Tuesday, April 28, 2026
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Área 1: TotalEnergies Espera Reiniciar Projecto de GNL em Janeiro

O gigante francês do petróleo e do gás, pretende retomar as suas operações no projecto de gás natural liquefeito (GNL) da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Moçambique.

A TotalEnergies, o gigante francês do petróleo e do gás, pretende retomar as suas operações no projecto de gás natural liquefeito (GNL) da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Moçambique, já em Janeiro de 2024, isto se as condições de segurança o permitirem, informou esta segunda-feira, 13 de Novembro, o portal de notícias  Rede BNN .

Sem avançar dados mais específicos sobre o assunto, o site que cita o diretor-geral da miltinacional, Patrick Pouyanné, refere que o relacionamento estará dependente do restabelecimento da paz e da estabilidade na província de Cabo Delgado e das disposições de medidas de segurança adequadas por parte das autoridades moçambicanas e das forças regionais.

Governo moçambicano também tem vindo a manifestar o seu compromisso

Patrick Pouyanne, citado pelo portal, terá ainda referido que a empresa está a trabalhar com base num orçamento e calendário revistos para o projeto, e que serão anunciados oportunamente, ainda em 2023.

Depois do Governo de Moçambique juntamente com os blocos regionais, como a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Governo ruandês, enviaram tropas e recursos para combater a insurreição e proteger as áreas do GNL, em Afungi, para uma intervenção militar tem. vindo a produzir efeitos tendo os militantes recuperado o controle de várias localizações estratégicas, incluindo Palma.

O Governo moçambicano também tem vindo a manifestar o seu compromisso e apoio ao projecto garantindo cooperação e colaboração à TotalEnergies e aos seus parceiros.

O Projecto

O projecto envolve o desenvolvimento de campos de gás offshore na bacia do Rovuma e a construção de uma fábrica de GNL em terra e de um terminal de exportação na Península de Afungi. Espera-se que o projeto gere receitas e benefícios significativos para a economia e o povo moçambicano, e que contribua para a transição e segurança energética global.

A TotalEnergies é o operador e o maior accionista do projecto, com uma participação de 26,5%. Os outros parceiros incluem a empresa pública moçambicana ENH, a empresa japonesa Mitsui, a tailandesa PTTEP e as empresas indianas ONGC Videsh, Bharat Petroleum e Oil India. O projecto assegurou contratos de longo prazo com compradores da Ásia e da Europa, como a China National Offshore Oil Corporation, a Tokyo Gas, a Centrica e a Shell.

Salim Valá: “A instabilidade global afectou o desempenho das empresas e dos investidores em Moçambique”

Salim Valá: “A instabilidade global afectou o desempenho das empresas e dos investidores em Moçambique”

O PCA da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá, disse que a instabilidade global tem afectado o desempenho das empresas e investidores nacionais, sublinhando que mesmo face às adversidades, o mercado de capitais moçambicano tem “um desempenho positivo”.

“As consequências da pandemia, as flutuações dos preços nos mercados internacionais, o bloqueio nas cadeias de distribuição globais, as fortes pressões inflacionistas resultantes das restrições económicas devido ao conflito na Europa de Leste, trouxeram mais riscos e incertezas para um clima económico que estava já turbulento”, afirmou durante a sua apresentação no Economic Briefing, que decorreu na passada quinta-feira, 9 de Novembro, em Maputo.

Segundo os presidentes da BVM, Moçambique “continua a ser influenciado pelas tendências da economia global, onde a diminuição da procura e a consequente queda dos preços das principais commodities exportadas acabam por ter um impacto negativo no nível das exportações do país.

Portanto, receios de fenómenos climáticos extremos e das consequências de conflitos geoestratégicos em áreas sensíveis do mundo, com o risco de aumento dos preços de bens básicos como combustíveis, transportes e alimentos, que são agitando os mercados internacionais, afetaram a economia”, disse ele.

No entanto, passando do contexto macroeconómico global para uma visão mais local, Salim Valá nota que, “mesmo face a estes dilemas, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tem evoluído positivamente, e a taxa de inflação tem-se mantido uma tendência descendente”, destacando também “a estabilidade do metical face ao dólar”.

Olhando para o estado do sistema financeiro moçambicano, sublinhou “a resiliência do sector bancário, que se tem mostrado sólido e bem capitalizado, com o rácio de solvabilidade fixado em 24% em Setembro de 2023, correspondendo a 12,0 pontos percentuais acima do que foi recomendado”, concluiu.

Exportação de castanha de caju rende 220 milhões de dólares

Exportação de castanha de caju rende 220 milhões de dólares

MOÇAMBIQUE obteve um rendimento de 220 milhões de dólares norte-americanos nos últimos cinco anos com a exportação de castanha de caju.

O director do Instituto das Amêndoas de Moçambique, Américo Wassiquete, disse que a castanha de caju é, até ao momento, a amêndoa cuja exportação traz mais divisas ao país.

Dissertando sobre o papel do Instituto das Amêndoas no primeiro Fórum de Investimento da província do Niassa.

Terminado fim-de-semana, Wassiquete disse que, depois da castanha de caju, a macadâmia está a ocupar um lugar expressivo nas oleaginosas.

Olhando para o seu valor comercial, Wassiquete, assume que o Instituto de Amêndoas, tende a adoptar um quadro de incentivos para o investimento.

Nampula: Sector Empresarial pede redução do IVA para 12%

Nampula: Sector Empresarial pede redução do IVA para 12%

O Conselho Empresarial Provincial de Nampula (CEP) apelou à redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) para 12%.

Segundo o vice-presidente da organização, ainda existem barreiras que prejudicam o ambiente de negócios na província.

Luís Vasconcelos apontou, por exemplo, a concorrência desleal e a centralização de alguns serviços, defendendo que “a política do sector do caju deveria defender o processamento interno da castanha”.

Ainda assim, a comunidade empresarial de Nampula acredita que o PAE, aprovado pelo governo, foi a decisão acertada, pois está gradualmente a resultar numa melhoria do ambiente de negócios.

“Estas medidas foram introduzidas para fazer face ao impacto do custo de vida, causado por factores internos como desastres naturais, terrorismo e outros factores externos ao país, principalmente ligados ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, sublinhou.

Mais sete empresas aderem ao Selo ‘’Orgulho Moçambicano. Made in Mozambique”

Sete empresas aderem ao Selo ‘’Made in Mozambique”

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, dirigiu, em Maputo, a cerimónia de atribuição de Selo ‘’Orgulho Moçambicano. Made in Mozambique” a Sete empresas de diferentes ramos de actividade económica. Trata/se das empresas Moza Banco SA, do ramo de operações bancárias, Maeva Chiken Farm Lda, do ramo de processamento de frangos e produção de ração,  Passos de África Lda, vocacionada a área de organização de feiras, congressos e outros eventos similares: Pure Diet Moçambique SA, da indústria do açúcar, SDS Engenharia e Construção Lda, do ramo de construção civil, SMAC Business Consulting Lda, do ramo do comercio a grosso, de produtos alimentares, bebidas e tabaco; e Triana Business Solutions Lda do ramo das tecnologias de informação.

Dirigindo-se aos participantes, o Ministro afirmou que a certificação “constitui o reconhecimento do Governo a estas empresas na perspectiva da valorização dos produtos e serviços nacionais e, igualmente, pelo compromisso destas no processo de melhoria contínua das práticas de negócio, e sobretudo da qualidade dos seus produtos e serviços, pois, a elegibilidade deverá ser mantida por todo o período dos cinco anos de validade da concessão“.

De acordo com o dirigente, as facilidades de circulação de pessoas e bens resultantes do avanço tecnológico e as medidas tomadas ao nível da Organização Mundial de Comércio, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Zona de Comércio Livre Continental Africano tendentes a liberalizar o comércio, tornou-se inevitável que as empresas procurem ir ao encontro das preferências dos consumidores nacionais, regionais e continental. E neste processo,  disse ser determinante observar os padrões de qualidade e boas práticas de negócio.

“Por isso, é de louvar o passo dado pelas empresas que hoje distinguimos com a marca nacional “ORGULHO MOÇAMBICANO.MADE IN MOZAMBIQUE” e as encorajamos para que não falte a criatividade e o esforço necessário para que continuem a ser empresas merecedoras da confiança e carinho de todos nós“. Disse o Ministro

Falando em representação das empresas, o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, S.A Manuel Soares disse que as empresas que receberam a certificação são de moçambicanos para moçambicanos, com expectativas de expandir parcerias quer ao nível regional como internacional. Disse ser determinante a união de esforços entre a classe empresarial, porque só assim poderão alcançar o sonho de tornar Moçambique num mercado preferencial e cada vez mais competitivo.

Índice de Robustez Empresarial: Desempenho das empresas regista ligeira melhoria no 3° trimestre

O desempenho das empresas nacionais regista uma ligeira melhoria

O desempenho das empresas nacionais registou uma ligeira melhoria no trimestre de 2023, tendo o Índice de Robustez Empresarial se fixado em 29% contra 28% do trimestre.

Este desempenho, ainda que superior ao trimestre anterior, mostra-se bastante frágil, e o mesmo foi influenciado pelo início tardio da época de comercialização agrícola, devido às cheias e inundações registadas no início do ano, o que afectou as vias de acesso e organização da rede comercial que escoa os produtos.

Estes constrangimentos enfrentados na comercialização agrícola incluem, desde as questões logísticas até ao acesso do certificado fitossanitário, a questão da gestão das quotas de exportação de feijão bóer, entre outros aspectos, comprometeram sobremaneira o desempenho das empresas.

Outra razão está aliada ao aumento de encargos financeiros com a banca, causada pela subida sucessiva da taxa MIMO de 13,25% em Janeiro de 2022 para 17,25% em Setembro de do mesmo ano, e não tendo alterado até hoje, combinado com a subida da taxa de reservas obrigatórias para 39%, o que levou ao aumento do endividamento das empresas junto a banca.

Refira-se que, cerca de 48,5% do crédito concedido vai para as empresas. Actualmente, a taxa de juro activa do mercado atingiu os 32% em Setembro, contra os 27% que estava, antes das alterações na política monetária.

Programa Energia para Todos: Energia eléctrica chega a 54 postos administrativos

Programa "Energia para Todos" abrange pelo menos 55 postos administrativos

O Presidente da República disse esta quarta-feira, 8 de Novembro, que pelo menos 54 postos administrativos foram electrificados desde 2020 no país, no âmbito da iniciativa presidencial “Energia para Todos”.

Segundo Filipe Nyusi, que falava momentos após a inauguração das redes eléctricas dos postos administrativos de Saua-Saua e Covo, na província de Nampula, norte de Moçambique, “o programa energia para todos, consiste na electrificação dos postos administrativos, iniciado em 2020 a nível nacional, está tendo registos muito satisfatórios e encorajadores”.

O chefe de Estado disse ainda que nos últimos três anos, mais de 1,2 milhões de moçambicanos tiveram acesso à electricidade, aproximando o país da meta do acesso universal à energia.

“O nosso principal objectivo é garantir que atingimos a meta do acesso universal à electricidade para todos os moçambicanos”, afirmou.

Moçambique tem 416 postos administrativos, 318 dos quais estão ligados à Rede Eléctrica Nacional, o que representa uma taxa de cobertura de 76 por cento em todo Moçambique, segundo a Electricidade de Moçambique (EDM).

Em Agosto, o presidente da EDM, Marcelino Gildo, disse que a empresa necessitava de 138,1 milhões de euros para concluir a electrificação de todos os postos administrativos de Moçambique, um passo essencial para o “grande desafio” do acesso universal à energia.

O governo moçambicano estabeleceu como meta que 57 por cento dos agregados familiares tenham acesso à rede eléctrica até ao final do ano – com uma previsão de 495 mil novas ligações – cobertura garantida pela estatal eléctrica, o que contrasta com 34 por cento no final de 2019.

Mozambique and Tanzania are preparing for the sharing of natural gas

Moçambique e Tanzânia partilham gás natural

The Tanzania Petroleum Regulatory Authority and the National Petroleum Institute of Mozambique are on the verge of signing an agreement regarding the sharing of natural gas in the border area.

This action will take place within the framework of unitization, which will reshape the energy landscape in East Africa and have far-reaching implications for both countries.

The proposed unitization agreement was revealed this past Monday (06) during a meeting between Tanzanian media and the officials from the Tanzania Petroleum Regulatory Authority.

Unitization is the process by which an oil or gas reservoir spanning multiple areas is developed jointly by the license holders.

Charles Sangweni, the Director-General of the Tanzania Petroleum Regulatory Authority, stated that the essence of the agreement stems from the unique geographical location of these gas reserves.

Unlike traditional border disputes where demarcation lies within land, in this case, the gas deposits encompass an area that transcends both national borders.

The complex and sensitive issue of resource sharing brought Mozambique and Tanzania to the negotiating table, recognizing the potential for significant overlap in gas reserves.

The gas reserves extend to the south of Tanzania, where Blocks 4/1B and 4/1C overlap with the Mozambique border. On the other hand, Mozambique has discovered 172 trillion cubic feet of gas in the North Belt area, specifically in Blocks 5/A and 5/B.

It is now believed that these reserves may overlap with Tanzania’s territory, leading to further exploration.

Sangweni emphasized the global precedent of unitization agreements in such cases, through which countries collaborate to share resources when reserves overlap.

The head of the Tanzania Petroleum Regulatory Authority stated, “To implement this, we have been in contact with our colleagues through the Ministry of Foreign Affairs and the Ministry of Industry and Energy so that we can now conclude a Memorandum of Understanding that will bring cooperation in various areas, including the celebration of a unitization agreement.

Banco de Desenvolvimento Alemão investe 21 milhões de dólares em energias renováveis no país

Alemanha focada em fomentar centrais solares

O Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) pretende investir até 21 milhões de dólares para apoiar a construção de centrais solares fotovoltaicas e hidroeléctricas em Moçambique. O investimento faz parte do programa Global Electricity Transition Feed-in-Tariff (GET FiT), que visa melhorar a electrificação do País até 2030.

De acordo com o site Energy Capital & Power, esta segunda fase do programa de implantação de centrais solares proporcionará incentivos aos produtores independentes de energia para participarem na expansão das renováveis.

“A energia hidroeléctrica tem um enorme potencial em Moçambique para gerar energia amiga do clima e, se for fornecida de forma fiável, contribuirá para o desenvolvimento económico do País”, afirmou o gestor de Portfólio do Banco, Marco Freitag.

Segundo o responsável, “espera-se que o investimento de 21 milhões de dólares permita a entrada de mais empresas no mercado energético moçambicano.

Além disso, apoiará a ligação de centrais hidroeléctricas à rede nacional, com foco específico nas zonas norte e centro de Moçambique, onde aproximadamente 80% da população vive em pobreza energética”.

“O programa também desenvolverá contratos padronizados e processos de aprovação para investidores privados, agilizando os procedimentos de entrada em Moçambique, reduzindo ao mesmo tempo os custos e permitindo tarifas de electricidade favoráveis”, explicou.

Marco Freitag recordou que a primeira fase do GET FiT contou com a mobilização de 26,3 milhões de dólares, e que estão já a ser executados projectos solares privados.

Solar energy production could quadruple in the country by 2024

País caminha para quadruplicar a enregia solar

Solar energy production in Mozambique is expected to nearly quadruple in 2024, based on the expansion of over a dozen solar parks, although it still represents a relatively small portion of the total, according to documents accompanying the budget proposal for 2024.

According to the document being discussed in parliament, which Lusa had access to today, the installed capacity of solar parks in 2023 was estimated by the Mozambican government to be 71,777 megawatt-hours (MWh), which is projected to grow to 278,519 MWh next year, an increase of 288 percent in the span of a year.

Only the Mocuba solar power plant in the province of Zambézia, located in the center of the country, is expected to increase its production by 5 percent to 73,067 MWh next year, according to government forecasts.

Mozambique aims to produce a total of 18,496,557 MWh of solar energy in 2024. This would represent a 1 percent reduction compared to 2023, primarily in hydroelectric power (14,995,899 MWh, -2%), mainly from the Cahora Bassa Hydroelectric Plant (HCB), with 14,506,036 MWh (-3%), but accounting for 82% of the entire national production structure.

“Comparing the estimated production and sales for 2023, HCB anticipates a reduction in energy production and sales for 2024 due to repair work on the diffuser gates (preparatory activities for the Central Rehabilitation Project – RS2) that will render generators 4 and 5 of the group unavailable,” the document reads.

The Mozambican state-owned electricity producer and distributor, Electricidade de Moçambique (EDM), anticipates a 7 percent growth in production in 2024 compared to projections for 2023, influenced by the substantial increase in production from the Mavuzi and Chicamba hydroelectric plants.