Tuesday, April 28, 2026
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Moçambique liquida 142 milhões de dólares de dívida relacionada com escândalo de financiamento de navios

Moçambique liquida 142 milhões de dólares de dívida relacionada com escândalo de financiamento de navios

Moçambique efectuou recentemente o pagamento de aproximadamente 142 milhões de dólares de um empréstimo de 522 milhões, originalmente organizado pelo Credit Suisse e agora sob alçada do UBS Group AG. O acordo está ligado a um escândalo de financiamento de navios que abalou o País e a comunidade bancária internacional há cerca de dez anos.

Segundo noticiou na Quarta-feira, 17 de Janeiro, o portal de notícias Bnn, o pagamento do acordo inclui cerca de 96 milhões de dólares em obrigações em moeda local e mais 46 milhões de dólares em dinheiro. Inicialmente, quando o acordo extrajudicial foi anunciado em Outubro, não se conheciam os pormenores. O empréstimo em questão tinha sido garantido pelo Governo moçambicano, uma medida que contornou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O site revela que este empréstimo não era um incidente isolado, mas fazia parte de um projecto costeiro maior, no valor de dois mil milhões de dólares. “Lamentavelmente, o projecto foi manchado por um escândalo de corrupção e suborno que acabou por resultar em vários processos judiciais e perturbações económicas em Moçambique”, explica o site.

O âmbito do acordo de compensação, o portal Bnn esclarece que o acordo de compensação abrange principalmente a parte substancial da dívida que o Credit Suisse tinha arranjado para a empresa estatal ProIndicus. No entanto, é importante notar que a VTB Capital continua excluída do acordo. Na divisão da dívida, o Credit Suisse detinha 54%, outros credores comerciais detinham 18% e o VTB Capital 28%.

“As obrigações emitidas no âmbito do acordo têm um período de maturidade de seis anos. Durante os primeiros dois anos, têm uma taxa de juro fixa, que depois flutua à taxa T-bill acrescida de 200 pontos de base”, revela o site.

Para facilitar a parcela em dinheiro do acordo, Moçambique utilizou parte de uma taxa de 66 milhões de dólares de um projeto de exploração de gás natural cancelado, tal como referido num relatório do FMI. Este movimento estratégico reflete o empenho de Moçambique em resolver os seus problemas de dívida e em impulsionar o seu desenvolvimento económico, apesar das controvérsias do passado.

Mozambique settles 142 million dollars of debt related to ship financing scandal

Moçambique liquida 142 milhões de dólares de dívida relacionada com escândalo de financiamento de navios

Mozambique recently paid back approximately 142 million dollars of a 522 million dollar loan, originally organized by Credit Suisse and now under the UBS Group AG umbrella. The deal is linked to a ship financing scandal that rocked the country and the international banking community around ten years ago.

According to the Bnn news portal on Wednesday, January 17, the settlement payment includes around 96 million dollars in local currency bonds and a further 46 million dollars in cash. Initially, when the out-of-court settlement was announced in October, no details were known. The loan in question had been guaranteed by the Mozambican government, a move that bypassed the International Monetary Fund (IMF).

The website reveals that this loan was not an isolated incident, but part of a larger coastal project worth two billion dollars. “Regrettably, the project was tainted by a corruption and bribery scandal that eventually resulted in several court cases and economic disruption in Mozambique,” the website explains.

The scope of the settlement agreement, the Bnn portal clarifies, mainly covers the substantial part of the debt that Credit Suisse had arranged for the state-owned company ProIndicus. However, it is important to note that VTB Capital remains excluded from the agreement. In the debt split, Credit Suisse held 54%, other commercial creditors held 18% and VTB Capital 28%.

“The bonds issued under the agreement have a maturity period of six years. During the first two years, they have a fixed interest rate, which then fluctuates at the T-bill rate plus 200 basis points,” the website reveals.

To facilitate the cash portion of the agreement, Mozambique used part of a 66 million dollar fee from a canceled natural gas exploration project, as mentioned in an IMF report. This strategic move reflects Mozambique’s commitment to resolving its debt problems and boosting its economic development, despite past controversies.

Empreiteiros moçambicanos pedem proibição de construtora chinesa de obras públicas

Empreiteiros moçambicanos pedem proibição de construtora chinesa de obras públicas

A Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME) está exigindo que o governo proíba uma empresa chinesa de realizar obras públicas no país, após o Ministério Público ter recomendado a suspensão de um concurso adjudicado à empresa devido a irregularidades. O concurso em questão refere-se às obras de construção de estradas no município da Matola, Sul de Moçambique, como parte do projecto de mobilidade urbana da área metropolitana de Maputo, financiado pelo Banco Mundial no valor de 250 milhões de dólares (229,9 milhões de euros).

Segundo a FME, a empresa chinesa em questão já havia tido um concurso ganho na província de Inhambane anulado pelas autoridades judiciais por suposto envolvimento em esquemas. O presidente da FME, Bento Machaíla, afirmou que a empresa chinesa é reincidente em práticas prejudiciais ao ambiente de concorrência, transparência e participação em concursos de obras públicas.

Além de solicitar a proibição da empresa chinesa de contratar com o Estado, a FME também pretende instaurar um processo disciplinar junto à Comissão de Licenciamento de Empreiteiros e Consultores de Construção Civil, no Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, por violação grave e reiterada dos seus deveres como empreiteiro.

A FME também denuncia indícios de violação das regras de contratação por parte do concorrente declarado vencedor pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, no concurso, alvo de suspeitas levantadas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção. A federação alega ainda que houve interferência de uma funcionária sénior nos resultados do concurso, sem que a mesma fizesse parte do júri.

Bento Machaíla destacou que a FME tem questionado a actuação das unidades gestoras das aquisições nas instituições do Estado, que, segundo ele, têm tomado decisões a favor de empresas estrangeiras que não preenchem os requisitos de elegibilidade nos processos de contratação de obras públicas, prejudicando as empresas nacionais, especialmente as pequenas e médias empresas de construção civil.

A FME alega que há um favorecimento para empresas estrangeiras que usam lacunas na legislação moçambicana para obter vantagens nos concursos públicos, em detrimento das empresas nacionais.

Mozambican contractors call for ban on Chinese construction company from public works

Empreiteiros moçambicanos pedem proibição de construtora chinesa de obras públicas

The Mozambican Federation of Contractors (FME) is demanding that the government ban a Chinese company from carrying out public works in the country, after the Public Prosecutor’s Office recommended the suspension of a tender awarded to the company due to irregularities. The tender in question refers to road construction work in the municipality of Matola, southern Mozambique, as part of the urban mobility project for the Maputo metropolitan area, financed by the World Bank to the tune of 250 million dollars (229.9 million euros).

According to FME, the Chinese company in question had already had a tender won in Inhambane province annulled by the judicial authorities for alleged involvement in scams. The president of FME, Bento Machaíla, said that the Chinese company is a repeat offender in practices that harm the environment of competition, transparency and participation in public works tenders.

As well as requesting that the Chinese company be banned from contracting with the state, FME also intends to open disciplinary proceedings with the Licensing Commission for Civil Construction Contractors and Consultants, at the Ministry of Public Works, Housing and Water Resources, for serious and repeated breaches of its duties as a contractor.

The FME also denounces evidence of violations of the procurement rules by the bidder declared the winner by the Ministry of Transport and Communications in the tender, which was the subject of suspicions raised by the Central Office for Combating Corruption. The federation also claims that a senior official interfered in the results of the tender, without being part of the jury.

Bento Machaíla pointed out that the FME has questioned the actions of the procurement management units in state institutions, which, according to him, have made decisions in favor of foreign companies that do not meet the eligibility requirements in public works contracting processes, harming national companies, especially small and medium-sized construction companies.

FME claims that there is a favoritism towards foreign companies that use loopholes in Mozambican legislation to gain advantages in public tenders, to the detriment of national companies.

Há legalidade das instituições públicas e privadas intermediárias de operações de crédito em Moçambique?

As instituições do Estado, de nível central ou local, bem como as instituições privadas, ao actuarem como intermediárias de operações de crédito, mediante a cobrança, dedução na fonte, processamento, e remessa de prestações mensais de crédito bancário, de forma periódica e permanente, cometem uma ilegalidade, na medida em que, executam operações exclusivamente reservadas as instituições de Crédito ( bancos, microcréditos e cooperativas de crédito)  e sociedades financeiras reguladas pelo Banco de Moçambique.

É comum na Pérola do Índico, que algumas Instituições Públicas e Privadas (IPPs) operem, (alguns à margem da lei) como intermediários de operações de crédito. Tal acontece quando, em acordos tripartidos que envolvem (i) Consumidor Financeiro, (ii) Instituição Bancária e (iii) Entidade Empregadora do Consumidor Financeiro (EECF), “agenciasse” a contratação e concessão de financiamentos em benefício do Consumidor Financeiro, contanto que, a EECF se comprometa em executar a cobrança das prestações mensais associadas ao financiamento, mediante dedução na fonte dessas parcelas no momento do pagamento do salário (que traduz-se na cobrança dessas prestações na fonte, à semelhança dos Impostos), devendo à posterior, canalizar as mesmas em benefício da Instituição Bancária, mediante o pagamento do preço pelos serviço de intermediação ora prestados.

Ora, a Lei Bancária (Lei n.º 20/2020, de 31 de Dezembro – LB), deu continuidade a tradição de prever o princípio da exclusividade do exercício da actividade bancária, significando com isso que, somente as instituições de crédito e sociedades financeiras (ICSFs), podem exercer a título profissional, com carácter de habitualidade e de forma lucrativa, as actividades por lei reservadas as ICSFs, que inclui as “operações de crédito”.

Embora a LB não estabeleça o conceito de “operação de crédito”, dúvidas não subsistem que esta envolve duas fases temporal e logicamente separadas, nomeadamente, a 1.ª fase, onde a Instituição Bancária realiza a sua prestação, mediante disponibilização/desembolso da quantia acordada, e a 2.ª fase, onde o Consumidor Financeiro pagas as prestações do seu financiamento, incluindo capital e juros remuneratórios, com a periodicidade acordada, como contraprestação pelo financiamento recebido. É nestes termos, e por estas razões, que as IPPs, não licenciadas pelo Banco de Moçambique (BdM), ao intermediarem operações de crédito, através do recebimento e remessa de prestações de crédito, violam o princípio da exclusividade, porquanto, executam operações material e substancialmente bancárias, reservadas as ICSF.

Tanto assim é, que atento a especificidade das operações bancárias, e a necessidade de salvaguardar que estas sejam executadas de forma profissional, o Governador do BdM, através do Aviso n.º 10/GBM/2020, de 31 de Dezembro, aprovou o Regulamento para o Exercício da Actividade de Agente Bancário, por via do qual, os Agentes Bancários, são autorizados a realizar operações de recebimento de reembolsos de créditos aprovados pela Instituição Bancária. Assim sendo, qualquer IPP que esteja a receber reembolsos de créditos em nome e benefício de Instituições Bancárias, sem que figure na qualidade de Agente Bancário, comete um acto ilegal, passível de sanção nos termos da Lei Bancária.

Nessas condições, estará o BdM em condições de exercer o poder de supervisão das operações de crédito em Moçambique, na sua total extensão?

Por: Ali Salustiano J. Ubisse

Are public and private credit intermediary institutions legal in Mozambique?

Há legalidade das instituições públicas e privadas intermediárias de operações de crédito em Moçambique?

State institutions, at central or local level, as well as private institutions, by acting as intermediaries for credit operations, through the collection, deduction at source, processing and remittance of monthly installments of bank credit, on a periodic and permanent basis, are committing an illegal act, insofar as they are carrying out operations exclusively reserved for credit institutions (banks, micro-credits and credit cooperatives) and financial companies regulated by the Bank of Mozambique.

It is common in the Pearl of the Indian Ocean for some Public and Private Institutions (PPIs) to operate (some outside the law) as intermediaries for credit operations. This happens when, in tripartite agreements involving (i) the Financial Consumer, (ii) the Banking Institution and (iii) the Employing Entity of the Financial Consumer (EECF), they “agency” the contracting and granting of financing for the benefit of the Financial Consumer, provided that the EECF undertakes to collect the monthly installments associated with the financing, by deducting these installments at source when the salary is paid (which means collecting these installments at source, like taxes), and then channeling them to the benefit of the Banking Institution, by paying the price for the intermediation services provided.

The Banking Law (Law no. 20/2020, of December 31 – LB) continued the tradition of providing for the principle of exclusivity in the exercise of banking activity, meaning that only credit institutions and financial companies (ICSFs) can carry out professionally, on a regular basis and for profit, the activities reserved by law for ICSFs, which includes “credit operations”.

Although the Law does not establish the concept of “credit operation“, there is no doubt that it involves two temporally and logically separate phases, namely, the first phase, where the banking institution provides its services by making available/disbursing the agreed amount, and the second phase, where the financial consumer pays the installments of their financing, including principal and interest, at the agreed intervals, as consideration for the financing received. It is in these terms, and for these reasons, that IPPs, which are not licensed by the Bank of Mozambique (BoM), by intermediating credit operations, through the receipt and remittance of credit installments, violate the principle of exclusivity, since they carry out material and substantially banking operations, reserved for ICSFs.

So much so that, given the specific nature of banking operations and the need to ensure that they are carried out in a professional manner, the Governor of the BoM, by means of Notice no. 10/GBM/2020, of December 31, approved the Regulation for the Exercise of the Activity of Banking Agent, by means of which Banking Agents are authorized to carry out operations to receive repayments of credits approved by the Banking Institution. As such, any PPI receiving credit reimbursements on behalf of and for the benefit of banking institutions, without being a banking agent, is committing an illegal act, subject to sanctions under the Banking Act.

Under these conditions, is the BdM in a position to exercise its power to supervise credit operations in Mozambique to the fullest extent?

By:Ali Salustiano J. Ubisse

Zimbabué oferece apoio a projectos portuários em Moçambique

Zimbabué oferece apoio a projectos portuários em Moçambique

O porta-voz nacional do Zimbabué, Christopher Mutsvangwa, anunciou o compromisso do país em apoiar os projectos portuários em desenvolvimento em Moçambique. Em declarações veiculadas pelo site Bulawayo24 News, Mutsvangwa revelou que o Zimbabué está em busca de financiamento para empreendimentos na cidade da Beira, na província de Sofala, e que o presidente zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, planeja visitar a China em breve para atrair mais parcerias.

Segundo o porta-voz, está prevista a construção de dois novos terminais portuários em Beira, com o grupo Tsingshan Holding, que já opera no Zimbabué, sendo um dos principais investidores. Essas novas infra-estruturas visam facilitar o movimento de carga e impulsionar o desenvolvimento económico de ambos os países, criando um ambiente propício para mais investimentos estrangeiros.

Mutsvangwa destacou os investimentos de Moçambique em sua infra-estrutura logística, afirmando que isso encoraja o Zimbabué a apoiar projectos de grande importância, que prometem ter um impacto económico significativo.

A iniciativa representa uma oportunidade para fortalecer os laços económicos entre Moçambique e o Zimbabué, bem como para impulsionar o comércio e o desenvolvimento regional. A parceria também pode abrir novas oportunidades de cooperação entre os dois países, contribuindo para o crescimento económico sustentável e a prosperidade da região.

Com o apoio mútuo e a colaboração em projectos de infra-estrutura e desenvolvimento, Moçambique e o Zimbabué podem fortalecer sua posição como importantes actores no cenário económico e comercial da África Austral, promovendo a integração regional e o progresso conjunto.

Zimbabwe offers support for port projects in Mozambique

Zimbabué oferece apoio a projectos portuários em Moçambique

Zimbabwe’s national spokesman, Christopher Mutsvangwa, announced the country’s commitment to supporting port projects under development in Mozambique. Speaking to the Bulawayo24 News website, Mutsvangwa revealed that Zimbabwe is seeking funding for developments in the city of Beira, in Sofala province, and that Zimbabwean President Emmerson Mnangagwa plans to visit China soon to attract more partnerships.

According to the spokesman, two new port terminals are to be built in Beira, with the Tsingshan Holding group, which already operates in Zimbabwe, being one of the main investors. These new infrastructures aim to facilitate the movement of cargo and boost the economic development of both countries, creating a favorable environment for more foreign investment.

Mutsvangwa highlighted Mozambique’s investments in its logistics infrastructure, saying that this encourages Zimbabwe to support projects of great importance, which promise to have a significant economic impact.

The initiative represents an opportunity to strengthen economic ties between Mozambique and Zimbabwe, as well as to boost trade and regional development. The partnership could also open up new opportunities for cooperation between the two countries, contributing to sustainable economic growth and prosperity in the region.

With mutual support and collaboration on infrastructure and development projects, Mozambique and Zimbabwe can strengthen their position as important players on the economic and trade scene in southern Africa, promoting regional integration and joint progress.

Fronteira entre Moçambique e Zimbabué passa a funcionar 24 horas por dia

Fronteira entre Moçambique e Zimbabué passa a funcionar 24 horas por dia

O posto fronteiriço de Machipanda, entre a província moçambicana de Manica e o Zimbabué, está operando 24 horas por dia. A extensão do horário pretende lidar com o aumento do tráfego de caminhões que entram e saem do porto da Beira.

Abílio Mathe, porta-voz da Direcção Provincial de Migração de Manica, explicou que o ajuste foi necessário para alinhar os horários com o funcionamento 24 horas do porto da Beira, garantindo que os caminhões liberados não se acumulem na via que liga os dois locais. O fluxo contínuo entre Moçambique e Zimbabué levou as autoridades dos dois países a aumentarem o número de funcionários nas fronteiras para atender à demanda.

A crescente circulação de mercadorias entre Moçambique e Zimbabué exigiu um aumento no número de funcionários nas fronteiras para lidar com a demanda. Essa mudança visa facilitar o comércio e promover uma logística mais eficiente para o transporte de mercadorias, beneficiando tanto os países quanto as empresas envolvidas no comércio transfronteiriço.

Vale ressaltar que a fronteira de Ressano Garcia, principal ponto de ligação entre Moçambique e a África do Sul, já opera 24 horas por dia desde 2022. Essa extensão do horário de funcionamento das fronteiras reflete a importância do comércio transfronteiriço para a economia regional e destaca o compromisso dos países em facilitar o fluxo de mercadorias e promover o desenvolvimento económico sustentável.

Border between Mozambique and Zimbabwe now open 24 hours a day

Fronteira entre Moçambique e Zimbabué passa a funcionar 24 horas por dia

The Machipanda border post, between the Mozambican province of Manica and Zimbabwe, is now operating 24 hours a day. The extended hours are intended to cope with the increase in truck traffic entering and leaving the port of Beira.

Abílio Mathe, spokesman for the Manica Provincial Directorate of Migration, explained that the adjustment was necessary to align the timetable with the 24-hour operation of the port of Beira, ensuring that the released trucks do not accumulate on the road linking the two places. The continuous flow between Mozambique and Zimbabwe has led the authorities in both countries to increase the number of border officials to meet the demand.

The growing circulation of goods between Mozambique and Zimbabwe has required an increase in the number of border officials to cope with the demand. This change aims to facilitate trade and promote more efficient logistics for the transportation of goods, benefiting both countries and the companies involved in cross-border trade.

It is worth noting that the Ressano Garcia border, the main connection point between Mozambique and South Africa, has already been operating 24 hours a day since 2022. This extension of border opening hours reflects the importance of cross-border trade for the regional economy and highlights the countries’ commitment to facilitating the flow of goods and promoting sustainable economic development.