta a necessidade de promover a industrialização verde, explorando o potencial do país na produção de energia a partir de fontes hídricas e renováveis, pois, a abordagem poderá conferir uma vantagem competitiva aos produtos moçambicanos no mercado internacional.

Outro ponto abordado foi a garantia do acesso universal a energias modernas, visando a transição das famílias moçambicanas de fontes energéticas baseadas em biomassa para fontes elétricas mais limpas.

Para o ministro é importante a adopção de energias limpas no sector de transporte, com vista a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover o uso de transportes públicos com base em energias renováveis.

Paralelamente a implementação bem-sucedida dessas estratégias terá um impacto positivo significativo na sociedade moçambicana, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país, além de beneficiar a região como um todo.

A conferência, que conta com a participação de representantes locais e internacionais, promete ser um espaço importante para discutir os desafios e oportunidades relacionados ao sector de recursos naturais em Moçambique.

Vulcan Minerals pretende explorar cerca de 52 milhões de toneladas de carvão por ano 

Carvao Vulcan

A Vulcan Minerals, uma mineradora que actualmente explora carvão na província de Tete, está prestes a se tornar uma das maiores produtoras mundiais do recurso. O presidente da empresa revelou à Lusa, nesta quinta-feira, 4 de Abril, que a empresa planeia atingir entre 50 e 52 milhões de toneladas de carvão neste ano, um feito que a colocaria entre os principais players globais do sector.

“Quando começamos a operar em 2022, nossa produção estava em torno de 23 ou 24 milhões de toneladas. Nos últimos três anos, aumentamos para cerca de 35 e 36 milhões de toneladas. Até o final deste ano, estaremos atingindo entre 50 e 52 milhões. Dessa forma, nos tornaremos a segunda maior empresa de mineração de carvão metalúrgico do mundo”, afirmou Mukesh Kumar durante a 10ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique.

Kumar ressaltou o potencial abundante de recursos presentes no mercado onde a Vulcan actua. “Estamos em um mercado onde existem recursos abundantes. Portanto, sentimos que podemos ser uma das maiores empresas do mundo aqui”, enfatizou.

A aquisição das minas de carvão em Tete, bem como a infra-estrutura ferroviária e portuária em Nacala, da mineradora Vale em Abril de 2022 por 270 milhões de dólares (257 milhões de euros), posicionou a Vulcan de forma estratégica para expandir suas operações e atingir suas ambições globais.

Anteriormente, a Vale, presente em Moçambique por 15 anos, explorou a mina de Moatize e administrou 912 quilómetros de ferrovia no Corredor Logístico de Nacala para o transporte de carvão.

A Vulcan, uma empresa privada indiana parte do Jindal Group, com um valor de mercado de 18 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros), já estava presente em Moçambique, operando a mina Chirodzi, também localizada na região de Tete. Com essa expansão e os ambiciosos planos de produção, a Vulcan Minerals está posicionada para desempenhar um papel significativo no cenário global da indústria de carvão, enquanto contribui para o desenvolvimento económico de Moçambique.

MMEC 2024: “Balança comercial do país é sustentada pela indústria extractiva” Filipe Nyusi

A indústria extractiva, vista como um dos principais pilares do desenvolvimento económico em países africanos, desempenha um papel crucial na economia global. Em Moçambique, este sector continua a impulsionar significativamente a evolução económica, com um crescimento estimado em 15,5% nos últimos tempos, configurando-se como uma das áreas de maior contribuição para o saldo positivo da balança comercial nacional.

O país possui uma riqueza diversificada de recursos naturais, com destaque para o gás natural, carvão mineral, areias pesadas, rubis, safiras e esmeraldas, cujas exportações configuraram-se em mais de 12,3 mil milhões de dólares (777,3 mil milhões de meticais) desde 2020.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, em suas notas de abertura para a 10 edição da MMEC, reinterou que “em termos acumulados, no período de 2020-24, o sector extractivo contribuiu com mais de 12,3 mil milhões de dólares, com a exportação de produtos como carvão mineral, gás natural, areias pesadas, rubis, safiras e esmeraldas”.

Mmec

Quem também frisou o papel do sector extractivo na economia do país, foi o Ministro dos Recursos Minerais e ENERGIA,Carlos Zacarais, ao considerar pertinente a partilha de informações entre os estados exploradores de recursos naturais, como uma estratégia para a consolidação do conhecimento e perspectivas para o desenvolvimento sustentado pelo sector extractivo.

Carlos Zacarias

A indústria extractiva proporciona uma base para o alcance do desenvolvimento em Moçambique, sendo um sector de extrema relevância, neste contexto, é essencial que existam oportunidades para a troca de experiências entre os países exploradores, com o objectivo de promover o económico.

A décima edição actual do MMEC ocorre em um momento em que o país abraça diversos projectos de extracção de recursos naturais, com destaque para o gás natural da bacia do Rovuma nas áreas 1 e 4, e a extração de gás na província de Inhambane, em Temane e Inhassoro. Isso sem deixar de lado os recursos minerais explorados nas províncias de Maputo, Manica, Tete e Nampula.