Sunday, April 19, 2026
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ExxonMobil resumes LNG project in the Rovuma Basin

oil and gas

ExxonMobil is moving forward with Front End Engineering Design (FEED) tenders for the Rovuma LNG project in Cabo Delgado, showing signs of resuming after the pause due to insurgent attacks in 2021.

According to Africa Oil+Gas Report, the company has launched tenders for gas gathering and other basic improvements, the second tender after the main one, which focuses on the construction of the Liquefied Natural Gas (LNG) plant in partnership with companies such as Saipen and Bechtel.

The Final Investment Decision (FID) for the construction of the LNG plant is scheduled for 2025, with an estimated production of 18 million tons per year. The new tender includes the procurement and construction of housing in Afungi, in the province of Cabo Delgado, to accommodate thousands of workers.

The project also involves gas collection with the installation of underwater manifolds, foundations and distribution systems, including dredging, relocation of corals and installation of umbilicals.

Elsa Matula: “Quando uma marca se torna Superbrands, eleva o desejo dos consumidores”

Elsa Matula

Realizou-se em Maputo, o evento de pré-lançamento da 6ª edição da Superbrands Moçambique – uma distinção internacional e independente, que se dedica a promoção da política do branding e ao reconhecimento da excelência e posicionamento das marcas em Moçambique.

Durante a cerimónia, o Profile conversou com a Elsa Matula, Consultora de Marketing e Comunicação, também Conselheira da Superbrands. Matula, considera que “quando uma marca se torna Superbrands, ela se torna mais desejável para os consumidores, pois o valor da marca desempenha um papel significativo em suas decisões de compra”.

 Profile Mozambique: Quem é a Elsa Matula?

Elsa Matula: Sou Consultora de Marketing e Comunicação e actualmente administradora do Media Club, uma entidade que visa congregar profissionais de mídia, promover eventos relacionados a todas as áreas de Comunicação e conectar stakeholders de diversos sectores, incluindo marcas. Minha trajectória profissional inclui uma vasta experiência como consultora, tendo iniciado minha carreira na gestão de uma das maiores empresas de branding de Moçambique, a StarTimes. Durante oito anos, actuei como Directora de Marketing, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da comunicação, marketing e imagem da empresa.

Recebi o desafio de liderar o Media Club e desde então tenho dedicado minha energia a essa missão. Acredito na importância da conexão entre profissionais de mídia, marcas e outros stakeholders, e estou empenhada em promover essa interação de forma significativa e produtiva para todos os envolvidos.

PM: Qual é a sua opinião sobre esta plataforma que distingue as marcas com melhor desempenho e apresentação no mercado moçambicano?

EM: Penso que o Superbrands é uma iniciativa extremamente interessante e que traz um grande impulso para o mercado. No mundo competitivo das marcas, é essencial que elas se posicionem de forma eficaz. Embora existam diversos estudos e plataformas dedicadas às marcas, o Superbrands se destaca ao oferecer um palco único onde todas as marcas, mesmo aquelas do mesmo sector, podem participar, ser avaliadas, qualificadas e premiadas.

É importante ressaltar que, além dos consultores, quem realmente define as Superbrands é o consumidor. A pesquisa valoriza a opinião do consumidor final. Pode-se até pagar o melhor consumidor do mundo para afirmar que uma marca é uma Superbrands, mas se o consumidor final não concordar, não será favorável.

Portanto, além dos critérios de pesquisa e avaliação, o Superbrands oferece um fórum onde as marcas podem desfilar e mostrar seu potencial, como em um verdadeiro show de marcas.

PM: O que devem fazer as marcas que não foram convidadas para esta plataforma de distinção, de modo a melhorar suas chances e serem selecionadas futuramente?

EM: Penso que é uma questão de estratégia. Ter uma estratégia bem definida, seja ela considerada boa ou má, é crucial para alcançar resultados e conquistar cada vez mais consumidores. A notoriedade e o posicionamento da marca são elementos-chave que influenciam directamente nesse processo.

Acredito que, se directores, gestores, CEOs e supervisores de marcas e produtos se destacarem no mercado, isso valorizará a marca como um todo. Afinal, o que realmente importa não é apenas o reconhecimento pelo Superbrands, mas sim a percepção que o mercado tem da marca e o valor que ela oferece aos consumidores.

Portanto, se uma marca se destaca e agrega valor genuíno aos consumidores, naturalmente que ela será reconhecida pelo Superbrands. Afinal, não basta ser uma marca famosa; é fundamental satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes. No momento da avaliação, esses são os dados que realmente importam.

Em resumo, esses são alguns dos critérios de classificação de uma marca que a tornam elegível para receber o reconhecimento do Superbrands.

PM: De acordo com a sua experiência, qual é a desvantagem para as empresas que, mesmo após 5, 10 ou 15 anos de existência, ainda não possuem um departamento de marketing ou comunicação? O que essas empresas podem perder em termos de vantagem competitiva e presença no mercado? 

EM: O marketing é uma ciência, e como toda ciência, alguns a respeitam enquanto outros não. Alguns acreditam que podem gerir suas marcas de forma empírica, enquanto outros entendem que é necessário adoptar uma abordagem científica e estratégica orientada para resultados.

Contudo, é importante ressaltar que o marketing é essencial para qualquer marca. Ele adiciona valor porque, sem ele, não é possível diagnosticar as necessidades do consumidor. E se não conseguimos diagnosticar essas necessidades, não poderemos satisfazê-las e nos tornarmos uma Superbrands.

PM: Considerações finais?

EM: Sinto-me extremamente honrada por fazer parte da Superbrands. Apesar de ser uma participante modesta em meio a tantos conselheiros, é gratificante poder contribuir com a minha experiência. Vejo este desafio como uma oportunidade em constante evolução, que certamente nos estimulará ao longo de 2024.

Quero aproveitar este momento para encorajar as marcas que ainda não possuem departamentos de comunicação, relações públicas ou marketing a se informarem sobre esta nobre iniciativa. Ser reconhecido como Superbrands em um mercado tão competitivo como o moçambicano é extremamente valioso, pois isso nos conecta directamente com nossos consumidores finais.

Quando uma marca se torna Superbrands, ela se torna mais desejável para os consumidores, pois o valor da marca desempenha um papel significativo em suas decisões de compra. Portanto, fazer parte deste selecto grupo é uma conquista que certamente impulsionará o sucesso de qualquer marca no mercado moçambicano.

 

Elsa Matula: “When a brand becomes a Superbrand, it raises consumer desire”

Elsa Matula

The pre-launch event for the 6th edition of Superbrands Mozambique – an international and independent award dedicated to promoting branding policy and recognizing the excellence and positioning of brands in Mozambique – was held in Maputo.

During the ceremony, Profile spoke to Elsa Matula, a marketing and communications consultant who is also a board member of Superbrands. Matula believes that “when a brand becomes a Superbrand, it becomes more desirable to consumers, as the value of the brand plays a significant role in their purchasing decisions”.

Profile Mozambique: Who is Elsa Matula?

Elsa Matula: I am a Marketing and Communications Consultant and currently the administrator of the Media Club, an entity that aims to bring together media professionals, promote events related to all areas of Communication and connect stakeholders from various sectors, including brands. My professional career includes extensive experience as a consultant, having started my career managing one of the largest branding companies in Mozambique, StarTimes. For eight years, I acted as Marketing Director, contributing significantly to the development of the company’s communication, marketing and image.

I was given the challenge of leading the Media Club and since then I have dedicated my energy to this mission. I believe in the importance of the connection between media professionals, brands and other stakeholders, and I’m committed to promoting this interaction in a meaningful and productive way for everyone involved.

PM: What is your opinion of this platform that distinguishes the brands with the best performance and presentation in the Mozambican market?

EM: I think that Superbrands is an extremely interesting initiative that brings a great boost to the market. In the competitive world of brands, it is essential that they position themselves effectively. Although there are various studies and platforms dedicated to brands, Superbrands stands out by offering a unique stage where all brands, even those from the same sector, can participate, be evaluated, rated and awarded.

It is important to note that, apart from the consultants, it is the consumer who really defines the Superbrands. The survey values the opinion of the end consumer. You can even pay the best consumer in the world to say that a brand is a Superbrand, but if the end consumer doesn’t agree, it won’t be favorable. Therefore, in addition to the research and evaluation criteria, Superbrands offers a forum where brands can parade and show their potential, like in a real brand show.

PM: What should brands that haven’t been invited to this platform of distinction do to improve their chances of being selected in the future?

EM: I think it’s a question of strategy. Having a well-defined strategy, whether it’s considered good or bad, is crucial to achieving results and winning over more and more consumers. Brand awareness and positioning are key elements that directly influence this process.

I believe that if directors, managers, CEOs and supervisors of brands and products stand out in the market, this will enhance the brand as a whole. After all, what really matters is not just recognition by Superbrands, but the market’s perception of the brand and the value it offers consumers.

Therefore, if a brand stands out and adds genuine value to consumers, it will naturally be recognized by Superbrands. After all, it’s not enough to be a famous brand; it’s essential to satisfy customers’ needs and expectations. When it comes to evaluation, this is the data that really matters.

In short, these are some of the criteria for classifying a brand and making it eligible for recognition by Superbrands.

PM: According to your experience, what is the disadvantage for companies that, even after 5, 10 or 15 years of existence, still don’t have a marketing or communications department? What can these companies lose in terms of competitive advantage and market presence?

EM: Marketing is a science, and like any science, some respect it while others do not. Some believe that they can manage their brands empirically, while others understand that it is necessary to adopt a scientific and strategic results-oriented approach.

However, it is important to emphasize that marketing is essential for any brand. It adds value because, without it, it is not possible to diagnose consumer needs. And if we can’t diagnose those needs, we won’t be able to satisfy them and become a Superbrand.

PM: Any final thoughts?

EM: I feel extremely honored to be part of Superbrands. Although I’m a modest participant among so many advisors, it’s gratifying to be able to contribute my experience. I see this challenge as a constantly evolving opportunity, which will certainly stimulate us throughout 2024.

I want to take this opportunity to encourage brands that don’t yet have communications, PR or marketing departments to find out about this noble initiative. Being recognized as a Superbrand in a market as competitive as Mozambique’s is extremely valuable, as it connects us directly with our end consumers.

When a brand becomes a Superbrand, it becomes more desirable to consumers, as brand value plays a significant role in their purchasing decisions. Therefore, being part of this select group is an achievement that will certainly boost the success of any brand in the Mozambican market.

Standard & Poor’s prevê ganhos para Moçambique com Projectos de gás a partir de 2028

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A agência de notação financeira Standard & Poor’s afirmou que Moçambique terá ganhos significativos dos projectos de gás a partir de 2028, mas enfrentará grandes desafios, incluindo um forte aumento nos montantes dos pagamentos da dívida.

Conforme a S&P, a economia moçambicana verá ganhos após o início dos grandes projectos de gás em 2028, mas o Governo enfrentará desafios político. Apesar do crescimento económico relativamente alto entre 2022-23, a melhoria das finanças públicas ainda não se concretizou, e o país continua a enfrentar elevados níveis de pobreza e subdesenvolvimento.

Os analistas estimam que a economia cresça em média 5,5% ao ano entre este ano e 2027, mas alertam que o crescimento está concentrado no sector extractivo e na construção da Área 1 do projecto de gás da TotalEnergies no Norte do país.

A capacidade do Governo para reduzir a despesa com a função pública é limitada, e o país já está enfrentando um aumento nos custos com a dívida externa, devido ao acordo com os investidores detentores de títulos de dívida pública no final da década passada.

Na Sexta-feira (19), a S&P decidiu manter o ‘rating’ de Moçambique em CCC+, destacando que as boas perspectivas de exportação de gás a partir de 2028 são anuladas pelos elevados riscos financeiros actuais.

A agência afirmou que Moçambique continua a enfrentar desafios de liquidez, com atrasos nos pagamentos aos credores em 2023 e acumulação de atrasos nos pagamentos aos fornecedores e empreiteiros.

Apesar das medidas implementadas pelo Governo para melhorar a gestão das contas públicas e consolidar as finanças, os riscos de derrapagem orçamental persistem, devido aos elevados custos com reformas salariais, despesas relacionadas com choques climáticos, custos crescentes do serviço da dívida e despesas com as eleições deste ano.

Standard & Poor’s predicts gains for Mozambique with gas projects starting in 2028

gas

The financial rating agency Standard & Poor’s said that Mozambique will see significant gains from the gas projects from 2028, but will face major challenges, including a sharp increase in debt payments.

According to S&P, the Mozambican economy will see gains after the start of the major gas projects in 2028, but the government will face political challenges. Despite relatively high economic growth between 2022-23, the improvement in public finances has yet to materialize, and the country continues to face high levels of poverty and underdevelopment.

Analysts estimate that the economy will grow by an average of 5.5% a year between this year and 2027, but warn that growth is concentrated in the extractive sector and in the construction of Area 1 of the TotalEnergies gas project in the north of the country.

The government’s capacity to reduce civil service spending is limited, and the country is already facing an increase in external debt costs, due to the agreement with investors holding public debt bonds at the end of the last decade.

On Friday (19), S&P decided to keep Mozambique’s rating at CCC+, pointing out that the good prospects for gas exports from 2028 onwards are offset by the current high financial risks.

The agency said that Mozambique continues to face liquidity challenges, with delays in payments to creditors in 2023 and accumulating delays in payments to suppliers and contractors.

Despite the measures implemented by the government to improve the management of public accounts and consolidate finances, the risks of budget slippage persist, due to the high costs of salary reforms, expenses related to climate shocks, rising debt servicing costs and expenses for this year’s elections.

Green Venture anuncia investimento em energias renováveis em Moçambique durante Missão Empresarial em Porto e Lisboa

No contexto da Missão Empresarial realizada em Porto e Lisboa, uma delegação de empresários moçambicanos se reuniu com representantes da Green Venture, empresa especializada em investimento e gestão de activos em energias renováveis. Durante o encontro, a Green Venture anunciou seu interesse em investir em Moçambique e está actualmente em busca de parceiros locais para concretizar seus planos de investimento.

Com um mandato dos accionistas para desenvolver projectos de geração de energia no país, a Green Venture vê alinhamento com os objectivos do governo moçambicano de alcançar a eletrificação universal até 2030. A empresa reconhece as vastas oportunidades em Moçambique, especialmente em relação à expansão da produção de cana-de-açúcar e diversificação de fontes energéticas, aproveitando as extensas áreas planas disponíveis.

Durante a reunião, autoridades do Governo do Distrito de Magude, Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana e MozParks destacaram a disponibilidade de espaços e a necessidade de investimentos para impulsionar o setor energético e agrícola do país.

A empresa moçambicana KMA Advisory firmou um acordo preliminar com a Green Venture para discutir uma possível parceria que facilitará a implementação dos projectos de investimento em Moçambique. Além disso, a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) convidou a Green Venture para explorar as oportunidades de investimento, destacando os benefícios fiscais oferecidos pelo governo moçambicano e os recentes lançamentos de obrigações sustentáveis alinhados com os interesses da Green Venture.

O mercado bolsista em Moçambique é diversificado, abrangendo desde startups e PMEs até grandes empresas, com incentivos fiscais que oferecem descontos significativos no Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas (IRPC). Adicionalmente, o Banco de Moçambique já autoriza a emissão de dívida tanto em Metical quanto em moeda estrangeira, proporcionando flexibilidade e atractividade para investidores estrangeiros.

A Green Venture expressou preocupações relacionadas ao fluxo de capitais e à abertura de contas em moeda estrangeira durante o encontro. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) destacou que o investimento da Green Venture poderá criar oportunidades valiosas para as PMEs moçambicanas, fortalecendo ainda mais o ecossistema empresarial do país.

 

Green Venture announces investment in renewable energies in Mozambique during Business Mission to Porto and Lisbon

As part of the Business Mission held in Porto and Lisbon, a delegation of Mozambican entrepreneurs met with representatives of Green Venture, a company specializing in investment and asset management in renewable energies. During the meeting, Green Venture announced its interest in investing in Mozambique and is currently looking for local partners to carry out its investment plans.

With a mandate from shareholders to develop power generation projects in the country, Green Venture sees alignment with the Mozambican government’s goals of achieving universal electrification by 2030. The company recognizes the vast opportunities in Mozambique, especially in relation to the expansion of sugar cane production and diversification of energy sources, taking advantage of the extensive flat areas available.

During the meeting, authorities from the Magude District Government, Maluana Science and Technology Park and MozParks highlighted the availability of space and the need for investment to boost the country’s energy and agricultural sector.

Mozambican company KMA Advisory has signed a preliminary agreement with Green Venture to discuss a possible partnership that will facilitate the implementation of investment projects in Mozambique. In addition, the Mozambique Stock Exchange (BVM) invited Green Venture to explore investment opportunities, highlighting the tax benefits offered by the Mozambican government and the recent launches of sustainable bonds aligned with Green Venture’s interests.

The stock market in Mozambique is diverse, ranging from startups and SMEs to large companies, with tax incentives offering significant discounts on Corporate Income Tax (IRPC). In addition, the Bank of Mozambique already authorizes the issuance of debt in both Metical and foreign currency, providing flexibility and attractiveness for foreign investors.

Green Venture expressed concerns about the flow of capital and the opening of foreign currency accounts during the meeting. The Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA) pointed out that Green Venture’s investment could create valuable opportunities for Mozambican SMEs, further strengthening the country’s entrepreneurial ecosystem.

Conteúdo Local: Sector privado colabora com o Governo na definiçao dos valores mínimos

No seguimento dos encontros com os Ministros das áreas económicas no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP), o Pelouro dos Recursos Naturais e Energias da CTA manteve um encontro com o Ministro dos Recursos Naturais e Energia, Carlos Zacarias, no qual o governante garantiu estar em curso um trabalho com os Megaprojectos para definição dos valores mínimos de investimento que deverá ir para o sector privado moçambicano.

No encontro, foi analisada a matriz de seguimento da XVIII CASP, entre outros pontos que constam da matriz de trabalho do Pelouro. O destaque vai para a necessidade de maior resposta na valorização do conteúdo local na cadeia de valor e na Indústria; Custo de financiamento na Indústria Extractiva; Revisão do Decreto-Lei para reequilibrar a competitividade do sector no mercado; Gestão de contratos de procurement no conteúdo local; Maior interacção e participação do Sector Privado, podendo ser por forma de plataforma online para maior transparência dos contratos na Indústria de Petróleo e Gás, produtos petrolíferos, Indústria Extrativa, entre outros.

Igualmente, o Pelouro propôs ao Instituto Nacional de Petróleo (INP) e à Comissão do Conteúdo Local, a elaboração de uma lista de bens e serviços em que o sector privado moçambicano poderá concorrer para fornecimento.

A Câmara de Minas de Moçambique, que esteve presente no encontro, solicitou, ao Ministro, flexibilidade na assinatura do Memorando de Entendimento entre a Câmara e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, submetido ao MIREME para harmonização.

Reagindo às preocupações do Sector Privado, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia referiu que, embora o Decreto não defina de forma perfeita o valor ou percentagem para as PME’s moçambicanas, o Governo está a trabalhar com os Megaprojectos na definição dos valores mínimos de investimento que deverá ir para o sector privado moçambicano. Referiu, ainda, que o processo teve algumas paragens por causa da situação politica, mas, em breve, será retomado junto com as concessionárias.

Sobre o processo de procurment, o Ministro informou que está em curso um trabalho junto do INP para garantir que os impactos sejam significativos.

O titular da pasta dos Recursos Minerais e Energia garantiu continuar a trabalhar com o Sector Privado na implementação da Lei de Electricidade, sobretudo para garantir que o seu impacto seja reflectido nas empresas.

Para além do Ministério e do Pelouro dos Recursos Minerais e Energia, participaram no encontro a Câmara de Minas de Moçambique (CMM), a Associação dos Revendedores de Combustíveis (ARCOMOC), o Instituto Nacional de Petróleo (INP), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e o Instituto Nacional de Minas (INAM).

Local Content: Private sector works with government to define minimum values

Following the meetings with the ministers of the economic areas as part of the Public-Private Dialogue (PPD), the CTA’s Natural Resources and Energy Department held a meeting with the Minister of Natural Resources and Energy, Carlos Zacarias, at which the minister assured that work was underway with the Megaprojects to define the minimum investment amounts that should go to the Mozambican private sector.

At the meeting, the follow-up matrix for the XVIII CASP was analyzed, among other points included in the work matrix of the Department. The highlights were the need for a greater response in valuing local content in the value chain and in industry; the cost of financing in the extractive industry; revision of the Decree-Law to rebalance the sector’s competitiveness in the market; management of procurement contracts for local content; greater interaction and participation by the private sector, which could take the form of an online platform for greater transparency in contracts in the oil and gas industry, petroleum products and the extractive industry, among others.

The department also proposed that the National Petroleum Institute (INP) and the Local Content Commission draw up a list of goods and services that the Mozambican private sector could bid to supply.

The Mozambican Chamber of Mines, which was present at the meeting, asked the Minister for flexibility in signing the Memorandum of Understanding between the Chamber and the Ministry of Mineral Resources and Energy, submitted to MIREME for harmonization.
Reacting to the private sector’s concerns, the Minister of Mineral Resources and Energy said that although the Decree does not perfectly define the amount or percentage for Mozambican SMEs, the government is working with the Megaprojects to define the minimum investment amounts that should go to the Mozambican private sector.

He also said that the process had come to a halt because of the political situation, but will soon be resumed together with the concessionaires.
Regarding the procurement process, the Minister said that work is underway with the INP to ensure that the impacts are significant.

The holder of the Mineral Resources and Energy portfolio assured that he would continue to work with the private sector on the implementation of the Electricity Law, above all to ensure that its impact is reflected in the companies.
In addition to the Ministry and the Department of Mineral Resources and Energy, the meeting was attended by the Mozambican Chamber of Mines (CMM), the Association of Fuel Retailers (ARCOMOC), the National Petroleum Institute (INP), the National Hydrocarbons Company (ENH) and the National Mining Institute (INAM).

Syrah Resources passa a fornecer grafite para fábrica de baterias na Indonésia

Grafite

A mineradora australiana Syrah Resources, que opera no distrito de Balama, em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, anunciou o início do fornecimento de grafite para uma empresa que fabrica baterias localizada na Indonésia. A BTR New Materials adquiriu 10 mil toneladas do minério, marcando a primeira venda de grandes volumes a uma entidade de produção de baterias fora da China.

“Esta venda a granel segue-se a um envio experimental de contentores de finos de grafite natural de Balama para a Indonésia. Esta importação é mais um desenvolvimento importante na estratégia de diversificação de vendas”, afirmou a empresa mineira.

A BTR New Materials Group está construindo uma fábrica de baterias na Indonésia, avaliada em 478 milhões de dólares, com produção prevista para começar ainda este ano, o que abre possibilidades para novas vendas.

A produção de grafite natural em Balama subiu para 41 mil toneladas no primeiro trimestre de 2023, em comparação com as 35 mil toneladas registadas no trimestre anterior.

Em Novembro, o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Max Tonela, destacou que o país tem grafite em abundância para atender à demanda de carros eléctricos na União Europeia, defendendo parcerias empresariais para acelerar a industrialização.

O Plano Económico e Social do Orçamento do Estado (PESOE) para 2024 prevê a produção de 329.040 toneladas de grafite, matéria-prima essencial para a produção de baterias para veículos eléctricos.