Friday, June 5, 2026
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AIMO recognized at CTA’s year-end business gala

AIMO RECONHECIDA NA GALA EMPRESARIAL DE ENCERRAMENTO DO ANO DA CTA

The Industrial Association of Mozambique (AIMO) received the prestigious Certificate of Recognition at the closing event of the activities promoted by the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA). The event, which took place in one of Mozambique’s hotels, brought together leading figures and businesspeople from various private sectors and aimed to highlight the fundamental role played by AIMO in the development of Mozambican industry.

The closing event promoted by the CTA provided a unique opportunity to celebrate and recognize the hard and dedicated work of the Industrial Association of Mozambique, which has been tireless in its pursuit of the growth and development of Mozambican industry. Through innovative initiatives, defending business interests and promoting policies favorable to the industrial sector, AIMO has played a key role in Mozambique’s economic advancement.

During the event, the various contributions of the Industrial Association of Mozambique were presented, from facilitating business partnerships and attracting foreign investment to promoting best practices and strengthening local entrepreneurship. Through these initiatives, AIMO has worked hard to foster a favorable business environment and ensure the sustainable growth of Mozambican industry.

The award of the Certificate of Recognition to the Industrial Association of Mozambique is testimony to its ongoing commitment to the country’s economic development. Through the establishment of strategic partnerships, collaboration with other entities and the promotion of best practices, the Association has been a catalyst for the growth of Mozambican industry, boosting job creation, increasing productivity and contributing to economic diversification.

The Industrial Association of Mozambique thanks CTA for the honor of receiving this certificate and its members, partners and collaborators for their continued support and dedication. We pledge to remain committed to developing a strong and prosperous industry in Mozambique, working together with all stakeholders to drive growth and innovation.

Análise financeira: aumento do crédito malparado sinaliza preocupações para Moçambique

Análise financeira: aumento do crédito malparado sinaliza preocupações para Moçambique

O Banco de Moçambique divulgou hoje dados alarmantes sobre o aumento do crédito malparado no mercado financeiro do país. Segundo informações do Boletim de Estabilidade Financeira, publicado recentemente pelo banco central, empresas e famílias com crédito na banca comercial não estão honrando devidamente seus compromissos, resultando em uma elevação preocupante na qualidade dos activos.

Até Junho deste ano, o crédito total à economia atingiu pouco mais de 300 mil milhões de meticais. No entanto, o rácio de crédito em incumprimento (NPL), expresso como a proporção do NPL sobre o crédito total, aumentou para 10,58%, em comparação com os 10,02% registados em Junho de 2022, ultrapassando significativamente o benchmark convencional de 5,0%.

O Boletim de Estabilidade Financeira também revela que a cobertura do NPL pelas provisões específicas aumentou de 67,99% para 70,61%, indicando uma resposta activa dos bancos em preparação para possíveis inadimplências. Essa mudança ocorreu entre Junho de 2022 e Junho de 2023, após atingir 71,84% em Dezembro de 2022.

O sector do Comércio liderou as estatísticas, representando 30,50% do total do NPL em Junho passado, seguido por Indústria, com 23,01%, e Transportes e Comunicações, com 19,46%. Esses números indicam um desafio generalizado para diferentes sectores da economia moçambicana.

Apesar desse cenário, o relatório destaca que os bancos comerciais, embora enfrentem níveis elevados de crédito malparado, continuam a registar lucros notáveis. Os resultados líquidos do exercício aumentaram 1,2 mil milhões de meticais, totalizando 14,6 mil milhões de meticais em Junho de 2023.

A explicação para essa aparente contradição reside no aumento da margem financeira em 4,4 mil milhões de meticais. A rendibilidade dos activos (ROA) fixou-se em 4,64%, e a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) atingiu 18,38%, indicando a capacidade dos bancos de manter a rentabilidade em meio aos desafios do ambiente económico.

Entretanto, é importante observar que o rácio do custo-benefício nas operações da banca comercial aumentou para 54,42%, registando um acréscimo de 1,09 pontos percentuais em relação ao período homólogo. Essa variação sugere uma ligeira redução da eficiência bancária, indicando a necessidade de uma gestão mais eficaz diante do actual contexto desafiador.

Financial analysis: increase in non-performing loans signals concerns for Mozambique

Análise financeira: aumento do crédito malparado sinaliza preocupações para Moçambique

The Bank of Mozambique today released alarming data on the increase in non-performing loans in the country’s financial market. According to information from the Financial Stability Bulletin, published recently by the central bank, companies and families with credit in commercial banking are not properly honoring their commitments, resulting in a worrying rise in asset quality.
By June of this year, total credit to the economy amounted to just over 300 billion meticais. However, the non-performing loan (NPL) ratio, expressed as the proportion of NPLs to total credit, rose to 10.58%, compared to 10.02% in June 2022, significantly exceeding the conventional benchmark of 5.0%.
The Financial Stability Bulletin also reveals that the coverage of NPLs by specific provisions increased from 67.99% to 70.61%, indicating an active response by banks in preparation for possible defaults. This change occurred between June 2022 and June 2023, after reaching 71.84% in December 2022.
The Commerce sector led the statistics, accounting for 30.50% of the total NPL last June, followed by Industry, with 23.01%, and Transportation and Communications, with 19.46%. These figures indicate a generalized challenge for different sectors of the Mozambican economy.

Despite this scenario, the report highlights that commercial banks, despite facing high levels of non-performing loans, continue to record notable profits. Net profits for the year increased by 1.2 billion meticais to 14.6 billion meticais in June 2023.
The explanation for this apparent contradiction lies in the 4.4 billion meticais increase in net interest income. Return on assets (ROA) stood at 4.64%, and return on equity (ROE) reached 18.38%, indicating the banks’ ability to maintain profitability amid the challenges of the economic environment.
Meanwhile, it is important to note that the cost-benefit ratio in commercial banking operations increased to 54.42%, up 1.09 percentage points year-on-year. This variation suggests a slight reduction in banking efficiency, indicating the need for more effective management in the face of the current challenging context.

Alerta IFC: construções vulneráveis em Moçambique podem resultar em perda de financiamento

Alerta IFC: Construções vulneráveis em Moçambique podem resultar em perda de financiamento

Em meio aos crescentes desafios climáticos que assolam Moçambique, o país enfrenta a ameaça iminente de perder acesso a financiamento internacional caso não adopte urgentemente uma abordagem para tornar suas construções mais resilientes às alterações climáticas. O International Finance Corporation (IFC) apresentou na Terça-feira, 12 de Dezembro, o Building Resilience Index (BRI), apontando para a necessidade premente de promover a construção adaptável aos impactos das mudanças climáticas.

O Relatório de Avaliação do Mercado de Edifícios Resilientes de Moçambique, elaborado pelo IFC, destaca que, apesar da conscientização significativa dos riscos climáticos, o país ainda não implementou completamente seus robustos quadros políticos e legais para edifícios resilientes. Vasco Nunes, Director Interino do IFC em Moçambique, ressalta que a falta de implementação dessas medidas pode impactar directamente no acesso ao financiamento, considerando que o país ainda importa grande parte dos materiais de construção.

O sector de construção em Moçambique, conforme aponta o relatório, enfrenta desafios significativos, incluindo a dificuldade em acessar financiamento e a dependência de materiais importados. A falta de edifícios resilientes não apenas aumenta os riscos ambientais, mas também representa uma barreira ao desenvolvimento sustentável no país.

Os edifícios resilientes, concebidos para resistir e adaptar-se aos desafios ambientais, emergem como uma necessidade crítica em um país que figura entre os 10 mais frágeis do continente africano em termos climáticos. Com 90 ciclones registados de 1950 a 2022 e a ocorrência frequente de inundações, a urgência em adoptar práticas construtivas resilientes torna-se evidente.

O IFC destaca a importância do Building Resilience Index (BRI) ao mapear perigos e avaliar a resiliência, sendo Moçambique o primeiro país da África Subsariana a se beneficiar dessa iniciativa. O Quadro já actua em diversos países, incluindo as Filipinas, Vietnam, Colômbia e México, sendo uma ferramenta essencial para promotores, compradores de casas e demais partes interessadas.

Diante do cenário desafiador, Feliciano Dias da Ordem dos Engenheiros de Moçambique enfatiza que, ao seguir as regulamentações do país, é possível alcançar edifícios resilientes, ressaltando a importância de acções concretas para enfrentar os desafios climáticos e garantir um futuro sustentável para as construções moçambicanas.

IFC alert: vulnerable buildings in Mozambique could result in loss of funding

Alerta IFC: Construções vulneráveis em Moçambique podem resultar em perda de financiamento

Amid the growing climate challenges plaguing Mozambique, the country faces the imminent threat of losing access to international funding if it does not urgently adopt an approach to make its buildings more resilient to climate change. On Tuesday, December 12, the International Finance Corporation (IFC) presented the Building Resilience Index (BRI), pointing to the pressing need to promote construction that is adaptable to the impacts of climate change.
The IFC’s Mozambique Resilient Buildings Market Assessment Report highlights that, despite significant awareness of climate risks, the country has yet to fully implement its robust policy and legal frameworks for resilient buildings. Vasco Nunes, Acting Director of the IFC in Mozambique, points out that the lack of implementation of these measures can have a direct impact on access to finance, considering that the country still imports a large part of its construction materials.
The construction sector in Mozambique, as the report points out, faces significant challenges, including difficulty in accessing finance and dependence on imported materials. The lack of resilient buildings not only increases environmental risks, but also represents a barrier to sustainable development in the country.

Resilient buildings, designed to withstand and adapt to environmental challenges, are emerging as a critical need in a country that ranks among the 10 most climate fragile on the African continent. With 90 cyclones recorded between 1950 and 2022 and the frequent occurrence of floods, the urgency of adopting resilient building practices is becoming clear.
The IFC highlights the importance of the Building Resilience Index (BRI) in mapping hazards and assessing resilience, with Mozambique being the first country in sub-Saharan Africa to benefit from this initiative. The Framework is already active in several countries, including the Philippines, Vietnam, Colombia and Mexico, and is an essential tool for developers, homebuyers and other stakeholders.
Faced with the challenging scenario, Feliciano Dias of the Mozambican Order of Engineers emphasizes that by following the country’s regulations, it is possible to achieve resilient buildings, stressing the importance of concrete actions to tackle climate challenges and ensure a sustainable future for Mozambican buildings.

Saiba como é feita a gestão dos hidrocarbonetos em Moçambique

Saiba como é feita a gestão dos hidrocarbonectos em Moçambique

A descoberta e exploração de gás natural e petróleo emerge como um catalisador significativo para a prosperidade económica, movimentando bilhões de dólares e reconfigurando o panorama financeiro nacional. Nesse cenário de crescimento exponencial, emerge uma indagação: a quem realmente pertencem esses recursos naturais? Quais são as entidades encarregadas pela gestão desses activos no país?

Neste artigo, exploramos minuciosamente as entidades reguladoras do sector de hidrocarbonetos no país, proporcionando uma análise precisa que revela o efectivo âmbito de actuação dessas instituições.

De quem são os recursos naturais existentes no país?

De acordo com a constituição da república de Moçambique, no seu art.98, os recursos naturais situados no solo e subsolo são propriedade do Estado, o que significa que o gás natural existente em todo território nacional, pertence ao Estado Moçambicano.

Instituições responsáveis pela gestão do gás em Moçambique

Governação do sector

Ministério dos recursos Minerais e Energia- (MIREME)

Ministério dos Recursos Minerais é um órgão central do aparelho de Estado que de acordo com os princípios, objectivos e tarefas definidas pelo Govemo, dirige e executa as políticas no âmbito da investigação geológica, inventariação, exploração dos recursos minerais e os hidrocarbonetos.

Ministério da Economia e Finanças – MEF

O Ministério da Economia e Finanças é o órgão central do aparelho do Estado que, de acordo com os princípios, objectivos e tarefas definidas pelo Governo, orienta e coordena a concepção, execução e avaliação das políticas e estratégias públicas de desenvolvimento orientadas para o crescimento e inclusivo da economia nacional.

Regulador do sector de hidrocarbonectos: Instituto Nacional do petróleo

O Instituto Nacional de Petróleo foi criado pelo Conselho de Ministros ao abrigo do Decreto. º 25/2004, de 20 de agosto, como entidade reguladora responsável pela administração e promoção das Operações Petrolíferas, é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica, administrativa, financeira e patrimonial para executar as operações petrolíferas de acordo com a legislação aplicável, assegurando a melhor prática com competência, capacidade técnica e imparcialidade.

Representante do Estado no negócio da exploração do gás

Empresa nacional de Hidrocarbonectos

A ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos) é a entidade do Estado moçambicano responsável pela pesquisa, prospecção, produção e comercialização de produtos petrolíferos. Criada em 1981, a ENH tem ajustado a sua estrutura empresarial às necessidades da indústria e do mercado nacional e internacional, afirmando-se como um grupo empresarial com competência para participar em todas as operações petrolíferas e nas respectivas fases das actividades de pesquisa, exploração, produção, refinação, transporte, armazenamento e comercialização de hidrocarbonetos e dos seus derivados, incluindo LNG e GTL dentro e fora do país.

Afiliadas:

Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, S.A. (CMH)

A Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) foi fundada em Outubro de 2000, como uma entidade necessária para a participação no desenvolvimento do sector de hidrocarbonetos em Moçambique. O início das suas actividades deu-se nos campos de gás de Pande e Temane, como parceira da Sasol. posteriorimente, a CMH expandiu sua capacidade. Em 2008, abriu seu capital a investidores moçambicanos, tornando-se um veículo essencial no projecto de exploração de gás. A (CMH) é reconhecida internacionalmente, recebeu prémios e foi destacada em rankings da KPMG pelas suas realizações notáveis na indústria de petróleo e gás.

Companhia Moçambicana de Gasodutos, S.A. -(CMG)

A Companhia Moçambicana de Gasodutos, é uma empresa criada para gerenciar e operar a infraestrutura de gasodutos no país. (CMG), actua como veículo de participação do Estado na componente de gasoduto de gás natural através de participação de 25% na ROMPCO PTY Limited Mozambique Banch, a detentora da exploração de gasodutos. A CMG desempenha um papel essencial na operação, manutenção e expansão da rede de gasodutos em Moçambique.

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A Matola Gas Company, SA-(MGC)

A Matola Gás Company, SA-(MGC),é uma empresa moçambicana, fundada em 2004, especializada no transporte, distribuição e comercialização de gás natural produzido em Moçambique. A empresa opera um gasoduto de cerca de 100 km, com capacidade de aproximadamente 8 milhões de gigajoules anuais. A MGC é constituída por investidores nacionais e estrangeiros, incluindo o governo moçambicano e a empresa sul-africana GIGAJOULE INTERNATIONAL. A principal finalidade é fornecer energia para diversas unidades industriais na província de Maputo.

Portos de Cabo -Delgado (PCD)

É uma sociedade constituída pela ENH e pela empresa pública Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM) com 50% cada, o objectivo é desenvolver e implementar infra-estruturas para apoiar as operações de petróleo, incluindo a concepção, construção, operações e gestão de terminais portuários especializados.

A ENHlogistics

É uma empresa moçambicana integralmente detida pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Sua função é desenvolver infraestruturas de apoio logístico para operações de pesquisa e exploração de hidrocarbonetos em Moçambique. Como subsidiária da ENH, a ENHlogistics desempenha um papel crucial no suporte logístico para o sector de hidrocarbonetos no país, fornecendo apoio logístico em plataformas offshore até o desenvolvimento de terminais estratégicos para facilitar o transporte seguro dos recursos.

ENH-KOGAS, SA.

A ENH-KOGAS, SA, é uma empresa dedicada à implementação do projeto de distribuição de gás natural na cidade de Maputo, a empresa destaca-se ao introduzir uma fonte de energia inovadora, contribuindo significativamente para o desenvolvimento sustentável e a diversificação das opções energéticas em Moçambique.

Governo moçambicano formaliza parceria estratégica para o projecto Mphanda Nkuwa

Governo moçambicano formaliza parceria estratégica para o projecto Mphanda Nkuwa

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) dará um passo significativo hoje, 13 de Dezembro, ao assinar o acordo que oficializa a implementação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, localizado na região de Tete. Este marco representa a consolidação de um processo de selecção do parceiro estratégico, que, segundo o MIREME, foi conduzido de maneira competitiva, rigorosa e transparente desde Junho de 2022.

O projecto, estimado em 4,5 mil milhões de dólares, ganhou destaque em Maio deste ano, quando o Executivo moçambicano, por meio do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), anunciou a preferência pelo consórcio liderado pela Electricidade de França (EDF). O consórcio inclui ainda a TotalEnergies, a Sumitomo Corporation e a Kansai.

A distribuição accionista do projecto será liderada pelo consórcio, que deterá 70% das acções. Os 30% restantes serão compartilhados entre as empresas estatais Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). O consórcio, composto por quatro empresas, dividirá suas participações da seguinte forma: TotalEnergies com 30%, Electricidade de França com 40%, e Sumitomo Corporation e Kansai com 15% cada.

O acordo a ser assinado hoje representa não apenas um compromisso formal com a implementação do projeto, mas também um importante avanço na busca pela diversificação da matriz energética do país. O projecto de Mphanda Nkuwa visa impulsionar significativamente a capacidade de geração de energia eléctrica em Moçambique, contribuindo assim para o desenvolvimento económico sustentável.

O MIREME enfatiza que a escolha do consórcio liderado pela EDF foi o resultado de um processo criterioso, garantindo a participação de parceiros qualificados e comprometidos com os padrões de excelência e sustentabilidade.

Este acordo histórico fortalece as relações entre Moçambique e as empresas envolvidas no consórcio, reforçando a confiança nos investimentos estrangeiros no sector de energia. O projecto de Mphanda Nkuwa não só promete uma transformação no cenário energético do país, mas também abre novas perspectivas para parcerias internacionais voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Mozambican government formalizes strategic partnership for Mphanda Nkuwa project

Governo moçambicano formaliza parceria estratégica para o projecto Mphanda Nkuwa

The Ministry of Mineral Resources and Energy (MIREME) will take a significant step forward today, December 13, when it signs the agreement making official the implementation of the Mphanda Nkuwa hydroelectric project, located in the Tete region. This milestone represents the consolidation of a strategic partner selection process which, according to MIREME, has been conducted in a competitive, rigorous and transparent manner since June 2022.
The project, estimated at 4.5 billion dollars, came to prominence in May this year, when the Mozambican Executive, through the Mphanda Nkuwa Hydroelectric Project Implementation Office (GMNK), announced its preference for the consortium led by Electricité de France (EDF). The consortium also includes TotalEnergies, Sumitomo Corporation and Kansai.
The shareholder distribution of the project will be led by the consortium, which will hold 70% of the shares. The remaining 30% will be shared between the state companies Electricidade de Moçambique (EDM) and Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). The consortium, made up of four companies, will divide its holdings as follows: TotalEnergies with 30%, Electricidade de França with 40%, and Sumitomo Corporation and Kansai with 15% each.

The agreement to be signed today represents not only a formal commitment to implementing the project, but also an important step forward in the quest to diversify the country’s energy matrix. The Mphanda Nkuwa project aims to significantly boost Mozambique’s electricity generation capacity, thus contributing to sustainable economic development.
MIREME emphasizes that the choice of the consortium led by EDF was the result of a careful process, guaranteeing the participation of qualified partners committed to standards of excellence and sustainability.
This historic agreement strengthens relations between Mozambique and the companies involved in the consortium, reinforcing confidence in foreign investment in the energy sector. The Mphanda Nkuwa project not only promises a transformation in the country’s energy scenario, but also opens up new prospects for international partnerships aimed at sustainable development.

Confronto fiscal entre Moçambique e Rio Tinto por impostos não pagos da venda de activos minerais

Confronto fiscal entre Moçambique e Rio Tinto por impostos não pagos da venda de activos minerais

O Estado moçambicano está empenhado em recuperar cerca de 239 milhões de dólares norte-americanos em impostos não pagos relacionados à venda de activos mineiros de carvão pela Rio Tinto, ocorrida na província de Tete em 2014. A controvérsia surge após a empresa declarar apenas 50 milhões de dólares na transacção para o consórcio estatal indiano International Coal Ventures (ICVL), levantando suspeitas de uma estratégia fiscal evasiva.

Segundo informações da Autoridade Tributária (AT), o Estado alega que o valor declarado pela Rio Tinto foi meramente um artifício fiscal para escapar das obrigações tributárias em Moçambique. Em resposta, a AT formou uma equipe de peritos que concluiu que o montante declarado era “irrealista e inaceitável” do ponto de vista fiscal, não reflectindo o real valor de mercado dos activos.

O coordenador da Unidade de Tributação da Indústria Extractiva, Aníbal Mbalango, explicou que a análise da AT identificou perdas por imparidade não reconhecidas pela equipe técnica. Além disso, a ausência de parecer de uma entidade independente e de estudos de viabilidade do negócio levanta dúvidas sobre a validade das cifras apresentadas pela Rio Tinto.

O impasse ganha relevância em um momento em que a Rio Tinto concordou em pagar 28 milhões de dólares a um tribunal dos Estados Unidos para encerrar um processo de fraude relacionado ao seu investimento no carvão em Tete. A pressão sobre a empresa também inclui um segundo caso referente à venda da Riversdale à Rio Tinto em 2011, no valor de 3,9 mil milhões de dólares, onde a questão do pagamento do imposto sobre mais-valias está em aberto, somando mais de 8,6 mil milhões de meticais.

Após tentativas de negociação, as autoridades fiscais moçambicanas liquidaram o imposto sobre a transacção em 239,27 milhões de dólares. Mbalango ressalta que, além deste caso, a AT continua a trabalhar na resolução do segundo processo, buscando garantir a justa tributação e a integridade do sistema fiscal do país. O desenrolar dessas disputas fiscais terá implicações significativas não apenas para as finanças do Estado, mas também para o ambiente de investimento em Moçambique.

Tax dispute between Mozambique and Rio Tinto over unpaid taxes from the sale of mineral assets

Confronto fiscal entre Moçambique e Rio Tinto por impostos não pagos da venda de activos minerais

The Mozambican state is seeking to recover around 239 million US dollars in unpaid taxes related to Rio Tinto’s sale of coal mining assets in Tete province in 2014. The controversy arose after the company declared only 50 million dollars in the transaction to the Indian state consortium International Coal Ventures (ICVL), raising suspicions of an evasive tax strategy.
According to information from the Tax Authority (AT), the state claims that the amount declared by Rio Tinto was merely a tax ruse to evade tax obligations in Mozambique. In response, the AT formed a team of experts who concluded that the amount declared was “unrealistic and unacceptable” from a tax point of view, and did not reflect the real market value of the assets.
The coordinator of the Extractive Industry Taxation Unit, Aníbal Mbalango, explained that the AT’s analysis identified impairment losses not recognized by the technical team. In addition, the absence of an opinion from an independent entity and feasibility studies for the deal raises doubts about the validity of the figures presented by Rio Tinto.

The impasse is coming to a head at a time when Rio Tinto has agreed to pay 28 million dollars to a US court to end a fraud case related to its investment in coal in Tete. The pressure on the company also includes a second case concerning the sale of Riversdale to Rio Tinto in 2011, worth 3.9 billion dollars, where the issue of paying capital gains tax is open, amounting to more than 8.6 billion meticais.
After attempts at negotiation, the Mozambican tax authorities settled the tax on the transaction at 239.27 million dollars. Mbalango points out that, in addition to this case, the AT continues to work on resolving the second case, seeking to guarantee fair taxation and the integrity of the country’s tax system. The outcome of these tax disputes will have significant implications not only for the state’s finances, but also for the investment environment in Mozambique.