Monday, April 27, 2026
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Cabo delgado: estabilização da segurança permite retoma de projectos

FMI aponta avanços dos megaprojectos no país

A estabilização da situação de segurança na província de Cabo Delgado abre boas perspectivas para o país nos próximos anos e permite o reinício dos grandes projectos de exploração de recursos naturais.

Esta afirmação foi feita semana finda, em Maputo, por Pablo Lopez-Murphy, chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), no final da visita de trabalho a Moçambique, no quadro da terceira revisão do acordo de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em Inglês).

Lopez-Murphy afirmou que o FMI dispõe de informação de que a situação de segurança nos distritos que acolhem os empreendimentos de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL) está a melhorar.

“Eu não ficaria surpreso se os grandes projectos que estão em andamento fossem reiniciados em breve. Pensamos que o futuro de Moçambique é brilhante e que haverá muitas oportunidades de investimento e de negócio”, disse.

Como tudo iniciou

Os ataques armados em Cabo Delgado iniciaram em finais de 2017, quando os insurgentes introduziram em aldeias de alguns distritos da província do Norte de Moçambique.

Na altura, a primeira ofensiva aconteceu num posto de controlo da Polícia, na aldeia Awasse, há cerca de 40 quilómetros da vila de Mocímboa da Praia.

Num curto espaço de tempo, os insurgentes assaltaram a esquadra distrital da PRM, depois o quartel das Forças de Defesa e Segurança e, mais tarde, a cadeia distrital onde foram soltos quase todos os prisioneiros.

Depois desses episódios sucederam-se mais ataques até que no início de 2021, os insurgentes irromperam em aldeias do distrito de Palma e abriram fogo contra residências, instituições públicas, instalações turísticas.

A situação levou a que Governo decretasse estado de calamidade, devido ao recrudescimento da violência armada,que provocou uma das maiores crises humanitárias pó-independência.

No dia 25 de Abril do mesmo ano, a TotalEnergies, líder do Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bacia do Rovuma anunciaa retirada do seu pessoal e interrupção das suas actividades na península de Afungi. A petrolífera francesa designou o motivo da decisão como Força Maior.

Porém, actualmente, a situação está a ser controlada e a tranquilidade começa a despontar. A intervenção militar cujunta entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS), da SADC e do Ruanda está a dar resultados e as certezas cada vez mais presentes.

Energias renováveis com 70 por cento de peso na matriz energética nacional

EDMreforça estratéfia de energeias renováveis

A Electricidade de Moçambique (EDM) confirma que as energias renováveis têm um desempenho de 70 por cento de peso sob a matriz energética nacional, assumindo-se como aposta para garantir o acesso à energia para toda a população até 2030. Quem o diz é Mónica Olga Utchavo, directora do Departamento das Energias Renováveis na empresa.

Recentemente, cerca de 55 MW foram adicionados a rede através das centrais de Cuamba, com 15 MW, e de Mocuba com 40 MW, confirmando a importância das fontes sustentáveis de geração de energia, alicerçadas pelas condições político-

Para a EDM, joga papel determinante para o desempenho das energias renováveis, no país, as centrais hídricas como a Hidroeléctrica da Cahora Bassa que contribui com mais de 2000 MW, centrais de Mavuzi e Chicamba e as mini-hídricas em Cuamba, Lichinga, na província de Niassa, zona norte e Corumane na província de Maputo, para alem outras tecnologias solar e eólicos, bem como a contribuição do gás natural.

“Há ainda um trabalho a nível interno para aferir a penetração das energias renováveis, mas garantimos que neste momento as energias renováveis têm 70 por cento de peso na matriz energética nacional”, afirmou Uchavo.

Mais capacidade energética para 2024

Partilhou que mais 120 MW poderão entrar em construção no início do próximo ano, para além da central de Metoro em Cabo Delgado, que devido a constrangimentos de vária ordem ainda não adicionou a sua produção a rede eléctrica nacional, no quadro de um plano em que a Electricidade de Moçambique, no geral, espera produzir 600 MW até 2030.

De acordo com a fonte, há trabalhos em curso para a criação de corredores verdes, não só para permitir os 600 MW, mas também a nível de transmissão para garantir a evacuação dessa produção para os mercados de consumo, materializando o desiderato de tornar o país num ʺhubʺ regional, através de interligação.

Moçambique participa do 20º Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África

AGOA debate oportunidades entre países africanos

A cidade sul-africana de Joanesburgo acolhe, de hoje a sábado, o vigésimo Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA).

Trata-se de uma iniciativa comercial dos Estados Unidos da América, aprovada no ano dois mil, para aprofundar os laços comerciais com a África Subsahariana e ajudar os países africanos a desenvolver as suas economias.

Moçambique está presente neste Fórum através de uma delegação chefiada pelo Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que chegou ontem á capital económica sul-africana.

Segundo o site da Rádio Moçambique, integram a delegação, os Embaixadores de Moçambique nos Estados Unidos e na África do Sul e um grupo de empresários das províncias de Nampula, Maputo e Sofala.

Oportunidades entre os países africanos

Até ao próximo sábado, o Fórum vai discutir vários temas, com destaque para o impacto económico e de desenvolvimento resultantes da aplicação da Lei do Crescimento e de Oportunidades e das cadeias de valor regionais que se formaram no continente africano.

Esta será a tónica do discurso de abertura, a ser proferido, esta sexta-feira, pelo presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que vai abordar as prioridades e oportunidades partilhadas para tornar a Lei de Crescimento de Oportunidades para África mais transformadora.

Vários países africanos estão a pressionar para a prorrogação da iniciativa para além de dois mil e vinte e cinco. Há a convicção de que a extensão da iniciativa vai apoiar ainda mais a zona de comércio livre continental africana.

Um dos grandes destaques do Fórum será a realização da exposição “Made In Africa” , que vai apresentar as cadeias de valor regionais no continente africano. Cada país presente participa com cerca de dez empresas.

O vigésimo Fórum da Lei de Crescimento e Oportunidades para África vai decorrer sob o lema Parcerias para Construir um AGOA resiliente, sustentável e inclusivo para apoiar a economia em Desenvolvimento, Industrialização e Criação de Emprego de Qualidade.

Noruega disponibiliza fundos para o processamento de café no Parque Nacional da Gorongosa

Café de Gorongosa vai ter unidade de processamento

A Noruega vai canalizar ao Parque da Gorongosa, 2 milhões de Coroas Norueguesas para aquisição duma unidade de processamento de café produzido na Serra da Gorongosa pelos pequenos produtores e camponeses.

Para o feito foi rubricado, na quarta-feira, na cidade de Maputo, um acordo de cooperação entre o embaixador da Noruega, Haakon Gram-Johannessen e pelo Presidente do Projecto de Restauração da Gorongosa, Greg Carr.

Segundo um comunicado da entidade, a iniciativa vai estimular a produção local, aumentar os rendimentos dos beneficiários e dinamizar a economia  das comunidades.

Gram-Johannessen e Carr expressaram a sua satisfação pela iniciativa e mostraram-se expectantes em relação ao incremento da produção do café da Gorongosa.

No mês de Julho passado,  as autoridades do Parque Nacional de Gorongosa (PNG) anunciaram que o distrito poderá duplicar a sua produção de café, passando das actuais 400 mil mudas para 800 mil por campanha, na sequência do fim de hostilidades e encerramento da última base militar da Renamo, em Vunduzi, província de Sofala.

Ainda este ano, em Junho, Moçambique aderiu à Organização Internacional do Café (OIC), feito que contribuirá para colocar o café nacional nos maiores mercados internacionais do mundo.

Sobre o Parque Nacional de Gorongosa

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) em Moçambique é, talvez, “a maior história de restauração da vida selvagemem África”. O PNG foi descrito como um dos mais diversos parques da Terra, cobrindo uma vasta extensão de 400.000 hectares.

Em 2008, foi estabelecida uma Parceria Público-Privada de 20 anos para a gestão conjunta do PNG entre o Governo moçambicano e a Fundação Carr (Projecto de Restauração da Gorongosa), uma organização sem fins lucrativos dos EUA.

Em 2018, o Governo de Moçambique assinou uma prorrogação do acordo de gestão conjunta por mais 25 anos, adoptando um modelo de conservação do século XXI para equilibrar as necessidades da fauna bravia e das pessoas. Agora, com uma unidade de processamento de café no local, o parque terá mais destaque ainda.

HCB faz mais de 12 mil GWh no 3º trimestre de 2023 e poderá superar a meta anual

HCB prevê superar metas anuais

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) S.A. registou até ao final do terceiro trimestre de 2023, uma produção hidro-energética na ordem dos 12.120,4 Gigawatts (GWh), uma cifra correspondente a 14,3 por cento acima do planeado.

As projeções para este ano apontavam para uma meta de produção em torno de 14.292 GWh, mas com este resultado, a empresa antevê uma superação para 15.488 GWh, o que “reforçará a posição estratégica de Moçambique como um polo energético regional”, segundo aponta uma nota enviada à nossa redação.

“No período em análise, a HCB logrou alcançar uma facturação de pouco mais de 54,2% das receitas planeadas para o período, ao mesmo tempo que encerrou com sucesso as negociações sobre o ajustamento da tarifa de exportação de energia. Estes factores conjugados, representam ganhos significativos para a Empresa e para o País”, afirmou Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB.

“As cifras apresentadas contribuirão para a realização de investimentos críticos nos equipamentos da cadeia de produção e em projectos de incremento da capacidade de geração energética, que se prevê chegar aos 4.000 Megawatts (MW), até 2032”, enfatizou o gestor.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa refere que dispõe, neste momento, de uma cota de armazenamento em torno de 323.47 metros, correspondente à capacidade útil de 87 por cento, resultante da quantidade de água proveniente das barragens de montante e dos escoamentos gerados na Bacia Própria de Cahora Bassa.

A nota sublinha que a presente cota é “satisfatória” e, se for conciliada com uma gestão criteriosa, técnico-científica e por meios tecnológicos ao dispor da empresa, assegurará o processo de geração de energia até ao final do ano em curso.

FMI aponta resiliência económica de Moçambique e faz previsões positivas do GNL

FMI avança previsões positivas para Moçambique

O crescimento económico global de Moçambique permanece resiliente e está projectado em 6 por cento em 2023. As perspectivas para o sector extractivo são “fortes”, uma vez que se espera que os grandes projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) retomem as actividades, face a melhorias de condições de segurança na província do Cabo Delgado.

As conclusões são do Fundo Monetário Internacional (FMI), que manteve encontros de alto nível com o Governo moçambicano de 18 a 31 de Outubro passado.

“A equipa do FMI manteve discussões construtivas e frutíferas com as autoridades moçambicanas sobre as políticas económicas e financeiras necessárias para apoiar a conclusão da Terceira Revisão do Programa ao Abrigo do Acordo (ECF)”, anunciou Pablo Murphy, chefe da equipa do FMI.

Durante as reuniões, a instituição financeira internacional anotou que as autoridades moçambicans implementaram “uma forte correção para ajudar a colocar a política orçamental de volta no bom caminho, para lidar com o défice orçamental em 2022.

“A consolidação orçamental deverá continuar em 2024, em conformidade com a proposta de orçamento enviada ao Parlamento. A manutenção da disciplina orçamental em 2024 continua a ser fundamental num contexto de condições de financiamento internas e externas restritivas”, argumentou Murphy.

Ainda no âmbito da estabilização dos indicadores do crescimento económico, o FMI considera que o Governo registou progressos nas reformas estruturais previstas no programa orçamental.

“Foi adoptado um diploma ministerial para a tributação da produção de minerais e está em vigor um novo sistema de tributação electrónica, para a cobrança de todos os impostos. O corpo técnico do Fundo incentiva o avanço das reformas para reforçar a governação e reduzir as vulnerabilidades à corrupção”, afirmou.

A equipa do Fundo Monetário Internacional reuniu-se com o Primeiro-ministro Adriano Maleiane, o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela e outros altos funcionários, naquela foi a Terceira Revisão ao Abrigo do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF).

A missão também reuniu-se com representantes da sociedade civil, partidos políticos, parceiros de desenvolvimento e o sector privado.

Moçambique e Noruega avaliam o projecto de petróleos para o desenvolvimento

Projecto de petróleos em desenvolvimento em avaliação

O Instituto Nacional de Administração Marítima (INAMAR) e a embaixada da Noruega em Moçambique, estão, desde quarta-feira, em Maputo, a avaliar o estágio do programa “Petróleos para o Desenvolvimento na Componente Ambiental”, particularmente a preparação e resposta a emergência por derrames de hidrocarbonetos.

A localização geoestratégica de Moçambique, associada a sua extensa costa e portos, bem como o incremento do número de navios face a exploração do gás na Bacia do Rovuma e outros recursos no território nacional, estão a contribuir para que navios de grande calado visitem as águas moçambicanas.

Os transportes marítimos fazem o carregamento e descarga de mercadoria com grandes quantidades de hidrocarbonetos, deixando o país em risco de poluição, com danos incalculáveis para os ecossistemas marinhos e costeiros.

Segundo a directora da Divisão de Preservação e Combate a Poluição do Ambiente Marítimo, no Instituto Nacional de Administração Marítima, a reflexão conjunta do projecto visa igualmente estudar as melhores formas de combate ao derrame de substâncias perigosas de hidrocarbonetos e suas consequências.

A capacitação conta com o apoio técnico e financeiro da Administração Costeira Norueguesa, no âmbito do programa em referência e vigente desde 2015.

Até então, o programa petróleos para o desenvolvimento capacitou mais de 300 funcionários de várias instituições nas províncias de Maputo, Inhambane, Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo delgado.

O INAMAR beneficiou recentemente da revisão do seu plano nacional de contingência de combate a poluição por derrame de hidrocarbonetos e suas consequências.

O plano referido é um instrumento que define as responsabilidades em relação a preparação e combate a derrame de hidrocarbonetos. Tem como objectivo fundamental garantir a segurança a saúde humana e minimizar as ameaças ecológica e receptores sócio económicos.

BVM dispõe de fundos para financiar empresas nacionais

Bolsa de Valores vai financiar PME's

O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá, garantiu que há fundos para financiar empresas moçambicanas desde que estas reúnam os requisitos para o efeito.

“A BVM é um instrumento de financiamento como os bancos, microcrédito” disse Valá hoje (01), em Maputo, à margem das primeiras jornadas científicas sobre o mercado de capitais e bolsa de valores, evento co-organizado pela BVM e pelo Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM).

“Apesar de termos financiado a economia em 311.167 milhões de meticais, cerca de 4.822 milhões de dólares americanos, há ainda muito espaço para as empresas privadas beneficiarem-se do financiamento via BVM”, sublinhou.

Explicou que a parceria com o ISCTEM vai permitir estudos e pesquisas que mostrarão as várias alternativas de como ter acesso ao financiamento do BVM, pois, segundo Valá, muitos empresários de diversos ramos de actividades queixam-se de acesso ao financiamento e de custos elevados.

“A BVM é alternativa que permite a disponibilidade de fundos para financiar empresas e como o local onde podem aplicar as suas poupanças de forma segura e rentável”, disse.

O PCA da Bolsa de Valores de Moçambique aponta como factores que influenciam a fraca adesão das Pequenas e Médias Empresas (PME) à BVM é a falta de conhecimento por parte dos empresários e por não reunir requisitos (contabilidade organizada, contas avultadas).

 

Sector privado alarga debate rumo à transição energética justa

Sector privado procura destacar-se em energia

O sector privado quer alargar a sua participação nos principais debates sobre a transição energética em Moçambique  e contribuir, através das suas percepções, para o desenvolvimento da matriz energética nacional de forma justa.

Entende que a sua expressão continua diminuta apesar de estar ciente que poderia dar a sua voz em questões de relevo no âmbito de accções atinentes à ao alcance da transição energética.

O empresariado aponta que é razoável que as grandes, pequenas e médias empresas tomem a dianteira, para que a narrativa sobre esta temática esteja alinhada com a actuação da indústria.

Aliás, é ainda necessário ultrapassar algumas assimetrias de partilha da informação sobre o assunto que, de alguma forma, podem manchar a agenda energética.

A informações foram partilhadas por Florival Mucave, Presidente da Câmara de Energia de Moçambique, nesta quinta-feira, durante um workshop sobre a Transição Energética em Moçambique.

“É imperativo que a narrativa da transição energética moçambicana tenha uma participação significante do sector privado. Caso contrário, o que vai acontecer, é que haverá medidas legislativas e administrativas sobre a transição energética que não são devidamente exequíveis”, apontou Mucave.

“O nosso apelo é que o Governo tome em consideração o sector privadosobre estes debates, porque o que se espera, em certos círculos, é que por exemplo Moçambique pare de explorar alguns dos seus recursos naturais. É importante encontramos um meio-termo para conciliar o desenvolvimento e a mitigação dos efeitos climáticos”, argumentou a fonte.

Industrialização e sustentabilidade

Ainda esgrimindo-se em explicações sobre uma transição energética justa, Mucave trouxe o exemplo do contributo económico da revolução industrial no ocidente, que data há mais de dois séculos e que aconteceu numa altura em que o debate climático ainda não era expressiva.

Ao rebuscar esse exemplo, o representante do sector privado, explicou que os tempos actuais são, dada a narrativa de sustentabilidade, mais desafiadores para países em desenvolvimento como Moçambique e em franca emergência industrial.

Para o sector privado, é necessário que haja uma harmonização entre os objectivos da industrialização e das medidas do desenvolvimento sustentável.

Decorrido na cidade de Maputo, o workshop aconteceu em parceria com as Embaixadas do Canadá, do Reino dos Países Baixos e do Governo, representado pelo Ministério de Energia e Recursos Minerais (MIREME).

Oportunidades de subvenção- saiba quais e candidate-se

Oportunidades disponíveis de financiamento

Em África e em Moçambique, particularmente, o sector privado é um dos braços do desenvolvimento, com impacto presente no âmbito económico e social. Mas o sector tem manifestado necessidades para o reforço na sua estrutura financeira, no sentido de se consolidar e expandir os seus negócios, daí a razão de as subvenções serem oportunas.

Sobre o sector privado no país, não se fala apenas de grandes empresas, o destaque vai também para as Pequenas Médias Empresas (PME’s), estas consideradas como importantes para estimular o ambiente de negócios, gerar mais empregos e melhoria de rendas pessoais.

Soluções financeiras 

Ciente da fissura existente entre as necessidades do empresariado e oportunidades de financiamento, o Profile resolveu trazer para o leitor alguns programas de subvenções, que, de certa forma, podem ser uma solução financeira da sua emprea, a curto e médio  prazos.

As oportunidades de subvenção abaixo indicadas estão actualmente em curso e são disponibilizadas pelo programa de Comércio e Investimento da USAID em África.

O programa é um mecanismo de adesão flexível, de cinco anos, gerido pelo Gabinete da USAID para África e implementado pela DAI.

Não é obrigatório que os proponentes sejam membros da Rede de Parceiros para o Comércio e o Investimento em África da USAID.

Declaração do Programa Anual Continental- Continental Annual Program Statement

Este programa oferece a oportunidade de parceria com a USAID para trabalhar no sentido de aumentar o comércio, impulsionar o investimento ou melhorar o ambiente de negócios. Estas subvenções baseadas no desempenho variarão geralmente entre 150 000 dólares e 5 milhões, embora possam ser consideradas subvenções menores e maiores.

Os prazos de submissão foram prorrogados até 31 de Julho de 2024. Além disso, o relatório de dados será exigido até o final do programa de Comércio e Investimento de África, e não até o final da subvenção, a fim de acompanhar os resultados e o impacto a longo prazo.

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Crescimento Económico Regional da USAID na África Austral – Actividade dos Sistemas de Mercado

A USAID/SA procura estabelecer um grande mecanismo de parceria plurianual que permitirá ao sector privado co-criar e co-investir em actividades de desenvolvimento que aumentarão significativamente o comércio dos países da África Austral para a África do Sul e o comércio entre os Estados Unidos e África do Sul. Este programa oferece subsídios de 100.000 a 500.000 de dólares a parceiros do sector privado.

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Serviços Continentais da USAID – Transações em Grande Escala

Esta adenda oferece subvenções de 500.000 a 5.000.000 dólares a parceiros do sector privado que possam facilitar e fechar transacções de 150 milhões de dólares ou mais num período de 12 a 25 meses até ao encerramento financeiro em todo o continente africano.

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Fundo de Crescimento de Subsídios da USAID para Gana

Este adendo oferece US$ 100.000 a US$ 500.000 a empreendedores e micro, pequenas e médias empresas em Gana, cujos conceitos buscam melhorar a produtividade e expandir as capacidades de exportação no setor do agronegócio.

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Oportunidade de subsídios para financiamento climático da USAID em Gana

Este adendo oferece subsídios de US$ 150.000 a US$ 500.000 para entidades locais que cobrem atividades de mitigação de gases de efeito estufa (GEE) e redução de emissões que apoiam a implementação das NDCs e os objetivos de desenvolvimento sustentável do país.

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USAID CARPE concede oportunidade

Este adendo oferece subsídios de US$ 100.000 a US$ 1.400.000 para corporações/empresas que buscam promover a conservação e o ecoturismo na Bacia do Congo (República Centro-Africana, Camarões, República Democrática do Congo (RDC), República do Congo (ROC), Guiné Equatorial e Gabão).

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Oportunidade de subsídios para minerais da USAID RDC

Este adendo oferece subsídios de US$ 100.000 a US$ 4.000.000 para empresas e negócios com ideias e modelos de negócios inovadores no espaço de minerais críticos na RDC.

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USAID Quénia e África Oriental – Envolvimento do Sector Privado a Nível do Condado

Este pedido de candidatura (RFA) procura fornecer subsídios que variam entre 100.000 e 500.000 dólares para estabelecer parcerias com empresas que trabalham para um ou vários objectivos globais (aumento do comércio, investimento, ambiente de negócios favorável) cobrindo sectores prioritários específicos nos quatro condados quenianos de Nakuru, Isiolo, Kakamega e Kilifi.

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USAID Quénia e África Oriental – Programa de Incubação de Empreendedorismo Feminino

Este Pedido de Candidatura (RFA) procura fornecer uma subvenção padrão de um máximo de 1.500.000 dólares para estabelecer uma parceria com uma organização adequada para apoiar o empreendedorismo das mulheres, através da promoção de serviços de incubação.

Inclui a facilitação de serviços de desenvolvimento de negócios para pequenas e em crescimento pertencentes a mulheres quenianas. empresas (WO-SGBs) para aumentar o investimento e a produtividade.

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USAID Quénia e África Oriental – Iniciativa Imarisha

Este Pedido de Candidatura (RFA) procura fornecer subsídios baseados no desempenho que variam entre 50.000 e 85.000 dólares para estabelecer parcerias com empresas do sector privado nos sectores agro-processamento e têxtil para aumentar as exportações, vendas, emprego e/ou investimento e, ao mesmo tempo, expandir as oportunidades económicas para as mulheres.

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