Friday, June 5, 2026
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CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique está a pressionar o Banco de Moçambique (BdM) a reconsiderar a retirada da comparticipação de 50% na factura de importação de combustíveis. Esta medida foi tomada em resposta aos desafios enfrentados pelas empresas moçambicanas no que diz respeito aos pagamentos ao exterior, desde o quarto trimestre de 2023.

De acordo com um comunicado emitido pela CTA e divulgado publicamente nesta Quarta-feira, 27 de Março, as transacções externas têm sido cada vez mais difíceis, e esta dificuldade persistiu no primeiro trimestre de 2024. A CTA atribui grande parte desta situação à decisão do BdM de retirar a comparticipação na factura de importação de combustíveis, bem como ao aumento da taxa de reservas obrigatórias de 11% para 39,5%.

A combinação destas medidas resultou numa redução significativa nos fluxos de liquidez de divisas para o mercado. Segundo a CTA, a diferença entre o que os bancos comerciais venderam às empresas e o que compraram delas aumentou para 40% no quarto trimestre de 2023, em comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano.

A CTA argumenta que esta situação está a prejudicar as empresas moçambicanas e a dificultar as transacções comerciais. Para resolver este problema, propõe que o BdM considere a possibilidade de comparticipar em, pelo menos, 50% na factura de combustíveis e outros produtos críticos para a economia, como as matérias-primas de produtos alimentares.

É importante destacar que o Banco de Moçambique anunciou em Maio de 2023, sem muitos detalhes, que deixaria de comparticipar o pagamento de facturas de importação de combustíveis para o País. A CTA espera que o BdM reavalie esta decisão e restaure a comparticipação, de forma a aliviar a pressão sobre as empresas moçambicanas e estabilizar o mercado de importação de combustíveis.

CTA calls for review of Bank of Mozambique measures on fuel imports

CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

Mozambique’s Confederation of Economic Associations (CTA) is pressuring the Bank of Mozambique (BdM) to reconsider the withdrawal of the 50% co-payment on fuel import bills. This measure was taken in response to the challenges faced by Mozambican companies with regard to payments abroad since the fourth quarter of 2023.

According to a statement issued by the CTA and made public on Wednesday, March 27, foreign transactions have been increasingly difficult, and this difficulty persisted into the first quarter of 2024. The CTA attributes a large part of this situation to the BoM’s decision to withdraw the co-payment of the fuel import bill, as well as the increase in the mandatory reserve rate from 11% to 39.5%.

The combination of these measures resulted in a significant reduction in foreign currency liquidity flows to the market. According to CTA, the difference between what commercial banks sold to companies and what they bought from them increased to 40% in the fourth quarter of 2023, compared to the third quarter of the same year.

CTA argues that this situation is damaging Mozambican companies and hindering commercial transactions. To solve this problem, it proposes that the BdM consider the possibility of making at least a 50% contribution to fuel bills and other products that are critical to the economy, such as raw materials for food products.

It is important to note that the Bank of Mozambique announced in May 2023, without much detail, that it would no longer contribute to the payment of fuel import bills into the country. CTA hopes that the BdM will re-evaluate this decision and restore the co-payment, in order to ease the pressure on Mozambican companies and stabilize the fuel import market.

Cláudia Manjate: “As histórias por detrás de uma Marca moldam as preferências do consumidor”

À conversa com o Profile, Cláudia Manjate, Directora de Relações Públicas e Comunicação Corporativa na OLAM Moçambique, compartilha suas visões sobre o Superbrands Moçambique e aborda os desafios e expectativas do Marketing Empresarial em Moçambique.

Profile Mozambique: O que é a OLAM Moçambique?

Cláudia Manjate: A OLAM Moçambique é uma empresa multinacional da área de agronegócio, fornecendo produtos e matéria-prima a nível mundial. Em Moçambique, já tivemos um portfólio que incluiu fomento e processamento para exportação de culturas como o algodão e a castanha de Caju, Processamento e Distribuição de Óleo Alimentar, a importação e a comercialização do arroz. Presente desde 1998 ao nível nacional, a Olam vem contribuindo pelas suas acções na melhoria da segurança alimentar, assim como assegurando o mercado para as comunidades que operam na sua cadeia de valor.

Entretanto, neste momento, temos um enfoque maior em duas unidades de negócio: (1) Óleo Alimentar e Sabões com 2 fabricas em Maputo e na Beira e (2) importação de arroz de nossas operações no Vietname, que depois é distribuído aqui no mercado nacional para além da compra para exportação de produtos agrícolas (algodão, gergelim).

Estamos em 75 países do mundo, a maior parte dos quais em África, portanto, é uma empresa com raízes em África.

PM: Falemos dos principais acontecimentos que marcaram positivamente a empresa e que contribuíram para o seu crescimento durante o ano 2023.

CM: A OLAM está no mercado moçambicano há 30 anos, e celebramos em 2023. Para dizer que tem sido uma jornada coroada de crescimento e transformação ao longo do tempo e tentando-se, obviamente, ajustar-se às necessidades do mercado para se afirmar e responder aquilo que são as necessidades do consumidor final.

Estamos a falar de produtos alimentares que, apesar de nunca faltarem à mesa dos moçambicanos, particularmente, são produtos de muita concorrência no mercado, se nós falamos de óleo alimentar, tem muita entrada de óleo alimentar sul-africano no país, enfim, sabemos que estamos num país de fronteiras porosas, que facilmente a fuga ao fisco acontece, então em meio a este contexto há todo um trabalho de afirmação das marcas, comunicação junto do consumidor final, que é educá-lo para as suas escolhas.

PM: Vamos ter algumas novidades concretas em termos de produtos da Olam?

CM: Já tivemos este ano, bem no início, a OLAM lançou uma marca de arroz nova, na verdade, a marca está voltar ao mercado após ter desaparecido por dois anos, que é o Arroz Feliz Família, uma marca que já é conhecida e agora voltou ao mercado para os nossos consumidores, e nos propusemos um desafio na nossa fábrica de produção de óleo alimentar, que é a produção de azeite, um produto mais refinado, que o mercado moçambicano também começa a exigir, e nós trouxemos isso bem no fim do ano passado.

O Di Olivia Sabor já está disponível no mercado moçambicano e temos estado a publicitar essas marcas nas várias plataformas de comunicação, desde as redes sociais até os canais televisivos.

PM: Como profissional de comunicação, qual é a sua perspectiva sobre o significado e a importância da distinção Superbrands para as marcas moçambicanas?

CM: Eu vejo o Superbrands como uma plataforma, primeiro, de estímulo das marcas, porque quando nós sabemos que estamos sendo escrutinados, avaliados, temos tendência a trabalhar para a excelência. Então, o Superbrands traz esse braço forte que ajuda a premiar as marcas, logo, as marcas sabem que estão sendo observadas e também começam a ter uma responsabilidade muito maior.

Por outras, ter uma entidade como esta, que reconhece o esforço das marcas, que monitora o impacto que essas marcas estão a fazer e a transformação, longevidade e todos os outros elementos que carregam e que materializam as marcas, é muito importante porque traz todo um debate de posicionamento de marketing para um contexto moçambicano em que é preciso aprimorar e crescer, exactamente neste quesito de comunicação e marketing.

PM: Que avaliação em relação à postura das empresas moçambicanas no contexto do marketing, considerando o cenário actual? Quais são os desafios e oportunidades que essas empresas enfrentam em termos de estratégias de marketing e comunicação?

CM: É ainda incipiente e desafiador, porque eu penso que está a começar agora a perceber-se a relevância de ter dentro das empresas uma equipe sólida de comunicação que esteja dedicada dentro do negócio para fazer comunicação, não como um apêndice, mas como parte integral do negócio.

Então, continua a ser um desafio, porque o que se verifica no momento, muitas vezes, é que as empresas não têm um departamento de comunicação e marketing. Com efeito, fazem actividades de comunicação e marketing de forma ad-hoc e pouco estruturada, ou como uma equipe, solicitada principalmente em tempos de crise, que é para gerir a imagem corporativa e não necessariamente uma equipe sólida, que esteja desde a concepção, desenho, que ajuda a marca crescer e harmonizada sua posição e linguagem.

Portanto, é um desafio. De forma tímida, a consciência empresarial começa a crescer e, iniciativas como esta, do Superbrands e outras com foco nas marcas acabam trazendo essa necessidade, e esta discussão à tona e as empresas começam a perceber a relevância do marketing e da comunicação das marcas.

PM: Na qualidade de Conselheira Superbrands, que recomendação deixa para as empresas que ainda não foram convidadas a tomar parte desta avaliação. O que podem melhorar em termos de perfomance para se destacarem no mercado e merecerem o convite da Superbrands?

CM: Os seres humanos são movidos por emoções, e as marcas só se destacam se conseguirem perceber isto. O Covid distanciou-nos um pouco e transformou as emoções e o contacto directo, incluindo o das marcas, em coisas como emojis e stickers. As marcas também se ressentiram deste distanciamento e contacto pessoal.

Então, um dos grandes elementos que a Superbrands traz é uma sacudidela nas marcas, chamando a atenção para começarem a considerar outros elementos por detrás do brand recomendando a olhar, para como contamos as histórias por detrás das nossas marcas.

Qualquer marca tem uma história de produção, tem uma história de transformação, tem uma história de impacto, tem uma história de geração de emprego e são essas histórias que o consumidor quer ouvir, porque são essas histórias que vão fazer a diferença na decisão dele por um produto ou por outro da mesma natureza.

De onde é que vêm os produtos? Como é que são produzidos? Que emprego estão a gerar? Que tipo de transformação se está a fazer? Qual é o nível de qualidade no processo de preparação?

Então, todos esses elementos que, na verdade, estão por detrás da marca, são eles que o engrandecem. E quanto mais as empresas perceberem, mais cedo as empresas perceberão que este tipo de comunicação é importante e que o consumidor está à procura disso porque as identifica, é uma forma de as identificar com as marcas, traz o elemento humano que falta nas marcas.

É isso que traz excelência, é isso que vai trazer também mais marcas para os superbrands e fazerem parte desta família.

 

Conheça a Cláudia Manjate, connectando-se ao seu perfil de LinkedIN: Claudia Manjate

Breve Perfil

Quase 15 anos de experiência na gestão e comunicação com as partes interessadas, desde a sociedade civil até às perspectivas da indústria (sector extrativo).

Os seus pontos fortes incluem: mobilização e advocacia, investigação e análise estratégica, criação de consensos e relações públicas.

 

Cláudia Manjate: “The stories behind a Brand shape consumer preferences”

In conversation with Profile, Cláudia Manjate, Director of Public Relations and Corporate Communications at OLAM Mozambique, shares her views on Superbrands Mozambique and discusses the challenges and expectations of Corporate Marketing in Mozambique.

Profile Mozambique: What is OLAM Mozambique?

Cláudia Manjate: OLAM Mozambique is a multinational agribusiness company, supplying products and raw materials worldwide. In Mozambique, we have had a portfolio that includes the development and processing for export of crops such as cotton and cashew nuts, the processing and distribution of cooking oil, and the import and marketing of rice. Present at national level since 1998, Olam’s actions have contributed to improving food security, as well as securing markets for the communities that operate in its value chain.

However, at the moment, we have a greater focus on two business units: (1) Food Oil and Soaps with 2 factories in Maputo and Beira and (2) importing rice from our operations in Vietnam, which is then distributed here on the domestic market in addition to buying agricultural products (cotton, sesame) for export.

We’re in 75 countries around the world, most of which are in Africa, so it’s a company with roots in Africa.

PM: Let’s talk about the main events that have made a positive impact on the company and contributed to its growth during 2023.

CM: OLAM has been on the Mozambican market for 30 years, and we’re celebrating in 2023. To say that it has been a journey crowned with growth and transformation over time, obviously trying to adjust to the needs of the market in order to assert itself and respond to the needs of the end consumer.

We’re talking about food products which, although they’re never missing from Mozambicans’ tables, in particular, are products with a lot of competition on the market, if we’re talking about cooking oil, there’s a lot of South African cooking oil entering the country, in short, we know that we’re in a country with porous borders, that it’s easy to evade tax, so in the midst of this context there’s all this work to affirm the brands, communication with the end consumer, which is to educate them about their choices.

PM: Will there be any concrete new products from Olam?

CM: This year, right at the beginning, OLAM launched a new brand of rice, in fact, the brand is returning to the market after disappearing for two years, which is Arroz Feliz Família, a brand that is already known and has now returned to the market for our consumers, and we set ourselves a challenge at our cooking oil production plant, which is the production of olive oil, a more refined product, which the Mozambican market is also beginning to demand, and we brought this in right at the end of last year.

Di Olivia Sabor is already available on the Mozambican market and we have been advertising these brands on various communication platforms, from social networks to television channels.

PM: As a communications professional, what is your perspective on the meaning and importance of the Superbrands distinction for Mozambican brands?

CM: I see Superbrands as a platform, firstly, for stimulating brands, because when we know we’re being scrutinized, evaluated, we tend to work towards excellence. So Superbrands brings this strong arm that helps reward brands, so brands know they’re being watched and they also start to have a much greater responsibility.

In other words, having an entity like this, which recognizes the efforts of brands, which monitors the impact that these brands are making and the transformation, longevity and all the other elements that they carry and that materialize brands, is very important because it brings a whole debate on marketing positioning to a Mozambican context in which we need to improve and grow, precisely in this area of communication and marketing.

PM: What is your assessment of the attitude of Mozambican companies in the context of marketing, considering the current scenario? What are the challenges and opportunities facing these companies in terms of marketing and communication strategies?

CM: It’s still in its infancy and challenging, because I think we’re now beginning to see the importance of having a solid communications team within companies that is dedicated to doing communications, not as an appendage, but as an integral part of the business.

So it’s still a challenge, because what we often see at the moment is that companies don’t have a communications and marketing department. In fact, they do communication and marketing activities in an ad-hoc and unstructured way, or as a team, requested mainly in times of crisis, which is to manage the corporate image and not necessarily a solid team, which is from conception, design, which helps the brand grow and harmonized its position and language.

So it’s a challenge. In a timid way, corporate awareness is starting to grow and initiatives like this one by Superbrands and others focusing on brands are bringing this need and this discussion to the fore and companies are starting to realize the importance of brand marketing and communication.

PM: As a Superbrands Board Member, what recommendations do you have for companies that have not yet been invited to take part in this assessment? What can they improve in terms of performance in order to stand out in the market and deserve an invitation from Superbrands?

CM: Human beings are driven by emotions, and brands only stand out if they can understand this. Covid has distanced us a little and turned emotions and direct contact, including that with brands, into things like emojis and stickers. Brands have also suffered from this distancing and personal contact.

So, one of the big elements that Superbrands brings is a shake-up in brands, drawing their attention to start considering other elements behind the brand recommending look, to how we tell the stories behind our brands.

Every brand has a story of production, a story of transformation, a story of impact, a story of job creation and it’s these stories that consumers want to hear, because it’s these stories that will make the difference in their decision to buy a product or another of the same kind.

Where do the products come from? How are they produced? What jobs are they generating? What kind of transformation is taking place? What is the level of quality in the preparation process?

So all these elements that are actually behind the brand, they are what make it great. And the more companies realize it, the sooner companies will realize that this type of communication is important and that consumers are looking for it because it identifies them, it’s a way of identifying them with brands, it brings the human element that brands lack.

That’s what brings excellence, that’s what will also bring more brands to the superbrands and become part of this family.

Get to know Cláudia Manjate by connecting to her LinkedIN profile: Claudia Manjate

Brief Profile

Almost 15 years of experience in managing and communicating with stakeholders, from civil society to industry perspectives (extractive sector).

Her strengths include: mobilization and advocacy, research and strategic analysis, consensus building and public relations.

ONU mobiliza cerca de 12,6 mil milhões de meticais para assistência humanitária

ONU mobiliza cerca de 12,6 mil milhões de meticais para assistência humanitária

A Organização das Nações Unidas (ONU) está a mobilizar cerca de 200 milhões de para assistência humanitária em Moçambique para o presente ano. A assistente do secretário-geral da ONU e coordenadora da crise climática do El Niño, Reena Ghelani, anunciou esses dados em Maputo, após uma audiência com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Até o momento, apenas 10% da quantia foi canalizada, e a comunidade internacional ainda não respondeu totalmente ao apelo. Ghelani explicou que a ONU já está a prestar assistência humanitária no Norte do país e que sua visita visa avaliar o impacto das cheias e da seca, principalmente ligadas ao fenómeno El Niño e às mudanças climáticas, além de discutir o apoio adicional que poderá ser concedido a Moçambique.

A ministra expressou preocupação com os sistemas de aviso prévio para prevenir e mitigar desastres naturais, e Ghelani afirmou que a ONU vai estudar como apoiar nessa área. Catherine Sozi, coordenadora humanitária para Moçambique, anunciou um programa para 2024 que beneficiará pelo menos 1,3 milhão de moçambicanos, principalmente em Cabo Delgado, nos sectores de saúde, nutrição, educação, alimentação, abrigo e desenvolvimento de infra-estruturas.

UN mobilizes around 12.6 billion meticais for humanitarian assistance

ONU mobiliza cerca de 12,6 mil milhões de meticais para assistência humanitária

The United Nations (UN) is mobilizing around 200 million for humanitarian assistance in Mozambique this year. The assistant to the UN secretary-general and coordinator of the El Niño climate crisis, Reena Ghelani, announced these figures in Maputo, after an audience with the Minister of Foreign Affairs and Cooperation, Verónica Macamo.

So far, only 10% of the amount has been channeled, and the international community has not yet fully responded to the appeal. Ghelani explained that the UN is already providing humanitarian assistance in the north of the country and that his visit is aimed at assessing the impact of the floods and drought, mainly linked to the El Niño phenomenon and climate change, as well as discussing the additional support that could be granted to Mozambique.

The minister expressed concern about early warning systems to prevent and mitigate natural disasters, and Ghelani said that the UN will study how to support in this area. Catherine Sozi, humanitarian coordinator for Mozambique, announced a program for 2024 that will benefit at least 1.3 million Mozambicans, mainly in Cabo Delgado, in the sectors of health, nutrition, education, food, shelter and infrastructure development.

Moçambique intensifica o combate ao branqueamento de capitais com programa de formação intensiva

Moçambique intensifica o combate ao branqueamento de capitais com programa de formação

Moçambique está a intensificar os esforços para combater o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, através da implementação de um programa de formação intensiva. O programa, que teve início no dia 25 e decorrerá até 28 de Março, na cidade da Beira, centro do país, reúne autoridades policiais, reguladores e instituições não financeiras.

A iniciativa faz parte da estratégia mais ampla de Moçambique para sair da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) e cumprir as normas globais de conformidade financeira. O objectivo é reforçar as defesas do país contra o financiamento do terrorismo e a proliferação de armas de destruição maciça.

Marina Macamo, porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, destacou a importância da formação para reforçar as capacidades internas de Moçambique no combate aos crimes financeiros. Ela enfatizou a necessidade de reforçar o sistema financeiro nacional para prevenir e combater o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, bem como para fornecer formação sobre a Avaliação Nacional de Risco (ANR).

A inclusão na lista cinzenta do GAFI pode afectar as relações financeiras internacionais e o desenvolvimento económico de qualquer nação, por isso, a participação neste programa é vista como um passo crucial para remover Moçambique desta lista e fortalecer a posição do país no combate aos crimes financeiros.

Mozambique steps up fight against money laundering with training program

Moçambique intensifica o combate ao branqueamento de capitais com programa de formação

Mozambique is stepping up efforts to combat money laundering and terrorist financing by implementing an intensive training program. The program, which began on March 25 and will run until March 28 in the central city of Beira, brings together police authorities, regulators and non-financial institutions.

The initiative is part of Mozambique’s broader strategy to get off the Financial Action Task Force (FATF) gray list and meet global financial compliance standards. The aim is to strengthen the country’s defenses against terrorist financing and the proliferation of weapons of mass destruction.

Marina Macamo, spokesperson for the Provincial Office for Combating Corruption, highlighted the importance of the training in strengthening Mozambique’s internal capacities to combat financial crimes. She emphasized the need to strengthen the national financial system to prevent and combat money laundering and terrorist financing, as well as to provide training on the National Risk Assessment (ANR).

Inclusion on the FATF grey list can affect international financial relations and the economic development of any nation, so participation in this program is seen as a crucial step towards removing Mozambique from this list and strengthening the country’s position in the fight against financial crimes.

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de referência para 15,75%

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de referência para 15,75%

O Banco de Moçambique (BdM) anunciou a redução da taxa de juro de referência de 16,50% para 15,75%, a segunda descida este ano, justificando a medida com “a consolidação das perspectivas de inflação a um dígito”. A decisão foi comunicada pelo governador do BdM, Rogério Zandamela, após a reunião do Comité de Política Monetária (CPMO) do regulador financeiro.

Zandamela explicou que a redução da taxa de juro de referência, designada por taxa MIMO, foi sustentada pela consolidação das perspectivas de inflação a um dígito no médio prazo, num contexto de avaliação favorável dos riscos e incertezas associados às projecções.

Esta é a segunda vez este ano que o CPMO reduz a taxa MIMO. Em Janeiro, a taxa foi reduzida de 17,25% para 16,50%. Em Fevereiro, a inflação em Moçambique desceu para 4%, depois de ter alcançado 4,2% em Janeiro, reflectindo, sobretudo, a estabilidade do metical e o impacto das medidas tomadas pelo CPMO.

Para o médio prazo, prevê-se a manutenção de um crescimento económico moderado, excluindo o sector do gás natural liquefeito (GNL). No quarto trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 3,6%, melhor que os 3,3% no trimestre anterior. No entanto, a pressão sobre o endividamento interno se mantém elevada, situando-se em 344 mil milhões de meticais (4,9 mil milhões de euros), um aumento de 31,7 mil milhões de meticais (459 milhões de euros) em relação a Dezembro de 2023. As projecções da inflação continuam favoráveis, devido ao esforço de consolidação fiscal.

Bank of Mozambique cuts benchmark interest rate to 15.75%

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de referência para 15,75%

The Bank of Mozambique (BdM) announced a reduction in the benchmark interest rate from 16.50% to 15.75%, the second decrease this year, justifying the measure with “the consolidation of the outlook for single-digit inflation”. The decision was announced by the governor of the BdM, Rogério Zandamela, after the meeting of the Monetary Policy Committee (CPMO) of the financial regulator.

Zandamela explained that the reduction in the reference interest rate, known as the MIMO rate, was underpinned by the consolidation of the outlook for single-digit inflation in the medium term, in a context of a favorable assessment of the risks and uncertainties associated with the projections.

This is the second time this year that the CPMO has cut the MIMO rate. In January, the rate was cut from 17.25% to 16.50%. In February, inflation in Mozambique fell to 4%, after reaching 4.2% in January, mainly reflecting the stability of the metical and the impact of the measures taken by the CPMO.

For the medium term, moderate economic growth is expected to continue, excluding the liquefied natural gas (LNG) sector. In the fourth quarter of 2023, Gross Domestic Product (GDP) reached 3.6%, better than the 3.3% in the previous quarter. However, the pressure on domestic debt remains high, standing at 344 billion meticais (4.9 billion euros), an increase of 31.7 billion meticais (459 million euros) compared to December 2023. Inflation projections remain favorable, due to the fiscal consolidation effort.