Monday, September 28, 2026
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AMOMIF: Procedimentos incorrectos nas discussões sobre salário mínimo prejudicam IMF

IMF

A AMOMIF (Associação Moçambicana de Operadores de Microfinanças) vai participar nas negociações relativas à concertação social e fixação de salário mínimo, que iniciaram, sexta-feira, dia 5 de Abril, em Maputo.

A organização, que será representada por Enoque Changamo, membro do Conselho de Direcção da AMOMIF e presidente da Caixas Comunitárias de Moçambique (CCOM), acredita que o formato da discussão sobre o salário mínimo enferma de um procedimento incorrecto e prejudicial às lnstituições Microfinanceiras (IMF). Com efeito, enquanto as microfinanças e microseguros se mantiverem integrados no chamado “sector 8”,  que é onde participam os bancos e as seguradoras, o estabelecimento do salário mínimo para as IMF será incorrectamente influenciado pelos lucros e avultados volumes de negócios que caracterizam os grandes bancos comerciais.

“Nas negociações de 2023 resultou que o salário mínimo dos bancos e seguradoras foi estipulado em 16.061 meticais, enquanto para as IMF foi imposto o montante de 14.241 meticais, ou seja, uma diferença de apenas 1.800 meticais.  Das cerca de 50 IMFs, que actualmente são membros da AMOMIF, quase nenhuma consegue sustentar uma folha salarial onde o valor mínimo seja tão elevado”, disse o presidente da AMOMIF, António Souto.

Ademais, um outro aspecto que preocupa a AMOMIF, é a questão da divisão salarial que não tem respeitados os princípios de equitatividade, tendo o gestor das Instituições Microfinanceiras, destacado que “Em localidades onde existem operadores de microfinanças acontece que um servente de uma destas instituições ganha tanto ou mais que um assistente de enfermeiro, na mesma localidade. Assim, pessoas vizinhas, mas com qualificações técnicas bem diferenciadas são negativamente discriminadas, devido a uma percepção errada do que é o sector financeiro”.

A questão salarial é uma das causas que tem inibido as IMF a tornarem-se entidades formais ou a seguirem os procedimentos legais na contratação de colaboradores, sob o risco de serem penalizadas pelas autoridades competentes.

Para superar este modelo de negociação, a direcção da AMOMIF apela aos seus membros a partilhar os seus pontos de vista e recomendações em apoio à delegação que, liderada pelo presidente da CCOM, irá levar a voz e preocupações do sector à mesa de discussão. Para tal, o secretariado da AMOMIF irá disponibilizar um grupo na plataforma whatsapp para receber os contributos de todos os interessados.

AMOMIF: Incorrect procedures in discussions on minimum wage harm MFI

IMF

AMOMIF (Mozambican Association of Microfinance Operators) will take part in the negotiations on social consultation and setting the minimum wage, which began on Friday, April 5, in Maputo.

The organization, which will be represented by Enoque Changamo, a member of AMOMIF’s Board of Directors and president of Caixas Comunitárias de Moçambique (CCOM), believes that the format of the discussion on the minimum wage is flawed and harmful to microfinance institutions (MFIs). In fact, as long as microfinance and microinsurance remain part of the so-called “sector 8”, which is where banks and insurance companies participate, the establishment of the minimum wage for MFIs will be incorrectly influenced by the profits and large volumes of business that characterize the large commercial banks.

“In the 2023 negotiations, the minimum wage for banks and insurance companies was set at 16,061 meticais, while for MFIs it was set at 14,241 meticais, a difference of just 1,800 meticais. Of the 50 or so MFIs that are currently members of AMOMIF, almost none can sustain a payroll where the minimum amount is so high,” said the president of AMOMIF, António Souto.

In addition, another aspect that worries AMOMIF is the issue of the wage division, which does not respect the principles of fairness. The manager of the Microfinance Institutions pointed out that “In localities where there are microfinance operators, it happens that a servant at one of these institutions earns as much or more than a nurse’s assistant in the same locality. Thus, people who are neighbors but have very different technical qualifications are negatively discriminated against due to a misconception of what the financial sector is.”

The salary issue is one of the causes that has inhibited MFIs from becoming formal entities or following legal procedures when hiring employees, at the risk of being penalized by the competent authorities.

In order to overcome this negotiation model, the AMOMIF board is calling on its members to share their views and recommendations in support of the delegation which, led by the president of CCOM, will bring the voice and concerns of the sector to the discussion table. To this end, the AMOMIF secretariat will set up a group on the whatsapp platform to receive contributions from all interested parties.

Japão e SAPP firmam parceria para desenvolver energias renováveis na África Austral

Energias

A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e o Grupo de Energia da África Austral (SAPP) oficializaram uma parceria para o “Projecto de Reforço do Sistema de Energia Regional do Grupo de Energia da África Austral”, com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento de capacidades para operação de sistemas de energia regional e o funcionamento do mercado de energia nos 12 países membros da SAPP.

A região da África Austral possui um grande potencial em energia renovável, como hidroelétrica, solar e eólica. No entanto, a distribuição desses recursos é desigual, dificultando sua utilização plena. Com a demanda por electricidade prevista para atingir 85 mil Megawatt até 2040, é urgente garantir acesso a energia limpa e acessível. Este projecto está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os Objectivos 7, 13 e 17, promovendo acesso estável a electricidade limpa e a preços acessíveis na região.

O programa, com duração prevista de 36 meses, será executado pelo Centro de Coordenação do SAPP e incluirá Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Essuatíni, Lesoto, Maláui, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. As principais componentes do projecto incluem a identificação de áreas prioritárias para o desenvolvimento de infra-estruturas eléctricas, a aplicação de medidas melhoradas para o funcionamento e controle do sistema, e a melhoria do mercado de energia eléctrica.

Essa iniciativa representa um passo significativo para melhorar os sistemas energéticos regionais, promover a sustentabilidade e impulsionar o desenvolvimento económico na África Austral.

Mono e Mastercard firmam parceria para revolucionar pagamentos digitais em África

Mono e Mastercard firmam parceria para revolucionar pagamentos digitais em África

A Mono Technologies Nigeria Limited, líder em infra-estrutura bancária aberta na África, anunciou uma parceria com a Mastercard para transformar os pagamentos digitais em todo o continente. A colaboração visa introduzir pagamentos conta-a-conta (A2A) seguros e eficientes, utilizando a tecnologia Gateway da Mastercard.

Esta é a primeira implementação de pagamento A2A via Mastercard Gateway na região da Europa Oriental, Médio Oriente e África (EEMEA), que destaca um marco significativo para a indústria de pagamentos digitais na região.

De acordo com o site Empower Africa, a combinação das soluções de open banking da Mono e da tecnologia de pagamento da Mastercard oferece às empresas uma opção simplificada de pagamento A2A. Essa nova solução abre diversas possibilidades para comerciantes, empresas fintech, fornecedores de telecomunicações, governos e instituições financeiras, melhorando a experiência de pagamento para indivíduos e empresas.

“A parceria é um passo crucial para promover a inclusão financeira, a inovação e o crescimento na economia digital africana”, afirmaram em uma declaração conjunta a Mastercard e a Mono.

Para a Mastercard, essa colaboração fortalece sua estratégia de Métodos de Pagamento Alternativos (APM) na Nigéria e avança sua visão de um Mastercard Gateway multi-rail.

“A integração da solução de open banking da Mono alinha-se perfeitamente com nosso compromisso de expandir e melhorar os métodos de pagamento para nossos clientes”, enfatizou Folasade Femi-Lawal, Country Manager e Área Business Head da Mastercard, África Ocidental.

A Mono visa capacitar as empresas com pagamentos directos eficientes e acesso a dados financeiros valiosos dos clientes. Com mais de 50 conexões financeiras estabelecidas em toda a África, a Mono desempenha um papel fundamental na condução da economia da Internet no continente e permite que as empresas personalizem e inovem seus serviços.

Mono and Mastercard sign partnership to revolutionize digital payments in Africa

Mono e Mastercard firmam parceria para revolucionar pagamentos digitais em África

Mono Technologies Nigeria Limited, a leader in open banking infrastructure in Africa, has announced a partnership with Mastercard to transform digital payments across the continent. The collaboration aims to introduce secure and efficient account-to-account (A2A) payments using Mastercard’s Gateway technology.

This is the first A2A payment implementation via Mastercard Gateway in the Eastern Europe, Middle East and Africa (EEMEA) region, which highlights a significant milestone for the digital payments industry in the region.

According to the Empower Africa website, the combination of Mono’s open banking solutions and Mastercard’s payment technology offers businesses a simplified A2A payment option. This new solution opens up several possibilities for merchants, fintech companies, telecom providers, governments and financial institutions, improving the payment experience for individuals and businesses.

“The partnership is a crucial step towards promoting financial inclusion, innovation and growth in Africa’s digital economy,” Mastercard and Mono said in a joint statement.

For Mastercard, this collaboration strengthens its Alternative Payment Methods (APM) strategy in Nigeria and advances its vision of a multi-rail Mastercard Gateway.

“The integration of Mono’s open banking solution aligns perfectly with our commitment to expand and improve payment methods for our customers,” emphasized Folasade Femi-Lawal, Country Manager and Area Business Head at Mastercard, West Africa.
Mono aims to empower businesses with efficient direct payments and access to valuable customer financial data. With more than 50 financial connections established across Africa, Mono plays a key role in driving the Internet economy on the continent and enables companies to customize and innovate their services.

Rand sul-africano se fortalece antes de dados de inflação dos EUA

Rand...
The range of new South African banknotes, featuring the smiling face of iconic statesman Nelson Mandela, with Five Rand and Two Rand coins.

O rand sul-africano fortaleceu-se à frente dos dados de inflação dos Estados Unidos e das actas da reunião da Federal Reserve, que se realizaram no dia 10 de Abril. O rand foi negociado a 18,47 contra o dólar americano, cerca de 0,9% mais forte do que o fechamento anterior. O índice do dólar foi negociado pela última vez em alta de 0,02% contra uma cesta de moedas.

A África do Sul não divulgou dados económicos na terça-feira. A produção de ouro e minério e os números da indústria transformadora para Fevereiro serão divulgados na quinta-feira. O rand, como a maioria das moedas de mercados emergentes, é orientado pelos dados económicos dos EUA e pela política monetária, para além de factores locais.

A inflação dos preços no consumidor dos EUA para Março fornecerá mais pistas sobre a futura trajectória da política da Fed. No mercado bolsista, o índice Top-40 fechou em alta de 0,14%, enquanto o índice mais alargado, All-hare, subiu 0,2%. A obrigação do Tesouro sul-africano de referência para 2030 foi mais forte, com o rendimento a descer 9,5 pontos base para 10,490%.

South African Rand strengthens ahead of US inflation data

Rand...
The range of new South African banknotes, featuring the smiling face of iconic statesman Nelson Mandela, with Five Rand and Two Rand coins.

The South African rand strengthened ahead of inflation data from the United States and the minutes of the Federal Reserve meeting, which took place on April 10. The rand traded at 18.47 against the US dollar, around 0.9% stronger than the previous close. The dollar index last traded up 0.02% against a basket of currencies.

South Africa did not release any economic data on Tuesday. Gold and ore production and manufacturing figures for February will be released on Thursday. The rand, like most emerging market currencies, is guided by US economic data and monetary policy, in addition to local factors.

US consumer price inflation for March will provide more clues about the future path of Fed policy. On the stock market, the Top-40 index closed up 0.14%, while the broader All-hare index rose 0.2%. The benchmark South African government bond for 2030 was stronger, with the yield falling 9.5 basis points to 10.490%.

Parceria entre LAM e TAAG amplia voos entre Moçambique e Angola

LAm

A parceria entre as instituições de aviação moçambicana e angolana, firmada nesta em Abril, visa explorar mais destinos para satisfazer a crescente demanda e impulsionar o desenvolvimento económico entre os dois países.

O presidente do Instituto Nacional de Aviação Civil de Moçambique (IACM), João de Abreu, explicou que, no âmbito do memorando, as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) poderão estender os seus voos para além da capital angolana Luanda, voando para outras capitais provinciais. Da mesma forma, as Linhas Aéreas de Angola (TAAG) poderão estender os seus voos para mais locais moçambicanos.

“Não haverá problemas se um dia a TAAG quiser voar para a Beira ou Pemba e, na reciprocidade, tal como também não haverá problemas se quisermos voar para um dos grandes aeroportos que existe agora – o Agostinho Neto”, afirmou João de Abreu.

Por sua vez, a PCA da Autoridade Nacional de Aviação Civil de Angola (ANAC), Amélia Kuvíngua, destacou que o documento assinado oficializa a partilha de voos entre os passageiros das duas operadoras com destino para alguns pontos de África ou do resto do mundo, onde uma ou outra companhia esteja a operar.

“Com esta cooperação, vamos complementar-nos e preencher as lacunas existentes”, afirmou Amélia Kuvíngua, ao salientar que o memorando estabelece os termos e condições para expandir e aprofundar a cooperação técnica e o intercâmbio de conhecimento e melhores práticas no desenvolvimento, modernização, operação e manutenção do sistema de aviação civil de ambos os países.

Kuvíngua, destacou que Moçambique tem desempenhado um papel importante na cooperação entre os países, mencionando a colaboração durante a auditoria realizada em 2022 pela Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC).

Partnership between LAM and TAAG expands flights in both countries

LAm

The partnership between the Mozambican and Angolan aviation institutions, signed in April, aims to explore more destinations to meet growing demand and boost economic development between the two countries.

The president of Mozambique’s National Civil Aviation Institute (IACM), João de Abreu, explained that under the memorandum, Mozambique Airlines (LAM) will be able to extend its flights beyond the Angolan capital Luanda, flying to other provincial capitals. Likewise, Angola Airlines (TAAG) will be able to extend its flights to more Mozambican locations.
“There will be no problems if one day TAAG wants to fly to Beira or Pemba and, in reciprocity, just as there will be no problems if we want to fly to one of the big airports that exists now – Agostinho Neto,” said João de Abreu.

For her part, the PCA of Angola’s National Civil Aviation Authority (ANAC), Amélia Kuvíngua, pointed out that the document signed makes it official for passengers of the two operators to share flights to certain points in Africa or the rest of the world, where one or other company is operating.

“With this cooperation, we will complement each other and fill existing gaps,” said Amélia Kuvíngua, noting that the memorandum establishes the terms and conditions for expanding and deepening technical cooperation and the exchange of knowledge and best practices in the development, modernization, operation and maintenance of the civil aviation system of both countries.

Kuvíngua pointed out that Mozambique has played an important role in cooperation between the countries, mentioning the collaboration during the audit carried out in 2022 by the International Civil Aviation Organization (ICAO).

Kenmare Resources prepara-se para aumento na produção após queda no primeiro trimestre

Minerios

A Kenmare Resources, empresa que explora a mina de titânio de Moma, em Moçambique, informou esta Quinta-feira, 11 de Abril, que está no bom caminho para cumprir as suas orientações de produção para 2024, apesar de ter apresentado um conjunto de resultados do primeiro trimestre pouco expressivos.

Segundo a revista britânica Shares, as acções da Kenmare desceram 6,0%, na bolsa de Londres, na manhã desta Quinta-feira, explicando que, no trimestre que terminou em Março, a empresa escavou 9,2 milhões de toneladas de minério com um grau de 4,15%, em comparação com 9,3 milhões de toneladas a 4,13% no primeiro trimestre de 2023. Os embarques caíram 11% para 242 900 toneladas no primeiro trimestre de 2024, contra 271 700 toneladas do ano anterior.

“As taxas de produção caíram para quase todas as commodities, excepto a ilmenite, que aumentou 0,6% para 205 500 de 204 300 toneladas. O zircão primário registou o declínio mais acentuado, com uma queda de 27% para 8300”, revela a revista.

A Kenmare informou, através de um comunicado, que o mercado de zircão mostrou alguns sinais de recuperação desde Janeiro, graças em parte à crescente procura da mercadoria na Índia, embora a procura europeia continue fraca. “A firma registou uma procura superior à esperada nos três meses e tem uma forte carteira de encomendas para o segundo trimestre”, revelou a empresa.

Olhando para o futuro, a mineradora apontou que está no caminho certo para cumprir a sua orientação para 2024, com a produção prevista para se fortalecer ao longo do resto do ano “devido à melhoria da estabilidade de energia na estação seca”.

Para 2024, a Kenmare espera produzir entre 950 mil a 1,1 milhão de toneladas de ilmenite, 45 mil a 50 mil toneladas de zircão primário, oito a nove mil toneladas de rutilo e entre 37 mil e 41 mil toneladas de concentrados.

O director-geral da mineradora, Michael Carvill, comentou: “a produção no primeiro trimestre esteve em linha com as nossas expectativas e foi consistente com as orientações. Prevemos que a produção se reforce durante o resto do ano, devido a um perfil de qualidade mais forte e, normalmente, a menos interrupções sazonais de energia”.

“Os mercados para os nossos produtos foram encorajadores no primeiro trimestre, com uma procura mais forte do que o esperado, particularmente para a ilmenite. Este facto foi impulsionado pela recuperação da procura de pigmentos de titânio e pelo crescimento contínuo do mercado de titânio metálico”, acrescentou o responsável.