Friday, April 24, 2026
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Bruxelas reitera compromissos com Moçambique

A Comissão Europeia reiterou o seu compromisso para com Moçambique em diversas áreas, por ocasião de uma visita do Presidente Filipe Nyusi a Bruxelas, durante a qual manteve encontros com vários membros do colégio.

Em visita de três dias a Bruxelas para encontros com dirigentes da União Europeia (UE). Após receber Nyusi, o vice-presidente Timmermans, que tem o pelouro do Pacto Ecológico Europeu, garantiu que a UE vai intensificar a cooperação com Moçambique no domínio da poluição e gestão da água, para apoiar as capacidades do país para fazer face às alterações climáticas, que, assinalou, já têm feito sentir o seu impacto.

“Boa reunião hoje com o presidente Filipe Nyusi sobre a adaptação e o caminho para COP27. Com tempestades como Idai e Ana já a causar grandes perdas e danos, vamos intensificar a nossa cooperação em matéria de poluição e gestão da água para apoiar a resiliência de Moçambique às alterações climáticas”, escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter.

Na segunda-feira, Nyusi já havia sido recebido pela comissária com a pasta das Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, numa reunião na qual também foi abordada a cimeira UE-África agendada para a próxima semana em Bruxelas.

“Trocámos pontos de vista sobre uma série de prioridades comuns: mensagens para a próxima Cimeira UE-África, resposta à pandemia, cooperação em matéria de segurança e oportunidades para uma parceria reforçada”, adiantou a comissária igualmente na sua conta na rede Twitter.

Nyusi, que se faz acompanhar nesta viagem pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, reuniu-se também com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Produção de carnes cresce em 17 por cento

A Produção de carnes bovina, suína, caprina, ovina e de frango vai registar este ano um crescimento de 17 por cento em relação ao ano passado.

Segundo as projecções avançadas pelo Governo, o maior aumento para este ano será registado na produção do frango (cerca de 19 por cento), alcançando-se no total 157 238 toneladas contra 132 001 toneladas do ano passado.

A carne bovina deverá atingir 18.800 toneladas contra 18.438 toneladas, o correspondente a uma variação de dois por cento. A suína será de 3619 toneladas contra 3519 toneladas do ano transacto, uma variação de três pro cento.

Na carne caprina serão produzidas 3205 toneladas contra 2991 toneladas, uma variação de cerca de sete por cento.

No geral, o Governo estima que, como resultado das acções de prevenção e controlo das principais doenças animais e de acções de maneio sanitário e reprodutivo, está previsto um crescimento dos efectivos pecuários em relação ao ano passado de cerca de três por cento para bovinos, dois por cento para suínos, três por cento para pequenos ruminantes e quatro por cento para galinha landim.

TotalEnergies aumenta a sua carteira de estações de serviço em 46%

A empresa adquiriu a rede de 26 estações de serviço da BP, elevando a sua carteira para 83.

TotalEnergies Marketing Moҫambique SA, uma entidade do grupo francês TotalEnergies que já operava 57 estações de serviço em Moçambique, expandiu a sua rede no país da África Austral para 83 estações de serviço através de uma transacção com o grupo britânico BP.

“A transacção envolve uma rede de 26 estações de serviço, uma carteira de clientes industriais e uma participação de 50% na SAMCOL, uma empresa logística anteriormente detida conjuntamente pela TotalEnergies e pela BP, que explora depósitos de combustíveis em Matola, Beira e Nacala”, disse o grupo francês num anúncio do negócio a 31 de Janeiro.

TotalEnergies está presente em Moçambique em dois segmentos: a distribuição e armazenamento de produtos petrolíferos através da TotalEnergies Marketing Moҫambique; e a exploração e produção de hidrocarbonetos através da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, que detém uma participação de 26,5% no projecto moçambicano de GNL com estatuto de operador.

Empresas continuam optimistas em relação à actividade futura

As perspectivas para a actividade futura permanecem positivas, sendo que dois terços das empresas continuam a indicar previsões optimistas em termos de crescimento e que irão dar origem a um novo aumento dos níveis de pessoal, referem os últimos dados do PMITM.

Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. Pela primeira vez em cinco meses, o indicador PMI ficou abaixo do valor neutro de 50,0 em Janeiro.

Cifrando-se nos 46,7, uma queda em comparação com o valor de 50,6 de Dezembro, o índice indicou uma quebra acentuada das condições de operação gerais, sendo a maior registrada desde Setembro de 2020.

As empresas moçambicanas sofreram novamente quebras em termos de produção e de novas encomendas em Janeiro, sendo as maiores taxas de contração registadas desde Setembro de 2020 e Junho de 2020 respectivamente.

Os níveis mais baixos de novos negócios foram frequentemente associados pelos membros do painel à descida da procura por parte dos clientes devido à nova vaga de casos relacionados com a variante Omicron da COVID-19.

O declínio de vendas deu origem ao segundo mês consecutivo de redução da actividade de aquisição. Os níveis de stock também sofreram uma redução, sendo que a taxa de esgotamento foi a mais rápida dos últimos 17 meses.

Numa nota mais positiva, a descida das aquisições permitiu aos fornecedores efetuar entregas mais rápidas durante o mês de Janeiro, embora existam relatos de escassez de matérias-primas.

Os fornecedores diminuíram igualmente os seus preços, o que deu origem a uma pequena quebra dos custos gerais dos meios de produção, a primeira registrada desde Novembro de 2020. Por sua vez, as empresas baixaram os seus encargos com a produção pela primeira vez durante o mesmo período.

Apesar de nova deterioração das condições das empresas, de uma forma global, as empresas moçambicanas permaneceram optimistas em relação à actividade dos próximos 12 meses, sendo que pouco menos de dois terços dos inquiridos preveem uma situação de crescimento.

As empresas mantêm a esperança no fim da pandemia e que os planos de expansão possam ser postos em prática. Como resultado, os números relativos ao emprego continuaram a aumentar no último período do inquérito, sendo que a taxa de criação de emprego acelerou para o nível mais alto dos últimos três meses, embora permanecendo apenas ligeira.

O nível mais elevado de pessoal e o menor número de vendas fez com que as empresas conseguissem reduzir as suas encomendas em atraso de forma sólida.

Dugongo vai construir uma fábrica na província de Nampula

A Fábrica de Cimento de Dugongo e o Conselho de Representantes do Estado da Província de Nampula assinaram um memorando de entendimento na capital norte com vista à construção de uma unidade de produção nessa parte do país.

Cerca de 600 milhões de dólares serão investidos na construção da fábrica, que, para além do cimento, produzirá vidro e sistemas de produção de electricidade.

A fábrica de cimento, com capacidade para produzir mais de dois milhões de toneladas por ano, utilizando matéria-prima extraída no distrito de Mossuril, está prevista para Nacala-Porto.

Os trabalhos preliminares de construção poderão começar já neste semestre, tendo a Dugongo já dito que tem o orçamento disponível.

Após a cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, o director regional da West International Holding Moçambique e gerente geral da Dugongo, Wang Feug, disse que o processo simbolizava o início de uma nova fase de projectos promovidos conjuntamente pelas duas partes.

“Há um longo caminho a percorrer, e a luta é a única forma de o fazer”. Espero que, com o vosso apoio e cuidado, os projectos da West International Holding Nampula possam ser planeados, construídos e concluídos rapidamente, em tempo recorde, e começar a fabricar produtos de alta qualidade a preços baixos”, disse Feug.

Ele acrescentou que o progresso na construção sem problemas dos projectos de Nampula daria um contributo positivo para o desenvolvimento económico e de infra-estruturas da região norte do país.

“Uma vez concluídos, estes projectos criarão diversas oportunidades de emprego para o povo moçambicano, e haverá um contacto estreito com pequenas e médias empresas, bem como com indústrias terciárias, incluindo transportes e outras”, concluiu Feug.

Por sua vez, o Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, felicitou o seu homólogo por se juntar aos esforços do governo, e disse esperar que a fundação da unidade fabril tivesse uma forte ligação com a base social local.

“Esperamos que os nossos jovens tenham a oportunidade de se estabelecerem como revendedores, ou trabalhar no sector dos transportes, e encontrem muitas oportunidades para consolidar a sua presença no sector”, disse Gondola.

Gôndola apelou também às equipas envolvidas no trabalho para desempenharem as suas tarefas com a maior responsabilidade.

Dugongo já tem uma fábrica em Moçambique, na província de Maputo, enquanto a província de Nampula tem grandes reservas de calcário nos distritos de Mossuril, Ilha de Moçambique e Nacala-Porto. O calcário é utilizado para fazer clínquer, a principal matéria-prima na produção de cimento de construção.

 

Oxford Economics prevê subida das taxas de juro este ano

A consultora Oxford Economics África disse que o banco central de Moçambique iria este ano aumentar a taxa de juro chave para 14%, mais 75 pontos percentuais, devido às condições globais de crédito e ao aumento da inflação.

“Dado que aumentamos recentemente a nossa previsão de inflação em Moçambique de 5,4% para 7,3%, e considerando a esperada política monetária mais restritiva este ano, antecipamos que o banco central de Moçambique aumentará a taxa de juro de referência em 75 pontos, para 14%, em 2022”, diz o comentário da consultora sobre a política monetária moçambicana.

Na semana passada, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro da política monetária (taxa MIMO) em 13,25%.

“Esta decisão é apoiada pela ligeira melhoria das perspectivas de inflação interna a curto e médio prazo, apesar do agravamento dos riscos e incertezas”, diz o banco central num comunicado, apresentando como principais riscos a pressão fiscal, os choques climáticos no país e o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos no mercado internacional.

“O banco central manteve uma taxa de juro excepcionalmente elevada para equilibrar os elevados riscos para a inflação e o ambiente de investimento sombrio”, escreve a Oxford Economics na nota enviada aos clientes, a que a Lusa teve acesso.

O Banco de Moçambique prevê “uma menor aceleração da inflação”, um reflexo da “estabilidade do metical, apesar das perspectivas de subida dos preços dos alimentos e do petróleo no mercado internacional”, diz a nota do banco, que vem depois do Instituto Nacional de Estatística ter registado uma inflação de 6,7% no ano passado.

“As perspectivas de melhoria da actividade económica em 2022 são também mantidas”, graças “ao relaxamento das medidas para conter a propagação do Covid-19, à execução de projectos de gás natural na bacia do Rovuma e à maior dinâmica do sector externo”.

Tal como em comunicados anteriores, o banco central alerta para a necessidade de “reformas estruturantes na economia” e afirma que “a dívida pública interna aumentou”.

Em Dezembro de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de empréstimo e de arrendamento e os pagamentos em atraso, “aumentou em 2,4 mil milhões para 220,6 mil milhões de meticais”, cerca de 3 mil milhões de euros.

A próxima reunião ordinária da CPMO está agendada para 30 de Março.

Actividade empresarial sofreu uma deterioração em Janeiro

O último inquérito Purchasing Managers’ IndexTM (PMI) do Standard Bank revela que a actividade económica empresarial demonstrou uma nova deterioração em Janeiro. Assim, pela primeira vez em cinco meses, o indicador PMI ficou abaixo do valor neutro de 50,0 em Janeiro.

“Os últimos dados do PMITM indicam diminuições acentuadas na produção e em novas encomendas. O novo declínio levou a que as empresas reduzissem a aquisição de meios de produção, o que contribuiu para a primeira diminuição dos custos e encargos desde novembro de 2020 ”, lê-se no documento.

O principal valor calculado pelo inquérito é o Purchasing Managers’ IndexTM (PMI). Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.

“Cifrando-se nos 46,7, uma queda em comparação com o valor de 50,6 de Dezembro, o índice indicou uma quebra acentuada das condições de operação gerais, sendo a maior
registrada desde Setembro de 2020. As empresas moçambicanas sofreram novamente quebras em termos de produção e de novas encomendas em Janeiro, sendo as maiores taxas de contração registada desde Setembro de 2020 e Junho de 2020 respectivamente”.

Segundo o PMI, os níveis mais baixos de novos negócios foram frequentemente associados pelos membros do painel à descida da procura por parte dos clientes devido à nova vaga de casos relacionados com a variante Ómicron do covid-19.

O declínio de vendas deu origem ao segundo mês consecutivo de redução da atividade de aquisição. Os níveis de stock também sofreram uma redução, sendo que a taxa de esgotamento foi a mais rápida dos últimos 17 meses.

No mesmo sentido, os fornecedores diminuíram igualmente os seus preços, o que deu origem a uma pequena quebra dos custos gerais dos meios de produção, a primeira registada desde Novembro de 2020.

Por sua vez, as empresas baixaram os seus encargos com a produção pela primeira vez durante o mesmo período . Apesar da nova deterioração das condições das empresas, de uma forma global, as empresas moçambicanas permaneceram optimistas em relação à atividade dos próximos 12 meses, sendo que pouco menos de dois terços dos inquiridos preveem uma
situação de crescimento.

As empresas mantêm esperança no fim da pandemia e que os planos de expansão possam ser postos em prática. Como resultado, os números relativos ao emprego continuaram a aumentar no último período do inquérito, sendo que a taxa de criação de emprego acelerou para o nível mais alto dos últimos três meses, embora permanecendo apenas ligeira. O nível
mais elevado de pessoal e o menor número de vendas fez com que as empresas conseguissem reduzir as suas encomendas em atraso de forma sólida. Entretanto, o índice considera que as perspectivas para a actividade futura permanecem positivas, sendo que dois terços das empresas continuam a indicar previsões optimistas em termos de crescimento e que irão dar origem a um novo aumento dos níveis de pessoal

Banco de Moçambique mantém taxa de política monetária em 13,25%

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 13,25%, anunciou em comunicado.

“Esta decisão é sustentada pela ligeira melhoria das perspetivas de inflação doméstica no curto e médio prazo, não obstante o agravamento dos riscos e incertezas”, justificou.

Pressão fiscal, choques climáticos no país e aumento dos preços do petróleo e dos bens alimentares no mercado internacional, foram os riscos apresentados.

Moçambique terminou 2021 com uma inflação de 6,7%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O BM prevê “uma menor aceleração da inflação”, reflexo da “estabilidade do metical, não obstante as perspectivas de aumento dos preços dos bens alimentares e do petróleo no mercado internacional”, referiu.

Mantêm-se também “as perspetivas de melhoria da atividade económica em 2022”, graças “ao relaxamento das medidas de contenção da propagação da covid-19, à execução dos projetos de gás natural na bacia do Rovuma e da maior dinâmica do setor externo”.

Tal como em comunicados anteriores, o banco central alerta para a necessidade “de reformas estruturantes na economia” e refere que “a dívida pública interna aumentou”.

Em dezembro de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, “aumentou em 2,4 mil milhões para 220,6 mil milhões de meticais”, cerca de três mil milhões de euros.

 

Standard Bank melhora perspectivas de crescimento da actividade económica

Em publicação recente intitulada Mercados Africanos Revelados, o Standard Bank melhora as suas perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% para 3,1% em 2022, mercê de melhorias de segurança no norte do país e possível retoma de apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Orçamento do Estado.

“Agora elevamos a nossa previsão de crescimento para 3,1% para 2022 e 3,4% para 2023, a partir de 2,8% e 3,2% respectivamente, devido às melhorias de segurança em Cabo Delgado, o progresso do investimento em gás natural e um aumento do apoio externo com a retoma das negociações entre o Governo e o FMI para um programa de crédito alargado (ECF)”, lê-se no documento.

A fonte lembra que uma declaração de fim de missão da Consulta do FMI, emitida em 21 de Dezembro, indica que as negociações para um programa apoiado por uma ECF deve começar no final de Janeiro, quase um ano após as negociações serem suspensas (provavelmente devido à incerteza em torno do impacto fiscal da insegurança em Cabo Delgado).

O FMI suspendeu o apoio directo ao Orçamento nacional em Abril de 2016, após a revelação de empréstimos ilegais de mais de 2,2 biliões de USD, que empurraram a dívida soberana para mais de 100% do PIB. Todavia, o Standard Bank acredita que o julgamento em curso sobre estes empréstimos ilegais, que começou a 21 de Agosto, pode ajudar a melhorar a prestação de contas.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte lembra que a recuperação económica tem sido lenta, mas ampla, apoiada por efeitos de base, nomeadamente agricultura e mineração resilientes, pelo que, em relação ao passado, a instituição estima ter-se registado um crescimento do PIB na ordem de 2,2%, a partir de uma contração de 1,2% em 2020.

“A Agricultura beneficiou-se da melhor estação chuvosa e investimento no projecto Sustenta. A mineração beneficiou-se de um forte crescimento na produção de carvão de mais de 8%, para 12,3 MTPA, suportada pela mina de carvão de Moatize. Ambos os sectores devem estender seus fortes desempenhos em 2022. No entanto, a pandemia da Covid-19, os desafios de segurança persistentes e as mudanças climáticas ainda representam riscos relevantes para as perspectivas”, relata o documento.

O Standard Bank perspectiva que a chegada, na Área 4 da Bacia do Rovuma, da plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL), Coral Sul, num projecto de 7 biliões de USD, e cuja produção começa a partir de meados de 2022, deverá impulsionar as exportações, mas com efeitos colaterais limitados, sendo um projecto em mar (ou offshore).

A instituição perspectiva ainda que o projecto de GNL da Área 1 de 20 biliões de USD possa retomar a construção dos dois trens terrestres de GNL, possivelmente durante a segunda metade de 2022, facto que irá aumentar o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique.

“Nosso cenário optimista vê maiores taxas de crescimento para 2022 e 2023, 4,6% e 5,5% respectivamente, apoiados por IDE, principalmente relacionado com o GNL.

Hotel flutuante a caminho de Cabo Delgado para Projecto Coral Sul

Um hotel flutuante denominado CSS Termis está a caminho da província de Cabo Delgado, onde vai alojar centenas de trabalhadores contratados para a instalação da plataforma flutuante de gás natural liquefeito, Coral Sul FLNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma.

Citando a Nortrans, proprietária do hotel, a AIM explica que o contrato prevê o alojamento de 400 trabalhadores por um período de 200 dias, contados a partir de Fevereiro. Actualmente, o navio está ancorado no porto da Cidade do Cabo, na vizinha África do Sul.

A plataforma Coral Sul FLNG encontra-se em águas moçambicanas, volvidos 34 dias de viagem a partir da Coreia do Sul.

Uma nota publicada pelo Instituto Nacional de Petróleos (INP), após a chegada da plataforma, explica que, neste momento, decorre o processo de certificação do heliporto para permitir a aterragem e descolagem de helicópteros, que transportarão as equipas de apoio e de trabalho.

Após a conclusão da ancoragem, processo que inicia logo após a chegada da plataforma à área de produção, o INP vai efectuar uma vistoria antes de proceder à emissão da Licença de Operação, em conformidade com o Regulamento de Licenciamento de Infra-estruturas e Operações Petrolíferas Nr. 84/2020, de 18 de Setembro. Prevê-se que esta acção ocorra até Abril do corrente ano.

A plataforma Coral Sul FLNG foi construída pelas concessionárias da Área 4, nomeadamente a ENH, com 10% de participações, a MRV com 70%, a Galp Energy e a Kogas, ambas com 10%.

A infra-estrutura tem 432 metros de comprimento e 66 de largura, chegando a pesar mais de 200 mil toneladas resultantes de uma complexa composição que inclui 12 módulos de superfície.

Este projecto, que conta com um investimento de aproximadamente 7 biliões de USD, vai produzir e liquefazer 3.37 MTPA (milhões de toneladas por ano) de gás natural, usando os recursos provenientes do reservatório Coral Sul.