Thursday, September 24, 2026
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CTA e Sasol fortalecem parceria estratégica para impulsionar negócios em hidrocarbonetos

CTA e Sasol fortalecem parceria estratégica para impulsionar negócios em hidrocarbonetos

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), formalizou uma parceria estratégica com a Sasol. O acordo, assinado durante uma gala empresarial nesta Terça-feira, 12 de Dezembro, visa fomentar oportunidades de negócios nos projectos de hidrocarbonetos conduzidos pela Sasol.

O memorando, rubricado pelo Director-Geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, e pelo Presidente do Conselho de Administração da CTA, Agostinho Vuma, estabelece uma colaboração que se estende à partilha de informações com a comunidade empresarial moçambicana. O objectivo é informar sobre as oportunidades de aquisição de bens e serviços nos projectos em desenvolvimento pela petroquímica.

O acordo não se limita à troca de informações; inclui também a organização de missões empresariais. Essas missões têm como propósito facilitar a criação de parcerias entre fornecedores locais e estrangeiros da cadeia de valor da indústria de petróleo e gás. No âmbito do acordo, a CTA disponibilizará à Sasol sua base de fornecedores locais, promovendo uma maior inclusão de empresas moçambicanas nos projectos da empresa sul-africana.

A Sasol, por sua vez, compromete-se a compartilhar sua perspectiva sobre as áreas e competências a serem desenvolvidas pelos fornecedores. Isso permitirá às partes envolvidas explorar colaborativamente maneiras de promover o desenvolvimento de capacidades e competências, fortalecendo ainda mais a presença local nos projectos de hidrocarbonetos.

Este acordo não apenas reforça laços comerciais, mas também representa um passo significativo em direcção ao desenvolvimento económico sustentável, incentivando a participação activa de empresas moçambicanas em projectos estratégicos do sector de energia.

CTA and Sasol strengthen strategic partnership to boost hydrocarbon business

CTA e Sasol fortalecem parceria estratégica para impulsionar negócios em hidrocarbonetos

The Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA) has formalized a strategic partnership with Sasol. The agreement, signed during a business gala on Tuesday, December 12, aims to foster business opportunities in the hydrocarbon projects run by Sasol.
The memorandum, initialed by Sasol’s General Manager in Mozambique, Ovídio Rodolfo, and the Chairman of the Board of Directors of CTA, Agostinho Vuma, establishes a collaboration that extends to sharing information with the Mozambican business community. The aim is to provide information on the opportunities for acquiring goods and services in the projects being developed by the petrochemical company.

The agreement is not limited to the exchange of information; it also includes the organization of business missions. The purpose of these missions is to facilitate the creation of partnerships between local and foreign suppliers in the oil and gas industry value chain. Under the agreement, CTA will make its local supplier base available to Sasol, promoting greater inclusion of Mozambican companies in the South African company’s projects.
Sasol, for its part, undertakes to share its perspective on the areas and skills to be developed by the suppliers. This will allow the parties involved to collaboratively explore ways to promote the development of capacities and skills, further strengthening the local presence in hydrocarbon projects.
This agreement not only strengthens commercial ties, but also represents a significant step towards sustainable economic development, encouraging the active participation of Mozambican companies in strategic projects in the energy sector.

HCB alcança produção anual de 15,7 milhões de MWh

HCB alcança produção anual de 15,7 milhões de MWh

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou uma conquista notável, ao ultrapassar em 12% a meta anual de produção prevista para 2023, alcançando 15,7 milhões de MWh ainda no final de Novembro. Esta superação representa um aumento de 1,9% em relação ao volume produzido em 2022.

O sucesso é atribuído aos programas contínuos de reforço na operação e manutenção dos equipamentos de geração e transporte energéticos. Em comunicado, a empresa destaca o impacto positivo desse desempenho, resultando em receitas que registaram um notável incremento de 29% em comparação com o mesmo período de 2022. Essa conquista contribuirá significativamente para a consolidação da robustez económica-financeira da HCB.

Até Novembro passado, a HCB canalizou para a economia nacional e para o Estado moçambicano um montante expressivo de cerca de 13,06 mil milhões de meticais. Esse valor inclui impostos, taxa de concessão e dividendos. Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, destaca que esse aporte financeiro ocorreu num contexto em que a empresa implementou uma nova estrutura orgânica e de recursos humanos, visando preparar-se para os desafios do sector energético nacional e regional.

Financeiramente saudável, a hidroeléctrica planeia continuar investindo na expansão e diversificação do negócio. Projectos futuros incluem a reactivação da Central Norte, com uma capacidade estimada de 1.245 MW, e a implementação de uma central fotovoltaica com até 400 MW. A HCB se posiciona como uma peça fundamental no cenário energético, pronta para enfrentar os desafios e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

HCB reaches annual production of 15.7 million MWh

HCB alcança produção anual de 15,7 milhões de MWh

Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) has announced a remarkable achievement, surpassing its annual production target for 2023 by 12%, reaching 15.7 million MWh by the end of November. This represents a 1.9% increase on the volume produced in 2022.
The success is attributed to ongoing programs to strengthen the operation and maintenance of energy generation and transport equipment. In a statement, the company highlights the positive impact of this performance, resulting in revenues that registered a notable increase of 29% compared to the same period in 2022. This achievement will contribute significantly to consolidating HCB’s economic and financial strength.
As of last November, HCB had channeled a significant amount of around 13.06 billion meticais into the national economy and the Mozambican state. This amount includes taxes, concession fees and dividends. Tomás Matola, Chairman of HCB’s Board of Directors, points out that this financial contribution has taken place in a context in which the company has implemented a new organic structure and human resources, with the aim of preparing itself for the challenges of the national and regional energy sector.

Financially healthy, the hydroelectric plant plans to continue investing in the expansion and diversification of the business. Future projects include the reactivation of the North Plant, with an estimated capacity of 1,245 MW, and the implementation of a photovoltaic plant with up to 400 MW. HCB is positioning itself as a key player on the energy scene, ready to face up to the challenges and contribute to sustainable development.

A Rare Earths, subsidiária da Altona apresenta pedido de licença para execução de projecto em Moçambique.

A Rare Earths subsidiária da Altona apresenta pedido de licença para execucção de projecto em Moçambique

A empresa de exploração e desenvolvimento de recursos Altona, cotada em Londres, afirma que a sua subsidiária Monte Muambe Mining apresentou um pedido de licença mineira, ou concessão mineira, para o projecto de terras raras de Monte Muambe, em Moçambique.

De acordo com Mining Weekly, espera-se que o Ministro dos Recursos Minerais e da Energia do país comunique a sua decisão relativamente ao pedido de licença mineira no prazo de 190 dias.

“Estamos muito satisfeitos por termos apresentado o nosso pedido de licença mineira para Monte Muambe, o que reflecte a nossa confiança inabalável no projecto. O pedido constitui um marco fundamental na nossa jornada para transformar o que eram, há apenas três anos, algumas intercepções positivas de furos de sondagem, numa operação mineira de terras raras.

“O projecto trará benefícios sociais e económicos substanciais não só para a comunidade local na província de Tete, em Moçambique, mas também para toda a nação. Estamos ansiosos por aprofundar a nossa relação com o Ministério dos Recursos Minerais e da Energia, à medida que trabalhamos para a aprovação da licença mineira.

“Os nossos esforços contínuos estão concentrados em reduzir ainda mais o risco do projecto, com ênfase particular no avanço dos estudos metalúrgicos”, diz o CEO da Altona, Cedric Simonet.

Moçambique aprova histórica lei para a criação do Fundo Soberano

A Assembleia da República (AR) aprovou, esta quarta-feira, dia 13, em Definitivo, a Proposta de Lei do Plano Economico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2024. A aprovação desta Proposta de Lei foi mediante o processo de votação que forneceu os seguintes resultados: Deputados presentes- 224; Abstenções- 0; Votos Contra- 50; e Votos s Favor- 174.

Ainda ontem, a AR aprovou, na Generalidade, a Proposta de Lei que Cria o Fundo Soberano de Moçambique (FSM), um instrumento que vai contribuir para o alavancar do desenvolvimento económico e social do País e para a estabilização do Orçamento do Estado. A aprovação desta Proposta de Lei foi mediante o processo de votação que forneceu os seguintes resultados: Deputados presentes- 196; Abstenções- 0; Votos Contra- 36; e Votos s Favor- 160.

De autoria do Governo, o documento tem em vista contrariar a volatilidade das receitas petrolíferas e acumular poupanças para as futuras gerações, através da colecta de receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural e as resultantes dos respectivos investimentos.  

A Proposta de Lei que Cria o FSM visa, igualmente, maximizar os ganhos decorrentes da exploração e desenvolvimento dos recursos naturais não renováveis, defendendo-se contra a elevada volatilidade que caracteriza os preços internacionais dos mesmos e com o objectivo primordial de beneficiar as gerações presentes e futuras.

O número 1 do artigo 5 desta Proposta de Lei explica que “são receitas do FSM as provenientes de produção de gás natural liquefeito das Áreas 1 e 4 Offshore da Bacia do Rovuma e futuros projectos de desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural e retorno dos investimentos das receitas do FSM”.

O número 2 do mesmo artigo explicita que “a base de incidência para o apuramento das receitas do FSM comporta a receita tributária bruta proveniente da exploração dos recursos petrolíferos, nomeadamente, Impostos sobre a Produção do Petróleo e Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, incluindo o resultante da tributação de mais-valias, bónus de produção, nos termos a regulamentar e partilha de produção a partir do Petróleo-Lucro, nos termos a regulamentar”.

“Na sua estrutura de governação, pretende-se que o Fundo Soberano faça o aproveitamento integral das instituições existentes no País, guiando-se pelos princípios de boa governação, transparência, responsabilidade, independência e inclusão, em linha com as melhores práticas internacionais conforme declarado nos princípios e praticas geralmente aceites 2008-GAPP 2028 (princípios de Santiago) ”, lê-se na fundamentação do Governo.

Mozambique approves historic law to create Sovereign Wealth Fund

On Wednesday the 13th, the Assembly of the Republic (AR) gave final approval to the Draft Law on the Economic and Social Plan and State Budget (PESOE) for 2024. The approval of this Bill was achieved through a voting process that produced the following results: Members present- 224; Abstentions- 0; Votes Against- 50; and Votes In Favor- 174.

Also yesterday, the General Assembly approved the Bill that creates the Sovereign Fund of Mozambique (FSM), an instrument that will help leverage the country’s economic and social development and stabilize the State Budget. This Bill was approved through a voting process which produced the following results: Members Present – 196; Abstentions – 0; Votes Against – 36; and Votes In Favor – 160.

Authored by the government, the document aims to counteract the volatility of oil revenues and accumulate savings for future generations, by collecting revenues from oil and natural gas exploration and those resulting from the respective investments.

The Draft Law Creating the WSF also aims to maximize the gains from the exploration and development of non-renewable natural resources, defending against the high volatility that characterizes their international prices and with the primary objective of benefiting present and future generations.

Article 5(1) of this Bill explains that “WSF revenues are those from the production of liquefied natural gas from Areas 1 and 4 Offshore of the Rovuma Basin and future projects for the development and production of oil and natural gas and the return on investment of WSF revenues”.

Paragraph 2 of the same article explains that “the tax base for calculating WSF revenues includes gross tax revenue from the exploitation of petroleum resources, namely, Petroleum Production Tax and Corporate Income Tax, including that resulting from the taxation of capital gains, production bonuses, under the terms to be regulated and production sharing from Profit Oil, under the terms to be regulated”.

“In its governance structure, it is intended that the Sovereign Fund will make full use of the existing institutions in the country, guided by the principles of good governance, transparency, accountability, independence and inclusion, in line with international best practices as stated in the generally accepted principles and practices 2008-GAPP 2028 (Santiago principles),” reads the government’s statement of reasons.

Banco Africano de Desenvolvimento renova compromisso com projectos de energia em Moçambique

Banco Africano de Desenvolvimento renova compromisso com projectos de energia em Moçambique

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) reafirmou seu compromisso em apoiar os projectos de geração de energia em Moçambique, destacando seu papel crucial no desenvolvimento do sector. O anúncio foi feito durante a cerimónia de assinatura dos acordos de parceria para a implementação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, realizada nesta Quarta-feira, 13 de Dezembro, em Maputo.

Henry Baldeh, representante do BAD em Moçambique, assegurou que a instituição continuará a apoiar os esforços do governo moçambicano no fornecimento de energia, fornecendo garantias e investimentos financeiros necessários para garantir o sucesso dos projectos em andamento. “Fiquem descansados porque o BAD, como parceiro do desenvolvimento e crescimento, vai continuar a apoiar os esforços do Governo para o fornecimento de energia conveniente”, afirmou Baldeh.

Durante seu discurso, Baldeh ressaltou o comprometimento do BAD em desempenhar um papel activo como conselheiro do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, um empreendimento ambicioso que visa desenvolver uma barragem, uma central hidroeléctrica com capacidade de até 1500 MW e uma linha de transporte de energia eléctrica em alta tensão de 1300 Km.

“Somo parceiros comprometidos e, por isso, vamos continuar a apoiar a liderança e as próximas fases do projecto. A infra-estrutura vai ajudar a industrializar a economia e a consolidar a posição do País enquanto produtor de energia”, destacou Baldeh, enfatizando a importância estratégica do projecto para o desenvolvimento inclusivo e sustentável em Moçambique.

Com um custo estimado de 4,5 mil milhões de dólares, o projecto Mphanda Nkuwa é considerado um marco significativo para o país, abordando não apenas as necessidades de energia, mas também equilibrando a disponibilidade de água, segurança alimentar e desenvolvimento inclusivo. A conclusão desse empreendimento está prevista para 2031, representando um passo crucial na busca por uma matriz energética mais robusta e sustentável em Moçambique.

African Development Bank renews commitment to energy projects in Mozambique

Banco Africano de Desenvolvimento renova compromisso com projectos de energia em Moçambique

The African Development Bank has reaffirmed its commitment to supporting power generation projects in Mozambique, highlighting its crucial role in the sector’s development. The announcement was made during the signing ceremony of the partnership agreements for the implementation of the Mphanda Nkuwa hydroelectric project, held on Wednesday, December 13, in Maputo.
Henry Baldeh, the AfDB’s representative in Mozambique, assured that the institution would continue to support the Mozambican government’s efforts to supply energy, providing the guarantees and financial investments needed to ensure the success of the projects underway. “Rest assured that the ADB, as a partner in development and growth, will continue to support the government’s efforts to provide convenient energy,” said Baldeh.

During his speech, Baldeh stressed the AfDB’s commitment to playing an active role as an advisor to the Mphanda Nkuwa hydroelectric project, an ambitious undertaking that aims to develop a dam, a hydroelectric power station with a capacity of up to 1500 MW and a 1300 km high-voltage power transmission line.
“We are committed partners and will therefore continue to support the leadership and the next phases of the project. The infrastructure will help industrialize the economy and consolidate the country’s position as an energy producer,” said Baldeh, emphasizing the strategic importance of the project for inclusive and sustainable development in Mozambique.
With an estimated cost of 4.5 billion dollars, the Mphanda Nkuwa project is considered a significant milestone for the country, addressing not only energy needs, but also balancing water availability, food security and inclusive development. Completion of this project is scheduled for 2031, representing a crucial step in the search for a more robust and sustainable energy matrix in Mozambique.

Governo e parceiro estratégico assinam acordo de parceria para a implementação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa

O Governo de Moçambique, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), representado pelo Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), a Eletricidade de Moçambique (EDM), a Hidroeléctrica da Cahora Bassa (HCB) e o Parceiro Estratégico assinaram hoje, em Maputo, dois Acordos de Parceria para a Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, formalizando a entrada do parceiro no projecto.

O Parceiro Estratégico, o consórcio selecionado liderado pela Electricité de France (EDF), composto pela TotalEnergies e pela Sumitomo Corporation, irá desenvolver, construir e operar o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, com um valor de investimento estimado em 5 mil milhões de dólares americanos.

O consórcio franco-japonês é o accionista maioritário, com uma participação de 70% no empreendimento, cabendo à EDM e à HCB os restantes 30%. O parceiro estratégico apoiará igualmente a EDM no desenvolvimento da linha de transporte de electricidade de alta tensão.

O projecto envolve a construção de uma barragem e de uma central hidroeléctrica com uma capacidade de produção de 1.500MW para a fase 1, no rio Zambeze, na província de Tete, no norte de Moçambique.

A central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa é considerada vital para impulsionar a economia de Moçambique, fornecendo energia limpa abundante e competitiva para grandes projectos industriais, um programa de eletrificação e exportando o excedente para a região.

A central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa é considerada um pilar central da estratégia de transição energética recentemente aprovada pelo Governo de Moçambique.

Com estes acordos, para além do acesso a capitais privados competitivos e a financiamentos públicos concessionais, os moçambicanos terão acesso às melhores práticas internacionais nos vários domínios, a tecnologias comprovadas e modernas, à formação e certificação de pessoal moçambicano e a empregos qualitativos de longa duração.

A implementação do projecto incluirá também iniciativas de reassentamento, compensação ambiental, desenvolvimento socioeconómico local e regional, de acordo com as práticas e a legislação nacional e internacional, com a assistência técnica dos parceiros de desenvolvimento e das instituições financeiras multilaterais.

“A assinatura destes acordos na presença de S. Exa. o Presidente da República é, por si só, um marco histórico e uma demonstração inquestionável do empenho do Governo neste processo e no projecto”, afirmou Carlos Yum, Director Geral do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa.

Ao assinar o acordo, o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Dr. Carlos Zacarias, sublinhou o potencial do projecto de Mphanda Nkuwa para alavancar uma nova era de renascimento dos projectos hidroeléctricos em Moçambique, para acelerar a transição energética e a industrialização verde.

“Este é o primeiro passo concreto para Moçambique capitalizar o imenso potencial hidroeléctrico do rio Zambeze e os outros recursos energéticos do país, para fornecer electricidade de baixo custo à nossa população e indústria, e para se posicionar como um exportador regional de energia limpa”, declarou Carlos Zacarias.

“Para a França, Moçambique é um parceiro estratégico na região: como nosso vizinho (as nossas costas estão apenas a 400 km de distância!) e como nosso amigo. Acreditamos firmemente que o seu desenvolvimento sustentável é fundamental para a estabilidade e a prosperidade de toda a região. Este projecto constitui um poderoso exemplo da ambição que partilhamos com Moçambique: garantir que o nosso parceiro seja capaz de fornecer energia limpa a todos os seus cidadãos e explorar todo o seu potencial em matéria de energias renováveis. Estamos confiantes que Moçambique estará em breve entre os líderes da energia hidroeléctrica na região!” afirma Chrysoula ZACHAROPOULOU, Ministra de Estado para o Desenvolvimento, Francofonia e Parcerias Internacionais de França.

De acordo com o calendário apresentado, a primeira turbina deverá estar a funcionar em 2031. A selecção do parceiro estratégico e a assinatura destes acordos são o culminar de um processo competitivo, rigoroso e transparente que teve início em junho de 2022.

O evento contou com a presença do Chefe de Estado, S.E. o Presidente da República, membros do Governo, a Secretária de Estado em representação do Governo Francês, Sra. Zacharopoulou, representantes do Corpo Diplomático acreditado em Moçambique, representantes das empresas do consórcio seleccionado, os presidentes da EDM e HCB e outras empresas públicas, empresários, entre outros.

NOTA AOS EDITORES

Com um custo estimado de 5 mil milhões de dólares americanos, o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa inclui o desenvolvimento de uma barragem a fio de água, localizada 61 quilómetros a jusante de Cahora Bassa, no rio Zambeze, na província de Tete. Uma central hidroeléctrica com uma capacidade instalada de até 1.500 megawatts e uma linha de transporte de energia de alta tensão de Tete a Maputo de aproximadamente 1.300 quilómetros.

O projecto está a ser implementado em estrita conformidade com as normas e ferramentas globais internacionalmente aceites em matéria de Ambiente, Sociedade e Governação (ESG) para mitigar os impactos negativos e maximizar os aspectos positivos, avaliação e certificação de projectos, que dão prioridade à criação de oportunidades para as comunidades locais e minimizam e mitigam os impactos adversos no património da biodiversidade.

O projecto será a opção de menor custo para a produção de energia. Posicionará Moçambique como um centro regional de energia, contribuindo para o acesso universal e a industrialização, a criação de emprego, a formação técnica e as exportações de energia. O projecto Mphanda Nkuwa será fundamental para o processo de transição energética e descarbonização na região austral do continente africano.