Friday, April 24, 2026
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CTA e Quénia vão promover fórum de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Quénia vão organizar um fórum de negócios para aproximar empresários dos dois países, anunciou a agremiação patronal.

“As partes acordaram a realização de um fórum de negócios entre empresários dos dois países como plataforma para estreitar as relações empresariais”, anunciou a CTA em comunicado.

A aproximação foi anunciada após um encontro entre Agostinho Vuma, presidente da confederação moçambicana, e Dorcas Bungei, responsável pela secção de negócios da embaixada do Quénia em Maputo.

“Embora Moçambique tenha instalado a sua embaixada no Quénia desde 1994, só em Outubro de 2021 é que designou uma comissão instaladora”, assinalou a CTA, que considera que as relações estão “no bom caminho”.

Antes de adiantarem mais detalhes sobre o fórum, um novo encontro ficou agendado à margem da Conferência Anual do Setor Privado (CASP), a plataforma mais importante do chamado “diálogo público-privado” em Moçambique, a decorrer de 23 a 25 de Março.

“Dorcas Bungei garantiu a mobilização de empresários quenianos para participarem na XVII CASP”, concluiu a CTA.

O Quénia foi o 34.º destino de exportações moçambicanas em 2020, no valor de 6,6 milhões de euros e a 50.ª origem de importações, com um valor de 6,9 milhões de euros.

Maningue Magic, um novo canal para os Moçambicanos

A MultiChoice, através das plataformas DStv e GOtv, lançaram na segunda-feira (17), o canal “Maningue Magic”. Um canal de televisão dedicado aos telespectadores moçambicanos que traz conteúdos de alta qualidade, compostos maioritariamente por telenovela, séries de ficção, reality shows, programas musicais, magazine de lifestyle e de sociedade; todos produzidos em Moçambique.

A iniciativa visa entreter os clientes, há muito sedentos de mais conteúdo local na programação.

O evento de lançamento do novo canal decorreu na Fortaleza de Maputo e contou com a presença de artistas, produtores, realizadores que integram as diferentes produções e representantes do Ministério da Cultura e da Direcção da MultiChoice Moçambique.

Além de oferecer entretenimento, o canal contribuirá para o crescimento das indústrias culturais e criativas moçambicanas impactando na cadeia de valor baseada no talento e nas habilidades artísticas dos produtores, com a capacidade de geração de empregos e mais receitas para o Estado.

“Preocupamo-nos em levar o melhor do conteúdo televisivo de entretenimento para as famílias nacionais. O lançamento do canal Maningue Magic representa um inquestionável salto qualitativo na oferta de conteúdos televisivos localmente produzidos”, disse Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique.

Os artistas nas suas mais variadas formas de manifestação e produção (cinema, teatro, música, promoção de espectáculos e eventos de entretenimento) terão neste canal os seus direitos salvaguardados e a sua imagem promovida na diáspora. Continuaremos a trabalhar com os produtores nacionais estabelecidos e apoiar os novos produtores nacionais que encontram agora no canal Maningue Magic uma plataforma de reconhecido crédito, através da qual podem veicular os seus conteúdos em alta qualidade (HD) para Moçambique e além-fronteira. Este novo canal responde também ao nosso compromisso de promover o desenvolvimento da indústria e da economia de entretenimento em Moçambique e no continente africano, concluiu Laice.

João Ribeiro, Director do canal, destacou que “o Maningue Magic vai melhorar a experiência do telespectador e agregar valor aos clientes. Estamos orgulhosos do nosso papel no sector do entretenimento. Este lançamento reforça a visão estratégica de sermos o principal contador de histórias do continente africano e abre uma nova etapa no relacionamento com a indústria no país”.

As narrativas do Maningue Magic são emotivas e algumas vão se tornar sucessos televisivos que convidam à reflexão de temas essenciais do cotidiano moçambicano (traição, luta pela sobrevivência, conflitos familiares e dicotomia campo-cidade) contadas com uma grande dose de criatividade. Nestas produções valorizamos histórias, actores, músicos e tradições nacionais. As cenas foram filmadas em locais icónicos e em outros menos conhecidos do público, trazem para a nossa tela o outro lado do dia-a-dia com aquele toque de qualidade que caracteriza a produção da M-Net/MultiChoice.

O reality show vai proporcionar encontros e namoros entre os jovens solteiros. Mas antes é preciso conquistar e criar afinidades com os familiares do seu futuro parceiro, que quebra ou não as hipóteses do encontro. Os amantes deste tipo de programa vão ter nele a sua companhia predilecta.

O magazine de lifestyle traz tendências, cores, sabores e odores que marcam a actualidade cultural e o entretenimento nacional. Designers, Chefs, Artistas, lugares e formas, todos eles com uma história para contar.

Acompanhe a vida dos artistas famosos (de Moçambique e de África em geral) e fique sabendo como a Internet os acolhe e o que dizem os seus fãs. O Maningue Magic estará disponível em exclusivo nos pacotes DStv Família, DStv Grande, DStv Grande Mais, DStv Bué e DStv Mega, assim como nos pacotes GOtv Max e GOtv Supa. O telespectador poderá contar com uma selecção de conteúdos de alta qualidade, criados localmente e elaborados a pensar em si.

Conheça os programas de destaque 100% moçambicanos que serão lançados:

A telenovela Maida – narra a viagem, com cenas de amor, sonhos e traição, de uma adolescente ingénua que deixa o campo para se mudar para a grande cidade;

A série A Influencer – conta-nos a história de uma jovem suburbana que sonha em ser uma Influenciadora Digital e representar as maiores marcas, mas que acaba envolvida num mundo de drogas e prostituição que vai mudar a sua vida;

Estação do Boss – um programa musical orgulhosamente moçambicano com entrevistas interessantes, imagens de bastidores e lançamentos de vídeo-clips de artistas nacionais;

Date My Family Moçambique – uma versão nacional do famoso reality show de encontros de sucesso, que vê solteiros a partilharem uma refeição com três (3) famílias diferentes para ver se encontram um(a) parceiro(a) ideal para si;

Top Mais – reporta a vida dos famosos de Moçambique e de outros países africanos que são os protagonistas do momento nas redes sociais. Eles vêm do cinema, televisão, turismo, desporto, música, artes, gastronomia, moda, beleza, entre outros;

Txunado – um programa que partilha as novas tendências da moda e do design em Moçambique, nas mais diversas áreas, apresenta ao público um conjunto de histórias sobre projectos criativos, promovendo plataformas e novas linguagens.

Acordo de Mobilidade na CPLP entra em vigor no país a 1 de Fevereiro

Por nota verbal de 10 de Janeiro, a ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, depositou no secretariado-executivo da CPLP o instrumento de ratificação do acordo.

Segundo um documento a que a Revista Comunidades teve acesso, o instrumento de ratificação foi assinado pela chefe da diplomacia de Moçambique a 20 de Dezembro, após ter sido publicado em Diário da República a 02 de Novembro de 2021.

Por enquanto, a isenção de vistos aplica-se “apenas aos titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e serviço”, conforme o acordo.

Moçambique é, deste modo, o quinto dos nove Estados-membros da CPLP a entregar o instrumento de ratificação do Acordo de Mobilidade, a seguir a Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal e Guiné-Bissau, que o fizeram até ao final de Dezembro de 2021.

O documento já entrou em vigor a 1 de Janeiro para os restantes quatro Estados-membros que o ratificaram.

O acordo deverá ser agora submetido para registo junto do Secretariado das Nações Unidas, cabendo, posteriormente, a cada país legislar em concreto sobre como irá facilitar a circulação de pessoas entre os países signatários.

Assinado na cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, em Julho de 2021, em Luanda, o acordo estabelece um “quadro de cooperação” entre todos os Estados-membros de uma forma “flexível e variável” e, na prática, abrange qualquer cidadão.

Aos Estados é facultado um leque de soluções que lhes permitem assumir “compromissos decorrentes da mobilidade de forma progressiva e com níveis diferenciados de integração”, tendo em conta as suas próprias especificidades internas, na sua dimensão política, social e administrativa.

Neste contexto, têm a “liberdade (…) na escolha das modalidades de mobilidade, das categorias de pessoas abrangidas”, bem como dos países da comunidade com os quais pretendam estabelecer as parcerias.

O acordo define que a mobilidade na CPLP abrange os titulares de passaportes diplomáticos, oficiais, especiais e de serviço e os passaportes ordinários.

IPG importa combustíveis para Moçambique

A Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) adjudicou recentemente à companhia Independent Petroleum Group (IPG), do Kuwait, a importação de combustíveis de Janeiro a Junho de 2022. A informação foi avançada à “Carta” por uma fonte da IMOPETRO.

A IPG destacou-se a 14 de Dezembro último, ao propor o menor preço de importação de produtos petrolíferos na cerimónia de abertura de propostas de um concurso lançado em 27 Novembro de 2021.

Como tem sido apanágio, em concursos de importação de combustíveis, a empresa que menor proposta de preço apresenta ganha automaticamente o concurso. É o que aconteceu com a IPG.

Para esse concurso, compraram cadernos de encargo oito companhias, mas apenas sete apresentaram propostas que foram abertas pela IMOPETRO, criada em 1997 pelo Governo para se dedicar à importação de combustíveis líquidos e gasosos para o país.

Das oito companhias, apenas sete apresentaram propostas, tendo a IPG se destacado ao propor importar, cada Tonelada Métrica (TM), por 35.62 USD em média, contra 55.78 USD (preço mais alto) sugeridos pela Augusta Energy, 49.66 USD proposta por Trafigura, 45.86 USD por Glencore Energy, 43.04 USD por Vitol (actual fornecedor), 42.94 USD pela Sahara Energy, 41.64 USD pela Totsa (ou Total).

Após a abertura de propostas, a Comissão de Aquisição de Combustíveis Líquidos (CAL) avaliou outros pressupostos, como a capacidade técnica para a importação e, ao fim e ao cabo, adjudicou à IPG.

A IPG deverá importar, nos próximos seis meses, aproximadamente, 1.190,000 Toneladas Métricas (TM) dos quais 340.000 TM de Gasolina; 50.000 TM de Jet e 800.000 TM de Gasóleo 50 ppm. O contrato entre IMOPETRO e IPG prevê ainda que, após a importação, a empresa adjudicada distribua os combustíveis pelos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

A IPG é um grupo de empresas de sucesso com sede no Kuwait com operações mundiais no comércio e comercialização de petróleo bruto, produtos petrolíferos, GLP, petroquímicos e fertilizantes. Além desta actividade principal, a IPG tem interesses em terminais, oleodutos e navegação. Para além de Kuwait e Moçambique, a IPG opera em mais sete países de diferentes continentes.

Os preços dos combustíveis em Moçambique podem voltar a subir

Um barril de petróleo bruto no mercado internacional registou a sua maior subida de preços nos últimos sete anos, e isto está a exercer pressão sobre as empresas de combustíveis, adverte a Associação Moçambicana de Empresas de Combustíveis (AMEPETROL). A associação alega ainda que transportadoras de países da região estão a utilizar combustível moçambicano, uma vez que é mais acessível.

Os preços dos combustíveis foram actualizados pela última vez no país em Novembro de 2021, com a gasolina a subir de 62,50 para 69,94 meticais por litro e o gasóleo de 57,45 para 61,71 meticais. Nessa altura, um barril de petróleo bruto custava 84 dólares no mercado internacional.

Mas dois meses depois, o preço do barril é agora de 88,44 dólares – um aumento histórico, de acordo com a associação que reúne os operadores petrolíferos do país.

“Os actuais níveis de custo por barril são aproximadamente os mesmos de há sete anos atrás, em Outubro de 2014”, diz o secretário-geral da AMEPETROL, Ricardo Cumbe.

A estrutura dos preços dos combustíveis no país é influenciada por três factores, incluindo o custo de importação na fonte, com Ricardo Cumbe a notar que o aumento de preços já se faz sentir em países de toda a região.

“Na nossa vizinha África do Sul, hoje, olhando para a estrutura actual e convertida à taxa de câmbio de 4,16 (meticais para o rand), a gasolina custa 81 meticais por litro, em comparação com os nossos actuais 69 meticais”, observa ele. “Há também uma diferença em relação ao nosso gasóleo, que custa 61,70 meticais, em comparação com cerca de 79 meticais na África do Sul. A diferença é de 18 meticais para o gasóleo e 12,5 meticais para a gasolina”.

Um problema surge do facto de os preços nacionais dos combustíveis não estarem em linha com outros países da região da SADC, diz Cumbe.

“O que acontece é que os consumidores desses países, especialmente os da área dos transportes que transportam grandes mercadorias, exercem pressão sobre Moçambique. Estamos a financiar [eles] com os nossos recursos”.

Os preços poderão eventualmente atingir o pico no mercado nacional dentro de cerca de dois meses, estima Cumbe.

A AMEPETROL, que reúne 30 operadores, incluindo o IMOPETRO, o importador de petróleo moçambicano, afirma que está a estabelecer contactos com as autoridades na esperança de mitigar os efeitos de um possível aumento futuro dos preços dos combustíveis.

Moçambique continua à beira do “lixo” no mercado financeiro internacional

As agências internacionais de notação financeira, Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s continuaram, no primeiro semestre de 2021, a classificar Moçambique como estando à beira do incumprimento (ou lixo), no mercado financeiro internacional por causa do elevado endividamento público.

A descoberta do escândalo das dívidas ocultas, no valor de 2.2 biliões de USD e consequente suspensão da ajuda externa ao Orçamento do Estado contribuiu grandemente para que as agências classificassem o país, em 2018, como incumpridor (default) no pagamento da dívida pública.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira recentemente publicado pelo Banco de Moçambique e referente ao primeiro 2021, as agências de rating classificaram o país como estando em “CCC”, o que significa “risco substancial”, na capacidade de honrar suas obrigações financeiras integralmente e no prazo determinado (classificação que recebe desde 2019). Ou seja, Moçambique continua à beira do incumprimento/”lixo”.

“No primeiro semestre de 2021, a confiança do país no mercado internacional permaneceu no nível de risco substancial, influenciado pela intensificação do conflito armado na região Norte do país, que culminou com a suspensão do projecto Mozambique LNG”, lê-se no relatório do Banco Central.

Como consequência, a fonte sublinha que a classificação de risco substancial no mercado internacional impõe restrições no acesso aos mercados financeiros internacionais, o que pode incrementar o risco do mercado financeiro doméstico nas vertentes taxa de câmbio e taxa de juros.

De acordo com a fonte que temos vindo a citar, a classificação de Moçambique atribuída pelas principais agências de notação financeira (Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s), baseou-se nos riscos associados aos actuais níveis de dívida pública, as limitadas fontes de financiamento, para além da falta de resolução judicial do processo das dívidas ilegais e inconstitucionais.

Até ao primeiro semestre situava-se em 848.8 biliões de Meticais (13.3 biliões de USD) o equivalente a 87,11% do Produto Interno Bruto (PIB). Para cúmulo, o relatório do Banco Central refere que, comparativamente aos países da região da SADC, Moçambique apresenta uma das notações mais baixas (estando apenas acima da Zâmbia que está em default), podendo ser um factor penalizador na captação de investimentos para o país.

Suíça anula proibição de voos de seis países africanos

A partir de hoje, a proibição de entrada na Suíça a partir da África do Sul e de outros cinco países da África Austral, imposta em Novembro, na sequência da deteção dos primeiros casos da variante omicron da covi-19 na região, será levantada.

Os outros cinco países afetados pela proibição, que também será levantada na próxima semana, são Botswana, Esuatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbabué, disse a Secretaria de Estado suíça para a Migração na sua conta oficial no Twitter.

Por outro lado, a instituição anunciou que a Austrália, o Canadá e a Argentina foram acrescentados à lista de países em risco para a elevada propagação da covi-19, que inclui a maioria dos países da União Europeia, bem como outros como Colômbia, Uruguai, Coreia do Sul e Peru.

A proibição de mais de dois meses aos cidadãos da África Austral não impediu a rápida circulação da variante na Suíça, como noutros países do mundo, tendo o país da Europa Central atingido um recorde de novos casos diários na terça-feira 18 (37.000 novos casos positivos).

As taxas de mortalidade também aumentaram ligeiramente durante a vaga actual, embora sejam relativamente baixas (cerca de 20 mortes por dia) e inferiores às das ondas anteriores fases da covid-19.

Millennium bim premiado pelo apoio ao Comércio Internacional

Este é o sétimo ano consecutivo que o Banco recebe o prémio “Best Trade Finance Provider”. Este prémio revela a consistência do Banco no apoio às empresas nas suas operações de comércio internacional.

O Millennium bim foi distinguido pela revista Global Finance como “Best Trade Finance Provider in Mozambique for 2022”, prémio que reconhece o Banco como a instituição bancária moçambicana que presta o melhor apoio financeiro às operações de comércio internacional das empresas, em particular as exportadoras. Este é o sétimo ano consecutivo que o Millennium bim é reconhecido como “Best Trade Finance Provider” em Moçambique pela Global Finance, publicação de referência internacional na área das finanças.

Para atribuir o prémio “Best Trade Finance Provider”, o júri, constituído por reputados especialistas em finanças internacionais, analisou critérios como volume de transacções, âmbito de cobertura global, serviço ao Cliente, preços competitivos e tecnologias inovadoras.

Além da selecção dos seus editores, a publicação especializada em finanças internacionais, e referência entre os profissionais do sector, contou também com o parecer de analistas do sector bancário e do mundo empresarial.

Sustentando a atribuição do prémio, Joseph D. Giarraputo, Director da Global Finance, afirmou que “o sector de Trade Finance continua a ser duramente atingido pelas consequências da pandemia da COVID-19, e os fornecedores continuam a adaptar-se aos desafios que esta apresenta. Os vencedores dos nossos prémios anuais de Trade Finance são as instituições que melhor responderam a estes desafios e que têm servido os seus Clientes com mais sucesso.

Para José Reino da Costa, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, “este novo prémio reconhece, mais uma vez, o apoio consistente que o Banco tem dado às empresas, tanto nas suas operações comerciais domésticas como na promoção do seu posicionamento nos mercados externos. Um apoio que tem sido crucial para robustecer o tecido empresarial num contexto particularmente complexo, dados os efeitos negativos provocados pela pandemia na economia. Esta nova distinção só foi possível graças à confiança depositada pelos nossos Clientes, à qual endereço em nome do Millennium bim o nosso muito obrigado, bem como ao elevado profissionalismo dos Colaboradores do Banco, na qual se inclui pessoal especializado em operações internacionais, que não poupam esforços na procura das melhores soluções para servir bem as nossas empresas, tornando-as mais competitivas”.

Com esta nova distinção pela Global Finance, o Millennium bim consolida a sua
posição de Banco mais premiado de Moçambique.

Sobre o Millennium bim – Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do sector bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, e uma das maiores redes de ATM e POS. O Millennium bim é o Banco mais premiado do País e o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.

Moçambique pode voltar a ter o apoio do FMI

O Fundo Monetário Internacional – FMI- pode vir a retomar o apoio directo ao Orçamento Geral de Estado de Moçambique, suspenso após o escândalo das dívidas ocultas. A informação foi confirmada pelo representante da organização financeira no país, Alexis Cirkel, salientando que as negociações entre as partes iniciam este mês.

No próximo dia 27 de Janeiro arrancam as negociações entre o Governo moçambicano e o Fundo Monetário Internacional -FMI- com vista à retoma do apoio ao Orçamento Geral do Estado. O representante da organização financeira no país, Alexis Cirkel, considera que se não houver nenhum entrave a retoma pode vir a ser feita nos próximos meses.

“Se essa discussão não tiver nenhum entrave talvez uma conclusão deste processo até à páscoa, pode ser uma expectativa razoável”, explicou.

O desfecho das negociações é ainda uma incerteza, diz Alexis Cirkel, nesta equação a gestão do gás será tida em conta pela instituição financeira.

O Fundo Monetário Internacional suspendeu em 2016 o apoio directo ao Orçamento Geral de Estado moçambicano, após a descoberta das dívidas ocultas que lesaram o país em mais de 2.2 mil milhões de dólares.

Não houve manipulação cambial no Standard Bank

O Tribunal de Polícia da Cidade de Maputo (5ª Secção) ilibou o ex-administrador delegado do Standard Bank, Adimohanwa Chukwama Nuwococha da acusação do Banco de Moçambique segundo a qual o banqueiro “terá fixado artificialmente a taxa de câmbio, provocando prejuízo incalculável para a economia nacional”, entre 09 a 15 de Abril de 2021.O Juiz de Direito, Carlos Mondlane, considerou a condenação do Banco de Moçambique como “nula e injusta”.

Com a decisão, Adimohanwa Nuwococha não mais deverá pagar ao Banco de Moçambique 6.3 milhões de Meticais e não será inibido do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras por 3 anos. Esta é mais uma derrota do Banco de Moçambique em sede de justiça. Desde que lidera o banco, o economista abdicou dos préstimos do Departamento Jurídico da instituição, privilegiando assessoria externa. Neste caso, as alegações do banco estiveram a cargo do advogado Francisco Avillez.

No acórdão sobre o recurso interposto pelo banqueiro e a que “Carta” teve acesso, o Tribunal de Polícia da Cidade de Maputo alega que a acusação do Banco de Moçambique é nula porque é injusta. Nas suas alegações de recurso, Chuma negou que tenha havido alguma “concertação” no SB com o objetivo de “depreciar o dólar nos dias de crise”.

O Tribunal corroborou. No acórdão lê-se que “o Banco encontrava-se numa posição técnica de exposição longa trazida em maior fluxo de dólares disponíveis e havia por conseguinte uma preocupação institucional de fazer descer o valor do dólar, o que só seria alcançado se o mercado correspondesse. Essa preocupação se estendeu para outras instituições de crédito que agiram na mesma conformidade”.

Uma das testemunhas abonatórias de Chuma foi o conhecido Economista-Chefe do SB, Fáusio Mussá, que negou que Chuma, como Administrador Delegado do Standard Bank, nunca poderia dar ordens à sala de mercados para desvalorizar a moeda.

“Esta só ocorreu devido a algumas políticas monetárias do Banco de Moçambique, que aumentou a taxa de juros do Metical, tornando mais difícil o financiamento, desencorajando outrossim as importações e especialmente fortalecendo a moeda nacional. Esse quadro levou a que o Metical mais forte encontrasse uma moeda estrangeira mais disponível, o que afectou não só o Standard Bank, mas todas as outras instituições financeiras no domínio do câmbio diário”.

O Tribunal diz não ter encontrado, neste caso, evidências de abuso de posição dominante por parte do SB. O que o Standard Bank fez foi estabelecer uma taxa de câmbio a praticar na sala de mercados, no confronto entre a procura e a oferta. “O preço escrutinado pela sala de mercados teve a ver com o equilíbrio entre a procura e a oferta, o que consubstancia o fundamento do mercado, sem que se provasse uma articulação para propósitos nocivos com outras entidades. Por outro lado, não existe uma regulamentação sobre os limites a praticar na regularização de operações de câmbio, senão, conforme as boas práticas financeiras no encontro entre a procura e a oferta”.

Em suma, o Tribunal diz que não se provou a existência de um regime de articulação prévia entre instituições financeiras para a fixação artificial do valor, tratando-se de cotação da moeda estrangeira. “O Tribunal encontra assim dificuldades em estabelecer que o recorrente, através da sala de mercados, tenha concertado com entidades diversas para manipular o mercado cambial nos dias 9 a 15 de Maio de 2021”.

Por fim, lê-se na sentença ditada pelo Juiz de Direito, Carlos Mondlane, que “em razão do exposto, considero o presente recurso procedente e declaro nula e de nenhum efeito a decisão condenatória principal e as medidas acessórias aplicadas”.