Sunday, April 26, 2026
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FMI aponta existência de “bolsas de dificuldades” entre bancos moçambicanos face aos juros elevados

FMI aponta existência de “bolsas de dificuldades” entre bancos moçambicanos face aos juros elevados

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou recentemente informações preocupantes sobre o sector bancário de Moçambique. Conforme o FMI, há sinais de “bolsas de dificuldades” entre os bancos moçambicanos menores devido às taxas de juros extremamente altas.

Embora o panorama da solidez financeira do sistema bancário pareça positivo, os dados específicos dos bancos revelam áreas de vulnerabilidade, especialmente entre os bancos menores. As altas taxas de juros reais estão contribuindo para o aumento dos empréstimos, o que representa um desafio significativo para essas instituições.

O FMI também expressou preocupação com a persistência das altas taxas de juros reais, que estão aumentando a instabilidade financeira e os riscos de financiamento do governo. O banco central de Moçambique manteve a taxa de juros de política monetária em 17,25% por vários meses, contribuindo para essa situação.

Outro ponto destacado no relatório do FMI foi a restrição da capacidade dos bancos de financiar o governo, devido às reservas mínimas próximas a 40%. Nos últimos cinco anos, a participação dos bancos na emissão de dívida pelo governo tem representado uma média de 23,6% do total dos activos, atingindo um pico de 28,3% em Agosto de 2018 e caindo para 19,8% em Setembro de 2023.

Actualmente, Moçambique conta com 15 bancos comerciais, 12 micro-bancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança, de acordo com dados do Banco de Moçambique (BdM).

Essas informações do FMI destacam a importância de se abordar as altas taxas de juros e as vulnerabilidades específicas enfrentadas pelos bancos menores em Moçambique. A atenção para essas questões é crucial para garantir a estabilidade e o crescimento sustentável do sector financeiro do país.

IMF points to “pockets of difficulty” among Mozambican banks due to high interest rates

FMI aponta existência de “bolsas de dificuldades” entre bancos moçambicanos face aos juros elevados

The International Monetary Fund (IMF) recently released worrying information about Mozambique’s banking sector. According to the IMF, there are signs of “pockets of difficulty” among smaller Mozambican banks due to extremely high interest rates.

Although the outlook for the financial soundness of the banking system looks positive, bank-specific data reveals areas of vulnerability, especially among the smaller banks. High real interest rates are contributing to increased lending, which represents a significant challenge for these institutions.

The IMF also expressed concern about the persistence of high real interest rates, which are increasing financial instability and government financing risks. Mozambique’s central bank has kept the policy interest rate at 17.25% for several months, contributing to this situation.

Another point highlighted in the IMF report was the restriction on banks’ ability to finance the government, due to reserve requirements of close to 40%. Over the last five years, the banks’ share of government debt issuance has averaged 23.6% of total assets, peaking at 28.3% in August 2018 and falling to 19.8% in September 2023.

Currently, Mozambique has 15 commercial banks, 12 micro-banks, as well as credit cooperatives and savings organizations, according to data from the Bank of Mozambique (BdM).

This information from the IMF highlights the importance of addressing the high interest rates and specific vulnerabilities faced by smaller banks in Mozambique.Attention to these issues is crucial to ensure the stability and sustainable growth of the country’s financial sector.

Empresa Chinesa Dingsheng Minerals deve apresentar cronograma de projectos sociais em Chongoene

Empresa Chinesa Dingsheng Minerals deve apresentar cronograma de projectos sociais em Chongoene

A empresa chinesa Dingsheng Minerals, responsável pela exploração das areias pesadas em Chibuto, na província de Gaza, deverá apresentar amanhã o cronograma de execução dos projectos de responsabilidade social relacionados com a construção do Porto de Chongoene.

O acordo entre a empresa e a administração local foi alcançado após os residentes terem bloqueado a estrada de acesso ao futuro porto em 8 de Janeiro, protestando contra a alegada falta de contratação de mão-de-obra local, principalmente jovens, e a baixa qualidade das obras de construção de uma fonte de abastecimento de água na região, entre outras questões.

No entanto, o administrador do distrito de Chongoene, Artur Macamo, negou as alegações de que a empresa não estaria contratando jovens locais, destacando que o número de candidatos supera a oferta. Ele também reconheceu que muitos jovens no distrito não têm as habilidades técnicas necessárias para trabalhar na empresa de mineração.

Sobre a qualidade das obras de construção do sistema de abastecimento de água, Macamo admitiu que a Dingsheng iniciou os trabalhos sem coordenar com as autoridades locais, resultando em erros na execução. Ele afirmou que os Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas de Chongoene estão corrigindo o problema.

O Porto de Chongoene é considerado uma alternativa para reduzir os custos de transporte de minério de ferro para exportação e estimular a competitividade da região. Com um potencial económico de mais de 100 anos, os depósitos de areias pesadas de Chibuto são considerados alguns dos maiores do mundo.

A exportação das areias pesadas de Chibuto poderá começar ainda este semestre, com a conclusão e entrada em operação da doca de Chongoene, que será utilizada para atracar embarcações. As obras, que totalizam mais de US$ 300 milhões, são financiadas pela Dingcheng Minerais, SA, empresa de capitais chineses.

A doca de Chongoene, projetada para receber embarcações de até cinco mil toneladas, está sendo equipada com três gruas, duas das quais com capacidade para manusear 45 toneladas cada, e uma menor, de 25 toneladas. Inicialmente, está previsto o embarque diário de 20 mil toneladas de carga, com expectativa de aumentar para 40 mil toneladas em 2025.

Além das areias pesadas de Chibuto, a doca também servirá para a exportação das areias pesadas de Chongoene e Mandlakazi, cuja exploração está prevista para breve.

As operações de descarregamento e armazenamento das areias pesadas devem começar em Dezembro, após a conclusão das obras de infra-estrutura, que incluem a construção de armazéns, dormitórios, escritórios e do desembarca douro.

A entrada em operação da doca é esperada para impulsionar o desenvolvimento do distrito de Chongoene, criando oportunidades de negócios e beneficiando a comunidade em termos de responsabilidade social e corporativa. Cerca de 100 famílias afectadas pelas obras de alargamento e asfaltarem da estrada já receberam compensações.

Chinese company Dingsheng Minerals to present schedule of social projects in Chongoene

Empresa Chinesa Dingsheng Minerals deve apresentar cronograma de projectos sociais em Chongoene

The Chinese company Dingsheng Minerals, responsible for the exploitation of heavy sands in Chibuto, Gaza province, is due to present tomorrow the timetable for the implementation of social responsibility projects related to the construction of the Port of Chongoene.

The agreement between the company and the local administration was reached after residents blocked the access road to the future port on January 8, protesting against the alleged failure to hire local labor, mainly young people, and the poor quality of the construction work for a water supply in the region, among other issues.

However, the Chongoene district administrator, Artur Macamo, denied the allegations that the company was not hiring local young people, pointing out that the number of applicants exceeds supply. He also acknowledged that many young people in the district don’t have the technical skills needed to work for the mining company.

Regarding the quality of the construction work on the water supply system, Macamo admitted that Dingsheng had started work without coordinating with the local authorities, resulting in errors in execution. He said that the Chongoene District Planning and Infrastructure Services are correcting the problem.

The Port of Chongoene is considered an alternative for reducing the costs of transporting iron ore for export and stimulating the region’s competitiveness. With an economic potential of more than 100 years, Chibuto’s heavy sands deposits are considered some of the largest in the world.The export of heavy sands from Chibuto could begin this semester, with the completion and start-up of the Chongoene dock, which will be used to moor vessels.The work, which totals more than US$ 300 million, is being financed by Dingcheng Minerais, SA, a Chinese company.The Chongoene dock, designed to receive vessels of up to five thousand tons, is being equipped with three cranes, two of which can handle 45 tons each, and a smaller one of 25 tons.Initially, 20,000 tons of cargo will be shipped daily, with the expectation that this will increase to 40,000 tons by 2025.In addition to heavy sands from Chibuto, the dock will also be used to export heavy sands from Chongoene and Mandlakazi, which are expected to be exploited soon.

The unloading and storage of the heavy sands should begin in December, after the completion of the infrastructure works, which include the construction of warehouses, dormitories, offices and the dock.

Disputa entre ETG e Royal Group ameaça exportações de alimentos de Moçambique

Disputa entre ETG e Royal Group ameaça exportações de alimentos de Moçambique

Moçambique está no centro de uma disputa entre a ETG, uma empresa africana de matérias-primas, e o Royal Group, uma empresa moçambicana de comércio de alimentos. A ETG está tentando evitar a exportação de cerca de 60 milhões de dólares em alimentos apreendidos pelo Royal Group, acusando as autoridades de ajudarem ilegalmente na apreensão. A disputa, que começou em 2022, está se intensificando, levando a ETG a buscar intervenção presidencial.

Mahesh Patel, presidente da ETG, escreveu uma carta ao Presidente Filipe Nyusi, pedindo intervenção presidencial. A importância do feijão bóer de Moçambique para a Índia e os desafios enfrentados devido à baixa precipitação nas regiões de cultivo na Índia são destacados.

O texto também menciona alegações de interferência política nas exportações agrícolas de Moçambique e o impacto da disputa nos preços do feijão bóer. Com os preços actuais e a possível suspensão das importações pela Índia em jogo, a resolução dessa disputa é crucial para a estabilidade económica de Moçambique.

Dispute between ETG and Royal Group threatens Mozambique’s food exports

Disputa entre ETG e Royal Group ameaça exportações de alimentos de Moçambique

Mozambique is at the center of a dispute between ETG, an African raw materials company, and Royal Group, a Mozambican food trading company. ETG is trying to prevent the export of some 60 million dollars worth of food seized by Royal Group, accusing the authorities of illegally assisting in the seizure. The dispute, which began in 2022, is intensifying, leading ETG to seek presidential intervention.

Mahesh Patel, chairman of ETG, has written a letter to President Filipe Nyusi, asking for presidential intervention. The importance of Mozambique’s pigeonpea to India and the challenges faced due to low rainfall in India’s growing regions are highlighted.

The text also mentions allegations of political interference in Mozambique’s agricultural exports and the impact of the dispute on pigeonpea prices. With current prices and the possible suspension of imports by India at stake, the resolution of this dispute is crucial for Mozambique’s economic stability.

BVM: Moçambique coloca o equivalente a 52,6 milhões de euros em dívida na segunda operação do ano

BVM: Moçambique coloca o equivalente a 52,6 milhões de euros em dívida na segunda operação do ano

Dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) revelam que o Estado colocou o equivalente a 52,6 milhões de euros na segunda emissão de Obrigações do Tesouro de 2024, com a taxa de juro a subir para 19,5%.

Esta é a segunda emissão realizada no espaço de uma semana e, conforme a BVM, que conduziu a operação realizada na Quarta-feira (17), as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro representaram uma procura global de 4,1 mil milhões de meticais (59,8 milhões de euros), com a relação procura e oferta a atingir 102,8%.

A taxa mínima de juro foi fixada em 19,5% e a máxima em 23%, para uma maturidade de cinco anos. A emissão de Obrigações do Tesouro 2024-2.ª Série, cuja taxa de juro subiu face às anteriores, foi de 3,6 mil milhões de meticais (52,6 milhões de euros), para um montante inicialmente requerido de quatro mil milhões de meticais (58,2 milhões de euros).

Na primeira emissão de Obrigações do Tesouro do ano, realizada em 10 de Janeiro, o Estado colocou dois mil milhões de meticais (29,5 milhões de euros), com uma procura de 123,61%, pagando juros de 18%, que também subiram face às anteriores.

O Governo prevê um défice equivalente a 2,3 mil milhões de euros em 2024, financiado com novo endividamento. Segundo os documentos de suporte ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2024, o Governo espera arrecadar em receitas mais de 383,5 mil milhões de meticais (5,6 mil milhões de euros), correspondente a 25% do PIB estimado.

Do lado da despesa do Estado, a previsão orçamental para o próximo ano é de mais de 542,6 mil milhões de meticais (7,9 mil milhões de euros), equivalente a 35,3% do PIB. O défice orçamental previsto pelo Governo para 2024 é superior a 159,4 mil milhões de meticais (2,3 mil milhões de euros), um aumento de 38,6% face ao estimado para 2023.

Para financiar o défice, o Governo prevê recorrer a donativos externos, endividamento externo e crédito interno. O país também aprovou a Estratégia de Gestão da Dívida pública 2023-2026, que orienta as opções de endividamento para os próximos anos.

BVM: Mozambique places the equivalent of 52.6 million euros in debt in the second operation of the year

BVM: Moçambique coloca o equivalente a 52,6 milhões de euros em dívida na segunda operação do ano

Data from the Mozambique Stock Exchange (BVM) reveals that the state has placed the equivalent of 52.6 million euros in the second issue of 2024 Treasury Bonds, with the interest rate rising to 19.5%.

This is the second issue in the space of a week and, according to the BVM, which conducted the operation on Wednesday (17), the bids submitted by the Specialized Treasury Bond Operators represented an overall demand of 4.1 billion meticais (59.8 million euros), with the demand and supply ratio reaching 102.8%.

The minimum interest rate was set at 19.5% and the maximum at 23%, for a maturity of five years. The issue of Treasury Bonds 2024-2nd Series, whose interest rate was higher than the previous ones, amounted to 3.6 billion meticais (52.6 million euros), for an initially requested amount of 4 billion meticais (58.2 million euros).

In the first Treasury Bond issue of the year, held on January 10, the state placed two billion meticais (29.5 million euros), with a demand of 123.61%, paying interest of 18%, which was also higher than in previous issues.

The government is forecasting a deficit equivalent to 2.3 billion euros in 2024, financed by new debt. According to the documents supporting the Economic and Social Plan and State Budget (PESOE) for 2024, the government expects to collect more than 383.5 billion meticais (5.6 billion euros) in revenue, corresponding to 25% of the estimated GDP.

On the state expenditure side, the budget forecast for next year is more than 542.6 billion meticais (7.9 billion euros), equivalent to 35.3% of GDP. The budget deficit forecast by the government for 2024 is more than 159.4 billion meticais (2.3 billion euros), an increase of 38.6% on the estimate for 2023.

To finance the deficit, the government plans to resort to external donations, external debt and internal credit. The country also approved the Public Debt Management Strategy 2023-2026, which guides the debt options for the coming years.

FMI prevê retorno do projecto da TotalEnergies em Moçambique nas próximas semanas

FMI prevê retorno do projecto da TotalEnergies em Moçambique nas próximas semanas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou que um consórcio liderado pela TotalEnergies retomará provavelmente as actividades em seu projecto de gás natural liquefeito (GNL) na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, no início deste ano. De acordo com um relatório da entidade, a retomada do projecto pode ser crucial para evitar que o país tenha que reestruturar seus eurobonds no valor de 900 milhões de dólares, cujos pagamentos começarão em 2028.

“Apesar de algumas melhorias na segurança no Norte, as condições sociais continuam frágeis”, alertou o FMI. Cerca de 10% da população enfrenta insegurança alimentar, e iniciativas humanitárias, como o Programa Alimentar Mundial (PMA), enfrentam dificuldades para obter financiamento. A estabilidade na região depende significativamente da assistência humanitária.

O projecto, liderado pela empresa francesa TotalEnergies no distrito de Palma, em Cabo Delgado, está orçado em 23 bilhões de dólares, representando o maior investimento estrangeiro em Moçambique até o momento. No entanto, foi interrompido em 2021 devido a ataques terroristas islâmicos na cidade de Palma.

A retomada desse projecto é aguardada com grande expectativa, já que seu sucesso não apenas impulsionará o desenvolvimento económico de Moçambique, mas também ajudará a fortalecer a segurança e a estabilidade na região.

IMF predicts return of TotalEnergies project in Mozambique in the coming weeks

FMI prevê retorno do projecto da TotalEnergies em Moçambique nas próximas semanas

The International Monetary Fund (IMF) has announced that a consortium led by TotalEnergies will probably resume activities at its liquefied natural gas (LNG) project in Cabo Delgado province, northern Mozambique, at the beginning of this year. According to a report by the entity, the resumption of the project could be crucial to prevent the country from having to restructure its Eurobonds worth 900 million dollars, whose payments will begin in 2028.

“Despite some improvements in security in the north, social conditions remain fragile,” warned the IMF. Around 10% of the population faces food insecurity, and humanitarian initiatives such as the World Food Program (WFP) face difficulties in obtaining funding. Stability in the region depends significantly on humanitarian assistance.

The project, led by the French company TotalEnergies in the Palma district of Cabo Delgado, is budgeted at 23 billion dollars, representing the largest foreign investment in Mozambique to date. However, it was halted in 2021 due to Islamic terrorist attacks in the city of Palma.

The resumption of this project is eagerly awaited, as its success will not only boost Mozambique’s economic development, but will also help strengthen security and stability in the region.