Friday, June 5, 2026
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Crédito à economia em Moçambique atinge 11,6 mil milhões de meticais com crescimento de 4,1%

Crédito à economia em Moçambique atinge 11,6 mil milhões de meticais com crescimento de 4,1%

O crédito concedido pelos bancos moçambicanos à economia registou um crescimento de 4,1% até Agosto deste ano, atingindo o montante de 11,6 mil milhões de meticais, de acordo com o balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

Este aumento é resultado do acréscimo nas componentes em moeda nacional e estrangeira, somando 7,5 mil milhões de meticais e 4,1 mil milhões de meticais, respectivamente. O relatório destaca que o endividamento bancário teve um incremento significativo por parte das empresas privadas e particulares, cujo saldo de crédito expandiu em diversos sectores da actividade económica.

Até o final de Agosto, o saldo do crédito aumentou notavelmente em vários sectores, com destaque para o crédito a particulares, totalizando 10,7 mil milhões de meticais, e à indústria extractiva, com 1,1 mil milhões de meticais. Este cenário reflete um impulso económico, conforme a retoma da actividade económica no país.

O documento ressalta que, em termos anuais, o crédito à economia expandiu em 5,4%, atingindo quase 15,1 mil milhões de meticais. Esse crescimento é justificado pela recuperação contínua da actividade económica no país.

Segundo dados do Banco de Moçambique, o país conta com 15 bancos comerciais, 12 micro-bancos, cooperativas de crédito, organizações de poupança e crédito, entre outras instituições financeiras, totalizando um diversificado sistema financeiro que contribui para o desenvolvimento económico do país.

Credit to the economy in Mozambique reaches 11.6 billion meticais with growth of 4.1%

Crédito à economia em Moçambique atinge 11,6 mil milhões de meticais com crescimento de 4,1%

Credit granted by Mozambican banks to the economy grew by 4.1% up to August this year, reaching 11.6 billion meticais, according to the balance sheet of the Economic and Social Plan and State Budget (BdPESOE), published by the Ministry of Economy and Finance (MEF).
This increase is the result of the increase in the domestic and foreign currency components, totaling 7.5 billion meticais and 4.1 billion meticais, respectively. The report highlights the significant increase in bank debt by private companies and individuals, whose credit balance expanded in various sectors of economic activity.
By the end of August, the credit balance had risen significantly in various sectors, in particular credit to private individuals, totaling 10.7 billion meticais, and to the extractive industry, with 1.1 billion meticais. This scenario reflects an economic boost, in line with the recovery of economic activity in the country.
The document points out that, in annual terms, credit to the economy expanded by 5.4%, reaching almost 15.1 billion meticais. This growth is justified by the continued recovery of economic activity in the country.

According to data from the Bank of Mozambique, the country has 15 commercial banks, 12 micro-banks, credit cooperatives, savings and credit organizations, among other financial institutions, making up a diversified financial system that contributes to the country’s economic development.

Petrolífera Indonésia, cancela acordo de compra de GNL de Moçambique devido a ataques terroristas

Petrolífera Indonésia, cancela acordo de compra de GNL de Moçambique devido a ataques terroristas

A Pertamina, principal empresa petrolífera da Indonésia, anunciou o cancelamento de um contrato de compra de gás natural liquefeito (GNL) de Moçambique, proveniente do projecto da TotalEnergies, que permanece suspenso desde 2021 devido a ataques terroristas.

O acordo, celebrado em 2019, previa a exportação de um milhão de toneladas de GNL para a Indonésia anualmente, ao longo de um período de 20 anos. Segundo o portal especializado em energia, Argus Media, a Pertamina citou “força maior” como justificativa para o cancelamento, indicando a situação desafiadora no projecto da TotalEnergies em Cabo Delgado, Moçambique.

O projecto da TotalEnergies, avaliado em mais de 20 mil milhões de dólares, é considerado um dos maiores investimentos do tipo em África. No entanto, as obras estão paralisadas desde 2021 devido a ataques terroristas na região. A petrolífera francesa anunciou a suspensão das actividades em Março de 2021, declarando a retomada condicionada à garantia de segurança na área.

Moçambique possui três projectos de desenvolvimento, aprovados para explorar as vastas reservas de gás natural na bacia do Rovuma, consideradas entre as maiores do mundo. Dois destes projectos, liderados por TotalEnergies (consórcio da Área 1) e ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4), visam canalizar o gás para terra, arrefecê-lo e exportá-lo em estado líquido.

O projecto da Área 4, liderado pelo consórcio ExxonMobil e Eni, ainda sem anúncio oficial, segue em desenvolvimento. Outro projecto concluído e de menor dimensão, pertencente ao consórcio da Área 4, envolve uma plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação directa no mar, iniciada em Novembro de 2022.

A persistência do conflito em Cabo Delgado, que assola a província desde 2017, tem sido um factor crucial na interrupção das operações no sector. Grupos de rebeldes armados têm atacado aldeias e vilas, reivindicando ataques em nome do autoproclamado Estado Islâmico na região. O conflito já resultou em mais de 4.000 mortes e, pelo menos, um milhão de deslocados, de acordo com dados do The Armed Conflict Location & Event Data Project.

Com o cancelamento do contrato pela Pertamina, o sector de energia em Moçambique enfrenta desafios adicionais, destacando a complexidade da situação e a necessidade de abordagens estratégicas para garantir a segurança e continuidade dos investimentos na região.

Indonesian oil company cancels deal to buy LNG from Mozambique due to terrorist attacks

Petrolífera Indonésia, cancela acordo de compra de GNL de Moçambique devido a ataques terroristas

Pertamina, Indonesia’s main oil company, has announced the cancellation of a contract to buy liquefied natural gas (LNG) from Mozambique, from the TotalEnergies project, which has been suspended since 2021 due to terrorist attacks.
The agreement, signed in 2019, provided for the export of one million tons of LNG to Indonesia annually over a period of 20 years. According to energy portal Argus Media, Pertamina cited “force majeure” as justification for the cancellation, indicating the challenging situation at TotalEnergies’ project in Cabo Delgado, Mozambique.
The TotalEnergies project, valued at more than 20 billion dollars, is considered one of the largest investments of its kind in Africa. However, work has been paralyzed since 2021 due to terrorist attacks in the region. The French oil company announced the suspension of activities in March 2021, declaring the resumption conditional on guaranteeing security in the area.

Mozambique has three development projects approved to exploit the vast natural gas reserves in the Rovuma basin, considered to be among the largest in the world. Two of these projects, led by TotalEnergies (Area 1 consortium) and ExxonMobil and Eni (Area 4 consortium), aim to channel the gas onshore, cool it and export it in liquid form.
The Area 4 project, led by the ExxonMobil and Eni consortium, which has yet to be officially announced, is still under development. Another completed and smaller project, belonging to the Area 4 consortium, involves a floating platform for capturing and processing gas for direct export at sea, starting in November 2022.
The persistence of the conflict in Cabo Delgado, which has plagued the province since 2017, has been a crucial factor in the interruption of operations in the sector. Groups of armed rebels have attacked villages and towns, claiming attacks in the name of the self-proclaimed Islamic State in the region. The conflict has already resulted in more than 4,000 deaths and at least one million displaced people, according to data from The Armed Conflict Location & Event Data Project.
With the cancellation of the contract by Pertamina, the energy sector in Mozambique faces additional challenges, highlighting the complexity of the situation and the need for strategic approaches to guarantee the security and continuity of investments in the region.

Inflação média anual em Moçambique atinge 5,36% em Novembro devido à elevação nos preços alimentares

Inflação média anual em Moçambique atinge 5,36% em Novembro devido à elevação nos preços alimentares

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a inflação média anual em Moçambique atingiu 5,36% em Novembro, revertendo a tendência de queda observada nos últimos meses. Segundo o INE, o aumento é impulsionado principalmente pela elevação nos preços dos produtos alimentares.

Esta aceleração representa o segundo mês consecutivo de aumento, uma vez que em Outubro a inflação já havia registado uma alta para 4,75%. O histórico do INE indica que a inflação a 12 meses em Moçambique começou a diminuir em Setembro, alcançando 4,63% – o sexto mês consecutivo de redução da inflação homóloga e uma queda de 0,30 pontos percentuais em relação a Agosto, atingindo mínimos desde Janeiro de 2021.

O aumento observado em Novembro, segundo o INE, é fundamentado principalmente pela escalada dos preços dos produtos alimentares. Esse fenómeno destaca a sensibilidade do índice inflacionário às variações no sector alimentício, indicando um desafio económico a ser monitorado de perto pelas autoridades.

A inflação, um indicador crucial para a estabilidade económica, reflete a variação nos preços dos bens e serviços ao longo do tempo. O impacto dos aumentos nos preços dos alimentos não só afecta directamente o poder de compra dos consumidores, mas também pode influenciar as políticas económicas do governo.

Este cenário ressalta a importância de medidas cautelares e estratégias económicas eficazes para mitigar os efeitos adversos da inflação. As autoridades económicas e os formuladores de políticas são desafiados a encontrar equilíbrio entre o controle inflacionário e a promoção do crescimento económico sustentável.

À medida que Moçambique enfrenta um ambiente económico dinâmico, o acompanhamento contínuo da inflação e a implementação de medidas adequadas são cruciais para garantir uma economia resiliente e equilibrada, capaz de lidar com os desafios inerentes à volatilidade dos preços.

Average annual inflation in Mozambique reaches 5.36% in November due to rise in food prices

Inflação média anual em Moçambique atinge 5,36% em Novembro devido à elevação nos preços alimentares

The National Statistics Institute (INE) announced that average annual inflation in Mozambique reached 5.36% in November, reversing the downward trend seen in recent months. According to INE, the increase is mainly driven by the rise in food prices.
This acceleration represents the second consecutive month of increase, since in October inflation had already risen to 4.75%. The INE’s record indicates that 12-month inflation in Mozambique began to fall in September, reaching 4.63% – the sixth consecutive month of year-on-year inflation reduction and a drop of 0.30 percentage points compared to August, reaching lows since January 2021.
The increase seen in November, according to INE, is mainly due to the rise in food prices. This phenomenon highlights the sensitivity of the inflation index to variations in the food sector, indicating an economic challenge to be closely monitored by the authorities.
Inflation, a crucial indicator for economic stability, reflects the variation in the prices of goods and services over time. The impact of increases in food prices not only directly affects consumers’ purchasing power, but can also influence the government’s economic policies.

This scenario underscores the importance of precautionary measures and effective economic strategies to mitigate the adverse effects of inflation. Economic authorities and policymakers are challenged to find a balance between controlling inflation and promoting sustainable economic growth.
As Mozambique faces a dynamic economic environment, the continuous monitoring of inflation and the implementation of appropriate measures are crucial to ensure a resilient and balanced economy, capable of dealing with the challenges inherent in price volatility.

LAM Reinicia voos directos Maputo-Lisboa após 12 anos de paralisação

Depois de uma pausa de 12 anos, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) redefine sua trajectória com o relançamento dos voos directos Maputo-Lisboa. A parceria estratégica entre a LAM e a Euro Atlântico, que empregará uma aeronave Boeing 777-200, marca um novo capítulo na história da empresa.

A aeronave, com capacidade para 320 passageiros, realizará três voos semanais, alinhados com o projecto de reestruturação da LAM. As operações, regidas por um consórcio, envolvem a remuneração por horas de voo à Euro Atlântico, enquanto a responsabilidade pelos demais serviços recai sobre a contraparte moçambicana.

A presença inicialmente maioritariamente portuguesa na tripulação busca ser equilibrada gradualmente, com a formação de pessoal de cabine nacional. O foco na revitalização da LAM também inclui a exploração de novas rotas regionais, como Maputo-Cape Town, agora em operação.

A empresa já comercializou aproximadamente 12 mil bilhetes para viagens entre Maputo e Lisboa nos próximos seis meses. A resposta positiva indica um potencial de superação de prejuízos nos primeiros meses de operação internacional.

Os voos, com preços a partir de 25 mil meticais (368 euros) na classe económica, conectam as duas capitais três vezes por semana. A retomada da rota Maputo-Lisboa, abandonada há 12 anos, faz parte da estratégia de revitalização após a entrada da Fly Modern Ark (FMA) na gestão da LAM.

Além da rota Maputo-Lisboa, a LAM planeja introduzir novas rotas que conectam Maputo a diferentes pontos da África do Sul, enfatizando a diversificação como parte da estratégia de crescimento.

LAM restarts direct Maputo-Lisbon flights after 12-year hiatus

LAM Reinicia voos directos Maputo-Lisboa após 12 anos de paralisação

After a 12-year break, Mozambique Airlines (LAM) is redefining its trajectory with the relaunch of direct Maputo-Lisbon flights. The strategic partnership between LAM and Euro Atlântico, which will use a Boeing 777-200 aircraft, marks a new chapter in the company’s history.
The aircraft, with capacity for 320 passengers, will operate three flights a week, in line with LAM’s restructuring project. The operations, governed by a consortium, involve Euro Atlântico being paid for flight hours, while responsibility for other services falls to the Mozambican counterpart.
The initially majority Portuguese presence in the crew aims to be gradually balanced with the training of national cabin crew. The focus on revitalizing LAM also includes the operation of new regional routes, such as Maputo-Cape Town, now in operation.
The company has already sold approximately 12,000 tickets for trips between Maputo and Lisbon over the next six months. The positive response indicates a potential for overcoming losses in the first few months of international operation.
The flights, with prices starting at 25,000 meticais (368 euros) in economy class, connect the two capitals three times a week. The resumption of the Maputo-Lisbon route, abandoned 12 years ago, is part of the revitalization strategy following the entry of Fly Modern Ark (FMA) into LAM’s management.

In addition to the Maputo-Lisbon route, LAM plans to introduce new routes connecting Maputo to different points in South Africa, emphasizing diversification as part of its growth strategy.
LAM’s restructuring, marked by years of operational challenges, is seen as a crucial step towards revitalizing the company. Management believes that the diversification strategy, through international and regional routes, can fill internal gaps and boost the company’s consolidation path.

Mphanda Nkuwa: Um dos melhores investimentos do continente

O projeto Mphanda Nkuwa conquistou posição de destaque no Fórum de Investimento de África realizado em Marrakech, Marrocos, sendo reconhecido como um dos melhores investimentos do continente. O evento, reuniu investidores, governos e empresas, proporcionando uma plataforma crucial para promover oportunidades de investimento em toda a África.

O Fórum, uma iniciativa dedicada ao crescimento económico e desenvolvimento sustentável do continente, destaca projectos que atendem a rigorosos critérios de elegibilidade. O Mphanda Nkuwa, submetido ao escrutínio do Comité de Investimento do Fórum, recebeu destaque pelo seu impacto social e ambiental, além da viabilidade técnica, económica e financeira.

O Gabinete de Implementação do Mphanda Nkuwa participou ativamente do evento, apresentando detalhes do projecto durante uma sessão especial de Boardroom de Investimento. Essa plataforma ofereceu aos projectos seleccionados a oportunidade única de apresentar suas propostas em profundidade a instituições financeiras internacionais, agências de exportação de crédito e agências de seguro, com o respaldo do Banco Africano de Desenvolvimento.

O projecto, que integra os objectivos de desenvolvimento sustentável, foi apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, consolidando sua posição como uma iniciativa que não apenas busca retorno financeiro, mas também contribui significativamente para o desenvolvimento socioeconómico e a sustentabilidade ambiental.

A escolha do Mphanda Nkuwa entre os melhores projectos de investimento destaca não apenas a eficácia de sua estrutura organizativa, mas também seu compromisso em alinhar-se aos princípios fundamentais do desenvolvimento sustentável. Este reconhecimento é um impulso significativo.

Mphanda Nkuwa highlighted as one of the continent’s best investments

The Mphanda Nkuwa project took pride of place at the Africa Investment Forum held in Marrakech, Morocco, being recognized as one of the best investments on the continent. The event, brought together investors, governments and companies, providing a crucial platform for promoting investment opportunities across Africa.
The Forum, an initiative dedicated to the continent’s economic growth and sustainable development, highlights projects that meet strict eligibility criteria. Mphanda Nkuwa, submitted to the scrutiny of the Forum’s Investment Committee, was highlighted for its social and environmental impact, as well as its technical, economic and financial viability.
The Mphanda Nkuwa Implementation Office actively participated in the event, presenting details of the project during a special Investment Boardroom session. This platform offered the selected projects the unique opportunity to present their proposals in depth to international financial institutions, export credit agencies and insurance agencies, with the backing of the African Development Bank.

The project, which is part of the sustainable development goals, was supported by the African Development Bank, consolidating its position as an initiative that not only seeks a financial return, but also makes a significant contribution to socio-economic development and environmental sustainability.
Mphanda Nkuwa’s selection among the best investment projects highlights not only the effectiveness of its organizational structure, but also its commitment to aligning itself with the fundamental principles of sustainable development. This recognition is a significant boost.